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Grande Artista e Goleador

Feirense 2-3 SPORTING CP: Aguenta, coração de leão

Minuto 90+5: Sem grandes motivos para acreditar, não sei bem porquê, não estava descrente.

Tinha motivos para isso. Após Artur Soares Dias apitar para a marca de grande penalidade, o meu puto (o mais velho) perguntou o que se passava.

Expliquei que, se o Bas Dost marcasse, ganhavamos o jogo.

"E eu posso ajudar?"

"Claro, filho! Todos somos poucos."

"Então...vai Sporting. Corre como uma doninha e marca o golo (não sei se a escolha da doninha era mais uma arma para distrair os guarda-redes)."

As palavras de incentivo continuaram e acabámos todos a festejar (aí o mais novo já participou).

 

Encarei com desconfiança o facto de não termos no banco nenhum lateral.

A lesão de Piccini acabou por ser o facto mais relevante da primeira parte, onde a única oportunidade de golo foi para o Feirense, fruto de uma desatenção de Mathieu.

A escolha de Alan Ruiz para substituir o italiano acaba por fazer sentido mas a forma do argentino não é a melhor. 

A primeira parte acabou por encerrar com 45 minutos melancólicos, em que a equipa não apresentou ideias para furar a boa organização defensiva feirense.

 

A segunda parte trouxe um Sporting diferente. Mais pressionate, mais inspirado e, por isso, com maior capacidade para criar perigo.

O golo de Coates fez-nos explodir de alegria e a classe de Bruno Fernandes fez-me respirar de alívio (confesso que, aqui, não temi o que viria a seguir).

Imediatamente, falei para Jesus (como se ele me pudesse ouvir); "Tira o Alan Ruiz!" 

Não o fiz apenas pela falta de ritmo do argentino ou pela exibição desinspirada.

A partir daqui seria preciso sofrer, porque era evidente que Nuno Manta ia soltar as amarras (que não foram demasiado apertadas, porque o Feirense nunca se limitou a defender) da sua equipa.

 

Abro este parêntesis para voltar a Alan Ruiz. O argentino é bom de bola, interpreta bem as movimentações ofensivas mas não sabe ocupar o espaço a defender. 

Pior que isso, falta-lhe espírito de sacrifício e de entreajuda. Não é o tipo de jogador que veremos a dar "o último pique da sua vida". Esse, ficará sempre para o próximo jogo e não aponto isto propriamente como um defeito. Alan Ruiz não é o tipo de jogador que se sacrifique. Nunca foi e, quando o contratamos, acredito que soubéssemos isso.

 

É por isso que, assim que Bruno Fernandes fez a bola sobrevoar Caio, eu teria lançado Iuri Medeiros em campo.

Jesus tem utilizado muitas vezes o açoriano na esquerda mas, caso isto fosse o Football Manager, a esquerda seria aquele pontinho verde onde diria "competente". Iuri sabe fazer a posição mas não é onde mais rende, sobretudo pela sua capacidade de explorar o espaço interior. "Natural" seria o que diria nos pontinhos verdes à direita e ao centro do meio-campo ofensivo.

 

A verdade é que o Feirense respondeu de seguida e Jesus não sentiu o soar dos alarmes.

Só o 2-2 fez soar a campainha, mas já havia pouco tempo para recuperar.

O discernimento já não era o do início do segundo tempo e sentia-se a pressão.

As entradas de Iuri e Doumbia para os lugares de Alan Ruiz e Marcos Acuña eram já em desespero mas correram bem. 

Mesmo sem a melhor ligação com companheiros (ambos só integraram o plantel nesta época) ambos trouxeram empenho e vontade de alterar o cenário de perda de pontos.

Foi ver o Iuri a perseguir adversários até à área de Rui Patrício, Doumbia a vir buscar a bola ao meio-campo defensivo e o português a criar perigo...pela direita, pois claro.

 

No final, haveria de ser Coates a voltar a chamar a si os holofotes. Recebeu de Bas Dost e sofreu falta, que haveria de ser o holandês a cobrar, contra a vontade de Jesus mas para alegria de todos.

Três pontos na algibeira e mais um final feliz antes da visita à Grécia.

 

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