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Grande Artista e Goleador

O mata-mata

Acabou a margem de erro. Hoje alguém vai para casa e, se Fernando Santos quer mesmo ficar até ao fim, convém não inventar, sobretudo no meio-campo.

Se a coisa correr como tem corrido, pode ser que a estrelinha nos acompanhe (e o Ronaldo esteja 'on fire') e empatemos, rumo a mais uma qualificação.

Força, Portugal!

 

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Deixem-se de tretas, força nas canetas, dignifiquem Portugal

Este é até agora o Euro da treta, para Portugal.

O treinador da treta, cheio de tretas, que prefere dizer que faz e acontece em vez de fazer com que aconteça.

O futebol da treta, sem chama, sem objectividade, sem estratégia, claramente à espera de um milagre.

Milagre que se espera que saia dos pés (ou qualquer outra parte do corpo) de Cristiano Ronaldo, que vê assim em cima de si toda a responsabilidade de sucesso da selecção.

Está na hora de nos deixarmos de tretas.

Na hora do seleccionador se deixar de falsas promessas e mostrar que não está lá apenas para agradar a terceiros.

Na hora de meter os melhores em campo e tentar que as individualidades formem uma equipa.

Na hora de, em equipa, mostrarmos que podemos ser candidatos a algo mais do que a ir para casa ao fim de 3 jogos, mesmo que a sorte se tenha encarregue de tornar esse um 'feito' quase impossível.

Deixem-se de tretas, sejam dignos e orgulhem Portugal.

 

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Que dizer da selecção?

Já aqui o disse há uns meses...os interesses instalados nas selecções nacionais (na nossa é bem evidente) retiram algum do interesse dos adeptos.

Há algum tempo que não sofro, vibro e me entusiasmo com a equipa de "todos nós" que, na realidade, é a equipa do Jorge Mendes e da sua teia de interesses.

 

Evitei falar da selecção durante a preparação do Euro porque os sinais estavam lá todos. Sinais que indiciavam que algo poderia não correr tão bem como se esperava.

 

Ontem tentei contrariar o sentimento de indiferença que há muito me assalta. Acordei e vesti a camisola de Portugal...a de 2000, do tempo em que a selecção mexia comigo. Queria muito tentar fazer voltar o entusiasmo pela equipa das quinas.

Ignorei os sinais dados pelo onze escolhido por Fernando Santos e tentei...tentei ver o jogo com o coração, apenas no apoio à selecção.

 

Mas o raio dos sinais continuavam lá e a ingenuidade de outros tempos já não mora em mim. Mesmo com a vantagem ao intervalo (justa, diga-se), vários eram os indicadores de que algo podia não correr bem.

A Islândia já tinha ameaçado no início do jogo e era previsível que o pudesse voltar a fazer.

 

Aconteceu...e aconteceu num lance em que acontece o mais improvável. Um cruzamento que sai do lado esquerdo, onde Portugal tem clara superioridade numérica mas evidente falta de concentração, coordenação e intensidade defensiva. Desde Danilo, a André Gomes, passando por Pepe e Vieirinha...são tantos os erros que até dá pena.

Foi a machadada na minha tentativa de viver o espírito de uma nação. 

A incapacidade de Fernando Santos em ler o jogo e mexer convenientemente na equipa começou a criar em mim um sentimento de revolta e injustiça.

 

Vou dar ao engenheiro a possibilidade de emendar a mão no segundo jogo, até porque o apuramento está claramente ao nosso alcance e dependente apenas da nossa competência.

Depois volto a abordar o tema.

 

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E a selecção?

Ontem vi o jogo da selecção nacional. Não que não tenha dado uma olhadela no jogo com a Noruega mas ontem era um teste mais sério e queria ver com o mesmo desprendimento de ultimamente (infelizmente, pois sinto uma certa nostalgia de quando vibrava com a equipa das quinas) mas com maior atenção. Queria aferir as nossas reais possibilidades no Euro, sobretudo quando chegarmos às fases a eliminar.

 

Depois, havia o aliciante extra de ouvir a comentar alguém que realmente percebe de bola, em vez do Dani ou outro qualquer do lote de 'invisuais' que pululam na TVI. Jorge Jesus comentou em directo o jogo frente à Inglaterra e, no seu estilo e de forma sábia e subtil, deu a sua opinião sobre o nosso modelo de jogo e dinâmica.

 

JJ constatou aquilo que só alguém com as suas competências diria. Portugal defendeu como equipa pequena (mesmo 11x11) e praticamente não atacou. O nosso processo ofensivo foi inexistente e limitou-se sempre à esperança num ou outro rasgo individual, primeiro de Nani e depois de Quaresma (que quase fez mais um golo de antologia).

 

Portugal não rematou enquadrado uma única vez e acabou por sofrer um golo numa 2ª bola que Patrício socou (e bem) para fora da área mas onde a nossa defesa não foi lesta no ataque à bola 'perdida'. Pior, os 10 jogadores que praticamente nem da área saíram deixaram o inglês cabecear sem qualquer oposição.

 

Nem o resultado se salvou e Jesus, para além de, subtilmente, dar sinais de pouca esperança na dinâmica do modelo de Fernando Santos, não deixou de elogiar a formação do Sporting e criticar, com alguma graça, o jogo de cabeça de William Carvalho. 

 

Neste momento já toda a gente percebeu porque Renato foi convocado. Há que aproveitar os amigáveis para somar internacionalizações pois o único dinheiro que o Benfica ainda pode ver, relativo à sua venda, vem precisamente daqui. Quando começar a sério, jogarão os melhores e, mais uma vez, deu para perceber que Renato não é um deles. O seu estilo e a propaganda beneficiam-no e colocam sobre ele as luzes da ribalta mas o espectador mais atento vê a sua movimentação e posicionamento, por exemplo, no golo da Inglaterra e fica convencido (isto aconteceu várias vezes em jogos do Benfica, nomeadamente na Champions).

 

Agora, em traços gerais, concordo com Jesus. O nosso processo e dinâmica ofensiva não existe e tenderá ainda mais a individualizar-se com Ronaldo em campo. Fernando Santos teve com a Noruega e terá com a Estónia a possibilidade de testar um modelo alternativo mas não o fez (e duvido que o faça). Teimou neste novo modelo que só funciona com CR7 em campo e que nunca pode ter como avançados Nani e Rafa. O nosso processo defensivo é 'à grega', pouco dinâmico, demasiado expectante e com muito homens atrás da linha da bola.

 

Claro que tudo isto se modifica com o melhor Ronaldo em campo. Mas...e se o melhor Ronaldo não 'fôr' a França?

 

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Desabafo

Dou por mim a ver os jogos da selecção com indiferença. Às tantas, até vou jantar e deixo o puto ver os bonecos.

Bem sei que, hoje, muitos são os que já não passam cartão àquela que, em tempos, era a equipa de todos nós. Alguns vão mesmo mais longe e já desejam que perca.

A verdade é que não vejo os jogos da selecção com a atenção, a paixão e o fervor de outros tempos.

Ainda não desliguei por completo porque tenho em mim uma costela patriótica que me diz que a imagem que passa do país não é a melhor, nem para dentro, nem para fora.

Bem sei que, no geral, a imagem de Portugal é má, tanto cá como no estrangeiro e, talvez seja precisamente por isso, que me incomoda que o futebol, das poucas coisas que nos tem prestigiado lá fora (bem sei que posso estar a ser injusto para com outras áreas, como a ciência ou a medicina que, infelizmente, não têm o mediatismo do desporto rei), passe esta imagem acabada e triste.

E isto acontece porque não temos treinador (apesar de, na prática, lá estar um), porque as escolhas são totalmente questionáveis e os favores demasiado óbvios.

Confesso que fui dos que até apoiou a contratação de Fernando Santos (pelo menos dei-lhe o benefício da dúvida). Porque me parecia pensar pela sua própria cabeça, não alinhando em esquemas. Porque pensei que podia melhorar o futebol de uma equipa que se vinha degradando nos últimos anos.

Enganei-me!

Fernando Santos é mais um fantoche ao serviço dos interesses da FPF e dos seus 'parceiros'. E que pena que os interesses da FPF não sejam apenas e só prestigiar o país através de um desporto que, por acaso, é o mais visto e praticado no Mundo.

Portugal não tem hoje um conjunto de extraordinários jogadores como tinha há 10 anos mas tem bons jogadores. Só temos um jogador de nível mundial mas dá perfeitamente para construir uma boa equipa à volta dele.

Mas, para isso, é necessário um modelo de jogo que o beneficie, que seja equilibrado e eficaz, de preferência, jogando futebol de melhor qualidade do que o que esta selecção apresenta.

Esta fase de qualificação, pesem embora as vitórias alcançadas (todas elas com exibições sofríveis), tem sido um vazio de ideias e uma nulidade quanto ao nível do futebol apresentado.

E se tem sido suficiente frente a Albânias e Arménias, desengane-se quem pensar que o será frente à Alemanha, a Espanha ou a Inglaterra (isto para não falar de selecções de segundo plano que, embora menos talentosas, trabalham melhor e são mais competentes que nós).

Aquilo que eu vi ontem (a juntar ao que se tem visto sempre) foi um vazio de ideias, um posicionamento defensivo deficiente e um ataque incapaz de fazer mossa na Albânia. Sim, na Albânia! Essa potência mundial que os excelentíssimos comentadores da RTP fizeram questão de enaltecer, como a única equipa invicta do grupo, agora derrotada pelos bravos portugueses, ignorando o facto de não termos jogado nada e de termos ganho com uma sorte do caraças!

Era facílimo trabalhar esta selecção para os próximos 3 anos (onde teremos o Europeu, os Jogos Olímpicos e o Mundial).

Bastava pegar nos mais preparados da selecção vice-campeã da Europa de sub-21, juntar-lhes os melhores e mais bem preparados seleccionáveis e fazer algum trabalho de casa.

Tudo isto, em vez de favores a patrocinadores e empresários e de andar a passear e a brincar às selecções.

Basta juntar os melhores, prepará-los, orientá-los e pedir-lhes que dignifiquem o país, os portugueses e a eles próprios.

Ouvir da boca de quem orienta a equipa pérolas como, "Com esta dinâmica não é fácil pararem-nos", é um atestado da própria incompetência perante tanta gente que neste país percebe de futebol.

 

Ainda a tempo de repor a verdade

Já passaram mais de duas semanas desde que Portugal perdeu a oportunidade de se sagrar campeão europeu de sub-21 e só agora me passou pelos olhos um artigo que repôs alguma justiça.

William Carvalho foi o melhor jogador do torneio e o único dos atletas do Sporting a merecer a honra de figurar no 'onze' da competição.

Foram, a meu ver, cometidas duas injustiças: a não inclusão de João Mário e Paulo Oliveira nesse mesmo 'onze'.

Pois, se quanto a João Mário, não vi quem olhasse as coisas pelo mesmo prisma que eu, o mesmo não aconteceu com Paulo Oliveira.

O artigo é do site Outside of the Box e esta foi a avaliação do defesa central do Sporting.

"Invadindo a primeira equipa de Portugal ainda este ano, Oliveira foi um de vários do lado de Portugal que chegaram ao torneio com montes de experiência. Oliveira foi indiscutivelmente o melhor defesa do torneio, comandando a rectaguarda de Portugal que apenas concedeu um golo em toda a competição. O epítome do defesa central moderno, Oliveira pareceu extremamente confortável com bola e foi a principal razão pela qual Portugal acumulou tanta posse de bola e iniciou os ataques a partir da sua área."

Reposta que está a verdade, resta aguardar que Oliveira encontre o parceiro ideal para liderar a defesa leonina rumo ao título nacional.

Ainda não foi desta

Portugal Sub 21.jpg

«Em dez jogos eles provavelmente vão ganhar mais vezes do que nós. São uma equipa fantástica, com jogadores espantosos.»

As palavras são de John Guidetti, avançado sueco, e são uma boa forma de resumir este europeu.

Fomos a melhor equipa mas ontem foi o dia de jogar um daqueles dez jogos em que não se vence.

Estou triste, naturalmente.

Sobretudo porque tínhamos capacidade para vencer em apenas 90 minutos. Quando o jogo seguiu para o prolongamento os suecos cresceram, sobretudo em termos anímicos.

Não eram favoritos e fizeram tudo desde o início para que o jogo acabasse nos penaltis sendo o que deus quisesse.

Pois bem, não fomos eficazes da marca dos 11 metros e a Suécia acabou a festejar.

Parabéns aos suecos e aos portugueses, em especial aos sete magníficos que representaram e bem o nome do Sporting Clube de Portugal.

Para mais tarde recordar

Nunca duvidei da capacidade da nossa selecção para eliminar a Alemanha.

Mais, sempre tive a convicção de que jogaríamos a final.

Mas nunca me passou pela cabeça que o fizéssemos com uma goleada.

Classe, temos para dar e vender. Experiência também. Segurança, idem. Mas esta eficácia não é habitual.

Esperava vencer pela margem mínima, até porque ainda não tínhamos marcado mais do que um golo por jogo.

Não foi assim e pudemos assistir a uma vitória categórica dos nossos miúdos, quase todos eles com capacidade para lutar por um lugar na principal selecção.

PAULO OLIVEIRA foi, mais uma vez, o verdadeiro 'BOSS'. Ganhou todos os duelos e impôs respeito aos alemães. Jorge Jesus precisa efectivamente de um patrão...felizmente, não será necessário gastar dinheiro.

TOBIAS FIGUEIREDO foi o complemento perfeito ao patrão Oliveira. Esteve, também ele, intratável nos duelos e a defesa não tremeu.

RICARDO ESGAIO continua a marcar pontos como defesa direito. Percebe como poucos os momentos em que deve ou não subir no terreno e defende com competência. Levou um amarelo necessário e foi sempre mais seguro que o colega do lado esquerdo.

WILLIAM CARVALHO, para nós, que o conhecemos, foi igual a si próprio. Correu mais de 11.5 quilómetros e foi a mancha que 'engoliu tudo no meio-campo. Todas as jogadas saem dos seus pés e se, para nós, é tudo normal, para outros não.
A UEFA voltou a designá-lo como o melhor em campo e a reacção dos adeptos a cada toque na bola é elucidativo disso.

JOÃO MÁRIO foi um dos melhores em campo. Para mim foi mesmo o melhor, mas é difícil nomear apenas um jogador numa equipa que esteve em tão bom plano colectivo.
Assistiu, marcou e passeou classe com os seus pés de veludo.

Bernardo voltou a mostrar grande qualidade. Sérgio Oliveira, muito bem. Ricardo e Cavaleiro marcaram. José Sá voltou a manter as redes invioláveis.

Fomos enormes e o vigésimo jogo sem perder pode significar um inédito título europeu com selo de qualidade 'made in Alvalade'.

Devagar, devagarinho, até ao Rio de Janeiro

A equipa de sub-21 portuguesa garantiu ontem, com a presença nas meias-finais do campeonato da Europa, a participação nos Jogos Olímpicos do próximo ano, no Brasil.

Foi um jogo em ritmo morno. Rui Jorge confiou na experiência e capacidade dos nossos jogadores para gerir o jogo sem arriscar muito e sem nos expormos muito ao erro.

Acabou por correr bem mas espero que haja um plano B para que aspiremos à vitória no Europeu.

Estamos com uma costela 'italiana' e, embora os próprios italianos tantas vezes se tenham dado bem com esta abordagem, não é garantido que a mesma resulte para nós. 

Alé disso, temos na nossa equipa para ser mais agressivos ofensivamente visto que, defensivamente, temos estado em muito bom plano.

PAULO OLIVEIRA foi mais uma vez um dos melhores em campo e uma barreira praticamente intransponível. Num jogo em que não houve grandes destaques individuais, foi dos que esteve em melhor plano.

TOBIAS FIGUEIREDO estreou-se, rendendo o lesionado, Tiago Ilori. Não desiludiu e, para a boa exibição e segurança defensiva, em muito contribuiu o conhecimento do seu colega de sector com quem tem rotinas criadas.

RICARDO ESGAIO fez aquilo que me parece lhe ter sido pedido. Foi seguro defensivamente, salvou um golo feito e não se aventurou muito no ataque.

WILLIAM CARVALHO foi, como sempre, o pêndulo e o gestor de ritmos de todo o meio-campo. Não foi exuberante mas foi eficaz. Falhou, ainda na primeira parte, um golo na cara do guarda-redes sueco. O prémio de melhor em campo é merecido, embora pudesse ter outros destinatários que estiveram a nível semelhante.

JOÃO MÁRIO não arriscou muito no ataque, talvez para que não fôssemos apanhados em contrapé. Faltou-lhe qualquer coisa no último terço mas, mais uma vez admito, que pode ter a ver com instruções de Rui Jorge. Defensivamente, cumpriu.

IURI MEDEIROS voltou a mostrar que já merece uma oportunidade como titular. Agitou o ataque e fez tremer a defesa escandinava, tendo mesmo feito a assitência para o golo de Gonçalo Paciência.

Empate com estrelinha

Diz-se habitualmente que a 'estrelinha' da sorte protege aqueles que estão destinados ao sucesso. Se assim for, grandes feitos esperam esta equipa portuguesa de sub-21.

José Sá e a ineficácia transalpina foram garante de um ponto e da manutenção no primeiro lugar do grupo.

Foram utilizados 6 dos 7 leões em competição (apenas Tobias Figueiredo não saiu do banco de suplentes).

PAULO OLIVEIRA

Mais um jogo praticamente perfeito. Formou boa dupla com Ilori e, quando não foi Sá a brilhar, Paulo Oliveira esteve lá.

RICARDO ESGAIO

Apesar da sua versatilidade, nunca pensei que Esgaio se fixasse em definitivo na lateral defensiva. O empréstimo à Académica revelou-se acertado. Permitiu-lhe ganhar rotinas no lugar e parece cada vez melhor. Apenas uma falha já nos descontos que nos podia ter sido fatal, mas o italiano falhou.
Para mim, está pronto para se assumir como concorrente sério ao lugar na época que se avizinha.

WILLIAM CARVALHO

Não foi aquele William demolidor. Parece desgastado e acho mesmo que devia ter sido substituído para não forçar uma lesão.
No entanto, não deixou de ser o esteio do nosso 'miolo' e teve laivos dignos de Sir. King Carvalho.

JOÃO MÁRIO

Mesmo que descaíndo para a direita, tal qual extremo, João Mário foi competente e podia, novamente, ter sido ele a resolver o encontro. Falhou de forma incrível por não ser dos mais competentes naquela zona, onde se esquivou de usar o pé esquerdo.
Tem tudo para melhorar e a finalização é aspeto a rever se quer subir um patamar em termos de qualidade.

CARLOS MANÉ

Exibição apagada e, na minha óptica, devia ter sido substituído (só não o foi por gestão física de outros elementos da equipa). Teve um rasgo à Mané mas falhou no remate.

IURI MEDEIROS

O açoriano começa a pedir a titularidade. Entrou bem mas algo precipitado. Agitou as águas mas nem sempre tomou as melhores decisões numa altura em que, com Gonçalo Paciência em campo, se pedia mais a sua presença na área. Em cima do minuto 90, obrigou o redes italiano a uma boa defesa.

Nota de destaque para José Sá, Tiago Ilori e Bernardo Silva.

Inacreditável como um guarda-redes da qualidade e fiabilidade de José Sá passou uma época completa na 2ª Liga!

Tenho mais pena da saída de Ilori do que de Dier. Seguro, tem complexão física invejável, aliada a uma excelente flexibilidade, agilidade e bom jogo aéreo. Pena que tenha dado primazia ao dinheiro.

Bernardo Silva é um craque. Relação excelente com bola. Não é um Messi mas tem um controlo de bola em progressão fantástico. No dia em que decidir melhor o tempo de largar a bola, será top mundial.

A primeira gala 'Quinas de Ouro'

"No dia 14 de Janeiro realiza-se a primeira edição da Gala Quinas de Ouro.

A Federação Portuguesa de Futebol celebra o seu Centenário com a organização de uma cerimónia que evoca a história do Futebol Português, os seus protagonistas e feitos.

Este evento será palco do lançamento dos prémios anuais, Quinas de Ouro, atribuídos pela Federação nas diversas variantes da modalidade que superintende. Inserido no ano de Centenário, a Federação Portuguesa de Futebol organiza um evento que invocará a história da FPF, seus nomes e feitos, continuando assim a contribuir para a divulgação do Futebol Português e a promoção da sua prática.

O Comité de Prémios da FPF, composto pelos membros da Direcção e pelos elementos da Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário, é responsável pela escolha dos vencedores de grande parte dos prémios.

Alguns deles, contudo, terão igualmente a participação dos adeptos e fãs do futebol, que poderão ser decisivos na escolha do melhor 11 histórico, do melhor 11 contemporâneo, do melhor 11 do centenário e dos melhores jogadores e jogadoras de futebol feminino, futsal masculino e feminino e futebol de praia.

As bases de futebolistas para a escolha dos três onzes (que se organizarão em 4x3x3) foram encontradas através da aplicação de critérios práticos e objectivos, relacionados com títulos conquistados, internacionalizações acumuladas, participações em provas internacionais, golos e prémios individuais."

Deparei-me por acaso com esta votação numa das minhas incursões pelo google. Achei interessante e fui oferecer o meu contributo para a dita.

Ao ver a lista de jogadores, deparei-me com dezenas de históricos já retirados (alguns deles fazem parte da história mais recente e, portanto, recordo-me de os ver jogar, mas isso não invalida que tenha ouvido falar de todos os outros) e com jogadores ainda em actividade, quase todos com carreiras feitas e, portanto, na casa dos 30 anos ou perto disso.

Tendo em conta os critérios de selecção acima indicados para a escolha dos futebolistas a votação para os prémios indicados, não concordo com a inclusão de alguns nesta lista.

Não vou contestar nenhum dos históricos que não vi jogar. Não vi jogar nenhum e, na sua grande maioria, o seu currículo fala por si.

Há nomes discutíveis, mas esses nem vou mencioná-los, pelo simples facto de que uma redução da lista de jogadores a votação (a meu ver seria mais sensato e justo) resolveria o 'problema'.

Por exemplo, todos concordam comigo se eu disser que João Tomás poderia ter tido uma carreira muito melhor do que aquela que todos testemunhámos...mas não teve. Se não tem títulos no currículo e as suas internacionalizações se limitam a quatro presenças na 'equipa de todos nós', porquê incluí-lo numa categoria onde figuram Cristiano Ronaldo, Eusébio, Fernando Gomes, Peyroteo, entre muitos outros.

Nélson, o lateral direito que passou pelo Benfica, surge nesta lista na categoria dos defesas. Mais uma vez, nem um título e as mesmas quatro presenças na selecção nacional. No entanto, lá está ele, entre Fernando Couto, Humberto Coelho, João Pinto ou Hilário.

Miguel Garcia nunca foi internacional e se tem lugar na história do Sporting, não me parece que tenha feito uma carreira que justifique a sua inclusão num possível 'onze do século'. Mas lá está ele junto daqueles que já enumerei no parágrafo anterior.

De todos os jogadores em actividade, há dois que me saltam à vista pela falta de honestidade intelectual de quem ousou colocar o seu nome nesta lista: André Almeida e André Gomes.

Ambos estão em início de carreira e nenhum deles se afirmou como titular indiscutível nas equipas com que venceram títulos. 

Comecemos pelo primeiro... André Almeida, em três épocas no Benfica só foi utilizado em 38 jogos para o campeonato e no ano passado, em que venceu a Primeira Liga, só foi opção em 10 jogos. É um internacional português de circunstância e provavelmente nunca cimentará a sua posição no núcleo duro da selecção. António Veloso, símbolo do Benfica que figura na mesma lista foi titular anos a fio, venceu 7 Campeonatos, 6 Taças de Portugal e 3 Supertaças, corou de vergonha ao saber que o menino Almeida não precisou de fazer nada para ser metido no mesmo saco.

Relativamente a André Gomes o caso é ainda mais surpreendente. Recordo que numa lista cheia de lendas do futebol nacional, figura um jogador de 21 anos que, para justificar esta 'chamada' deve ter feitos extraordinários no currículo.  Nos dois anos na equipa sénior do Benfica, foram mais as aparições na equipa B do que na principal e espantem-se...no ano passado, o ano do título, esta foi a utilização do médio este ano transferido para o Valência.

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Sim, até quase ao fim do mês de Abril, André Gomes tinha jogado 5 minutos na Liga Portuguesa, repartidos em 4 jogos. Inacreditável! Claro que justificou chamadas à selecção após esta brilhante prestação.
Mário Coluna, António Oliveira, Figo e Deco, entre outros, figuram na mesma lista que André Gomes e, sem desprimor para o menino, isto é uma vergonha!

Não coloco em causa as qualidades futebolísticas de nenhum dos jogadores que questionei e acabo por considerar os casos de João Tomás, Nélson e Miguel Garcia (podia até ter enumerado muitos outros) menores, tendo em conta aquilo que se pode observar dos casos de André Almeida e André Gomes.
Pelo menos os primeiros três têm a carreira recheada de jogos.

Recordo que estamos a escolher os melhores entre os melhores de sempre!

Quem quiser, contribua para a votação em http://quinasdeouro.fpf.pt/#

Salvou-se o resultado

Tal como ontem tinha dito, era um jogo que tinha de tudo para ser um excelente espectáculo...mas não foi, precisamente porque foi encarado como um treino...uma espécie de peladinha em dia de treino de recuperação.

Os adeptos que estiveram no estádio e pagaram o seu bilhete (recordo que alguns pagaram 80€ para assistir à partida) saíram desiludidos e alguns até o fizeram antes do jogo terminar, tal era a (pouca) qualidade do espectáculo.

Quando se recebe mais de 1 milhão de euros para fazer um jogo num estádio mítico e emblemático como Old Trafford deve fazer-se mais do que um simples treino de descompressão. Sendo certo que o ritmo de treino foi adoptado por ambas as equipas a mim preocupa-me mais que os portugueses, começando por Fernando Santos, não tivessem acautelado essa situação.

Sendo fácil fazer a análise a posteriori, se o seleccionador nacional já tinha sentido a descompressão em alguns dos jogadores deveria imediatamente reformular a equipa titular, incluindo nela jogadores que quisessem mostrar o que sabem (foi aliás graças a eles que acabámos por vencer o jogo).
Fazia sentido que Adrien tivesse tido uma oportunidade, sendo titular, em vez de lhe dar uns minutinhos, como quem diz "aproveita agora, que tão cedo não calças"! Talvez tenha sido uma excelente oportunidade para ver como funcionava um meio-campo leonino de quinas ao peito, ainda para mais quando o meio-campo composto por Tiago, Gomes e Moutinho simplesmente não existiu.
Quaresma podia ter feito melhor. Entrou um pouco contagiado pela letargia geral mas foi novamente decisivo com mais uma assistência para golo e provou que merecia ter sido titular (nem que fosse para se chegar à conclusão que o seu lugar é no banco, entrando para resolver).

Acabámos por fazer um golo no primeiro minuto de descontos, num momento em que todos já contavam com o empate. Todos menos Adrien, que recuperou uma bola e seguiu em direcção à área contrária na tentativa de testar a sua meia distância. O remate foi travado por um pino (refiro-me, obviamente, a Éder) e sobrou para perto da linha final...Quaresma e Raphaël Guerreiro acreditaram pois, na verdade, tinham algo a mostrar e o cigano fez um sprint e cruzou para o centro da área onde o luso-francês apareceu a finalizar de cabeça, fechando com chave-de-ouro uma semana de sonho em que se estreia pela selecção e marca o seu primeiro golo.

A nossa defesa está sólida e, na verdade, é de trás para a frente que se constroem as equipas. Temos conseguido ganhar, mesmo sem grande qualidade ofensiva e é nisso que temos de nos concentrar para melhorar no futuro próximo.

Ah...Ronaldo e Messi, os grandes atractivos do encontro, saíram ambos ao intervalo. Ronaldo limitou-se a uns malabarismos para a bancada e Messi a uma bola ao poste.

Que não seja mais um...

O jogo de hoje entre Portugal e a Argentina tem tudo para ser um grande jogo e um excelente espectáculo e espero que não seja apenas mais um jogo de treino...

Grandes jogadores de ambas as partes e o aliciante de ver de cada um dos lados ois dos melhores jogadores do Mundo.

É incontornável o duelo individual entre Ronaldo e Messi, mas neste momento espero que se concentrem em dar um bom espectáculo, pois os votos para a Bola de Ouro já estarão, na sua grande maioria entregues, visto que as votações terminam esta 6ª feira (não me parece que alguém esteja à espera de um jogo para definir a sua opinião).

É um jogo para colocar o máximo de talento possível em campo. Do lado da Argentina temos Messi, Di Maria, Agüero e o regressado Tévez, das cores portuguesas podemos contar com a magia de Ronaldo, Nani, Quaresma ou Danny.

Temos também os conhecidos Jonathan Silva (que deixou Marcos Rojo de fora da convocatória), Enzo Pérez e Gaitán, que actuam em Portugal.

Eu apostaria no seguinte onze:

POR - ARG.png

Já agora, aposto também numa vitória portuguesa, por números expressivos, para atenuar um registo de encontros que nos é demasiado desfavorável. E um hat-trick de Ronaldo para desfazer as dúvidas dos que têm andado a dormir e ainda não enviaram o voto para o nosso CR7 que tem sido, sem margem para dúvidas, o melhor jogador do ano.

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