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Grande Artista e Goleador

O Rei da Europa

Não foi o mais feliz, o jogo que marcou na história o nome de Rui Patrício, a partir de ontem o jogador com mais jogos europeus pelo Sporting.

No entanto, em todo este trajecto não faltam momentos felizes ou simplesmente marcantes.

Eu escolhi cinco.

A ESTREIA

Sobretudo na fase em que foi, poucos escolheriam melhor palco para se estrearem nas competições europeias. Em Old Trafford, o "Teatro dos Sonhos", a estreia esteve perto de ser abrilhantada com pontos. Não fosse Cristiano Ronaldo estragar-nos a festa, já nos descontos. Os comentários no vídeo que se segue, atestam a boa exibição de Patrício.

AQUELE GOLO

Sim, o golo não lhe foi atribuído mas, para mim, é como se fosse dele. Frente ao Twente, na Holanda, jogava-se o acesso ao play-off que podia garantir a presença na Champions de 2009/10. Nos descontos, Rui Patrício subiu à área e colocou-nos na fase seguinte, onde haveríamos de ser eliminados da mesma forma que lá havíamos chegado, o desempate pelos golos fora de casa.

A HUMILHAÇÃO DE MUNIQUE

Não deixa de ser marcante. Foi humilhante mas foi também a única participação do Sporting nos oitavos-de-final da prova, desde que adquiriu o novo formato. Após uma bela fase de grupos, o sorteio foi do mais aziago que podia ser. Caímos redondos, humilhados, mas mostrámos valor para lá chegar. Patrício contribuiu para isso. Nesta noite, nem ele nos valeu...

AQUELA DEFESA

Manchester, 15 de Março de 2012, um dos momentos em que dava tudo para ter lá estado. Rui Patrício esteve e fez "a defesa", aquela que impediu que uma vantagem de 3-0 na eliminatória terminasse em eliminação no último lance do jogo. Defendeu, e o Sporting eliminou o milionário Manchester City que tinha 'aviado' por Porto por 6-1 na eliminatória anterior.

A AFIRMAÇÃO DE UM DOS MELHORES DO MUNDO

Não ganhámos mas Rui Patrício foi um autêntico muro. No ano passado o Chelsea de José Mourinho ganhou em Alvalade 1-0 mas Rui Patrício merecia um resultado positivo, que bem podia ter acontecido, não fosse o penalti de Fabregas sobre Carrillo que David Borbalán não assinalou. Foi uma demonstração clara de que dispomos de um dos melhores guarda-redes do Mundo.

B. Leverkusen 3-1 SPORTING CP: O adeus definitivo

E pronto, resta o campeonato. Finalmente (dirão alguns) dissemos adeus à Europa.

Não vou discutir supostos prejuízos ou benefícios da eliminação de ontem. Estamos fora e, agora sim, totalmente focados apenas e só no campeonato.

O jogo de ontem foi, no geral, positivo. Discutimos a eliminatória, sobretudo até ao momento em que Bellarabi bisa e faz o 2-1.

Não desgostei da gestão que foi feita do plantel. Entendo-a e, até certo ponto, foi eficaz e serviu o seu propósito.

João Mário esteve verdadeiramente endiabrado e duvido que não tenham sobrado apontamentos entre os clubes alemães. Que jogador! Que exibição! O golo foi mais do que merecido.

Começámos nervosos e quase acusámos a pressão sufocante dos alemães.

Já recompostos, sofremos o primeiro golo, numa transição rápida, após uma situação de finalização da nossa parte. Bastava a Jefferson ter feito aquilo que William não pensou duas vezes para fazer...a jogada tem de 'morrer' no meio-campo e, se não morrer, não podemos ficar a marcar com os olhos. Depois de não ter feito falta, o brasileiro vê o posicionamento do adversário e, em vez de recuar, dá um passo em frente que o deixa totalmente fora da disputa do lance.

Soubemos reagir. Demorámos apenas 5 minutos para nos recompormos do choque. 

O que restava da 1ª parte foi nosso.

Mané fartou-se de desperdiçar, Teo fartou-se de me enervar. E se o primeiro se esforçou mas apenas me deixa cada vez mais a sensação de que temos ali potencial que teima em não se desenvolver, o segundo teima em dar a entender que lhe falta comprometimento...com quem lhe paga e com quem luta a seu lado. Displicente na maioria das abordagens, teima em fazer de conta para dar a ideia que se esforça. Continuo à espera que me contrarie, para que possa depois dar a mão à palmatória.

Sinceramente, perante um cenário globalmente positivo mas em que duas peças pareciam não encaixar, achei que Jesus mexeria numa delas ao intervalo. Porque estávamos com ligeiro ascendente sobre o adversário e porque, de certa forma, este iria entrar para o segundo tempo retraído.

Isso aconteceu mas também nós entrámos expectantes. Faltava apenas um golo e Jesus confiou que podia guardar os trunfos.

Claro que não posso também ignorar uma expulsão perdoada a Wendell, ainda na 1ª parte, por agressão a Bruno César. Não se sabe se a história seria a mesma mas teria certamente outras nuances.

Depois do período de indecisão que foi a 2ª parte, Jesus pensou em mexer. Ruiz entrou e Bellarabi recolocou o Bayer na frente do resultado.

Animicamente, nunca mais recuperámos. Ainda lançámos Slimani e Gelson mas a tarefa já era difícil.

De difícil, a impossível passou, com o terceiro golo dos alemães.

Caímos de pé, com um agregado demasiado pesado e que não espelha a diferença entre os dois conjuntos.

Fomos dignos mas não deixo de pensar que poderíamos ter sido felizes.

Felizes, foram os mais de dois mil leões que não pediram licença para tomar de assalto a BayArena. Demonstração brutal de apoio e fervor leonino. Durante os 90 minutos, foram várias as vezes que só se ouviram os nossos e os alemães terão percebido porque somos os melhores adeptos da Europa.

Falta que possamos num futuro próximo assumirmo-nos também nesse campo desportivamente. Assim prenunciaram os nossos fundadores.

Agora sim, faltam 11 finais. A próxima é na 2ª feira, em Guimarães e é importantíssimo que não falte apoio. Não será por nós que o Sporting não será campeão!

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