Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Grande Artista e Goleador

E a selecção?

Ontem vi o jogo da selecção nacional. Não que não tenha dado uma olhadela no jogo com a Noruega mas ontem era um teste mais sério e queria ver com o mesmo desprendimento de ultimamente (infelizmente, pois sinto uma certa nostalgia de quando vibrava com a equipa das quinas) mas com maior atenção. Queria aferir as nossas reais possibilidades no Euro, sobretudo quando chegarmos às fases a eliminar.

 

Depois, havia o aliciante extra de ouvir a comentar alguém que realmente percebe de bola, em vez do Dani ou outro qualquer do lote de 'invisuais' que pululam na TVI. Jorge Jesus comentou em directo o jogo frente à Inglaterra e, no seu estilo e de forma sábia e subtil, deu a sua opinião sobre o nosso modelo de jogo e dinâmica.

 

JJ constatou aquilo que só alguém com as suas competências diria. Portugal defendeu como equipa pequena (mesmo 11x11) e praticamente não atacou. O nosso processo ofensivo foi inexistente e limitou-se sempre à esperança num ou outro rasgo individual, primeiro de Nani e depois de Quaresma (que quase fez mais um golo de antologia).

 

Portugal não rematou enquadrado uma única vez e acabou por sofrer um golo numa 2ª bola que Patrício socou (e bem) para fora da área mas onde a nossa defesa não foi lesta no ataque à bola 'perdida'. Pior, os 10 jogadores que praticamente nem da área saíram deixaram o inglês cabecear sem qualquer oposição.

 

Nem o resultado se salvou e Jesus, para além de, subtilmente, dar sinais de pouca esperança na dinâmica do modelo de Fernando Santos, não deixou de elogiar a formação do Sporting e criticar, com alguma graça, o jogo de cabeça de William Carvalho. 

 

Neste momento já toda a gente percebeu porque Renato foi convocado. Há que aproveitar os amigáveis para somar internacionalizações pois o único dinheiro que o Benfica ainda pode ver, relativo à sua venda, vem precisamente daqui. Quando começar a sério, jogarão os melhores e, mais uma vez, deu para perceber que Renato não é um deles. O seu estilo e a propaganda beneficiam-no e colocam sobre ele as luzes da ribalta mas o espectador mais atento vê a sua movimentação e posicionamento, por exemplo, no golo da Inglaterra e fica convencido (isto aconteceu várias vezes em jogos do Benfica, nomeadamente na Champions).

 

Agora, em traços gerais, concordo com Jesus. O nosso processo e dinâmica ofensiva não existe e tenderá ainda mais a individualizar-se com Ronaldo em campo. Fernando Santos teve com a Noruega e terá com a Estónia a possibilidade de testar um modelo alternativo mas não o fez (e duvido que o faça). Teimou neste novo modelo que só funciona com CR7 em campo e que nunca pode ter como avançados Nani e Rafa. O nosso processo defensivo é 'à grega', pouco dinâmico, demasiado expectante e com muito homens atrás da linha da bola.

 

Claro que tudo isto se modifica com o melhor Ronaldo em campo. Mas...e se o melhor Ronaldo não 'fôr' a França?

 

Sigam o GAG no facebook e no twitter.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal