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Grande Artista e Goleador

A final four da Taça CERS vista pelos nossos e por outros

A equipa de hóquei em patins do Sporting inicia este sábado a participação na `final four´ da Taça CERS, em Espanha, com ambição declarada de conquistar a prova e entrar na história da modalidade.

A decisão da prova europeia será disputada em Igualada, em Barcelona, precisamente na casa do adversário dos `leões´ nas meias−finais. Esta será, de resto, uma `final four´ ibérica, já que Óquei de Barcelos e Reus vão defrontar−se na outra `meia´. Em declarações à agência Lusa, o técnico Nuno Lopes considerou que este "é um dos pontos altos da época" do Sporting, que, desde o início, alimenta o sonho de repetir a conquista da prova, alcançada em 1984. "Nós acreditamos que vamos ganhar a Taça, mas temos de respeitar os adversários, porque também a querem ganhar. Sonhamos com isto desde o início da época. Vamos apostar nisso e esperar por um fim de semana em que tudo nos possa correr bem", afirmou. Nuno Lopes acredita que "a equipa que for mais rigorosa a defender, vai ter vantagem" e que o conjunto de Alvalade terá de estar "atento" a todos os momentos do jogo com o Igualada, adversário que, frisou, leva vantagem por jogar em casa. "O jogo será em casa do adversário directo, o público deles estará em maior número, não estamos habituados àquele piso e a dupla de arbitragem não será portuguesa nem espanhola. Não há nada a nosso favor. Temos de fazer destas fraquezas as nossas forças", referiu. Com a Taça CERS e a Taça de Portugal ainda em aberto para os `leões´, o técnico revelou a ambição de conquistar um título já esta época: "Tem sido uma boa época para nós, mas vamos à procura da excelência." Por seu lado, o capitão Ricardo Figueira também lembrou os "factores externos" que poderão influenciar o desenrolar da partida com o Igualada, mas salientou que as "finais são para ganhar" e que o Sporting terá de ser "superior a tudo isso". "Tenho experiência de finais europeias no país vizinho e sei que vai haver muitas complicações e factores externos ao hóquei, mas temos de ser superiores a isso tudo. Temos de ir lá com a nossa humildade e mostrar que não vamos lá passear. Vamos lá para ganhar uma Taça CERS", disse à Lusa o hoquista transmontano. O internacional português afirmou que as equipas espanholas "são muito matreiras", comparando−as mesmo ao "futebol italiano". "Sabem aproveitar os momentos do jogo e sabem `matar´ o jogo no momento certo. Sabemos que o Igualada é uma equipa que aproveita muito bem as poucas oportunidades que tem e tem jogadores que desequilibram muito na frente. Todo o cuidado vai ser pouco", alertou o hoquista, que diariamente se divide entre os patins e o hospital onde exerce medicina. Já João Pinto garantiu que os jogadores sportinguistas querem "entrar na história" e que vão apresentar−se no pavilhão do Igualada "com humildade, querer, muita raça" e, sobretudo, com o objectivo de ganhar a Taça CERS. "Não interessa só ir à `final−four´. Só quem ganha entra na história. O jogo com o Igualada vai ser difícil, mas certamente que também não vai ser fácil para eles. Estamos na `final four´ e só nos passa pela cabeça ganhar", sublinhou o avançado, que chegou a Alvalade no início da época, proveniente do Juventude de Viana. As meias−finais da Taça CERS disputam−se no sábado (25 de abril), em Igualada, enquanto a final está marcada para o dia seguinte (26), também na localidade espanhola.

 

Albert Casanovas (ex jogador do Reus, actualmente ao serviço da Oliveirense) fez também a análise ao Sporting para a imprensa catalã.
Diz que acredita que o Sporting é o favorito na outra semifinal, porque "tem mais jogadores experientes ", "apesar do Igualada também ter jogadores muito bons, como Molas, Elagi e, especialmente, Ton Baliu".
Afirma que, aos verde e brancos que eliminaram precisamente a Oliveirense nos quartos-de-final, lhes agrada "marcar o ritmo do jogo e que os jogadores que têm são, individualmente, muito bons e que, só por si, podem decidir um jogo".
Destaca também a capacidade de controlar o aspecto extra-desportivo do jogo, como "protestar contra a decisão do árbitro e enorme 'química' com os adeptos". Liderados por Girão, o guarda-redes, que "contagia o resto da equipa com o seu carácter".
Quanto ao jogo, Casanovas diz que "é muito difícil de apanhá-los em contra-ataque", um factor a ser levado em conta pelo Reus numa hipotética final.

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