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Grande Artista e Goleador

"O falso lento": As partidas que a vida nos prega

Há mais de três anos que este cantinho é só meu. A partir de hoje, a amizade que nos une e o comum amor ao Sporting abrem as portas desta casa ao "Barbosa 08". Daqui em diante, sempre que ele assim entender, tratará de aqui deixar os seus testemunhos de Sportinguismo. Fiquem com o primeiro:

 

"Quem me conhece diria que sou um doidinho do Sporting. A parte que nem todos sabem é que esta “loucura” nasceu sozinha. Não me foi passada pela família. Não foi pelos amigos na escola. Nasceu mesmo sozinha e eu já nem sei precisar bem quando. Vasculho na memória e lembro-me de tardes na Nave, de sair da escola a correr para ir ver os treinos no pelado (Aquele som das chuteiras na terra batida…) e das deslocações. O nervoso miudinho de apanhar o autocarro e a camaradagem que se vivia nessas viagens. E lembro-me acima de tudo do velhinho Alvalade. Os fumos da claque, o tartan, aquelas coberturas verdes e brancas por onde os heróis subiam ao relvado. Tudo isto contribui para que a loucura crescesse até se tornar um modo de vida.

 

Agora, 20 anos mais tarde, dou por mim a ter uma responsabilidade acrescida. Passar esta loucura á próxima geração. A tarefa afigurava-se difícil. A minha presença em Alvalade passou de semanal a semestral ou anual. A vida pregou-me essa partida: obriga-me a viver o clube a milhares de km de distancia. Ensinar este modo de vida a uma menina de 4 anos com um vocabulário limitado de português, que terá muito poucas oportunidades de viver o clube como eu vivi é uma preocupação que me consome. No entanto ultimamente a vida voltou a pregar-me outra partida: não é que a miúda está viciada? Não é que a música de embalar que quer ouvir é O Mundo Sabe Que? Não é que o brinquedo favorito é a réplica do autocarro do Sporting? No outro dia até fui brindado com um "NaNaNaNaNaNaNaNa BAS DOST!" O que aprendi é que esta paixão não se ensina. Pode ser fomentada, claro mas é um conjunto de valores que cresce connosco e simplesmente tive a sorte de ser pai de uma Sportinguista."

 

Texto assinado por: Barbosa 08

 

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Juvenis bi-campeões!

Tudo foi tentado para evitar o inevitável. Expulsões exageradas, outras incompreensíveis e inacreditáveis, jogos de castigo, impedimento de despenalizações, violência extrema permitida pelas equipas de arbitragem e penaltis assinalados contra. Nada disto travou a equipa de João Couto que, assim, é também ele bi-campeão no segundo ano após o regresso ao Sporting (importante continuar a recuperar gente válida que já nos ajudou no passado, Sportinguistas, como o "mister" Couto).

Depois, na falta de Diogo Brás, o maior craque desta equipa, apareceu Bernardo Sousa, que sempre fez com Brás uma dupla temível para todos os nossos adversários.

Muita qualidade em todos os sectores do terreno, desde a segurança da defesa, passando pela acutilância dos laterais, até ao equilíbrio e criatividade da linha média. Por fim, na frente, qualidade, explosividade, técnica apurada e golos, muitos golos.

119 golos marcados (3.5, em média, por jogo) e apenas 21 sofridos em 34 jogos.

Falta o jogo de consagração, no próximo domingo às 11 horas, na Academia Sporting, frente ao rival Benfica.

Parabéns aos jogadores e equipa técnica!

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Espero que a procissão ainda vá no adro

Começo por pedir desculpa a todos os leitores do blog por não ter actualizado os resultados, nem o relatório sobre os emprestados. A vida familiar tem sido mais exigente e não tem sobrado tempo nem para dormir.

 

Vamos agora ao tema que marca a actualidade desportiva nacional, mesmo que não faça na nossa comunicação social o eco que deveria. O "1º Ministro", sabe-se agora com maior grau de certeza, controla todos os "padres" e escolhe os mais "amigos" para celebrar as suas "missas".

Para os mais distraídos, explico a mesnsagem codificada. Sim, o Benfica, através de pessoas que o servem, cometendo ilegalidades várias, escolhe árbitros, controla as suas carreiras, manda (ou, pelo menos, já mandou) no Presidente da Liga e obtém vantagem competitiva com isso.

Sim, obter vantagem competitiva por meios ilícitos dá pelo nome de corrupção e/ou tráfico de influência. Nem todos o dizem mas é a mais pura das verdades.

 

Mas nada disto me surpreende ou choca. Esta é apenas a confirmação daquilo que há muito os adeptos do Sporting (sobretudo) desconfiavam e denunciavam, com provas daquilo que na prática se observava deste esquema de controlo total da arbitragem portuguesa.

 

E agora? Agora, mesmo que nada aconteça ao Benfica ou aos directamente implicados em todo este "sistema" mafioso, estão cá fora, na praça pública, alguns dos motivos que fabricaram o "tetra".

Agora é ver os lampiões a fazer contorcionismo por forma a não terem de desvalorizar cada ida ao Marquês.

Agora é ver que, inevitavelmente, os títulos que ganharam terão o mesmo valor dos do Porto, alimentados a putas e café com leite.

 

Valerá a pena aguardar com expectativa por um desfecho justo, ao contrário do que aconteceu com o Porto e o seu presidente?

Não, não vale. O "polvo" estende a sua teia de influência bem mais longe do que aquilo que se pensa. Não se limita a ter do seu lado os "padres" que decidem os resultados das "missas". O Ministério Público já revelou que abriu um inquérito. Mesmo a tempo de serem eliminadas ou ocultadas provas. Mesmo a tempo de, também aqui, jurídica e criminalmente se passar uma esponja sobre o assunto.

Mas a memória popular, essa, não há esponja que a apague. Este será sempre o tetra da treta, com a ajuda do amigo Mota e restantes "padres" amigos, suportados por tudo um conselho de arbitragem alinhado e manietado pelo "1º Ministro", Luís Filipe Vieira e os seus moços de recados.

 

Espero pelas cenas dos próximos capítulos, por curiosidade, para ver até que ponto isto pode ir e até que ponto as provas são ou não ainda mais incriminatórias. Tomara que pudesse fazer-se justiça e, de uma vez por todas, iniciar uma reforma naquilo que é o dirigismo desportivo em Portugal e naquilo que os intervenientes pensam para o negócio na sua globalidade. Mas, por agora, este não passa de um cenário idílico.

 

Para a semana há mais...

 

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