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Grande Artista e Goleador

A Taça é nossa

O Jamor estava pintado de verde e branco.

Famílias inteiras, amigos, colegas de bancada ou simples desconhecidos uniam-se em torno de um amor comum, na esperança de uma conquista que trouxesse de volta o Sporting vencedor.

A nossa equipa parecia nervosa e a acusar o peso da responsabilidade. Afinal, era o jogo mais importante da época!

O árbitro começa por inclinar o campo. Dualidade de critérios gritante, sobretudo no capítulo disciplinar.
Expulsão de Cėdric. Golo do Braga. Expulsão perdoada a Baiano. Golo do Braga.

A crença matinha-se e os Sportinguistas tentavam acordar a equipa.

Depois do intervalo esperava-se uma entrada forte mas tal não se verificou. Toada morna e a equipa de Sérgio Conceição parecia ter o jogo controlado.

Felizmente, mesmo em superioridade numérica, o Braga nunca assustou verdadeiramente e parecia maior a nossa inépcia do que qualquer capacidade dos bracarenses em sentenciar de vez a partida.

Chegam-se os minutos finais e começo a revoltar-me. Não com os jogadores mas sim com os adeptos que, inexplicavelmente, começavam a 'abandonar o navio'.

Confesso que a minha esperança começava a desvanecer-se, tal era a nossa incapacidade de fazer mossa no adversário.

O navio estava a ir ao fundo mas, enquanto houver um bote salva-vidas, ninguém baixa os braços.

Slimani teve o condão de acordar o vulcão verde e branco e, muitos dos cobardes que há minutos estavam fora do Estádio Nacional, voltavam a entrar, mesmo que merecessem bater com o nariz na porta.

Faltavam cinco minutos, mais os descontos. Na bancada, pediam-se pelo menos outros cinco.

O quarto árbitro mostra a placa com seis. Ainda havia tempo e a esperança estava mais viva que nunca.

Montero faz golo! Sorrisos, gritos e lágrimas nas bancadas. Uma alegria enorme e um alívio ainda maior.

Segue-se o prolongamento.

Foram trinta minutos de poucos riscos. Nani assusta na primeira parte e Rui Patrício, mesmo inferiorizado fisicamente, salva o jogo com uma grande defesa e deixa tudo por decidir nos penaltis.

Neste momento já me sentia confiante.

Não trememos na hora de atirar à baliza. Patrício segurou um penalti. Os de Braga tremerem nos outros.

Explosão enorme de alegria no Jamor e a Taça é nossa!

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