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Grande Artista e Goleador

Começar a empatar

Não foi o melhor início mas teve coisas boas.

João de Deus é um homem inteligente e não esperava que começasse a época arriscando jogar no sistema de Jorge Jesus.

Na verdade, nem sei se será esse o objectivo mas sei que jogar dentro do mesmo modelo será benéfico para todos. Preparará os jogadores para o estilo de jogo praticado na equipa principal e deixá-los-á mais prontos para uma possível chamada, mesmo que apenas durante a próxima temporada.

Assumindo que jogar no mesmo modelo é algo implícito naquilo que, espero, seja a articulação ideal entre a equipa A e B, aguardo por mudanças graduais e encaro como natural começar dentro daquilo que foi a época passada e que tão bons resultados trouxeram à equipa.

Ontem a equipa jogou de forma semelhante àquilo que nos foi dado a conhecer na temporada transacta.

Pedro Silva jogou no lugar de Luís Ribeiro que, acredito, será emprestado. Esteve em bom plano e mostrou agilidade e bom jogo fora dos postes.

Riquicho manteve o lugar à direita e Domingos Duarte acompanhou Sambinha no centro da defesa, onde já não mora Nuno Reis. Dinâmico, Riquicho não se coibiu de apoiar o ataque e foi competente nos momentos defensivos, tal como a dupla de centrais.

Seejou King jogou no lado esquerdo e talvez a ideia seja dar montra ao jogador para o colocar até ao final do mês. Afinal, termina o contrato no final desta temporada. Se não for o caso, Nuno Reis também foi titular no ano passado e, neste caso, fará bem a Mica Pinto mudar de ares para um futebol mais competitivo. Ontem, o dinamarquês não comprometeu.

Zezinho jogou no lugar que Palhinha ocupou a época passada e parece ainda pouco confiante e intenso. Ainda assim não esteve mal. Precisa sobretudo de confiança e determinação e a sua qualidade fará o resto.

Ryan Gauld foi o melhor em campo. Não pelo que deu nas vistas e nível técnico ou individual mas pelo que normalmente escapa ao comum adepto, que vive o jogo sem o analisar friamente. O escocês tem tudo! Inteligência, sentido táctico, posicionamento exemplar, capacidade na recuperação de bolas e facilidade na entrega das mesmas. Afasta o brilho que podia incidir apenas sobre si para se ‘sacrificar’ em benefício do colectivo. É um verdadeiro jogador de equipa e pouco tem de Messi, jogador a quem já o compararam.
Acredito que Jorge Jesus o vai acompanhar com atenção.

Francisco Geraldes manteve o lugar que habitualmente desempenha na equipa mas sem o brilhantismo de outros jogos. Teve, como sempre, bons pormenores mas não foi tão assertivo como habitualmente no capítulo do passe, sobretudo dentro do último terço do terreno.

As alas ficaram entregues a Dramé e Matheus Pereira e nenhum dos dois surpreendeu. Matheus teve alguns rasgos individuais mas ele é, para já, apenas isso…uma espécie de cavalo selvagem à espera de ser domado. O que lhe sobra em talento, falta-lhe em clarividência, sentido colectivo e tranquilidade em campo. Parece sempre demasiado ansioso por mostrar os truques quando devia ser mais objectivo e útil nas manobras colectivas.
A Dramé pouco lhe saiu bem.

Rubio foi o homem mais avançado e só lhe faltou aquilo a que nos habituou…o golo! E esteve perto por um par de vezes. De resto, trabalhou como sempre para o colectivo mas a pressão alta ainda não está afinada e isso prejudica a criação de oportunidades para finalizar.

Podence, Sacko e Betinho entraram mas não tiveram oportunidade de mexer com o jogo, em grande parte, por culpa da expulsão desnecessária de Matheus Pereira.

Foi apenas o primeiro jogo e um empate é um resultado normal na 2ª Liga.

Espero ver a equipa melhorar progressivamente, tal como no ano passado, e confio em quem a lidera.

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