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Grande Artista e Goleador

Dost ao nível do melhor Slimani

Mesmo sem termos ainda encontrado o melhor parceiro para Bas Dost, facto que em muito prejudica o volume de oportunidades para o holandês finalizar com qualidade, a verdade é que o reforço leonino tem feito pela vida para mostrar serviço.

Apresenta números ligeiramente superiores a Slimani nos primeiros 17 encontros da época passada, ficando aquém do início da melhor época de Liédson (a segunda) e do início das épocas de estreia de Ricky van Wolfwinkel e Fredy Montero (as mais produtivas de ambos em número de golos), ressalvando que o colombiano não voltaria a marcar no que restou da época 2013/14.

Registo a possível injustiça de comparar a época de estreia do holandês com as melhores épocas de cada um dos antecessores mas é uma forma de manter a bitola elevada e de mostrar realmente a qualidade do gigante contratado ao Wolfsburg.

Vamos aos números, ordenados pelo item da última coluna (minutos por golo):

Comparativo avançados.png

Não incluo nesta análise Teo Gutierrez, por ter um papel diferente do típico avançado referência mas, por curiosidade, nos primeiros 17 jogos, marcou 7 golos em 1154 minutos (um golos a cada 165 minutos).

Sobretudo por saudosismo, deixo-vos os de Mário Jardel no ano do último título do Sporting. 17 jogos / 1463 minutos / 23 golos / um golo a cada 64 minutos. Impressionante! Nesta época Super Mário acabaria com 55 golos em 41 jogos (todas as competições) a apenas um do seu recorde (56, mas em 51 jogos) na última época no Porto, quando o Sporting se sagrou campeão em 1999/2000. As duas melhores épocas de Mário Jardel em termos individuais foram quando o Sporting se sagrou campeão.

Termino com uma análise interessante entre Bas Dost e Islam Slimani, o nosso termo de comparação mais recente. Bas Dost marca mais, em menos minutos e rematando menos. Ressalvo que a média de remates por jogo de Bas Dost é a registada até ao momento, enquanto que a de Slimani corresponde a toda a temporada passada, facto que não deverá alterar em muito a objectividade da análise. Sublinho também que a estatística é relativa apenas aos jogos da Liga, o que torna também a comparação mais justa. Bas Dost faz um golo a cada 2.8 remates enquanto que, na temporada passada, Slimani precisou em média de 3.6 remates para finalizar com sucesso.

Esperemos que, tal como Slimani, Bas Dost suba de rendimento ao longo da temporada. O Sporting agradecerá e nós também.

 

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Ainda sobre a 4ª Bola de Ouro de Ronaldo (e a formação do Sporting)

O texto é de André Pipa, jornalista e cronista do jornal "A Bola". Um Sportinguista num antro de promiscuidade encarnada que teima em dizer o que tem de ser dito e outros nem ousam falar. (espero que não tenha em breve de passar a "independente" por ser isento e ao mesmo tempo uma espécie de "justiceiro da verdade")

 

"FANTÁSTICA consagração mundial de Cristiano Ronaldo no ano de ouro do futebol português e da Academia de Alcochete, que tem o seu nome umbilicalmente ligado à maior vitória de sempre do desporto nacional: a conquista do Euro 2016. Por alguma razão Aurélio Pereira foi convidado pelas televisões, rádios e jornais a comentar o enésimo sucesso do maior futebolista português de sempre, que até reuniu mais do dobro dos votos do rival Messi. Lógico: foi Aurélio quem o moldou, o formatou, e o preparou para ser lançado na equipa principal do Sporting - o que aconteceu por decisão do romeno Laszlo Bölöni, o homem que também lançou Ricardo Quaresma. Não sei se Aurélio Pereira e o Sporting têm noção do que significou a quarta Bola de Ouro de Ronaldo. Significou «apenas» isto: que a formação do Sporting igualou a Academia do Barcelona (La Masia) como o maior produtor mundial de Bolas de Ouro - vão cinco !!!, juntando-se o sumptuoso «tetra» de Cristiano (2008, 2013, 2014 e 2016) ao triunfo de Luis Figo em 2000. A cantera do Barcelona também tem cinco Bolas de Ouro, todas conquistadas por Lionel Messi, havendo depois quatro academias com três Bolas de Ouro no currículo: a do Ajax (Cruyff), a do UVV Utrecht (Marco van Basten), a do Nancy (Michel Platini) e a do River Plate (Alfredo Di Stefano e Omar Sivori). (......)

É claro que o triunfo de Cristiano tem vários progenitores, cada qual com méritos específicos em momentos diferentes da sua carreira. O Sporting será sempre o ponto de partida, o formador, e Aurélio Pereira o oleiro que moldou o barro. Pode e deve reclamar essa paternidade com mais que justificado orgulho. E devia fazê-lo com redobrada insistência, já que Alcochete continua a produzir diamantes de elevadíssimo quilate – olhem só o Gelson. Quem não faria o mesmo? (imaginem as reacções das «máquinas» propagandísticas benfiquista e portista se algum dia um futebolista formado no Seixal ou no Olival for considerado o melhor do Mundo !...). Mas é perfeitamente óbvio que Cristiano nunca se teria tornado o que se tornou se não tivesse ido parar às mãos de um ganhador compulsivo como Alex Ferguson no Manchester United; e nunca teria chegado onde chegou, em termos desportivos, mediáticos e financeiros, se não tivesse traçado - e cumprido! - o objectivo de representar o maior clube do Mundo, o Real Madrid, onde Cristiano chegou no auge das suas capacidades e se fez, definitivamente, um futebolista para a eternidade. Cristiano é, portanto, um «produto» elaborado pelo Sporting, aperfeiçoado pelo Manchester United e concluído pelo Real Madrid. E por ele próprio, com o seu inigualável e omnipresente carácter de vencedor, sua ânsia de superação, a sua férrea determinação de ganhar, de cortar a meta em primeiro. Creio que nesse particular – o CARÁCTER – Cristiano será porventura superior a Pelé e Maradona. Talvez o maior animal de competição que o futebol conheceu.

Em suma. Parabéns a Alcochete pela quinta Bola de Ouro no historial cinco meses depois de contribuir com dez jogadores - Rui Patricio, Cédric Soares, José Fonte, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, João Mário, Nani, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo – para a maior vitória de sempre do futebol português no Euro 2016. Alcochete é certamente umas das marcas portuguesas mais prestigiadas no estrangeiro (veja-se como Gelson já traz o selo de qualidade colado ao apelido…) e o sucesso reiterado na produção de grandes jogadores deveria funcionar não como motivo de inveja ou azia, mas como exemplo e inspiração às academias dos clubes concorrentes. Parabéns a Cristiano Ronaldo pela 4.ª Bola de Ouro da carreira– extraordinária carreira ! Parabéns ao Real Madrid de Florentino Perez (e ManuelPellegrini, José Mourinho,CarloAncelotti, eZinedineZidane...) por ter feito de Cristiano «o» futebolista total. Parabéns asirAlex Ferguson e ao ManchesterUnited por terem feito do promissor Cristiano um futebolista de classe Mundial.Lastbutnottheleast, parabéns ao mestre Aurélio Pereira, ao Sporting e aLazloBölöni por terem feito de um habilidoso magricelas Madeirense o protótipo do maior desportista Português de todos os tempos. Orgulho de um País. O nosso."

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Vitória FC 0-1 SPORTING CP: Taça é RUUUUUUUUUUI, Rui é Taça

São três, as taças de Portugal que Rui Patrício venceu ao serviço do Sporting e, como um dos mais titulados jogadores de sempre do Sporting nesta competição (admito que possa haver um ou outro com quatro, dada a proximidade das vitórias nas décadas de 40 e 70), não deixou os créditos por mãos alheias e fechou a baliza ainda antes de Bas Dost carimbar o passaporte para os quartos-de-final.

 

O jogo foi difícil, como se esperava e o Vitória Futebol Clube vendeu cara a passagem à fase seguinte da prova. 

Os sadinos entraram bem no jogo, com o nosso Ryan Gauld em grande evidência. Grande qualidade do escocês, a mostrar a Jorge Jesus que podia perfeitamente fazer parte do plantel às suas ordens. Pena os comentários que o nosso treinador fez sobre o escocês no final do jogo, pouco ou nada encorajadores ao seu regresso.

Quem também entrou bem ao serviço dos sadinos (talvez enganado pelos tempos que passou ao serviço do Vitória) foi Rúben Semedo que, de forma algo "dormente" começou por ameaçar que estava "naqueles dias" e mais tarde ofereceu ao adversário a sua primeira oportunidade do jogo.

 

RUUUUUUUUUUUUUI!...ouviu-se no Estádio do Bonfim. Patrício estava lá para se assegurar que o #RumoAoJamor é para levar a sério.

 

Aos 15 minutos, penalti por assinalar a favor do Sporting. Mais uma braço na bola, dentro da grande área que não é sancionado e já perdi a conta aos penaltis por assinalar esta temporada em lances de mão/braço na bola.

Cinco minutos volvidos e mais um penalti, desta vez assinalado, sobre Bas Dost. Chamado à conversão, Adrien não bateu Trigueira e na recarga, com a baliza escancarada, acertou em cheio no redes sadino. Inacreditável!

 

Adrien ensaia remate ao ângulo mas Trigueira volta a dizer "presente" com uma bela defesa para a fotografia. 

Quem voltou a ficar bem na foto foi o nosso Rei; Gauld ganha uma segunda bola à entrada da nossa grande área, aparece frente a Rui Patrício e, adivinhem...

 

RUUUUUUUUUUUUUI!...parecia ainda o eco da primeira defesa. Patrício segura o nulo e volta a avisar que o jogo é para ganhar.

 

Intervalo e o Sporting regressa para o segundo tempo mais decidido, focado e concentrado.

Não foi um jogo com muitas oportunidades claras criadas mas felizmente Bas Dost teve a eficácia que faltou no último jogo.

O Sporting controlou muito melhor o jogo a meio campo e dominou o encontro nos segundos 45 minutos. Vitória justa e parabéns ao Vitória, que foi um digno vencido. Pena a lesão de Gauld, que forçou a sua substituição. Espero que não seja nada de grave.

O caminho para o Jamor continua e espero receber o Benfica em Alvalade na próxima eliminatória.

 

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