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Grande Artista e Goleador

Benfica 0 SPORTING CP 3: Classe, qualidade e eficácia

Foi uma noite perfeita, histórica e só não foi inesquecível porque a equipa (a única que se apresentou no relvado da Luz) do Sporting preferiu gerir o resultado a avolumá-lo (que, diga-se, mesmo sem grande esforço podia ter acontecido).

A gestão do jogo foi simplesmente perfeita, antes, durante e depois.

A poupança na Liga Europa dos elementos que jogaram ontem não pode ser ignorada. Todos estavam a 100% e todos tinham a noção que não haveriam desculpas para faltar com a entrega, garra e concentração.

Foi o que aconteceu. Uma equipa (a do Sporting) que entrou focada no objectivo, concentrada no jogo, confiante nas suas capacidades e foi até algo 'arrogante' para com o adversário.

Os jogadores sabiam perfeitamente que, cumprindo as ordens de Jesus, sairiam do jogo com os três pontos e isso foi patente em todas as acções do jogo.

O único momento de desconcentração foi mesmo aquele de Naldo, num momento em que o jogo já estava no último terço.

Até foi o Benfica que entrou melhor. Não criando perigo mas acercando-se do último reduto dos leões e Gonçalo Guedes foi o agitador dos primeiros 5 minutos, colocando em sentido João Pereira.

Quando aos 9 minutos, Teo Gutiérrez inaugurou o marcador o Sporting ganhou ainda mais confiança e o Benfica acabou.

Controlo perfeito do jogo, quer com bola, quer sem ela e rapidamente se percebeu de que lado estava o domínio. A bola era entregue ao Benfica de forma propositada, forçando o erro e aproveitando para fazer estragos nas transições rápidas. Jesus sabe das dificuldades do Benfica em sair a jogar em futebol apoiado desde a sua área e condicionou todo o meio campo dos encarnados por forma a forçar a pressão ou o jogo directo.

Quando não saíamos em transição, controlávamos em posse de bola, que mais parecia um encantamento, até voltarmos a sair em velocidade.

Foi isto durante toda a primeira parte e os lances dos golos surgiram todos em lances rápidos e objectivos.

Foi assim que Slimani fez o 2-0, num cabeceamento exemplar e que Ruiz matou o jogo com o 3-0, a nove minutos do intervalo.

A partir daqui, faltava saber por quantos o Sporting iria vencer e se o Benfica iria reagir.

Assim que vi Rui Vitória meter mais um médio defensivo ao intervalo, recostei-me no sofá e limitei-me a observar uma gestão exemplar do jogo, dos seus ritmos e do resultado por parte da equipa (e que grande equipa, não me canso de referir) do Sporting.

Foi na segunda parte que os tiques de malvadez do Sporting foram ainda maiores e a humilhação se consumou, sobretudo porque o Sporting podia ter partido para uma goleada histórica (a maior de sempre em casa do rival cifra-se em 5 golos sem resposta - 36/37 e 41/42) mas preferiu dar baile, sem grande objectividade, como quer dizendo "já chega!".

No final do jogo os jogadores e o treinador agiram com naturalidade, sem euforias e cientes que mais não fizeram do que ganhar 3 pontos. Importantes, por serem frente a um rival directo e em sua própria casa, mas não mais do que 3 pontos numa vitória que se espera, seja cada vez mais natural (a verdade é que já são quatro 'derbies' seguidos sem conhecer o sabor da derrota).

Destaque para os adeptos do Sporting, que se ouviram durante 90 minutos e não apenas em 3, mesmo que fossem apenas 5% da lotação do estádio. Foram enormes e o verdadeiro 12º jogador!

Agulhas viradas para o Estoril, que é tão importante quanto foi este.

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