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Grande Artista e Goleador

Astana 1-3 SPORTING CP: A lei do mais forte

Após uma primeira parte amorfa, onde apenas Rui Patrício se esforçou por não terminar o dia de anos com azia, o Sporting apareceu para o segundo tempo transfigurado para melhor e com uma eficácia que, em dez minutos acabou com as aspirações do Astana no jogo e, provavelmente, na eliminatória.

Ainda assim, os últimos dez minutos do primeiro tempo já haviam sido melhores e o Sporting devia mesmo ter ido para o descanso com o jogo empatado. Após o escândalo que foi o golo anulado a Doumbia no passado fim-de-semana, o costa-marfinense viu outro golo limpo ser-lhe negado, desta vez por fora-de-jogo inexistente.

 

Para o segundo tempo o Sporting entrou mais forte e com o objectivo claro de virar o resultado. Uma excelente jogada de entendimento entre Gelson e Piccini pelo lado direito acabou com um jogador do Astana a cortar com a mão um cruzamento bem medido do italiano. Na conversão do pontapé de penalti, Bruno Fernandes não perdoou.

Dois minutos volvidos e Acuña, que tinha sido um dos piores elementos em campo na primeira parte arranca para uma exibição pujante e de grande qualidade no segundo tempo onde foi, para mim, o melhor elemento em campo. O argentino, sozinho, "partiu a loiça toda" pelo lado esquerdo e serviu Gelson (talvez o MVP da partida) para a reviravolta no resultado. Décimo golo da temporada para o extremo leonino, aos quais junta também dez assistências (dados transfermarkt.pt).

Seguiu-se uma fase de maior pressão dos cazaques, que o Sporting haveria de sacudir cinco minutos depois com um ataque rápido que culminaria com o exorcizar (finalmente!) dos demónios que afastavam Doumbia do golo. Em três tiros certeiros só um contou para o avançado do Sporting, que sai assim do Cazaquistão confiante, quando podia vir completamente desmoralizado (Fredy Montero sabe bem o que é passar por isso). O lance do golo começa numa antecipação de André Pinto, à qual o próprio Doumbia deu seguimento. Acuña haveria de abrir para Bruno Fernandes que, na ala esquerda, fez a 14ª assistência da temporada (à qual junta 11 golos), antes de Doumbia dar o toque final.

 

O que restou do jogo foi mais gestão da parte do Sporting do que outra coisa. Jesus mexeu bem na equipa, trocou Coentrão por Battaglia, baixando Acuña para a lateral e colando Bryan à esquerda, numa alteração que já se torna um clássico deste Sporting 2017/2018.

Depois, Doumbia haveria de dar lugar a Montero que, na primeira vez que toca na bola arranca o segundo amarelo a Logvinenko. O Astana ficou a jogar apenas com dez homens.

Gelson haveria de ter duas boas oportunidades para dilatar a vantagem e, já ao cair do pano e depois de Rúben Ribeiro ter substituído o extremo internacional português, os cazaques haveriam de enviar uma bola ao poste da baliza guardada por Rui Patrício que, assim, teve um bom dia de anos.

 

O Sporting traz para Portugal um bom resultado e uma boa vantagem, que obrigará o Astana a marcar três golos em Alvalade para passar a eliminatória.

Temos tudo nas nossas mãos para nos apurarmos para a fase seguinte, onde os adversários já terão o nosso nível e poderão complicar muito mais a nossa caminhada.

Para já, o Sporting sobe três lugares no ranking da UEFA (é agora 41º) e fica com boas possibilidades de acabar a temporada em 35º, visto que quatro das seis equipas que nos separam dessa posição já não competem nas provas da UEFA, sendo que as que competem (CSKA de Moscovo e Ludogorets) não venceram os jogos da primeira mão da Liga Europa (os búlgaros estão praticamente eliminados após derrota em casa por 0-3, diante do Milan).

Portugal, ao contrário do Sporting, vê as possibilidades de subida no ranking reduzidas a pó, após as eliminações iminentes de Porto e Braga, goleados nos jogos da primeira mão da Champions e da Liga Europa respectivamente. Os russos, ainda com quatro equipas em prova na Liga Europa (três delas com boas possibilidades de passagem aos 1/8 de final) já se distanciaram e poderão acabar a temporada com o sexto lugar bem cimentado, sendo que caberá ao Sporting evitar que o Shakhtar de Paulo Fonseca aproxime a Ucrânia do nosso país.

 

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