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Grande Artista e Goleador

Vitória FC 2-1 SPORTING CP: Será sempre a Taça Lucílio

A medida que Bruno de Carvalho tão bem implementou em 2014/15 devia ter ficado para sempre. A taça da liga, como competição que mancha a verdade desportiva em Portugal (não que as outras não manchem) e terciária que é, devia sempre ser para rodar a miudagem, dar prémios de mérito aos da equipa B e rodar os que não jogam na equipa principal.

Desde o início, o Sporting foi das poucas equipas que tentou valorizar a prova mas aquele episódio na segunda edição acabou com a aura de uma nova competição que pretendia lançar jovens e ajudar à valorização do jogador português.

Poucos terão sido os Sportinguistas que, depois daquilo que Lucílio Batista fez, olharam para esta taça como um troféu ambicionado.

Depois disso já tivemos o "dolo sem intenção" e agora isto.

O único ano em que a taça da liga teve interesse foi quando Gauld se mostrou, no mesmo ano em que Gelson, Podence, Tobias e Wallyson acumularam minutos e momentos que nos mostraram que tinham qualidade.

Uma competição usada para que o Benfica impedisse que o Porto cavalgasse para a frente da tabela total de títulos em Portugal, títulos esses assentes em bases semelhantes aos do Benfica de Vieira.

 

Posto isto, aquilo que se passou ontem em Setúbal foi mais um triste episódio que deveria suscitar a necessidade um momento de reflexão profunda sobre o estado do nosso futebol, sobre como foi formada e financiada a formação desta geração de árbitros e sobre os vouchers que sustentaram o sistema actual até que ele se tornasse autónomo.

Espanta-me que Jorge Jesus se surpreenda com isto, sobretudo por ter vindo de onde veio. Pois é Jorge, visto de outro prisma já dói...já não é limpinho, limpinho.

 

O Sporting jogou mal, fez o suficiente para se qualificar, não passou à fase seguinte e está na hora de voltar a dar a esta competição a importância que ela tem, não esquecendo as lutas pela transparência do desporto em Portugal (sim, isto não se passa apenas no futebol).

 

Domingo volta o campeonato e, até ao final da época, pouco mais do que essa competição se jogará. Não auguro nada de bom para Chaves, na taça de Portugal, até porque bem me recordo como saímos da competição no ano passado em Braga e em 2013/14 na Luz.

 

É o momento certo também para o Sporting perceber se todo o investimento deste ano valeu a pena, ainda mais quando se falharam a maioria das contratações e o estado das coisas em nada se alterou no nosso futebol.

Talvez esteja na hora de despachar os artigos com defeito e fazer regressar a prata da casa, que fará certamente melhor, com mais paixão e entrega e por menos dinheiro. Eles hão-de justificar a aposta e serão depois recompensados por isso, como foram outros. Porque a nossa formação é selo de qualidade e basta olhar para o que de melhor tem o nosso plantel.

Que esta revolta sirva para canalizar as forças para o que resta da temporada. Vamos precisar de estar juntos, unidos e fortes.

 

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