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Grande Artista e Goleador

Em frente, Sporting!

Agora que já me passou a azia que me causou o resultado do jogo em Belém (não direi que tenha passado, mas não me encontro tao maldisposto) é hora de olhar para o futuro próximo, a Liga Europa e o Wolfsburgo.

Confesso que nunca me senti entusiasmado com a participação na Liga Europa. Volto a frisar que é a segunda divisão europeia e que, depois do roubo monumental que nos afastou dos oitavos da Champions não consegui ver a participação na Liga Europa como um prémio para o Sporting mas sim um castigo.

Com os últimos dois resultados negativos que provavelmente nos afastaram de vez da luta pelo título de campeão nacional, não tendo mudado de ideias, passei a ver esta eliminatória com outros olhos. Não que ache que somos 'obrigados' a passar para salvar alguma coisa. Temos hipóteses e, na verdade, temos de fazer com que elas valham alguma coisa, lutando pela passagem à fase seguinte.

Claro que, sendo uma eliminatória difícil, acredito na passagem e confesso que estou até confiante numa boa exibição, quinta-feira na Alemanha (desde que marquemos e não percamos por mais de um de diferença, temos tudo em aberto para arrumar a questão em Alvalade).

Teremos de abordar o jogo sem aquele que é, neste momento, o nosso melhor jogador. Ridiculamente, e por se tratarem de competições diferentes, William não poderá jogar, fruto dos três cartões amarelos vistos na fase de grupos da Champions. Não sendo um factor decisivo para determinar o sucesso ou insucesso da deslocação a casa do vice-líder da Bundesliga, é um factor importante.

Há duas formas de ver isto: a minha e aquela que acho que vai ser a de Marco Silva.

Começo pelo 'mister'. Sabendo do seu conservadorismo relativamente a grandes oscilações, tanto no 'onze' como na convocatória, Rosell jogará no lugar de William. O espanhol tem feito parte do núcleo duro, integrou a maior parte das convocatórias e não me parece que o lugar seja entregue a qualquer outro. É possível também que Mané seja premiado com a titularidade, não porque tenha feito uma grande exibição em Belém mas sobretudo por ter mostrado que acreditava até ao fim. Talvez sacrifique Carrillo que pode ser um importante trunfo a lançar do banco.

Eu também tenho em mim um treinador de bancada. Não trabalhando com os jogadores diariamente, limito-me a analisar o valor individual, o que acrescentam à dinâmica colectiva e os momentos de forma de cada um. Não considero benéficas muitas alterações, sobretudo no meio-campo, onde as dinâmicas me parece assumir maior preponderância. O sector defensivo não apresenta dúvidas. Com Cédric impossibilitado de jogar para o campeonato, naturalmente assumirá o seu lugar no lado direito, ladeado por Paulo Oliveira, Tobias e Jefferson.
Confesso que tenho dúvidas no meio-campo, sobretudo pela falta de ritmo de Rosell num jogo que se adivinha de alta intensidade, embora não tenha nada contra a sua utilização. Vejo duas hipóteses: Rosell, Adrien e João Mário ou Adrien, João Mário e Montero. Apesar de Adrien estar em clara baixa de forma, terá de jogar para que não tenhamos que alterar dois dos três homens do 'miolo' (para o Gil a conversa é outra e, a seu tempo, falarei disso).
Carrillo e Nani, apesar do momento menos fulgurante, são as melhores opções para as alas e espero que estejam em melhores dias, nem que seja pela dimensão do jogo e o ambiente de um estádio certamente cheio (não que ache que sejam estes os maiores factores de motivação para quem joga no Enorme).
Na frente, e dependendo do trio de meio-campo, vejo três opções...
Jogando com Rosell, Adrien e João Mário, naturalmente, jogaria com Montero a titular, embora ache que estamos com imensas dificuldades para desenvolver o nosso jogo ofensivo neste figurino. Por isso, sinto que poderíamos ganhar com a utilização de João Mário e Adrien (formando um duplo pivot) com Montero na posição 10 (aquela em que se mostra mais decisivo).
Para a maioria, com Montero atrás do ponta-de-lança seria óbvio que Tanaka assumiria as despesas na posição de ponta-de-lança. Para mim não. Sou da opinião que Mané é completamente inconsequente nas alas. Não define bem os lances, sobretudo por não ser forte no momento de decisão e por ter dificuldades em assumir o um-para-um. Isto está relacionado com o seu passado de ponta-de-lança que lhe apurou o sentido de baliza e o faro de golo, como comprovam os seus 6 golos marcados esta época (num total 24 jogos onde, no entanto, apenas foi titular em 11). Por me parecer que Mané pode oferecer mais na dinâmica ofensiva do que Tanaka, talvez optasse pelo português, no entanto, o japonês tem em seu favor o factor das bolas paradas.

Claro que isto não dispensa a presença de Ryan Gauld no banco de suplentes (ouviste Marco?).

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