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Grande Artista e Goleador

O trio maravilha

É um facto indesmentível: Rui Patrício, Adrien e Slimani são a alma e o coração da equipa do Sporting.

Há outros jogadores importantes e até determinantes mas são estes que elevam os níveis de superação e entrega ao limite.

Curiosamente (ou não), nenhum deles esteve ontem em campo. O resultado, já todos sabemos qual foi.

São eles que, quando as coisas não correm bem, levantam a moral da equipa e a trazem do inferno ao céu.

Ontem foi sobretudo isso que faltou. Faltaram em campo as alavancas anímicas que fazem com que toda a equipa acredite sempre.

Sábado, certamente estarão lá os três e espero que nem seja necessário que coloquem em prática os seus 'dotes'.

Um a um

MARCELO

Está a léguas de Rui Patrício e isso voltou a ser evidente. O jogo começou com uma saída de olhos fechados em que acabou por não tocar na bola e derrubar Ewerton e acabou com um penalti ridículo e desnecessário. Estou em pulgas para ver o que vale Jug.

SCHELOTTO

Foi um pouco melhor que a estreia mas continua a parecer insuficiente. Mostrou-se mais ofensivamente e cruzou no lance que deu origem à grande penalidade. É cedo para tirar conclusões definitivas mas arrisco dizer que Esgaio tem razões para estar bastante insatisfeito. O italo-argentino parece-me um extremo mediano que nunca dará um bom lateral.

PAULO OLIVEIRA

Sofreu com toda a revolução no sector defensivo e acabou por errar mais do que lhe é habitual.

EWERTON

Continua a denotar falhas de posicionamento nada normais nele. O lance do primeiro golo nasce porque uma indecisão sua permite que se abra um buraco na zona central, onde acaba por aparecer o marcador do golo.

ZEEGELAAR

É difícil analisar a sua estreia num jogo em que, globalmente, a equipa não funcionou. Mostrou-se solto para apoiar o ataque e fartou-se de fazer 'piscinas'. Será necessário ver mais e incluído numa defesa com mais rotinas.

WILLIAM

Reparte responsabilidades com Ewerton no primeiro golo. Se é verdade que Ewerton deveria ter esperado a movimentação do médio, não é menos verdade que William respondeu tarde à incursão do jogador do Portimonense. Parece andar a 'dormir na forma' e a precisar de sentar no banco uns jogos. O penalti, embora não seja mal marcado, é denunciado mas, aqui, a culpa é de quem o incumbiu para uma tarefa na qual não é especialista.

AQUILANI

Foi o único no qual denotei entrega total ao jogo e dos poucos a receber nota positiva. Enviou uma bola à trave e merecia mais sorte nesse lance, que poderia ter mudado o rumo do encontro. Por mim, jogava na Mata Real.

MANÉ

Não sei onde anda o verdadeiro Mané mas se o encontrarem, tragam-no de volta. Bem sei que vem de lesão e que estes foram os seus primeiros minutos após a paragem (aqueles com o Tondela nem contam) mas...tão pouca vontade, Mané. Bora lá acordar, puto! Assim, arriscas-te a ter poucas oportunidades.

BRUNO CÉSAR

Foi, a seguir a Aquilani, o menos mau. Correu, trocou de flanco e rematou. Não foi feliz mas fez por procurar a felicidade e, num dos seus remates, a bola ainda 'beijou' o poste.

MONTERO

A mesma intensidade de sempre (baixa) mas pareceu pouco concentrado e focado no jogo. Notei-lhe demasiada descontracção, nada compatível com a competição. Não gostei.

TEO GUTIÉRREZ

Teo teve um pouco de Montero mas denotei nele algo ainda menos agradável. A sua displicência roçou o desrespeito e a insolência. É bom que se lembre que os dias de praia já lá vão e que é hora de trabalhar.

MATHEUS PEREIRA

Tentou agitar o jogo, dar velocidade e imprevisibilidade. Em certa medida conseguiu-o mas faltou-lhe companhia para que fosse mais efectivo nas suas acções.

JOÃO MÁRIO

Acho que entrou bem, embora tenha sofrido com o mesmo que Matheus. O jogo apoiado que tanto preconiza não teve em Montero e Teo os parceiros ideais e acabou por ser, algumas vezes, inconsequente.

TANAKA

Cinco minutos para a estatística. Assim é difícil motivar o japonês, sobretudo quando tivemos em campo dois avançados inertes durante 90 minutos.

Portimonense 2-0 SPORTING CP: Não ignoremos os sinais

Desprezo por completo a Taça da Liga. Não é uma competição relevante no panorama nacional e desde a mão que foi peito ao dolo sem intenção, tudo nos têm feito para que a não respeitemos. Curiosamente, uma competição que só o Sporting começou por respeitar a sério entre os ditos "grandes".

Adiante...

Feita que está a nota introdutória, em cada jogo da Taça da Liga, não deixa de ser o Sporting a entrar em campo e, como tal, há deveres a cumprir por quem o representa que nunca podem faltar: esforço, dedicação e devoção...entrega e empenho.

Não vi disto ontem em muitos dos nossos jogadores e é apenas e só isso que me revolta na derrota (justa) perante o Portimonense.

Vi displicência, desde o treinador aos jogadores. A forma leviana como se encarou o jogo não é digna de quem representa uma instituição como o Sporting Clube de Portugal que, sempre que entra em campo, deve entrega e lealdade para com os milhões que o seguem em todo o Mundo.

Sim, o Sporting já não está amorfo...e ainda bem!

Sim, o Sporting vive num clima de exigência máxima...graças a Deus (ou a Bruno de Carvalho)!

Sim, os adeptos devem criticar e exigir de quem não achem que tenha dado tudo.

E isto não é dar armas aos rivais ou vir atacar o Clube. 

É exigir! Apenas e só exigir a quem nos representa o retorno do esforço, dedicação e devoção dos que enchem estádios (e ontem nem isso faltou).

Só para que fique claro, nunca o orgulho em ser do Sporting estará em causa. Não esteve quando terminámos em 7º e muito menos estaria quando somos 1ºs.

Posto isto, o que lá vai, lá vai.

Venha o Paços de Ferreira que a minha fé permanece inabalável mas...que ninguém ignore os sinais de alerta!

Hoje, o rampante andará junto ao coração e sábado jogamos uma final e não apenas mais um jogo.

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