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Grande Artista e Goleador

Uns são filhos da mãe...

06-10-2015 - O Conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou multa de 3825 euros à SAD do Sporting, devido ao comportamento dos adeptos durante o jogo com o Boavista, no Estádio do Bessa.
Em causa, o lançamento de duas tochas para o relvado na zona afecta a adeptos da equipa leonina.

 

13-10-2015 - O Conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu arquivar o processo em torno do lançamento de engenhos pirotécnicos por parte dos adeptos do Benfica contra os rivais do Sporting para a Supertaça.
Os incidentes aconteceram durante a partida e no final do desafio.

A diferença entre cortesia e corrupção está no princípio

"O Benfica não reagiu oficialmente às acusações lançadas por Bruno de Carvalho sobre as ofertas que alegadamente faria a árbitros, mas fontes do clube já se desdobraram em esclarecimentos destinados a desdramatizar a situação. Que a caixa só tem um custo de produção de 24 euros, aos quais se somam as entradas no Museu Cosme Damião e os jantares no Museu da Cerveja, mas que de qualquer modo o total respeita os limites máximos impostos pela UEFA, que é de 200 francos suíços, algo como 183 euros. Acredito. Mas não me chega. O presidente da APAF, José Fontelas Gomes, apressou-se a vir defender a classe, garantindo que nenhum dos seus membros aceitava ofertas que fossem além dos tais 183 euros. Percebo. Mas também não me chega. Porque a diferença entre cortesia e corrupção não está no valor da oferta mas sim no princípio.

Nunca decidi jogos, como podem inadvertidamente fazê-lo os árbitros, mas sempre tive como muito claro que as minhas responsabilidades como jornalista não me permitiam aceitar ofertas de dirigentes de clubes, jogadores, treinadores ou empresários. E poucos saberão como me era sempre difícil explicar a familiares e amigos próximos as razões pelas quais não podia pedir sequer bilhetes para ir ver este ou aquele jogo, que já tinha lotação esgotada, mesmo que me oferecesse para os pagar – porque do outro lado podia sempre vir uma resposta como o “deixe lá estar isso: um dia destes faz-me um favor a mim”. A verdade é que nunca fiz pedidos desses e que jamais os farei. Porque a última coisa de que precisaria era de que um dia alguém me viesse recordar que uma vez lhe tinha pedido um bilhete para ir à bola, comido um almoço à conta ou aceite uma lembrança. Ora se isso é válido para mim, que – repito – não decido jogos, muito mais devia sê-lo para os árbitros, que com azar até podem fazê-lo.

É verdade que, por tradição, vários clubes fazem ofertas a árbitros há décadas. É uma questão de cortesia, alegam. Mas mais do que ir buscar o limite máximo de euros que a UEFA impõe, o presidente da APAF devia ter sido claro nas indicações a dar aos seus homens: não há razão nenhuma para que essas ofertas, mesmo sendo legais, sejam aceites por agentes que já são relativamente bem pagos para cumprirem as suas tarefas de modo profissional. Da mesma forma que não há razão nenhuma para que os clubes pensem em oferecer aos árbitros presentes cujo valor se aproxima da metade de um salário mínimo. Porque ninguém oferece presentes a juízes do tribunal antes de uma audiência. E porque não se pode bradar pela verdade desportiva, condenar a “fruta” e o “café com leite” e depois ser assim tão cortez com os árbitros. É que às vezes mais vale ser bruto."

António Tadeia, em Último Passe, no seu blog pessoal

Desabafo

Dou por mim a ver os jogos da selecção com indiferença. Às tantas, até vou jantar e deixo o puto ver os bonecos.

Bem sei que, hoje, muitos são os que já não passam cartão àquela que, em tempos, era a equipa de todos nós. Alguns vão mesmo mais longe e já desejam que perca.

A verdade é que não vejo os jogos da selecção com a atenção, a paixão e o fervor de outros tempos.

Ainda não desliguei por completo porque tenho em mim uma costela patriótica que me diz que a imagem que passa do país não é a melhor, nem para dentro, nem para fora.

Bem sei que, no geral, a imagem de Portugal é má, tanto cá como no estrangeiro e, talvez seja precisamente por isso, que me incomoda que o futebol, das poucas coisas que nos tem prestigiado lá fora (bem sei que posso estar a ser injusto para com outras áreas, como a ciência ou a medicina que, infelizmente, não têm o mediatismo do desporto rei), passe esta imagem acabada e triste.

E isto acontece porque não temos treinador (apesar de, na prática, lá estar um), porque as escolhas são totalmente questionáveis e os favores demasiado óbvios.

Confesso que fui dos que até apoiou a contratação de Fernando Santos (pelo menos dei-lhe o benefício da dúvida). Porque me parecia pensar pela sua própria cabeça, não alinhando em esquemas. Porque pensei que podia melhorar o futebol de uma equipa que se vinha degradando nos últimos anos.

Enganei-me!

Fernando Santos é mais um fantoche ao serviço dos interesses da FPF e dos seus 'parceiros'. E que pena que os interesses da FPF não sejam apenas e só prestigiar o país através de um desporto que, por acaso, é o mais visto e praticado no Mundo.

Portugal não tem hoje um conjunto de extraordinários jogadores como tinha há 10 anos mas tem bons jogadores. Só temos um jogador de nível mundial mas dá perfeitamente para construir uma boa equipa à volta dele.

Mas, para isso, é necessário um modelo de jogo que o beneficie, que seja equilibrado e eficaz, de preferência, jogando futebol de melhor qualidade do que o que esta selecção apresenta.

Esta fase de qualificação, pesem embora as vitórias alcançadas (todas elas com exibições sofríveis), tem sido um vazio de ideias e uma nulidade quanto ao nível do futebol apresentado.

E se tem sido suficiente frente a Albânias e Arménias, desengane-se quem pensar que o será frente à Alemanha, a Espanha ou a Inglaterra (isto para não falar de selecções de segundo plano que, embora menos talentosas, trabalham melhor e são mais competentes que nós).

Aquilo que eu vi ontem (a juntar ao que se tem visto sempre) foi um vazio de ideias, um posicionamento defensivo deficiente e um ataque incapaz de fazer mossa na Albânia. Sim, na Albânia! Essa potência mundial que os excelentíssimos comentadores da RTP fizeram questão de enaltecer, como a única equipa invicta do grupo, agora derrotada pelos bravos portugueses, ignorando o facto de não termos jogado nada e de termos ganho com uma sorte do caraças!

Era facílimo trabalhar esta selecção para os próximos 3 anos (onde teremos o Europeu, os Jogos Olímpicos e o Mundial).

Bastava pegar nos mais preparados da selecção vice-campeã da Europa de sub-21, juntar-lhes os melhores e mais bem preparados seleccionáveis e fazer algum trabalho de casa.

Tudo isto, em vez de favores a patrocinadores e empresários e de andar a passear e a brincar às selecções.

Basta juntar os melhores, prepará-los, orientá-los e pedir-lhes que dignifiquem o país, os portugueses e a eles próprios.

Ouvir da boca de quem orienta a equipa pérolas como, "Com esta dinâmica não é fácil pararem-nos", é um atestado da própria incompetência perante tanta gente que neste país percebe de futebol.

 

A luta continua

Hoje demorei a lançar o post porque esperava ter a possibilidade de rever o jogo.

A verdade é que entre falta de tempo e a avaria do PC, tal não foi possível.

Ontem fiz algo que não fazia há uns dois anos: vi o jogo num dos cafés da vila.

Escolhi aquele que sempre me agradou mais, sobretudo por ser o que, por norma, tem mais leões como clientes.

A verdade é que entre aqueles que, defendendo as nossas cores, mais não fazem do que criticar os nossos exigindo que joguemos com cinco 'Messis' e outros tantos 'Ronaldos' (isto partindo do princípio que o Patrício pode continuar a defender as nossas redes e não seria preterido por um qualquer Casillas) e os lampiões que, em silêncio, fazem figas para que tudo nos corra mal, dou comigo a preferir um café cheio de lampiões.

Afinal, torcem pela nossa derrota mas fazem-no em silêncio e sem debitar alarvidades.

Adiante...Do que vi do jogo, e entre trocas acesas de palavras com alguns dos tais sportinguistas, acho que fomos mais consistentes que nos últimos dois jogos.

Nem sempre jogamos bonito mas nunca fomos inexistentes nem sucumbimos a mais um festival do boi do apito.

Até ao penalti assinalado a favor da Académica, fomos seguros e dominantes mas, mais um lance irregular em nosso prejuízo, teve o condão de nos intranquilizar.

Ficámos nervosos mas, ainda assim, continuámos a aproximar-nos com frequência das redes de Lee. Enquanto isso, a vontade de manter a Académica em jogo era tanta que até um penati claro sobre Slimani ficou por marcar.

Na segunda parte deixámos a Academica pegar no jogo mas soubemos aguentar e acabámos novamente por cima. 

Depois de Adrien fazer aquilo que tão poucas vezes faz (falhar um penalti), acabou por ser Aquilani a sentenciar a partida na conversão de outra grande penalidade.

Slimani pareceu-me ter sido o melhor em campo e Esgaio esteve bem, mostrando que pode ter mais minutos.

A verdade é que, não fossem os erros claros e recorrentes das arbitragens, hoje poderíamos ser líderes isolados do campeonato.

Não posso esquecer-me que o jogo do Tondela nasce de uma falta inexistente, num lance de claro fora-de-jogo e com dois toques com a mão a empurrar a bola para a baliza.

Não posso ignorar que o golo do Paços só foi possível graças à invenção de uma grande penalidade.

E tenho ainda bem fresco na memória que, ontem, o golo da Académica nasce de um duplo erro, depois de uma falta por assinalar a meio campo sobre João Mário e outra mal assinalada dentro da área leonina.

São erros a mais e o Sporting deveria ter neste momento 9 pontos, 6 golos marcados e 0 sofridos.

Ainda assim, somos primeiros e espero que Jorge Jesus consiga, nestes dias de interregno para compromissos das selecções nacionais, afinar ainda melhor a máquina pois, este ano, terá mesmo de ser sempre contra tudo e todos.

Aos sportinguistas que ontem partilharam comigo o mesmo espaço durante o jogo...tão cedo não terão a minha companhia.

Saudações leoninas a todos e nervos de aço para este último dia de mercado de transferências que, espero, só nos traga boas notícias.

SPORTING CP 1 P. Ferreira 1: um filme tantas vezes visto

Normalmente só repito um filme quando gostei do que vi, com a vantagem de o fazer, sabendo que nada vai mudar no rumo do mesmo e que todas as cenas são exactamente como as vi pela primeira vez (embora me possam surgir emoções ou interpretações diferentes).

Um jogo do Sporting parece sempre um remake qualquer de um anterior, um filme já visto mas com cenas aldrabadas e actores manhosos a fazer o papel dos que desempenharam os anteriores.

Sempre fui um apaixonado pelo futebol e pelo Sporting mas tarde tive a possibilidade de me apaixonar pela visão do espectáculo ao vivo.

Cada vez que vou ao estádio faço-o por amor ao Sporting e pelo desejo profundo de o ver vencer de forma digna.

No entanto, não raras são as vezes em que, vendo o meu clube fazer o suficiente para vencer, marcando para isso, pelo menos, mais um golo que o adversário, acabo por sair triste e revoltado por ver que fazer o suficiente para vencer não significa alcançar a vitória.

Nada no jogo de ontem é mais ou menos escandaloso que nos anteriores.

Simplesmente começa a verificar-se um padrão que me faz pensar se o futebol português merece que o Sporting mova cada vez mais adeptos e os incite a ir ao estádio ver um filme contrafeito, uma adaptação ranhosa ou uma versão merdosa de um filme low-budget com um argumento rasca.

Valerá sempre a pena pelo Sporting mas nunca pela falta de respeito que, no geral, o país futebolístico demonstra para com um dos maiores clubes portugueses e europeus.

Ontem, o Sporting jogou mal mas fez, mais uma vez, o suficiente para vencer.

Ontem o árbitro ESCOLHIDO para o encontro nada mais fez do que adoptar um critério diferente para cada uma das equipas em jogo, de forma premeditada e claramente orquestrada desde o início.

Ontem, sem ser a mais escandalosa das arbitragens verificadas nos estádios portugueses, foi fácil afastar o Sporting dos três pontos.

Ontem não houve qualquer grande penalidade no lance de João Pereira mas sim um lance perfeitamente normal, onde o jogador do Paços se limitou a copiar aquilo que Slimani havia feito na 1ª parte (atirar-se para o chão).

Ontem, após lances idênticos, Slimani vê um amarelo por simulação e Cícero vê ser-lhe concedida uma grande penalidade, seguida da expulsão de João Pereira.

Ontem o tempo de descontos foi desajustado e desapropriado de forma premeditada, não fosse um lance qualquer estragar o trabalho feito até então.

Ontem, o Sporting jogou mal mas fez, mais uma vez, o suficiente para vencer.

E ai do Sportinguista que venha dizer que não podemos ganhar 1-0 e devemos massacrar sempre, porque nenhuma equipa do mundo vence campeonatos sem vencer jogos menos conseguidos pela margem mínima.

O Sporting será prejudicado até que consigam afastar-nos dos objectivos.

Caso o consigam, teremos um final de época tranquilo e sem casos de arbitragem em nosso prejuízo.

Caso não seja suficiente, levaremos com isto até ao final.

Se mesmo assim vencermos, será uma espécie de milagre.

Até lá, não podemos deixar isto passar em claro, mesmo que possa parecer que os jogos se resumem a árbitros que prejudicam o Sporting porque, na verdade, é isso que tem acontecido.

Junto dois vídeos com o agradecimento ao Trovador de Bancada do blog "A bola não tem pulmão", que facilmente atestam aquilo a que me refiro.

Pippo Russo: Fifa-Doyen, è guerra

E nós, metidos nesta guerra como actores principais. Aproximam-se decisões importantes mas continuam a haver perguntas sem resposta.

Mais uma vez, Pippo Russo põe o dedo na ferida e, como especialista na matéria, não só argumenta (como sempre, bem) como sustenta toda a argumentação com factos relevantes.

Tudo parece claro e é feito às claras. Resta saber se vai ou não haver coerência e coragem.

Podem ler AQUI o artigo original. Aconselho a ler também algumas das referências constantes no artigo.

Assumo não ter capacidades que me permitam traduzir o artigo para a língua de Camões mas, para quem perceber inglês, aconselho a usar o google translator (a tradução fica perfeita). Podem usar a mesma ferramenta para traduzir para português mas não fica tão claro quanto seria desejável, embora dê para perceber.

Nem podia ser de outra forma

"O Sporting Clube de Portugal não se revê, naturalmente, na recandidatura do Dr. Luís Duque para a Presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional não a apoiando.

O Sporting Clube de Portugal sabe que o mundo do Futebol Profissional português espera e merece mais e manifesta a sua disponibilidade para apoiar um candidato com um perfil que seja capaz de personificar uma mudança em relação ao passado e de unir os Clubes em torno dos mais nobres ideais do Desporto e, em particular, do Futebol.

Alguém que possa promover a transparência de que o Futebol está tão necessitado, que lhe acrescente rigor e que contribua para dar uma nova imagem do Futebol português que aposte na modernização dos procedimentos e das maneiras de pensar, sem receio de assimilar os novos paradigmas e de estar na sua vanguarda e que represente, sem margem para qualquer dúvida, uma nova abordagem para o Futebol Profissional português."

Comunicado oficial do Sporting Clube de Portugal

Só espero que alguém com o perfil desejado tenha coragem de se candidatar pois é aí que está o cerne da questão.

Haverão pessoas com as características enumeradas? Claro que sim!

Estarão elas dispostas a lutar por estes ideais e a travar uma guerra aos poderes instalados no futebol português? Duvido.

Mas, enquanto há vida, há esperança e confio que Duque não será reeleito. Só espero que no seu lugar fique alguém disposto a dignificar o futebol português, elevando-o a um patamar superior, moral e futebolisticamente.

Apelo a Luís Figo

Luís, vi-te tão empenhado na candidatura à presidência da FIFA que até anunciaste o desejo de acabar com a suspeição sobre este organismo que, como se sabe, é um antro de corrupção.

Ora, depois de desistires e de perceberes que o poleiro não era tão atingível quanto parecia...

...não queres vir 'despoluír' o futebol português?

Não queres aproveitar para afrontar os poderes e interesses instalados?

Não achas benéfico, alguém tão bem intencionado quanto tu, aproveitar para devolver alguma dignidade ao nosso futebol?

Não queres candidatar-te à presidência da Federação Portuguesa de Futebol ou da Liga de Clubes e trazer contigo alguém que ajude a afastar todos os corruptos que à volta deste circulam?

Se calhar, não estás para aí virado...

Desculpa lá incomodar!

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