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Grande Artista e Goleador

Futsal, de final em final

Hoje é dia de mais uma final para o nosso futsal. O Fundão será o nosso adversário, tal como na época passada, na final da Taça da Liga.

Esta segunda edição chega ao jogo decisivo com o Sporting a carimbar duas vitórias relativamente fáceis, sobre o Braga (6-1) e o Modicus (5-2), ambos parte de um trio que reparte a terceira posição da Liga SportZone, liderada pelo Sporting. O Fundão apresenta-se nesta final, mais uma vez tendo derrotado o Benfica (4-2), ultrapassando depois o Belenenses (5-4), a equipa que reparte com Braga e Modicus o 3º posto do campeonato.

O jogo começa às 17:30h e será transmitido em directo pela TVI24, creio que em simultâneo com a Sporting TV.

 

A dois meses da final-four da UEFA Futsal Cup, é importante este pico de forma que a Taça da Liga permite. Depois disto, vai dar para baixar os níveis de adrenalina e voltar a competir com a tranquilidade que os cinco pontos de vantagem no campeonato nos permitem

Depois teremos um mês para voltar a subir os níveis competitivos, para que nos apresentemos na competição maior da Europa em grande momento de forma.

 

Ontem, foram os lances de estratégia a resolver. Marcámos três golos dessa forma e poderemos vencer hoje com maior tranquilidade se apresentarmos semelhante eficácia.

O Fundão tem uma boa equipa e vem numa fase muito positiva, após o começo de época difícil. A equipa de Bruno Travassos venceu dez dos últimos onze jogos (precisamente os efectuados pelo novo treinador, que substituiu Adil Amarante) e vem numa série de oito vitórias consecutivas.

Será necessária atenção redobrada a Waltinho, pela sua qualidade técnica, Teka, pelo seu pontapé forte e Danny, por ter sido formado por nós e certamente querer mostrar que poderia voltar.

 

Faço intenção de lá estar para apoiar os nossos rapazes e espero testemunhar mais uma entrega de um troféu para o Museu Mundo Sporting.

 

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Estoril 0-2 SPORTING CP: Ganhar sem deslumbrar

Há quase três meses que o Sporting não vencia três vezes consecutivas para o campeonato. Só este facto ameniza o fraco futebol que temos produzido.

Embora com exibições sofríveis, o que é certo é que a tal série de vitórias que já disse ser necessária para que a confiança melhore a nossa qualidade de jogo começa a ser construída e, finalmente, a equipa parece demonstrar novamente capacidade para segurar vantagens tangenciais e manter a baliza inviolada.

Em parte, estes últimos três jogos fazem-me lembrar dois períodos da primeira volta do ano passado em que a equipa, sem jogar bem, foi melhorando a sua auto-estima com resultados apertados e exibições menos conseguidas.

Não que ainda vamos a tempo de remediar os erros mas este final de época pode ser um impulso importante para o início da próxima.

 

O jogo voltou a pautar-se por fogachos individuas e um ou outro momento colectivo interessante. A dupla de centrais cumpriu, a de meio-campo mostrou que pode funcionar mas que precisa de mais jogos e entrosamento e os quatro homens da frente foram alternando entre eles nos momentos positivos e negativos. Dos últimos, nenhum foi consistente mas todos tiveram um ou outro momento de qualidade. 

William foi um dos melhores em campo, pese embora a primeira parte menos conseguida, Alan Ruiz voltou a ter momentos muito bons e mostra já um nível físico e um ritmo de jogo muito interessantes, Gelson esteve bem, após uma meia hora inicial terrível e Bryan fez um golo fácil, facto que é sempre de saudar, numa exibição mais positiva que o que tem sido habitual.

 

Apesar de tudo, o controlo do jogo foi maior do que em jogos anteriores e a equipa evidenciou uma capacidade no processo defensivo bem maior do que a que vem demonstrando. Sobretudo notou-se uma preocupação e cuidado maior no controlo da profundidade por parte dos laterais, do espaço entre-linhas nas transições defensivas e do aproveitamento das segundas bolas. Palhinha foi importante para este trabalho e a solidificação do processo defensivo acabará por soltar mais a equipa ofensivamente neste final de campeonato.

 

Embora me custe ver alguns jogadores no banco, entendi perfeitamente a opção de Jesus em manter praticamente o mesmo onze até final. A equipa estava a encaixar bem no Estoril, que aumentou o número de jogadores ofensivos na fase final do encontro e, por vezes, nestes jogos, é mais importante o foco dos que lá estão dentro do que a vontade dos que vêm de fora. 

Podence e Chico Geraldes terão de ter a paciência para esperar por um momento melhor da equipa para explanarem a sua qualidade sem a pressão constante dos resultados apertados e das exibições q.b. Assim que a equipa melhorar em termos exibicionais, acredito que poderão ter mais minutos, sobretudo o Chico, que ainda não se estreou.

 

Segue-se a final com o Guimarães, em casa, um dia depois dos sócios escolherem o Presidente do Sporting para os próximos quatro anos. Lá estarei no sábado, para cumprir o meu dever de sócio. No domingo, vai ter de ser pela TV.

 

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O dia em que o Sporting tirou o futebol feminino do "anonimato"

Começo por dizer que espero que o Sporting aproveite aquilo que ontem se passou em Alvalade para que a Europa e o Mundo saibam que em Portugal o futebol feminino está a evoluir e que, para isso, e entrada em cena do Sporting Clube de Portugal foi fundamental.

O que se passou ontem não foi normal. Estavam mais de 10 mil pessoas num estádio, em Portugal, a ver um jogo de futebol feminino do Sporting quando o jogo (em que tinham participado equipas nacionais) com maior assistência no nosso país tinha sido o Portugal - Roménia, do passado dia 21 de outubro, onde se jogou a primeira mão do playoff de acesso ao Europeu deste ano.

O número de espectadores desse jogo? 3415.

O número oficial de ontem? 9263, mas garante quem esteve que muitos mais entraram sem passar pelos torniquetes.

 

Para terem uma noção do que isto representa e da força que o Sporting tem, deixo-vos alguns números:

- O Lyon, vencedor da última edição da Champions feminina, teve uma assistência média na prova de 11.035 espectadores

- O Frankfurt, vencedor da Champions feminina em 2014/15, teve uma assistência média na prova de 2320 espectadores

- O Wolfsburg, vencedor das edições de 2012/13 e 2013/14, o melhor que conseguiu nesse período foi uma média de 5174 espectadores

- A média de espectadores da Champions feminina na temporada passada foi de 3009 espectadores. Este ano está nos 1985, embora aumente exponencialmente nas fases decisivas da prova

- A final da Champions de 2013/14, jogada no Estádio do Restelo, teve uma assistência de 11200 espectadores

- A final da Taça de Portugal da temporada passada, levou apenas 2500 pessoas ao Estádio do Jamor

Já deu para perceber o que ontem se atingiu à escala nacional e europeia do futebol feminino.

 

O jogo nem era uma final... "Apenas" um jogo importante, sabendo que ainda faltam oito para o fim da Liga. Aliás, os adeptos foram com a noção que era neste jogo que era mais provável que perdêssemos pontos mas completamente sem noção do que falta jogar. Foram para apoiar numa oportunidade rara de ver a nossa equipa feminina sem terem de se deslocar a Alcochete. E sim, a localização da Academia prejudica e muito as assistências das nossas equipas (masculinas e femininas).

Claro que nenhum dos outros jogos tem o impacto deste. Toda a gente sabe que são as duas melhores equipas e é irrealista pensar que se todos os jogos fossem em Alvalade, teríamos sempre 10 mil nas bancadas. Não teríamos. A competitividade da nossa Liga é baixa e o interesse pela maior parte dos jogos acompanha o nível de competitividade. Mas seria irrealista dizer que facilmente teríamos uma média de 3 mil espectadores, se os jogos se jogassem em Alvalade? Não, acho que não. E com bilhetes pagos (recordo que o jogo de ontem foi de entrada livre).

 

Vamos ao jogo.

Duas equipas em igualdade pontual, que apenas tinham perdido quatro pontos em todo o campeonato, dois deles no confronto directo. O Braga, com uma diferença de golos muito superior, sabia que um empate os manteria a depender exclusivamente de si para arrecadar o título. Ao Sporting, só a vitória interessava, dada a noção de que a perda de pontos até final será pouco provável (porém, possível) para ambas as equipas e que a vitória dava uma folga de três pontos mais a vantagem no confronto directo.

O jogo esteve longe de ser um hino à modalidade ou uma forte campanha para o futebol feminino (futebolísticamente falando) mas teve entrega e emoção de sobra.

Mesmo que o tenha visto pela TV, sentia-se a tensão e o peso da responsabilidade aos ombros das jogadoras. De um lado e de outro, todas tinham a noção da importância do jogo.

As equipas equivaleram-se na maior parte do jogo e o Sporting, que à semelhança do que aconteceu em Braga, teve sempre mais iniciativa de jogo e criou as melhores oportunidades para marcar (mesmo que em número reduzido), acabou por vencer com justiça, praticamente no último lance do encontro.

 

Curioso como nestes jogos as jogadoras mais influentes têm mais dificuldade em sobressair. Embora tenham estado em bom plano, Solange Carvalhas e Diana Silva tiveram dificuldades em se impor, graças à vigilância apertada das bracarenses.

A mim, mais uma vez, foi Joana Marchão quem me encheu as medidas. Inesgotável na entrega ao jogo, qualidade na maior parte das acções, tanto ofensivas como defensivas e um nível de comprometimento e entreajuda assinalável. É difícil atribuir um prémio de MVP num jogo em que é a equipa que sobressai (e tão bom que é constatar isto) mas, a fazê-lo, o meu ia para a nossa lateral esquerdo.

Ana Borges merece também uma menção, pelo que lutou e pelo que tentou sempre empurrar a equipa para a frente. Acaba por ganhar a grande penalidade precisamente por acreditar que chegaria àquela bola primeiro que qualquer outra jogadora. Meio golo, é dela.

 

Agora, directamente para o Presidente Bruno de Carvalho (que, acredito, se manterá como tal por mais quatro anos), segue um pedido. Três dos cinco jogos em casa não coincidem com os da equipa sénior masculina e é meu desejo que tenhamos mais três jogos das mulheres em Alvalade. Trate lá disso. Para o ano, agilize-se o calendário para que sejam mais frequentes os jogos em Alvalade do que na Academia.

Elas merecem isso. Por tudo. Porque desde o primeiro dia demonstram um prazer enorme em representar o Sporting. Porque se dedicam e sentem o peso da responsabilidade de nos representar de uma maneira que faz corar de vergonha muitos atletas do plantel profissional masculino. Porque apresentam resultados e qualidade. Porque acredito que seja a vontade de muitos dos adeptos e, por fim, porque tão facilmente idolatro o Rui Patrício, como o João Matos, o João Pinto, o Pedro Portela ou a Solange Carvalhas.

Porque só há um Sporting e porque o sentimento de o ver ganhar e a vontade de o ver atingir a glória é, para mim, igual no futebol masculino ou feminino, no futsal ou no ténis de mesa.

 

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