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Grande Artista e Goleador

As primeiras notas da pré-época leonina

Utilização Pré Época.png

 

Dos trinta jogadores presentes no estágio a decorrer na Suiça, sete deles têm tido uma utilização residual. Bem sei que nem só em jogo os jogadores são observados mas julgo não ter ainda percebido as intenções de Peseiro.

Vejo as coisas equilibradas no sector defensivo, onde tudo parece definido. O quarteto de defesas-centrais estará fechado, com Coates a juntar-se aos três mais utilizados e, nas laterais, um ou dois dos seis disponíveis acabarão por sair.

 

No meio-campo parece-me haver uma grande indefinição, com a parca utilização de parte das opções e a insistência noutras. Não entendo se a utilização mais acentuada de Petrovic, Misic e Wendel pretende criar rotinas ou definir dispensas, evidenciando carências. Sabendo que Chico Geraldes não foi utilizado no primeiro encontro por gestão de esforço, fica a expectativa por ver mais dele. Para Gauld, parece que ainda não é este ano...

 

Nas posições mais avançadas, são Raphinha, Matheus Pereira e Montero os mais utilizados, sendo que sobretudo os dois extremos têm confirmado as expectativas sobre eles criadas. Jovane tem deixado alguns sinais positivos mas parece-me que Peseiro continua à espera de mais alguma coisa para além de Nani.

Para já, ficam latentes as carências de qualidade e/ou profundidade do meio-campo (inclusive) para a frente. É cedo para tirar conclusões acerca de uma possível constituição final do plantel mas podem bastar duas ou três mexidas para resolver o problema.

 

Por fim, algo que tem de ser invertido e me preocupa. Os clubes com equipa B são obrigadas a inscrever dez jogadores formados localmente (entendem-se desta forma jogadores com três épocas desportivas completas ou 36 meses, entre os 15 e os 21 anos de idade, inclusive, bem como o jogador com idade entre os 15 e os 18 anos, inclusive, que nunca tenha sido inscrito por outra federação nacional). O Sporting tem neste momento treze jogadores na equipa principal nessa condição, sendo que quatro deles são estrangeiros. Não é preocupante mas é revelador das mudanças na política desportiva adoptadas desde há duas épocas para cá e dos efeitos que o final da época passada tiveram neste capítulo.

O plantel tem apenas nove jogadores portugueses (a segunda nacionalidade mais representada é o Brasil, com sete) em trinta e três e apenas oito com passagem pelos nossos escalões de formação.

As rescisões tiveram forte influência nestes números e era importante recuperar Rafael Leão para menorizar os estragos e recuperar alguma esperança na formação, depois da saída de cinco dos seus maiores valores.

Todos os candidatos à presidência do Sporting têm dado ênfase à aposta na formação e parece-me que temos um caminho longo a percorrer para que a influência desta no plantel e, sobretudo no onze, se manifeste novamente de forma indelével.

 

O jogo de preparação de hoje com o Fenerbahçe foi cancelado e deu lugar a um encontro à porta fechada com uma equipa menos cotada. Teremos de esperar para voltar a ver os leões em acção. Quanto aos emigrantes, acho que mereciam uma última oportunidade para ver ao vivo o nosso grande amor.

 

Edit: Afinal parece que há esperança quanto à transmissão televisiva do jogo de hoje. O mesmo não se pode dizer relativamente à possível presença de adeptos do Sporting.

 

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