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Grande Artista e Goleador

Hoje joga o Sporting

Mathieu é a única ausência de monta na convocatória, que inclui Piccini, em dúvida até à última hora.

Na ausência de Bruno César, castigado, será Iuri Medeiros o provável suplente de serviço, sendo que Palhinha deverá voltar a ficar na bancada.

 

Sobre o jogo. É mais um. Todos serão fundamentais na luta pelo título, todos são finais, todos são de margem de erro nula e enorme pressão.

Há que saber lidar com isso e garantir uma dinâmica ofensiva capaz de desmontar a estratégia defensiva do Marítimo, que é uma das boas equipas do nosso campeonato.

 

Vai ser preciso mais e melhor do que aquilo que se viu na Luz, na jornada passada.

Eu quero o Sporting campeão!

 

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Candidatos em tudo

A tarde de ontem veio mostrar que, desta vez, parece mesmo que seremos candidatos a ganhar tudo, em todas as modalidades.

 

O empate com o Benfica em hóquei em patins soube a pouco mas foi bom de ver a segurança e ambição dos nossos jogadores no controlo do jogo e na vontade de o vencer.

O cenário mudou. Já não vamos como "tomba-gigantes" ou como underdog. Estamos na luta com as mesmas armas e isso viu-se na atitude de ambas as equipas ao abordar o último minuto. O Benfica respeitou-nos e guardou um ponto, adiando o "assalto" ao primeiro lugar para a próxima oportunidade e o Sporting mostrou que estava até disposto a correr riscos para ganhar os três pontos que, de resto, merecia.

Seguimos na liderança, permanecemos invictos e perdemos ontem os primeiros pontos da época. Não há drama e confio que, se dividirmos pontos na maior parte dos confrontos directos, não haverá grande mal nisso.

Disputamos o título com grandes equipas e não tenho dúvidas que, em Portugal, moram quatro dos mais fortes conjuntos europeus. Não será um empate com o actual vencedor da Taça Intercontinental que abalará a nossa união e nos desviará do nosso foco.

Este grupo parece-me fortissímo e com mentalidade e capacidade de sofrimento que só os campeões têm. Segue-se uma visita ao Dragão Caixa, com um Porto que ainda jogará hoje com a Oliveirense.

 

Na Luz, o voleibol começou primeiro mas acabou imediatamente depois do apito final no Pavilhão João Rocha.

Destaco também aqui a ambição e determinação que este grupo revela. Só uma equipa, na verdadeira acepção da palavra sairia do Pavilhão do Benfica com a vitória depois de perder os dois primeiros parciais.

O nosso principal rival venceu os dois primeiros sets de forma segura, demonstrando superioridade na fase decisiva de ambos.

O terceiro set foi equilibrado até final, com incerteza no marcador e chegou a pairar na Luz o espectro de uma vitória tranquila e um regresso à liderança do campeonato. 

Só que não... os pupilos de Hugo Silva (que me parece um excelente líder) mostraram que são verdadeiros leões e agarraram o jogo "pelos tomates". Viraram o texto no final do parcial e mostraram que estavam vivos e de saúde.

Os dois últimos sets foram ganhos com a mesma segurança com que o adversário nos venceu os dois primeiros, sendo que a pressão acrescida de lutar duas vezes contra o final do encontro nunca pesou nas costas dos nossos jogadores.

A vitória mantém-nos líderes, ainda que hoje o Benfica possa passar para a frente, visto que disputará mais um jogo, enquanto que nós descansamos.

 

Hoje à tarde, o futsal tem um teste de fogo que será apenas isso; uma boa oportunidade para pôr à prova o líder invicto da Liga SportZone. A liderança não está em causa e o Benfica, 2º classificado, até perdeu ontem em Belém mas são estes jogos que nos acordam para uma realidade em que queríamos estar mais vezes. Esta equipa precisa de desafios constantes e mais exigentes dos habituais para estar no nível que se pretende nas decisões mais importantes da época.

Inter Movistar e Barcelona, dois dos adversários que teremos pela frente em Abril, na final-four da UEFA Futsal Cup empataram ontem em casa e o Barça não venceu três dos últimos cinco jogos.

Nós temos de nos motivar com pequenos objectivos, algo que nos puxe até um limite que só um adversário verdadeiramente forte e competitivo consegue.

O Braga, finalista do ano passado na nossa Liga, é um bom adversário para colocar à prova a nossa invencibilidade. 

Em mais um dia de casa cheia, antes de mais um jogo de futebol no Estádio José Alvalade, prevê-se um excelente espectáculo de futsal e um bom teste à melhor equipa de Portugal.

Vamos a isso!

 

Aproveitem para consultar a Agenda Leonina, onde podem encontrar muitos motivos de interesse (link).

 

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A incessante procura pela última coca-cola do deserto

Estávamos quase em Novembro quando o João Novais foi titular pela primeira vez esta época. Foi contra o Sporting e, aproveitando a deixa do Chico, que não podia jogar, foi um dos melhores em campo..
 
Até lá, só tinha jogado 55 minutos, divididos em 6 jogos.
 
Daí para cá foram 11 titularidades em 12 jogos, 893 minutos jogados e 9 golos marcados, a maioria deles de belo efeito e 3 deles na sequência da marcação exemplar de livres directos (algo raro e muito valioso, sobretudo no nosso campeonato).
 
1 golo a cada 99 minutos. Um médio com números de ponta-de-lança (e não serão de um ponta-de-lança qualquer).
 
Claro que isto será uma fase. O Novais, que tinha 7 golos em toda a carreira como sénior, tem apenas 24 anos e pulverizou todos os seus números numa sequência de oportunidades que não desperdiçou. Não vai ser sempre assim mas, se Miguel Cardoso não lhe tem dado aquela oportunidade e lhe tem dado continuidade, ninguém saberia quem é o João Novais.
Assim, temos mais um jogador que, de repente, tem todos os olhos em cima de si e vai começar a sentir a pressão. Ainda não soçobrou mas um dia vai quebrar. No entanto, teve o seu espaço para mostrar que tem valor e naquilo em que é melhor.
 
Com 24 anos, tem muito para melhorar, se fizer uma boa gestão da sua carreira.
 
Digo isto não só porque aprecio o jogador mas sobretudo porque isto não se aplica a um único jogador do plantel do Sporting e eu acho isto problemático e motivo de reflexão.
Com base em pouco mais do que treinos, vamos mudar 5 ou 6 peças do elenco. Tudo sem saber que cá tínhamos o nosso "Novais".
 
Jesus usou um núcleo duro de 12 jogadores, que jogaram a maior parte do tempo, sendo que três se encontram num patamar abaixo (Podence, Doumbia e Jonathan).
Destes três jogadores, nenhum teve uma sequência de jogos que lhe permitisse dar aquele salto competitivo, embora cada um deles tenha aportado algo à equipa, pontualmente.
 
Gelson Dala e, provavelmente, Iuri Medeiros e João Palhinha sairão nesta janela de mercado sem se saber se tinham ou não algo a acrescentar ao grupo, mais não fosse para folgar um ou outro dos tais 12 que jogam sempre.
 
Sem colocar em causa o valor de qualquer dos recém-contratados, todos eles vão necessitar de oportunidades e terão de mostrar valor ainda em período de adaptação (sobretudo Wendel e Misic).
Terão em cima deles um peso e uma pressão ainda maior que a que condenou um jogador como Iuri Medeiros, que tinha tudo para ser o nosso "joker", como o Novais tem sido no Rio Ave.
Serão assaltados por uma incrível necessidade de mostrar algo, alargando esse tal núcleo duro onde Palhinha nunca entrou, ficando nós sem saber se ele podia ter sido o melhor substituto para Adrien.
 
Estou no campo das suposições, porque nem Iuri nem Palhinha saíram ainda do Sporting mas estou em crer que isso acontecerá. Alguém terá de sair e as opções são evidentes e têm na utilização dos jogadores um sinal claro.
 
Vamos agora aos reforços...
 
Não conheço Wendel. É mais um "prodígio" vindo do Brasil, a quem auguram grande futuro mas sobre quem cairão, naturalmente, as dúvidas da capacidade de adaptação ao futebol europeu.
A verdade é que o Sporting tem recrutado pessimamente no Brasil. Desde Liédson que não vem um craque de Terras de Vera Cruz. Depois disso, Polga e Rochemback (este, vindo de Barcelona) foram os únicos brasileiros verdadeiramente úteis. Depois destes, a lista de brasileiros que pisou o José Alvalade é deprimente, pese embora um ou outro que nos ajudou de forma pontual.
Tomara que Wendel seja o próximo Liédson e nos ajude tanto como o "Levezinho", mesmo que em tarefas diferentes.
 
Também não conheço Misic. É, tal como Wendel, um jovem mas actuava num campeonato que, embora europeu, não se aproxima sequer da competitividade do "Brasileirão". É uma incógnita total, não terá implicado um grande esforço financeiro e, se parecer tão bom como Ristovski (que também veio do Rijeka) pode ser que...
É internacional croata. Algo que, só por si, não é mau cartão de visita, visto que a Croácia tem uma bela selecção.
No entanto, dou por mim a perguntar porque se renovou com o Palhinha...? É que, por momentos, pareceu que tínhamos intenção de apostar nele.
 
Por fim, Rúben Ribeiro.
Assumo que não tenho grande fezada, não por não reconhecer valor ao jogador mas por um qualquer feeling.
Reconheço que pode trazer coisas boas que, por exemplo, Bryan Ruiz já não traz (e nem vale a pena teimar mais) e, pese embora o pessimismo, há um ponto a favor do Rúben que pode ser determinante. Não necessita de adaptação, não é evidentemente alguém com falta de confiança e, aos 30 anos, terá a oportunidade de ouro que há muito reclama e muitos têm reclamado por ele.
Terá pela frente uma prova de fogo mas também a oportunidade de uma vida, sendo que está, em termos de maturidade, em "ponto de rebuçado".
Reforço; embora pessimista, sei que Ribeiro será útil. A minha dúvida é se será determinante, pois é disso que nós vamos precisar para atacar todas as frentes a que nos propomos. Lá no fundo, sei que ele é capaz. Veremos se concretiza as minhas melhores expectativas. Se o fizer, pode até entrar nas contas para o Mundial, pese embora o conservadorismo de Fernando Santos.
 
Termino regressando à ideia inicial. Estamos na silly season. Todos querem encontrar a última coca-cola do deserto, muitos estão dispostos a loucuras por isso mas, no fim, só há uma e às vezes até a temos na mochila.
Tomara que dê certo, que tomemos as melhores opções e que o resultado da abordagem ao mercado de janeiro não reflicta os mesmos erros de há duas épocas atrás.
 
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