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Grande Artista e Goleador

Desp. Chaves 1-2 SPORTING CP: Bas "Panic" Dost

Minuto 55:

Nuno André Coelho olha para a linha lateral e vê Bas Dost. Avisa Maras; "Vem aí o gajo!"

Maras responde; "E agora?!"

NAC encolhe os ombros...

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Um Chaves organizado entrou em pânico quando Bas Dost entrou em jogo. Sentiu-se isso de imediato. Os flavienses esforçaram-se para que a bola não chegasse ao holandês mas, quando chegou, o inevitável aconteceu; três remates (dois de cabeça e um de pé direito), dois golos. 

Em quinze toques na bola aproveitou treze (foi desarmado uma vez e dominou mal uma bola), fez dois golos e nove passes (100% de eficácia), dois deles para finalização. Pouco mais de meia-hora de pânico para os adversários e de qualidade e definição para o jogo ofensivo do Sporting.

 

A primeira parte foi muito fraca, sem dinâmica, sem acerto no passe mas não é dia de bater na equipa. Misic e Battaglia estiveram muito inseguros nos primeiros 45 minutos e isso passou para os colegas. Faltou ligação entre o meio-campo e o ataque. Rúben Ribeiro foi uma sombra daquilo que pode fazer e mostrou, depois, na segunda parte.

Com as ausências, o desgaste, a falta de ritmo de um ou outro jogador, dou por mim a desculpar aquela primeira parte e apenas a sentir-me feliz por termos conseguido vencer num campo difícil, a meio de mais um ciclo competitivo terrível.

 

Jesus optou por adaptar dois laterais em vez de usar os de origem e, embora tenha acabado por ser forçado a usar Lumor, a equipa foi sabendo equilibrar-se e corrigir as falhas pontuais de um ou outro jogador. Algumas vezes teve de ser Patrício a salvar os colegas e a equipa. Fê-lo ao décimo primeiro minuto, após uma má abordagem de Bruno César, naquela que foi a melhor oportunidade de golo em toda a primeira parte.

Imediatamente antes da entrada de Bas Dost, Nuno André Coelho obrigou Rui Patrício a mais uma boa defesa e menos de dez minutos depois já Dost tinha causado pânico (e mossa) na defensiva transmontana. Nos dois momentos mais importantes da jogada, acaba por ser Nuno André Coelho e o seu mau posicionamento a viabilizar o bom envolvimento ofensivo do Sporting. Coloca Rúben Ribeiro em jogo, antes do bailado do nosso 7, que colocou a bola redondinha para a cabeça de Dost, mais uma vez colocado em jogo por Coelho.

 

Estava feito o mais difícil e viríamos a assistir ao melhor período do Sporting no jogo. Montero serviu Battaglia para o remate, que tardou e foi bloqueado por um opositor. Coates cabeceou a rasar a barra mas o segundo golo não apareceu e Luís Castro arriscou. Tirou o médio mais defensivo e tentou dar mais capacidade ofensiva à sua equipa.

Jesus respondeu com a entrada de Palhinha que, a frio, viu Bressan escapar para apanhar Battaglia a dormir. Davidson voltou a ser perdulário. Patrício atrapalhou-o e Battaglia viria a redimir-se do erro...duas vezes.

Isto porque, minutos depois, ganharia uma bola em zona adiantada a Platiny (que também estava a dormir - e ainda bem) e serviria Bas Dost para o 0-2.

 

O jogo parecia resolvido mas Hugo Miguel trataria de dar emoção aos últimos minutos, assinalando um penalti bastante forçado, na minha opinião. O movimento de Coates é natural e não me parece ter tido qualquer intenção de atingir Djavan, que fez o teatro que lhe competia.

Patrício não conseguiu travar o remate de Platiny mas o Sporting acabaria por garantir os três pontos, a quarta vitória em dezassete jogos em Chaves e via assim reduzida a diferença para o líder, Porto, que escorregou este fim-de-semana na Capital do Móvel.

 

Temos campeonato e embora me mantenha céptico relativamente à conquista do título, acredito que não acabaremos a época só com a vitória na Taça da Liga.

Daqui a dois dias já jogamos novamente, na República Checa, em mais um jogo que desafiará as capacidades de Jesus em encontrar soluções.

 

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