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Grande Artista e Goleador

Isto é para os que querem falar de arbitragem

Convém dizer que em nenhum dos três lances o árbitro mostrou qualquer cartão. De resto, num deles, nem marcou a falta, dentro da garnde área e, portanto, passível da grande penalidade.

Era isto a que João de Deus se referia

Começo por apresentar o 'artista': Rui Oliveira de seu nome.

 

Likes no Porco Gil e no Visão de Mercado, sinal de baixo QI e 'lampionite' aguda. Serviço de qualidade garantida.

Devo ressalvar que o 'artista' é um dos árbitros menos disciplinadores da 1ª categoria, pelo que não se entende a sua conduta agressiva e pouco condizente com essa forma menos disciplinadora de actuar.

Segue-se o vídeo com os lances polémicos do jogo: (LINK)

 

13 minutos - Grande penalidade para o Feirense que termina em golo após uma defesa de Pedro Silva. Como se pode ver, o jogador do Feirense que faz o golo já se encontra no interior da área quando o colega bate o penalti.

Lance 1.png

 

Minuto 37 - Como se pode ver na imagem, o jogador do Sporting joga a bola e é carregado em falta pelo adversário. Esta falta a nosso favor é transformada numa grande penalidade para o adversário.

Lance 2.png

 

Minuto 39 - Este lance mostra a tal alteração de comportamento que mencionei no inicio do post. Há um lance normal de futebol, o jogador do Feirense protesta e Dramé defende-se, sem exageros de ambas as partes. Um amarelo para cada um, ambos mal mostrados.

Minuto 54 - Mais um lance aberrante. Fora dos postes, Pedro Silva intercepta a bola e é completamente abalroado pelo adversário que, perante a incredulidade e revolta dos jogadores do Sporting, faz golo como se nada se tivesse passado. Golo mal validado. Há falta sobre Pedro Silva.

Minuto 61 - Neste lance, a bola parece já estar dentro da baliza e, embora o ângulo não seja o melhor para ajuizar, a posição do pé esquerdo do jogador do Feirense leva a crer que o direito se encontre já dentro da baliza. Analise-se ainda a certeza do árbitro auxiliar em mandar seguir o lance quando se encontra mal posicionado em relação à linha do fora-de-jogo e, por isso, algo longe para poder tomar a melhor decisão.

Lance 3.png

 

Minuto 61 - Na sequência do lance anterior, Francisco Geraldes acaba expulso com um vermelho directo. Não há imagens que documentem o que se passou e acredito que tenha sido por palavras. Terá o Chico feito pior que Fokobo, amarelado na sequência do segundo golo dos Feirenses?! Duvido!

Minuto 75 - Dramé é expulso com um vermelho directo num lance normal em que há um pequeno toque, aproveitado pelo adversário para simular uma agressão. Note-se que é o 4º árbitro que dá ao 'artista' a indicação para expulsar o jogador do Sporting. Os menos indignados poderão dizer que o amarelo se ajustava e que, por isso, Dramé poderia ter sido expulso na mesma mas, como expliquei no lance aos 39 minutos, já o primeiro amarelo havia sido mal mostrado.

Lance 4.png

 

São sete lances que demonstram a qualidade desta arbitragem e justificam as palavras de João de Deus no final do encontro. (LINK)

 

Estará apresentado um dos próximos árbitros internacionais? Fixem bem o nome do 'artista'.

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A primeira Taça da Liga de futsal já mora em Alvalade

E não havia melhor forma de terminar um domingo que até havia começado 'torto', depois daquilo que se passou em Santa Maria da Feira, no jogo da equipa (já lá vou, mais tarde).

A equipa de futsal do Sporting demonstrou a sua qualidade e natural superioridade sobre o Fundão que, apesar de ter uma boa equipa e ter disputado o jogo, nunca pareceu ter a vitória ao seu alcance.

Todos os dados estatísticos se revelaram favoráveis à turma de Alvalade e a vitória cantou-se em italiano, com dois golos de Diego Cavinato, o menos cotado dos reforços italianos mas o que mais se tem destacado esta época.

Também nas bancadas se sentiu a força e a dimensão do Sporting Clube de Portugal que, depois de quase encher o seu estádio, enche um pavilhão a mais de 200 quilómetros de distância.

A festa foi bonita ou não fosse ela pintada a verde e branco as cores do Maior de Portugal.

SPORTING CP 3-2 Braga: uma 'remontada' épica

Eu tinha avisado ontem...o Braga sabe defender e, connosco, fê-lo em bloco baixo, só arriscando pressionar no próprio meio campo.

Eu tinha avisado...o Braga sabe jogar em ataque rápido, usa para isso processos simples e tem jogadores rápidos e de qualidade que ajudam (e muito) a dar-nos alguns calafrios.

Foi assim que, sem qualquer problema, entregaram o domínio total do jogo ao Sporting e se limitaram a tentar chegar à área de Rui Patrício em jogadas rápidas, aproveitando bem alguns erros a que o nosso estilo de jogo é propenso.

Os primeiros lances de perigo surgem de duas desatenções de Jefferson e William Carvalho. Na primeira, Wilson Eduardo não acertou na baliza. Na segunda, Rui Patrício teve de mostrar serviço.

Na primeira parte, ofensivamente, o Braga só existiu nestes primeiros cinco minutos e nos últimos cinco (pena que com efeitos diferentes dos que acabei de mencionar).

Entre estes dois períodos, as melhores situações de golo foram do Sporting, por João Mário, que só não finalizou melhor porque a bola lhe sobrou para o pior pé, por Slimani, que complicou uma finalização que se queria simples e por Paulo Oliveira, que cabeceou de forma violenta ao poste da baliza de Kritciuk, que havia defendido as duas ocasiões anteriores.

Já diz o povo que, quem não marca, sofre. E assim foi.

Ambos os golos que haveriam de colocar o Braga em vantagem por 0-2 ao intervalo têm um denominador comum: Jefferson, que num deles tem a 'colaboração' de Adrien e no outro de William Carvalho.

No primeiro golo, o alívio de William é o possível, tendo em conta a trajectória da bola e o posicionamento do jogador (correcto, diga-se). O resto, é 'sono' de Jefferson (que se deixa antecipar) e Adrien (que está demasiado longe de Wilson para que possa estorvar a sua acção).

Curiosamente, é no momento do 0-2 que o Sporting começa a vencer o jogo. Imediatamente após o golo de Rafa (que também tem mérito do próprio e de Rui Fonte, que desposiciona totalmente Paulo Oliveira) o vulcão de Alvalade mostrou a sua força e a palestra de Jorge Jesus começou com aquelas gargantas a cantar "Só eu sei, porque não fico em casa".

Os adeptos sabiam que ia valer a pena e, na segunda parte, os jogadores acabaram por fazer valer o bilhete.

Era preciso arriscar para virar um resultado de dois golos frente a este Braga e Jorge Jesus não esperou. William ficou no balneário (porque já tinha amarelo e era, naquela altura, o elemento mais 'descartável' do nosso meio-campo).

Jesus sabia que a pressão ia fazer moça e que Gelson ia ser importante para isso.

A segunda parte é poética.

A toada do jogo não se altera. O Sporting domina e o Braga tenta explorar o ataque rápido, nunca com mais de três homens.

A primeira oportunidade, não estava ainda completo o terceiro minuto, esteve nos pés de Ruiz, servido por Slimani, que havia recebido de Gelson. Tal como nas oportunidades anteriores, o ressalto vindo do guarda-redes não nos é favorável mas estava dado o primeiro aviso.

Logo a seguir, Pedro Santos volta a por Patrício à prova, após mais um deslize (literalmente) de Jefferson. O Braga mostrava também que estava pronto a aproveitar os nossos erros.

Quase dez minutos de futebol algo atabalhoado de ambas as partes e Jesus percebe que este não é o dia de Bruno César. Fredy Montero está na linha lateral, preparado para entrar, quando o cruzamento de Gelson é travado pelo braço de André Pinto. Grande penalidade bem assinalada, que Adrien não desperdiça. Mais do que nunca, as esperanças reacendem. Grita-se o amor ao Sporting! É possível!

Montero entra para o lugar de 'chuta-chuta'. O golo não altera nada. Ainda estamos em desvantagem.

Na primeira vez que toca na bola, Montero isola Slimani. Kritciuk chega primeiro.

Neste momento, o Braga já abusa do anti-jogo. Era um bom sinal. Sentiram o golo. Fonseca troca de avançados. Nada muda na estratégia do Braga.

Montero tenta um passe picado, ganha a segunda bola e ataca a área. Segunda grande-penalidade, desta vez não assinalada mais uma vez com um jogador do Braga a jogar a bola com a mão no interior da área (desta vez foi Ricardo Ferreira).

Ruiz coloca de bandeja na cabeça de Slimani, mesmo como ele gosta. O argelino desperdiça, o público desespera, o Braga respira de alívio. A pressão está a subir de tom.

Montero tenta mais um passe picado. Não resultou mas eu sentia a sua confiança.

Minuto 70. Mais um aviso. Gelson combina com Ruiz, remata, o russo defende e, na recarga, Slimani volta a acertar no boneco. Está quase...já cheira a golo em Alvalade!

João Mário tem uma entrada dura que devia ter valido cartão amarelo. Não vou discutir nem esmiuçar a arbitragem mas, para os lampiões (sejam do sul ou do norte) que exigiam a expulsão do jogador do Sporting, recomendo que revejam as três faltas de Ricardo Ferreira até ao lance que origina a grande-penalidade não assinalada. E fico-me por aqui.

Wilson Eduardo sai ovacionado após marcar um golo em mais um regresso a 'casa'.

Faltam quinze minutos para o final. 

Para os menos desatentos, o lance do golo de Fredy Montero surge após uma troca de bola de quase um minuto, em que a bola passa pelos três corredores e por nove dos onze jogadores do Sporting em campo (só Rui Patrício e Bryan Ruiz não participaram no lance). Só Fredy Montero transformaria um remate de Jefferson numa assistência, tornando o que parecia difícil em fácil. Pé direito para receber e esquerdo para rematar, sem pedir licença, com a potência e direcção certas. Estava feito o empate e eu estava eufórico. Foi o golo que mais festejei e que mais tranquilo me deixou.

Porquê? Slimani ainda não tinha marcado e tínhamos um quarto de hora para tomar de assalto a baliza dos bracarenses.

Paulo Oliveira tenta o tiro do meio da rua. Sai por cima e está na hora de apostar na qualidade de passe e veia goleadora de Aquilani. João Mário é o 'sacrificado'. Faltam dez minutos para o final.

Seguem-se cinco minutos em que abrandámos a pressão (os homens não são de ferro) e o Braga teve mais bola, embora se sentisse desconfortável com ela. Este momento de jogo haveria de culminar com o recém-entrado Marcelo Goiano a isolar Rafa que, na cara de Rui Patrício viu o guarda-redes leoninio ser aquilo que é...o Rei! Mancha monumental, a mostrar aquilo que vale...pontos.

O Sporting volta a carregar a anunciam-se mais de 42 mil em Alvalade. O melhor, ainda estava para vir.

Patrício emenda um erro de Naldo e antecipa-se a Stojilkovic. Falta um minuto para os 90 e o publico ainda acredita.

Ruiz também e mostra porque é que nunca sai. Mais uma redondinha na cabeça de Slimani que, desta vez, não perdoa e escreve o último verso de um poema épico.

Estava feito o 3-2. Estava virado o jogo em menos de 45 minutos e eu só dizia ao meu puto: "Filho, este ano somos campeões! Este é o ano do Sporting!"

Podia nomear um homem do jogo e vou fazê-lo: Jorge Jesus.

Pela mestria como leu o jogo e mexeu na equipa, pela forma como cantou com os mais de 40 mil, pela forma louca como festejou a vitória.

Jesus é treinador do Sporting de corpo e alma. Vive e entrega-se ao jogo como se jogasse e, embora não tenha marcado um golo, esta vitória é dele. Dele e daqueles 40 e tal mil leões que nunca desistiram e acreditaram sempre.

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