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Grande Artista e Goleador

Vale a pena pensar nisto

Toda a gente sabe que é a visibilidade e o alcance de uma modalidade que cativa mais adeptos para a mesma. Para isso, há que ter executantes de qualidade que proporcionem bons espectáculos.

Esta é a base para o sucesso de qualquer competição ou modalidade.

O Sporting sabe isso e, atempadamente, preparou um documento extenso com aquilo que julgava melhorar o futebol.

Furou a inércia de instituições nacionais e internacionais, foi proactivo e já se notam os efeitos dessa proactividade.

 

Gostava que o Sporting, em conjunto com os vários especialistas nas várias modalidades que compõem o Clube (ou até mesmo externos, desde que em parceria) fizesse algo semelhante para as restantes modalidades.

Só assim cativaremos mais praticantes, mais público e melhoraremos as competições, sejam elas nacionais ou internacionais.

Já deu para perceber que podemos ter impacto, que lá fora nos respeitam e estão dispostos a ouvir-nos.

 

Servem estas notas introdutórias para discutir o caso do hóquei em patins em concreto.

Não será novidade para ninguém se disser que o regresso da modalidade ao Clube agitou o mundo do hóquei, tanto em Portugal como na Europa, com resultados que o comprovam.

Não é novidade também para os mais atentos que o hóquei carece de regras que tornem a modalidade mais atractiva para quem assiste aos jogos (também davam jeito bons pavilhões e meios para transmitir as provas com qualidade na TV, mas isso já exige outros meios).

Bons executantes não faltam, muitos deles portugueses e, por isso, custa-me que uma modalidade em que somos dos melhores do Mundo não evolua de modo a que mais gente a conheça e pratique.

 

Vendo a inépcia total do CERH (organização europeia da modalidade) e das principais federações (sobretudo a Portuguesa e a Espanhola), está na hora do Sporting se assumir para além dos rinques e tentar fazer algo pela promoção da modalidade.

Vamos ter um novo pavilhão, onde teremos capacidade de fazer transmissões televisivas de qualidade que promovam as nossas modalidades. Temos e teremos equipas cada vez mais competitivas. Já vencemos e queremos certamente vencer mais troféus.

Falta que essas vitórias tenham maior impacto do que aquele que têm hoje as de quem vence competições, sejam elas nacionais ou europeias.

 

Vem toda esta 'lenga-lenga' a propósito dos critérios hediondos de candidatura à organização de competições europeias, em especial da Taça CERS, que se realizam até ao próximo dia 18 de Março.

Imaginem vocês que para fazer uma candidatura à final-four da Taça CERS não é necessário ter um bom pavilhão, com uma lotação mínima e muito menos com as ideais condições de segurança.

Sim, nada disto é necessário.

Para fazer uma candidatura basta entrar num leilão. 

Sim, um leilão, tendo por base 5 mil euros para início de conversa.

Quem der mais, organiza a prova.

Isto não prova nada mas demonstra bem quais são as prioridades e as reais preocupações do CERH.

 

Adorava que o Sporting pudesse organizar a prova.

Porque tem uma capacidade organizativa ímpar, uma capacidade de mobilização única e também porque defender o título em casa seria fantástico para quem pretende voltar a marcar uma era na modalidade. Também porque tenho quase a certeza que o Sporting faria uma melhor promoção da modalidade do que qualquer outra equipa.

Convém dizer que, embora ainda não o tenhamos feito oficialmente, consta que o Sporting, o OC Barcelos e o Vilafranca serão os únicos candidatos (o Metera não deve estar disposto e enfrentar o leilão).

 

Quanto ao resto, espero que alguém do Sporting leia isto e promova também a melhoria das restantes modalidades em que nos mostramos ao país e ao Mundo.

Acho que vale a pena pensar nisto.

19 longos anos

A equipa masculina do Sporting Clube de Portugal sagrou-se ontem campeã nacional de corta-mato longo por equipas, título que nos fugia há 19 anos.

Não vencemos individualmente mas, se há disciplina em que a classificação colectiva tem grande relevância, é no corta-mato. Porque normalmente demonstra hegemonia, poder, força colectiva e porque, naturalmente, uma equipa mais forte terá sempre um rol vasto de candidatos à vitória individual.

Foram 5, os leões classificados entre os 10 primeiros (9, nos primeiros 19). Rui Teixeira, em 3º, foi o melhor leão em prova, seguido de Hermano Ferreira (5º), Licínio Pimentel (6º), Pedro Ribeiro (7º), Rui Silva (10º), Eduardo Mbengani (11º), José Moreira (13º), António Silva (14º) e Ricardo Mateus (19º).

Neste 17 anos de 'seca', só Domingos Castro (1998) e Manuel Damião (2014) furaram o domínio do Maratona e da Conforlimpa.

No global, continuamos a dominar. Temos o dobro (44) das vitórias do Benfica (22), o segundo vencedor por equipas e, individualmente, Carlos Lopes, com 10 vitórias, é o 'Rei'.

E abraço especial a Sara Moreira que, devido a um erro, não conseguiu sagrar-se campeã nacional.

 

Uma palavra de apreço também para a equipa de ciclismo do Sporting CP / Tavira, que venceu a classificação colectiva do 8º GP Liberty Seguros, realizado este fim-de-semana e colocou dois ciclistas no top 10 (Jusús Ezquerra e David de la Fuente - 9º e 10º).

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