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Grande Artista e Goleador

O "emagrecimento" do plantel: Iuri Medeiros

Bruno de Carvalho afirmou num post no facebook que o plantel será encurtado para fazer face à situação competitiva em que nos encontramos, em que apenas disputamos uma das quatro competições em que entrámos.

Na minha opinião, o plantel nem precisará de reforços para colmatar lacunas, pois temos essas mais-valias nos nossos quadros. 

Dizer simplesmente que Iuri Medeiros, Francisco Geraldes, Ryan Gauld e Daniel Podence fariam mais do que alguns dos jogadores do nosso plantel pode ser considerada uma análise subjectiva, por estar sujeita aos meus gostos pessoais ou inúmeros outros factores menos "palpáveis".

Assim sendo, vamos a números. Começo com Iuri Medeiros (dados do site whoscored.com):

Iuri Medeiros.png

É evidente a análise dos números se torna num mero exercício aritmético, até porque o estilo de jogo ou caudal ofensivo do Boavista nada tem a ver com o do Sporting mas, tentemos ser objectivos.

 

Os números de golos e assistências não diferem muito dos apresentados pelos extremos mais utilizados do nosso plantel.

Iuri é, juntamente com Bryan Ruiz, aquele que mais passes para ocasião faz por jogo. No entanto, faz menos 12 passes por jogo do que o costa-riquenho, o que lhe limita as oportunidades de ser mais bem sucedido no parâmetro anterior.

A baixa taxa de sucesso no passe deve-se à menor segurança na posse do jogo do Boavista, pelo que, considero a disparidade dos números perfeitamente normal.

Nos parâmetros defensivos (defeito que vejo apontar indiscriminadamente ao açoriano) vejo números semelhantes aos dos três jogadores comparados e parece-me que se tem criado um mito relativamente ao pouco empenho do jogador nas tarefas defensivas (ou isso ou não vêm os jogos e, por isso, pouca legitimidade têm para criticar).

 

De todos, Iuri é mais parecido com Bryan Ruiz. Mais cerebral, lê o jogo como poucos. Não imprime no jogo a velocidade de Campbell ou Gelson nem traz a imprevisibilidade que ambos aportam, embora seja forte no 1x1. Usa sobretudo a sua qualidade de passe para queimar linhas e traria uma qualidade na marcação de todas as bolas paradas que nenhum jogador do nosso plantel possui. Neste momento, tendo a conta a forma de Bryan Ruiz, acho que Iuri poderia ter um impacto muito positivo no jogo do Sporting.

Porque o post ficaria muito extenso, guardarei as análises dos restantes jogadores para as publicações seguintes. Parece-me interessante e espero que gostem.

 

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Chaves 1-0 SPORTING CP: Há males que vêm por bem

O Sporting esta fora da Taça de Portugal e resta-nos o campeonato para disputar até final da temporada. A eliminação não surpreende, tal é o estado anímico e de forma da equipa. Na verdade, acho que a desilusão seria muito maior noutras circunstâncias. Tal e qual como estávamos, a eliminação de mais uma competição era uma tragédia à espera de acontecer.

Consumou-se e, com tudo o que de mau isso traz, há uma coisa boa. Uma vitória no jogo de ontem poderia ter aguçado a tentação de empurrar com a barriga, de achar que estava tudo bem. Assim não dá para esconder erros e debilidades.

 

Nada a apontar à entrega da equipa. Correram, esforçaram-se mas voltaram a apresentar-se perdidos em campo, sem rumo e sem uma estratégia aparente que lhe permitisse ultrapassar um adversário mais bem organizado e preparado quer nós.

O Chaves tem uma boa equipa, bem orientada e com alguns bons executantes. Nada que se compare com o valor do plantel do Sporting, muito menos o monetário. Mas o estado anímico e motivacional com que se apresentaram fizeram transparecer que os papéis estavam invertidos. Foi o Chaves que entrou a mandar e o Sporting a tentar reagir. Nós tentámos marcar sem grande estratégia e acabámos por perder num lance de bola parada, novamente nos últimos minutos, fruto de falta de concentração, de foco e de ambição. Deixámos que um lance em que tínhamos oito jogadores na área para três do adversário acabasse com a bola na nossa baliza, fruto de um cabeceamento de um jogador que nunca tinha marcado um golo.

 

Tragédia consumada, é hora de fazer auto-crítica, já que publicamente foram criticados árbitros, comunicação social e os próprios jogadores.

Há que assumir que o planeamento e gestão desta temporada foi um desastre total. Estamos em Janeiro e resta lutar pelo campeonato, com oito pontos de atraso. Vislumbrar sucesso quando as hipóteses são tão reduzidas é difícil mas isso não pode deixar que baixemos os braços, desde o Presidente aos adeptos, os únicos que me parecem praticamente isentos de culpa, pois não têm faltado com o apoio em nenhum estádio deste país.

Felizmente, estamos em Janeiro e temos, por isso, cerca de duas semanas para arrumar a casa e criar um grupo adequado à competição domingo a domingo, menos extenso e mais solidário.

 

Há que assumir sem rodeios que Bruno de Carvalho confiou em Jorge Jesus e lhe deu tudo o que este pediu para esta temporada. O Presidente errou ao fazê-lo.

Há que assumir que os jogadores contratados, excepto Beto e Bas Dost, não corresponderam às expectativas criadas e muito menos à exigência pretendida. Jorge Jesus falhou.

Há que assumir que a equipa não rendeu o esperado e, pior do que isso, não se demonstrou totalmente comprometida, coesa e determinada em todos os momentos da época. Os jogadores falharam.

 

Em cima disto, há muito a construir.

Bruno de Carvalho deve ponderar se o treinador deve ter ou não carta branca para a formulação do plantel que, em abono da verdade, nem no modelo de jogo do treinador encaixa.

Jorge Jesus deve reconsiderar as opções tomadas e analisar se fez tudo o que estava ao seu alcance para retirar de cada jogador o seu melhor em prol do colectivo. 

Os jogadores terão de unir-se, conversar, alinhar objectivos e tentar cumprí-los em prol do Clube e não pensando individualmente ou amunado perante o egocentrismo e incapacidade para assumir o erro do seu líder. É na tentativa de satisfação dos adeptos que devem encontrar as forças para continuar.

 

Posto isto há excedentários para dispensar, flops para despachar, jogadores a reavaliar e regressos a ponderar. O Sporting não precisa de um plantel de 29 jogadores. Dois por posição são mais do que suficientes e não sou eu que vou por-me aqui a opinar sobre se deviam ser estes ou aqueles.

Jorge Jesus deve colocar de parte o orgulho e decidir o que é melhor para o Clube, em vez do que mais lhe massaja o ego. Tem de deixar-se de teimosias parvas para tentar provar o que quer que seja.

Os jogadores cedidos por empréstimo que tenham cláusulas de retorno devem ser equacionados no mesmo plano que os que fazem parte do plantel. O objectivo é único: dotar o Sporting de um grupo mais forte, unido e equilibrado para atacar a segunda volta. Só o que façamos daqui para a frente importa. O que passou, passou e deve servir apenas e só para aprender e melhorar.

 

A época pode até estar totalmente perdida mas não podemos arriscar o futuro. E se Bruno de Carvalho quer fazer parte desse futuro, tem de passar essa mensagem de forma clara aos sócios. As coisas não podem ficar tal qual como estão. Está provado que o investimento (sobretudo este, totalmente falhado) deu menos resultados que o fazer "mais com menos".

 

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