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Grande Artista e Goleador

FC Porto 3 Sporting CP 0

Não consegui ver o jogo de ontem. Problemas no PC não me deixaram apanhar um streaming e o tablet não me safou. Nunca consegui ver mais de um minuto sem cortes e acabei por desistir de tentar.

Assim sendo, não consigo fazer uma análise ao jogo pois não o vi.

Li muito do que se disse sobre o jogo pela blogosfera leonina e parece que os problemas do jogo de ontem nem foram causados ontem.

Apostar nos mesmos jogadores semanas a fio tinha de dar nisto. 

A equipa já tinha 'rebentado' no jogo de 5ª feira, não tendo aguentado os últimos 10 minutos do encontro da Liga Europa e era espectável que, apostando nos mesmos, isso acontecesse mais cedo ou mais tarde no Dragão. Surpreendentemente acabou-se o gás em pouco mais de quinze minutos e isso foi-nos fatal. Aparte da menor inspiração deste ou daquele, dos erros individuais, parece que perdemos o jogo na sua preparação.

A verdade é que tem sido recorrente a falta de ideias de treinador e jogadores. E se no caso dos jogadores há solução pois, felizmente, o plantel não tem só 12/13 jogadores, no caso do treinador não se pode dizer o mesmo. Só temos Marco Silva e ninguém deseja que volte o tempo em que despedem treinadores semana sim, semana não.

Só resta a Marco Silva fazer aquilo que devia ter feito logo após o jogo em casa com o Benfica: mudar alguma coisa, agitar as águas, dar oportunidades a outros de mostrarem valor (e alguns bem que têm feito pela vida na B).

Não podemos jogar na Madeira, um jogo decisivo, com os mesmos onze que jogaram ontem. Neste momento, a Taça de Portugal é a nossa única hipótese de festejar algo no final da época e é preciso entrar com jogadores frescos física e psicologicamente.

Hoje joga o Sporting

Estou estranhamente calmo e tranquilo.

Não sei se interpreto este 'estado de alma' como confiança ou desconfiança.

Confiança na equipa do Sporting ou desconfiança na equipa de arbitragem.

Tenho tentado ignorar o facto de Soares Dias ser o árbitro do encontro. Confesso que até o considero um dos melhores árbitros portugueses, mas tem sido óbvia a tentativa de 'agradar' aos dragões por parte do 'juiz' da Associação de Futebol do Porto como ficou bem patente no Penafiel-Porto.

Espero que o nível exibicional apresentado na 5ª feira, frente ao Wolfsburg, se mantenha hoje. De preferência acompanhado de maiores índices de eficácia ofensiva pois, sem golos, não se ganham jogos e sabemos bem o quanto uma vitória no Estádio do Dragão pode ser importante.

Já mostrámos que podemos ganhar aqui, quando já esta época 'despachámos' o Porto em sua própria Taça num jogo a contar para a Taça de Portugal e fizemo-lo categoricamente.

Não exijo essa 'limpeza'. Pode ser apenas uma exibição carregada de esforço e abnegação, coroada com a vitória. Dispenso a exuberância e o adorno. Quero vencer...mas não a todo o custo.

A convocatória não nos trouxe surpresas e acredito que o 'onze' também não terá. A dúvida, será quem se vai apresentar na frente de ataque. Tanaka, Montero ou Slimani?

No jogo da Taça, foi Montero quem jogou no Dragão. Em casa, para o campeonato, foi Slimani o escolhido. Neste momento Tanaka é o titular do Sporting.

Será a tentação de colocar Slimani mais forte? Não sei.

Eu jogaria assim:

FCP - SCP.png

 

Vacilei entre Montero e Tanaka. Prefiro sempre Montero, pois acrescenta qualidade e demonstra eficácia semelhante aos restantes, embora reconheça que rende mais numa posição um pouco mais recuada, mas Tanaka está confiante e nem sei se será 'justo' retirá-lo da equipa, sob pena de lhe retirar essa mesma confiança acumulada.

Veremos...

Certo é que confio em Marco Silva (pese embora o seu conservadorismo exagerado) e nos nossos jogadores e, aconteça o que acontecer, Sporting até morrer!

Sporting CP 2 Gil Vicente 0

Não foi uma exibição de encher o olho mas foi uma actuação segura dos rapazes de verde-e-branco. Controlo do jogo, oportunidades suficientes para ganhar e duas batatas da baliza de Facchini, que tudo fez para que o nulo se perpetuasse.

Gostei que Marco Silva tivesse dado o abanão que se pedia. Mudou alguns jogadores, poupou outros, utilizou William (a meu ver, bem) e deu uns minutinhos a Gauld.

Correu tudo bem, sem grandes sobressaltos. Gostei de não sofrer golos, depois de quatro jogos seguidos sem manter a baliza a zeros.

Patrício esteve seguro. O Paulo e o Tobias, mais uma vez intransponíveis. Miguel Lopes e Jeff em plano aceitável. William esteve bem e não viu o amarelo. João Mário voltou a mostrar que está num bom momento. André Martins cumpriu. Mané esteve bem e podia ter marcado. Tanaka marcou. Carrillo entrou bem. Gauld sempre que tocou a bola fê-lo com critério. Capel foi igual a si mesmo.

Guardo Nani para último não porque tenha feito uma grande exibição. Nani assumiu que não está num bom momento e que tem jogado diminuído fisicamente para ajudar a equipa. Tem tentado, mas as coisas não lhe têm saído bem. Eu até fui dos que defendeu que não lhe fazia mal ir ao banco. Mas ontem Nani foi decisivo. Decisivo ao desviar o canto de Jefferson para Tanaka empurrar para o fundo das redes e decisivo fazendo um golo de levantar o estádio que festejou em lágrimas. São coisas dele, diz o próprio. 

Nani, nem todos estão contigo. Quase me peguei com três gajos na bancada por tua causa. Porque mereces o mesmo apoio que os outros e não que te insultem a cada intervenção, mesmo naquelas em que tomas a melhor decisão.

Aquele golo de ontem, onde concentraste toda a inspiração que te tem faltado num só pontapé é para eles os três. Para eles e todos os 'assobiadores' de Alvalade: vão para o cara#$&! Apoiem a equipa!

Quinta-feira há mais!

A...e ganhámos graças à nossa qualidade e não à ajuda de terceiros que, aliás, bem nos tentram dificultar a vida!
Nem todos se podem gabar disto!

Hoje joga o Sporting

Jogo importantíssimo para que a equipa possa voltar às vitórias.

O adversário surge motivado por uma série de resultados positivos e apresentará o habitual autocarro de dois andares, precisamente a estratégia que mais nos dificulta a vida nos jogos em casa.

Teremos de ser mais acutilantes do que fomos nos últimos três jogos e temos de arrebatar os três pontos.

A discussão do momento é se William e Adrien devem ou não jogar. Por mim, William é indispensável. Adrien pode ser substituído por André Martins, Montero ou até Ryan Gauld (no caso dos últimos dois implica o recuo de João Mário).

Claro que gostava de uma exibição convincente com futebol bonito mas, o mais importante é vencer.

Espero que Marco Silva saiba gerir os momentos de forma e não tenha receio de mexer na equipa. Será importante um abanão que coloque em campo aqueles que se encontram em melhor momento (seja de forma ou anímico).

Gostava que Gauld não fosse, pela segunda vez consecutiva, ver o jogo para a bancada, sobretudo porque isso o impede de estar quase duas semanas sem competir.

Veremos quantos Sportinguistas estão com a equipa, pois com bilhetes à borla para sócios e acompanhantes (no caso de sócios com Gamebox) é inadmissível não haver casa cheia em Alvalade.

Apostaria num 'onze' composto por:

Rui Patrício; Miguel Lopes; Paulo Oliveira; Tobias; Jefferson; William; João Mário; Montero; Carrillo; Mané; Tanaka.

#EuVouLáEstar

SPOOOOOOOORTING!

Venha o 34º...ou será o 37º?...ou 53º?

Não vi o jogo do Benfica...nunca vejo.

Mas parece que a tradição ainda é o que era.

Colinho do bom!

Podem encomendar as faixas.

Por mim, deviam tê-lo feito em Agosto. Dispensava-se este espectáculo deprimente que se vê a cada jornada.

Nojo deste nosso futebol de corruptos!


A ganhar ou a perder, Sporting até morrer!

Belenenses 1 Sporting CP 1

Foi um jogo de equívocos, aquele de ontem no Restelo.

Equívocos por parte dos jogadores, como naquele lance que dá o golo do Belém, onde não vou crucificar ninguém, até porque não tenho memória curta.

E equívocos por parte de Marco Silva, que me pareceu menos consciente e ponderado que o habitual. Três substituições sem qualquer sentido. Duas delas por impulso e outra porque sim.

Comecemos pelo princípio. Foram 20 minutos de bom nível, onde faltou encontrar o espaço que nos permitiria meter aquele último passe ou remate à baliza. (Quer dizer, Montero até o encontrou, só que falhou na cara de Ventura após aproveitar um erro da defensiva dos 'pastéis')

Depois, começou a melancolia. 25 minutos de lentidão e falta de ideias, que tiveram o condão de pôr Marco Silva a pensar (talvez demais pois acabou por tomar, a meu ver, duas decisões erradas ao intervalo). Se é verdade que não foi uma primeira parte brilhante, não é menos verdade que tínhamos dominado o adversário por completo e que o jogo estava totalmente em aberto.

Eu não teria feito qualquer alteração ao intervalo. Havia muito tempo para ganhar o jogo e para mexer na estratégia durante o segundo tempo. Aliás, este laivo de Marco Silva pareceu-me totalmente despropositado, sobretudo se nos lembrarmos que normalmente demora a mexer na equipa. Para piorar, tirou da equipa os únicos dois jogadores que poderiam fazer mossa na defesa adversária (a par dos extremos que, infelizmente, mais uma vez estiveram muito apagados - sobretudo Nani).

A péssima entrada na segunda parte foi, no meu entender, influenciada por estas duas trocas. E não quero com isto pôr em causa o valor dos que entraram. Simplesmente parece que o fio condutor do nosso jogo (que passa muito por Montero) desapareceu.

Deixámos de ter os movimentos de apoio de Montero para passarmos a ter demasiados jogadores a tentar movimentos de rotura sem ter quem tivesse capacidade de meter 'aquele passe' (sobretudo porque João Mário tinha ficado no balneário e Adrien não é esse jogador).

O nosso jogo nunca mais teve ponta por onde se lhe pegasse e, apesar do Belenenses nem existir, acabaram por ser os de Belém a adiantar-se no marcador, num lance daqueles que parece que só nos acontece a nós. Falha de comunicação entre Rui Patrício e Paulo Oliveira e alguma infelicidade deixaram a bola à mercê de Rui Fonte, que apenas teve de empurrar para o fundo da baliza.

Pensei: isto está uma vergonha, mas ainda faltam vinte minutos (parece não fazer sentido mas a minha fé era neste momento do mesmo tamanho da minha descrença).

O futebol continuou a ser desgarrado e mal jogado e não criámos uma oportunidade de golo digna desse nome e, pior que isso, pensava nos que tínhamos no banco e dizia: e agora Marco, metes quem?

(Eu bem tinha avisado ontem que esta convocatória era demasiado conservadora - para ser simpático e não dizer nada pior.)

Acabou por entrar Capel para o lugar de Carrillo quando, face ao que tínhamos no banco e ao rendimento dos que estavam em campo, só me ocorria que fosse possível tirar Adrien para colocar em campo André Martins, sobretudo por aquilo que o espanhol não acrescenta ao nosso jogo.

Confesso que quando Mané, no último minuto dos descontos e num lance semelhante àquele que nos deu os três pontos em casa frente ao Arouca, (numa jogada convertida pelo mesmo Mané) marcou, eu já não acreditava que isso fosse possível. Parece que o menino tem o condão de ser um dos poucos que acredita até ao fim (mesmo tendo feito uma segunda parte totalmente alheada do encontro).

Mesmo que amanhã o Benfica perca (algo em que não acredito, quer pela falta de qualidade dos sadinos, quer pelo trabalho que já começou a ser feito a meio da semana, deixando o adversário coxo, fruto de uma expulsão ridícula) afirmo que já não acredito no título. E digo-o sobretudo porque duvido que tenhamos capacidade para vencer todos os jogos até ao final da época, facto que me parece indispensável para acalentar essa esperança.

Ainda assim, tudo se mantêm dentro das previsões. O Benfica ainda tem de perder 9 pontos e o Porto dois. Quanto a nós, já perdemos os quatro que afirmei que podíamos perder em toda a segunda volta. Temos é uma diferença de golos brutal para anular e não é a jogar assim que lá vamos...

Hoje joga o Sporting

Ouvi o Lito a dizer, entre dentes, como quem está sempre a comer alguma coisa, que vai procurar a vitória, como faz em todos os jogos.

Traduzindo: Espera-nos o habitual autocarro com uns fugitivos de quando em vez (arrisco em Miguel Rosa, Sturgeon e Rui Fonte, à vez, para manter o equilíbrio defensivo).

Há que ter atenção às bola nas costas e, quanto ao que nos compete, é atacar, atacar, atacar...rematar, rematar, rematar.

Temos de tentar e, como diz o ditado, tantas vezes o cântaro vai à fonte...

Marco Silva apostará no onze habitual. Espero segurança defensiva, um William imperial, um João Mário incisivo e um trio de ataque mortífero.

Se seguirmos a receita, sem enganos, faremos o que nos compete. Venceremos e, por forma a vingar os dois resultados menos positivos desta época, encheremos a barriga de pastéis.

Tomara que Carrillo e Nani estejam num dia de inspiração. São os naturais desequilibradores do nosso jogo e, se estiverem ao seu melhor nível, serão o garante de uma exibição tranquila coroada com três pontos. Se não estiverem no seu melhor, será mais um jogo para ganhar na luta, daqueles que se tornam sempre mais complicados para nós.

A verdade é que, em jogos para o campeonato, vimos de quatro vitórias consecutivas em jogos fora de Alvalade e queremos, no Restelo, averbar a quinta.

Assim seja!

SPOOOOOOOORTING!

"Uma equipa grande com homens a sério dá resposta no dia seguinte"

Foram palavras proferidas pelo nosso treinador na conferência de antevisão da partida e foram estes 18 que Marco Silva chamou para o jogo de amanhã, frente aos Belenenses.

Guarda-Redes - Rui Patrício e Marcelo Boeck

Defesas - Cédric, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Naby Sarr e Jefferson

Médios - Uri Rosell, William Carvalho, Adrien, André Martins e João Mário

Avançados - Carrillo, Carlos Mané, Capel, Nani, Montero e Tanaka

São os mesmos que foram a jogo para o encontro da semana passada e não temos razões para desconfiar das opções do 'mister'.

Confesso que nunca gostei de não ter um lateral no banco, sobretudo tendo em conta possíveis lesões ou expulsões (e todos nos lembramos da rebaldaria que foi aquele lado direito em Coimbra, precisamente por não termos um lateral de raiz no banco) mas, mais uma vez, Marco Silva saberá o que faz.

Voltamos a ter parcas opções no banco se tivermos de arriscar mais durante o jogo, visto que apenas Mané e Tanaka são opções claras de ataque. Sem Slimani na convocatória, tenho dificuldades em perceber o que Capel pode trazer ao nosso jogo.

Começo a ser repetitivo mas, neste momento, até pelo nosso estilo de jogo, faz mais sentido usar Ryan Gauld como opção para lançar a partir de uma ala (em detrimento do espanhol), até porque a equipa B fica bem servida com o contributo de Francisco Geraldes.

Hoje joga o Sporting

Terminado que está o período de boicote à imprensa, anunciado ontem pela voz do Presidente, Bruno de Carvalho e após tudo ter sido feito para que o novo Estádio José Alvalade tenha a melhor assistência de sempre, os Sportinguistas parecem ter respondido à chamada e há menos de 2000 bilhetes para vender até à hora do jogo.

Não sendo um jogo de vida ou morte nem decisivo, é um jogo importante.
Importante para nos aproximarmos na luta pelo título. Importante para a nossa afirmação enquanto clube renascido. Importante para o ego dos adeptos. Importante para calar a bazófia lampiónica e para acalmar aquela mania da superioridade bacoca.

Hoje não vai ser necessário aquele exercício a que já nos habituávamos de tentar adivinhar a convocatória e nem me parece que seja muito difícil adivinhar o 'onze' que Marco Silva escalará para o jogo.

É com Rui Patrício, Marcelo Boeck, Cédric, Miguel Lopes, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Naby Sarr, Jefferson, Oriol Rosell, William Carvalho, Adrien, João Mário, André Martins, Carrillo, Carlos Mané, Capel, Nani, Montero e Tanaka que vamos à luta. Uma convocatória conservadora que reforça confiança naqueles que têm ajudado dentro de campo nas últimas vitórias.

Claro que também eu gostava de ver Gauld nesta lista, ainda para mais após ver mais uma excelente exibição do escocês ontem na equipa B, coroada com um golo. Mas, palavra a Marco Silva, que tem sabido escolher aqueles com que vai para o campo de batalha.

Ao esforço, devoção e dedicação dos que entrarem em campo, juntar-se-ão 50000 vozes de ferozes leões, prontos a incentivar e empurrar a bola para as redes dos encarnados. Se há jogos em que podemos ser nós, adeptos, a fazer a diferença, este é um deles. 

Temos uma equipa jovem mas já experiente (isto se excluirmos Tobias) e estamos num bom momento de forma e de confiança que nos pode catapultar para um grande jogo e um fantástico último terço da temporada.

Confesso que estou moderadamente confiante. Sei que temos valor para vencer, mas reconheço que estes são mesmo jogos de 'tripla', em que os pormenores podem fazer a diferença.
Confio na qualidade dos nossos jogadores e na sapiência do nosso treinador a ler o jogo do banco (algo que faz muito melhor que Jesus).

Espero resolver o jogo antes da meia-hora final, pois não temos grande poder de fogo no banco, onde apenas Mané e Tanaka podem agitar as águas, no entanto, temos um bom banco para gerir um resultado positivo.

Veremos...

#EuVouLáEstar, para vos apoiar, cheio de fé e, aconteça o que acontecer, estaremos juntos...sempre!

SPOOOOOOORTING!

 

Arouca 1 Sporting CP 3

Foi um daqueles jogos para os quais me sentia estranhamente confiante. Não me preocupei nem com a chuva, nem com o batatal, nem com o árbitro e muito menos com uma possível falta de atitude dos nossos jogadores, apesar de três destes factores se terem feito sentir.

Choveu, o batatal já tinha tido piores dias mas era, ainda assim, um batatal e o senhor do apito fez bem notar a sua presença.

Começo já por dizer que não acho que tenhamos sido prejudicados pelo senhor Jorge Ferreira. Nos lances capitais, aqueles que influenciam de forma mais directa o resultado, admito que esteve bem, embora o lance do penalti do Tobias seja um daqueles lances em que o critério do árbitro pode flutuar. O jogador tenta recolher o braço, estando nitidamente preocupado em escondê-lo atrás das costas e tem o azar da bola, ainda assim, lhe embater. É um lance nítido de bola na mão em que eu aceito a marcação da grande penalidade, embora ache que não há a mínima intenção do defesa leonino em jogar a bola com o braço esquerdo. Já nas faltas e faltinhas e nos cantos transformados em pontapés de baliza foi a habitual dualidade de critérios que faz destas arbitragens perigosos enganos para os menos atentos. Foi a típica arbitragem habilidosa.

Como disse antes, estava confiante!

Vencemos e fizemo-lo bem. Com categoria, como verdadeiro candidato ao título que somos. Fomos bravos lutadores, corremos, tivemos qualidade e até aquela estrelinha, que se diz 'de campeão'.

Foi uma primeira parte onde entrámos fortes, com Montero a visar a baliza de Goicoetchea por duas vezes e Adrien a cabecear bem perto do poste.

Veio o já relatado penalti e David Simão fez o 1-0.

Pensei para mim: mais um jogo como o do ano passado. Vamos lá ganhar isto!

Foi só esperar seis minutos...Mané...Montero...golooooo!!!! Cerrei os punhos, o meu puto olhou para mim e sorriu.

Intervalo. Tempo de dar quinze minutos de atenção ao filhote que, em 45 minutos, fez da sala um cenário de guerra.

Recomeça a partida. Adrien...ao lado! Contive um palavrão.

Foram dezasseis minutos de espera, tranquilo. Carrillo inicia a jogada...dá em João Mário que a endossa a Mané...mais uma assistência do menino e golo de Carrillo. 

Está ganho, verbalizei. Desta vez, o miúdo nem se apercebeu, tal era a absorção com o que estava a fazer.

Kayembe, emprestado pelo Porto, cai na área pela terceira vez (todas elas sem qualquer falta) e eu penso: vens com ela bem estudada, sacana!

Faltam quinze minutos para os 90. Canto de Carrillo e golo de Tobias, o seu primeiro na equipa principal. E que grande e merecido golo! O puto, já ao meu colo, assusta-se com o 'goooooolo'...mas sorri novamente.

Esta já não foge, digo-lhe!

Tanaka, recém-entrado ainda ameaçou, mas as redes dos arouquenses não voltariam a abanar. Tempo ainda para Jonathan ser expulso por duplo amarelo, fruto do seu sangue quente. Era um momento de ter calma e apenas sorrir para o adversário. Mas ele é miúdo e vai aprender. A expulsão parece-me justa, embora tenha ficado um amarelo por mostrar para um dos de Arouca.

Sorrisos no campo, no banco de suplentes, nas bancadas (onde mais uma vez a onda verde marcou presença) e em muitas casas e cafés espalhados por este país e pelo estrangeiro.

Agora sim, venham os lampiões!

 

 

Hoje joga o Sporting

Às 18 horas, no Estádio Municipal de Arouca, joga-se mais uma final. Sim, até ao fim todos os jogos o são.
Não me parece necessário criar à volta deste jogo uma atmosfera mais tensa que o habitual, dando-lhe carácter de mais decisivo do que, por exemplo, o da passada semana em que derrotámos a Académica.

Sim, é verdade que na semana passada ganhámos pontos em todos os campos mas, nem isso me fez acreditar mais do que já acreditava, nem me faz pensar agora que, só porque a seguir vem o Benfica que já venceu ontem, este é o jogo do agora ou nunca.

É mais uma final, mais um jogo, mais uma etapa naquele 'jogo a jogo' que já parece internamente instalado há algum tempo. Temo-nos dado bem com isso e não é uma ida a Arouca que me vai deixar mais apreensivo que o normal.

Vamos jogar, como sempre fazemos, para vencer e, se tudo correr dentro da normalidade, viremos de Arouca com mais três pontos.

Convém dizer que o Arouca de Pedro Emanuel não é um autocarro do tipo Académica. Joga num sistema defensivo mas que não descura saídas perigosas em contra-ataque e uma boa meia-distância. Claro que temos de ter atenção também aos esquemas tácticos defensivos, onde no futebol actual se podem ganhar jogos (ou perder). 

Resumindo: não me esqueço dos calafrios que apanhei em Alvalade, num jogo de nervos em que a vitória nos sorriu mesmo ao cair do pano. Será necessário ter atenção ao equilíbrio defensivo, às bolas paradas e às 'segundas bolas' e se anularmos David Simão, devemos ter o jogo no bolso. O médio formado pelo Benfica é um bom jogador, inteligente, é dos seus pés que saem os contra-ataques mais perigosos, e é ele quem devemos tapar sempre que um ressalto aproxime a redondinha do seu pé esquerdo à entrada da área.

Quando sofre primeiro, o Arouca perde sempre. Nunca marcou mais do que um golo por jogo nos jogos em sua casa e sempre que venceu, fê-lo por 1-0. É uma equipa que segura bem as vantagens e, como tal, a receita para o sucesso é marcar primeiro.

Será importante explorar convenientemente o jogo interior e manter uma pressão no meio-campo adversário que nos permita ganhar as 'segundas bolas'. Se o fizermos, venceremos de certeza.

Embora não haja previsão de chuva para hoje, é possível que na segunda parte o terreno se torne mais pesado, devido à chuva que caiu nos últimos dias, pelo que é essencial esgotar o futebol técnico nos primeiros 45 minutos. Adivinha-se uma segunda parte de mais luta e só nos facilitará a vida chegar ao intervalo em vantagem.

Assim sendo, lá vou eu fazer o 'onze'.

ARO - SCP.png

Passo a explicar o porquê de Ryan Gauld em vez de Mané, que em princípio jogará numa das alas. Primeiro, porque Mané atravessa um momento de forma miserável, ao contrário de Gauld. Segundo, porque Gauld é muito mais forte no último passe do que Mané. Terceiro, porque não sendo nenhum dos dois um extremo, Gauld pisa melhor aqueles terrenos. Quarto, e último, Gauld é muito mais intenso a defender.

Tenho quase a certeza que Marco Silva apostará no português mas eu daria um cheirinho de 'scotch' ao jogo de mais logo.

Sporting CP 1 Académica 0

Suspiro de alívio...

Saio de Alvalade contente, mas não satisfeito. Contente pela vitória e os consequentes três pontos, mas algo insatisfeito pela produção da equipa.

Claro que sei que nem sempre se pode jogar bem e que jogar mal e vencer já é um luxo, mas os mais de 40000 que estiveram em Alvalade (sim, éramos mais do que os 37769 anunciados e já é tempo de resolverem os problemas com os torniquetes) mereciam ver mais e melhor.

Sou dos que faz mais de 700 quilómetros para ver o Enorme. Faça chuva, frio ou sol (e que bela tarde esteve em Alvalade) estou lá sempre. Apoio a equipa, não assobio os nossos e faço por moderar e animar alguns colegas de bancada. Faço sempre a minha parte!

Não quero dizer com isto que a nossa equipa não fez o que lhe competia. Vencemos e é isso que nos compete. Mas, porra, não dá para vencer de forma mais folgada uma das equipas mais fracas do campeonato (a par do Vitória de Setúbal, a Académica foi a pior equipa que passou este ano em Alvalade)?! Dá pena pensar que Paulo Sérgio treinou o Sporting! A estratégia que ontem apresentou é de um treinador fraco, que mostra não ter merecido uma oportunidade num grande, na verdade, no melhor dos grandes.

Foi um jogo de paciência, talvez paciência a mais, tal a lentidão de processos em muitos momentos da partida. Não soubemos, como quase nunca sabemos, contornar o 'autocarro' que nos foi imposto e tivemos dificuldades em criar oportunidades claras de golo. Tivemo-las, mas não na quantidade nem qualidade de outros jogos.

Rui Patrício, numa tarde de sol, era vê-lo a fazer exercícios de aquecimento enquanto decorria o encontro. Tobias e Paulo Oliveira quase não tiveram trabalho. Jefferson e Cédric foram certinhos a defender, mas inconsequentes a atacar (apesar de um bom remate de longe do português). Isto falando apenas dos elementos que compõem a nossa defesa.

William voltou a ser o melhor em campo. Jogo enorme e, para mim, dos poucos em campo que merece clara nota positiva. Recuperou e entregou quase sempre bem e é nele que se iniciam todas as jogadas de ataque da equipa. Foi o mais esclarecido e até os passes que falhou, só aconteceram porque os receptores do mesmo estavam 'a dormir'. William pensa e executa mais rápido que a maioria e está de volta ao seu melhor. Ainda bem!

Em contraponto, Adrien foi o pior em campo. Um ror de passes falhados, muitos deles imediatamente após boas recuperações de bola. Denota falta de concentração e de ritmo em grande parte dos 90 minutos e não foi só no jogo de ontem.

João Mário, mais uma vez, subiu muito de produção na 2ª parte e melhorou ainda mais quando recuou no terreno e lhe foi exigido assumir a batuta da orquestra. A música não melhorou muito, mas os instrumentos pareceram, pelo menos, mais afinados.

Carrillo e Nani, a espaços apareceram. No entanto muito menos do que deviam. Nani podia ter resolvido o jogo naquele lance em que podia ter feito ou dado a fazer o segundo golo, mas limitou-se a sentar o defesa e dar a bola ao guarda-redes. Tarde desinspirada para os nossos desequilibradores.

Montero não esteve muito melhor que os companheiros de ataque. Falhou um golo que parecia fácil no oitavo minuto, mas muita da sua incapacidade foi consequência da falta de capacidade global da equipa para jogar em espaços interiores.

Tanaka e Mané entraram juntos, mas tiveram rendimentos diferentes. O japonês foi. mais uma vez, decisivo. Entregou-se ao jogo e jogou, como sempre, para o colectivo. Movimentou-se, procurou a bola (que quase nunca lhe endossaram) e apareceu na zona do ponta-de-lança a rematar para defesa de Lim, a que João Mário respondeu com o único tento da partida. Tudo isto após um excelente cruzamento de William Carvalho.
Mané voltou a ser o Mané inconsequente. Passa quando deve fintar e finta quando deve passar. Parece quase sempre algo atabalhoado embora não se lhe possa apontar falta de entrega. Falta-lhe mais 'cabeça'. Deve pensar mais e, de preferência, antes da bola lhe chegar pois é isso que define os bons jogadores, algo que ele ainda não é, embora tenha todo o potencial para vir a ser. Eu acredito!

Miguel Lopes entrou nos minutos finais, talvez com receio de uma possível expulsão que o afastaria do jogo da Taça da Liga e não da deslocação a Arouca. Não quero parecer embirrativo com o lateral, mas ele não me convence. Tem atitude displicente e parece-me sempre pouco comprometido. Não consigo entender a sua utilização, sobretudo quando André Geraldes tem dado tão boas indicações.

Marco Silva mexeu tarde e mal. Aliás, começou a decidir mal logo na elaboração da convocatória. Ryan Gauld tem de estar, no mínimo, no banco de suplentes. Li algures que ficou em gestão de esforço...gestão de esforço para quê?! Para a Taça da Liga?! Então mas o que é que é verdadeiramente importante para o Clube?! Ryan já mostrou ser solução para a equipa principal e já mostrou valor para, inclusive, fazer alguns jogos de início. Pois, era o de hoje! Fez falta a sua assertividade no passe e os seus movimentos de ruptura. Faltou alguém que arrancasse uma ou outra vez pelo meio em progressão, por forma a desmontar aquelas duas linhas defensivas. Faltou Ryan Gauld que, neste momento, não está já em fase de adaptação e é um exemplo claro de que a qualidade não tem idade. Está na altura de Marco Silva perder o 'medo'!

Para terminar, o que foram aqueles últimos cinco minutos do jogo?! Ora se passava tempo, ora se marcavam livres à pressa para a seguir entregar a bola ao adversário. Faltas desnecessárias que podiam originar lances de perigo. Passes sem sentido para os pés de todos menos dos que equipam de verde-e-branco.

Uff...ganhou-se! E salvou-se isso...o resultado.

Venha o Vitória FC para a Taça da Liga e o Arouca, no fim-de-semana.

Hoje joga o Sporting

Ponto prévio: estive em Coimbra na 1ª jornada e fui a engolir em seco até ao Porto.

Nota inicial: a Académica só marcou 3 golos fora em 8 jogos.

Espero uma boa moldura humana. Levo pela primeira vez ao estádio o meu tio (que só entrou no antigo) e o meu primo (que nunca viu ao vivo um jogo do Sporting) e espero que possam ver uma boa vitória.

Nani afirma mais uma vez estar feliz (leiam aqui as palavras que proferiu em entrevista à BT Sport) e espero que toda a felicidade que sente se transmita em alegria em campo. Que essa alegria se estenda aos colegas de equipa e a nós nas bancadas.

Quero uma entrada afirmativa que não dê chances ao adversário de sequer pensar no 'pontinho'. É para entrar 'a matar' e golear!

Claro que 1-0 chega, mas confesso que me sinto muito confiante para o jogo de hoje.

A verdade é que a equipa comandada por Paulo Sérgio é fraca, mas não podemos voltar a dar a 1ª parte de avanço, como tantas vezes temos feito nos jogos em nossa casa. Isso expõe-nos a contra-ataques e dá confiança ao adversário.

Um golo cedo será fundamental e confio que podemos ter uma tarde fantástica em Alvalade.

Julgo que a tentação de Marco Silva em voltar a chamar as escolhas habituais será mais forte, mas gostava que Ryan Gauld voltasse a estar no banco. São estes jogos, ainda para mais em nossa casa, que lhe dão confiança e força para se ir afirmando cada vez mais. Não há que ter medo. O miúdo é craque e, bem vistas as coisas, há quanto tempo não temos uma pérola destas a jogar de verde-e-branco. Por mim, a última meia hora era dele!

Libertos que estamos dos castigos, é natural que Adrien e Rosell regressem. O primeiro ao '11' inicial e o segundo ao banco de suplentes.

Eu apostava nestes:

SCP - AAC.png

 

A troca de Mané com Carrillo não tem nada a ver com o rendimento do peruano. Mané vem de jogos menos conseguidos e no último, finalmente, esteve melhor. É apenas uma questão de gestão do plantel e dos índices de confiança. Carrillo pode entrar aos 60 minutos, junto com Ryan para espalhar o pânico na defensiva dos 'estudantes'.

Como disse antes, estou confiante. Tão confiante que espero uma goleada pelos mesmos números do último jogo jogado a esta hora em Alvalade. E sim, o Freddy pode voltar a fazer um hat-trick 

Sporting CP 4 Rio Ave 2

Mais um fim-de-semana com visita marcada ao estádio mais bonito do Mundo.

Um fim-de-semana complicado em que tudo me aconselhava a manter-me pelo Porto. O jogo era a hora imprópria e a esposa com um exame marcado para as 9.30h de hoje.

Pela vontade dela, o carro não se tinha feito à estrada na 6ª feira, para passar mais um fim-de-semana na terrinha, a cerca de 100 quilómetros da capital. Mesmo assim, fomos. Ela fazendo um esforço extra sabendo da importância que sempre tem um jogo em Alvalade e eu com a tarefa lhe facilitar a vida, dando-lhe as horas de estudo necessárias.

Não pude ir à AG no sábado, pois passei todo o dia com o meu pequeno Joaquim. Como sempre, a Tasca do Cherba mostrou o porquê de ser um antro de Sportinguismo, permitindo pela mão de alguns tasqueiros que, os que tiveram de ficar em casa, soubessem o que se ia passando.

E eis que chegou o domingo. #DiaDeSporting
Pre-match bem longo, com o jogo a começar apenas às 20.15h. Lá me fiz à estrada acompanhado do meu pai.

Não esperava ver André Martins no 'onze' e confesso que só quando vi Tobias no aquecimento acreditei que jogasse (mantive a dúvida entre Sarr e Tobias até esse momento).

Cédric deu o mote com um remate de meia-distância, após uma excelente jogada individual. Podia ter sido um prenúncio de uma excelente primeira parte, mas acabou por revelar-se uma das poucas vezes que visámos a baliza de Cássio na primeira parte. 

O golo de Nani acabou por surgir na sequência de uma grande penalidade sobre Freddy Montero, num lance em que o defesa do Rio Ave foi 'anjinho', agarrando sem qualquer necessidade a camisola do colombiano. Confesso que no estádio me ficaram dúvidas da existência da grande penalidade (que depois confirmei pela TV) e dei por mim a pensar: se não foi penalti, prefiro que o Nani falhe. Foi mesmo penalti, Nani marcou e ficaram uns dois vermelhos por mostrar a jogadores do Rio Ave, que quase espancaram o árbitro.

Acabou por ser uma primeira parte fraquinha. Com pouca 'chama' e com vários jogadores em sub-rendimento (sobretudo Montero e Nani, apresentaram-se muito abaixo daquilo que podem e sabem fazer). Pior que isso, fomos para o intervalo empatados depois de um contra-ataque convertido em golo depois de um canto a nosso favor.

Como sempre, esperava-se uma resposta forte na segunda parte. Carrillo, tocado após um lance em que foi completamente abalroado contra os placares publicitários, deu o lugar a Carlos Mané.

Manteve-se o figurino e as tentativas de longa distância. Nani e Montero puseram Cássio novamente à prova.

Até que Jefferson, após boa jogada de envolvimento, saca um daqueles cruzamentos mortíferos que Freddy Montero empurrou para o fundo da baliza. 2-1 e estava desfeito o empate. Os vila-condenses voltaram a reclamar, desta feita uma suposta falta de Montero sobre um dos defensores, que me pareceu mais um tropeção trapalhão do defesa do que qualquer tentativa de o derrubar por parte de Montero.

Entrou Ryan Gauld, para o lugar de André Martins e comento com o meu pai: agora é que vai ser, o puto vai partir a loiça toda.

E o escocês não se encolheu. Sacou uma 'cueca' monumental a um opositor, serve na esquerda, cruzamento de Nani, aparece João Mário como um tiro na pequena área e finaliza de cabeça, na zona do ponta-de-lança.

Adormecemos por uns minutos e foi o suficiente para o Rio Ave vir cá abaixo e pumba: um tiro de Hassan fez o 3-2 com toda a defesa leonina a ver jogar.

Tempo ainda para William (voltou a ser um 'montro' e foi o melhor em campo) recuperar uma bola quase na linha de fundo e servir o recém-entrado Tanaka (subtituiu Montero) para uma finalização clínica, colocando o remate no buraco da agulha. 4-2 final e até o Botas se entusiasmou mais que o habitual. "E o Tanaka já marcou. Oh Oh, Oh Oh...)

Final do jogo, aplauso aos rapazes de verde-e-branco e passo apressado rumo ao carro pois ainda tinha muito asfalto pelo caminho.

Deixei o meu pai em casa, comi qualquer coisa à pressa e peguei no meu filho e na esposa para o regresso à cidade invicta. Era já 1.30h quando em Coimbra passei pelo autocarro do Rio Ave. Apeteceu-me apitar-lhes (sobretudo por todo o chinfrim que fizeram em Alvalade, quando noutros campos nem 'bufam'), mas ao olhar pelo retrovisor e ver os dois a dormir, de cabeças encostadas, contive-me e sorri.

Relaxa, o Sporting ganhou, estes vão com o rabinho entre as pernas e para a semana queres voltar a Alvalade. Não estragues tudo!

Hoje joga o Sporting

Jogo importante o de hoje, frente ao Rio Ave. Entraremos em campo já a saber o resultado dos rivais directos e se, a esta hora, já sabemos que o 'colinho' abrange as duas nádegas (parece que surtiu efeito o pedido de igualdade manifestado durante a semana que passou nas bancadas do dragão), fruto de uma ajudinha ao Porto no pantanal de Penafiel não sabemos ainda o que se passará na Madeira, onde o Benfica defronta o Marítimo.

O jogo com o Rio Ave será mais um daqueles em que os nervos estarão à flor da pele em Alvalade. Adversário, a jogar para o pontinho. Mesmo daqueles com que temos tido as maiores dificuldades.

Espero que a eficácia esteja num dia sim e confio que se fizermos um golo, vencemos o jogo. Espero também um excelente apoio em Alvalade, apesar da hora imprópria, sobretudo para os que vêm de longe. A onda positiva será importante para o apoio à equipa e para fazer frente aos 'assobiadores', que parecem sempre prontos para deitar abaixo os nossos jogadores.

Há que apoiar, apoiar e apoiar...e ter fé que a bola vai entrar! Nem que seja para calar o parvalhão do Diego Lopes, que diz que somos equipas do 'mesmo campeonato'.

Como disse, será um jogo difícil, mas quase de certeza de sentido único, em que Marco Silva terá de fazer ajustes no 'onze'. Adrien, Maurício e Rosell estão castigados e podem surgir surpresas na convocatória que, mais uma vez só se vai saber já a caminho do estádio, com a possibilidade de descortinar os premiados com uma oportunidade depois do jogo da equipa B, às 11 horas, na Academia, frente ao Braga B.

'Bora' lá escolher onze para vencer o Rui Ave e fazer com que o Pedro Martins se enerve, ao ponto de rebentar com os botões da camisa, que teima em vestir num número que já não lhe serve há dez anos.

SCP - RAV.png

Claro que isto é o que eu queria ver, e embora pense que Gauld entrará nos convocados, julgo que Marco Silva dará a posição '10' a Montero e a frente de ataque a Tanaka.

Por mim, pode manter-se a 'receita': 1-0 e golo do Tanaka.

Como sempre, é para ganhar

O Rio Ave é uma das boas equipas do campeonato e virá a Alvalade à procura do pontinho. Será mais um daqueles jogos em que precisaremos de um abre-latas. Espero que venha cedo!

A título de curiosidade, seguem algumas estatísticas do Rio Ave, quando joga fora de casa para o Campeonato.

- 8 jogos / 2 vitórias / 3 empates / 3 derrotas

- 8 golos marcados / 12 golos sofridos

- Perdeu com Porto, Benfica e Braga

- Só venceu no Estoril (na primeira deslocação) e em Paços de Ferreira (no último jogo fora)

- Sofreu 12 dos 16 golos sofridos no campeonato nos jogos fora do Estádio dos Arcos

- Vendeu cara a derrota ao Benfica (1-0)

- Os (5-0) no Dragão são enganadores, pois a maioria dos golos vieram nos instantes finais de uma partida em que o árbitro teimou em beneficiar os azuis-e-brancos

Será um jogo onde teremos de voltar a estar seguros defensivamente. Se voltarmos a não sofrer golos, tenho a certeza que marcaremos pelo menos um.

Braga 0 Sporting CP 1

Este jogo fez-me lembrar o de Guimarães, no ano passado. Pela disputa durante todo o jogo, pelas ocasiões falhadas e pelo golo ao cair do pano.

No ano passado, esse jogo de Guimarães veio à 10ª jornada, na ressaca do roubo do Duarte Gomes, na Luz, que nos afastou da Taça de Portugal. Foi o início de um série de quatro vitórias consecutivas e de onze jogos sem perder, que terminaria novamente na Luz, desta feita no jogo da lã voadora, que podíamos ter ganho fora de campo mas, por teimarmos em ter princípios (e bem) acabámos por perder (no pior jogo da época), no dia seguinte, em campo.

O jogo de ontem foi parecido com o de Guimarães apenas em algumas incidências pois não vínhamos de derrota mas sim de uma série de cinco vitórias seguidas (que passaram a seis), seis jogos sem perder (aumentámos para sete) e quatro jogos sem sofrer golos (que agora são cinco).

Foi um jogo de intensidade máxima, daqueles de nervos que me deixou tenso durante os noventa e poucos minutos. Sabia que podíamos marcar a qualquer momento, mas com a consciência de que o adversário tinha qualidade e que nos podia fazer sofrer.

Houve garra, determinação, entrega, entreajuda e qualidade, muita qualidade.

A primeira parte foi mal jogada de ambas as partes. Intensa, mas mal jogada. Ainda assim, ambas as equipas tiveram oportunidades para marcar.

Na segunda parte, Marco Silva fez bem a leitura táctica do jogo. Não mudou as peças, mas mudou de figurino táctico.

E...

O leão entrou forte. Foram 25 minutos de sufoco para os de Braga. Oportunidades falhadas em catadupa e a exibição de uma vida para Matheus, o guardião bracarense que ia defendendo tudo (lembro-me de umas cinco ou seis defesas difíceis).

Algumas perdas de tempo propositadas do Braga tiraram a intensidade ao Sporting. Mas não tiraram a concentração nem a determinação.

Saltam para o jogo Mané e Tanaka (já com o Arouca tinha sido assim e...lembram-se do que aconteceu?!).

Ainda haviam 15 minutos para jogar (contando com os descontos) e eu acreditava que era possível.

Os minutos foram passando e começava a perder a esperança.

Inteligentemente, Tanaka desmarca-se a solicitar o passe (eu grito: olha o Tanaka, olha o Tanaka!). Já estava a ver a bola lá dentro e vejo uma locomotiva a atropelar o japa (f%#&-se – pensei eu – então este gajo não é expulso!). 

Tanaka pega na bola…Nani tira-lhe a bola (queres ver?! eu já vi este filme!)…Tanaka 'fuzila' Nani com os olhos…a bola volta ao japonês (vai Tanaka! - grito eu)…GOOOOOOLOOOOOO!!!

Toda a gente no prédio e arredores sabe que há aqui um louco pelo Sporting, pois foram uns minutos de gritos e impropérios!

Foi uma grande vitória, e nem vou fazer análise individual. Fomos uma equipa durante todo o jogo e não houve um que tivesse nota negativa (e aqui incluo, mais uma vez, os Sportinguistas que se deslocaram à pedreira e se fizeram ouvir no apoio ao Clube).

Hoje joga o Sporting

Depois das vitórias de Benfica e Porto, o jogo de hoje ganha uma importância ainda maior.

Confio num resultado positivo na pedreira que nos dará o terceiro lugar, isolados, na perseguição aos dois rivais que ontem se adiantaram.

Claro que um resultado negativo não deita por terra as nossas aspirações mas, realisticamente, as torna numa miragem.

Marco Silva já terá, mesmo antes de Slimani rumar à CAN para representar a Argélia, pensado no plano para este intervalo de tempo que nos deixa sem o contributo do tanque argelino.

Prefiro o perfume de Montero ao voluntarismo de Slimani, mas reconheço as valias que o magrebino dá ao nosso jogo. Montero tem características diferentes. Não é tão intenso, mas tem melhores pés. Não é tão pressionante, mas tem classe. São diferentes, mas ambos de qualidade e é isso que me interessa. Montero sabe fazer golos tão bem quanto Slimani e as estatísticas estão aí para o provar.

Em duas épocas:

Slimani - 51 jogos / 19 golos
Montero - 55 jogos / 24 golos

É engraçado como as estatísticas até pendem para o lado do colombiano, mas não é só por isso que, mesmo sem Slimani me sinto confiante.

Tanaka começa a mostrar que pode ser opção e que também tem valor (e consegue ser diferente dos dois colegas de sector) e é óbvio que podemos, durante esta ausência de Slimani, ganhar um certo factor surpresa que nos dê algum avanço.

E quando Slimani voltar, Marco Silva terá uma óptima dor de cabeça.

É esta a minha convicção. Vamos ganhar e nem vai ser tão difícil como se pensa (ou talvez não).

Eu guardava Tanaka para a segunda parte, por isso:

Braga - Sporting.png

 

Vitória por 1-3 é o que espero. Golos de Montero, Carrillo e Adrien, mas até pode ser 0-1, com um golo às três tabelas. Quero é ganhar, mas não a todo o custo!

Sporting CP 3 Estoril 0

Foi um jogo ganho com calma e confiança numa tarde que começou bem, com o Presidente a apelar à união e a serenar as hostes leoninas, garantindo que todos estamos a remar para o mesmo lado.

Depois, grande resposta dos adeptos que, tendo em conta os dias que o clube tem vivido, podiam retrair-se mas em vez disso compareceram em bom número para apoiar a equipa. (aproveito para dizer aos meus colegas de bancada - B norte - que convém cantar pelo menos de vez em quando, pois por vezes, devido à proximidade, ouvi melhor a claque estorilista do que a nossa curva sul)

Voltando ao jogo, a calma e a confiança de ontem vieram substituir a ânsia e a intranquilidade de outros jogos vistos esta época em Alvalade. Maior aproveitamento dos lances ofensivos e maior eficácia defensiva foram os resultados de uma boa abordagem ao jogo.

Começo por dizer que, mais uma vez, a arbitragem foi um NOJO! O 'apitadeiro' Soares Dias, trazia a lição bem estudada e, não fosse a nossa competência, poderia ter sido um jogo complicado.
- Começou por mostrar um amarelo a Nani por protestos após uma falta clara não assinalada
- Seguiu, fazendo vista grossa a um penalti que daria a expulsão a Mano ainda antes do intervalo
- Voltou a fazer que não viu outra grande penalidade sobre Carrillo, já no final do jogo, perdoando mais uma expulsão ao jogador do Estoril (curiosamente, este lance não aparece em nenhum dos resumos do jogo que vi até agora)
- Isto sem falar de outros erros menores, daqueles que, propositadamente têm em vista o condicionar do nosso jogo
- No final, lá teve de engolir um sapo, expulsando Nani, que assim poderá jogar em Braga

A primeira parte foi 'morna' e sem grande intensidade mas sempre controlada pelos rapazes de verde e branco.
Depois de uma excelente jogada individual de Carrillo que termina com um remate brilhantemente defendido por Kieszek veio a explosão de alegria, consequência de um golaço de Adrien, que teve o condão de soltar um pouco mais a equipa.
O resultado podia ser mais volumoso, tivessem os excelentes cruzamentos de Jefferson tido a melhor continuidade.

A segunda parte foi de grande nível e nem foi necessário ser de grande intensidade. A tal calma de que já falei fez com que a equipa corresse o necessário sem que fossem necessárias corridas desenfreadas.
Todo o jogo foi bem pensado e a movimentação da equipa ajudou a que fosse a bola a correr, poupando os jogadores a um cansaço superior.
Foram uns segundos 45 minutos de futebol muitas vezes ao primeiro toque, vistoso e entusiasmante que podia e devia ter terminado com pelo menos mais um golo na baliza do polaco do Estoril.
Um lance bem trabalhado por Slimani e Jefferson (mais uma vez, Jefferson) deu a tranquilidade para que jogadas de maior qualidade saíssem consecutivamente.
Uma penalidade clara sobre Carrillo deu a Adrien a possibilidade de bisar pela segunda vez esta época.
Um dos momentos do jogo veio nos descontos, com Nani a expulsar-se, forçando o segundo amarelo e consequente vermelho que lhe permite descansar com o Famalicão, estando disponível para o importante jogo de Braga (confesso que já tinha, ao intervalo, comentado com o meu pai que o melhor seria Nani forçar a expulsão para que o castigo fosse cumprido na Taça de Portugal e que tive de acalmar os meus colegas de bancada, que pensaram que Nani estava louco, pois não se aperceberam do motivo que levou Nani a ter aquele acto).

Análise individual:

Rui Patrício - Igual a si próprio. Sempre seguro e a transmitir segurança. Não largou uma bola e voltou a mostrar dotes com os pés, com destaque para um passe longo na primeira parte.

Cédric - Defensivamente seguro, não esteve muito interventivo no ataque, talvez pelo maior pendor ofensivo de Jefferson, do lado oposto.

Paulo Oliveira - Mais uma exibição irrepreensível do central contratado ao Vitória de Guimarães que se assume, cada vez mais, como o patrão da nossa defesa.

Maurício - Erra mais do que o seu companheiro de sector pois expõe-se mais ao erro. Sai demais com a bola no pé, embora nem tenha sido dos jogos onde cometeu mais erros nesse capítulo. Esteve seguro e imparável no jogo aéreo mas voltou a ver um amarelo por uma falta ridícula, com o adversário de frente para a linha lateral.

Jefferson - Uma das exibições da noite. Quase todos os cruzamentos perigosos saíram dos seus pés. Está cada vez melhor defensivamente e acrescenta soluções sempre que sobe no terreno. É, na minha opinião, o jogador do plantel que melhor cruza para a área.

William - Confesso que não entendo as críticas constantes ao rendimento de William que julgo que vem melhorando muito nos últimos jogos. Fartou-se de recuperar bolas e esteve quase sempre no sítio certo. Falhou três ou quatro passes, nem sempre por sua culpa e por duas vezes perdeu bolas por excesso de confiança. Bom jogo do internacional português.

Adrien - Não fossem o golo (e que grande golo!) e aquela jogada em que aparece na cara do redes adversário e a primeira parte teria sido desastrosa. Esteve muito mal no capítulo do passe e constantemente fora do jogo.
A segunda parte foi bem melhor e mais perto do Adrien habitual. Bisou, marcando irrepreensivelmente uma grande penalidade.

Mané - Mais uma noite desinspirada. Precisa urgentemente de melhorar no entendimento do jogo. Tem técnica, velocidade, mas demora muito tempo a pensar e é isso que o impede quase sempre de dar o melhor seguimento aos lances. Têm em Nani e Carrillo bons exemplos para seguir. Foi bem substituído e na altura certa.

Nani - Influente, como sempre, na manobra ofensiva da equipa mas menos preponderante do que o habitual. Não se pode dizer que tenha estado menos bem, mas já teve dias melhores (talvez o facto de vir de lesão o tenha condicionado um pouco).

Carrillo - Que senhor jogador está o peruano! Defende bem, ataca ainda melhor, temporiza, acelera e parece estar 'no ponto'. Foi o melhor em campo e, volto a dizer: a renovação do contrato é para ontem e com a merecida revisão salarial, à medida da sua preponderância no 'onze'. Uma assistência para golo (mais uma) e dois penaltis sofridos (embora só um tenha sido assinalado) atestam bem a importância de 'la culebra'.

Slimani - Mais um jogo à Slimani. Corre, luta, pressiona, desgasta a defesa e lá acabou por picar o ponto numa boa jogada de entendimento com Jefferson. Continuo a preferir o perfume de Montero, mas a garra de Slimani é muito importante e vai fazer-nos falta nos próximos jogos.

João Mário - Não atravessa um momento de grande fulgor, mas entrou bem, beneficiando de ter integrado o jogo no melhor momento da equipa.

Montero - Entrou com pouca vontade, mas podia ter feito um golo que seria importante para aumentar a moral para os próximos jogos, onde vai ser peça chave.

Rosell - Entrou nos descontos e a sua substituição já estava programada a pensar na 'auto-expulsão' de Nani.

 

Hoje joga o Sporting

Bora lá falar de futebol para desenjoar da novela mexicana a que vimos assistindo nos últimos dias.

O jogo é com o Estoril de José Couceiro, o derrotado nas últimas eleições à presidência do Sporting. 

O nosso treinador é Marco Silva, o antigo treinador do Estoril.

Espero que o nosso treinador saiba aproveitar o facto de conhecer muito bem a maioria dos jogadores do plantel do Estoril. Tenho esperança de que dará instruções aos nossos jogadores para explorar os pontos fracos de alguns jogadores do Estoril.

E claro que espero ver a turma de Alvalade a vencer.

Lá estarei, no meu lugar habitual e espero ver uma vitória do Maior. Neste momento, dispensa-se a nota artística. Quero ganhar...sem erros de arbitragem!

Mais uma vez e à semelhança do jogo da passada segunda-feira em Guimarães não temos conhecimento da lista de convocados, em virtude do corte de relações do Clube com a imprensa.

Assim sendo, vou pôr-me a tentar adivinhar...

Guarda-Redes: Patrício e Boeck (aqui não há dúvidas)

Defesas: Cédric, Paulo Oliveira, Maurício, Sarr, Jefferson e Geraldes

Médios: William, Rosell, João Mário, Adrien e Gauld

Avançados: Carrillo, Nani, Mané, Montero e Slimani

Claro que Marco Silva voltará a apostar num 'onze' mais rotinado. Será importante o regresso de Adrien, a quem espero que tenha feito bem o descanso.

Claro que Marco Silva insistirá em Slimani de início e provavelmente voltará ao plano A, com três médios de raiz e, portanto, com Montero de volta ao banco de suplentes. Não me agrada ver o colombiano no banco, sobretudo quando está, na minha opinião, num melhor momento que Slimani.

Assim sendo, aqui vai a minha equipa para vencer o Estoril.

scp - est.png

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