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Grande Artista e Goleador

Vitória SC 0-5 SPORTING CP: 5*estrelas

Era tão bom que fosse sempre assim.

Nem falo do resultado. Dias há em que a eficácia não está ao nível da de ontem.

O Sporting foi intenso, mandão, apresentou qualidade e concretizou as oportunidades que criou e até algumas que nem criou mas que foram fruto da inspiração e qualidade individual de alguns intérpretes.

 

Por falar em intérpretes...

Bruno Fernandes foi o homem do jogo. Não apenas pelos dois golaços mas pelo que oferece à equipa, não só no momento ofensivo. Reparte o trabalho defensivo com Adrien (facto que até permitiu ao capitão soltar-se mais ofensivamente) e acrescenta ofensivamente uma qualidade que poucos jogadores no nosso plantel podem oferecer.

A capacidade de ler o jogo e o fino recorte técnico de Fernandes são de tal forma determinantes que, num dia bom, arrisca-se sempre a fazer um golo.

 

Bas Dost voltou à eficácia habitual, a defesa esteve intransponível e os vimaranenses praticamente nem assustaram Rui Patrício (mesmo que ele nos tenha assustado a nós).

Por falar em defesa, Fábio Coentrão, caso evite os problemas físicos, promete ser um dos jogadores do campeonato e, assim, o Mundial pode ser uma realidade para o jogador emprestado pelo Real Madrid.

 

Hoje só há coisas boas a dizer. A exibição foi de grande qualidade, quase perfeita. Um regalo que até deu para Iuri entrar desinibido e pronto a colocar toda a sua qualidade em prol do colectivo. Assistiu Adrien para o último golo do jogo, podia ter marcado e revelou um sentido colectivo que só lhe era desconhecido pelos que nunca o acompanharam.

 

Tempo de focar no próximo objectivo, um dos mais importantes da temporada. Apenas o Steaua (que ganhou com dificuldade no fim-de-semana) está no nosso caminho para a fase de grupos da Liga dos Campeões e, a jogar assim, acredito que teremos mais 6 jogos de grande exigência na Liga milionária, onde o mais certo é que integremos o pote 4, apanhando assim todos os favoritos e um grupo semelhante ao da temporada passada.

 

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Hoje joga o Sporting

Porque acumular 3 pontos a cada jogo é o nosso objectivo, nada menos se pode pedir hoje que uma vitória.

Porque não há melhor forma de elevar a moral e evitar levar fantasmas para Bucareste, nada menos se pode pedir que uma vitória.

Com sofrimento, folgada, com ou sem nota artística. Apenas uma vitória.

Porque o Vitória SC é bem mais do nosso nível que o Steaua de Bucareste e porque em sua casa são fortíssimos.

 

Jesus já disse que William está "out" (o estrangeirismo não podia vir mais a calhar) e, sem o Sir, já se sabe que são diferentes as dinâmicas do meio-campo.

O Vitória tem uma equipa de vertigem ofensiva. Ataca rápido e, em dois ou três toques, coloca-se no último reduto dos adversários.

Hurtado, Raphinha e Celis são perigosos e os laterais várias vezes se projectam no ataque.

 

A forma por vezes menos objectiva como Battaglia sai para o ataque levar-me-ia a ponderar recuar Adrien Silva, aproveitando uma química que me parece maior com Bruno Fernandes, que seria o segundo homem do meio-campo.

Acuña, embora médio ala esquerdo, ficaria encarregue de equilibrar a equipa a meio campo em situação defensiva, deixando os desequilíbrios ofensivos mais a cargo de Gelson e articulando as despesas do ataque com Jonathan pela esquerda.

Doumbia daria outra capacidade de explorar o espaço nas costas dos laterais e tem maior apetência para triangular de costas para a baliza. 

Vai ser necessário pressionar o Vitória à saída do seu meio campo e, por vezes, à saída da sua área.

Mathieu e Coates já mostraram que articulam uma defesa sólida e Piccini, embora não entusiasme ofensivamente, parece seguro a defender.

 

Esta seria a minha equipa para ganhar no "castelo":

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O prejuízo de William

Neste momento é inquestionável que William Carvalho se encontra no meio de um processo de transferência. Fala-se no interesse real do West Ham, entre outros hipotéticos interessados.

No meio disto está o Sporting, clube com o qual o jogador tem contrato, que se encontra aparentemente "impedido" de utilizar o jogador. William não jogou com o Vitória FC e, provavelmente, não jogará com em Guimarães e em Bucareste.

 

Espero que todo este prejuízo causado ao Sporting, vendo-se impedido de utilizar um dos seus melhores jogadores numa dupla jornada importantíssima para o clube acabe com a compensação devida.

Caso William saia mesmo do Sporting, não poderemos estar a falar em valores abaixo da cláusula de rescisão.

O Sporting não pode estar privado de um dos jogadores mais influentes do plantel para vender um dos seus maiores "activos" abaixo daquilo que é um valor mais do que justo por um dos melhores na sua posição: 45 milhões de euros, a pronto, se faz favor.

 

É que parte da inércia ofensiva apresentada pelo Sporting nos últimos dois jogos tem muito a ver com a ausência da agressividade ofensiva que William dá à equipa.

Battaglia não é o tipo de jogador que ganha metros com um passe para golo ou para uma clara oportunidade para finalizar. Este sim, lateraliza em excesso. O facto de transportar a bola em demasia também ajuda a "mastigar" a nossa transição ofensiva e facilita o posicionamento da linha defesiva adversária.

 

Abdicar de tudo o que William dá ao jogo do Sporting por menos de 45 milhões de euros (mesmo que o jogador queira sair), sobretudo quando está em jogo a entrada na Champions e 12.7 milhões de euros é um erro desportivo e de gestão.

Se ninguém paga o que ele vale (e o que ele vale sai reforçado por aquilo que nós perdemos e pela dificuldade em substituir o jogador), assegure-se a entrada na Champions com ele em campo e apresente-se uma proposta de renovação que nos permita manter satisfeito um dos melhores jogadores que vi em Alvalade nos últimos anos.

 

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SPORTING CP 0-0 FCSB: Faltou qualidade e ambição ao leão

De há uns anos para cá que nos "vendem" a imagem de um Sporting ambicioso, rigoroso e exigente.

Os Sportinguistas, de um modo geral têm ajustado os seus parâmetros de exigência para um nível mais elevado. O fraco nível de exigência a que nos tínhamos habituado advinha, naturalmente, do baixo nível de exigência que as anteriores direcções colocavam no seu próprio trabalho e no trabalho dos que serviram o Clube, nas mais variadas funções.

Nós, acredito que mais como mecanismo de defesa do que como forma de estar, moderámos também o nosso nível de exigência para atenuar os níveis de frustração.

Foi isso que manteve a paixão acesa e que permite ao Clube continuar a crescer em apoio, mesmo sem um suporte de sucesso desportivo no futebol.

 

Bruno de Carvalho sempre nos pediu exigência. Exigência que fomos trabalhando ao longo dos dois primeiros anos de mandato, em que tivemos de viver com uma realidade diferente da actual e onde, mesmo assim, conseguimos equilibrar o nível real da nossa "estrutura" com resultados mais ou menos de acordo com a exigência pedida.

A primeira época de Jesus veio colocar a exigência no máximo. Verificámos que era possível voltar a lutar pelo título (pese embora algumas "particularidades" do futebol português) e que, com um treinador do nível de Jesus, podíamos esperar o máximo.

Ora, se podemos esperar o máximo, temos de exigir o máximo. Este ano, após um ano mau, o mínimo que podemos exigir é o máximo.

 

O início de 2015/2016 também não foi famoso e depois embalámos para uma excelente época mas, se nesse ano começámos embalados pela conquista de uma Supertaça e com a atenuante de termos sido eliminados da fase de grupos da Champions com um verdadeiro roubo, este ano começamos com o espectro da temporada passada totalmente falhada e com uma abordagem ao playoff da Champions onde somos claramente favoritos (ao contrário do que aconteceu há dois anos).

 

A nota introdutória é longa mas necessária, até porque nem vou falar muito do jogo propriamente dito. 

Jorge Jesus começou na antevisão do jogo a fazer o oposto daquilo que nos têm exigido. Colocou a exigência em níveis pouco aceitáveis, relembrando que somos o "cinquenta e três" da Europa (por culpa dele, faltou dizer). 

Avançando já para o final do jogo, voltou a chutar a exigência para canto, dizendo que o Steaua é do nosso nível e que o Sporting jogou muito bem.

Reparem os menos atentos que, independentemente do resultado, rara é a vez que o Sporting de Jesus não joga muito bem (nas palavras do próprio), mesmo que a maioria dos adeptos vejam que não jogámos um peido.

 

Dica, o treinador do Steaua, disse que viu o jogo com o Vitória FC. Jesus fez-lhe a vontade e apresentou exactamente a mesma equipa, com a excepção de Coentrão, cuja entrada parece ter sido fruto da "pressão" externa, ocasionada pelas palavras do próprio Jesus, que mais uma vez meteu os pés pelas mãos na véspera do encontro.

 

Ficou evidente para qualquer adepto de futebol com uma cultura média do jogo que o Steaua não só não está ao nível do Sporting como deve aproximar-se do nível do nosso anterior adversário e da maioria das equipas que defrontamos na nossa Liga e a quem temos sempre obrigação de vencer.

O Steaua empatou em Alvalade porque o Sporting foi pouco ambicioso, pouco acutilante e demonstrou pouca qualidade, relativamente àquela que deveria apresentar e que facilmente reflectiria a diferença entre ambos os conjuntos.

Empatámos em casa como às vezes nos colocamos a jeito de empatar com o Paços de Ferreira, o Rio Ave ou o Nacional da Madeira.

No final, acabo por ter de concordar com Jesus: o Steaua está ao nosso nível. Ou esteve, pelo menos no jogo de ontem.

 

Se este é o nível de exigência que Jesus coloca a si próprio e aos seus jogadores (bem diferente daquele que coloca nos adeptos, que já criticou esta temporada), digo já que não é esse o nível de exigência que eu coloco sobre ele e os plantéis que o próprio construiu graças a muito dinheiro investido.

Bruno de Carvalho deve exigir mais ao funcionário Jorge Jesus.

Jorge Jesus deve mostrar maior respeito pela inteligência dos adeptos do Sporting, que não comem gelados com a testa nem papam conversa para boi dormir.

 

Com esta brincadeira, o Sporting, que podia estar completamente focado no jogo de Guimarães caso tivesse deixado os romenos a dançar um Manele (curioso, o nome desta dança cigana romena), vai ter de encarar o Vitória SC com os olhos em Bucareste, onde poderia ir tranquilo, apenas para gerir a eliminatória.

 

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Hoje joga o Sporting

Hoje ouvir-se-á o hino da Champions em Alvalade. O Sporting recebe o Steaua de Bucareste e, não mintamos, é favorito a ganhar e a passar a eliminatória.

Pouco me importa o ranking, os valores em prémio oferecidos aos adversários ou o estado do relvado para a semana, em Bucareste.

 

Hoje jogamos em casa, o relvado é bom e, nas bancadas, estará casa cheia para apoiar, rumo a mais uma fase de grupos da Liga milionária.

Não há desculpas nem condicionantes de maior. Será a nossa qualidade, frente à qualidade dos romenos e não tenho dúvidas que somos melhores e mais capazes. É demonstrá-lo em campo e mostrar, já hoje, quais são as reais hipóteses de cada equipa marcar presença na fase de grupos.

 

O Steaua, liderado pelo romeno Nicolae Dica, apresentar-se-á no José Alvalade com um habitual esquema em 4-2-3-1.

Dica não tem grande experiência como treinador. Após ter sido adjunto do Steaua, entre as temporadas 14/15 e 15/16, liderou a equipa num jogo (que empatou), como treinador interino e depois saiu para se iniciar como técnico principal do modesto FC Arges, do terceiro escalão romeno, onde terminou a temporada 15/16 e levou a equipa à segunda Liga em 16/17.

Assinou este ano pelo Steaua, de forma aparentemente surpreendente.

 

O poderio financeiro dos romenos está perfeitamente reflectido na sua capacidade para abordar o mercado e não nos prémios de jogo oferecidos pelo seu presidente aos jogadores que, naturalmente, adviriam do prémio de entrada na fase de grupos.

O Steaua apenas comprou aos rivais do campeonato romeno e, entre algumas contratações a custo zero, gastou pouco mais de 4 milhões de euros para se reforçar para esta temporada (metade de um Bruno Fernandes).

 

Os romenos, em oito jogos esta temporada, não estabilizaram ainda um onze base e Dica tem alterado muitas vezes a equipa titular, inclusive utilizando jogadores em vários sectores do terreno.

Denis Alibec, avançado romeno e Florin Tanase, jovem promessa também da Roménia são os jogadores mais talentosos mas há que ter atenção também ao experiente médio português, Filipe Teixeira, ao avançado Harlem Gnohéré e à capacidade de bater bolas paradas do defesa central, Mihai Balasa.

 

Há um padrão nas performances de toda esta temporada. O Steaua é forte fora de casa e inconsistente em casa. Fora, venceu os três encontros disputados e, em casa, empatou quatro dos cinco jogos realizados.

 

O resto terá de ser a nossa qualidade a marcar a diferença. Um bom resultado hoje (3-0, por exemplo) arruma praticamente a eliminatória.

Força, Sporting!

 

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O sonho acabou

Para os que viveram o sonho, acabaram por bater com a cabeça na mesinha de cabeceira.

Rinaldo Nocentini não conseguiu responder ao ataque de Alarcón na subida à Torre, Marque não teve forças suficientes para o ajudar na perseguição e, na última subida, o italiano acabou por não ter pernas para De Mateos, acabando no 4º lugar, fora do pódio.

 

Foi o choque de caras com a realidade. A W52 / FCPorto é de outro nível e, sobretudo sem Joni Brandão e Frederico Figueiredo, Nocentini fica completamente vulnerável na alta montanha. 

Nocentini sabia disso e, do alto dos seus 40 anos (respect!) assumiu sem problemas que este Porto, a este nível, se pode bater com muitas das equipas do World Tour (e ele sabe do que fala).

 

A Volta a Portugal terminará hoje e só recuperando os oito segundos de atraso para o espanhol do Louletano / Hospital de Loulé, Nocentini acabará no pódio.

Tem capacidade para o fazer e seria um merecido prémio de consolação pela boa Volta a Portugal realizada.

 

Avaliando pelo que se passou no prólogo e tendo em conta que Nocentini se defende muito bem no contra-relógio, arrisco dizer que o pódio está ao alcance do ciclista do Sporting / Tavira.

No prólogo, de apenas 5.4km, Nocentini ganhou 13 segundos a De Mateos. É, por isso, expectável que consiga melhorar esse ganho em 20km, a distância a percorrer hoje em Viseu.

 

Mas nem tudo é matemático e teremos de contar ainda com a extraordinária motivação de Vicente De Mateos, que certamente fará tudo para não perder os oito segundos que o prendem ao terceiro lugar e lhe darão a oportunidade de subir ao pódio mais do que uma vez, visto que será o líder final da camisola verde (dos pontos).

 

Aconteça o que acontecer, Rinaldo Nocentini fez uma excelente Volta a Portugal.

O azar de não poder contar com a sua principal ajuda, Joni Brandão, e Frederico Figueiredo (fustigado pelas quedas, que o forçaram a abandonar a prova), aquele que seria o segundo fiel escudeiro na luta das montanhas esbarrou ainda na excelência da competência dos azuis-e-brancos, que cilindraram a concorrência.

 

Resta então acabar com a máxima dignidade possível e tentar o pódio com Nocentini e, porque não, fechar o top 5 com Marque (se o desgaste de ontem não for demasiado impeditivo).

Depois, é tirar as devidas conclusões acerca do nível da equipa e avaliar se o investimento não será ainda insuficiente para competir de igual para igual com a W52 / FCPorto. 

A meu ver, desistir não é opção. A aposta na modalidade deve continuar e as pessoas envolvidas na equipa devem saber trabalhar sobre a pressão de melhorar, identificando as lacunas e preenchendo-as o melhor possível para que, para o ano, possamos sonhar a sério, sem acordar antes da parte melhor, aquela em que levantamos os braços e abrimos o champanhe.

 

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Vamos, Rinaldo! Vamos, Sporting / Tavira!

É hoje o grande dia da Volta a Portugal. Não é o decisivo, apenas porque amanhã se corre a derradeira etapa, em Viseu, onde o contra-relógio revelará em definitivo o nome do vencedor da Volta deste ano.

 

Rinaldo Nocentini apresenta-se como o único homem do Sporting / Tavira com aspirações na classificação geral e, neste momento, com apenas 19 segundos a separá-lo de Raul Alarcón, da W52 / FCPorto, tudo é possível.

Alejandro Marque é o segundo leão melhor classificado. Fecha o top 10, a 2.08 minutos do líder da prova e, embora aparentemente afastado dos lugares da frente, espera-se que seja hoje um importante apoio ao italiano, 3º da geral e chafe-de-fila da equipa leonina de Tavira.

 

Estes dois poderão contar com a forte oposição do "comboio" da W52 / FCPorto (que tem quatro ciclistas entre os primeiros sete homens da geral individual), com Vicente de Mateos (em excelente momento de forma) e Rui Sousa (em despedida do ciclismo), entre outros, especialmente da EFAPEL.

 

Hoje era o dia em que o ausente Joni Brandão seria mais importante no apoio a Nocentini. Esta seria a etapa em que Brandão levaria consigo o italiano serra acima, para depois ambos discutirem a etapa na Guarda, deixando o contra-relógio final a cargo de Alejandro Marque e esperando que Nocentini se defendesse o melhor possível num terreno onde sabe fazê-lo.

As expectativas para o contra-relógio mantêm-se e a dúvida prende-se com o facto de não sabermos se Marque terá hoje capacidade ou indicações para levar Nocentini fresco até à subida final, onde só um restrito grupo de ciclistas chegará na frente.

 

O italiano já mostrou que pode andar sempre junto dos melhores mas, caso tenha de o fazer sozinho, sobretudo na Torre, não sei se terá capacidade para aguentar o desgaste que os azuis-e-brancos implicarão aos mais directos adversários.

Para os mais esquecidos recordo que, no ano passado, embora a etapa tivesse contornos e circunstâncias diferentes (com duas passagens na Torre), Nocentini perdeu na Guarda a possibilidade de lutar por algo, atrasando-se na segunda subida à Torre e terminando a etapa a perder para cima de 20 minutos.

 

Certo que o Nocentini deste ano não é o do ano passado. Não teve quedas, fez uma temporada com resultados interessantes e apresenta-se em boa forma para os dias decisivos da prova mais importante do calendário nacional.

Estes factores ajudam a alimentar a esperança numa surpresa que, ainda assim, se afigura como pouco provável para a maioria dos conhecedores da modalidade, sobretudo do panorama nacional.

Resta-nos a nossa fé e a moral deNocentini, que parece estar em alta.

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Força, Noce! Vence por nós!

 

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Hoje joga o Sporting

O Vitória sadino apresenta-se em Alvalade após um empate na ronda inaugural, em casa, frente ao Moreirense.

Vasco Fernandes, defesa central expulso na 1ª jornada do campeonato, será baixa para José Couceiro que deverá chamar Pedro Pinto para o seu lugar.

 

O Sporting é favoritíssimo para o encontro de hoje à noite e até a história mostra isso mesmo. Vencemos os últimos seis jogos para o campeonato em casa e nos últimos quatro jogos para o campeonato (em casa e fora) o "score" é de 16-0.

 

Apesar dos rumores sobre as saídas de William e/ou Adrien, confio que ambos estarão no "onze" e que Jesus apresentará a melhor equipa à sua disposição. Visto que William se encontra castigado para a Champions, menos sentido ainda faria que não fosse utilizado por causa de uma possível futura transferência, a menos que o comprador já tenha pagado a cláusula de rescisão do luso-angolano.

 

Teorias à parte (para já ainda ninguém saiu), o Sporting tem mais do que obrigação de vencer este Vitória e, na minha opinião, a lateral direita dos sadinos é o flanco a explorar. Acuña deverá estar em grande destaque e aposto que Bas Dost voltará aos golos.

Ainda assim, percebe-se que Jesus teste a equipa sem William, visto que estará inapto para defrontar o Steaua. No entanto, na minha opinião, a sua influência na equipa desaconselha mais uma invenção de Jesus, sobretudo quando não se podem perder pontos, muito menos em casa.

 

Talvez Podence jogue de início, num encontro onde acho que seria importante dar confiança a Iuri Medeiros, embora desconfie que Jesus voltará a deixá-lo na bancada.

Seja como for, é para vencer e convencer.

Na terça-feira estarei em Alvalade para o jogo da Champions, frente a mais um adversário perfeitamente ao nosso alcance que, embora anseie por voltar à Champions, voltou a mostrar o que realmente vale ao empatar em casa com o 10º classificado do campeonato romeno.

 

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Podem contar com Noce

Hoje a Volta a Portugal dá descanso aos ciclistas do pelotão e é tempo de fazer um rescaldo das primeiras 6 etapas (mais prólogo).

Não há dúvidas do poderio da W52/FCPorto. Têm dominado a Volta a seu bel-prazer e, talvez por isso, seja de espantar que a vantagem não seja maior para os principais candidatos dos rivais.

Os portistas colocam neste momento três ciclistas no top 5 da classificação geral individual e só um super Rinaldo Nocentini (SPORTING / TAVIRA) e um insistente Vicente de Mateos (Louletano / Hospital de Loulé) têm furado o domínio total dos de azul-e-branco.

Raul Alarcón, com duas vitórias em etapas lidera a Volta, com o seu chefe-de-fila, Gustavo Veloso, neste momento em 5º lugar, a 39 segundos de distância.

 

O revés que representou a ausência de Joni Brandão desta Volta a Portugal foi agravado pelas múltiplas quedas de Frederico Figueiredo, que era suposto que fosse um dos suportes de Nocentini nos terrenos montanhosos. Alejandro Marque tem-se revelado com falta de pernas e, assim, Nocentini tem-se visto sozinho a lutar frente ao comboio dos portistas que, mesmo nas chegadas em alto, ataca o final das tiradas com três ou quatro ciclistas colocados na frente.

O terceiro lugar de ontem e a respectiva bonificação permitiu a Nocentini ir para o dia de descanso com um ligeiro ganho face ao líder da classificação geral, dando novo alento ao italiano e a nós, Sportinguistas.

"Noce" tem sido um verdadeiro leão a lutar entre dragões com chamas nas bicicletas e nem o incidente de anteontem, onde disse ter sido impedido por Raul Alarcón de disputar o sprint no final da etapa, o impediu de voltar a ir à luta pelos lugares de bonificação.

 

O que é certo é que, praticamente sozinho, o chefe-de-fila do Sporting / Tavira têm dado água pela barba aos azuis-e-brancos e, não fossem as bonificações, estaria agora a escassos 9 segundos da liderança da Volta.

Amanhã haverá nova chegada em alto e, na 2ª feira, após uma etapa que se espera mais tranquila, o pelotão enfrentará a subida à Torre (Serra da Estrela), seguida de mais três contagens de montanha, uma delas coincidente com a chegada, na Guarda.

 

Vamos,Noce! Força nas canetas!

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Nelson de bronze!

Sei que a ambição do Nelson não tem limites e que, embora satisfeito com o resultado obtido, não ficou convencido com a marca que atingiu.

Porém, é este o nível actual de Nelson Évora. Claro que acredito que possa "sacar" um salto de 17.40 metros mas, aos 33 anos, há coisas que só a juventude traz e o Nelson não só é dos mais velhos como já não está no patamar que atingiu há uns anos atrás.

Os anos 2007, 2008 e 2009 já não voltam e não perspectivo que possa voltar a saltar mais de 17.70 metros. O seu recorde pessoal data de 2007, quando se sagrou campeão mundial com um salto de 17.74 metros.

 

Ainda assim, Évora parece conhecer a poção da juventude. Aos 33 anos compete com jovens dos 19 aos 27 (a idade do novo campeão mundial, Christian Taylor) como se fossem da mesma idade. 

Nesta final, entre os últimos oito apenas Évora e Copello estavam acima da fasquia dos 30 anos. Os restantes tinham menos de 27 anos, sendo que três deles têm ainda 18, 22 e 23 anos.

Há dois anos Nelson Évora venceu o bronze nos mundiais de Pequim com um salto acima dos 17.50 metros. Não saltava acima dessa marca em competições importantes desde 2009.

 

Não sei se alguma vez voltará a fazer mais do que os 17.50 metros mas uma coisa é certa: Nelson Évora é sempre um nome a ter em conta e ontem voltou a prová-lo.

A prova correu-lhe de feição. Ao segundo salto já estava em posição de medalha de bronze e ir para os três saltos finais com a possibilidade de gerir a prova, vendo saltar antes dele todos os rivais directos era claramente uma vantagem e um decréscimo de pressão se as coisas lhe corressem de feição.

Évora saberia que as marcas atingidas por Taylor e Claye ao terceiro ensaio não estavam ao seu alcance e, assim, controlou a prova com a serenidade que lhe confere a sua experiência.

Vendo que ninguém chegava à sua marca, o atleta do Sporting foi arriscando, na expectativa que a tal marca extraordinária lhe saísse. Não saiu, mas valeu a pena tentar (acabou por fazer dois nulos e um salto muito mau, quando já sabia que o bronze era seu).

 

Apenas para enquadrar, só o recorde pessoal de Nelson Évora daria para ganhar a prova de ontem. Todas as marcas obtidas ao longo da carreira teriam sido insuficientes para bater Taylor.

A prestação do português no triplo-salto do campeonato do Mundo de Londres foi, a meu ver, extraordinária e, neste momento, é difícil prever quando deverão deixar de contar com ele para as medalhas. 

 

Nelson Évora esta aí para ficar. É duro e, se lhe querem comer a carne, terão de roer os ossos. 

Parabéns, Nelson! A medalha também é nossa mas o mérito é todo teu!

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Nocentini disse "presente"

No Alto da Senhora da Graça, apenas Rinaldo Nocentini respondeu à altura do poderio da W52/FCPorto, que colocou quatro ciclistas entre os primeiros oito da etapa.

O italiano perdeu apenas 3 segundos para o camisola amarela Raul Alarcón, que assim reforçou a sua liderança na Volta.

Alejandro Marque não conseguiu aguentar o ritmo dos últimos quilómetros e perdeu 19 segundos e a sua 2ª posição na geral individual.

 

Para quem não viu a etapa, o resultado, mesmo negativo, pode parecer animador mas não me parece que seja (espero enganar-me).

Nocentini parece estar este ano melhor do que no ano passado. Conhece os adversários e os terrenos onde compete e isso, certamente, ajuda a uma melhoria na sua performance.

Pelo contrário, esperava melhor de Marque, que até já venceu a Volta a Portugal.

 

Voltando à aparente ilusão de equilíbrio de forças, parece-me este ano mais evidente que as coisas se resolverão entre Sporting/Tavira e W52/FCPorto. A EFAPEL parece claramente mais fraca e, para isso, em muito contribui a ausência de Joni Brandão, que reforçou o Sporting/Tavira mas acabou por desfalcar a equipa a uma semana da prova mais importante do ano.

Na etapa de ontem ficou mais uma vez evidente que a W52/FCPorto é mais forte. Dominaram toda a subida, nunca deixaram que ninguém chegasse à frente do grupo onde seguia o camisola amarela e atacaram quando bem entenderam. Apenas Nocentini teve capacidade de resposta, mas não de forma a, atempadamente, chegar à frente da corrida.

 

Verifica-se já um padrão na prova, o mesmo do ano passado. O Porto tem capacidade mais do que suficiente para controlar os adversários mas não quer dizer que não venham a ter um dia mau. Nós é que não poderemos dar-nos a esse "luxo".

Com mais três chegadas em alto até final, há que ir amealhando segundos até ao contra-relógio final, onde fará a diferença quem tiver mais força nas pernas.

A 9ª etapa, com chegada em alto após passagem pela Torre, na Serra da Estrela, tem contornos de decisiva.

É ganhar tempo até lá e dar tudo no contra-relógio.

 

Hoje, a etapa parte de Boticas em direcção a Viana do Castelo, terminando em alto, no Santuário de Santa Lúzia, uma subida curta e pouco violenta mas onde se podem perder ou ganhar escassos segundos. Veremos como estão as pernas, após o esforço despendido ontem.

 

Classificação geral individual:

1º Raul Alarcón (W52/FCPorto)
2º RINALDO NOCENTINI (SPORTING/TAVIRA) +0'25''
3º Amaro Antunes (W52/FCPorto) +0'29''
4º ALEJANDRO MARQUE (SPORTING/TAVIRA) +0'35''
5º Vicente de Mateos (Louletano/Hospital de Loulé) +0'43''
...
18º FREDERICO FIGUEIREDO (SPORTING/TAVIRA) +2'22''
32º JESÚS EZQUERRA (SPORTING/TAVIRA) +4'54''
35º LUÍS FERNANDES (SPORTING/TAVIRA) +5'31''
81º MÁRIO GONZALEZ (SPORTING/TAVIRA) +36'47''
97º VÁLTER PEREIRA (SPORTING/TAVIRA) +47'48''
103º FÁBIO SILVESTRE (SPORTING/TAVIRA) +50'46''

 

Classificação geral por equipas:

1º W52/FCPorto 
2º SPORTING/TAVIRA +1'22''

 

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Que a Senhora da Graça nos sorria

Com Alejandro Marque a 6 e Rinaldo Nocentini a 16 segundos, partimos hoje para uma das etapas mais decisivas da Volta a Portugal com a ambição de "roubar" a Amarela a Raul Alarcón, da W52/FCPorto.

A etapa parte de Macedo de Cavaleiros às 13:20h e terá a primeira montanha do dia no Alto do Pópulo (quilómetro 64, com passagem prevista para pouco depois das 15h).

A passagem por Vila Real terá o segundo sprint do dia, graças à meta volante instalada na cidade. Pouco mais de 20 quilómetros depois segue-se a subida ao Alto do Velão, onde se prevê que o primeiro ciclista chegue às 16:25h.

A última meta volante do dia, em Mondim de Basto, antecede a mítica subida ao Alto da Senhora da Graça, onde se espera que, pelas 17:30h, chegue alguém de camisola listada de verde-e-branco.

 

Gustavo Veloso (W52/FCPorto) tem sido o "rei" da Senhora da Graça. Foi lá que, em 2015 reforçou a liderança da prova que viria a vencer pela segunda vez e, no ano passado, venceu isolado a etapa em Mondim de Basto.

 

Em 1985 Marco Chagas venceu no alto da Senhora da Graça, sendo assim o último e único ciclista leonino a vencer esta etapa.

 

Hoje, os olhos dos adeptos do Sporting estarão em cima de Alejandro Marque e Rinaldo Nocentini, os principais candidatos a vencer a prova, ambos fortes a subir, embora o espanhol seja mais competente em subidas mais longas.

 

Que as camisolas, cachecóis, bandeiras e gritos de incentivo leoninos os motivem a superar-se, voltando a pintar de verde-e-branco a Senhora da Graça.

 

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Salta, Mamona!

Hoje, a partir das 20:25 horas, Patrícia Mamona disputará a primeira final de um Mundial da sua carreira.

Depois da quarta marca da qualificação, deu para perceber que talvez dê para melhorar o 6º lugar dos Jogos Olímpicos.

Susana Costa (atleta do rival, Benfica) fez a terceira marca e bateu o seu recorde pessoal, mostrando que está também a bom nível.

Que a Patrícia suba ao pódio (de preferência ao lugar mais alto) e a Susana possa vir logo depois (até porque são amigas). Seria épico para Portugal e para o triplo-salto nacional.

 

Antes disso, a partir das 18:35 horas, Nélson Évora disputa a qualificação para a final, também no triplo-salto. Certamente já dará para sentir o pulso aos adversários, esperando que surja a tão desejada marca de qualificação.

 

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Desp. Aves 0-2 SPORTING CP: Que seja a primeira de muitas

O essencial foi feito. É sempre bom entrar a ganhar, melhor ainda se for sem sofrer golos.

O jogo esteve longe de ser brilhante da nossa parte. Fomos competentes e, felizmente, isso foi suficiente perante um Aves pouco acutilante mas que chegou a causar algum perigo, resolvido pela linha defensiva e, em última instância, por Rui Patrício com uma grande defesa.

 

A primeira parte foi fraca. Salvaram-se Acuña, Gelson e um ou outro pormenor aqui e ali. William fez praticamente tudo bem, só que faltou alguma continuidade aos lances que tão bem conduziu.

 

A entrada na segunda parte também não foi tão afirmativa quanto eu esperava. O Aves entrou mesmo melhor no reatamento da partida e só depois de passados os primeiros dez minutos o Sporting tentou pegar na partida. Isto pese embora o remate de Acuña à trave, logo aos dois minutos.

As entradas de Podence e Battaglia refrescaram e deram novo alento à equipa e, agora sim, parece que temos um banco mais consistente no que diz respeito a acrescentar algo a meio-campo. Battaglia não faz tudo bem mas é um poço de força e disponibilidade. Podence fez o que se lhe pedia e agitou o jogo, embora pouco acompanhado pelos restantes elementos em campo.

Acuña ainda desperdiçou mais um lance de golo mas Gelson acabaria por bisar e estabelecer alguma tranquilidade nas nossas mentes, antes de Acuña desperdiçar mais um golo feito, que poderia ter dado o 0-3 e também alguma injustiça no marcador.

 

Pese embora alguns erros, gostei de Piccini, sobretudo na segunda parte e, ao contrário da maioria, continuo a ver mais coisas prometedoras do que dignas de desconfiança.

Coentrão, mesmo comedido, mostrou um nível a que não estávamos habituados num lateral esquerdo que equipasse de verde-e-branco. Basta comprar uma bruxa para o cacifo, que lhe afaste o mau olhado e temos um problema (bem) resolvido.

Bas Dost nem se viu e mesmo assim ganhámos 2-0. Quando dermos por ele as coisas só tenderão a melhorar e isso é bom...muito bom.

Gelson foi o MVP e mostrou porque, apesar de não acertar dez cruzamentos em outras tantas tentativas é o melhor extremo do Sporting. Para começar, dois golos não está nada mal. Aposto que vai voltar a ser o nosso melhor assistente e que este ano atingirá a fasquia dos dez golos.

Acuña merecia um golo e deve-o talvez à ansiedade de tanto o procurar. Com mais calma, vai aparecer.

 

Não percebi a entrada do Jonathan mas...tudo bem.

 

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Hoje joga o Sporting

É um #DiaDeSporting com mais do que a nossa estreia para a Liga NOS, na Vila das Aves.

 

Logo de manhã (11:15h), a equipa B debuta na Ledman LigaPro com um plantel mais de acordo com aquilo que me parece que deve ser o da nossa equipa secundária. Estou muito curioso para ver aquilo que apresenta Luís Martins no primeiro jogo da temporada, na Covilhã, num encontro com transmissão em directo na SportTV1.

 

Ao meio dia partem para a estrada os ciclistas do pelotão da Volta a Portugal, onde o Sporting / Tavira segue no 2º lugar da geral colectiva e individual. Alejandro Marque segue atrás de Raul Alarcón, a apenas 6 segundos de distância. Rinaldo Nocentini é 4º, a 16 segundos e mostra que o Sporting tem já os dois ciclistas com maior capacidade para lutar pela geral em posição privilegiada para o fazer.

A etapa terminará em Castelo Branco, pouco depois das 17 horas (transmissão em directo na RTP1) e os ciclistas passarão por localidades como Reguengos de Monsaraz (de onde parte a etapa), Vila Viçosa, Monforte, Portalegre, Castelo de Vide, Nisa ou Vila Velha de Ródão, onde se esperam muitos cachecóis verdes-e-brancos no apoio aos nossos.

 

Ao final da tarde (18:00h), sairei ligeiro da praia para observar com atenção a estreia da equipa principal de futebol na Liga NOS.

Jorge Jesus apresentará o seu primeiro "onze" da temporada, sendo certo que Alan Ruiz, lesionado, não fará parte das contas.

Todos sabemos como é fundamental entrar bem, mais ainda quando a época parece ser mais um tudo ou nada, com um forte investimento no plantel e a cabeça do treinador a prémio, após uma temporada onde nenhum dos objectivos foi atingido.

Sem perder ainda nenhum dos jogadores fundamentais e com algumas posições claramente reforçadas em qualidade e quantidade, o "Mestre da Táctica" tem hoje uma margem de manobra reduzida. Só a vitória interessa e esperemos que à primeira se sigam muitas mais, as suficientes para quebrar o jejum que devia ter acabado na temporada 2015/2016.

É pouco provável que Jesus nos surpreenda no "onze" e espero o quarteto "preferido" do técnico à frente de Rui Patrício, com William e Bruno Fernandes no meio e Gelson, Acuña, Podence e Bas Dost com as principais tarefas ofensivas.

O jogo é transmitido em directo pela SportTV1.

 

Que seja mais um grande dia, onde certamente os Sportinguistas não faltarão à "chamada".

 

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Playoff da Champions: SPORTING CP vs Steaua Bucareste

O "brinde" deste sorteio (sem qualquer menosprezo) eram os romenos e os suíços. Claramente as duas equipas com o plantel mais modesto.

Calhou o Steaua que, não podemos esquecer, é um histórico do futebol europeu e ex-vencedor da antiga Taça dos Campeões Europeus mas está hoje longe desse estatuto.

Têm entre o seu plantel alguns jovens romenos de elevada qualidade, sobretudo do meio campo para a frente e vêm de uma eliminatória em que golearam fora o Viktoria Plzen.

 

Este foi o percurso nas últimas 5 épocas nas competições europeias:
2012/13 - oitavos-de-final da Liga Europa
2013/14 - fase de grupos da Liga dos Campeões, vindos do playoff
2014/15 - fase de grupos da Liga Europa, após eliminação no playoff da Champions
2015/16 - eliminados no playoff de acesso à Liga Europa
2016/17 - fase de grupos da Liga Europa, após eliminação no playoff da Champions

 

Nas últimas três participações no playoff de acesso à Liga dos Campeões (todas nas últimas 5 épocas), o Steaua só por uma vez atingiu a fase de grupos, após eliminar o Legia de Varsóvia, por vantagem nos golos fora. Nas duas restantes participações recentes foram eliminados pelo Ludogorets nas grandes penalidades e pelo Manchester City na temporada passada, com um agregado de 6-0.

 

Acho que fica evidente que temos tudo para estar na fase de grupos da Liga dos Campeões deste ano.

 

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E o milagre aconteceu

Tudo o que tinha de correr bem para que o Sporting fosse cabeça-de-série no sorteio de amanhã do playoff da Liga dos Campeões, correu.

 

Em Março de 2011, Luís Godinho Lopes herdava um Sporting europeu. 17º do ranking de clubes da UEFA, o Sporting não era temido mas gozava de respeito na Europa do futebol. O mandato anterior, de José Eduardo Bettencourt, já havia sido conturbado mas era raro ver o Sporting ficar pelas primeiras fases das provas europeias.

As meias-finais da Liga Europa, em 2011/12 haveriam de ser o início do fim do respeito pelo Sporting na Europa. A queda livre no ranking levou-nos ao actual 53º lugar e, com Bruno de Carvalho, conseguimos perder 20 lugares em apenas 4 anos (éramos 33º quando tomou posse pela primeira vez).

 

As promessas de um Sporting europeu sucedem-se mas tardam em concretizar-se. De tal forma que damos connosco a encarar qualquer eliminatória como difícil, mesmo sabendo que o actual ranking não reflecte o real valor do nosso plantel. Plantel esse que parece valer mais que um 53º lugar europeu mas que continua a adiar uma afirmação clara de que vale mais do que isso.

 

A sorte que tivemos ontem não acontece todos os dias. Se queremos recuperar estatuto, devemos encarar este playoff como aquilo que verdadeiramente somos; cabeças-de-série, mesmo que com um ranking modesto e quase que por milagre.

 

Enfrentaremos boas equipas mas há que assumir que o nosso nível de investimento não se compadece com desculpas esfarrapadas.

Jorge Jesus ganha ao nível da elite europeia e teve no seu plantel um investimento mais do que suficiente para que encaremos este playoff com exigência máxima.

Steaua Bucareste, Young Boys, Hoffenheim, Nice ou İstanbul Başakşehir têm valor mas, calhe quem calhar, não há desculpas para não ver o Sporting na Champions.

 

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Hoje joga o Sporting

 

Malta, estou de férias e não me levem a mal que não tenha conseguido compilar a Agenda Leonina. Aviso desde já que poderá voltar a acontecer nas próximas duas semanas. É chato, inclusive para mim, que acabo por não acompanhar tudo o que gostava, mas também mereço algum descanso.

 

Hoje, antes de partir para o sul do país, lá estarei para dar a minha força aos nossos rapazes no último jogo a feijões, que se quer que seja como se fosse a doer, mais não seja para levantar a moral depois do que se viu a meio da semana.

 

Não sei se Mathieu e Piccini estarão recuperados mas presumo que sim. As lesões eram menores e não passam de mazelas normais em períodos como as pré-temporadas. Até pela competência do nosso departamento médico, tenho quase a certeza que ambos jogarão.

Coates estará fora do encontro mas, felizmente, regressará para o primeiro jogo do campeonato, no dia 6, na Vila das Aves.

Pelo simbolismo, o Troféu 5 Violinos tem a sua carga competitiva. Não há melhor forma de homenagear quem ganhou tudo do que com vitórias. Até ver, temos o pleno. Convém não errar nenhuma nota nem falhar na leitura da partitura. 

Que a música saia afinada e que, no fim, todos aplaudamos de pé. É o que se quer.

 

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Respondam em campo

É o último jogo da fase de grupos. Provavelmente será o último jogo neste Campeonato da Europa. Deixem tudo em campo, divirtam-se e sejam felizes.

 

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