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Grande Artista e Goleador

Venha a Polónia

Só agora tive tempo para me debruçar sobre o apuramento da selecção portuguesa para os quartos-de-final do Euro. O onze apresentado por Fernando Santos aumentou ligeiramente o meu entusiasmo em torno do jogo com a Croácia, sobretudo por me parecer que aumentava as nossas hipóteses de fazer boa figura.

Fui dos que muito criticou as opções e a qualidade de jogo da nossa selecção nos primeiros três jogos, onde uma prestação miserável e uma sorte dos diabos nos colocou na fase a eliminar.

 

Se acho que podíamos  e devíamos jogar melhor na fase de grupos, sobretudo porque aumentaria o entusiasmo dos portugueses e o respeito por parte dos adversários, não alinho no 'coro' que insiste num estilo de jogo tendencialmente ofensivo e de ataque continuado nesta fase do campeonato da Europa.

É uma fase a eliminar e o mínimo erro pode ser fatal. A verdade é que, como 'outsiders' que somos (mesmo tendo tido a sorte de calhar no lado 'bom' da tabela de acesso à grande final) não acho que encarar os jogos como uma equipa super-favorita nos beneficie.

 

Especificamente, este jogo com a Croácia exigia uma grande capacidade de anular as individualidades croatas (sobretudo Modric e Rakitic). Só assim se anulariam as possibilidades de Mandzukic receber jogo em condições e a eficácia desta estratégia reduziria em muito as possibilidades de sucesso do adversário.

Achei a estratégia adequada para um jogo em que o que queríamos era passar uma eliminatória. 

No entanto, questiono (mais uma vez) a utilização de André Gomes de início. Num jogo em que pretendíamos fazer 'mossa' em ataque rápido, rapidez (de execução e de movimentos) é tudo o que Gomes não tem e eu teria usado Quaresma, Éder (recuando Nani) ou Renato Sanches de início.

 

Compreendo aqueles que gostavam de ver um estilo de jogo mais apelativo, mais apoiado e menos de 'equilíbrios' e transições mas acho a estratégia adequada àquilo que são as características da nossa equipa. Não somos uma Alemanha (quanto a mim, a principal favorita) e nem o facto de termos entre nós o melhor do Mundo nos dá conforto suficiente para atacar durante a maior parte do tempo (até porque Ronaldo, na posição em que está a jogar, vai sempre precisar de metros entre a última linha defensiva e a baliza).

 

Neste jogo em específico, as equipas anularam-se. O jogo disputou-se a meio campo e houveram duas oportunidades claras de golo, ambas no mesmo minuto. Na primeira, Rui Patrício foi gigante e, no contra-ataque (só podia ter sido assim ou de bola parada) marcámos o golo que nos deu a vitória e a passagem.

A saída de Adrien (com o espectro dos penaltis a pairar) para a entrada de Danilo (nem William nem o próprio Danilo se dão bem com alguém ao lado) não fez qualquer sentido e desequilibrou o nosso 'miolo'. Eu nem teria gastado a terceira substituição, a não ser para queimar tempo, no caso do resultado nos ser favorável, como acabou por ser, mas...com Fernando Santos é de esperar sempre algo à 'grega'.

Embora algo aborrecido, achei o jogo tacticamente interessante de seguir. Os nossos centrais e os médios foram excelentes e determinantes para o cumprimento do plano de jogo.

 

Frente à Polónia, acho que uma estratégia idêntica nos poderá beneficiar, desta vez com Nani no lugar de André Gomes, entrando Éder para a frente de ataque e libertando mais Ronaldo para jogar de frente para a baliza. Éder servirá para fixar os centrais e funcionar como 'pivot' para CR7 ser mais influente no nosso jogo. Os polacos são um adversário colectivamente ao nosso nível e com algumas individualidades com bastante valor. É repetir a receita e tentar marcar mais cedo, sabendo que temos o joker cigano no banco.

 

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