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Grande Artista e Goleador

Braga 0 Sporting CP 1

Este jogo fez-me lembrar o de Guimarães, no ano passado. Pela disputa durante todo o jogo, pelas ocasiões falhadas e pelo golo ao cair do pano.

No ano passado, esse jogo de Guimarães veio à 10ª jornada, na ressaca do roubo do Duarte Gomes, na Luz, que nos afastou da Taça de Portugal. Foi o início de um série de quatro vitórias consecutivas e de onze jogos sem perder, que terminaria novamente na Luz, desta feita no jogo da lã voadora, que podíamos ter ganho fora de campo mas, por teimarmos em ter princípios (e bem) acabámos por perder (no pior jogo da época), no dia seguinte, em campo.

O jogo de ontem foi parecido com o de Guimarães apenas em algumas incidências pois não vínhamos de derrota mas sim de uma série de cinco vitórias seguidas (que passaram a seis), seis jogos sem perder (aumentámos para sete) e quatro jogos sem sofrer golos (que agora são cinco).

Foi um jogo de intensidade máxima, daqueles de nervos que me deixou tenso durante os noventa e poucos minutos. Sabia que podíamos marcar a qualquer momento, mas com a consciência de que o adversário tinha qualidade e que nos podia fazer sofrer.

Houve garra, determinação, entrega, entreajuda e qualidade, muita qualidade.

A primeira parte foi mal jogada de ambas as partes. Intensa, mas mal jogada. Ainda assim, ambas as equipas tiveram oportunidades para marcar.

Na segunda parte, Marco Silva fez bem a leitura táctica do jogo. Não mudou as peças, mas mudou de figurino táctico.

E...

O leão entrou forte. Foram 25 minutos de sufoco para os de Braga. Oportunidades falhadas em catadupa e a exibição de uma vida para Matheus, o guardião bracarense que ia defendendo tudo (lembro-me de umas cinco ou seis defesas difíceis).

Algumas perdas de tempo propositadas do Braga tiraram a intensidade ao Sporting. Mas não tiraram a concentração nem a determinação.

Saltam para o jogo Mané e Tanaka (já com o Arouca tinha sido assim e...lembram-se do que aconteceu?!).

Ainda haviam 15 minutos para jogar (contando com os descontos) e eu acreditava que era possível.

Os minutos foram passando e começava a perder a esperança.

Inteligentemente, Tanaka desmarca-se a solicitar o passe (eu grito: olha o Tanaka, olha o Tanaka!). Já estava a ver a bola lá dentro e vejo uma locomotiva a atropelar o japa (f%#&-se – pensei eu – então este gajo não é expulso!). 

Tanaka pega na bola…Nani tira-lhe a bola (queres ver?! eu já vi este filme!)…Tanaka 'fuzila' Nani com os olhos…a bola volta ao japonês (vai Tanaka! - grito eu)…GOOOOOOLOOOOOO!!!

Toda a gente no prédio e arredores sabe que há aqui um louco pelo Sporting, pois foram uns minutos de gritos e impropérios!

Foi uma grande vitória, e nem vou fazer análise individual. Fomos uma equipa durante todo o jogo e não houve um que tivesse nota negativa (e aqui incluo, mais uma vez, os Sportinguistas que se deslocaram à pedreira e se fizeram ouvir no apoio ao Clube).

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