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Grande Artista e Goleador

Rinaldo Nocentini vence Troféu Joaquim Agostinho

Foi uma etapa muito difícil. Tive uma grande equipa, que trabalhou muito e bem. A dada altura fiquei sozinho, mas já perto da subida final dois colegas juntaram-se à frente e puderam ajudar. Esta vitória é muito importante para mim, por que é a primeira em seis anos, e é muito importante para a equipa, por ser a primeira da época. Tem sabor especial vencer a prova que lembra Joaquim Agostinho, que era um símbolo do Sporting”, afirmou Nocentini após a vitória no 39º Troféu Joaquim Agostinho.

 

Não podia ter sido de outra forma. Muito esforço, dedicação e devoção, antes da merecida glória.

 

Rinaldo Nocentini, numa demonstração de classe e sangue frio, controlou os adversários, sendo o sétimo classificado tirada, um resultado suficiente para ganhar a corrida. O torriense Hernãni Broco (LA Alumínios-Antarte) foi o segundo classificado, a 24 segundos, e o espanhol Raul Alarcón (W52-FC Porto) fechou o pódio, a 26 segundos.

 

Seguem as classificações da etapa e da geral individual, que actualizarei mais tarde com os restantes atletas do Sporting:

 

ETAPA

1.º Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), 3h48m41s (Média: 38,569 km/h)
2.º Guillaume Almeida (Rádio Popular-Boavista), +00'05''
3.º Aldemar Reyes (Manzana Postobon), +00'07''
4.º Raul Alarcón (W52-FC Porto), +00'07''
5.º Hernâni Broco (LA Alumínios-Antarte), +00'07''
6.º João Benta (Louletano-Hospital de Loulé), +00'09''
7.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), +00'09''
8.º Thomas Lebas (Bridgestone Anchor), +00'11''
9.º Bruno Silva (LA Alumínios-Antarte), +00'11''
10.º Henrique Casimiro (Efapel), +00'14''

 

GERAL INDIVIDUAL

1.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), 13h00m18s
2.º Hernâni Broco (LA Alumínios-Antarte), +00'24''
3.º Raul Alarcón (W52-FC Porto), +00'26''
4.º João Benta (Louletano-Hospital de Loulé), +00'26''
5.º Bruno Silva (LA Alumínios-Antarte), +00'54''
6.º Mikel Bizkarra (Euskadi Basque Country-Murias), +00'59''
7.º Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), +00'59''
8.º Henrique Casimiro (Efapel), +01'01''
9.º José de Segóvia (Louletano-Hospital de Loulé), +01'02''
10.º Aldemar Reyes (Manzana Postobon), +01'54''

 

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A ver se hoje é o dia

Enxovalharam-nos, maldisseram-nos, vilipendiaram-nos. Disseram que não somos merecedores do lugar na final, insultaram-nos e afirmaram que o nosso futebol não justifica o título que só nós e os franceses disputaremos.

 

Sim, os franceses fizeram-no mas não foram os únicos. Um pouco por essa Europa fora, muitos o manifestaram. "Portugal não presta, não joga nada e não deve estar na final", disseram eles.

 

No entanto, lá estamos. Chegámos lá por mérito próprio. Sem brilho mas com brio. Sem espectáculo mas com entrega. Sem um futebol bonito mas jogado em equipa.

 

Sim. Uma equipa é aquilo que Portugal demonstra ser. Um grupo de jogadores unido, solidário, coeso e conduzido por uma liderança forte.

 

Podem colar-se a Fernando Santos todos os defeitos naquilo que á a nossa proposta de jogo mas nunca a sua liderança poderá ser questionada. Um líder que desde o primeiro dia assume ambição. Um líder que desde o primeiro dia acredita em si e nos seus. Um líder que crê que as suas ideias podem levar a equipa ao sucesso deve ser respeitado e elogiado.

 

Sim, jogamos pouco. Sim, temos um futebol pouco atractivo. Sim, jogamos nos equilíbrios e na expectativa. Não, não temos um modelo de jogo ofensivo e de posse. Assumimos a nossa posição e esperamos o erro do adversário para o 'matar'. Temos qualidade para o fazer e individualidades prontas a sacrificar-se para aparecer apenas no momento certo.

 

Por falar em individualidades... Impossível ignorar o outro líder. Aquele que dentro de campo se tem assumido, sacrificado, lutado em prol dos objectivos da equipa. Cristiano Ronaldo é hoje um verdadeiro capitão. Assume-se, como sempre, mas fa-lo também pela equipa. Mostra que confia nos colegas, incentiva-os, repreende-os mas luta com eles, lado a lado.

 

Sente-se entre todos uma comunhão sincera, uma união verdadeira e um espírito de grupo fantástico. Tudo o que já tínhamos em 2004 mas onde nos faltou a capacidade para atenuar a euforia. Foi o excesso de confiança que nos 'matou', o pensar que estava no papo. Não será isso que nos tirará o troféu este ano. 

 

A França, tendo jogadores de grande qualidade, não é, tal como Portugal, das melhores equipas a jogar futebol neste Euro. E também lá está. São, na verdade, equipas com algumas semelhanças e que, acredito, se vão respeitar muito dentro de campo. Os franceses acham que está no papo. Deschamps, estou certo que não acha o mesmo e não vai abrir o jogo frente a um Portugal, que afinou o processo defensivo no decorrer do Europeu.

 

Sim, começámos mal mas, se mesmo assim tivemos a felicidade de passar a fase de grupos, não nos faltou também a inteligência e perspicácia para entender o que estava menos bem. Mudámos e melhorámos. Defendemos de forma mais compacta, somos mais seguros no meio-campo e partimos melhor para o contra-ataque. Mudámos algumas peças que se têm revelado vitais e depois...há Ronaldo. E com Ronaldo em campo tudo é possível, até saltar a 80 centímetros do chão para, de cabeça, furar as redes adversárias.

 

Hoje, Portugal parará em frente a um televisor para ver se é o dia. Hoje finalmente festejaremos ou voltaremos a chorar, como no passado. Eu prefiro acreditar que podemos ser felizes e estou seguro que trabalharemos em campo para isso.

 

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Sara Moreira de ouro e Jessica Augusto de bronze

 

Depois da desistência nos 10000 metros, valeu a pena esperar pela prestação de Sara Moreira nesta meia-maratona.

Dominou a prova desde cedo e ganhou sem qualquer contestação. Jessica Augusto chegou também isolada para vencer a medalha de bronze.

Portugal e o Sporting estão de parabéns, mas sobretudo a Sara e a Jessica. Obrigado a ambas!

 

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Troféu Joaquim Agostinho: Nocentini segura a amarela

Dia complicado para o pelotão do Sporting/Tavira. Numa etapa com muitas mexidas no pelotão, os ciclistas leoninos foram obrigados a muito e desgastante trabalho para não deixar fugir a amarela do seu líder.

Rinaldo Nocentini mostrou-se satisfeito com a prestação dos companheiros e revelou-se confiante para a etapa final de amanhã: "Hoje foi difícil controlar a corrida, mas a equipa trabalhou bem. Estou convencido de que a etapa de amanhã será mais fácil de controlar. Só espero que a equipa recupere do esforço de hoje, porque eu sinto-me bem e a meta em alto favorece-me".

 

Seguem as classificações da etapa e geral:

 

ETAPA

1.º Raul Alarcón (W52-FC Porto), 4h00m56s
2.º António Barbio (Efapel), +00'05''
3.º Sergey Shilov (Lokosphinx), +00'05''
16.º Rinaldo Nocentini (Sporting/Tavira), +00'05''
53.º David de la Fuente (Sporting/Tavira), +05'22''
65.º Jesus Esquerra (Sporting/Tavira), +08'54''
79.º Hugo Sabido (Sporting/Tavira), +14'06''
80.º Mario Gonzalez (Sporting/Tavira), +14'41''
93.º Shaun-Nick Bester (Sporting/Tavira), +24'14''
94.º Júlio Gonçalves (Sporting/Tavira), +24'14''

 

GERAL INDIVIDUAL

1.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), 9h11m28s
2.º João Benta (Louletano-Hospital de Loulé), +00'26''
3.º Hernâni Broco (LA Alumínios-Antarte), +00'26''
4.º Raul Alarcón (W52-FC Porto), +00'28''
5.º José de Segóvia (Louletano-Hospital de Loulé), +00'39''
36.º David de la Fuente (Sporting/Tavira), +08'02''
48.º Jesus Esquerra (Sporting/Tavira), +12'42''
67.º Hugo Sabido (Sporting/Tavira), +18'13''
78.º Mario Gonzalez (Sporting/Tavira), +23'12''
87.º Júlio Gonçalves (Sporting/Tavira), +28'34''
88.º Shaun-Nick Bester (Sporting/Tavira), +30'04''

 

Na classificação geral por equipas, o Sporting/Tavira abdicou de fazer um melhor resultado em prol da manutenção da camisola amarela, que poderá dar à equipa a primeira vitória individual desde o seu regresso e logo numa prova tão emblemática, que homenageia o maior símbolo da modalidade e um dos maiores do Sporting Clube de Portugal. Descemos para a 11ª posição da geral.

 

Com a chegada em alto de amanhã, Nocentini poderá, para além da manutenção da tão ambicionada amarela, conquistar a azul da montanha. Na ligação de 147 quilómetros entre Atougia da Baleia e o Parque Eólico da Carvoeira, a meta coincide com uma contagem de montanha de terceira categoria, mas antes de ali chegarem os corredores terão de ultrapassar outras duas subidas pontuáveis para a classificação dos trepadores.

 

Uma vitória amanhã pode mesmo ser um excelente prenúncio para a Volta a Portugal que se avizinha.

 

Fiquem com o resumo da etapa:

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