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Grande Artista e Goleador

Hoje joga o Sporting

E é caso para dizer que mais vale tirar a tarde...e o início da noite.

É que, ás 16 horas, a equipa B recebe o Portimonense, ás 17.30 horas, o futsal decide mais um troféu de pré-época, com o Braga, em Arcos de Valdevez e, ás 19.15 horas, há exame aos comandados de Jorge Jesus em Coimbra, frente á Académica local.

Claro que o prato forte só estará degustado lá para as 21 horas mas, até lá, teremos com que nos entreter.

O Sporting não pode falhar. Porque é importante não prolongar a série negativa de jogos sem vencer, porque os adversários directos já somaram ambos 3 pontos e porque é nossa obrigação vencer um adversário mais fraco, que vai em último no campeonato e ao qual ainda falta cumprir a proeza de marcar um golo.

Gonçalo Paciência, emprestado pelo Porto aos estudantes, será mesmo o maior problema com que teremos de lidar, num jogo em que encontraremos das defesas mais permeáveis da nossa Liga.

Conto com duas ou três alterações na equipa que jogou na Rússia e o regresso ao esquema de dois avançados.

Esgaio será o previsível substituto de João Pereira e conto com o regresso de Slimani e a inclusão de Mané ou Gelson para os lugares de Aquilani ou Adrien e Ruiz.

Jogue quem jogar, há a obrigatoriedade de ganhar, de preferência convencendo os Sportinguistas, proporcionando-nos um jogo mas tranquilo que os que lhe precederam.

Depois, seguem-se uns dias de descanso, onde teremos possibilidades para apoiar as nossas modalidades.

Hoje, como sempre, é para vencer!

Vamos, Sporting!

Há males que vêm por bem

Esta noite, a Costa Rica de Bryan Ruiz terminou de forma inglória e injusta a sua participação na Gold Cup. Depois de uma primeira parte equilibrada, o segundo tempo e o prolongamento trouxeram uma Costa Rica na tentativa de repetir a 'receita' que tão bons resultados havia dado no Mundial do ano passado. Jogaram na expectativa, unidos e coesos.

Nos descontos do prolongamento, o árbitro da partida acabou por inventar a grande penalidade que viria a tornar-se fatal para as aspirações dos costa-riquenhos.

Bryan Ruiz reagiu assim, no final do jogo:

"É uma derrota muito difícil de aceitar e significa um golpe duro pela forma como aconteceu, com um penalti que não existiu. Fizemos um bom jogo, de muito sacrifício, entrega e, no final, isso reconforta-nos para levantar a cabeça num momento difícil."

Quanto à arbitragem:

"Todos somos seres humanos e erramos mas este erro foi demasiado evidente. São árbitros muito experientes e não podem falhar desta forma, no último minuto, depois de tanto esforço e entrega."

Depois, falou à capitão:

"Mas estou seguro que esta experiência nos fortalecerá como grupo, como país. As injustiças unir-nos-ão a todos, como aconteceu naquele jogo a eliminar que jogamos com neve, frente aos Estados Unidos. Esse momento encheu-nos de força, uniu todo o país e agora fará o mesmo. Mexeram com o nosso orgulho!"

"Estamos conscientes que devemos melhorar, trabalhar muito, mas temos de ter paciência, acreditar no processo. Este grupo pode alcançar grandes feitos."

Com esta eliminação, Bryan Ruiz pode descansar com vista a que se apresente nas melhores condições para uma época que se espera de sucessos ao serviço do Sporting. Pelo menos já vem habituado a arbitragens manhosas.

Análise do GoalPoint a Bryan Ruiz

Os adeptos do Sporting aguardavam há muito novidades do mercado, após o choque emocional positivo que constituiu o anúncio de Jorge Jesus como novo treinador dos “leões”. Os “verde-e-brancos” haviam anunciado já a contratação do jovem guardião Azbe Jug, mas a confirmação do experiente Bryan Ruiz como reforço leonino para as próximas três temporadas será compreensivelmente encarada como a primeira “contratação” com “C” maiúsculo do defeso.

O nome Bryan Ruiz não é estranho ao futebol português. Ainda antes de rumar ao futebol inglês o jogador costa-riquenho surgiu associado ao Benfica, na altura comandado por Jorge Jesus. O tecnicista acabaria por rumar ao Fulham, de Inglaterra, em 2011, após viver aquele que foi o seu período mais profícuo ao serviço do Twente (clube ao qual o Benfica foi agora buscar o promissor Bilal Ould-Chikh). Curiosamente, Jorge Jesus fez questão de salientar na sua primeira entrevista televisiva, após assinar pelo Sporting, que Ruiz não foi, desta feita, uma opção sua e que já estaria a ser negociado quando chegou.

Em Inglaterra a “estrela” de Bryan nunca brilhou com a intensidade que o seu talento fazia prever, mas muitos ainda se recordarão da forma como, há precisamente um ano, liderou a selecção costa-riquenha no Mundial 2014, numa campanha que apenas terminaria nos quartos-de-final, aos pés da Holanda, nas grandes penalidades. Bryan Ruiz destacou-se nessa altura, juntamente com Joel Campbell (outro alvo recorrente do futebol português desde então), marcando golos contra adversários exigentes como o Uruguai e Itália e demonstrou sempre uma classe com a bola nos pés familiar aos apreciadores do futebol de outras décadas. É precisamente na análise dessa “classe” que encontramos as virtudes e fragilidades de um jogador que raramente passa despercebido em campo.

POUCA VELOCIDADE, MUITO TALENTO

Durante a sua carreira Bryan Ruiz ocupou frequentemente as alas, ora esquerda ora direita, bem como uma posição mais avançada no terreno, de apoio ao ponta-de-lança. O seu talento com a bola nos pés, visão de jogo, qualidade de passe e de protecção de bola fazem dele um típico “10” à moda antiga e foi precisamente esse o papel que desempenhou no Fulham na época 2014/15, cujos números de desempenho apresentamos na infografia anexa. Optámos por comparar a sua produção com Nani.

O virtuoso português foi fundamental na boa campanha leonina, mas quem se recorda do “velho Nani” terá também identificado um jogador mais pausado, menos explosivo mas mais disponível para constantes incursões interiores, pautando o jogo ofensivo leonino num ritmo diferente de outros tempo,s mas igualmente influente.

Nani procura o remate com mais frequência que Ruiz (embora este o faça com maior acerto entre os postes), mas a média de passes a cada 90 minutos dos dois jogadores na época finda demonstram a sua preponderância nas respectivas equipas: ambos carregaram a matrícula de extremos, ambos foram (são hoje?) “free roamers” que procuram carregar ofensivamente a equipa pelos terrenos que lhes são oferecidos ou que conquistam fruto das suas características. Bryan pode rematar menos mas oferece duas características complementares: sabe bater bolas paradas e, apesar de não apresentar disponibilidade física para os 90 minutos (66′ jogados por encontro na época passada), apoia a equipa nas tarefas defensivas, algo que Jesus certamente valorizará.

ONDE ENCAIXARÁ RUIZ?

O papel reservado por Jorge Jesus a Bryan Ruiz será, neste momento, dúvida maior do que aquelas que os menos informados reservam sobre as suas qualidades. A falta de velocidade do costa-riquenho não faz prever um regresso às alas a não ser que a isso seja obrigado o treinador campeão, uma vez fechado o plantel 2015/16.

A frente de ataque pode reservar um papel a Ruiz, sobretudo após uma época onde Jesus demonstrou saber montar uma dupla de área em que nenhum dos seus intervenientes (Jonas e Lima) era um ponta-de-lança clássico. Por fim sobra o meio-campo ofensivo, função que oferece melhores condições às características de Ruiz mas recordando, no entanto, que Jesus apenas com Aimar optou, de forma consistente, por um miolo menos sólido, trocando um “8” de trabalho polivalente (Axel Witsel, Pizzi, Enzo os mais recentes) por um “mágico”, como o sabe ser Bryan Ruiz.

Salvas as devidas comparações os adeptos leoninos podem esperar em Ruiz traços de outro jogador que uns amaram, outros detestaram, muito poucos ignoraram: Pedro Barbosa. Resta saber como Jesus encaixará no seu xadrez este talento à moda antiga.

Bryan Ruiz já fala à leão

O segundo reforço do Sporting é costa-riquenho. Bryan Ruiz chega vindo do Fulham, da 2ª divisão inglesa, e depois de ser uma das figuras da Costa Rica no Mundial de 2014.

Ruiz chega numa fase da carreira em que pode acrescentar qualidade mas também experiência. É um desequilibrador mas também um organizador de jogo e acrescenta qualidade na marcação de bolas paradas.

Já fala à Sporting e parece-me uma boa solução para suprir a saída de Nani.

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