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Grande Artista e Goleador

Hoje joga o Sporting

Hoje ouvir-se-á o hino da Champions em Alvalade. O Sporting recebe o Steaua de Bucareste e, não mintamos, é favorito a ganhar e a passar a eliminatória.

Pouco me importa o ranking, os valores em prémio oferecidos aos adversários ou o estado do relvado para a semana, em Bucareste.

 

Hoje jogamos em casa, o relvado é bom e, nas bancadas, estará casa cheia para apoiar, rumo a mais uma fase de grupos da Liga milionária.

Não há desculpas nem condicionantes de maior. Será a nossa qualidade, frente à qualidade dos romenos e não tenho dúvidas que somos melhores e mais capazes. É demonstrá-lo em campo e mostrar, já hoje, quais são as reais hipóteses de cada equipa marcar presença na fase de grupos.

 

O Steaua, liderado pelo romeno Nicolae Dica, apresentar-se-á no José Alvalade com um habitual esquema em 4-2-3-1.

Dica não tem grande experiência como treinador. Após ter sido adjunto do Steaua, entre as temporadas 14/15 e 15/16, liderou a equipa num jogo (que empatou), como treinador interino e depois saiu para se iniciar como técnico principal do modesto FC Arges, do terceiro escalão romeno, onde terminou a temporada 15/16 e levou a equipa à segunda Liga em 16/17.

Assinou este ano pelo Steaua, de forma aparentemente surpreendente.

 

O poderio financeiro dos romenos está perfeitamente reflectido na sua capacidade para abordar o mercado e não nos prémios de jogo oferecidos pelo seu presidente aos jogadores que, naturalmente, adviriam do prémio de entrada na fase de grupos.

O Steaua apenas comprou aos rivais do campeonato romeno e, entre algumas contratações a custo zero, gastou pouco mais de 4 milhões de euros para se reforçar para esta temporada (metade de um Bruno Fernandes).

 

Os romenos, em oito jogos esta temporada, não estabilizaram ainda um onze base e Dica tem alterado muitas vezes a equipa titular, inclusive utilizando jogadores em vários sectores do terreno.

Denis Alibec, avançado romeno e Florin Tanase, jovem promessa também da Roménia são os jogadores mais talentosos mas há que ter atenção também ao experiente médio português, Filipe Teixeira, ao avançado Harlem Gnohéré e à capacidade de bater bolas paradas do defesa central, Mihai Balasa.

 

Há um padrão nas performances de toda esta temporada. O Steaua é forte fora de casa e inconsistente em casa. Fora, venceu os três encontros disputados e, em casa, empatou quatro dos cinco jogos realizados.

 

O resto terá de ser a nossa qualidade a marcar a diferença. Um bom resultado hoje (3-0, por exemplo) arruma praticamente a eliminatória.

Força, Sporting!

 

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O sonho acabou

Para os que viveram o sonho, acabaram por bater com a cabeça na mesinha de cabeceira.

Rinaldo Nocentini não conseguiu responder ao ataque de Alarcón na subida à Torre, Marque não teve forças suficientes para o ajudar na perseguição e, na última subida, o italiano acabou por não ter pernas para De Mateos, acabando no 4º lugar, fora do pódio.

 

Foi o choque de caras com a realidade. A W52 / FCPorto é de outro nível e, sobretudo sem Joni Brandão e Frederico Figueiredo, Nocentini fica completamente vulnerável na alta montanha. 

Nocentini sabia disso e, do alto dos seus 40 anos (respect!) assumiu sem problemas que este Porto, a este nível, se pode bater com muitas das equipas do World Tour (e ele sabe do que fala).

 

A Volta a Portugal terminará hoje e só recuperando os oito segundos de atraso para o espanhol do Louletano / Hospital de Loulé, Nocentini acabará no pódio.

Tem capacidade para o fazer e seria um merecido prémio de consolação pela boa Volta a Portugal realizada.

 

Avaliando pelo que se passou no prólogo e tendo em conta que Nocentini se defende muito bem no contra-relógio, arrisco dizer que o pódio está ao alcance do ciclista do Sporting / Tavira.

No prólogo, de apenas 5.4km, Nocentini ganhou 13 segundos a De Mateos. É, por isso, expectável que consiga melhorar esse ganho em 20km, a distância a percorrer hoje em Viseu.

 

Mas nem tudo é matemático e teremos de contar ainda com a extraordinária motivação de Vicente De Mateos, que certamente fará tudo para não perder os oito segundos que o prendem ao terceiro lugar e lhe darão a oportunidade de subir ao pódio mais do que uma vez, visto que será o líder final da camisola verde (dos pontos).

 

Aconteça o que acontecer, Rinaldo Nocentini fez uma excelente Volta a Portugal.

O azar de não poder contar com a sua principal ajuda, Joni Brandão, e Frederico Figueiredo (fustigado pelas quedas, que o forçaram a abandonar a prova), aquele que seria o segundo fiel escudeiro na luta das montanhas esbarrou ainda na excelência da competência dos azuis-e-brancos, que cilindraram a concorrência.

 

Resta então acabar com a máxima dignidade possível e tentar o pódio com Nocentini e, porque não, fechar o top 5 com Marque (se o desgaste de ontem não for demasiado impeditivo).

Depois, é tirar as devidas conclusões acerca do nível da equipa e avaliar se o investimento não será ainda insuficiente para competir de igual para igual com a W52 / FCPorto. 

A meu ver, desistir não é opção. A aposta na modalidade deve continuar e as pessoas envolvidas na equipa devem saber trabalhar sobre a pressão de melhorar, identificando as lacunas e preenchendo-as o melhor possível para que, para o ano, possamos sonhar a sério, sem acordar antes da parte melhor, aquela em que levantamos os braços e abrimos o champanhe.

 

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