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Grande Artista e Goleador

O "emagrecimento" do plantel: Balanço final

Depois de ter comparado os desempenhos de Iuri Medeiros (LINK), Francisco Geraldes (LINK), Ryan Gauld (LINK) e Daniel Podence (LINK) com os dos jogadores das respectivas posições que integram o plantel de Jorge Jesus, chega a hora de dizer o que eu faria neste mercado de Janeiro.

Abstive-me antes de o fazer mas agora não resisto à tentação.

 

Na baliza estamos bem servidos. No centro da defesa também e, numa perspectiva economicista, eu "desfazia-me" de Douglas (para mim, o mais fraco dos quatro).

Nas laterais, caso consigamos reforçar ambas com jogadores que nos resolvam os problemas actuais, dois ou três terão de sair, já que há ainda Jonathan Silva. Confesso que ainda comparei os números de André Geraldes com os dos nossos quatro laterais e a performance defensiva é idêntica, ao contrário da ofensiva. Não posso afirmar peremptoriamente que André Geraldes não serve mas mantenho o meu feeling que não é suficiente para as nossas ambições e lhe faltam atributos ofensivos essenciais na interpretação do modelo de Jesus. 

No meio-campo, é evidente que Meli e Petrovic não têm espaço. Praticamente não jogaram e devem sair. Eu vendia também Elias.

A minha pequena revolução fazia-a nas posições de ataque. Castaignos, André e Markovic revelaram-se insuficientes para as nossas ambições e Bryan Ruiz nem parece o mesmo da época passada. Bruno César deve assumir de vez a posição de extremo e precisamos de contrabalançar alguma experiência com mais irreverência. Acabei por não incluir Podence no plantel, pois considero mais benéfico que continue a jogar com regularidade em Moreira de Cónegos.

A grande questão aqui é: a direcção tem capacidade financeira para reforçar já a equipa para o que resta desta temporada mas também a pensar na próxima?

Se tiver (e dadas as mais-valias vindas das vendas de João Mário e Slimani, admito que sim), eu fazia isto:

1.png

Os empréstimos de Joel Campbell, Markovic e Meli seriam suspensos imediatamente.

Ricardo Esgaio e Luc Castaignos seriam emprestados.

Azbe Jug, Douglas, Jefferson, Marvin, Petrovic, Elias e André seriam vendidos.

Há ainda a hipótese de saída de algum dos campeões europeus... Excepto no caso de Rui Patrício (Pedro Silva assumiria em definitivo o lugar de número dois da baliza, atrás de Beto), teríamos de ir ao mercado procurar jogadores que substituíssem as vagas deixadas por Adrien ou William. Só admito a saída de um dos três e, neste caso, parece-me evidente que teríamos capacidade para os investimentos que proponho.

 

Hans Hateboer é lateral direito do Groningen e internacional sub-21 holandês. É alto (1.88m) e um defensor com elevada propensão ofensiva. Termina contrato em Junho de 2017 e parece-me uma boa opção a baixo custo. Está avaliado em 1M€ (fonte: transfermarkt).

 

Emiliano Insúa dispensa apresentações. Vem de duas épocas com muitos jogos no Estugarda, depois de uma fase de menor fulgor, após a saída do Sporting. Tenho visto alguns jogos e parece-me estar de volta aos bons momentos. Termina contrato em Junho de 2018, factor que pode fazer baixar os 3.5M€ de valor de mercado (fonte: transfermarkt). Além disto, conhece bem o Clube e a Liga Portuguesa.

 

Ricardo Quaresma termina contrato no final da temporada e está numa das melhores fases da carreira. Apesar dos 33 anos, apresenta um rendimento extraordinário, para o qual considero que o seleccionador Fernando Santos muito terá contribuído. É amigo de Jesus, Bruno de Carvalho já confidenciou que gostava que voltasse a Alvalade e tenho a certeza que os 4M€ que vale (fonte: transfermarkt) poderiam perfeitamente ser negociados. Depois de Nani, seria bom ter mais um regresso.

 

Sébastien Haller é um dos meus fetiches. O ponta-de-lança dos sub-21 franceses é titularíssimo no Utrecht, onde está há dois anos. Tem 37 golos e 14 assistências em 79 jogos e, aos 22 anos, está pronto para "dar o salto". Tem contrato até Junho de 2019 e os 8M€ que vale (fonte: transfermarkt) o seu passe valeriam a pena. Sendo um "9" puro, Haller não se sente desconfortável a vir buscar a bola atrás nem a cair nas alas. Por isto, poderia até ser encarado como o parceiro de Bas Dost, já que julgo que se adaptaria bem às movimentações pedidas ao segundo avançado. Além disso, é forte na reacção à perda e tem "nervo" para defender a primeira fase de construção adversária. Caso assumisse a titularidade ao lado de Dost, teríamos Ronaldo Tavares e Pedro Marques na "cobertura" (não equaciono Leonardo Ruiz, pois acho que o Sporting não exercerá a opção de compra).

 

E isto não é brincar ao FM fazer prospecção. :)

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O "emagrecimento" do plantel: Daniel Podence

Embora ache Daniel Podence dos menos preparados para regressar entre os jogadores da nossa formação actualmente emprestados, parece-me interessante verificar se os dados estatísticos "validam" a sua presença no plantel.

Assumo que a minha escolha, a seguir a Iuri Medeiros, seria Carlos Mané mas as particularidades do seu contrato de empréstimo inviabilizam o seu regresso no imediato.

Podence tem muito a melhorar mas é o único com capacidade para fazer descansar Gelson, mantendo alguém com características semelhantes em campo.

Sei que muitos o vêem como segundo avançado mas, para mim, Podence é extremo (é nessa posição que tem sido utilizado no Moreirense). O confronto físico com defesas centrais cada vez mais corpulentos prejudica-o e as alas protegem-no melhor das suas insuficiências. 

Usarei os mesmos termos de comparação que usei para Iuri. Vamos aos números:

Daniel Podence.png

Em golos e assistências Podence aproxima-se muito do rendimento de Bryan e Campbell. Tal como no caso de Iuri, os números ofensivos não desiludem. Remata mais do que os costa-riquenhos, é, de todos, o que mais passes para ocasião faz por jogo e arrisca o drible na mesma medida que Gelson.

Podence não cruza tanto como Bryan ou Campbell, sobretudo por ter no Moreirense tarefas que visam a exploração do espaço interior. Podence parte sempre da ala para o meio, onde muitas vezes acaba por fazer de segundo avançado (ora, isto é precisamente o tipo de movimentação que o sistema de Jorge Jesus pede).

É no plano defensivo que Podence deve trabalhar mais. Os seus números são, de todos, os mais modestos e a ajuda aos laterais (sobretudo aos nossos) é muito importante.

No geral, mais uma vez, não vejo Podence muito inferior a Bryan ou Campbell mas assumo que vejo com bons olhos a sua permanência no Moreirense, onde jogará mais. Todavia, "balanço" sempre que penso nas alternativas a Gelson e parece-me razoável que Podence pudesse ser uma delas.

 

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O "emagrecimento" do plantel: Ryan Gauld

Depois de Iuri Medeiros e Francisco Geraldes, chegou a vez de ver se os números Ryan Gauld comprovam também que é uma alternativa mais válida do que as que temos neste momento no plantel.

José Couceiro usou Gauld como "10", no apoio directo ao ponta de lança. No modelo de Jesus não há um "10", por isso resolvi comparar o escocês com três jogadores que fizeram a posição de 2º avançado.

Deixei de fora Castaignos, pois só tem 60 minutos no campeonato. André, embora seja mais um ponta-de-lança do que um segundo avançado, já jogou algumas vezes ao lado de Bas Dost.

Vejamos:

Ryan Gauld.png

Fez bem a Ryan Gauld o tempo que passou na B a jogar a "8". Não perdeu as suas capacidades inatas e ganhou uma agressividade e capacidade defensiva que não possuía.

As estatísticas não mentem. No geral, Gauld suplanta os números de André e Markovic e rivaliza bem com os de Alan Ruiz, que domina em absoluto as estatísticas ofensivas. É o argentino quem mais remata e dá a rematar (Gauld iguala o número de passes para ocasião por jogo - 0.8), contudo, nem ele nem Gauld têm qualquer golo marcado, ao contrário de André e Markovic (1 cada).

 

Gauld é, de todos, o que mais passes faz por jogo, fruto de uma maior procura pela posse de bola (característica que Alan Ruiz também possui).

No plano defensivo, o escocês mostra porque está bem mais perto de nos dar aquela capacidade de pressão e recuperação de bola em zonas adiantadas que o modelo de Jorge Jesus tanto precisa para ser eficaz. Gauld tem mais do dobro das acções defensivas dos três "rivais" e parece-me claro que poderia acrescentar mais do que têm feito André, Markovic ou Castaignos.

 

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O "emagrecimento" do plantel: Francisco Geraldes

Depois de ontem ter começado por comparar a performance de Iuri Medeiros com os três extremos mais utilizados do plantel do Sporting (AQUI), seguimos hoje com Francisco Geraldes.

Francisco Geraldes.png

Quase nem valia a pena comparar as estatísticas de Chico Geraldes com as de Elias mas até é bom que se possa substanciar a "coisa". Claro que Elias tem muito menos utilização que Geraldes ou Adrien mas, mesmo assim, são dados muito pobres, os do brasileiro. Podia olhar o médio emprestado ao Moreirense como um médio ala, na linha daquilo que foi João Mário, mas acho que é muito mais jogador de zonas interiores do que de corredor.

Elias lidera o ranking de acerto no passe, sobretudo porque pouco arrisca. Um passe seguro tem sempre mais possibilidades de acerto. De todos, é também o que menos faltas faz, o que considero um dado negativo, visto que denota falta de intensidade defensiva, ainda mais numa equipa que, pelo risco com que joga, muitas vezes tem de recorrer à falta.

 

Se Geraldes cabia no plantel? Óbvio! Lidera todos os parâmetros ofensivos e perde por pouco para Adrien no plano defensivo. Dos três apresentados, Chico é o que mais remata, o que mais oportunidades cria, o que mais arrisca a finta e aquele que mais faltas sofre.

Adrien tem em média 4.5 acções defensivas por jogo, enquanto que Geraldes se fica pelas 3.5. Mesmo jogando menos e na maior parte das vezes vindo do banco, Elias fica-se pelas 0.9 por jogo.

 

Parece-me óbvio que, para além da análise subjectiva de quem vê os jogos e testemunha o potencial e qualidade de Chico Geraldes, os números comprovam o nível elevado a que joga.

No próximo post, veremos se os números de Ryan Gauld justificam aquilo que penso dele.

 

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