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Grande Artista e Goleador

Leitura recomendada

Análise aos Relatórios & Contas dos 3 grandes por: O Artista do Dia

Parte 1 - O endividamento

Parte 2 - Os custos com o pessoal

Parte 3 - Os proveitos e custos operacionais

Deixem-se de merdas

Este post acaba por vir na sequência do de ontem, escrito pelo Barbosa08.

Será que os adeptos em geral já se deram conta que o que se está a fazer no Sporting é praticamente inédito?!

O Sporting está em 1º lugar no campeonato e, independentemente se conseguirá ou não manter essa posição até ao fim, não tenho dúvidas que lutará pelo título até ao final.

Ora:

No ano passado o Benfica gastou em custos com o pessoal 59 milhões de euros. O Porto 65. E o Sporting 25.

O Benfica tinha sob contrato 26 jogadores com vencimento superior a 1 milhão de euros anuais. O Porto 17. E o Sporting 5.

Destes jogadores, no Benfica, 16 ganham mais de 2 milhões de euros anuais. No porto são 12. E no Sporting 2.

Partindo destes dados objectivos e tendo em conta o investimento do Sporting este ano, posso partir do princípio que:

Entre saídas e entradas, Porto e Benfica terão dificuldades em diminuir a massa salarial e, se o conseguirem, o valor não passará de residual. O Sporting aumentará esses valores anuais para valores casa dos 30/35 milhões de euros (números de merceeiro, feitos por estimativa pois, naturalmente, excluído Jorge Jesus, desconheço os contratos dos jogadores contratados).

Assim sendo, o Sporting continuará a gastar metade ou pouco mais do que isso do que os rivais em encargos com o pessoal.

No máximo, o Sporting terá neste momento uns 8/9 jogadores a auferir valores anuais acima de 1 milhão de euros, enquanto que os rivais terão certamente entre 15 a 25 cada.

O Sporting gastou 9 milhões de euros em contratações. Porto e Benfica não divulgaram ainda os valores das contratações mas, pela análise dos jogadores contratados no exercício da época passada, posso observar que apenas em Carcela e Taarabt, o Benfica gastou 6 milhões de euros. O Porto gastou 3 milhões só em Hernâni. Faltam ainda os outros...e não são tão poucos quanto isso.

É verdade que o Sporting investiu forte, tendo em conta aquilo que era a sua matriz recente mas não o faz em valores que sequer se assemelhem aos dos rivais. A nossa dívida é inferior à dos rivais, bem como o passivo.

Tudo isto para vos dizer que o Sporting investiu e fê-lo com uma margem de erro mínima enquanto que os rivais continuam a comprar para encher plantéis alheios e satisfazer favores a agentes e fundos. Mesmo assim, oiço Sportinguistas a criticar tudo, desde a formação às políticas desportiva e financeira.

O Sporting fez um esforço para ser feliz e fazer felizes os Sportinguistas.

Por isso, saiam do sofá e detrás dos computadores. Façam-se sócios. Vão aos estádios (sobretudo ao nosso). Apoiem o Sporting e sintam-se parte um Clube que se quer assumir vencedor e que, para isso, precisa do máximo apoio possível.

Só com um estádio cheio de forma consecutiva a nossa força será sentida e respeitada num país que nos queria sempre pequeninos.

Deixem de ter vergonha. Assumam a paixão e o amor para o Clube dando e não apenas esperando receber.

Vistam a verde e branca e saiam à rua. Façam-no sempre que vos apetecer e não apenas quando o Sporting ganha.

Orgulhem-se de ser leões de corpo e alma e participem activamente na vida do Clube.

Deixem-se de merdas e desculpas esfarrapadas.

O Sporting somos nós e sem nós não há campeões!

Uma proibição que nada proíbe

Porto Doyen.png

Mas a Doyen não é um fundo?
Os fundos não estão proibidos?
Sim, eu sei que não vão ficar com uma percentagem do passe mas ficarão com uma percentagem da venda.
E isso não é a mesma coisa?!

Uns são filhos da mãe...

06-10-2015 - O Conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou multa de 3825 euros à SAD do Sporting, devido ao comportamento dos adeptos durante o jogo com o Boavista, no Estádio do Bessa.
Em causa, o lançamento de duas tochas para o relvado na zona afecta a adeptos da equipa leonina.

 

13-10-2015 - O Conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu arquivar o processo em torno do lançamento de engenhos pirotécnicos por parte dos adeptos do Benfica contra os rivais do Sporting para a Supertaça.
Os incidentes aconteceram durante a partida e no final do desafio.

10 anos de formação nos 3 grandes

Já fiz este exercício no ano passado e podem consultá-lo aqui. Voltei a não contabilizar jogadores com menos de 450 minutos jogados (5 jogos completos) pela primeira equipa por não considerar verdadeiramente uma aposta num jogador que jogue menos que isto (tendo em conta que uma época nunca tem menos de 40 jogos, parece-me razoável).

Claro que a bandeira da aposta na formação é algo que nós, Sportinguistas, muito nos orgulhamos e bem sei que isso só por si não quer dizer nada de especial. O facto de apostarmos nos jovens não nos trouxe mais títulos que aos rivais mas isto é mais uma questão de convicção do que outra coisa. Apostamos neles porque têm qualidade, mesmo que essa qualidade ainda não seja suficiente para suplantar rivais mais apetrechados com talento vindo de outros lados do globo.

Temos tentado inverter essa tendência de vitórias e, a verdade, é que numa época vencemos dois títulos (no caso da Supertaça, parece-me lógico contabilizar o jogo correspondente à época em questão, mesmo que estes sejam jogados na temporada seguinte) e vimos o Benfica aproximar-se do Porto no número de títulos totais na última década.

Para entrarem na contagem, é necessário que os jogadores tenham passado pelo menos uma temporada nos escalões de formação do clube em questão.

Assim sendo, vamos aos números:

SPORTING

30 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Marco Caneira, Miguel Garcia, Paíto, Beto, Carlos Martins, Nani, Custódio, João Moutinho, Silvestre Varela, Miguel Veloso, Yannick Djaló, Rui Patrício, Adrien Silva, Bruno Pereirinha, Daniel Carriço, André Marques, Carlos Saleiro, André Santos, Renato Neto, André Martins, Diego Rubio, Tiago Ilori, Cédric Soares, Eric Dier, Bruma, William Carvalho, Wilson Eduardo, Carlos Mané, Tobias Figueiredo e João Mário.

O Sporting utiliza com regularidade, em média, 8 jogadores da formação por temporada.

Total de 157146 minutos. Rui Patrício é o mais utilizado, com 27445 minutos em oito épocas (média aproximada de 3431 minutos por temporada).

A época de 2014/2015, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (25799).

No total, os 30 jogadores utilizados acumulam nas seleções principais dos respectivos países 415 internacionalizações (média aproximada de 14 internacionalizações por jogador), sendo Nani o mais internacional, com 88 presenças pela selecção portuguesa.

É importante dizer que a esmagadora maioria destes 30 jogadores eram/são jovens em início de carreira e os que não eram tiveram a oportunidade de jogar no Sporting enquanto jovens (Caneira e Beto).

Durante as últimas 10 temporadas, o Sporting conquistou 6 títulos nacionais (3 taças de Portugal e 3 supertaças).

BENFICA

11 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Rui Nereu, Manuel Fernandes, João Pereira, Rui Costa, Miguel Vítor, Rúben Amorim, Roderick Miranda, Nélson Oliveira, André Gomes, Sílvio e Ivan Cavaleiro.

O Benfica utiliza com regularidade, em média, 2 jogadores da formação por temporada.

Total de 24679 minutos. Rúben Amorim é o mais utilizado, com 7677 minutos em cinco épocas (média aproximada de 1535 minutos por temporada).

A época de 2013/2014, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (4676).

No total, os 11 jogadores acumulam nas seleções principais dos respectivos países 192 internacionalizações (média aproximada de 17 internacionalizações por jogador), sendo Rui Costa o mais internacional, com 95 presenças pela selecção portuguesa.

Rúben Amorim e Sílvio foram contratados após se afirmarem ao serviço de outros clubes, ao contrários dos restantes, a quem foram dadas oportunidades enquanto jovens em início de carreira.

Durante as últimas 10 temporadas, o Benfica conquistou 11 títulos nacionais (3 campeonatos, 1 taça de Portugual, 1 supertaça e 6 taças da Liga).

PORTO

12 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Vítor Baía, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ivanildo, Hugo Almeida, Hélder Postiga, Nuno André Coelho, Abdoulaye, André Castro, Christian Atsu, Josué e Rúben Neves.

O Porto utiliza com regularidade, em média, 2 jogadores da formação por temporada.

Total de 32476 minutos. Bruno Alves é o mais utilizado, com 14313 minutos em cinco épocas (média aproximada de 2863 minutos por temporada).

A época de 2005/2006, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (6796).

No total, os 12 jogadores utilizados acumulam nas seleções principais dos respectivos países 374 internacionalizações (média aproximada de 31 internacionalizações por jogador), sendo Vítor Baía e Bruno Alves os mais internacionais, com 80 presenças cada pela selecção portuguesa.

Destes 10 jogadores, apenas Vítor Baía não era um jovem em início de carreira mas havia começado no Porto.

Durante as últimas 10 temporadas, o Porto conquistou 17 títulos nacionais (7 campeonatos, 4 taças de Portugal e 6 supertaças) e uma Liga Europa.

CURIOSIDADES

Nas únicas 3 temporadas em que alguma das equipas não lançou de forma mais ou menos consistente nenhum jogador da formação (Porto, em 2010/2011 e 2011/2012 e Benfica em 2014/2015), foi essa mesma equipa a vencer a mais importante competição nacional.

5 é o mínimo de jogadores da formação que o Sporting utilizou regularmente (2010/2011) e o máximo do Porto (2005/2006). O máximo que o Benfica conseguiu utilizar é inferior ao mínimo do Sporting (4, em 2013/2014).

Só o Porto formou pontas-de-lança que chegaram a internacionais (Hugo Almeida e Hélder Postiga) e a tendência parece manter-se, com Gonçalo Paciência e André Silva na antecâmara da selecção principal portuguesa.

Todos os clubes formaram jogadores que acabaram por jogar em rivais. Sporting (5), Porto (2) e Benfica (1).


Nota: Caso hajam dados que considerem pertinentes sobre o tema, posso tentar acrescentá-los.

A diferença entre cortesia e corrupção está no princípio

"O Benfica não reagiu oficialmente às acusações lançadas por Bruno de Carvalho sobre as ofertas que alegadamente faria a árbitros, mas fontes do clube já se desdobraram em esclarecimentos destinados a desdramatizar a situação. Que a caixa só tem um custo de produção de 24 euros, aos quais se somam as entradas no Museu Cosme Damião e os jantares no Museu da Cerveja, mas que de qualquer modo o total respeita os limites máximos impostos pela UEFA, que é de 200 francos suíços, algo como 183 euros. Acredito. Mas não me chega. O presidente da APAF, José Fontelas Gomes, apressou-se a vir defender a classe, garantindo que nenhum dos seus membros aceitava ofertas que fossem além dos tais 183 euros. Percebo. Mas também não me chega. Porque a diferença entre cortesia e corrupção não está no valor da oferta mas sim no princípio.

Nunca decidi jogos, como podem inadvertidamente fazê-lo os árbitros, mas sempre tive como muito claro que as minhas responsabilidades como jornalista não me permitiam aceitar ofertas de dirigentes de clubes, jogadores, treinadores ou empresários. E poucos saberão como me era sempre difícil explicar a familiares e amigos próximos as razões pelas quais não podia pedir sequer bilhetes para ir ver este ou aquele jogo, que já tinha lotação esgotada, mesmo que me oferecesse para os pagar – porque do outro lado podia sempre vir uma resposta como o “deixe lá estar isso: um dia destes faz-me um favor a mim”. A verdade é que nunca fiz pedidos desses e que jamais os farei. Porque a última coisa de que precisaria era de que um dia alguém me viesse recordar que uma vez lhe tinha pedido um bilhete para ir à bola, comido um almoço à conta ou aceite uma lembrança. Ora se isso é válido para mim, que – repito – não decido jogos, muito mais devia sê-lo para os árbitros, que com azar até podem fazê-lo.

É verdade que, por tradição, vários clubes fazem ofertas a árbitros há décadas. É uma questão de cortesia, alegam. Mas mais do que ir buscar o limite máximo de euros que a UEFA impõe, o presidente da APAF devia ter sido claro nas indicações a dar aos seus homens: não há razão nenhuma para que essas ofertas, mesmo sendo legais, sejam aceites por agentes que já são relativamente bem pagos para cumprirem as suas tarefas de modo profissional. Da mesma forma que não há razão nenhuma para que os clubes pensem em oferecer aos árbitros presentes cujo valor se aproxima da metade de um salário mínimo. Porque ninguém oferece presentes a juízes do tribunal antes de uma audiência. E porque não se pode bradar pela verdade desportiva, condenar a “fruta” e o “café com leite” e depois ser assim tão cortez com os árbitros. É que às vezes mais vale ser bruto."

António Tadeia, em Último Passe, no seu blog pessoal

É no que dá deitar foguetes antes da festa

O Sporting não ganha e é vê-los no facebook, a inundar toda a internet com a bazófia que os caracteriza.

São campeões de tudo e vencedores antecipados de qualquer jogo.

No final, acabou por não ser um fim-de-semana negativo e, ao fim e ao cabo, vendeu-se muito melão por esse país fora.

Assumo, dá-me um gozo tremendo uma derrota do Benfica. Mais pela maneira de ser dos seus adeptos do que por qualquer outra coisa.

A mim, nunca me verão deitar os foguetes antes do tempo. A mim nunca me verão no gozo nas redes sociais. Porque não é do meu feitio e porque o efeito boomerang é tramado...mesmo que demore 24 horas a ser recebido.

E é vê-los novamente sem internet.

 

Haja saúde...financeira.

O Sporting passou a ser o clube com a melhor classificação no Painel de Saúde de Crédito (o "Credit Health Panel") da S&P Capital IQ. Veja o ranking dos clubes europeus, onde os grandes portugueses aparecem no fim da tabela.

As SAD não têm uma situação financeira fabulosa. Os passivos são elevados: os "três grandes" devem, em conjunto, 911 milhões de euros, o que os deixa, na perspectiva da S&P Capital IQ, no fundo do "ranking" em termos de saúde financeira. Na disputa entre os três, o Benfica pode ser o campeão em título, mas é o leão que está em melhor condição. Superou, este ano, as águias.


O Sporting passou a ser o clube com a melhor classificação no Painel de Saúde de Crédito (o "Credit Health Panel") da S&P Capital IQ. Subiu cinco posições face ao ano anterior num "ranking" que utiliza 24 métricas financeiras, organizadas por nível operacional, solvabilidade e liquidez. Fica duas posições acima do Benfica que afundou sete posições neste indicador "utilizado pelas grandes instituições na avaliação do risco de crédito das suas posições", diz a S&P.

O SCP é o melhor em Portugal, já o Porto aparece mais para baixo e surge quase no fim da tabela.


RANKING

Ajax (Holanda)

Arsenal (Reino Unido)

Bayern Munique (Alemanha)

Manchester City (Reino Unido)

Saint-Ettiene (França)

Nantes (França)

Borussia Dortmund (Alemanha)

Celta Vigo (Espanha)

Celtic (Reino Unido)

10º Tottenham (Reino Unido)

11º Lyon (França)

12º Livorno (Itália)

13º Mönchengladbach (Alemanha)

14º Juventus (Itália)

15º Fiorentina (Itália)

16º Manchester United (Reino Unido)

17º Marselha (França)

18º Espanhol (Espanha)

19º Aberdeen (Reino Unido)

20º Duisburgo (Alemanha)

21º Roma (Itália)

22º Lazio (Itália)

23º Bolonha (Itália)

24º Valência (Espanha)

25º Bordéus (França)

26º Lens (França)

27º Real Sociedad (Espanha)

28º Brondby (Dinamarca)

29º Rangers (Reino Unido)

30º Angers (França)

31º TSV Munique (Alemanha)

32º Silkeborg (Dinamarca)

33º SPORTING CP (PORTUGAL)

34º Inter Milão (Itália)

35º Benfica (Portugal)

36º AC Milan (Itália)

37º Udinese (Itália)

38º Ruch Chorzów (Polónia)

39º Palermo (Itália)

40º Porto (Portugal)


Fonte: Jornal de Negócios

Rescaldo da pré-época dos três grandes

Já não é a primeira vez que recorro às análises do Lateral Esquerdo para uma análise mais táctica. Há que confiar em quem mostra mais conhecimentos na matéria que eu.

Não me considero um leigo na matéria mas, como concordo com a grande maioria das análises e estas vêm acompanhadas de bases visuais que em muito sustentam e ajudam à melhor explicação dos modelos e ideias de jogo não há motivos para não aproveitar, parabenizando, mais uma vez, o Roberto Baggio pelo excelente trabalho de análise.

Neste caso, aproveito também para dar eco àquilo que escreve sobre os mais directos rivais.

Quem é quem no Sporting de Jesus.

Ponto de situação do novo Sporting.

A segurança do Porto de Lopetegui.

Rui Vitória e a dura tarefa de substituir Jesus.

Claro que a admiração do blogger por Jorge Jesus é evidente e pode parecer que o desprimor para com o actual Benfica tenha a ver com a mudança daquele que considera o melhor treinador português para o Sporting. Não passa de pura ilusão. A análise é isenta e séria, como se pode observar pelo passado do blogue.

Boa leitura!

Mitos e certezas

Ultimamente, muito tenho ouvido falar em fidelidade, ondas e números de adeptos falaciosos. É hora de cada um apelar à presença no estádio e vender os seus lugares anuais.

Quantas vezes já ouvi a teoria de que temos o estádio às moscas e que na nossa pior classificação de sempre jogávamos para 6 ou 7 mil pessoas! Pois, este post tem como objectivo encerrar certos mitos.

O Sporting, em 2012/2013, no ano trágico que nos deu a pior classificação de sempre da nossa história nunca jogou para menos de 19000 adeptos (na verdade até foram quase 20000) e na 27ª jornada, sem nada para vencer, foram mais de 30000 os presentes nas bancadas.

Quando afirmamos que somos diferentes: mais fiéis, mais dedicados, menos dependentes de resultados para nos fazermos sentir no apoio à equipa, sempre ouvimos um adepto rival a dizer que somos como os outros. Se ganhamos, enchemos o estádio, se perdemos somos meia dúzia. Isto é falso.

Este argumento é falso e a prova disso são os números, os irrefutáveis números.

São já treze temporadas sem vencer um campeonato e, ainda no velhinho Alvalade, registou-se a pior média de assistência de que me lembro: 14789 espectadores assistiram, em média, a cada jogo do Sporting. Ainda antes da construção dos novos estádios, fenómenos semelhantes aconteceram aos rivais.
Em 2002/2003 a média de assistências no Estádio da Luz foi de 22541 espectadores e, em 2000/2001, o Porto registou uma média de 17776 espectadores.

No novo milénio (15 épocas), apenas por uma vez o Sporting foi o clube com melhor média de assistências no seu estádio (28814, em 1999/2000).

Neste mesmo período, o Benfica teve 9 vezes a melhor média dos 3 grandes mas apenas nas últimas 6 épocas (curiosamente, os anos que Jorge Jesus passou na Luz) o conseguiu de forma consistente.

Nas restantes 5 temporadas, foi o Porto a superar os rivais, colocando no seu estádio mais adeptos (todas entre 2002/2003 e 2008/2009).

As temporadas deste milénio jogadas nos antigos estádios não trouxeram médias famosas e os números máximos são até muito semelhantes: Sporting (28814), Benfica (29924) e Porto (28248).

O Euro 2004 e os novos estádios tiveram o condão de 'acordar' os adeptos. A maior comodidade dos estádios, bem como a modernização a eles adjacente atraíram mais pessoas aos estádios.

No novo Estádio José Alvalade, as médias oscilam entre os 24606 e os 34988 espectadores.

No novo Estádio da Luz, as médias andam entre os 28395 e os 50033 espectadores.

No novo Estádio do Dragão, as médias foram entre 28685 e 38781 espectadores.

Curiosamente, o que se observa é que os que mais parecem andar ao sabor dos resultados são os adeptos do Benfica. A difereça de 21638 espectadores entre a melhor e a pior média no novo Estádio mostra isso mesmo. Se englobarmos todas as épocas do novo milénio, a média sobe para 27492 de diferença entre as épocas de menor e maior afluência.

Desde que o novo José Alvalade foi edificado, o diferencial resultante das médias de assistências foi de 10382. Analisando todo o novo milénio, esse diferencial sobe para 20199.

No caso do Porto (o clube que mais vitórias alcançou neste período) a diferença é idêntica à do Sporting. 10096 no novo estádio e 21005 neste novo milénio.

Em 15 temporadas as diferenças globais não são tão significativas quanto se quer fazer crer. O Sporting é, dos 3 grandes, aquele que menor média de assistências regista mas sem que se registem diferenças brutais e desadequadas aos universos de adeptos dos três clubes.
- Benfica (36959)
- Porto (31918)
- Sporting (28069)

Como se pode verificar, mesmo com um número reduzido de vitórias (apenas dois campeonatos em 15 épocas, ambos nas primeiras três temporadas deste novo milénio), os Sportinguistas são aqueles que menos definem o seu apoio pela posição na tabela classificativa.

Este tipo de análise não pretende, ao contrário das de outros clubes, assumir nenhuma espécie de superioridade. Pretende apenas desfazer mitos e comprovar factos. Não somos os que mais adeptos levamos aos estádios mas somos os mais fiéis e resilientes. Somos os mais dedicados e apaixonados e não dependemos de vitórias para estar ao lado da equipa de futebol.

Não nos assumidos como diferentes porque sim nem queremos com isso parecer melhores que ninguém. Somos diferentes e isso é um facto.

Agora, resta esperar que o efeito Jorge Jesus se faça sentir da mesma forma do que quando chegou ao Benfica (no primeiro ano de Jorge Jesus, a média subiu quase em 15000 espectadores) onde aparentemente, os adeptos iam ver a equipa que ele treinava e não a equipa da 'estrutura', que já era a mesma há quase uma década.

Para já, 20000 Gameboxes vendidas em cerca de duas semanas, parecem bom prenúncio.

Segue o infograma completo:

Média Assistências Global.png

 

Fontes: http://www.european-football-statistics.co.uk/attn.htmhttp://www.ligaportugal.pt/oou/estatisticas/espectadores/

Balanço final da onda verde

Evolução da onda verde.png

No que a nós, Sportinguistas, diz respeito, pode dizer-se que foi uma época positiva, em que a onda verde cresceu em Alvalade mas decresceu (embora muito ligeiramente) fora de casa.

Na verdade, os números são semelhantes aos da temporada passada e será necessário que sejamos nós, que vamos frequentemente ao estádio, consigamos arrastar mais um amigo ou familiar connosco.

Espero também que a conquista da Taça de Portugal e um bom início de época possam ajudar a dar maior dimensão a estes números.

Quanto ao comparativo com os rivais, como seria de prever, os bons resultados desportivos afastaram o Benfica para números difíceis de atingir.

Após uma época desolante, o Porto melhorou e os adeptos responderam positivamente, aproximando-se dos números do Sporting mas ainda assim abaixo daquilo que a onda verde produziu.

No final de época, já sem objectivos palpáveis e com as perspectivas de um Benfica campeão, acabámos por perder o primeiro lugar no que às assistências em jogos fora diz respeito.

A verdade é que a onda vermelha foi este ano praticamente avassaladora, mesmo que alavancada pelo #colinho.

Resta esperar que, para o ano, os resultados possam dar um impulso forte que eleve estes números para algo mais consentâneo com o nosso estatuto. Será importante, tanto para a nossa reafirmação como para que os rivais sintam a nossa força.

O colinho continua

Habitualmente não falo nos rivais, mas isto começa a ser demais! São jogos e jogos onde consecutivamente o Benfica é beneficiado e já não há paciência para isto!

Entreguem as faixas!

Resta-nos lutar pelo segundo lugar e pela conquista das outras competições.

Confesso que estranho o silêncio de Pinto da Costa em relação a tudo isto, sobretudo quando objectivamente seria o Porto o primeiro classificado do campeonato se não se manifestasse esta fixação dos árbitros pelo benefício ao clube dos 6 milhões e, não menos importante, neste momento o Sporting estaria na luta pelo título e não a dez pontos de distância do mesmo.

(Então, mas nem pões aqui as provas do 'crime'?! Não é necessário. Está à vista de todos!)

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