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Grande Artista e Goleador

B. Leverkusen 3-1 SPORTING CP: O adeus definitivo

E pronto, resta o campeonato. Finalmente (dirão alguns) dissemos adeus à Europa.

Não vou discutir supostos prejuízos ou benefícios da eliminação de ontem. Estamos fora e, agora sim, totalmente focados apenas e só no campeonato.

O jogo de ontem foi, no geral, positivo. Discutimos a eliminatória, sobretudo até ao momento em que Bellarabi bisa e faz o 2-1.

Não desgostei da gestão que foi feita do plantel. Entendo-a e, até certo ponto, foi eficaz e serviu o seu propósito.

João Mário esteve verdadeiramente endiabrado e duvido que não tenham sobrado apontamentos entre os clubes alemães. Que jogador! Que exibição! O golo foi mais do que merecido.

Começámos nervosos e quase acusámos a pressão sufocante dos alemães.

Já recompostos, sofremos o primeiro golo, numa transição rápida, após uma situação de finalização da nossa parte. Bastava a Jefferson ter feito aquilo que William não pensou duas vezes para fazer...a jogada tem de 'morrer' no meio-campo e, se não morrer, não podemos ficar a marcar com os olhos. Depois de não ter feito falta, o brasileiro vê o posicionamento do adversário e, em vez de recuar, dá um passo em frente que o deixa totalmente fora da disputa do lance.

Soubemos reagir. Demorámos apenas 5 minutos para nos recompormos do choque. 

O que restava da 1ª parte foi nosso.

Mané fartou-se de desperdiçar, Teo fartou-se de me enervar. E se o primeiro se esforçou mas apenas me deixa cada vez mais a sensação de que temos ali potencial que teima em não se desenvolver, o segundo teima em dar a entender que lhe falta comprometimento...com quem lhe paga e com quem luta a seu lado. Displicente na maioria das abordagens, teima em fazer de conta para dar a ideia que se esforça. Continuo à espera que me contrarie, para que possa depois dar a mão à palmatória.

Sinceramente, perante um cenário globalmente positivo mas em que duas peças pareciam não encaixar, achei que Jesus mexeria numa delas ao intervalo. Porque estávamos com ligeiro ascendente sobre o adversário e porque, de certa forma, este iria entrar para o segundo tempo retraído.

Isso aconteceu mas também nós entrámos expectantes. Faltava apenas um golo e Jesus confiou que podia guardar os trunfos.

Claro que não posso também ignorar uma expulsão perdoada a Wendell, ainda na 1ª parte, por agressão a Bruno César. Não se sabe se a história seria a mesma mas teria certamente outras nuances.

Depois do período de indecisão que foi a 2ª parte, Jesus pensou em mexer. Ruiz entrou e Bellarabi recolocou o Bayer na frente do resultado.

Animicamente, nunca mais recuperámos. Ainda lançámos Slimani e Gelson mas a tarefa já era difícil.

De difícil, a impossível passou, com o terceiro golo dos alemães.

Caímos de pé, com um agregado demasiado pesado e que não espelha a diferença entre os dois conjuntos.

Fomos dignos mas não deixo de pensar que poderíamos ter sido felizes.

Felizes, foram os mais de dois mil leões que não pediram licença para tomar de assalto a BayArena. Demonstração brutal de apoio e fervor leonino. Durante os 90 minutos, foram várias as vezes que só se ouviram os nossos e os alemães terão percebido porque somos os melhores adeptos da Europa.

Falta que possamos num futuro próximo assumirmo-nos também nesse campo desportivamente. Assim prenunciaram os nossos fundadores.

Agora sim, faltam 11 finais. A próxima é na 2ª feira, em Guimarães e é importantíssimo que não falte apoio. Não será por nós que o Sporting não será campeão!

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