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Grande Artista e Goleador

As guidelines para o plantel de JJ

Sou um leitor ocasional do blog Lateral Esquerdo. Hoje fiz uma visita e deparei-me com um post que poderá ajudar aqueles que gostam do exercício que é fazer o plantel e o 'onze' para esta temporada.

Publico-o aqui porque o Roberto Baggio é um 'estudioso' do futebol de Jorge Jesus e um confesso fã do nosso 'mister'. Para além disso é alguém a quem reconheço capacidade de análise do jogo e, por isso, merece crédito da minha parte.

Aqui vai:

"Jesus é um treinador fantástico, com um modelo de jogo especial, e com uma capacidade ímpar de transmitir o que idealiza aos seus jogadores. É um treinador talhado para o rendimento, e dando-lhe as condições que precisa triunfará. Como bom treinador que é, é fiel ao seu ideal de jogo e de jogador. E o seu ideal de jogo e de jogador está amplamente representado por Angel Di Maria.
 
Numa entrevista que deu num final de época disse duas coisas: 
- O melhor jogador que treinou é Aimar, já depois da saída do genial médio ofensivo do Benfica;
- Se pudesse escolher um jogador que já tinha treinado para voltar a ter na equipa escolheria Di Maria.
 
Isso indicia que no dia a dia, nas contratações, na escolhas para o seu onze inicial, o seu perfil de jogador mais facilmente entrará que outros. Isso, e isso só, explica o porquê de algumas opões que foi tendo ao longo do tempo no seu Benfica, com Capdevila, Nolito, Saviola, Aimar, Ola John, Djuricic, e Bernardo. Jesus, mais do que a inteligência, é um profundo admirador de jogadores dotados do ponto de vista físico e técnico. Talvez por acreditar que é capaz de melhorar todos os jogadores ao nível do conhecimento do jogo. E essa confiança cega que tem nas suas capacidades funciona como a sua maior força, e como a sua única fraqueza. Não é no discurso para a comunicação social, na liderança dentro do balneário, na leitura de jogo, ou na vertente estratégica que Jesus perde. É sobretudo no pensar que pode mudar um jogador por completo do ponto de vista ofensivo e defensivo, e na pouca valorização dos pormenores que os mais inteligentes, e menos vistosos nas capacidades condicionais, acrescentam ao jogo.
 
Jesus quer para qualquer posição em campo capacidades físicas ímpares. E tecnicamente, para quem joga nos corredores (laterais ou médios ala), para o médio centro, e para um dos avançados, jogadores de condução, que tenham a capacidade para transportar a bola em velocidade, para ultrapassar o adversário em acções individuais. Para que dessa forma permitam que a equipa chegue mais à frente no jogo, fruto dos constantes duelos que vão superando nas suas zonas de acção. A excepção são o médio defensivo - que desde que seja alto, agressivo na primeira bola, e razoável do ponto de vista técnico serve -,bem como o avançado que pode só procurar zonas de finalização, e ser jogador de um toque em apoio frontal. Até para os guarda-redes a altura é o primeiro factor determinante na escolha de Jesus. Tudo isto surge em oposição à escola da pausa - temporização -, da excelência no passe  e na recepção. Da qualidade na tomada de decisão, dos desequilíbrios com o cérebro. Jesus prefere gente que em determinados momentos tem um lance genial, que se precipita constantemente para cima do adversário, e que corra muito e rápido - ainda que passe a maior parte do jogo a errar na tomada de decisão -, a gente que jogue constantemente o que o jogo dá e que não seja vistosa do ponto de vista físico. A preferência cairá, na esmagadora maioria do tempo, em jogadores que criem em condução no lugar de jogadores que criem com o passe. 
 
Como escrevi num artigo anterior, para a posição 8 do seu modelo, Jesus colocaria Enzo à frente de Xavi. Assim como prefere Di Maria ao melhor jogador que treinou. Porque Di Maria do ponto de vista técnico e físico representa tudo o que ele quer num jogador, ainda que peque constantemente na utilização do cérebro."

2 comentários

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    GAG 15.07.2015

    É impossível fechar o plantel antes de se iniciar a competição, até porque há a Champions para disputar e podem ter de sair ou entrar jogadores consoante os resultados do playoff.
    Há que ter calma e aguardar porque tudo se definirá de forma natural.
    Acredito que os alvos estarão identificados, tanto para reforçar o plantel como para colmatar possíveis saídas.
    O timmings não são, infelizmente, definidos apenas por nós e, por vezes, há que andar ao sabor do vento, tendo sempre segurança de que o plantel actual já dá garantias de qualidade.
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