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Grande Artista e Goleador

453 vezes Rui

Não era necessário que Rui Pedro dos Santos Patrício igualasse Hilário Rosário da Conceição para ser elevado a lenda do Clube.

Patrício já o era e só lhe falta um título nacional pelo Sporting para abrilhantar ainda mais esse estatuto. Hilário foi três vezes campeão e ainda juntou a esses títulos três taças de Portugal e uma Taça das Taças.

Campeão nacional de iniciados, juvenis e juniores e já com todos os troféus "menores" alcançados pelo Sporting, não será ainda este ano que Rui Patrício acrescentará a Liga Portuguesa ao seu palmarés.

Ainda assim os (pelo menos) onze jogos que faltam disputar certamente tornarão a sua fidelidade difícil de igualar no futuro.

Rui Patrício merece o nosso respeito, admiração e gratidão. Ninguém mais do que ele merece levantar o caneco que todos desejamos. Talvez para o ano.

  

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SPORTING CP 2-0 Viktoria Plzeň: De avião mas em gestão

Confesso que não conhecia a equipa do Viktoria Plzeň. Tinha a noção que nos era acessível, que tinha jogadores de valia inferior mas deu para constatar que estão a anos luz de nós em termos individuais, colectivos, de dinâmica, intensidade e mentalidade. Só um Plzeň atrevido teria ganho em Alvalade. A estratégia de vir para perder por poucos podia e devia ter-lhes saído mais cara.

 

O Sporting entrou algo apático, apenas com dois ou três jogadores empenhados em imprimir alguma dinâmica. Para os checos, defender uma equipa que pouco se mexia tornou-se fácil. Era um Plzeň encostado aos últimos trinta metros que o Sporting raramente se esforçou por "chamar" ou tentar desposicionar.

Uso a expressão "raramente" com a noção de que nem é a mais correcta. O Sporting conseguiu várias vezes baralhar as marcações aos checos mas nunca o fez com a intenção, intensidade ou frequência suficientes para provocar mais erros e jogadas claras de golo.

De tal forma que Montero passou 45 minutos a dar linhas de passe (raramente correspondidas) e o Sporting só marcou já para lá desses 45 minutos, na última jogada da primeira parte.

Foram Bruno Fernandes, Gelson e Coentrão os únicos a acompanhar Montero, numa primeira primeira parte jogada a ritmo de passeio.

 

O bis de Montero logo a abrir a segunda parte prometia mais animação e uma cavalgada (esperava eu) rumo à goleada e ao descanso na eliminatória.

A equipa ainda pressionou e continuou a procurar o golo durante uns minutos. Viram-se algumas jogadas bem delineadas mas depressa regressou a apatia e aparente gestão de esforço, que nunca foi necessariamente uma boa opção de gestão do jogo e da eliminatória.

O Sporting fez um jogo seguro o suficiente para vencer uma equipa fraca, mas escusou-se a resolver a eliminatória em Lisboa, levando os checos com esperanças para a segunda mão e, acredito eu, em certa parte contentes com a prestação e o resultado em Alvalade.

O resultado foi positivo mas não espelha de forma alguma a diferença entre as equipas e muito menos retira ao Plzeň qualquer esperança no apuramento.

 

Vou tentar controlar a raiva que me deram os últimos trinta minutos de jogo, com o Sporting apenas a gerir esforço, sem sequer conseguir ter controlo total do jogo. O Viktoria Plzeň chegou a assustar em três ou quatro ocasiões e não mais procurámos o golo com afinco.

Montero desapareceu do jogo (porque não mais o procuraram) e jogadores que podiam ter descansado logo aos dez minutos da segunda parte fizeram recuperação activa durante mais uns quantos.

Era o jogo ideal para levantar a moral de jogadores e adeptos, para golear sem contemplações, para mostrar quem manda, para lavar a alma. Em vez disso, foi apenas mais um jogo em que, sendo competentes, nos faltou ambição para sermos contundentes e dar ânimo a algumas peças que ainda nos vão ser necessárias.

Fredy Montero marcou dois golos mas merecia mais. Merecia ter tido mais jogo, merecia ter podido oferecer mais jogo aos colegas e facilmente sairia deste jogo com um hat-trick e, no mínimo, uma assistência. Vindo sem ritmo e com uma pré-época para fazer, já colocou a sua produção a um nível superior à de Doumbia.

Bruno Fernandes, Fábio Coentrão e Mathieu foram dos poucos que fizeram pela vida e mostraram que, para eles, não há jogos fáceis nem onde não se dê tudo. Fernandes pecou por tomar algumas decisões erradas mas deu tudo do princípio ao fim e foi quem mais procurou as situações de finalização.

Gelson foi empenhado e competente mas demasiado inconsequente e podia ter descansado quase toda a segunda parte, dando mais tempo de jogo a Bruno César, por exemplo.

Há jogos em que Acuña me tira do sério. Ontem foi um deles. Tirando o remate à barra, foi praticamente zero.

Era o jogo ideal para testar a capacidade ofensiva de Ristovski e o Macedónio voltou a não me convencer. Deu pouca profundidade ao flanco direito e quando chegou lá à frente foi pouco atrevido e esclarecido. Acho-o uma boa alternativa a Piccini mas não tem o nível do italiano. A defender voltou também a dar algum espaço.

 

Não sei o que disse Jesus depois do jogo mas eu não fiquei satisfeito com a produção da equipa e, consequentemente, com o resultado, que em nada nos descansa. A ausência de William e Coates na segunda mão só me deixam mais nervoso e inseguro, com medo de um daqueles dias em que "o Sporting resolve ser Sporting". 

Seja como for, estamos bem encaminhados e temos obrigação de voltar a vencer na República Checa.

 

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