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Grande Artista e Goleador

Boavista 1-3 SPORTING CP: Je t'aime, Bas!

Dou por mim a pensar que o último francês a ocupar o centro da nossa defesa tinha sido o Naby Sarr. Nem era necessário ter trazido um francês tão bom para nos esquecermos do anterior.

Bem...na verdade acho que já (quase) todos tínhamos esquecido o Sarr. 

Jérémy Mathieu não tem apenas qualidades técnicas e tácticas. É inteligente, perspicaz e transmite uma calma e segurança ao resto da equipa que só os grandes jogadores conseguem.

Ontem foi o melhor em campo e para além dos cinco desarmes e cinco intercepções, participou de forma decisiva em ambos os golos de Bas Dost.

Um verdadeiro patrão e um craque de classe mundial. 

Depois, Bas Dost. Desde Mário Jardel que não tínhamos um ponta-de-lança tão letal e decisivo (sim, eu sei que tivemos Liedson). Bas Dost junta à capacidade finalizadora um profissionalismo a toda a prova e um compromisso com o colectivo que supera o dos já citados.

Para além disso é um tipo com uma mentalidade diferente. Auto-crítico, ambicioso, naturalmente insatisfeito... Marcou dois golos mas assumiu ter feito um dos piores jogos. Talvez por ter achado que não cumpriu com algumas das suas responsabilidades tácticas, mesmo que não tenha deixado em mãos alheias aquela que é a sua principal função; marcar golos.

Voltou a demonstrar uma eficácia impressionante, fez dois golos em três remates e o seu maior falhanço no jogo foi um remate que não fez.

Impressionante!

O jogo foi o que se esperava. De luta, nem sempre bem jogado, frente a um adversário aguerrido e empenhado.

A primeira parte não foi boa mas acabou em beleza e, aqui, acho que Daniel Podence merece uma palavra. Tem sido aposta inconstante por parte de Jorge Jesus e não é fácil mostrar serviço nessa condição. Não fez um bom jogo mas apareceu num momento decisivo, permitindo a Fábio Coentrão inaugurar o marcador, estreando-se a marcar de leão ao peito. O "produto Academia" tem qualidade mas tem que ser implementado com uma elevada dose de paciência. Por parte de quem gere os recursos humanos e por parte dos adeptos. Há que ter o equilíbrio para avaliar os momentos exuberantes, sabendo que virão períodos de menor fulgor.

Podence tem qualidade e acho que, contra as minhas próprias expectativas, poderá vir a singrar. Haja paciência! Pena que na cabeça de Jesus não haja espaço para Iuri que, a espaços, certamente demonstraria qualidade, porque a tem.

 

A segunda parte foi de qualidade, tanto no futebol apresentado como na capacidade de gerir e controlar o jogo. O bis de Bas Dost, logo após o disparate de Coates tratou de acalmar as hostes e reafirmar confiança em mais uma vitória, num reduto muito difícil.

Quanto ao uruguaio, terá de refrear a tendência para adornar os lances. Há uma linha que separa a confiança da displicência. O momento de ontem, sendo o último homem, revela displicência e falta de concentração e responsabilidade. A não repetir.

 

Volto a frisar; grande vitória alcançada num campo tramado, graças a um plantel feito de homens de "barba rija", que sabem trabalhar em grupo e me parecem ter a sintonia e o compromisso ideal para nos fazer felizes.

Assim seja!

Venha o Vilaverdense e o merecido descanso para alguns deles. Tudo isto sem perder o sentido de missão e responsabilidade que teremos de ter, que queremos ser bem sucedidos.

 

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