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Grande Artista e Goleador

O "Senador" Sá Pinto

"...nós jogávamos muito bem, tínhamos excelentes resultados mas depois havia ali jogos em que éramos muito penalizados pela arbitragem. Fomos muito penalizados pela arbitragem (...) mas fomos mesmo...e nós sabíamos, só que não havia nada a fazer."

Há coisas que nunca mudam, Ricardo "Coração de Leão". Mas estamos aqui fortes e unidos para continuar a lutar.

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Belenenses 0-1 SPORTING CP: Assim sabe melhor

Era impossível desejar uma equipa que se apresentasse no Restelo tranquila, confiante e assertiva. O nervosismo e ansiedade, embora indesejáveis, eram condicionantes normais num jogo daquela importância. Porque vínhamos de três derrotas nos últimos quatro jogos, uma delas com um rival e outra que nos afastou da Europa. Era isto e mais a revolta perante alguns factos que ajudaram a que essas derrotas se concretizassem. Factores a mais que acabam por resultar num normal jogo em que a lucidez foi quase sempre sobreposta pelo crer, a vontade de fazer depressa e bem.

 

Não foi um bom jogo mas não há nada a apontar aos jogadores. Houve vontade e intensidade, aliada a muita ansiedade.

Melhor a segunda parte que a primeira, onde tentámos resolver mais as coisas individualmente. Mesmo assim, só pode elogiar-se a atitude de Alan Ruiz e Gelson Martins, aqueles que menos se esconderam e mais chamaram a si a responsabilidade durante os primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, embora agindo mais como equipa, continuou a faltar acertar o passe no último terço, sobretudo o malvado último passe. 

O número é absurdo mas, acreditem, real. Trinta e cinco (35). Foi este o número total de cruzamentos tentados. Apenas três encontraram como destinatário um jogador do Sporting e isto diz muito da descaracterização actual do nosso jogo, em que os nervos se sobrepõem àquilo que deveria ser o nosso normal comportamento em campo, individual e colectivamente. Todavia, os sete passes para ocasião acabaram com uma eficácia baixa mas suficiente para atingir o objectivo.

 

Porque gostei da atitude de todos, não vou apontar erros nem individualizar negativamente. Todos os erros foram claramente na tentativa de fazer o melhor, o mais depressa possível.

Destaco, isso sim, positivamente, alguns dos jogadores determinantes para que o nosso Natal seja mais alegre. 

Beto mostrou mais uma vez que, não estando Patrício, podemos contar com ele. Foi o melhor em campo e evitou aquele triste fado do leão.

Bas Dost, pelo golo, naturalmente, mas também por não ter desistido após um jogo ingrato.

Esgaio, que num contexto complicado soube pegar no jogo (e foi dos que mais teve a bola) e assumir-se, sem se esconder. Teve uma exibição bem conseguida que merece continuidade.

Alan Ruiz e Gelson, porque foram sempre os maiores factores de imprevisibilidade no jogo (Campbell também, nem tanto pelos mesmos motivos).

William e Adrien, mesmo desinspirados, com erros pouco comuns ou até cansados são sempre garante de qualidade e entrega em todos os momentos do jogo. 

Depois, e para terminar a análise mais individualizada, os três que entraram acrescentaram todos algo ao jogo. Campbell acaba por ser decisivo e é inacreditável como a sua imprevisibilidade desespera, ao mesmo tempo que entusiasma. Nunca se sabe o que vai fazer, se três cruzamentos para a bancada ou três passes para golo, se três fintas ou três perdas de bola. Traz uma anarquia ao jogo que faz dele quase sempre um melhor suplente que um bom titular. Assistiu primorosamente para o único golo do jogo.

 

Termino com o momento do jogo, a maior demonstração de que nada está perdido. Num jogo em que faltou alguma criatividade táctica e técnica, sobretudo no último terço, em que os nervos tornaram o destino dos passes mais incerto e em que parecia que acabaríamos o jogo no tão pouco característico "chuveirinho", é um raro momento de lucidez e boas decisões que termina com Bas Dost a empurrar para o fundo das redes e a festejar com a imensa onda verde que nunca se calou no Estádio do Restelo. Tudo o que tão mal havíamos decidido no último terço, durante todo o jogo, foi bem feito já após o minuto 90. Um momento de alegria que prova que os nossos rapazes sabem o que fazer em campo e nos indica que uma boa série de vitórias trará de volta aquela equipa confiante, desinibida, tranquila e assertiva.

 

Foi difícil mas assim soube melhor. São estas as que eu mais gosto, com sofrimento, à Sporting!

 

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