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Grande Artista e Goleador

Feelings

Não tenho uma fé inabalável no meu instinto e confesso que neste momento este triângulo (BdC/MS/JE) me fez 'ouvir' (leia-se: ler na blogosfera) com atenção tudo o que se diz.

Não vi nem ouvi o que disse ontem José Eduardo e reparei que pessoas que respeito têm opiniões diferentes.

Ora, se não existe consenso sobre o que se passa entre nós, adeptos, isto leva-me a, pelo menos para já, esperar.

No entanto a minha intuição desde o início que me diz algo. Usando o estrangeirismo com que intitulei o post: tenho cá o meu feeling.

Aqui vai!

Bruno de Carvalho é o meu presidente! Não votei nele, pois não podia mas fiz-me sócio já durante o seu mandato.

Apreciei e, como quase todos os Sportinguistas, entusiasmei-me com a contratação de Marco Silva.

José Eduardo é um dos paineleiros afectos ao Sporting nesta nossa comunicação social e confesso que, não sabendo o que o move, não posso ignorar o facto de Bruno de Carvalho o ter citando como uma das fontes de segurança sobre o que se passa no Sporting.

Como não conheço nenhum dos três enumerados (já cumprimentei o Presidente,mas isso não faz com que possa afirmar que o conheço) é-me fácil ter o distanciamento para analisar friamente os factos e dar ouvidos ao tal feeling.

Gosto do Presidente e julgo que foi o melhor que aconteceu ao Sporting desde que me lembro de acompanhar o clube.

Tecnicamente gosto de Marco Silva. Acho-o bom treinador, mas não sei o que o move enquanto pessoa.

José Eduardo é um dos que suporto ouvir entre os que defendem (nem todos o fazem) o Sporting nas TV's e nos jornais. Não quer dizer que diga 'avé' a tudo o que diz (não o faço a nenhum, pois felizmente penso pela minha própria cabeça), mas não posso ignorar tudo o que disse.

Vamos aos feelings propriamente ditos (e vamos ver se consigo dizer tudo o que quero sem me trocar todo):

Não gostei que Marco Silva, antes da primeira jornada, tivesse acentuado a importância das ausências de Rojo e Slimani, que estavam sob alçada disciplinar da direcção.

Não gostei que Marco Silva dissesse que o presidente sabia desde Agosto os reforços que eram necessários.

Não gostei que Marco Silva tenha desrespeitado a hierarquia, questionando a legitimidade do Presidente para fazer criticas onde entender.

Não gostei que Marco Silva o tivesse feito repetidamente e ainda tenha (na última flash, após o jogo da Taça da Liga) tido a coragem de se auto-promover, sacudindo a água do capote e passando o lustro aos adeptos.

Não gostei que o Presidente ainda não tenha explicado aos Sportinguistas o que se passa mas acredito que, se não o fez, é porque não podia.

Embora talvez tenha exagerado em alguns dos comunicados e mensagens, partilho da opinião difundida pelo presidente nos mesmos.

Não gostei das graves insinuações de José Eduardo mas, pensando claramente, o que ganha este em falar de coisas tão graves se estas forem claramente falsas? Sobretudo porque o fez no dia seguinte àquele em que Bruno de Carvalho disse que este era uma das fontes seguras da direcção.

Será que José Eduardo se foi queimar perante os Sportinguistas, em praça pública, com uma mentira? Não me parece!

Bruno de Carvalho ainda não defendeu o treinador nem desmentiu José Eduardo logo, isso leva-me a, para já confiar no meu feeling.

Marco Silva parece-me neste momento o elo mais fraco e julgo que o Presidente só está a minimizar ao danos para o Clube (que tem defendido sempre intransigentemente), adiando a decisão de dispensar o treinador no momento certo.

E qual é o momento certo?

Para mim, no final da época.

Com a Taça de Portugal no bolso, o apuramento directo para a Champions, uma campanha razoável na Liga Europa e a campanha possível na Taça da Liga.

Depois, venda-se o treinador (para o estrangeiro) e contrate-se um que acredite piamente no projecto do Sporting pois parece-me que este nunca acreditou.

Claro que isto é só o meu feeling, mas acredito que, a seu tempo, saberemos a verdade.

Não achei, na altura em que foi anunciada, que a AG fosse necessária mas, neste momento acho que pode ser importante. Sobretudo se esta se pudesse fazer em regime de pacto da verdade e sem bufos, numa espécie de reunião secreta com votos de silêncio à saída (será isto possível?).
Desejo ter disponibilidade para estar presente na mesma e que esta nos esclareça finalmente sobre o que se passa, pois não acredito que o presidente venha pedir um reforço de confiança sem dar explicações.

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