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Grande Artista e Goleador

10 anos de formação nos 3 grandes

Já fiz este exercício no ano passado e podem consultá-lo aqui. Voltei a não contabilizar jogadores com menos de 450 minutos jogados (5 jogos completos) pela primeira equipa por não considerar verdadeiramente uma aposta num jogador que jogue menos que isto (tendo em conta que uma época nunca tem menos de 40 jogos, parece-me razoável).

Claro que a bandeira da aposta na formação é algo que nós, Sportinguistas, muito nos orgulhamos e bem sei que isso só por si não quer dizer nada de especial. O facto de apostarmos nos jovens não nos trouxe mais títulos que aos rivais mas isto é mais uma questão de convicção do que outra coisa. Apostamos neles porque têm qualidade, mesmo que essa qualidade ainda não seja suficiente para suplantar rivais mais apetrechados com talento vindo de outros lados do globo.

Temos tentado inverter essa tendência de vitórias e, a verdade, é que numa época vencemos dois títulos (no caso da Supertaça, parece-me lógico contabilizar o jogo correspondente à época em questão, mesmo que estes sejam jogados na temporada seguinte) e vimos o Benfica aproximar-se do Porto no número de títulos totais na última década.

Para entrarem na contagem, é necessário que os jogadores tenham passado pelo menos uma temporada nos escalões de formação do clube em questão.

Assim sendo, vamos aos números:

SPORTING

30 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Marco Caneira, Miguel Garcia, Paíto, Beto, Carlos Martins, Nani, Custódio, João Moutinho, Silvestre Varela, Miguel Veloso, Yannick Djaló, Rui Patrício, Adrien Silva, Bruno Pereirinha, Daniel Carriço, André Marques, Carlos Saleiro, André Santos, Renato Neto, André Martins, Diego Rubio, Tiago Ilori, Cédric Soares, Eric Dier, Bruma, William Carvalho, Wilson Eduardo, Carlos Mané, Tobias Figueiredo e João Mário.

O Sporting utiliza com regularidade, em média, 8 jogadores da formação por temporada.

Total de 157146 minutos. Rui Patrício é o mais utilizado, com 27445 minutos em oito épocas (média aproximada de 3431 minutos por temporada).

A época de 2014/2015, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (25799).

No total, os 30 jogadores utilizados acumulam nas seleções principais dos respectivos países 415 internacionalizações (média aproximada de 14 internacionalizações por jogador), sendo Nani o mais internacional, com 88 presenças pela selecção portuguesa.

É importante dizer que a esmagadora maioria destes 30 jogadores eram/são jovens em início de carreira e os que não eram tiveram a oportunidade de jogar no Sporting enquanto jovens (Caneira e Beto).

Durante as últimas 10 temporadas, o Sporting conquistou 6 títulos nacionais (3 taças de Portugal e 3 supertaças).

BENFICA

11 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Rui Nereu, Manuel Fernandes, João Pereira, Rui Costa, Miguel Vítor, Rúben Amorim, Roderick Miranda, Nélson Oliveira, André Gomes, Sílvio e Ivan Cavaleiro.

O Benfica utiliza com regularidade, em média, 2 jogadores da formação por temporada.

Total de 24679 minutos. Rúben Amorim é o mais utilizado, com 7677 minutos em cinco épocas (média aproximada de 1535 minutos por temporada).

A época de 2013/2014, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (4676).

No total, os 11 jogadores acumulam nas seleções principais dos respectivos países 192 internacionalizações (média aproximada de 17 internacionalizações por jogador), sendo Rui Costa o mais internacional, com 95 presenças pela selecção portuguesa.

Rúben Amorim e Sílvio foram contratados após se afirmarem ao serviço de outros clubes, ao contrários dos restantes, a quem foram dadas oportunidades enquanto jovens em início de carreira.

Durante as últimas 10 temporadas, o Benfica conquistou 11 títulos nacionais (3 campeonatos, 1 taça de Portugual, 1 supertaça e 6 taças da Liga).

PORTO

12 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Vítor Baía, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ivanildo, Hugo Almeida, Hélder Postiga, Nuno André Coelho, Abdoulaye, André Castro, Christian Atsu, Josué e Rúben Neves.

O Porto utiliza com regularidade, em média, 2 jogadores da formação por temporada.

Total de 32476 minutos. Bruno Alves é o mais utilizado, com 14313 minutos em cinco épocas (média aproximada de 2863 minutos por temporada).

A época de 2005/2006, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (6796).

No total, os 12 jogadores utilizados acumulam nas seleções principais dos respectivos países 374 internacionalizações (média aproximada de 31 internacionalizações por jogador), sendo Vítor Baía e Bruno Alves os mais internacionais, com 80 presenças cada pela selecção portuguesa.

Destes 10 jogadores, apenas Vítor Baía não era um jovem em início de carreira mas havia começado no Porto.

Durante as últimas 10 temporadas, o Porto conquistou 17 títulos nacionais (7 campeonatos, 4 taças de Portugal e 6 supertaças) e uma Liga Europa.

CURIOSIDADES

Nas únicas 3 temporadas em que alguma das equipas não lançou de forma mais ou menos consistente nenhum jogador da formação (Porto, em 2010/2011 e 2011/2012 e Benfica em 2014/2015), foi essa mesma equipa a vencer a mais importante competição nacional.

5 é o mínimo de jogadores da formação que o Sporting utilizou regularmente (2010/2011) e o máximo do Porto (2005/2006). O máximo que o Benfica conseguiu utilizar é inferior ao mínimo do Sporting (4, em 2013/2014).

Só o Porto formou pontas-de-lança que chegaram a internacionais (Hugo Almeida e Hélder Postiga) e a tendência parece manter-se, com Gonçalo Paciência e André Silva na antecâmara da selecção principal portuguesa.

Todos os clubes formaram jogadores que acabaram por jogar em rivais. Sporting (5), Porto (2) e Benfica (1).


Nota: Caso hajam dados que considerem pertinentes sobre o tema, posso tentar acrescentá-los.

A diferença entre cortesia e corrupção está no princípio

"O Benfica não reagiu oficialmente às acusações lançadas por Bruno de Carvalho sobre as ofertas que alegadamente faria a árbitros, mas fontes do clube já se desdobraram em esclarecimentos destinados a desdramatizar a situação. Que a caixa só tem um custo de produção de 24 euros, aos quais se somam as entradas no Museu Cosme Damião e os jantares no Museu da Cerveja, mas que de qualquer modo o total respeita os limites máximos impostos pela UEFA, que é de 200 francos suíços, algo como 183 euros. Acredito. Mas não me chega. O presidente da APAF, José Fontelas Gomes, apressou-se a vir defender a classe, garantindo que nenhum dos seus membros aceitava ofertas que fossem além dos tais 183 euros. Percebo. Mas também não me chega. Porque a diferença entre cortesia e corrupção não está no valor da oferta mas sim no princípio.

Nunca decidi jogos, como podem inadvertidamente fazê-lo os árbitros, mas sempre tive como muito claro que as minhas responsabilidades como jornalista não me permitiam aceitar ofertas de dirigentes de clubes, jogadores, treinadores ou empresários. E poucos saberão como me era sempre difícil explicar a familiares e amigos próximos as razões pelas quais não podia pedir sequer bilhetes para ir ver este ou aquele jogo, que já tinha lotação esgotada, mesmo que me oferecesse para os pagar – porque do outro lado podia sempre vir uma resposta como o “deixe lá estar isso: um dia destes faz-me um favor a mim”. A verdade é que nunca fiz pedidos desses e que jamais os farei. Porque a última coisa de que precisaria era de que um dia alguém me viesse recordar que uma vez lhe tinha pedido um bilhete para ir à bola, comido um almoço à conta ou aceite uma lembrança. Ora se isso é válido para mim, que – repito – não decido jogos, muito mais devia sê-lo para os árbitros, que com azar até podem fazê-lo.

É verdade que, por tradição, vários clubes fazem ofertas a árbitros há décadas. É uma questão de cortesia, alegam. Mas mais do que ir buscar o limite máximo de euros que a UEFA impõe, o presidente da APAF devia ter sido claro nas indicações a dar aos seus homens: não há razão nenhuma para que essas ofertas, mesmo sendo legais, sejam aceites por agentes que já são relativamente bem pagos para cumprirem as suas tarefas de modo profissional. Da mesma forma que não há razão nenhuma para que os clubes pensem em oferecer aos árbitros presentes cujo valor se aproxima da metade de um salário mínimo. Porque ninguém oferece presentes a juízes do tribunal antes de uma audiência. E porque não se pode bradar pela verdade desportiva, condenar a “fruta” e o “café com leite” e depois ser assim tão cortez com os árbitros. É que às vezes mais vale ser bruto."

António Tadeia, em Último Passe, no seu blog pessoal

É no que dá deitar foguetes antes da festa

O Sporting não ganha e é vê-los no facebook, a inundar toda a internet com a bazófia que os caracteriza.

São campeões de tudo e vencedores antecipados de qualquer jogo.

No final, acabou por não ser um fim-de-semana negativo e, ao fim e ao cabo, vendeu-se muito melão por esse país fora.

Assumo, dá-me um gozo tremendo uma derrota do Benfica. Mais pela maneira de ser dos seus adeptos do que por qualquer outra coisa.

A mim, nunca me verão deitar os foguetes antes do tempo. A mim nunca me verão no gozo nas redes sociais. Porque não é do meu feitio e porque o efeito boomerang é tramado...mesmo que demore 24 horas a ser recebido.

E é vê-los novamente sem internet.

 

Balanço final da onda verde

Evolução da onda verde.png

No que a nós, Sportinguistas, diz respeito, pode dizer-se que foi uma época positiva, em que a onda verde cresceu em Alvalade mas decresceu (embora muito ligeiramente) fora de casa.

Na verdade, os números são semelhantes aos da temporada passada e será necessário que sejamos nós, que vamos frequentemente ao estádio, consigamos arrastar mais um amigo ou familiar connosco.

Espero também que a conquista da Taça de Portugal e um bom início de época possam ajudar a dar maior dimensão a estes números.

Quanto ao comparativo com os rivais, como seria de prever, os bons resultados desportivos afastaram o Benfica para números difíceis de atingir.

Após uma época desolante, o Porto melhorou e os adeptos responderam positivamente, aproximando-se dos números do Sporting mas ainda assim abaixo daquilo que a onda verde produziu.

No final de época, já sem objectivos palpáveis e com as perspectivas de um Benfica campeão, acabámos por perder o primeiro lugar no que às assistências em jogos fora diz respeito.

A verdade é que a onda vermelha foi este ano praticamente avassaladora, mesmo que alavancada pelo #colinho.

Resta esperar que, para o ano, os resultados possam dar um impulso forte que eleve estes números para algo mais consentâneo com o nosso estatuto. Será importante, tanto para a nossa reafirmação como para que os rivais sintam a nossa força.

Portugal é verde

Seguem o número de jogadores chamados para as várias selecções nacionais que competiram ou vão competir este mês:

SELECÇÃO A

SPORTING - Rui Patrício; Cédric; William; João Mário; Nani; Adrien Silva (6)

BENFICA - Eliseu; André Almeida; Pizzi (3)

PORTO - Ricardo Quaresma (1)

SUB 21

SPORTING - Paulo Oliveira; Tobias Figueiredo; Carlos Mané (3)

BENFICA - (0)

PORTO - Rafa Soares; Rúben Neves; Gonçalo Paciência; Ricardo Pereira (4)

SUB-20

SPORTING - Guilherme Oliveira; Domingos Duarte; Mauro Riquicho; Francisco Geraldes; João Palhinha; Gelson Martins (6)

BENFICA - João Nunes; Rebocho; Gonçalo Guedes; Nuno Santos (4)

PORTO - Francisco Ramos; Tomás Podstawski; André Silva (3)

SUB 19

SPORTING - Ivanildo Fernandes; Jorge Silva (2)

BENFICA - Gilson Costa; Hildeberto; João Lima; Pedro Rodrigues; Renato Sanches; Rúben Dias (6)

PORTO - Fernando; João Costa; Macedo; Rui Moreira (4)

SUB 17

SPORTING - Abdu Conte; Bruno Paz; Gonçalo Vieira; João Mendes; Pedro Ferreira (5)

BENFICA - Bruno Lourenço; Fábio Duarte; Gedson Fernandes; Jorge Pereira; José Gomes; Pedro Pereira (6)

PORTO - Bruno Pereira; Generoso; Idrisa Sambu; Moreto Cassamá; Rui Pedro; Rui Pires (6)

SUB 16

SPORTING - Luís Maximiano; Thierry Correia; João Oliveira; Rúben Vinagre; Miguel Luís; Rafael Leão; Elves Baldé (7)

BENFICA - Luís Silva; Florentino; Filipe Soares; João Filipe; Nuno Santos; Mesaque Dju (6)

PORTO - Diogo Costa; Diogo Leite; Diogo Queirós (3)

TOTAL

SPORTING - 29

BENFICA - 25

PORTO - 21

Estes números não só comprovam que a crise na formação do Sporting é um mito como evidenciam que nos escalões seniores o Sporting domina as convocatórias.

As claques - outros cânticos

Ontem, por acaso, enquanto esperava por uma consulta para o meu puto dei com o Record na sala de espera, misturado com umas quantas revistas 'cor-de-rosa'.

O jornal estava dobrado numa das páginas interiores e evidenciava uma reportagem sobre as claques dos três grandes portugueses, que me prendeu a atenção.

Peguei no jornal e comecei a ler a reportagem. 

É um tema sensível que me causa um misto de sentimentos. Acho fundamental o apoio das claques, que em muito contribuem para o espectáculo, tanto ao vivo como pela TV, mas repugna-me a impunidade de que muitos gozam, os interesses movidos e a criminalidade, pontos de contacto nas três referidas frentes de apoio.

Faltam alguns incidentes recentes, que não foram mencionados mas no geral, achei interessante.

Pelo interesse do tema, resolvi ir à procura da dita na internet para partilhar convosco.

Aqui vai...

Claques 1.png

Claques 2.png

Claques 3.png

Claques 4.png

 

E não se preocupem...depois de folhear o jornal, lavei bem as mãos...várias vezes!

Ecos

Lido hoje n'A Tasca do Cherba.

«Inaugurado em meados de 2013 numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares e do presidente da Câmara de Lisboa, que se referiu a ele como “um equipamento cultural de referência da cidade”, o Museu Benfica Cosme Damião está em situação ilegal. O mesmo acontece com vários outros equipamentos existentes no complexo do Estádio da Luz, incluindo espaços comerciais, piscinas e um pavilhão.

Em causa está o facto de essas construções não cumprirem com aquilo que estava estabelecido no alvará de loteamento que foi emitido pela câmara em 2004. A “alteração da licença de operação de loteamento” que vai permitir a regularização desta situação só foi aprovada em reunião camarária esta quarta-feira, com a oposição do PCP e os votos favoráveis dos restantes eleitos.

De acordo com informações constantes deste processo, estão em situação irregular dois espaços comerciais, um equipamento desportivo, um balneário e duas bilheteiras, bem como o edifício, com uma superfície de pavimento superior a 18 mil m2, que alberga o museu, as piscinas e um pavilhão. O Estádio da Luz é a excepção, sendo a única construção que se encontra licenciada.

O museu, que foi distinguido com o Prémio Museu Português 2014, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia, abriu as portas em Julho de 2013. Na altura, segundo se diz numa notícia publicada no site da autarquia, António Costa agradeceu ao Sport Lisboa e Benfica aquilo que considerou ser “uma dádiva à cidade” e realçou “o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal no âmbito dos Planos Directores Municipais e nos Planos de Pormenor, para ‘permitir que este museu aqui esteja’”.

Certo é que só em Abril de 2014 é que a Benfica Estádio, a proprietária do lote em questão, submeteu ao município o “pedido de alteração da licença da operação de loteamento”. Com ele, além da regularização das construções já mencionadas, aquela entidade pretendia obter luz verde do município para fazer um dos edifícios existentes crescer dois pisos e acrescentar um piso a um balneário. Tudo somado está em causa um aumento da superfície de pavimento de mais de 38 mil m2.

“Como é que é possível que se tenha construído aqueles edifícios sem qualquer licenciamento e que a câmara o tenha permitido”, pergunta o vereador Carlos Moura, sublinhando que as obras não foram feitas “secretamente”. “Anos depois apresenta-se uma proposta de resolução, que além disso permite aumentar a construção”, condena o autarca comunista, lembrando que esta questão atravessou “várias gestões camarárias”.

E as críticas não ficam por aqui, já que a proposta aprovada esta quarta-feira prevê também “a submissão à Assembleia Municipal de Lisboa da aceitação da isenção do pagamento da taxa TRIU [Taxa pela realização, manutenção e reforço de infraestruturas urbanísticas] e da compensação urbanística (…) respeitante unicamente ao uso de equipamento e serviços complementares à actividade desportiva, que corresponde a 95% da superfície de pavimento”. A oposição a esta proposta, que segundo disseram ao PÚBLICO vários eleitos envolve um montante de cerca de 1,8 milhões de euros, foi alargada: PSD, PCP, CDS e a vereadora Paula Marques (dos Cidadãos por Lisboa) votaram contra, e o vereador João Afonso (do mesmo movimento) absteve-se.

“É completamente inaceitável”, diz Carlos Moura. “Os portugueses, os lisboetas não conseguem já aceitar este tipo de tratamento diferenciado”, afirma por sua vez o vereador social-democrata António Prôa, que não hesita em falar num “tratamento de favor” ao Sport Lisboa e Benfica. Também o vereador centrista João Gonçalves Pereira se mostra contra uma isenção de taxas a esse clube, sublinhando que teria a mesma posição para qualquer outro.

Já Paula Marques explica que votou contra por entender que “não é correcto” isentar do pagamento de taxas um clube de futebol, entidade que, frisou, “não é uma associação sem fins lucrativos”. Especialmente, acrescentou, “na situação em que estamos a viver, na situação que o país está a atravessar”. Tanto a vereadora dos Cidadãos por Lisboa, eleita na lista do PS, como António Prôa e João Gonçalves Pereira frisam que a sua posição poderia ter sido outra se a isenção se aplicasse exclusivamente a equipamentos para a prática desportiva.»

quem quiser ler a versão DN, pode clicar aqui.


Depois venham cá falar em perdões de dívida (que na realidade foi renegociada) entre outras baboseiras. Enfim, é o país que temos, reflectido na Câmara Municipal de Lisboa.

Um fim-de-semana dado à pirotecnia

Num fim-de-semana com festas na minha terra, em que o habitual fogo de artifício é um dos atractivos maiores, nunca pensei ver tanta pirotecnia em Alvalade, em grande parte vinda da claque benfiquista. Foram mais de uma dezena de petardos, acompanhados por tochas e outros artefactos, parte deles enviados intencionalmente na direcção dos adeptos do Sporting que se encontravam na bancada superior norte.

Começo por dizer que o Sporting, como organizador dos encontros jogados em sua própria casa, encontros este que, por sua vez, são (ou deviam ser) supervisionados pela Liga de Clubes devia dar ordens expressas para que a segurança, encarregue da revista aos adeptos, não deixasse entrar um único elemento desta natureza no estádio.

Começando pelas nossas claques que, por vezes, usam também estes artefactos no interior dos estádios (convém dizer que o comportamento tem melhorado relativamente ao passado), devemos ser lestos a resolver este problema. Toda a gente sabe que todo este material entra nos estádios horas antes do encontro e que é nessa altura que se devem apreender todos eles pois, quando os adeptos afectos às claques entram e é feita a revista já tudo se encontra dentro dos recintos.

Devemos dar o exemplo irradiando este tipo de comportamentos no nosso recinto e noutros onde as nossas claques se façam representar.

Claro que, normalmente, estes elementos não são utilizados como armas de arremesso para, intencionalmente, causar danos a pessoas inocentes que nada têm a ver com este tipo de comportamentos e é aqui que entra a minha ainda maior indignação.

O uso de pirotecnia nos estádios é ilegal mas o seu uso para infringir danos a outros é crime e, se a direcção do Benfica, responsável por colocar aqueles adeptos em Alvalade, não os considera repudiáveis, sobretudo depois de no dia anterior estes mesmos adeptos se mostrarem orgulhosos de um assassinato em local público, praticado por elementos da mesma agremiação, o corte de relações parece-me inevitável.

Ah, mas não era melhor sentarem-se e conversarem?! Era. E foi isso que Bruno de Carvalho quis fazer quando apresentou um conjunto de melhorias que entendia que deviam ser discutidas por todos os clubes pertencentes aos campeonatos profissionais. A fase do diálogo passou e Bruno de Carvalho ficou a falar sozinho. Ninguém lhe deu ouvidos, por isso, agora nada há para falar. Os tribunais que resolvam.

A onda verde e a bazófia do costume

Tenho vindo a registar as assistências dos três grandes nas várias competições. Não era suposto fazer este balanço agora mas...
Farei a média com e sem os jogos grandes, pois Porto e Sporting beneficiam nos jogos fora do facto do Estádio da Luz ter uma lotação superior aos Estádios José Alvalade e do Dragão.

Vou limitar a análise aos jogos da liga, depois de já ter feito o mesmo no final da fase de grupos da Liga dos Campeões, onde o Sporting foi o líder em assistências no seu próprio estádio.

SPORTING

Nº total de jogos: 20

Jogos em casa: 11

Jogos fora: 9

Média de espectadores em casa: 35268

Média de espectadores fora: 16291

Média de espectadores em casa, excepto grandes: 33431

Média de espectadores fora, excepto grandes: 10590

 

PORTO

Nº total de jogos: 20

Jogos em casa: 10

Jogos fora: 10

Média de espectadores em casa: 33152

Média de espectadores fora: 9988

Média de espectadores em casa, excepto grandes: 31490

Média de espectadores fora, excepto grandes: 6876

BENFICA

Nº total de jogos: 20

Jogos em casa: 9

Jogos fora: 11

Média de espectadores em casa: 43451

Média de espectadores fora: 16541

Média de espectadores em casa, excepto grandes: 41146

Média de espectadores fora, excepto grandes: 9419


Confirma-se, mais uma vez que a onda verde percorre o país. O Sporting é, até ao momento, a equipa que mais adeptos leva aos jogos fora de casa se excluirmos os jogos entre os grandes, onde o Benfica beneficia do facto de já se ter deslocado ao Dragão e a Alvalade.

Incluí as médias sem os jogos grandes, pois é aí que se verifica a verdadeira militância e não nos jogos de grande cartaz. Aí, não só ultrapassamos a média registada pelo Porto, como nos aproximamos daquela que regista o Benfica.

Espero que seja possível manter até ao final da temporada esta média superior a 35000 espectadores, nos jogos em casa.

NOTA: Apenas porque me fartei de ouvir durante a semana a bazófia habitual por parte dos lampiões, com bocas do género, "Só enchem o estádio quando jogam contra nós", aqui vão uns dados estatísticos irrefutáveis.

Apenas uma vez o Benfica conseguiu pôr no seu próprio estádio mais do que os 49076 espectadores que se deslocaram a Alvalade e...adivinhem com quem foi?! Para além disso, o estádio José Alvalade, no derby, registou uma taxa de ocupação superior ao derby jogado na Luz na primeira volta (98.07%, contra 95.75%).

Haja vergonha

Numa semana em que os três grandes têm lances que os beneficiam e tendo em conta que o Sporting já jogou no sábado, é engraçado ver a capa de hoje do Record.

Haja vergonha.png

- Não vejo uma única referência ao golo irregular de Luisão, que dá o segundo golo ao Benfica

- Não vejo qualquer nota para um penalti por assinalar a favor do Rio Ave, com o resultado em 1-0

- Mas vejo uma interessante chamada de atenção para o lance em que William Carvalho acaba por marcar um livre a dois toques, que está no início do primeiro golo do Sporting

O ridículo chega-me quando vejo que o Vitória FC decide hoje se protesta o jogo (?!?!?!?!). Pois acho muito bem que o façam! E já agora que lhes dêem razão (era só o que faltava!) para que eles voltem a Alvalade e levem os 6 ou 7 que deviam ter levado no sábado.

Vamos ao estádio

Atendendo ao facto de ternos percorrido as dez primeiras jornadas da Liga Portuguesa, parece-me oportuno fazer um apanhado das assistências dos jogos dos três grandes.

Assistências 10J.png

Sendo certo que este tipo de análise é passível de várias interpretações e que os estádios dos 3 clubes têm lotações diferentes (nos casos de Sporting e Porto nem tanto) divulgo mais uns dados que não detalhei no quadro acima.

SPORTING
Nos jogos em casa a média de assistências é de 35353 espectadores.
Nos jogos fora de casa a média de assistências é de 25467 espectadores.

PORTO
Nos jogos em casa a média de assistências é de 36412 espectadores.
Nos jogos fora de casa a média de assistências é de 15357 espectadores.

BENFICA
Nos jogos em casa a média de assistências é de 43964 espectadores.
Nos jogos fora de casa a média de assistências é de 10921 espectadores.

Isto só por si nem quer dizer nada de específico, no entanto, é interessante ver que os jogos do Sporting, que neste momento é o oitavo classificado da Liga são os que mais público atraiu aos estádios (não me esquecendo que um dos jogos foi frente a um rival, no estádio com maior lotação do país).
Sendo o Benfica o clube com o estádio maior e com o maior número de adeptos (e sócios, embora os alemães desconfiem!) devo dizer que, após uma época de sonho em que ganharam quase tudo a média de espectadores me parece francamente desapontante.
Sporting e Porto têm médias de assistência semelhantes em casa, embora os dragões ainda não tenham recebido qualquer dos rivais (ao contrário do Sporting).
Excluído os jogos entre os grandes na contabilidade dos jogos fora de casa, confirma-se que a onda verde supera a dos rivais. Os jogos fora do Sporting não disputados frente a rivais directos perfazem uma média de 12859 espectadores, enquanto as de Porto e Benfica são de 9697 e 10921 espectadores.

Quanto a nós, adeptos do Sporting Clube de Portugal, podemos orgulhar-nos do espectáculo que temos dado em todos os campos em que o Sporting tem jogado, no entanto há trabalho a fazer e será importante aumentar a mobilização de adeptos nos jogos em nossa casa (esperando que em campo a equipa corresponda com vitórias).

No final da primeira volta, talvez faça novamente este exercício.

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