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Grande Artista e Goleador

O Euro de Sir William visto à lupa

Perhaps Portugal’s greatest achievement was that they did it without their key man, that they had the team spirit and the organisation to overcome the loss of a player who had been central to everything they had done in the tournament to that point. But enough about the semi-final – at least William Carvalho was back from suspension for the final.

 

The theory is that Cristiano Ronaldo has decided to keep playing till at least the next World Cup, by which time he will be 33, partly because he is in excellent physical shape himself but also because he looks at the midfield quartet that provided a platform for him and sees four players aged 24 or under of considerable discipline and talent.

 

At the heart of them is William Carvalho. His is an ungainly sort of footballer, all telescoping limbs and hunched shoulders, but his effectiveness cannot be denied. For years, it seemed, he has been linked with Arsenal, the final part of the jigsaw to link together their disparate midfield creators. And for just as long, wherever he turned up in the Champions League playing for Sporting against high-class opponents, he looked thoroughly ordinary.

 

There was an emperor’s new clothes vibe to him, a dawning sense that maybe he wasn’t that good, that he was a player of the social media age, overhyped too soon and vociferously promoted by thousands who’d never seen him play. The scepticism was not unjustified but what was perhaps forgotten was just how young he was - young enough in fact, to give further material to the doubters by missing the decisive penalty in the shoot-out at the European Under-21 championship final last year.

But in France, William Carvalho blossomed. Those long, long limbs kept making tackles. Fifteen times opponents tried to go past him; on 13 occasions he thwarted them. He also made seven interceptions and blocked two crosses and two passes. At least as important was his positional sense, something that is hard to measure with statistics, operating as a breakwater in front of the back four. If opponents did break through Portugal’s pack of three tough-tackling aggressive midfielders, there was Carvalho extending a leg to pinch the ball away. And if they somehow got past him, there were still four defenders. Fernando Santos, the Portugal (cliquem, caso tenham cusriosidade em ver os ratings de cada jogador) coach, said he would rather be ugly and still in the tournament than pretty and at home and William Carvalho was the embodiment of that spirit.

 

Yet to think of him as just a destroyer would be inaccurate. He completed 28 of 37 attempted long passes and 260 of 287 short ones. He kept the ball moving. He was a facilitator, a lubricator, not flashy but effective. All seven of the free-kicks he took found their target. But among all that there was just one key pass. Creation wasn’t his job. He was there to plug gaps, win the ball and move it on to others.

 

There will be those who criticise Portugal for their pragmatism and it's true that there seems something amiss when a side can win the tournament having won one and drawn six games in normal time. But those are the rules and the regulations as they stand. Despite the whining every time England fail to skip round opponents like Brazil 82 or Hungary 54, international football is about not losing. It’s not about style it’s about substance. Portugal may, for the neutral, be the least watchable tournament winners in a generation, but that’s what the international game is.

 

If you don’t concede, you don’t lose, and Portugal leaked only one goal in 420 minutes of knockout football. It’s not thrilling but it is effective, and William Carvalho stood at the heart of that.

 

Artigo retirado do site de futebol e análise estatística, Who Scored (original, AQUI)

 

Nota: Deixei o artigo em inglês pois é fácil de compreender para quem tenha as bases. Para os que não têm, o google translator faz o trabalho.

 

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Ecos

O eco de hoje chegou do outro lado do atlântico. Descobri o blog por acaso e encontrei um post sobre Jorge Jesus e o nosso Sporting.

Mostra um ponto de vista muito interessante sobre o que é hoje o futebol de JJ. Eficaz mas, efectivamente, muito mecanizado. Não vive muito das individualidades nem lhes dá grande liberdade.

Será que ganharíamos mais, faríamos mais pontos ou jogaríamos ainda melhor com mais liberdade para os protagonistas?

Fica a questão.

 

"Nunca tiveste paciência com o baixo nível da mídia que toma o precioso tempo de um treinador com perguntas rasas, repetitivas e óbvias. Nunca tiveste paciência com jogadores que colocavam sua vaidade acima das tarefas que tinham que ser cumpridas dentro de campo, mesmo que de vaidade tu sejas também especialista. Mas sempre, e absolutamente sempre, mesmo quando o resultado não era o esperado, foste capaz de fazer o que ninguém conseguia. Sempre te debruçaste sobre problemas que a maioria dos treinadores nunca nem se questionou e nunca nem percebeu a existência. Sempre vais ser capaz de criar uma equipe coletivamente forte, sempre criarás mecanismos que farão com que qualquer equipe do mundo que venha a enfrentar a tua sofra para marcar e não sofrer gols. És capaz, definitivamente, de independente do ambiente em que estás inserido, criar uma equipe competitiva.

Dito isso, me pergunto sempre: por que não jogas futebol? Por que continuas escolhendo os mesmos jogadores para as tuas equipes com base na altura deles, na velocidade, na capacidade de resistência, na capacidade de força? Onde entrariam Saviola e Aimar na tua equipe do Sporting? Entrariam? Por que não utilizas tua grande capacidade de operacionalização para que tua equipe não deixe o adversário ter a bola por mais do que 30% do tempo de jogo?

Não vou dizer que sei como é, mas mesmo sem a experiência de treinar no mesmo escalão que tu, entendo perfeitamente a posição em que um treinador de um clube do tamanho do Sporting se encontra. A enorme pressão, as diversas e variadas opiniões, as críticas e acima de tudo, a cobrança por resultados. Sempre eles, os resultados. Mas, nessa temporada continuaste brilhante e os resultados não irão ser atingidos. Bom, na verdade serão. O Sporting chegar a uma Champions com a facilidade que chegou nessa temporada é notável, mas os resultados a nível Jorge Jesus é que não irão chegar. O título, salvo milagre, será do Benfica. Mesmo sendo obcecado pela segurança em todos os processos, mesmo garantindo que a maioria dos teus jogadores em campo sejam altos, fortes, não percam divididas, sejam preponderantes em disputas físicas e que estejam sempre a cumprir os posicionamentos defensivos, às vezes um chute acaba por sobrar no pé do Mitroglou frente a frente com Rui Patrício e perdes em casa para o teu rival na disputa pelo título.

Então, novamente: por que não jogas futebol? Os verdadeiros melhores não ganham sempre. Arsène Wenger perde mais do que deveria, Marcelo Bielsa ganha menos do que deveria. E suas equipes são das melhores. São a representação da insignificância da vitória pela vitória, do ganho a qualquer custo, de noventa minutos de sofrimento e medo para chegar ao sentimento efêmero da vitória. Mesmo sofrendo derrotas catastróficas, jamais foram derrotados de joelhos. Hoje ganhaste ao Porto, mas sabes bem como é perder para eles de joelhos, literalmente. A derrota às vezes é inevitável, dado o número de variáveis incontroláveis que existem num jogo de futebol. No entanto, o que certamente controlamos é a maneira que perdemos, e a perda do Campeonato Português da temporada 2015/2016 poderia ter sido muito melhor."

 

La Rodilla de Modric, é o nome do blog. Visitem que vale a pena.

 

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O filho mais velho do Sporting

Mais do que Rui Patrício, mais do que Adrien Silva, mais do que William Carvalho ou qualquer outro jogador, Kikas é o mais antigo filho do Sporting. O médio da equipa B veste de verde e branco há dezassete anos, o que o transforma num veterano do clube.

«Cheguei ao Sporting com oito anos, estou ligador ao clube há dezassete, com dois anos de interrupção pelo meio. O único jogador que tinha mais anos de Sporting do que eu era o Cedric, com a saída dele o ano passado tornei-me o mais antigo.»

O Sporting, vale a pena sublinhá-lo desde já, nunca lhe virou as contas. Mas por partes.

Antes de mais interessa dizer que Kikas nunca se estreou na equipa principal. Em 2010, no último ano de júnior, chegou a ser convocado por Carlos Carvalhal para o jogo da última jornada, em Matosinhos, com o Leixões, mas não chegou a sair do banco.

A carreira do médio tem sido por isso feita na equipa B, onde costuma assumir um papel de relevo: em dois anos e meio somou 90 jogos pela formação secundária.

Esta temporada, por exemplo, regressou em janeiro a Alcochete: cumpriu então 17 jogos, na parte final da época, e acabou por ser fundamental na recuperação classificativa da equipa, depois de alguns sustos provocados por maus resultados e a linha de água.

«O Sporting B passou um momento complicado, com resultados menos positivos, mas a minha vinda e a do Mica Pinto vieram dar mais tranquilidade ao grupo.»

Refira-se que desde que Kikas assumiu a titularidade, o Sporting B somou sete vitórias, quatro empates e as tais quatro derrotas, alcançando a melhor fase da temporada.

«Tenho 25 anos, muita experiência de II Liga e acho que fiz uma época boa. A nossa chegada foi o momento de viragem: depois de entrarmos na equipa teve quatro derrotas.»

Por aqui também já se percebe que Kikas tentou desligar-se do Sporting, mas não correu. Tentou duas vezes e das duas vezes acabou por voltar a casa.

«A primeira foi na passagem para sénior. O Sporting não tinha equipas B, acabei a formação e fiquei sem clube: não tinha empresário, não tinha clube, não tinha nada. Nessa altura passou-me pela cabeça deixar o futebol», sublinha.

«Acabei por ir para o Real Massamá, mas era apenas um part-time. Não ganhava nada no Real Massamá e tinha de trabalhar no restaurante dos meus pais para fazer algum dinheiro. Aí pensei deixar o futebol. Mas depois apareceu o Sporting e tudo mudou.»

Passados dois anos voltaram as equipas B e Kikas foi convidado por Luís Duque a regressar a Alcochete, para integrar o plantel secundário. Nem pensou duas vezes.

Em duas épocas, com Dominguez e Abel Ferreira no comando técnico, cumpriu 73 jogos e viveu momentos espetaculares: era o tempo das grandes equipas do Sporting B.

«Andámos muito tempo em primeiro. Só após as saídas de Bruma, Ilori, Dier e Zezinho é que caímos na classificação», lembra Kikas.

Ora depois de duas boas temporadas no Sporting B, Kikas achou que era tempo de voar: tinha 23 anos e a vontade de embarcar numa aventura de primeira divisão.

Mas não correu bem. Aliás, voltou a não correr bem.

«Optei por ir para o estrangeiro para dar o salto, aceitei um convite do Rapid Bucareste, mas fiquei seis meses sem jogar por causa de um problema burocrático. O clube tinha muitos problemas, estava em período de insolvência, e foi uma experiência terrível. Passei por momentos muito maus. Dormi no chão, por exemplo. Fiquei no Centro de Estágio, que já de si era muito mau, mas depois quando havia jogos metiam um jogador convocado em cada quarto e juntavam todos os outros jogadores que não eram convocados num quarto, dormindo lá todos. Era um salve-se quem puder», conta.

«Passei de facto momentos muito complicados. A única coisa positiva acabou por ser o apoio dos outros portugueses, como o Filipe Teixeira e o Geraldo Alves, e até mesmo o Peçanha. Já tinham passado pelo Rapid, estavam no Petrolul e sabiam como era o clube... Mais tarde chegou o Rui Miguel, que foi sem dúvida uma grande ajuda.»

Para primeira experiência no estrangeiro, Kikas admite que dificilmente podia ter corrido pior: um clube desorganizado, com problemas financeiros e sem poder jogar.

«Foi tudo caótico. Estava num batizado da família da minha namorada, saí à pressa, fiz a mala e viajei para a Roménia à noite. Disseram-me que tinha de ser assim porque o mercado ia fechar, mas na verdade o mercado na Roménia só fechava passado uns dias. Depois houve muitos problemas, assinei não sei quantos papeis, depois faltava sempre alguma coisa, o processo foi-se arrastando, eu estava lá sozinho, sem o acompanhamento que precisava, enfim. Uma desorganização total.»

Em janeiro as coisas melhoraram um pouco: foi inscrito, arrendou uma casa, saiu do centro de estágios e até acabou a época a titular.

«Acabámos a primeira volta com onze pontos e eles fizeram uma mudança radical no plantel. Mudaram de treinador, que apostou muito nos jogadores que foi buscar, mas a oito jogos do fim foram buscar um treinador italiano e aí sim, acabei a época a titular.»

No final da temporada regressou ao Sporting e sem vontade nenhuma de voltar a emigrar. Mas quando menos esperava apareceu-lhe Dominguez no caminho.

«Era um treinador que me conhecia e me queria no Recreativo Huelva. Com ele tinha feito 37 jogos no Sporting B. Já sabia que o clube tinha tido problemas anteriormente, mas prometeram-me que seria diferente. O problema é que não foi diferente. Em seis meses recebi 600 euros. Se não tivesse a ajuda do Sporting, tinha sobrevivido um mês, porque pagava 550 euros de casa. Supostamente até me pagavam a casa, mas nunca me deram esse dinheiro também», refere.

«Felizmente fui com o Mica Pinto e o Luís Ribeiro, pessoas que conheço há muitos anos, e apoiámo-nos uns aos outros. Caso contrário não teria aguentado tanto tempo. Por isso fomos falando com o Sporting e dissemos que preferíamos regressar.»

Como já tinha acontecido quando saiu para o Real Massamá, o Sporting recebeu-o de braços abertos. Em Alcochete Kikas voltou a sorrir e relançou a carreira a um nível bom.

«O Sporting é a minha segunda casa, conheço o Sporting desde que nascei. Ajudou-me muito, formou-me muito bem, tanto enquanto homem como enquanto jogador, relançou duas vezes a minha carreira e deu-me sempre a mão.»

Apesar disso, Kikas não desiste de lutar. Aos 25 anos sente que o Sporting B começa a ser curto e por isso quer encontrar um clube na Liga.

«Sei que não vou ser jogador da equipa principal do Sporting neste momento. Está muita gente à minha frente. Por isso quero um clube de Liga.»

Ora a maior dificuldade tem sido encontrar um clube que aceite contratar um médio defensivo de 1,68 metros. Em Portugal, diz o trinco, há muito preconceito com o tamanho.

«Sinto que sou prejudicado pela minha estatura. Quem me vê pensa que eu levo um encosto e caio, mas não é bem assim: o que não tenho em força, tenho em outras coisas. Se na II Liga há tanto choque e me safo bem, por que não haveria de safar melhor na Liga, onde até há mais espaços? O futebol português peca muito por isso, por ser discriminatório: um jogador baixo não tem de ser fraco, pode até ser um grande jogador. Basta olhar para Xavi, Iniesta, Modric, enfim, tantos», sublinha.

«Acho que só me falta uma oportunidade, um treinador que não tenha medo de apostar num jogador baixo. Sou muito ambicioso e estou ansioso por essa oportunidade.»

Enquanto essa oportunidade não chega, Kikas pode ficar tranquilo: sabe que tem sempre as portas de casa abertas. Ou não fosse ele o filho mais velho do Sporting. O varão.

 

Fonte: Mais Futebol

 

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«Iuri Medeiros vai ter o mesmo destino de João Mário»

Rafael Martins é o goleador-mor do Moreirense e cliente habitual do pé esquerdo de Iuri Medeiros. Os dois jogadores são responsáveis por grande parte da produção ofensiva da equipa minhota.

Desafiado pelo Maisfutebol a descrever o jovem que atua a seu lado por empréstimo do Sporting, Rafael Martins não faz por menos e atira, sem que a questão tinha sido colocada dessa forma, com outro nome para cima da mesa: João Mário.

O ponta-de-lança brasileiro jogou com João Mário na época 2013/14, no Vitória de Setúbal, e percebeu desde cedo que estava perante um talento de qualidade superior. Aliás, traçou-lhe o destino rapidamente.

«Quando estávamos os dois no Vitória, eu via a enorme qualidade do João Mário e dizia-lhe que seria uma questão de tempo até estar no onze do Sporting. Agora, acredito que o Iuri Medeiros vai ter o mesmo destino.»

Iuri Medeiros destacou-se nos meses de empréstimo ao Arouca e tem subiu de produção camisola do Moreirense. 9 golos na temporada 2015/16, acompanhados por várias assistências.

O jogador nascido nos Açores, há 21 anos, vai fazer a pré-época com o plantel do Sporting e tem boas possibilidades de ficar no plantel às ordens de Jorge Jesus.

Rafael Martins diz que Iuri Medeiros tem caraterísticas únicas, que podem ser extremamente úteis ao Sporting.

«O Iuri é um grande jogador, que em espaços curtos te pode colocar na cara do guarda-redes contrário. Tem um pé esquerdo fabuloso. Acho que o Sporting tem de aproveitar essas caraterísticas rapidamente.»

O máximo goleador do Moreirense salienta a capacidade que o jovem dos quadros leoninos tem para decidir jogos num abrir e fechar de olhos.

«Por vezes parece que está desaparecido no relvado mas é daqueles talentos que em dez minutos resolve um jogo. Penso que ele mudou um pouco a sua forma de estar em campo e nos últimos jogos têm feito ainda melhores exibições.»

 

Palhinha: o touro do meio-campo que é mão de vaca

Iuri Medeiros tem maior protagonismo que o outro jogador cedido pelo Sporting ao Moreirense. De qualquer forma, Jorge Jesus parece ser um grande apreciador de João Palhinha e Miguel Leal aprecia a sua qualidade para ditar leis no setor intermediário.

Não se deixem enganar: o nome Palhinha pode levar os menos atentos a imaginar um jogador diminuto, sem expressão física. Pelo contrário. Com 189 centímetros e 82 quilos, o médio defensivo é sinónimo de força e capacidade de choque.

«O João Palhinha é um jogador alto e muito forte fisicamente. É uma torre, um touro! Tem sido muito importante para nós.»

Mais novo que Iuri Medeiros e a cumprir a primeira época no escalão principal, o jogador de 20 anos pode ver a sua integração no plantel leonino adiada. A pré-época será importante nesse aspeto. E Rafael Martins acredita que tudo não passa de uma questão de tempo.

«O Iuri Medeiros está mais maduro, já vai no segundo empréstimo e penso que está completamente preparado para entrar no plantel do Sporting. Para o João Palhinha é o primeiro empréstimo, não sei o que os responsáveis do clube pretendem, mas tem sido dos mais utilizados aqui e, se não for este ano, acredito que passará por outro empréstimo e irá voltar ao Sporting na época seguinte. Mas para mim a qualidade é clara.»

João Palhinha fez 23 jogos na Liga Portuguesa e adaptou-se com naturalidade ao Moreirense. Aliás, percebe-se que gera empatia no balneário do clube minhoto. Em diálogo com o Maisfutebol, o seu companheiro de equipa revela uma particularidade extremamente curiosa.

«Costumámos brincar com o Palhinha porque ele é muito mão de vaca, como se diz no Brasil. Diz-se forreta aqui, não é? É isso. Se lhe disseres para ir lanchar contigo, ele diz que está com dores de cabeça e que vai direto para casa. É mesmo mão de vaca. Com o Iuri Medeiros não brincámos tanto, ele é mais quieto, fica no seu canto. Mas são dois grandes jogadores.»

Aquele momento em que a análise mais imparcial vem no Jornal de um Clube

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(clica na imagem para aumentar)

 

A análise parece-me até bastante benevolente e transpira uma isenção de fazer inveja a qualquer órgão de comunicação social nacional.

Não concordo que o golo da União da Madeira surja de um erro grosseiro. O fora-de-jogo, a existir, é milimétrico e, por isso, aceito perfeitamente a decisão da equipa de arbitragem.

Em tudo o resto, do que vi, concordo em absoluto e, como já disse, acho a análise objectiva, o que até beneficia a equipa mais ajudada pelas equipas de arbitragem.

Por amor

A história é de Márcio Madeira mas podia ser a minha, com as devidas diferenças.

Felizmente, eu não perdi ninguém.

Também eu desisti por amor. Um amor diferente. Não o amor de uma vida mas sim um amor para a vida.

Também eu tenho 30 anos mas, ao contrário do Márcio, não voltei ao futebol.

Não sei bem porquê...

Esta história podia ser a minha. O regresso às origens. O jogo pelo prazer e não pelo que este me podia dar.

Sempre foi este o meu futebol. O puro, o genuíno.

Depois de 8 anos, ainda tenho esperança de voltar. Não sei quando nem onde, mas sinto-me bem.

Espero ir a tempo...

Esta é a história do Márcio mas identifico-me e, com as devidas diferenças, podia ser a minha.

Nuno Dias disse, eu sublinho

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As palavras vêm na sequência da já anunciada renovação de contrato.

"A minha prioridade era ficar. Estou no melhor Clube, não vejo por que mudar. Se mudasse, ia sempre mudar para pior."

O resto, podem ler no Jornal Sporting de hoje que, entre outras coisas, tem também a antevisão da estreia do ciclismo na Volta ao Algarve da próxima semana.

Tecnologia no futebol: Devemos mudar?

Já traduzi algumas vezes artigos de sites ou blog internacionais mas não é o mau forte. O texto é longo mas interessante e fala sobre a temática das novas tecnologias no futebol. É um artigo de opinião e, como tal, vale o que vale.

Pelo menos lá fora falam aberta e seriamente do assunto.

É ver AQUI.

A sorte protege os audazes...e dá muito trabalho

Já todos leram (ou quase todos) através d'A Tasca do Cherba ou d'O Artista do Dia e volto a trazer à baila o assunto.

Normalmente, o adepto vai à bola para se divertir, vibrar ou simplesmente apoiar o seu clube. Fa-lo-ão a maioria de forma desprendida de análises técnico-tácticas. Identificarão facilmente quem jogou bem ou mal mas ignorarão pormenores que, convenhamos, nem sempre são visíveis ao vivo, sobretudo porque a emoção sobrepõe-se à razão.

Quero com isto dizer que é essencial que os adeptos do Sporting (e do futebol em geral) percebam qual a estratégia e modelo de jogo de Jorge Jesus para que possam fazer uma melhor análise do rendimento da equipa.

É fácil estar no estádio e mandar o Patrício bater a bola rapidamente, pedir ao Slimani para correr para a área ou vociferar a cada troca de bola entre os centrais.

O artigo do blog francês "premièretouche" ajuda a perceber o risco a que a estratégia adoptada por Jorge Jesus expõe a equipa. Basta um erro mínimo para que possamos sofrer um golo e a exigência mental daqueles 90 minutos são um factor que deve nortear a nossa tolerância ao erro e reforçar o nosso apoio.

Por querer fazer mais e melhor, de forma ousada e eficaz, este Sporting merece o nosso apoio e alguma tolerância.

A sorte, diz-se, protege os audazes mas, diz-se também, dá muito trabalho. Até ver, não nos podemos queixar daquilo que tem sido esta temporada.

Amanhã há mais e aposto que depois desta leitura (e sobretudo do visionamento dos vídeos) nunca mais verão um jogo do Sporting de Jesus com os mesmos olhos. Se, como eu, gostam de viver o jogo no estádio, revejam-no em casa sempre que possam.

A cultura futebolística refina a cultura de adepto.

Bryan Ruiz na Bambonera

Em Alvalade, foi Ruiz quem marcou aquele segundo golo. Não foi meio, foi mais que isso. Dois terços pelo menos, se vocês quiserem. É convosco. Mas, para mim, foi completo. 

Em dois, três segundos (não contei), o bom do Bryan imaginou mentalmente o que muitos precisariam de regra e esquadro, e análise de probabilidades para decidir. Lápis segurado entre os dentes, as duas mãos à frente a imaginar a perspectiva para a obra de arte. Não precisou de nada disso. Olhou para a direita, outra vez para frente, viu Maicon a adiantar-se e susteve a respiração. 

Não acredito que alguém tenha reagido de forma diferente

Ui, que grande passe!

Não pode. Se o fez não gosta disto, deste jogo.

Confesso-vos que tinha dúvidas sobre ele. E não estou a compará-lo com ninguém, ou sequer a dizer que ocupou um espaço que nunca deixou de estar preenchido. Continuo a achar que dura menos do que todos nós gostaríamos, mas até poderia aguentar apenas dez minutos se isso bastasse para mais passes daqueles.

Slimani, marcar é contigo! Eu faço o resto.

No sábado, aquele segundo golo, não foi de mais ninguém do que de Bryan Ruiz. Não deixem que a história vos engane!

Excerto de «Era Capaz de Viver na Bombonera», por Luís Mateus

 

A história que deve ser contada

Há 3 anos por esta altura o Sporting – mais coisa menos coisa – estava a um ponto da linha de água. Godinho Lopes negociava um PER e havia jogadores a serem obrigatoriamente postos à venda para se pagarem ordenados. Antes disso, outro presidente - conduziu os destinos do clube numa sucessão de decisões desportivas falhadas. 

Nada que tenha surpreendido alguns que desde cedo o preveriam, quando numa conferência de imprensa se despede o treinador Paulo Bento apresentando outro, mas deixando a ressalva que os sportinguistas iriam sentir a falta do primeiro. “E muito.” Uma forma de gerir no mínimo peculiar em que um supostamente valia mais do que a SAD (neste caso, clube). Acontece que bastou à direcção de Bruno de Carvalho (BDC) a escolha de dois treinadores diferentes (Leonardo Jardim e Marco Silva) nos primeiros dois anos para igualar e melhorar consequentemente os resultados do “insubstituível”. Com um orçamento e uma equipa equivalentes - a par de um futebol que não fazia adormecer quem ia a alvalade.    

Mas se BDC herdou um clube falido com uma massa adepta resignada e conformada - também conheceu uma empresa sem qualquer tipo de cultura vitoriosa ou expansão e plano de engrandecimento da marca – que se tornava cada vez mais irrelevante, sobretudo quando comparada com o que havia sido nalgum tempo anterior.

Foi com um programa que prometia remar contra estas vicissitudes que se apresentou a eleições, perdendo primeiro (?) e ganhando depois, ficando o clube adiado durante dois penosos e quase fatais - anos. Logo no seguimento da reestruturação financeira que permitiu a sobrevivência, começou-se a acentuar uma mudança de mentalidade transposta para jogadores e assente numa contenção orçamental em toda a linha. Passados dois anos brilhantes, a desconfiança na experiência do outrora candidato, deu lugar a uma confiança pública que permitiu a contratação de Jesus e a subida de patamar do clube que alguns preconizavam com ela.

Surpreendentemente (ou não) este caminho - cuja realidade hoje permite aos jornalistas desportivos equiparar nas suas análises o Sporting ao Porto e Benfica – nunca foi tido em conta. No lugar dele e a mando de outros, procuraram sempre enaltecer a postura belicista e os excessos de linguagem.

 Nas últimas semanas e conhecida a decisão preliminar prevista e transmitida aos sócios do Sporting, assistimos a um festejo público em prol de uma Doyen cujas operações são questionadas em várias frentes internacionalmente. Constatamos o ressurgimento de uma suposta crise na formação, para o enaltecimento de outra. Quando ao que parece, o líder do campeonato tem uma média de sete portugueses no seu onze e dois extremos com menos de 20 anos nos suplentes/titulares mais utilizados. Por onde aliás, dificilmente não passará o futuro da selecção. Consta também que lidera o campeonato de juniores por muitos pontos. Mas se o “super agente” em causa e proveito próprio diz o que diz, e até no Dubai se fabrica a mentira vezes sem conta, talvez se consiga também- fabricar outra verdade.

Tal como se procurou fabricar durante muitos dias o “extraordinário” contrato do Benfica (resultando na forma de uma cerimónia balofa) com a Nós, que afinal não é bem assim, e que uma vez conhecido o do vizinho da segunda circular, já levou o presidente das águias em menos de um mês a dizer, que se iria rever o do Benfica quanto antes. Assim se confirma o que sempre previ: o mérito de boa gestão com a premiação na negociação coube também aqui ao Sporting, que proporcionalmente - sobretudo quando constatado onde estava há três anos e o número de adeptos de um e outro – faz um contrato muito melhor.

Naturalmente BDC cometeu e cometerá erros. É importante que haja sentido crítico em alvalade para o futuro. Sempre. Mas é na sua ambição que reside a impossibilidade de um regresso ao estado apático, conduzido ao descalabro de ontem, personificado na direcção de Godinho Lopes. E por mais que uma imprensa desportiva “dependente” procure desvalorizar, foi tudo o que BDC e a sua direcção incutiram no Sporting em dois anos - com a sorte e engenho de um muito maior número de boas decisões do que más – que permitiu colocar o clube no lugar em que se encontra hoje com a contratação de Jesus.

Doa a quem doer esta é a história que não só deve, mas merece ser contada. Esta é a história de alguém que reergue um clube num tempo e em tempos que ninguém esperava. Os próximos capítulos vêem já a seguir…

Gonçalo R. Telles, in Jornal i

Antes da mensagem de ano novo

A entrevista foi publicada no Jornal Sporting da semana passada e teve Bruno de Carvalho como entrevistado.

Não partilhei na altura pois não gosto de antecipar aquilo que de tão interessante o nosso Jornal nos traz e que todos devíamos fazer os possíveis para ler, como é óbvio, comprando o Jornal.

Agora que já passou uma semana e como se mantêm actual, aqui vai.

Acompanhem imagem a imagem, pois tive de fazer vários cortes para tornar as imagens o mais legíveis possível sem terem de aumentar cada uma (nos dispositivos móveis vai ser sempre mais complicado). Vou numerando para facilitar os menos atentos.

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Ecos: "Este país não é para Sportinguistas moderados"

O texto que se segue é da autoria do Cherba e limito-me a transcrever uma opinião com a qual estou 1000% de acordo.

Nunca foi fácil ser do Sporting. Quer dizer, deve tê-lo sido por altura dos Cinco Violinos, mas eu refiro-me aos últimos trinta anos, décadas em que se foi cozinhando em lume brando a bipolarização desportiva em Portugal. Durante esse tempo, à medida que benfica e fcp iam dominando nas mais variadas frentes, o Sporting ia-se aconchegando ao papel de gigante adormecido. Tão adormecido e tão aconchegado que os adversários, com toda a falsidade que lhes era e é inerente, passaram a dizer que o desporto nacional fica mais pobre sem um Sporting forte nas mais variadas modalidades. Com o futebol à cabeça, claro está.

A falsidade e o tom de gozo era subliminados com o maldito aparecimento do conceito “clube-empresa”, com o desprezo por uma história única ao nível da modalidades, com a escolha de presidentes que mais depressa têm um ameaço de AVC ao darem uma grande tacada no green do que ao festajar um golo com as nossas cores. E para quem consiga ter passado por tudo isto a assobiar para o alto, nunca é demais recordar que o Sporting Clube de Portugal esteve perto de ter refundar-se face ao espartilho finaceiro em que, imagine-se, os Sportinguistas o deixaram. “Epá, ó Cherba, mas tu vens disparar para dentro ou para fora?”, poderão perguntar-me, ao que eu respondo que uma das coisas que mais me entristece e ver que aquelas que deviam ser armas comunicacionais de excelência para nos defendermos e contra-atacarmos são, diariamente, utilizadas por quem veste as mesmas cores para continuar a cultivar interesses pessoais ou para promover um discurso que promove a contenção e a moderação, as mesmas que nos deixaram literalmente na merda.

E todo este cenário, que me incomoda profundamente, voltou a desfilar em frente dos meus olhos na noite passada. Num canal privado, a SIC, um tal de Marques Mendes aproveitava o seu tempo de antena para assumir a propaganda pró-Vieira e para carregar nas mentiras que são ditas de forma tão natural como beber um copo de água: este negócio com a NOS coloca o presidente do benfica na galeria dos épicos e vai permitir-lhe acabar com o passivo do clube. Como se o dinheiro entrasse no clube de uma só garfada, como se o passivo não fosse superior a 500 milhões, como se… enfim, testas e testas a serem brindadas com gelado fesquinho e uma orda imensa de orcs a gritarem de felicidade. Depois, nesse mesmo canal, mais uma reportagem sobre um tal de Renato que, por este andar, acabará o ano como o futebolista que mais capas teve em 2015. E quando um gajo se farta e faz zapping, leva com uma promo da Champions, na RTP, o tal canal que se governa com o nosso dinheiro, que só pode ter sido escrita e realizada pela dupla Guerra e Gabriel (só não passou foi na btv). Esta merda, todos os dias, cansa. Revolta. E mostra-nos, claramente, que este país não é para Sportinguistas moderados.

Caso não te tenhas apercebido, já lá vai o tempo em que compravas um jornal desportivo escrito por pessoas sérias e capazes de disfarçar os imperativos editoriais manietados por cores clubísticas. A Bola assumiu-se, sem pudores, como o jornal do rei dos pneus, tendo em Delgado o porta-voz de toda a falta de ética jornalística que grassa no nosso país. O Jogo mandou às malvas a máscara do equilíbrio e assume-se como jornal oficial ao fcp. E o Record vive dividido entre a tentação de dar continuidade a anos de Queridos e de Manhas ou de aceitar ser o único a dar voz a quem tenta desmontar o sistema. E nem vale a pena passarmos aos generalistas, ou vale? Correio da Manhã, DN, Público, qual deles o mais empenhado em mostrar que não é só o equipamento da selecção que procura rebaixar o verde para fazer brilhar o vermelho.

Caso não te tenhas apercebido, já lá vai o tempo em que conseguias falar de futebol com os teus amigos sem que a conversa seguisse outro rumo que não o do futebol jogado nas quatro linhas. Esquece essa merda. Até porque se tiveres amigos do benfica eles vão ser capazes de dizer-te que o Tonel fez penalti de propósito e tu vais ficar à beira de perder uma amizade face à vontade de lhe dares uma cabeçada (só para limpares o gelado da testa, claro). É triste, mas conseguiu-se promover o futebol que não é futebol, sendo Portugal um dos porta estandartes dessa miserável forma de estar. Os 15 ou 20 programas de paineleiros são tudo menos programas de debate futebolístico e a única utilidade que têm é a de fazerem-nos ter a certeza de que, ao contrário do que acontecia há 30 anos, qualquer puto Sportinguista deixou de precisar de imaginar como funcionam os bastidores mafiosos do nosso futebol. Afinal, está ali tudo, sem qualquer pinga de decoro. Diz-se o que se quer, manipula-se a informação, envenena-se a opinião pública. Mata-se o futebol aos poucos, mas que se lixe se for esse o caminho para a bipolarização. São as chamadas “agendas”.

O que não estava previsto nas agendas era que, de um momento para o outro, o Sporting, o tal acomodado ao seu papel de gigante adormecido, resolvesse espreguiçar-se e, com isso, fazer abanar o tabuleiro do jogo. E é por isso que, caso não tenhas reparado, este sistema 2.0 que rege o desporto em Portugal esteja a ser diariamente reprogramado para atingir o mesmo alvo. E, face a isto, tens duas opções: ou continuas a assobiar para o lado e és engolido, ou lutas e respondes com as armas que tens. Até te dou de barato que possas não querer entrar em discussões acesas, mas há um mínimo que podes fazer: faz-te sócio do Sporting. Não podes? Assina o jornal! Não podes? Faz like no facebook oficial! Não tens facebook? Segue o teu clube no Linkedin! Não tens? Usa o Twitter! Não usas redes sociais? Deixa de assinar a SportTV! Não és assinante? Boa. Agora deixa de alimentar os diários desportivos com o teu dinheiro e os teus cliques. É à borla no café? Então desmascara toda a propaganda que veiculam! Isso vai dar confusão no café? Estás a ver o que eu estava a dizer-te: este país não é feito para Sportinguistas moderados. Quanto mais depressa o entenderes, mais próximo estarás de poder ajudar o teu clube num momento da história onde, como se acaba de ver com o regresso da equipa de ciclismo, podemos esperar todas e quaisquer movimentações vindas do esgoto. E que é impossível estagná-las e combatê-las sem estar disposto a aguentar o cheiro e a caminhar no meio de tudo o que te repugna e revolta.


Em, "A Tasca do Cherba"

É isto o nosso futebol!

"Sim, o futebol desiludiu-me muito. Senti muitas invejas, vivi muita podridão. No Estoril, por exemplo, quando fui adjunto do Litos, passei por uma situação incrível. O presidente deixou que a equipa descesse para a segunda divisão a troco de ir jogar com o Benfica ao Algarve apenas por causa da receita. Perdemos porque dentro do campo as coisas estavam todas feitas, ao ponto de mais tarde eu e o Litos termos sido ouvidos pela Polícia Judiciária sobre o que se tinha passado. O jogo foi comprado, ou vendido, neste caso. Os jogadores choraram no balneário."

Carlos Xavier, à revista Sábado

PS: Muito feliz por estar em primeiro sem jogar sujo.

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