Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grande Artista e Goleador

Hoje joga o Sporting

Nesta que é a oitava participação do Sporting no formato "Champions", teremos de fazer o que nunca fizemos para atingir os oitavos-de-final.

O jogo de hoje é decisivo e, se queremos acalentar a esperança do apuramento para a fase a eliminar, ao mesmo tempo que praticamente garantimos o acesso à Liga Europa, temos de ganhar à Juventus.

Sim, eu sei que a "Juve" não é uma equipa qualquer e também sei das nossas limitações, sobretudo depois das lesões da passada sexta-feira e do cansaço acumulado visível em vários dos jogadores. Mas também sei que, se há um jogo em que temos de jogar as fichas todas na Champions, é este. Guardar tudo para o final não nos costuma ser favorável.

 

Só por uma vez o Sporting passou aos oitavos da Liga dos Campeões. Em 2008/2009, num grupo também com o "Barça" e onde figuravam também o Shakhtar e o Basileia, o Sporting encarou a segunda volta de confrontos já com seis pontos, factor fundamental para assumir a candidatura aos inéditos oitavos, que terminaram em Munique, como todos nos lembramos.

 

Hoje o Sporting encarará a quarta jornada apenas com três pontos e sabendo que, se perder, estará irremediavelmente afastado da Champions. É importante não nos expormos a essa possibilidade, até porque nunca se sabe se o Olympiacos não provoca uma surpresa em casa, ao Barcelona. 

Ganhar é importante, por forma a equilibrar o confronto directo com os italianos. Empatar é um mal menor que já nos deixaria com uma esperança muito ténue no apuramento, pois mesmo que a Juve escorregue com o Barça e nós ganhemos aos gregos, teremos de ir inverter o cenário em Nou Camp, a contar com um deslize da equipa de Allegri.

 

Não estou aqui a inverter nenhuma das nossas prioridades. Eu também sei que é o campeonato o nosso foco mas o jogo com o Braga é só no dia 5 e não podem haver desculpas nem poupanças. Já bastam os que não poderão, de todo, dar o seu contributo.

Os dois próximos jogos para a Champions são em casa. Duas vitórias garantem a continuidade na Europa e a luta pela presença nos oitavos-de-final até à última jornada.

 

Não é dia para pensar no Braga, que ainda jogará na quinta-feira para a Liga Europa. Os cinco dias de intervalo são mais do que suficientes para preparar a equipa e, mesmo que já haja desgaste acumulado do passado fim-de-semana, depois só voltaremos a jogar no dia 16, para a Taça de Portugal, com o Famalicão, antes de receber o Olympiacos para a Champions.

Mesmo que Jesus ande a espremer o onze habitual até ao limite, parece-me evidente que o calendário nos é favorável. Não podem haver desculpas, até porque o Sporting não tem apenas 11/12 jogadores de qualidade.

 

Hoje é dia de meter a carne toda no assador, sabendo que não temos a carne toda à disposição. É dia de acabar com as vitórias morais e bater o pé a um dos gigantes da Europa. 

Há que ter ambição. Este não é o nosso campeonato mas não podemos deixar de fazer o melhor. Uma vitória sobre o vice-campeão europeu terá o dom de aumentar o ego, a confiança e evitará uma machadada na moral da equipa.

Eu acredito num resultado positivo, que eleve novamente o nível das exibições e nos mantenha no topo, com aspirações em todas as competições.

 

É seguir o exemplo dos juniores, que estão a vencer ao intervalo com um golo do inevitável Rafael Leão e, caso vençam, dão um passo de gigante pelo menos para o playoff de acesso aos oitavos-de-final, ainda que o apuramento directo esteja totalmente em aberto.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Rio Ave 0-1 SPORTING CP: Dost resolveu um jogo que Patrício segurou

Não são nestes jogos que se ganham os campeonatos mas são nestes jogos que se fazem os campeões.

Os campeonatos ganham-se no fim. O estofo para estar bem no fim ganha-se nestes jogos.

Tal como eu previa, foi um jogo difícil. O Rio Ave criou-nos muitas dificuldades, independentemente das ausências no seu onze habitual.

O Sporting apresentou-se na máxima força mas não em força máxima. Jesus disse no final que a equipa está a pagar o facto de jogar sempre com os mesmos e, aqui, tenho de o criticar, dando-lhe razão. É trabalho do treinador manter toda a gente pronta. É trabalho de Jesus ter uma segunda linha preparada e não desmoralizada. Só assim aguentaremos uma época com mais de 40 jogos que se quer bem sucedida.

 

O Rio Ave foi quase sempre eficaz a travar a nossa saída em ataque organizado, algo que nunca conseguimos fazer com a organização ofensiva oposta.

A equipa de Miguel Cardoso tinha a lição bem estudada e aproveitou bem a incapacidade defensiva do Sporting de pressionar a sua primeira zona de construção. Dois, três toques, passe vertical e remate à baliza de Rui Patrício. Foi isto a primeira parte toda. Muito por culpa da nossa falta de intensidade e fraco posicionamento defensivo.

 

Ao intervalo Jesus sacrificou Podence para a entrada de Battaglia mas não foi pelo baixinho que as coisas não funcionaram. Acho até que Bruno Fernandes teve um rendimento inferior ao de Podence, embora os problemas defensivos se tenham notado mais por desorganização defensiva do que por falta de disponibilidade para pressionar alto. Havia sempre um elemento mal posicionado e isso condiciona ao fracasso qualquer tentativa de ganhar a bola no último terço do terreno, mais ainda quando o adversário tem qualidade na posse de bola.

 

Ao contrário de Jesus, não acho que a entrada de Battaglia tenha melhorado muito a nossa organização. Melhorámos em agressividade mas a qualidade do posicionamento continuou deficiente. Battaglia é o tipo de jogador que não deixa o adversário avançar e, na impossibilidade de ganhar a bola, mantendo-a jogável, parou algumas jogadas em falta.

Foi mais por aí que o Rio Ave foi perdendo acutilância, enquanto nós continuávamos com imensa dificuldade em atacar, tanto em organização como em transição. Mesmo as bolas que ganhámos no meio-campo adversário não foram convenientemente endossadas, muito pela falta de dinâmica e frescura física que a equipa denotou.

 

No meio disto tudo, mérito para a entrega de toda a gente. Seria fácil, mais ainda frente a uma equipa com qualidade, ficar em desvantagem num jogo mal conseguido.

Valeu Patrício e a falta de acerto do Rio Ave, em determinados momentos.

Numa coisa estivemos, de facto, melhores no segundo tempo; a vigia às movimentações de Rúben Ribeiro. É ele o estratega maior da equipa dos Arcos e soubemos condicionar melhor a sua influência no jogo na segunda parte.

 

O VAR, ao contrário do que acontece em outros campos, funcionou, num raro momento em que ganhámos uma segunda bola em zona adiantada e a entregámos convenientemente. Infelizmente Bruno Fernandes estava adiantado, na sequência de um bom trabalho de Bas Dost.

 

Mas, mais do que assistir, a arte do holandês é marcar. Mostrou-o na recta final do encontro, após uma excelente incursão de Battaglia pela esquerda. 

Este minuto do jogo é exemplo perfeito para a expressão "quem não mata, morre". Após um remate do Rio Ave, mais uma vez defendido por Patrício, Guedes falha a recarga de forma incrível. O Sporting sai para o ataque, mais uma vez com grandes dificuldades, e é um ressalto de Yazalde que, na pressão a William, coloca a bola nos pés de Battaglia e propicia o desequilíbrio.

O resto foi tudo bem feito pela dupla das "pampas" e finalizado da melhor forma porBas "Thunder"Dost.Battaglia fez a sua melhor acção em todo o jogo. Recebeu a bola, endossou aAcuña e preparou a movimentação de rotura.Acuña atrai o adversário e liberta a bola no espaço.Battaglia recebe e, sem complicar (algo que faz algumas vezes), cruza de imediato paraDost que, no limite do fora-de-jogo (em posição legal, ao contrário do que por aí querem fazer crer), finaliza da melhor forma e liberta a tensão de um jogo de sofrimento, em que soubemos aguentar o barco e matar na hora certa.

Não são nestes jogos que se ganham os campeonatos mas são nestes jogos que se fazem os campeões.

Os nossos souberam sofrer até final, mesmo com Piccini a terminar o jogo lesionado, em superação.

Estamos na frente, o Porto joga hoje um dérbi que já foi mais escaldante mas é sempre emocionante, e vai certamente sentir a pressão do momento.

 

Terça-feira há mais e veremos como responde a linha defensiva, que vai sofrer alterações, fruto das lesões de Mathieu e Piccini.

Nota final para o excelente apoio dos Sportinguistas do norte, que disseram "presente" e, mesmo depois do final do jogo, não arredaram pé para desejar que o Sporting seja, no final, campeão.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

A frase vem do nosso futebol feminino e cada vez mais deve ser aplicada a todas as equipas: "Não há desculpas!"

Não porque não haja tolerância a uma noite menos inspirada, a uma bola que teima em ir à trave ou um golo na baliza errada. É porque o nosso estatuto a isso obriga, porque a direcção investiu para que as desculpas de nada servissem. 

Somos melhores que o Rio Ave e, se trabalharmos o mesmo que eles (e eles vão trabalhar muito), sairemos de Vila do Conde com três pontos. Suados ou não, três pontos. 

Se assim não acontecer, não seja nunca por falta de empenho, entrega ou inspiração. 

 

Não há desculpas!

 

Não para o desleixo ou para algum tipo de relaxamento.

É preciso ser sério e competitivo. Que se tenha a noção que em cada jogo se disputa mais do que simples três pontos. Que o orgulho dos adeptos é sempre o mesmo mas a alegria depende do sucesso, mesmo que não seja ele que define se nós lá estaremos ou não.

 

Nós vamos lá estar! ...e não aceitaremos desculpas. Queremos suor e um sorriso no final. Se houver suor, haverá da nossa parte sempre uma palavra de conforto ou alento. Depois disto, às 23 horas, poderemos dizer que terça-feira há mais.

 

O jogo de hoje é muito importante. Este campeonato vai decidir-se no detalhe e será o empenho, a garra, a raça que nos deixarão mais perto do tal pormenor que fará a diferença.

Foi sempre assim no passado. Não será diferente agora.

 

Vamos, leões!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Zoran Lemajic: "Falta pouco para ganhar o campeonato. Espero que seja já este ano."

"Gostava do Sporting. Repare eu jogava no Sporting Farense. Era uma filial. Desde que cheguei a Portugal que gostei logo do Sporting. Estas coisas não se explicam. Aliás, eu já antes de vir conhecia bem o Sporting. Vi muitos jogos do falecido Damas. Ficou-me na memória, o tempo passou e fiquei sportinguista. Eh eh eh."

 

Zoran Lemajic foi um dos melhores guarda-redes que passaram por Portugal na primeira metade da década de 90. Revelou-se no Farense, onde se chegou como praticamente um desconhecido e saiu com o prémio de melhor da Liga em 1992/93. Passou pelo Boavista, chegou ao Sporting, acabou no Marítimo.

Jogou três finais da Taça, por três clubes diferentes. Conquistou uma. «Na altura era o estrangeiro que tinha jogado mais finais da Taça», conta. Ganhou uma Supertaça ao FC Porto, pelo Boavista. Construiu uma carreira digna em Portugal e ainda hoje é recordado, sobretudo por adeptos do Farense, mas também Boavista e Sporting, onde não descurou.

Em conversa com o Maisfutebol, o atual treinador de guarda-redes do Al-Ahli, do Qatar, recordou os duelos com o Benfica, que quase nunca lhe correram bem: defendeu as redes do Boavista na final da Taça perdida por 5-2 e era ele o guardião leonino no famoso 3-6 de Alvalade. Um dia em que diz ter «voltado a casa tranquilo». «Não tive problemas com os adeptos. É sinal que fiz o que pude», conta.

Ainda a saída de Alvalade com a direção de Santana Lopes que «percebia pouco de futebol» e a experiência no Marítimo onde tinha dado jeito...ser solteiro.

 

Os números de Lemajic em Portugal

1989/90- Farense (II Liga), sem dados

1990/91- Farense, 38 jogos

1991/92- Farense, 31 jogos

1992/93- Boavista, 23 jogos

1993/94- Sporting, 25 jogos

1994/95- Sporting, 9 jogos

1995/96- Marítimo, 27 jogos

Boa tarde Lemajic. Foram sete anos em Portugal e muitos jogos somados em vários clubes, mas já há muito que não ouvimos falar de si. O que faz por estes dias?

Sou treinador no Qatar. Já é o terceiro ano. Estão aqui alguns portugueses, como o Jesualdo Ferreira. Atualmente sou treinador de guarda-redes do Al Ahli. Finalizei a minha carreira na Escócia e fiquei sempre ligado ao futebol. Primeiro na seleção. Quando comecei ainda era Jugoslávia, depois estive na equipa técnica da Sérvia e Montenegro no Mundial da Alemanha.

Como foi essa experiência no Mundial?

Foi ótima. No apuramento tivemos um grupo muito difícil, que tinha a Espanha, e ficamos em primeiro no grupo. Depois a presença na Alemanha já não foi como esperávamos. Entramos com muitos problemas, coisas fora do futebol. Falava-se mais da separação da Sérvia e Montenegro do que de futebol.

Muita política pelo meio.

Sim, muita. Fica a memória da qualificação, foi a fase mais bonita. E estar no Mundial foi o ponto mais alto da minha carreira de treinador. Um sonho.

Lembra-se como veio parar ao Farense?

Claro. Recebi um convite de um grande empresário que tinha estado ligado ao New York Cosmos. Tinha colocado grandes jogadores da América. Houve então a hipótese de ir a Portugal e fui treinar ao Farense, que estava na II Liga. O Paco Fortes era o treinador. Gostou do que fiz e disse-me que já não ia embora.

Conhecia o Farense?

Praticamente nada. Lia sempre algumas notícias internacionais sobre o futebol português, mas do clube não conhecia nada. Foi uma surpresa ótima, por tudo. O Algarve é uma região fantástica, o Farense tinha uma massa associativa muito boa. Mesmo na II Divisão já havia um projeto forte para subir. Subimos e depois fomos à final da Taça pela primeira vez.

Contra o Estrela da Amadora.

Isso mesmo. Jogamos uma finalíssima na altura, lembra-se? Foi uma experiência muito boa. Tenho o Farense no meu coração.

Como foi trabalhar com Paco Fortes?

Ele era muito duro e muito profissional. Mas também respeitava muito os jogadores e toda a gente. Tornou-se uma figura do clube e do Algarve. Era muito boa pessoa. Era um catalão exemplar. Duro, honesto, direito. Puxava muito pelos jogadores. E depois, claro, é um treinador que tinha jogado com o Cruijff no Barcelona. Depois disso, não era preciso muito mais para ser um grande treinador.

Tinha a escola toda, como se costuma dizer.

Isso. Eh eh eh. É verdade.

Falou da final da Taça que jogou pelo Farense, depois quando mudou de clube voltou ao Jamor pelo Boavista, não foi?

Sim. Agora não sei, mas naquela altura era o estrangeiro que mais jogou finais da Taça. Ainda joguei pelo Sporting também, a única que ganhei. E também ganhei uma Supertaça pelo Boavista. Faltou-me o campeonato.

Mas a Taça era uma competição especial para si?

Não era bem isso. Era sorte, se calhar. As equipas onde jogava queriam sempre ganhar, em qualquer competição. No Farense o objetivo foi andar até onde conseguíssemos. Conseguimos muito e ficamos na história. No Boavista, que na altura era um clube muito forte, com uma direção forte, com o presidente Valentim Loureiro, com planos grandes, o objetivo era claramente ganhar a Taça. Fomos à final e ganhámos a Supertaça ao FC Porto.

A final da Taça que jogou pelo Boavista ficou marcada pela exibição do Paulo Futre.

Muito forte aquele Benfica. O Futre estava endiabrado, mas havia tantos bons jogadores...

O Lemajic não tinha, de facto, muita sorte a jogar contra o Benfica. Além desse ainda há aquele famoso 3-6 quando estava no Sporting.

Pois foi...Claro que não havia muita sorte. Mas há uma parte importante: sofri seis golos e não tive culpa em nenhum. Ainda defendi quatro ou cinco. Aliás, nesse dia fui para casa tranquilo, não tive problemas com a massa associativa. Isso é sinal que fiz um bom trabalho. Fiz o que podia. Só não tive sorte.

Podia ser qualquer um na baliza, não é?

Sim, sim. O João Pinto nunca mais marcou três golos na carreira dele. Naquele jogo marcava tudo. Podia estar lá Dassaev, Buffon, quem fosse...

Aquele jogo marcou-o?

Um pouco. Perdemos por erros individuais e qualquer coisa mais. Ainda me lembro muito bem de todos os golos. Não dá para ter pesadelos, mas é duro. Mas como profissional estamos preparados. Claro que perder com o vizinho não é nada bom, mas isto é o futebol. O Benfica também tinha perdido 7-1 com o Sporting uns anos antes. O futebol é assim, é preciso andar para a frente.

O Sporting tinha, na altura, uma equipa que era, para muitos, a mais forte em Portugal. O que falhou para não terem sido campeões?

Na altura achávamos que ninguém nos ganhava. Éramos uma família, havia uma relação muito boa entre jogadores e treinador. Depois foram pequenas coisas que fizeram a diferença. Em alguns jogos os árbitros não estiveram à altura, também. Não gosto de atirar a culpa para outros, também é verdade que fizemos alguns jogos maus, especialmente então aquele contra o Benfica. Foi quase no fim, foi um jogo que mexeu connosco. Aconteceu assim, paciência.

Houve quem se queixasse das substituições do Carlos Queiroz...

Até hoje, o Carlos Queiroz tem vindo a provar que é um bom treinador. Teve pouca sorte a treinar em Portugal. E no Sporting especialmente.

Antes do Queiroz ainda teve o Bobby Robson. Como foi a experiência?

O Bobby Robson era um senhor do futebol. Acho que naquela altura ainda não tinha percebido bem a mentalidade portuguesa. Entrou em algumas coisas que em Portugal não se aceita. Os portugueses dão valor à honestidade, falar tudo na cara...Acho que ele estava a começar a entender o futebol português, mas já não foi a tempo.

Até porque depois já teve sorte no FC Porto.

Sim e isso não é coincidência. Acho que o sucesso dele no FC Porto se deve muito ao presidente Pinto da Costa. Na altura o senhor Pinto da Costa era uma excelência do futebol, um senhor do futebol. Mandava em tudo, como se diz. O FC Porto sempre teve uma equipa muito compacta, nortenha, rija. Uma família. E com ajuda do presidente, cada treinador que lá chegava podia contar com sucesso.

E a passagem pelo Sporting pode ter ajudado a não cometer os mesmos erros.

Sim, não cometeu, de todo.

Com o Queiroz teve uma disputa mais acirrada pela titularidade com o Costinha. Como foi esse período?

Veja lá, o Costinha tinha vindo comigo do Boavista. Era um jovem com muito talento. Podeira ser um guarda-redes para o futuro do Sporting. Nunca tive qualquer problema com o Costinha ou com qualquer outro colega. Na altura também estava o Paulo Morais e depois chegou o Tiago. Nunca tivemos problemas. Foi uma questão de eu ser mais experiente e eles mais jovens. O treinador no final decidia, mas foi sempre saudável. Excelente relação.

No tempo do Boavista destaca-se, então, a conquista da Supertaça. Como foram aqueles jogos com o FC Porto?

Duas grandes batalhas. Jogos muito difíceis. Ganhámos com mérito. O Manuel José percebia muito bem a mentalidade do Boavista. Conseguiu manter uma equipa muito forte, nesse ano ganhamos três ou quatro vezes ao FC Porto.

Jogou os dérbis do Porto e de Lisboa. São muito diferentes?

A rivalidade é a mesma, mas o Benfica-Sporting é mais grandioso. É mais um Inter-Milão ou um clássico como o Barcelona-Real. No Porto era um dérbi mais da região do norte. Era igualmente duro porque o Boavista batia o pé a todas as equipas.

Alguma vez teve possibilidade de ir para outro clube onde acabou por não jogar?

Antes de ir para o Boavista, o Benfica estava interessado na minha contratação. Como o Manuel José é do Algarve conhecia bem as pessoas do Farense. Gostava de mim, via muitos jogos e chegou-se a frente. Naquele ano o jornal Record elegeu-me o melhor guarda-redes da Liga. Um dia apareceu-me o Manuel José com o presidente Loureiro às 6 da manhã, no Algarve, a dizer que o Boavista queria contratar-me. Depois disseram-me que o Sporting também tinha interesse e a verdade é que no ano seguinte foi para lá.

Na altura tinha preferência entre os chamados três grandes?

Gostava do Sporting. Repare eu jogava no Sporting Farense. Era uma filial. Desde que cheguei a Portugal que gostei logo do Sporting. Estas coisas não se explicam. Aliás, eu já antes de vir conhecia bem o Sporting. Vi muitos jogos do falecido Damas. Ficou-me na memória, o tempo passou e fiquei sportinguista. Eh eh eh.

Até hoje?

Até hoje, até hoje. Garanto.

Tem visto os jogos do Sporting? O que tem achado?

Tento acompanhar. O Sporting de hoje tem outras condições. O estádio novo é mais moderno, não é como a antiga Alvalade. Melhoraram as condições, mas o outro estádio tinha mais espírito, tinha muita coisa. Mas é a evolução das coisas. E o Sporting revela sempre grandes jogadores. O presidente Carvalho tem feito um grande trabalho na direção. Está a dirigir o clube como deve ser. Falta pouco para ganhar o campeonato. Espero que seja já este ano.

E, já agora, o que acha do Rui Patrício?

É um grande guarda-redes. Admiro-o muito. A cada ano que passa está melhor. Está ao nível dos melhores da Europa. Pode comparar-se ao Buffon. Ainda vai dar muito ao futebol português.

Voltando de novo atrás: quando sai do Sporting em 1995 para o Marítimo foi com que objetivo? Jogar mais?

A saída para o Marítimo foi a opção da nova direção do Sporting, do senhor Santana Lopes. É um homem da política que nunca percebeu muito de futebol. Provou-se no tempo. É sportinguista, mas não é a mesma coisa ser político e ser um homem do futebol. Admiro o homem, porque é sportinguista, mas depois não esqueço aquela outra parte, de não perceber muito de futebol. Entendi que a direção não estava a respeitar jogadores que deram muito ao Sporting e decidi sair, sem mágoa, para o Marítimo, que me chamou.

Foi uma boa experiência?

Para mim foi muito diferente. Foi a primeira vez que fui para as ilhas. Foi um pouco duro. Era um homem de família. Precisava de mudar tudo, tanta coisa. Se fosse solteiro era mais fácil. Eh eh eh. A nível desportivo foi bom, fiz um bom trabalho no Marítimo.

Gostava que o Sporting tivesse feito mais força para ficar consigo?

Claro que um sportinguista como eu gosta de estar na casa própria. Mas as pessoas que entraram no Sporting pensaram que era preciso tudo novo. Não tinham conhecimento como as coisas funcionavam verdadeiramente. Achavam que mudar tudo ia resultar, mas não foi assim. Acho bem que se queira meter jogadores novos, mas também não há garantias que vai correr tudo bem e ser campeão no final. Perceberam rapidamente que foi um erro. O Sporting pagou isso.

Para terminar, quem foram os melhores jogadores com quem jogou ao longo da sua carreira?

Ui, tantos...Só no Sporting: Balakov, o jovem Figo, Paulo Sousa. Tantos. Vi nascer o Figo, via-se todo aquele talento a aparecer. Ele, o Peixe, Capucho. Muitos jovens. Tenho uma especial admiração pelo Figo porque sempre foi um rapaz que sabia para onde ia. Sempre foi honesto.

 

A entrevista é de João Tiago Figueiredo, publicada no Mais Futebol (link original)

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Quase dois meses de Pavilhão João Rocha e um balanço da Gamebox Modalidades

Na época 2015/16 a Gamebox Modalidades custava 30€ por modalidade (futsal, andebol e hóquei em patins) e 75€ caso o sócio optasse por adquirir as três em conjunto.

O futsal vinha de uma época em que tinha falhado todos os objectivos mas continuava a ser a nossa modalidade mais competitiva, o andebol sofria mudanças, com a vinda de um treinador ex-campeão europeu, que se esperava que nos levasse ao título e o hóquei vinha de uma época formidável, que culminou com uma conquista europeia no ano de estreia como modalidade oficial.

Vivia-se a época do orgulho restituído. O Sporting recomeçava a reerguer-se.

Nada mais viria a ser "pedido" em troca aos sócios, que prestaram um excelente apoio a todas as modalidades durante a temporada. O preço da Gamebox manteve-se inalterado em relação à época anterior, onde tinha aumentado 5€ por modalidade (em 2013/14, custavam 25€ cada, sendo que não havia para o hóquei, que ainda não competia oficialmente pelo Clube).

Queria contribuir mais para as modalidades e, na impossibilidade de comprar Gamebox para as três, visto que tinha Gamebox para o futebol e as deslocações Porto / Lisboa já eram, por si só, dispendiosas, comprei apenas a do futsal, mesmo sabendo que não veria a maioria dos jogos ao vivo.

Recordo que, no total, e por serem contas muito badaladas agora, cada jogo custaria aos sócios apenas 1.50€.

Acabei por ver um jogo da meia-final e outro da final do futsal enquanto que, no restante da época, a Gamebox rodou por amigos com maior disponibilidade do que eu para ir aos jogos.

 

Com a perspectiva de um novo Pavilhão, então em construção, a época seguinte não trouxe alteração dos preços mas tinha uma particularidade. Com inauguração do Pavilhão João Rocha prevista para Março, os 75€ de custo total das Gamebox davam apenas para pouco mais de metade dos jogos em relação à temporada anterior.

O Pavilhão acabou por demorar mais tempo a ficar pronto e quem adquiriu a Gamebox viu todos os jogos da época sem custos acrescidos, apesar de algumas confusões nas bilheteiras dos mais diversos pavilhões. Acabou,assim, por ficar novamente cada jogo a cerca de 1.50€.

 

Em todo este período, os sócios cresceram de forma sustentada, ao ponto de hoje o Sporting ser um dos 5 clubes do Mundo com mais associados.

 

Não sei quais os custos operacionais do Pavilhão João Rocha e admito até que sejam superiores aos custos suportados anteriormente com os mais variados pavilhões utilizados para as diversas modalidades. Seria lógico que o Sporting tivesse calculado todos esses custos, acrescidos ou não, e confesso que não esperava um aumento desproporcionado do custo da Gamebox, que hoje contempla mais uma modalidade, o voleibol.

Um produto que poderia potencialmente custar 120€ (ignorando o desconto que existia para a compra da Gamebox para todas as modalidades) passou a custar 250€, com uma campanha que parecia apenas destinar-se a novos compradores, apresentando como "benefício" o custo de 3.10€ por jogo.

 

Naturalmente que isto não "premiava" a lealdade de quem, ano após ano, comprou a Gamebox modalidades, independentemente de saber antecipadamente que nem sempre havia um pavilhão certo para cada modalidade, visto que os jogos estavam sujeitos a alterações pontuais de recinto.

Até mesmo para os novos compradores o preço não era aliciante para uma adesão em massa ao produto. 3€ por jogo seria mais ou menos o que se pagava na compra jogo a jogo em temporadas anteriores.

O que pareceu foi que, depois da ajuda na construção do Pavilhão, da ajuda no reforço das modalidades, teríamos também de ajudar a financiar os custos operacionais do Pavilhão João Rocha.

 

Para mim, como para tantos outros, mais este "esforço" pedido era demasiado para a minha capacidade de dizer "presente".

O preço apresentado, mais do que uma falta de respeito para com os 696 sócios portadores de Gamebox Modalidades desde 2009/10, bem como mais alguns que apenas compraram depois e que não foram abrangidos na 1ª fase de vendas, era uma desilusão e um freio no entusiasmo dos Sportinguistas, ansiosos por frequentar o maior número de vezes possíveis o Pavilhão João Rocha.

 

Não sei quais eram as expectativas dos responsáveis do Clube mas sei que, tirando os jogos de estreia em competições oficiais de todas as modalidades, os jogos de maior cartaz ou em dias em que jogou o futebol (apenas aconteceu uma vez, até à data), a assistência terá ficado bastante aquém das expectativas, sobretudo no passado sábado, onde o hóquei em patis e voleibol não terão ido além de um terço da lotação do recinto.

Não sei qual a conclusão retirada deste primeiros tempos mas eu já tirei a minha.

Foi-se com demasiada sede ao pote do entusiasmo leonino e, tendo em conta que há umas centenas de bilhetes oferecidos às claques e mais uns quantos a elementos ligados à direcção, arrisco dizer que a adesão à Gamebox terá ficado abaixo do expectável, bem como a venda jogo a jogo, sobretudo pela (fraca) amostra do passado sábado.

 

Em média, os bilhetes têm sido vendidos a 5€ / jogo. O valor é lógico e justo, tendo em conta a valorização do produto "major". Se a Gamebox Modalidades foi avaliada em 3.10€ por jogo, nenhum jogo poderá, individualmente, custar menos do que isso. Por isso, é lógico que os preços se tenham, até agora, cifrado entre os 4 e os 6€ por forma a não desvalorizar o produto principal.

Não me interessa minimamente qual o valor que os rivais cobram por produtos semelhantes. Não há que ter problemas em assumir que se esticou demais a corda e que os 250€ são um valor abusivo para a nossa realidade, mesmo para um clube que, como o nosso, faz do ecletismo bandeira.

 

Como já disse antes, adicionando o voleibol, o produto anterior teria um custo de 30€ por modalidade, sendo que a Gamebox para todas as modalidades teria um custo hipotético de 120€.

O facto de se centrarem os jogos num único pavilhão, de passar a ser possível conciliar as idas ao futebol com os jogos das modalidades e a comodidade e modernismo do novo espaço valeriam, na minha opinião, nesta fase inicial, 25% de valorização (isto já ignorando o desconto que era aplicado antes à venda em "pacote").

Significaria isto que 150€ me parecia um preço justo a pagar pela Gamebox que, no ano passado, custou metade a quem a comprou (com o tal desconto).

Aplicando uma lógica económica nisto, diria que devia ter sido seguida a linha de actuação da Gamebox do futebol, que tem aumentado gradualmente de preço, seguindo a lei da oferta e da procura, tendo assim estabilizado no número de vendas, aumentado a receita e mantendo uma taxa de ocupação superior a 85%.

A valorização de 25% proposta permitiria futuros aumentos no futuro projectando, por exemplo, uma chegada aos valores actuais em 2020, já com um produto estabelecido no mercado e familiar para a muitos dos sócios do Sporting (algo que não acontece hoje).

 

Assim, será difícil para os responsáveis valorizar o produto futuramente, eventualmente tendo mesmo de o desvalorizar para aumentar a procura. Isto não só vai contra toda a lógica económica como seria um péssimo sinal a dar ao público alvo.

Acho importante que o apoio às modalidades seja reforçado. Atingir os 85% de ocupação média no Pavilhão João Rocha, tal como acontece no Estádio José Alvalade é importante não só para a motivação como também para a responsabilização dos atletas e equipas técnicas.

O apoio massivo potencia a performance desportiva porque aumenta o sentido de compromisso e responsabilidade. Não é normal as modalidades em Portugal jogarem de forma consistente para uma plateia entre as 2500 / 3000 pessoas. Dar esse passo é importante para a evolução da mentalidade vencedora que se quer definitivamente implementada no Sporting mas não vamos lá só com exigências aos adeptos, que tanto têm feito pelo Clube nos últimos anos.

 

Os Sportinguistas estão gratos à actual direcção pelo fantástico trabalho de crescimento do Clube em todas as suas vertentes, sabemos reconhecer mérito e apontar os erros. Admitimos o erro como normal mas gostamos de o ver assumido e corrigido assim que possível. Espero que a Gamebox Modalidades possa ser repensada na próxima época, pensando mais nos adeptos e no apoio aos atletas do que na fonte de receita imediata.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

O que andam eles a fazer?

JEFFERSON (Sp. Braga) - 1988-07-05 (29 anos) - Defesa Esquerdo

Contrato (Junho 2020) Cl. Rescisão 45M€

19/10/2017 (Liga NOS) - SP. BRAGA 0-2 Ludogorets
Jefferson foi titular na lateral esquerda e esteve muito activo. Sempre vertical, no apoio ao ataque, não descurou a defesa. Fez um número assustador de cruzamentos (21) e cinco passes para ocasião de golo. Foi o jogador que mais bolas de finalização deu aos colegas em todo o jogo mas sem qualquer aproveitamento. Jogou os 90 minutos.
(WhoScored) Nota 7.35/10
Resumo do Jogo

23/10/2017 (Liga NOS) - Moreirense 0-1 SP. BRAGA
Jefferson repetiu a titularidade no flanco esquerdo e voltou a mostrar que a ideia de jogo de Abel Ferreira se prende, muitas vezes, com a utilização de um dos laterais literalmente como extremo. Na maior parte do encontro, foram essas as funções que Jefferson desempenhou. Tentou 13 vezes o cruzamento, desta vez com maior acerto do que no jogo da Liga Europa. Cinco deles encontraram companheiros, embora apenas um, na marcação de um pontapé de canto, tenha dado origem a uma situação de finalização. Jogou os 90 minutos e não se pode dizer que tenha estado mal.
(MaisFutebol) Nota 3/5
(GoalPiont) Nota 5.6/10
(WhoScored) Nota 7.22/10
Resumo do Jogo

Jogos - 12

Minutos - 1110

Golos - 0

Assistências - 3

Classificação - 4º na Liga NOS / 2º na fase de grupos da Liga Europa / 1º na fase de grupos da Taça CTT / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

MAMA BALDÉ (Desp. Aves) - 1995-11-06 (21 anos) - Defesa Direito

Contrato (Junho 2022) Cl. Rescisão 45M€

22/10/2017 (Liga NOS) - DESP. AVES 1-3 Benfica
A mudança de treinador parece ter vindo mudar o estatuto de Mama Baldé na Vila das Aves. De titular passou a não convocado.
Resumo do Jogo

Jogos - 4

Minutos - 296

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 17º na Liga NOS / Eliminado da Taça CTT / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

RYAN GAULD (Desp. Aves) - 1995-12-16 (21 anos) - Médio Centro / Avançado

Contrato (Junho 2020) Cl. Rescisão 60M€

22/10/2017 (Liga NOS) - DESP. AVES 1-3 Benfica
Depois do regresso no jogo da Taça de Portugal, Lito Vidigal trocou as voltas aos meios de comunicação social que davam a titularidade do escocês como certa. Não saiu do banco, onde viu um amarelo por protestos.
Resumo do Jogo

Jogos - 7

Minutos - 312

Golos - 1

Assistências - 0

Classificação - 17º na Liga NOS / Eliminado da Taça CTT / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

DOMINGOS DUARTE (Desp. Chaves) - 1995-03-10 (22 anos) - Defesa Central

Contrato (Junho 2022) Cl. Rescisão 45M€

22/10/2017 (Liga NOS) - Sporting 5-1 DESP. CHAVES
Foi sem a fiabilidade de Domingos Duarte que Luís Castro teve de se apresentar em Alvalade, visto estar emprestado pelo Sporting.
Resumo do Jogo

Jogos - 8

Minutos - 698

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 15º na Liga NOS / Eliminado da Taça CTT / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

MATHEUS PEREIRA (Desp. Chaves) - 1996-05-05 (21 anos) - Extremo Direito / Esquerdo

Contrato (Junho 2022) Cl. Rescisão 60M€

22/10/2017 (Liga NOS) - Sporting 5-1 DESP. CHAVES
Também emprestado pelo Sporting, Matheus não foi utilizado no jogo deste fim-de-semana.
Resumo do Jogo

Jogos - 7

Minutos - 411

Golos - 1

Assistências - 1

Classificação - 15º na Liga NOS / Eliminado da Taça CTT / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

LEONARDO RUIZ (Boavista) - 1996-04-18 (21 anos) - Ponta-de-Lança

Contrato (Junho 2022) Cl. Rescisão 60M€

20/10/2017 (Liga NOS) - Estoril 0-3 BOAVISTA
Vida difícil para Leonardo Ruiz. Não faz parte das prioridades de Jorge Simão e mesmo sem Bulos disponível, vê-se tapado por Rui Pedro e a versatilidade de Mateus e Kuka. O colombiano nem foi convocado.
Resumo do Jogo

Jogos - 6

Minutos - 330

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 7º na Liga NOS / Eliminado da Taça CTT / Eliminado da Taça de Portugal

* * *

FRANCISCO GERALDES (Rio Ave) - 1995-04-18 (22 anos) - Médio Centro / Ofensivo

Contrato (Junho 2021) Cl. Rescisão 45M€

21/10/2017 (Liga NOS) - Feirense 1-0 RIO AVE
Chico participou no jogo com a arbitragem mais polémica da jornada. Foi titular no centro do terreno, zona onde Nuno Manta montou uma teia que dificultou em muito as acções do jovem emprestado pelo Sporting. Muito fustigado com faltas e com marcações impiedosas, Geraldes teve dificuldades em impor o seu jogo, falhando muitos passes. Teve o mérito de ter procurado sempre a bola e ter tentado sempre fazer a diferença, que quase conseguiu num lance aos 56 minutos, em que a bola acabou mesmo no fundo das redes da baliza do Feirense, embora a jogada tenha sido anulada sem que a falta de Tarantini tenha sido evidente. Jogou os 90 minutos.
(MaisFutebol) Nota 2/5
(GoalPiont) Nota 4.9/10
(WhoScored) Nota 6.04/10
Resumo do Jogo

Jogos - 11

Minutos - 867

Golos - 2

Assistências - 1

Classificação - 6º na Liga NOS / 2º na fase de grupos da Taça CTT / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

ANDRÉ GERALDES (Belenenses) - 1991-05-02 (26 anos) - Defesa Esquerdo / Direito

Contrato (Junho 2019) Cl. Rescisão 45M€

22/10/2017 (Liga NOS) - Tondela 2-0 BELENENSES
Num jogo fraco dos de Belém, André Geraldes até foi dos que melhor performance apresentou. Seguro defensivamente, pecou apenas por ter ficado a reclamar no lance do 2-0, chegando depois atrasado para evitar o remate do jogador do Tondela. Jogou os 90 minutos.
(MaisFutebol) Nota 3/5
(GoalPiont) Nota 6/10
(WhoScored) Nota 6.74/10
Resumo do Jogo

Jogos - 8

Minutos - 628

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 8º na Liga NOS / Eliminado da Taça CTT / Eliminado da Taça de Portugal

* * *

ORIOL ROSELL (Portimonense) - 1992-07-07 (25 anos) - Médio Centro

Contrato (Junho 2019) Cl. Rescisão 45M€

23/10/2017 (Liga NOS) - Vitória SC 3-3 PORTIMONENSE
Rosell foi titular no meio-campo defensivo dos algarvios e foi um importante ponto de equilíbrio na equipa. Consegue compensar a falta de poder físico com um bom posicionamento. Foi importante sobretudo defensivamente. Ofensivamente, devido ao elevado número de passes longos que foi obrigado a fazer, não teve a eficácia de passe que lhe é habitual. Jogou os 90 minutos e o Portimonense conseguiu o primeiro ponto fora de casa.
(MaisFutebol) Nota 2/5
(GoalPiont) Nota 6.1/10
(WhoScored) Nota 7.04/10
Resumo do Jogo

Jogos - 6

Minutos - 348

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 14º na Liga NOS / Na fase de grupos da Taça CTT / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

HÉLDON (Vitória SC) - 1988-11-14 (28 anos) - Extremo / Avançado

Contrato (Junho 2019) Cl. Rescisão 45M€

19/10/2017 (Liga NOS) - Marselha 2-1 VITÓRIA SC
Héldon foi titular como médio ala direito, num jogo em que o Vitória defendeu mais do que atacou. Ainda assim, foi graças a um cruzamento teleguiado de Héldon (o único que fez em todo o encontro) que Rafael Martins inaugurou o marcador no novo Vélodrome. O jogador emprestado pelo Sporting fez valer a sua qualidade quando teve oportunidade e, só por isso, foi um dos melhores elementos em campo do lado do Vitória. Jogou os 90 minutos.
(WhoScored) Nota 6.78/10
Resumo do Jogo

23/10/2017 (Liga NOS) - VITÓRIA SC 3-3 Portimonense
Decisivo, é o que se pode dizer de Héldon. Foi titular na extrema direita, ninguém fez mais passes para finalização do que ele e, num deles, Raphinha bisou e fez o 3-3 final, a dois minutos dos 90. Esteve em bom plano e formou com Raphinha e Rafael Martins um tridente ofensivo muito perigoso.
(MaisFutebol) Nota 3/5
(GoalPiont) Nota 6.3/10
(WhoScored) Nota 7.89/10
Resumo do Jogo

Jogos - 8

Minutos - 517

Golos - 1

Assistências - 4

Classificação - 10º na Liga NOS / 4º na fase de grupos da Liga Europa / 2º na fase de grupos da Taça da Liga / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

PEDRO EMPIS (Académica) - 1997-02-01 (20 anos) - Defesa Esquerdo / Direito

Contrato (Junho 2019) Cl. Rescisão 45M€

21/10/2017 (Ledman LigaPro) - Leixões 1-0 ACADÉMICA
Há quase dois meses sem jogar, Empis entrou aos 65 minutos para o lugar de Nélson Pedroso, habitual lateral esquerdo. A intenção seria dar mais profundidade à ala mas o Leixões, que vem fazendo um excelente campeonato, fechou bem os caminhos da sua baliza.
Resumo Académica / Resumo Leixões

Jogos - 6

Minutos - 314

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 16º na Ledman LigaPro / Eliminado da Taça da Liga / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

RICARDO GUIMARÃES "GUIMA" (Académica) - 1995-11-14 (21 anos) - Médio Centro

Contrato (Junho 2019)

21/10/2017 (Ledman LigaPro) - Leixões 1-0 ACADÉMICA
Guima foi titular no meio-campo e jogou os 90 minutos.
Resumo Académica / Resumo Leixões

Jogos - 11

Minutos - 812

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 16º na Ledman LigaPro / Eliminado da Taça da Liga / Na 4ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

FABRICE FOKOBO (Real SC) - 1994-01-25 (23 anos) - Defesa Central / Médio Defensivo

Contrato (Junho 2019) Cl. Rescisão 45M€

21/10/2017 (Ledman LigaPro) - Oliveirense 1-1 REAL SC
Fokobo foi titular como médio mais defensivo e jogou os 90 minutos.
Golos

Jogos - 6

Minutos - 540

Golos - 0

Assistências - 1

Classificação - 15º na Ledman LigaPro / Eliminado da Taça da Liga / Eliminado da Taça de Portugal

* * *

LUÍS ELÓI (Sintrense) - 1996-03-10 (21 anos) - Extremo Esquerdo / Direito

Contrato (Junho 2020) Cl. Rescisão 45M€

22/10/2017 (Campeonato de Portugal) - Pêro Pinheiro 1-2 SINTRENSE
Fustigada por lesões, a equipa de Carlos Simões só levou 5 suplentes para o banco. Elói é um dos indisponíveis.

Jogos - 8

Minutos - 400

Golos - 1

Assistências - 0

Classificação - 12º na Série D do Campeonato de Portugal / Eliminado do Torneio de Abertura da AFL / Eliminado da Taça de Portugal

* * *

JEFFERSON ENCADA (Olhanense) - 1998-04-17 (19 anos) - Extremo Esquerdo / Direito

Contrato (Junho 2022)

22/10/2017 (Campeonato de Portugal) - OLHANENSE 2-1 Moura
Jefferson Encada foi titular na extrema direita e jogou 73 minutos, altura em que foi substituído.

Jogos - 7

Minutos - 527

Golos - 3

Assistências - 2

Classificação - 2º na Série E do Campeonato de Portugal / Eliminado da Taça de Portugal

* * *

BRUNO FERNANDES (AD Oliveirense) - 1997-06-30 (20 anos) - Avançado / Ponta de Lança

Contrato (Junho 2021)

22/10/2017 (Campeonato de Portugal) - AD OLIVEIRENSE 0-0 U. Torcatense
Bruno Fernandes não foi convocado.

Jogos - 6

Minutos - 346

Golos - 2

Assistências - 0

Classificação - 11º na Série A do Campeonato de Portugal / Na 3ª Eliminatória da Taça de Portugal

* * *

LUKAS SPALVIS (Kaiserslautern) - 1994-07-27 (22 anos) - Ponta-de-Lança

Contrato (Junho 2018 + 3 épocas opção) Cl. Rescisão 60M€

22/10/2017 (2. Bundesliga) - KAISERSLAUTERN 0-1 Duisburg
Spalvis foi o último trunfo lançado do banco. Entrou aos 81 minutos mas não teve tempo suficiente para sequer visar a baliza contrária.
(WhoScored) Nota 6.01/10
Resumo do Jogo

Jogos - 6

Minutos - 152

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 18º na 2. Bundesliga / Apurado para a 2ª Eliminatória da DFB Pokal

* * *

CARLOS MANÉ (Stuttgart) - 1994-03-11 (22 anos) - Extremo / Avançado

Contrato (Junho 2020) Cl. Rescisão 60M€

21/10/2017 (Bundesliga) - Leipzig 1-0 STUTTGART
No jogo que marcou o regresso de Insúa à competição, depois de uma lesão na pré-temporada, Mané continuou de fora das opções de Hannes Wolf.
Resumo do Jogo

Jogos - 0

Minutos - 0

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 13º na Bundesliga / Apurado para a 2ª eliminatória da DFB Pokal

* * *

LUC CASTAIGNOS (Vitesse) - 1992-09-27 (24 anos) - Ponta-de-Lança

Contrato (Junho 2019 + 2 épocas opção) Cl. Rescisão 60M€

19/10/2017 (Liga Europa) - Zulte Waregem 1-1 VITESSE
Castaignos teve uma oportunidade para se mostrar como titular mas não beneficiou de muitas oportunidades para finalizar. Um único remate não enquadrado foi tudo o que mostrou em 90 minutos. Parece faltar-lhe o chamado "faro de golo", que podia ter dado jeito aos 4 minutos, onde pareceu pouco lesto e agressivo na abordagem ao lance.
(Who Scored) Nota 6.1/10
Resumo do Jogo

22/10/2017 (Eredivisie) - Heerenveen 0-4 VITESSE
Castaignos regressou ao banco de suplentes, de onde só saiu aos 80 minutos. Em pouco mais de 10 minutos, tocou uma vez na bola (que perdeu) e fez duas faltas.
(Who Scored) Nota 5.97/10
Golos

Jogos - 12

Minutos - 381

Golos - 1

Assistências - 0

Classificação - 3º na Eredivisie / Derrotados na Supertaça Holandesa / 3º na fase de grupos da Liga Europa / Eliminado da Taça da Holanda

* * *

SIMEON SLAVCHEV (Lechia Gdansk) - 1993-09-25 (23 anos) - Médio Centro

Contrato (Junho 2019) Cl. Rescisão 45M€

21/10/2017 (Ekstraklasa) - LECHIA GDANSK 3-3 Lech Poznan
Slavchev esteve nos bons e num dos maus momentos da equipa. Esteve na origem da jogada que daria o penalti do 2-1, atrasou mal a bola que originaria a expulsão de um colega de equipa mas redimiu-se ao marcar o livre que acabaria por resultar num auto-golo e no 3-3 final. Jogou os 90 minutos.
(SportInteria) Nota 3.1/6
Resumo do Jogo

Jogos - 6

Minutos - 490

Golos - 0

Assistências - 0

Classificação - 12º na Ekstraklasa / Eliminado da Taça da Polónia

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

And the best is...Cristiano Ronaldo!

É hoje revelado o vencedor do prémio FIFA "The Best", que distingue o melhor jogador do Mundo. Cristiano Ronaldo é o principal favorito.

Como aperitivo, deixo-vos uma entrevista de Laszlo Boloni sobre CR ao site da FIFA:

FIFA.com: You have coached many talented players during your years in management, and not least Cristiano Ronaldo. Did you notice immediately that he had something special?
Laszlo Boloni: I'd only seen him once, in a friendly between the club's U-16s and U-18s, and I decided straight away that I'd bring him under my wing as soon as I could. That moment came when Portugal faced a pair of matches and I had to fill out my squad with youngsters to make up for all the internationals who'd left. I called up this young 16-year-old boy, but I never imagined I'd be keeping him long term. However, as soon as I saw his first training session, I decided there and then not to let him leave. 

Do you recall how the conversation went when you told him he was staying with the first-team squad? 
At the time, I was only just starting to speak a little Portuguese, and I don't remember if I needed a translator or not for our conversation. But it wasn't too difficult talking to him. I didn't need to say much: he had a big smile and was proud to be training with the pros. I simply told the technical director, Carlos Freitas, that I was keeping him. He looked at me and asked: "Definitively? Do you know he can't play in the league?" I didn't know, but I said yes, so that he could train and play friendly matches with us.

As his first coach, what were you able to bring to his game? What was your role in his success?
The first thing is that I was a little strict. There's an expression I like to use which goes: "I prefer to kiss my children when they're sleeping." I'm quite strict when they're around, but I kiss them when they're not looking. I was the same with Cristiano. I was quite strict and, because of that, the first message he began to understand was to not overdo things and not just put on a show. The end result is what mattered most, despite all his qualities. Sometimes a little sprint is all it takes, and you don't need five, six or seven stepovers. I made him aware of his responsibilities and taught him a way of playing that's more effective than dribbling the ball.

Was he already the same type of player he is today, with the same qualities? 
He played as a centre-forward at the time, but I moved him out to the wing because coming up against two 90kg centre-backs would have been a little too much for a boy of 16 or 17. Plus he was better able to exploit his qualities out wide, without losing his effectiveness. To my huge satisfaction, Alex Ferguson did the same thing when Cristiano joined Manchester United. Today, he's free to go where he wants, but at the time I felt that changing his position was the best thing to do. As he was too young, and the rules prevented him from playing with the first team, we organised a special bodybuilding and fast-twitch-muscle programme to help him stay strong in duels and – to borrow a phrase from Aime Jacquet – "beef up his game". He understood that what's important isn't just the technical prowess that the Portuguese love so much and over-emphasise sometimes. By giving him his start in the professional league, I was able to introduce him to some great players, and that helped his development. 

After all the trophies he has won and the four Ballon d'Or titles, do you think you deserve more recognition?
Perhaps, but I don't expect anything from him or any of my players. I was a player too and I know you need to have an innate selfishness, especially when you're a forward. I understand that very well. I don't expect any recognition, and I've already been very well rewarded. My name sometimes gets mentioned with his, and he invited me to a Ballon d'Or ceremony, where his mother and family expressed their thanks. So I've already received a lot.

In the debate over who is better between Ronaldo and Lionel Messi, do you naturally favour Ronaldo or do you try to be objective? 

Obviously, I can't be 100 per cent objective, but both are phenomenal players – the likes of which have rarely existed. Perhaps [Diego] Maradona, Pele, [Johan] Cruyff, [Ferenc] Puskas and [Alfredo] Di Stefano were at the same level, but not many. Ten at most. Messi is unique in the way he plays, and so is Ronaldo. My heart naturally leans towards Ronaldo, but I have the greatest respect for Messi.  

Would you like to coach Ronaldo again one day? 
No, for the simple reason that it's absolutely certain I'll never coach Real Madrid one day. And I hope that Ronaldo never decides towards the end of his career to drop back down to a level he hasn't played at for a very, very long time – a level which, with no disrespect to any teams, could only cause him harm. I think he should, and will, finish his career at Real Madrid.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 5-1 Desp. Chaves: Em noite da aVARias, o Sporting não facilitou

Bas Dost voltou a marcar, voltou a festejar como um louco, voltou a abraçar efusivamente os colegas e o Sporting ganhou, goleando.

Esta é a normalidade que se deseja mas, sabendo que nem sempre vai acontecer, foi bom desfrutar de um jogo com eficácia máxima, onde cada remate na direcção da baliza deu golo.

O "trovão" holandês mostrou que não há seca que para sempre dure e, em quatro remates, marcou três golos, tantos quantos fez com a cabeça.

Isto num jogo em que o Chaves até rematou mais, mas onde teve de o fazer para lá da "parede" que Luís Castro disse erguer-se cada vez que os flavienses se tentavam acercar do último terço leonino. Mais de metade dos remates do Chaves foram de fora da área, seis deles a uns bons trinta metros da baliza. Rui Patrício apenas fez uma defesa fácil a um dos onze remates feitos pelo adversário.

No final, pena que a agressividade defensiva já estivesse guardada para o próximo jogo naquele minuto final. O golo é de fino recorte técnico mas muito facilitado. Bastava um sopro para o jogador do Chaves abanar mas, em vez disso, deixámo-lo passar.

 

A goleada só não foi maior porque, à meia hora, Rui Costa, com possibilidade de emendar um erro, errou outra vez, mantendo um amarelo por simulação a Gelson quando devia ter marcado grande-penalidade.

Percebo que, em câmara lenta, um árbitro que tinha tomado a decisão de não marcar falta possa ter dúvidas em mudar a decisão mas, não era caso para ter grandes dúvidas. Bastava uma imagem em tempo real para Rui Costa perceber facilmente que a movimentação do jogador do Chaves impede Gelson de prosseguir o lance. A grande-penalidade não deixa de ser evidente em slow-motion mas Rui Costa manteve a decisão e Gelson levou um amarelo desnecessário que, mais tarde, poderá dar jeito aos nossos adversários.

Noutros campos, o VAR deixou convenientemente de funcionar a partir de um determinado momento do jogo em que determinada equipa acabou por beneficiar de uma grande-penalidade mal assinalada e precedida de falta. VARdadeiramente inacreditável!

 

Regresso ao jogo jogado para dizer que foi uma noite de gala, com bom futebol e um Podence focado em mostrar que, como disse Bas Dost, tem muita qualidade e nos pode ser muito útil.

Ter alguém como o baixinho, que em qualquer momento do jogo o agita da forma que Podence o faz, só pode ser uma mais-valia.

Piccini estreou-se a assistir companheiros para o golo, Acuña estreou-se a marcá-los para o campeonato e Bas Dost, em 14 jogos tem 8 golos, exactamente o mesmo registo da época passada em igual número de encontros.

 

No plano negativo, ressalvo apenas que na falta de Jonathan, que ficou na bancada, não entendo o porquê da entrada de Bruno César para o lugar de Coentrão, quando tínhamos um lateral no banco (muitas vezes nem temos e eu tremo sempre que isso acontece). Será que Ristovski abordaria aquele lance final com tamanha displicência? Acho que não.

 

No final de contas, não só foi importante vencer como foi fazendo-o com uma goleada, respondendo na mesma moeda ao líder do campeonato, que havia cilindrado o Paços de Ferreira na véspera (com respectiva "chicotada psicológica", confirmada hoje pelos "castores"). A luta continua renhida e nós à espera de um deslize dos comandados de Sérgio Conceição.

Finalmente a equipa terá cinco dias para abordar novo jogo, tempo mais que suficiente para recuperar e fazer uma análise e preparação sérias para uma das melhores equipas do campeonato, em sua casa, numa das mais difíceis deslocações da nossa Liga. Segue-se o Rio Ave, em Vila do Conde, felizmente sem Francisco Geraldes mas com muita atitude e garra para nos fazer a vida negra. Teremos de igualar em atitude e fazer a diferença com a nossa qualidade individual pois, colectivamente, os vila-condenses também têm argumentos.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Hoje, pela primeira vez desde a construção do Pavilhão João Rocha, teremos um dia de Sporting à antiga.

Um dia de Sportinguismo, de união, de solidariedade e de prevenção.

Dia de ajudar os bombeiros...

...e dia de relembrar o quão importante é a prevenção do cancro da mama.

 

Ah...e tão importante quanto as causas solidárias ou de prevenção são as vitórias nos jogos a disputar, tanto no Pavilhão João Rocha, onde o futsal recebe o Desportivo das Aves, como no Estádio José Alvalade, onde o futebol recebe o Desportivo de Chaves.

Vamos, grande Sporting! Vence por nós!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Eu não me esqueci

Hoje desloquei-me ao Núcleo do Sporting de Gondomar, em Rio Tinto, afim de participar na acção solidária de ajuda aos bombeiros e populações afectadas pelos incêndios da passada semana.

As necessidades são prementes. Está tudo ainda muito "fresco" e é agora que a ajuda mais é necessária.

A quem não possa deslocar-se ao terreno, para ajudar as famílias ou não tenha possibilidades de, amanhã, levar a ajuda ao Pavilhão João Rocha ou ao Estádio José Alvalade, tem ainda a opção de o fazer junto dos Núcleos mais próximos da área de residência de cada um.

Como não sabemos como funciona cada um sugiro que, antes de se deslocarem para entregar o vosso donativo, telefonem a avisar que o pretendem fazer. Assim saberão a melhor forma de o fazer, garantirão que não dão voltas em vão e que o donativo chega ao destino.

 

A minha parte está feita. Em Rio Tinto garantiram-me que o donativo seria amanhã acrescentado aos que juntarem em Alvalade e, só por isso, estou feliz por ter dado a minha mínima ajuda a quem tanto precisa.

Façam o mesmo!

Solidariedade Bombeiros.png

Sigam-me no facebook e no twitter.

Não esquecer

O Sporting Clube de Portugal e a Fundação Sporting vão promover um conjunto de acções de ajuda aos bombeiros e às pessoas afectadas pelos incêndios que nos últimos dias assolaram o País.

Este auxílio será prestado através da doação de bens essenciais: água, barras de cereais, fruta fresca, leite, massa, arroz, feijão, enlatados e bolachas.

O Sporting CP apela, assim, para que não fiquem em casa e tragam estes alimentos no próximo fim de semana de leão. No sábado, para os jogos de hóquei em patins (frente ao Infante Sagres) e Voleibol (com o SC Caldas), no Pavilhão João Rocha, e no domingo para o jogo de futsal (com o Desportivo das Aves), também no nosso Pavilhão, e para o Sporting CP vs GD Chaves, no Estádio José Alvalade. Os bens deverão ser entregues aos voluntários que estarão nas portas de acesso aos respectivos recintos.

Os interessados em contribuir para esta causa podem ainda, desde já, deslocar-se a todos os Núcleos espalhados pelo País para fazer esta entrega.

Por mais simbólica que seja a sua contribuição, na união vê-se a força solidária da família Sportinguista na ajuda a quem mais precisa, num momento em que muitos dos afectados perderam tudo o que conquistaram durante a vida inteira.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Andebol: Benfica 24-27 SPORTING CP: Na liderança

Numa fase inicial da temporada, os três jogos a mais que o Sporting tem podiam ganhar algum peso. Afectaram a extensão do grupo que, com um calendário apertado e jogos de alta intensidade na Champions se viu privado de Carlos Ruesga e Cláudio Pedroso, para além de Pedro Solha, lesionado há vários meses. Janko Bozovic e Michal Kopco, tocados, tiveram de ser geridos e acabaram por não jogar.

 

Só um plantel extenso em quantidade, qualidade e comprometimento ganharia na Luz e tudo aconteceu com naturalidade, mesmo que o jogo tenha sido mais equilibrado do que os três golos de diferença fazem parecer.

 

Na primeira parte as lideranças no marcador foram alternando e, para manter o Sporting na luta, em muito foram importantes Tiago Rocha e Aljosa Cudic, um a marcar e o outro a defender.

O resultado ao intervalo era 11-12, favorável ao Sporting, com 4 golos do pivot, Tiago Rocha.

 

No segundo tempo foi Pedro Valdés o abono de família. Marcou 7 golos que em muito ajudaram a cavar a diferença de 4 golos, a maior até então na partida.

Estávamos a 6 minutos do final e a vitória não podia escapar. 

Neste momento já Matej Asanin tinha entrado em acção. O croata fez quatro defesas nos últimos 10 minutos e condicionou em muito a qualidade das finalização benfiquistas, que foram perdendo ataques sucessivos.

 

Os últimos 3 minutos foram para gerir a vantagem e um importante golo de Felipe Borges encarregou-se de garantir que os 3 pontos não fugiriam

 

Vitória importante, que nos coloca na liderança com mais um jogo disputado que os principais rivais e nota muito positiva para o rendimento da equipa, liderada por Hugo Canela.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga-se o dérbi de todas as paixões

Às 19:30h joga-se, no pavilhão da Luz, o jogo que encerra a 7ª jornada do campeonato andebol 1.

O rival soma vitórias em cada um dos seis jogos disputados, sendo que já venceu em dois pavilhões complicados (Águas Santas e Avanca) e já venceu a casa o Porto e o Madeira SAD (duas equipas que estarão certamente na fase de apuramento do campeão).

A equipa liderada por Carlos Resende venceu todos os jogos por margem igual ou superior a dois golos, sinal de que está confiante, coesa e a praticar um andebol seguro e de qualidade.

 

O Sporting leva neste momento praticamente o dobro dos jogos do rival e tem sofrido com isso, com várias lesões em jogadores importantes.

Mas nada disso serve de desculpa. Dérbi é dérbi e é para ganhar, como já o disseram jogadores e treinador.

 

O jogo de hoje pode quebrar a invencibilidade do rival e deixar o Sporting na liderança do campeonato, mesmo que com um jogo a mais do que a concorrência directa pelo título.

Espero um bom jogo, intenso e com duelos fortes e, claro, que consigamos juntar mais três pontos à nossa conta pessoal.

Força, Sporting!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Juventus 2-1 SPORTING CP: Continua a faltar-nos um danoninho

Custa perder assim. Mais uma vez batemo-nos de igual para igual com um dos gigantes da Europa e, mais uma vez, não ganhámos.

Começo por dizer que a excelente actuação do árbitro em todo o encontro, onde apenas faltou admoestar Cuadrado, não merecia dez minutos finais desastrados.

Há falta sobre Bruno Fernandes no lance do 2-1 e, no último lance do encontro, Cuadrado faz penalti sobre João Palhinha que lhe poderia custar um segundo amarelo, caso tivesse já visto o primeiro.

 

Feita esta importante ressalva, destaco mais um jogo muito competente do Sporting. Jesus estudou bem a Juve e a nossa equipa soube condicionar o jogo dos italianos, conseguindo em algumas ocasiões colocá-los em dificuldades na defesa.

 

Bruno Fernandes foi aquele que mostrou mais personalidade e que mais tentou colocar em dificuldades o último reduto transalpino. Piccini fez uma exibição táctica e tecnicamente perfeita. 

Pena que Jesus se tenha precipitado na saída de Fábio Coentrão. Bem sei que o motivo dado na conferência de imprensa foi físico mas o lateral esquerdo parecia estar em boa condição para terminar o encontro.

Acabou por ser Jonathan, devido ao mau posicionamento, a falhar na marcação a Mandzukic, num lance em que o tal bloqueio a Bruno Fernandes lhe retirou capacidade para parar Douglas Costa.

 

No geral, o Sporting fez um bom jogo e nada há a apontar aos jogadores ou ao treinador.

Com estas equipas os pequenos erros pagam-se caros. Marcámos porque provocámos o erro. Sofremos porque errámos.

 

Agora é tempo de mudar o foco para o nosso campeonato, onde os moldes do próximo jogo nada têm a ver com este. Há que assumir o jogo 90 minutos e ser mais acutilante e objectivo no ataque.

Num momento em que Gelson Martins parece menos fulgurante, acho que usar Podence na ala contrária pode também atenuar algumas lacunas ofensivas de Acuña que, embora seja exímio a guardar a bola e um excelente complemento defensivo ao lateral, revela algumas dificuldades em enfrentar o opositor directo em situações ofensivas.

Luís Castro virá a Alvalade sem Domingos Duarte e Matheus Pereira e também temos de saber aproveitar isso.

 

Nota final para o arrepiante minuto em memória das vítimas dos incêndios em Portugal. O Estádio da Juventus é um dos estádios melhor apetrechados em termos técnicos para acrescentar algo ao espectáculo que é um jogo de futebol e aquele minuto foi marcante.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Pág. 1/3

Mais sobre mim

imagem de perfil