Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-1 Marseille: um bom teste

Foi bom voltar a casa e foi bom ver, finalmente, um "cheirinho" daquilo que pode ser o Sporting desta época.

Deu para ver algumas coisas interessantes e para identificar algumas carências. Viram-se movimentações e apontamentos técnicos de relevo mas também falhas técnicas e de concentração.

Há, naturalmente, trabalho a fazer. Facilmente se identificam os pontos mais fortes e mais fracos. O regresso de Battaglia suprirá algumas das necessidades do meio-campo mas está longe de resolver os nossos problemas naquilo que é o coração de uma equipa e onde temos ainda de encontrar melhores soluções.

Mérito para José Peseiro, que viu em Acuña características interessantes para actuar no centro do terreno. Poderá ser uma aposta ganha num jogador de qualidade mas que me parece curto como extremo numa equipa com as ambições do Sporting. Creio que o futuro do argentino passará pelo meio ou pela lateral defensiva, em vez da ofensiva, onde temos este ano mais e melhores opções.

 

Foi sobretudo no plano ofensivo que identifiquei alguns comportamentos interessantes, tendo faltado apenas algum acerto no último passe. 

O envolvimento ofensivo dos laterais foi interessante, com especial destaque para a profundidade dada por Bruno Gaspar, na segunda parte, onde mostrou argumentos que, na minha opinião, faltam a Ristovski, sobretudo na hora de servir os companheiros de ataque.

Achei Nani e Matheus ainda abaixo daquilo que podem fazer e não gostei de os ver presos aos corredores onde iniciaram o jogo. Foram várias as vezes que se percebeu que estávamos e encontrar as melhores soluções mas que estas pediam um destro à direita e um canhoto à esquerda. Bastava que tivessem trocado uma ou duas vezes de lugar e as coisas podiam ter corrido melhor, até porque Montero foi um bom elemento de ligação ofensiva mas não teve ocasiões para finalizar, muitas vezes por precipitação na hora de servir quem estava na área.

Acima de tudo, o Sporting fez uma primeira meia-hora bastante consistente, bem como a parte final do segundo tempo.

 

Faltou-nos alguma concentração ao nível do passe no início do jogo, aquando da iniciação do processo ofensivo. Não sei se por convicção ou por falta de uma solução que permita sair a jogar pelo médio defensivo (Petrovic não é o tipo de jogador que garanta qualidade nessa fase do jogo), Peseiro optou por uma saida a dois, pelos defesas-centrais, que estiveram algo nervosos e inseguros com bola.

Ao contrário da opinião geral, não gostei muito de Wendel. Continuo sem perceber quais as suas melhores características e aquilo que nos pode oferecer mas confesso que, com Petrovic, não funciona e acho que mais por aquilo que o brasileiro ainda não dá a construir do que por aquilo que possamos esperar do sérvio, que é claramente um jogador de equilíbrios e simplicidade no passe. Acho que Petro pode ser útil no plantel mas precisamos de um jogador de características diferentes, já que vejo Battaglia para a outra posição do meio-campo.

 

Bruno Fernandes foi o melhor em campo e mostrou que está de corpo e alma no clube, como havia reiterado aquando do regresso. É o nosso melhor jogador e saúda-se o seu empenho e profissionalismo evidentes.

 

Ficam evidentes, na minha opinião, as limitações da lateral esquerda, a falta de um médio-defensivo com capacidade para construir desde trás e um ponta-de-lança distinto de Bas Dost e Montero (vendia Doumbia e Castaignos).

A questão do guarda-redes é para ir vendo. Confesso que continua a ser assunto tabu para mim, até porque poucos me deixariam descansado após a saída de Rui Patrício. Estou reticente em relação a Viviano mas não vou fazer juízos precipitados.

 

No próximo fim-de-semana há novo teste, com o Empoli, a contar para o Troféu 5 Violinos, que o Sporting venceu em todas as edições.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting e é dia de matar saudades de casa

As habituais esperanças renovadas, independentemente do passado recente.

O habitual friozinho na barriga. A vontade de voltar a casa.

A ansiedade de ver os reforços, de esperar novidades, de ver golos e bom futebol.

A esperança por uma vitória, a alegria de rever os amigos de bancada.

Tudo isto e muito mais, sempre que começa uma nova época, mais o sentimento sempre especial que é voltar a casa.

Hoje ainda é a "brincar" mas, haja o que houver, eu vou lá estar.

Até já!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Os problemas de afirmação e amadorismo do hóquei em patins

Apesar da evolução táctica e técnica do hóquei em patins, protagonizada pelos seus treinadores e intérpretes, a modalidade continua a perder espaço mediático e com dificuldades em recuperar um lugar que já foi seu, em Portugal e na Europa.

Foi possível ver a falta de público no recente campeonato da Europa, disputado em Espanha.

Em Portugal o hóquei em patins ainda enche pavilhões mas, institucionalmente, trata-se uma estrutura amadora.

 

Ouvi ontem o secretário técnico do Sporting referir que os clubes tinham aprovado a alteração do quadro competitivo português, com a intenção de disputar a 1ª divisão em duas fases, com duas voltas cada uma. Tal alteração previa um aumento do volume competitivo e da própria competitividade (já, de si, enorme) daquela que é hoje considerada por quase todos como a mais forte liga mundial.

Acontece que a federação portuguesa da patinagem resolveu não levar avante essa alteração, abolindo apenas o sorteio condicionado, que obrigava os primeiros quatro classificados da época anterior a defrontarem-se nas jornadas finais da época seguinte. Assim, exceptuando o término desta condicionante, o campeonato disputar-se-á nos mesmos moldes, ignorando o investimento das equipas, a fazer conta com um calendário mais "apertado".

 

Portugal e Espanha, como duas potências mundiais da modalidade, têm uma responsabilidade acrescida na promoção e evolução do hóquei em patins a nível global.

São os principais criadores e potenciadores de talento mas teimam em não preconizar o avanço tecnológico que a modalidade precisa bem como a monopolizar o conhecimento.

O interesse de outros países já é reduzido e, se continuamos a viver o hóquei apenas para nós, sem disponibilizar recursos que potenciem o crescimento de outros países, continuaremos a viver apenas em quatro ou cinco países uma modalidade que se queria olímpica e que não o é precisamente porque a sua introdução nas olimpíadas foi um tremendo falhanço.

 

Salvo uma ou outra possível alteração, as regras potenciam o espectáculo. Falta que as instâncias internacionais, onde Portugal tem responsabilidades, parem de ignorar o problema e façam do hóquei uma modalidade de massas, com transmissões televisivas de qualidade, sobretudo nas mais importantes competições (o campeonato português é uma delas) e partilha de conhecimento que possibilite o alastrar da qualidade e quantidade de praticantes (que em Portugal, pese embora a predominância, está prestes a sair do top 15 das mais praticadas em termos federados).

Fica, mais uma vez, para reflexão.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

A preparação do ataque à Europa

 

A estrutura do futebol feminino identificou a falta de experiência como factor principal do insucesso da época passada na fase de grupos da Champions League.

A contratação de Nevena Damjanović vai ao encontro do reforço dessa experiência. A sérvia vem do Fortuna Hjørring, que reparte a hegemonia no campeonato dinamarquês com o Brondby e foi campeã em dois dos três anos passados num campeonato bem mais competitivo que o português. Junta isso à tão necessária experiência de Champions, em fases mais adiantadas da prova. Embora não actue numa das selecções de primeira linha do futebol feminino europeu, é inegável que acresce experiência ao nosso sector mais recuado (Nevena é defesa central).

Carolina Mendes vem, por assim dizer, colmatar a saída de Ana Leite, que infelizmente se revelou uma contratação completamente falhada na temporada anterior. Mendes é internacional portuguesa e joga no estrangeiro há vários anos, acumulando experiência em campeonatos mais competitivos. Foi talvez a jogadora nacional em maior destaque na histórica presença portuguesa no Europeu, no ano passado, marcando dois dos três golos que Portugal apontou na prova.

 

Voltando à questão do falhanço (assumido) do ano passado na Champions, a minha opinião é que não foi apenas experiência que nos faltou. Faltou-nos ritmo competitivo, fruto de um planeamento com pouca competição. Este ano voltámos a assumir esse risco, desta vez calculado e temo que a nossa preparação possa voltar a não ser suficiente para marcar presença entre as 32 melhores equipas europeias.

Não se trata de apontar o dedo ou desconfiar das decisões da equipa técnica liderada por Nuno Cristóvão mas parece-me que finalmente o Sporting podia ter tido uma pré-época que aproximasse mais a equipa dos adeptos e até que proporcionasse a todos nós uma apresentação condigna aos sócios em Alvalade, com um adversário de Champions, que nos colocasse à prova.

Em vez disso, a equipa tem-se preparado no recato da Academia enquanto que, a quinze dias do primeiro embate na Champions, os nossos adversários directos se preparam a doer.

 

A equipa norueguesa do Avaldsnes IL tem duas passagens tranquilas aos 16avos-de-final nas duas épocas transactas na Champions League. São uma equipa com experiência e sucesso nesta fase da prova.

Partem como naturais favoritas à passagem à fase a eliminar, embora venham a fazer uma época bastante fraca. Estão em 9º no campeonato norueguês, tendo vencido apenas quatro dos treze encontros até agora disputados. Embora o campeonato esteja em plena pausa de verão, regressará uns dias antes do primeiro jogo europeu, pelo que serão também, provavelmente, a equipa mais bem preparada fisicamente, dada a fase mais adiantada da temporada. Quem não regressará é a internacional brasileira Francielle Alberto (Fran). A médio centro canarinha, uma das várias brasileiras da equipa, informou que não regressaria das férias no Brasil, deixando as norueguesas "na mão" e com uma baixa para o que aí vem.

 

As croatas do ZNK Osijek são presença assídua na fase de grupos da Champions, de onde não passam desde 2014. Parecem-me uma equipa ao nosso alcance mas que está a caprichar na preparação, com uma sequência de três particulares com equipas que estarão na fase de grupos da Liga dos Campeões feminina.

Começaram por bater Olimpija Ljubljana por 4-0 para depois saírem derrotadas pelo Spartak Subotica, pelo mesmo resultado. Hoje defrontarão o MTK, da Hungria, nosso adversário da fase de grupos do ano passado.

Para além disto, terão do seu lado o factor casa, visto que serão anfitriãs do grupo 10 de qualificação.

 

Por fim temos as macedónias do ZFK Dragon 2014 que, em princípio, são a equipa mais fraca do grupo. Apesar de se terem reforçado para esta temporada, fizeram-no sobretudo com jovens jogadoras e duvido que estejam ao nosso nível. Iniciaram a preparação no dia 1 deste mês e prometem chegar em forma à competição.

 

Tal como no ano passado, o Sporting inicia a competição com a equipa mais forte (7 de agosto), seguindo-se a equipa da casa (10 de agosto), para terminar com a menos favorita das quatro integrantes do grupo 10 (13 de agosto).

Espero que as novas jogadoras estejam a integrar-se bem e possam ser determinantes para esta época, que se quer ainda mais bem sucedida que as anteriores. Tomara que a preparação se revele a mais adequada e não venha a confirmar os meus receios.

Confio a 100% na qualidade do nosso grupo, colectiva e individualmente. Se as pernas responderem à altura, faremos história.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Tempo de aglutinar ideias e convergir. Pelo Sporting!

Não li nada do que por aí se disse acerca da convenção "Sporting Talks". Falta-me ouvir o último painel mas, do que ouvi, fiquei agradavelmente surpreendido pela capacidade de discutir o clube nas suas várias vertentes, partilhando ideias de forma altruísta com um único fim; ajudar, com a visão de cada um, o Sporting Clube de Portugal.

Espero que os candidatos, alguns deles presentes na convenção, saibam reflectir ou ponderar esta e outras congregações de ideias e possamos assim, finalmente, ter um Sporting plural, unido e ainda maior do que é hoje.

Obrigado aos intervenientes presentes, concordando ou não com as ideias ou opiniões de cada um deles. Tirando uma excepção, todos se comportaram à altura do debate.

Aqui fica, para os interessados:

 

PAINEL 1: MODELOS DE GOVERNO

 

 

PAINEL 2: FUTEBOL

 

 

PAINEL 3: ECLETISMO

 

 

PAINEL 4: NOVAS FORMAS DE FINANCIAMENTO E SUSTENTABILIDADE, COMUNICAÇÃO, MARCA, MARKETING

 

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

As primeiras notas da pré-época leonina

Utilização Pré Época.png

 

Dos trinta jogadores presentes no estágio a decorrer na Suiça, sete deles têm tido uma utilização residual. Bem sei que nem só em jogo os jogadores são observados mas julgo não ter ainda percebido as intenções de Peseiro.

Vejo as coisas equilibradas no sector defensivo, onde tudo parece definido. O quarteto de defesas-centrais estará fechado, com Coates a juntar-se aos três mais utilizados e, nas laterais, um ou dois dos seis disponíveis acabarão por sair.

 

No meio-campo parece-me haver uma grande indefinição, com a parca utilização de parte das opções e a insistência noutras. Não entendo se a utilização mais acentuada de Petrovic, Misic e Wendel pretende criar rotinas ou definir dispensas, evidenciando carências. Sabendo que Chico Geraldes não foi utilizado no primeiro encontro por gestão de esforço, fica a expectativa por ver mais dele. Para Gauld, parece que ainda não é este ano...

 

Nas posições mais avançadas, são Raphinha, Matheus Pereira e Montero os mais utilizados, sendo que sobretudo os dois extremos têm confirmado as expectativas sobre eles criadas. Jovane tem deixado alguns sinais positivos mas parece-me que Peseiro continua à espera de mais alguma coisa para além de Nani.

Para já, ficam latentes as carências de qualidade e/ou profundidade do meio-campo (inclusive) para a frente. É cedo para tirar conclusões acerca de uma possível constituição final do plantel mas podem bastar duas ou três mexidas para resolver o problema.

 

Por fim, algo que tem de ser invertido e me preocupa. Os clubes com equipa B são obrigadas a inscrever dez jogadores formados localmente (entendem-se desta forma jogadores com três épocas desportivas completas ou 36 meses, entre os 15 e os 21 anos de idade, inclusive, bem como o jogador com idade entre os 15 e os 18 anos, inclusive, que nunca tenha sido inscrito por outra federação nacional). O Sporting tem neste momento treze jogadores na equipa principal nessa condição, sendo que quatro deles são estrangeiros. Não é preocupante mas é revelador das mudanças na política desportiva adoptadas desde há duas épocas para cá e dos efeitos que o final da época passada tiveram neste capítulo.

O plantel tem apenas nove jogadores portugueses (a segunda nacionalidade mais representada é o Brasil, com sete) em trinta e três e apenas oito com passagem pelos nossos escalões de formação.

As rescisões tiveram forte influência nestes números e era importante recuperar Rafael Leão para menorizar os estragos e recuperar alguma esperança na formação, depois da saída de cinco dos seus maiores valores.

Todos os candidatos à presidência do Sporting têm dado ênfase à aposta na formação e parece-me que temos um caminho longo a percorrer para que a influência desta no plantel e, sobretudo no onze, se manifeste novamente de forma indelével.

 

O jogo de preparação de hoje com o Fenerbahçe foi cancelado e deu lugar a um encontro à porta fechada com uma equipa menos cotada. Teremos de esperar para voltar a ver os leões em acção. Quanto aos emigrantes, acho que mereciam uma última oportunidade para ver ao vivo o nosso grande amor.

 

Edit: Afinal parece que há esperança quanto à transmissão televisiva do jogo de hoje. O mesmo não se pode dizer relativamente à possível presença de adeptos do Sporting.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Agenda Leonina

Agenda 1.png

Agenda 2.png

Agenda 3.png

Agenda 4.png

Agenda 5.png

 

CICLISMO (Troféu Joaquim Agostinho) - TV Ciclismo (Resumos às 23h na SportTV 5)

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Os sinais do primeiro teste

Apesar do resultado negativo, nem tudo o foi no primeiro jogo oficial de preparação do Sporting, versão 2018/19. Com um grupo extenso, José Peseiro utilizou aqueles que achou mais adequados para a fase de preparação em que o plantel se encontra.

Salin foi o guarda-redes titular, com o quarteto defensivo a ser composto por Piccini, André Pinto, Marcelo e Jefferson. Petrovic, Misic e Wendel formaram o trio de meio-campo, enquanto que Matheus Pereira e Raphinha se encarregaram de municiar o avançado e capitão de equipa, Fredy Montero.

O jogo até começou bem para os leões, com Montero a aproveitar as sobras de um livre muito bem executado por Jefferson mas os suíços rapidamente repuseram a igualdade, num lance em que Salin saiu intempestivamente da baliza, deixando-a desguarnecida.

Foi uma partida com algumas boas indicações, tanto individuais como colectivas mas com as habituais dificuldades associadas a um início de época, duro na preparação e com uma carga de trabalho muito elevada. Foram evidentes as pernas pesadas em alguns dos jogadores, sobretudo do sector defensivo e intermediário, pelo que não há grande ilações a tirar desta derrota.

 

No segundo tempo Peseiro lançou, em diferentes períodos, outros onze jogadores; Viviano estreou-se na baliza, com Ristovski, Domingos Duarte, Demiral e Lumor a comporem o quarteto defensivo. João Palhinha e Ryan Gauld foram utilizados no meio-campo, enquanto que as alas ofensivas foram entregues a dois laterais de raiz (Jonathan Silva e Bruno Gaspar). Na frente, Jovane Cabral foi apoio directo a Luc Castaignos.

O Neuchâtel acabaria por completar a reviravolta no marcador neste período, num lance onde médios e defesas centrais não ficaram bem na fotografia.

Retirem-se por isso alguns comportamentos interessantes da equipa, tanto em processo ofensivo como defensivo e um ou outro apontamento de qualidade individual que aguça o apetite para o que aí vem.

Amanhã há novo teste, mais exigente, com o Nice e é de esperar outros jogadores que não alinharam ontem o possam fazer. 

 

 

Aproveito para referir também que a equipa sub-23 recebeu ontem na Academia Sporting o Mafra, no primeiro jogo de pré-temporada. Os leões empataram a uma bola com os recém-promovidos à Ledman LigaPro e Mama Baldé foi o marcador do único golo leonino.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Depois de um encontro à porta fechada, onde Jovane (2), Piccini, Montero, Matheus e Gauld consubstanciaram uma vitória por meia dúzia sem resposta (frente ao Lancy), hoje é a vez do primeiro jogo oficial de pré-temporada, frente aos suíços do Neuchâtel Xamax, campeões da Challenge League e, por isso, recém promovidos ao principal escalão helvético.

Neste estágio em Nyon estarei com a curiosidade do costume a observar os jogadores e as ideias iniciais do treinador, ciente que nada está ainda definido nem é ainda definitivo.

Naturalmente, é melhor evoluir sobre vitórias e espero que possamos construir um grupo forte com essa base ganhadora.

Acredito e espero que Peseiro opte por dar minutos àqueles jogadores que lhe suscitam dúvidas quanto à sua capacidade para integrar o plantel. São também esses que tenho mais curiosidade em ver jogar, esperando que alguns deles se assumam como peças integrantes do grupo final.

Tenho fé que a abordagem ao mercado possa ser efectivamente cirúrgica e acredito na capacidade da maior parte dos 33 que, por agora, compõem o plantel (apenas 30 integram neste momento o estágio, estando Bruno Fernandes, Coates e Acuña de férias).

Que role a bola e seja o início de uma época em que as nossas expectativas sejam largamente ultrapassadas. Seria bom sinal.

 

11.png

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Há os que prometem...

...e há os que cumprem!
Nani regressa ao Sporting pela segunda vez, depois de ter saído em 2007. 

Não chega no seu melhor momento mas, não só continua a ser um grande jogador como vejo desvalorizadas as suas últimas temporadas, mesmo a que fez no Sporting, em 2014/2015.

Da minha parte, Nani é muito bem-vindo!

Por tudo. Pelo seu valor, pela sua experiência, pelo currículo riquíssimo, pela influência que terá no Clube e porque, desengane-se quem o pensar, não está acabado.

Obrigado pelo regresso, leão! 

 

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Cumpridas todas as premissas

«Integrem-se os que desejem regressar desde que se retratem e, para isso, o Sporting não tenha de fazer qualquer "esforço financeiro". Os jogadores tinham contratos de longa duração, a maior parte deles negociados recentemente e as rescisões não lhes dão qualquer direito de negociação. O que deve ser-lhes apresentado é, sem alterar uma vírgula, os mesmos contratos que antes vigoravam.»
(Aqui, a 4/7/2018)

 

Assim sendo, bem-vindo de volta, Bruno Fernandes!

 

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Uma reflexão sobre as modalidades

Ecletismo e formação são as pedras basilares do nosso Clube. A maior parte das nossas modalidades mais representativas são hoje alvo de um forte investimento que tantas vitórias nos têm dado mas esse investimento tem algo mais para além do retorno positivo das vitórias; há também o reverso da medalha, que se reflecte na maior dificuldade em integrar os atletas da formação nas nossas equipas seniores.

 

Há que avaliar duas vertentes; será o investimento (e consequente aumento de qualidade) que trava a afirmação dos nossos atletas mais jovens ou somos nós que não os preparámos suficientemente bem para que cheguem ao topo com maiores capacidades para se imporem?

Ambas as coisas estão, a meu ver, interligadas e acho que o investimento nas modalidades, do qual sou defensor, se deve reflectir no seu todo e não apenas no topo da pirâmide.

 

Vem esta reflexão a propósito de algumas situações pontuais que verifico, enquanto sócio atento às nossas modalidades.

Não acho sustentável que o projecto do voleibol continue a ignorar a vertente formativa. O projecto faz sentido, veio enriquecer o universo das modalidades e, felizmente, o Museu do Sporting, mas não podemos pensar apenas no presente.

Tanto no feminino como no masculino, o Sporting tem de apostar na formação de atletas que possam no futuro abastecer as suas equipas seniores.

 

Comecei pelo voleibol mas este "apontamento" vem a reboque de uma situação que me tem preocupado, desde há uns dois/três anos e que até acho que já antes aflorei; a formação do nosso atletismo, que é a modalidade do Sporting mais titulada e, entre as históricas, uma das mais queridas dos sócios e adeptos.

Entendo os constrangimentos da formação até aos sub-18. Não sendo um expert na matéria, arrogo-me a descortinar um dos motivos que levam a que o Sporting não tenha um único representante nos campeonatos da Europa de sub-18; os atletas praticam a modalidade sobretudo a nível local e, na maior parte dos casos, só chegam ao radar dos "grandes" quando os atletas ingressam na universidade. Claro que isto não impede que, em Lisboa, hajam talentos com potencial que o Sporting possa integrar desde cedo mas continua a parecer-me que meios menos populosos potenciam mais a prática da modalidade que o meio urbano.

 

Entendo que, hoje, a representatividade do atletismo não seja a mesma de há uns anos, fruto da evolução de algumas modalidades, do aparecimento de outras e do menor espaço mediático do atletismo em Portugal. Assim sendo, vemos a modalidade fora do top 10 de federados no país, num momento em que a vertente amadora até se tem alastrado pelo país.

Há que reforçar o scouting, descobrir talento o mais cedo possível e tentar potenciá-lo, fazendo do atletismo uma modalidade de referência no nosso país, como já foi no passado.

 

Depois de divagar um pouco sobre as causas, chego à consequência que me parece mais preocupante. O Sporting, para além de não estar representado nos europeus de sub-18, não tem também um único atleta em representação de Portugal nos campeonatos do Mundo de sub-20.

É nesta idade que devemos, também, investir. Trazer para junto de nós os melhores do país, permitir que cresçam com o nosso "know-how" e evoluam num ambiente de treino de maior competitividade.

É nesta faixa etária que devemos aperfeiçoar as lacunas que, dentro dos meus conhecimentos, me parecem as maiores. Projectar parcerias ou protocolos com as universidades pode ser um ponto a favor na hora de decidir entre nós e o nosso maior rival. Tudo deve ser ponderado na hora de captar potencial. Não é negligenciável o valor humano e a experiência adquirida de grandes nomes da modalidade, como Carlos Lopes, Fernando Mamede, Francis Obikwelu ou Naide Gomes mas temos de dar tudo na hora de recrutar os melhores.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

O plantel 2018/19

 

Tenho acompanhado apenas os resumos dos treinos nos noticiários mas toda a gente parece empenhada em ganhar o seu lugar.

O Sporting tem neste momento mais de 30 jogadores disponíveis e sujeitos à avaliação de José Peseiro. Pese embora as baixas de peso, o plantel continua a estar recheado de qualidade e tenho ainda a esperança que o novo treinador olhe com atenção os treinos dos sub-23 e, quem sabe, não nos surpreende, tal como em 2004/05.

 

Na primeira passagem de Peseiro pelo Sporting, o plantel ficou desfalcado de dois "pesos-pesados" do meio-campo. Paulo Bento e Rui Bento terminaram as respectivas carreiras e Peseiro não teve problemas em apostar num jovem de dezoito anos. O nome hoje não nos é tão simpático como na altura; João Moutinho foi o escolhido para substituir jogadores experientes e internacionais portugueses. O regresso, por empréstimo, de Hugo Viana (então com 22 anos) completou o meio-campo leonino numa equipa que viria, mesmo que não tenha sido bem sucedida, a lutar pelas mais importantes provas até ao último suspiro.

 

O Sporting tem neste momento duas lacunas mais evidentes a preencher; o médio mais recuado e o ponta-de-lança. É possível que tenhamos de esperar pelos desenvolvimentos que envolvem os jogadores que rescindiram para atacarmos o mercado mas eu, antes disso, testava um jogador no meio-campo. Pelas características únicas e distintas de Palhinha e Petrovic, falo de Daniel Bragança. Não estou a dizer que lhe dava o lugar que era de William mas, enquanto se podem fazer experiências, esta era a minha aposta maior. Tenho confiança que Bragança surpreenderia Peseiro e, com Tiago Fernandes na equipa técnica, acho até estranho que não o tenha ainda sugerido.

 

Para substituir Bas Dost, é difícil olhar para Doumbia ou Dala e ver ali o substituto do holandês mas vamos ver se, até termos capacidade para nos reforçar, sobretudo o costa-marfinense dá sinais de poder oferecer mais do que aquilo que nos deu no ano passado. Há muitos jogadores que podem ser potenciados como não foram no passado.

 

Seja como for, acho que se está a desvalorizar em demasia este grupo de jogadores. Eu acredito neles! Não penas por terem mantido confiança e lealdade ao Sporting mas porque têm qualidades óbvias que em muito nos podem ser úteis.

 

Vamos lá, malta! Eu acredito em vocês!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

A ver se nos entendemos

Lá porque uma larga maioria dos Sportinguistas optou por destituir Bruno de Carvalho não significa que não se identificasse com muitas das suas lutas.

Grande parte dos Sportinguistas são contra empresários oportunistas, bem como são contra atropelos à verdade desportiva ou à falta de transparência.

A comissão de gestão não deve seguir uma linha idêntica nem oposta à do conselho directivo demitido.

A comissão de gestão não deve agir como se de uma direcção eleita se tratasse.

Deve gerir, dentro da máxima discrição, sem assumir protagonismos ou puxar dos galões.

A comissão de gestão não tem qualquer necessidade de exposição mediática constante.

 

Aquilo que eu desejo é que a comissão de gestão resolva os problemas que encontrar e considere prementes, não indo além do estritamente necessário.

Assumo que a gestão da situação dos jogadores que rescindiram é uma dessas situações urgentes e acho que, resolvida a questão do treinador, é essa a prioridade.

Integrem-se os que desejem regressar desde que se retratem e, para isso, o Sporting não tenha de fazer qualquer "esforço financeiro". Os jogadores tinham contratos de longa duração, a maior parte deles negociados recentemente e as rescisões não lhes dão qualquer direito de negociação. O que deve ser-lhes apresentado é, sem alterar uma vírgula, os mesmos contratos que antes vigoravam.

Caso não aceitem esta premissa e nenhum clube se proponha a pagar um valor minimamente justo pelos jogadores (ao contrário de muitos, tenho noção que a nossa posição negocial não é forte e teremos de fazer cedências), aceito que o clube decida manter os processos em tribunal e vá até às últimas instâncias, se necessário, para defender os seus interesses.

 

Se há dificuldades financeiras, acho insensato que se fale em reforçar o plantel sem que antes tudo esteja resolvido com os jogadores que rescindiram. Será a forma como se resolverem esses casos que deve determinar a nossa abordagem ao mercado.

Caso não seja recomendável abordar o mercado por mais-valias claras, espero que o plantel se forme com os jogadores que actualmente o compõem, deixando total liberdade para a futura direcção eleita decidir o futuro do Clube, mesmo que isso possa aumentar os riscos de uma época desportivamente menos conseguida (algo que não é líquido em qualquer dos cenários, pois não são unicamente o investimento ou falta dele que determinam o sucesso de uma equipa).

 

Posto isto, não estou a acusar a comissão de gestão em funções de nada. Há coisas que tenho gostado e outras que me têm agradado menos mas entendo que a situação não é fácil, dada a necessidade de tomar decisões rápidas, com o maior acerto possível. Tudo o que enumerei são apenas preocupações minhas. Inquietações e sugestões, usando da minha liberdade de expressão e legitimidade enquanto sócio do Sporting.

 

Para os que possam vir com as acusações típicas do "agora aguentem", "os 71, não sei quê" e outras que tal, aviso já que não terão resposta. Acredito que a maioria dos Sportinguistas tivesse perfeita noção que uma comissão de gestão seria uma realidade após a destituição do conselho directivo, com tudo o que de bom e mau pudesse daí advir.

Temos de estar preparados para um ano difícil mas não quer isso dizer que tenhamos de nos preparar para um ano mau.

Acredito na capacidade de decisão dos sócios do Sporting, que analisarão minuciosamente as candidaturas que até às eleições se perfilem e confio muito, também, na competência das pessoas escolhidas em cada secção para dotar ou, no mínimo, manter as equipas competitivas o suficiente para lutar por títulos.

 

Viva o Sporting!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Ainda sobre o pleno das modalidades de pavilhão...

Mais do que uma tábua de salvação, algo a que nos agarramos para amenizar as frustrações do futebol masculino, estas e outras conquistas nas modalidades devem ser, acima de tudo, motivo de orgulho.

Não nos esqueçamos disso. Muito do que é o Sporting está assente na mística das modalidades.

 

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

O círculo completo de Peseiro

Não sei se por opção ou necessidade, José Peseiro passou a maior parte do período pós-Sporting no médio-oriente. Em doze temporadas apenas treinou na Europa por cinco ocasiões.

Após a saída do Sporting, treinou na Arábia Saudita (curiosamente no mesmo clube que Jesus escolheu para prosseguir carreira) e regressou um ano depois à Europa, onde assumiu o comando do Panathinaikos.

Na Grécia, Peseiro foi 3º no campeonato, tendo depois ganho o playoff de acesso às provas europeias (disputado entre 2º, 3º, 4º e 5º classificados da Liga), colocando o "Pana" na Liga dos Campeões. Foi eliminado da taça pelo Olympiacos e chegou aos 16avos-de-final da Liga Europa. 

 

Seguiu-se uma experiência na Roménia, onde o Rapid Bucareste o despediu após onze jogos (só venceu quatro) sem que lhe tenha pagado um único salário. A coisa resolveu-se em tribunal, com os romenos a terem de vender um jogador para pagar ao treinador português, que depois esteve três anos na selecção da Arábia Saudita, sem resultados de relevo, quer na taça asiática, quer no apuramento (que falhou) para o Mundial 2010.

 

Foi o escolhido para suceder a Leonardo Jardim no Braga, em 2012/13, e ficou em 4º lugar, atrás do Paços de Ferreira de Paulo Fonseca (que viria a substituí-lo na época seguinte). Foi o ano do 7º lugar do Sporting. Porém, apesar da prestação pouco satisfatória na Liga (alicerçada no ano atípico de Jardim, pois Peseiro fez a pontuação normal no Braga), venceu a taça da Liga ao Porto, o único troféu do Braga desde 1966 até então.

 

Seguiram-se dois anos nos Emirados e uns meses no Egipto, onde deixou o Al Ahly na liderança do campeonato para assumir o Porto, que era 3º classificado, a cinco pontos do Sporting de Jesus. Nos dragões, venceu dez jogos em quinze para a Liga e chegou à final da Taça de Portugal, que haveria de perder para o Braga de Paulo Fonseca, nos penaltis.

 

Peseiro acaba por não convencer no Dragão e António Salvador promove o seu regresso a Braga na época seguinte. Em treze jornadas na Liga, venceu oito jogos (tantos quanto Sporting e Porto) e estava a apenas dois pontos do segundo lugar. Foram as prestações na Liga Europa (eliminado na fase de grupos) e na taça de Portugal que precipitaram a sua saída, pois acredito que teria feito melhor do que fez Abel no que restou dessa temporada (acabou em 5º e só venceu sete jogos em vinte e um para o campeonato). Em dezembro o Covilhã eliminou os bracarenses da taça de Portugal e Peseiro regressou aos Emirados, até voltar a receber uma chamada de Portugal.

 

O Vitória Sport Clube, em 9º lugar no campeonato, apostou nele para substituir Pedro Martins mas Peseiro só levou os vimaranenses a quatro vitórias em dez jogos. Acabou em 9º, exactamente a posição onde havia encontrado a equipa, e não mereceu um voto de confiança, chegando assim ao Sporting nas circunstâncias conhecidas.

 

Peseiro é um bom treinador. Não se deu bem nas últimas três experiências em Portugal mas, em duas delas, apanhou o barco em andamento e em circunstâncias desportivamente complicadas. Em Braga foi vítima sobretudo da eliminação na taça. Como se pode ver, as prestações não foram más, como tantas vezes pareceram.

Esta será uma prova de fogo para o ribatejano, que tem aqui uma oportunidade de ouro para contrariar a fama de "pé-frio" e provar a qualidade que muitos lhe reconhecem.

 

Apenas por curiosidade, estas são as percentagens de vitórias na carreira de Peseiro na Europa e das últimas duas escolhas de Bruno de Carvalho para a liderança técnica do Sporting:

José Peseiro - 49,15% (Liga Portuguesa, Liga Grega, Liga Romena e Provas da UEFA)

Siniša Mihajlović - 34,33% (Liga Italiana)

Jorge Jesus - 53,77% (Liga Portuguesa e Provas da UEFA)

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

José Peseiro é o novo "mister"

Primeiro que tudo, é importante entender o contexto em que o Sporting contrata o treinador.

Gerido por uma comissão de gestão que daqui a pouco mais de dois meses não estará no Clube e após a dispensa dos serviços de Siniša Mihajlović, contratado pelo conselho directivo destituído a apenas cinco dias da Assembleia Geral que viria a mudar o rumo do Sporting, o contexto de estabilidade não seria o ideal para quem quer que fosse o escolhido (ou, melhor, para quem quer que aceitasse o convite).

 

Como não me pronunciei sobre isso, aproveito para dizer que acho bem que Mihajlović tenha visto revogado o seu contrato dentro do período experimental. Os quatro milhões de euros de salário bruto anual e os três anos de contrato, aliados ao seu perfil de treinador e currículo eram uma completa loucura. Inacreditável o contexto em que tudo isto aconteceu, com Bruno de Carvalho a "vender" ao sérvio uma estabilidade ilusória quando tinha à porta uma AG onde seria votada a destituição do conselho directivo ao qual presidia.

 

Ultrapassado este problema, a comissão de gestão presidida na SAD por José Sousa Cintra teria de encontrar uma solução que, sendo temporária (há eleições marcadas para 8 de setembro), reunisse o mínimo de condições para ser bem sucedida.

Assim sendo, acho bem que se tenha optado por um treinador português, identificado com o passado recente do clube e já com uma passagem por Alvalade.

Haveriam personalidades mais adequadas ou apenas mais consensuais mas José Peseiro reúne os requisitos mínimos para a tarefa a que o futuro treinador do Sporting terá de se propor.

 

Não nos iludamos. Não era qualquer treinador que aceitaria treinar o Sporting neste contexto de total incerteza. Teria de ser alguém sem medo, confiante e com "tomates".

Peseiro teve-os. Talvez aqueles que lhe terão faltado na primeira passagem pelo Sporting e que agora se mostram fundamentais para aceitar voltar a Alvalade, com um contrato de curta duração e um possível cenário de despedimento daqui a dois meses.

A verdade é que nenhum bom treinador em funções trocava a sua situação por esta e não é menos verdade que mesmo os bons treinadores que neste momento não têm clube dificilmente o fariam, preferindo esperar por um passo mais seguro para as suas carreiras.

Uma solução interina poderia ter sido tentada mas não sabemos até que ponto isso foi ou não equacionado.

 

José Peseiro é, desde ontem, o treinador do Sporting e, por isso, como não podia deixar de ser, será o meu treinador. É alguém que aprecio como pessoa e a quem reconheço qualidades como treinador de futebol. Fez um bom trabalho na primeira passagem no Sporting, que por pouco não foi bem sucedido e tem uma matriz de jogo virada para o espectáculo, que encaixa na perfeição naquilo que é a identidade do nosso Clube.

Não, Peseiro provavelmente não seria a escolha de nenhum presidente do Sporting (nem a minha) numa situação normal mas pode revelar-se a melhor para o contexto actual. Digo isto sem o mínimo menosprezo pelo novo treinador do Sporting, ciente da sua qualidade mas consciente que o seu passado recente como treinador não abona a favor da sua entrada num clube com as ambições do Sporting.

 

No entanto, nada disto significa que estará, à partida, fragilizado. Não está. Terá apenas pouco tempo para mostrar serviço. Peseiro tem um ano de contrato, com mais um de opção, a exercer, caso assim o deseje o Sporting Clube de Portugal.

Se tudo correr bem (tomara que sim), acredito que possa até vir a tornar-se numa solução a médio prazo, dando a instabilidade inicial lugar a um período onde também o Sporting colha frutos com a sua passagem pelo Clube.

 

Nós só queremos o sucesso do Sporting. Peseiro não o quererá menos que nós. Tem a cabeça no cêpo mas não se escondeu nem teve vergonha de nos representar a todos no campeonato nacional de futebol e na Europa.

Merece crédito por isso e, como tal, terá da minha parte a paciência que pediu na sua apresentação. Não, não serei condescendente. Paciência e condescendência não são sinónimos. Serei exigente com ele mas não deixarei de enquadrar a exigência no contexto.

O Sporting tem um grupo de qualidade, com ou sem os jogadores que rescindiram e tenho a certeza que não será isso que servirá de desculpa na possibilidade das coisas não correrem bem.

Bem-vindo de volta, "mister" José Peseiro! Há trabalho a acabar no Sporting e você certamente encontrará os seus líderes no balneário e a juventude necessária para pincelar o quadro que, desta vez, tenho a esperança que não saia esborratado, depois de parecer que tínhamos ali uma bela obra de arte. Este quadro é para expor, não para guardar na garagem.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Um triplete para os tri-campeões

 

Supertaça, taça de Portugal e Liga SportZone. Três dos quatro títulos nacionais numa época que começou com a conquista da taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa.

Eu tinha dito que as lágrimas seriam de alegria. Que haveria "sangue" e suor. Os jogadores deram tudo, até ao limite das suas forças.

 

Poucas equipas responderiam com esta força a tantas adversidades. Castigos, lesões, desgaste e fadiga extrema, fruto de uma época longa e muito intensa.

Junte-se a isto um adversário forte, que este ano reforçou a equipa com jogadores de muita qualidade que mudaram por completo a abordagem do Benfica a muitos dos jogos no confronto directo connosco e tínhamos a receita perfeita para nos tirarem a possibilidade de fazer aquilo que ainda não tínhamos feito.

 

Mas os nossos foram bravos, estóicos. Esforçaram-se, dedicaram-se e juraram amor e devoção a um clube. Assumiram um compromisso com tal humildade e união que o desfecho só podia ser inédito.

O Sporting é tri-campeão nacional de futsal, vencendo assim o décimo quinto título em menos de trinta anos de campeonato nacional. A hegemonia é de tal forma acentuada que o Sporting venceu o sétimo título nas últimas nove temporadas.

 

Ao contrário da maioria das vezes, concordo com o que ontem disse o treinador do Benfica. Não me lembro de um jogo nos últimos anos em que o rival tenha assumido o controlo e o domínio do jogo durante tanto tempo, frente ao Sporting. Ao contrário do que eu pensava, sobretudo devido às condicionantes que já acima enumerei, o Sporting sentiu-se desconfortável com esse domínio do rival e não conseguiu jogar no erro.

A chegada de Robinho ao Benfica trouxe aos derbies uma variável nova mas, felizmente, o resultado final foi o mesmo. O Sporting soube reagir às adversidades, ao desconforto e veio à tona a raça à qual, na maior parte das vezes, nem precisamos de recorrer.

 

Sem João Matos, sem Cavinato, sem Deo e sem Djô. Com Cardinal, Diogo e Merlim condicionados num ou mais jogos da final. Sem Nuno Dias no banco nos últimos dois jogos e com o rival a precisar apenas de uma vitória em duas oportunidades. 

Só uma verdadeira equipa ultrapassava tudo isto. Só o Sporting poderia ser feliz nestas condições. Porque temos um grupo com qualidade, união e a experiência necessária para não tremer onde a maioria soçobraria.

 

Escolher um MVP de uma final com tantas incidências é complicado mas, pelas condições em que apareceu e sem ter jogado um único minuto em jogo corrido, tenho de escolher Gonçalo Portugal. O guarda-redes leonino foi chamado a intervir em situações de grande pressão, a "frio" e com grande competência e qualidade.

Nos últimos dois jogos da final, evitou dois golos de livre directo e quatro penaltis. Algo verdadeiramente improvável para qualquer guarda-redes do Mundo, muito menos nestas circunstâncias e frente a jogadores de grande qualidade.

 

Termino agradecendo a todos o empenho, dedicação e ambição demonstrados. Aos que ficam e aos que vão, que serão sempre parte do nosso Clube, imortalizados na sua história. As lágrimas que vi na maior parte de vocês, alguns ainda durante o jogo, tocaram-me. Não que eu não soubesse da vossa dedicação, do amor ao clube ou respeito pelos sócios e adeptos mas por poder constatar isso mesmo, sem filtros.

Um homem chora e ontem foram muitos os que o fizeram...de alegria, como eu tinha perspectivado.

Parabéns a todos!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal