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Grande Artista e Goleador

O reflexo do lobby na jornada das selecções

Na sequência do post da semana passada (link), sobre as convocatórias para a selecção nacional e apenas por curiosidade, veja-se também a utilização dos jogadores do Sporting convocados para os respectivos escalões.

A publicação não tem como objectivo questionar as opções dos seleccionadores. Se há partida, já são convocados mais de um respectivo clube, é normal que a probabilidade de serem eles a jogar seja maior.

 

SUB-21

Roménia 1-1 PORTUGAL
Pedro Delgado - 90'
Rafael Leão - 31'
Ivanildo Fernandes - 0'
Rafael Barbosa - 0'

PORTUGAL 2-1 Suíça
Pedro Delgado - 66'
Rafael Leão - 0'
Ivanildo Fernandes - 0'
Rafael Barbosa - 0'

 

SUB-20

Polónia 1-2 PORTUGAL
Pedro Marques - 34'
Bruno Paz - 24'
Abdu Conté - 0'

 

SUB-19

(Nota: Para o estágio foram chamados Luís Maximiano, Thierry Correia, Elves Baldé e Miguel Luís. Antes do jogo frente à Espanha e também por influência da integração de alguns jogadores que estiveram ao serviço dos sub-20, Hélio Gomes dispensou Elves Baldé e Miguel Luís, para chamar Pedro Mendes, avançado do Sporting.)
PORTUGAL 2-1 Espanha
Thiarry Correia - 90'
Pedro Mendes - 0'
Luís Maximiano - 0'

 

SUB-17

Inglaterra 3-2 PORTUGAL
Rodrigo Fernandes - 80' (1 golo)
Félix Correia - 33'
Carlos Silva - 0'

Alemanha 1-2 PORTUGAL
Rodrigo Fernandes - 80' 
Félix Correia - 80' (1 golo)
Carlos Silva - 0'

PORTUGAL 5-3 Rússia
Carlos Silva - 80' (1 golo)
Félix Correia - 40' (1 golo)
Rodrigo Fernandes - 0'

 

SUB-16

PORTUGAL 2-1 Bélgica
Bruno Tavares - 90'
Diogo Almeida - 90'
Eduardo Quaresma - 90'
Tiago Ferreira - 90'
João Daniel - 36'
Umaro Baldé - 1'
Daniel Rodrigues - 0'

 

No total, os jogadores do Sporting jogaram 1125 de 2610 minutos (aproximadamente 43% de utilização). 

Destaque para os quatro golos em três jogos, nos sub-17.

 

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Vai, Leão!

Há pelo menos dois anos que sigo atentamente Rafael Leão. Aquele jeito desatento, despreocupado, desleixado, por vezes displicente, nunca escondeu o talento enorme que se percebia a léguas em cada vez que tocava na bola. Nunca a perdia sempre que parecia empenhado na acção levada a cabo. Perdia-a quando a acção lhe parecia demasiado fácil, acessível. Fazia coisas incríveis em situações nada propícias a isso e coisas inacreditáveis quando tinha tudo para dar certo. Coisas de craque.

 

Em 2015/16 já actuava nos juvenis e nos juniores, em ambos de forma inconsistente. Um jogo bom, outro mau, um a titular, outro no banco mas o talento, esse, sempre esteve lá. O trajecto dos craques nem sempre acontece com uma passadeira estendida. Leão precisava constantemente de um "abre-olhos" mas o final de época mostrou o melhor dele, sendo fundamental no título nacional de juvenis, depois de já se ter sagrado campeão da Europa de sub-17, pela selecção nacional portuguesa.

Na época passada, a subida aos juniores fez-se de forma pacífica. Era óbvio que precisava de novos estímulos, de maior e melhor oposição. Aquele era o habitat que precisava. A época nem sempre lhe correu de feição. Alternou a titularidade com o banco e pareceu sempre mais decisivo quando começava o jogo como suplente. A qualidade aparecia mas não era ainda consistente. Faltava foco mas eu continuava a dizer em todo o lado que estava ali a "next big thing" (ainda me posso enganar, mas...).

Mais uma vez, é no final da temporada que se dá o "click". Para mim o definitivo, que indiciava que Leão estava cada vez mais pronto. Os momentos de desconcentração eram cada vez mais raros, já se notava outra atitude competitiva. Rafa deixou de estar apenas a jogar no bairro, frente aos amigos da sua rua.

O prémio surge no final da temporada, com a chamada à equipa B, antes do jogo do título no escalão júnior. Leão estreou-se nos escalões profissionais, entrou aos 68 minutos e 22 minutos depois marcou o golo que daria um empate em Braga. Na semana seguinte estava a festejar no Olival o título de campeão nacional de juniores.

 

Esta temporada, confesso, era de enorme expectativa para mim. Não esperava retrocessos mas tinha receio que acontecessem. Ainda com idade júnior, Rafael Leão estebeleceu-se na equipa B e tem ganho o seu espaço, mesmo que fosse expectável que esse espaço fosse de Pedro Marques. Os jogos da Ledman LigaPro alternam com os da Youth League, onde tem sido determinante na, até ver, boa caminhada do Sporting. As "aparições" no campeonato nacional de juniores são cada vez mais escassas e Leão, mais focado do que nunca em agarrar as oportunidades, cada vez mais olha para cima, para o topo.

A estreia na equipa principal foi uma surpresa mas acaba por acontecer com naturalidade, dadas as circunstâncias. O jogador recebeu um sinal de confiança pelo trabalho desenvolvido e respondeu afirmativamente. Podem contar com ele! Jesus lançou-o na Taça de Portugal, em Oleiros. Entrou aos 70 minutos e aos 86 as redes já tinham abanado. Foi ainda mais rápido a marcar na equipa principal do que na equipa B, onde também leva um interessante registo (5 golos em pouco mais de 500 minutos).

Este fantástico percurso não escapou a Rui Jorge, que o convocou para os sub-21, em reconstrução após duas "fornadas" muito boas. A derrota na Bósnia fez soar alguns alarmes e o ex-lateral esquerdo dos leões, hoje timoneiro da equipa de "esperanças", não tardou em dar um sinal ao grupo. Não há lugares cativos e hoje há um Leão preparado para mostrar que não pára de subir degraus.

 

O céu é o limite! Vamos lá, puto!

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O lobby continua

Desde há uns anos para cá que o Benfica tem dominado as convocatórias das selecções jovens, sobretudo nos sub-20 e inferiores.

Isto acontece sem que seja evidente um patamar de qualidade distinto daquele que os jogadores de outros clubes demonstram.

Seria de esperar, até pelo equilíbrio de valores entre as três formações, que Sporting, Benfica e Porto tivessem um número semelhante de chamadas às selecções jovens, mas não é isso que se verifica. Por um ou outro motivo, as escolhas acabam por recair maioritariamente em atletas do Benfica.

Portugal tem muitos jogadores de valor mas quem olha para as convocatórias das selecções nacionais, assiste a um domínio incompreensível da formação do Benfica relativamente às restantes.

Em semana de selecções, vejamos o panorama actual, desde os sub-17 aos sub-21 (deixarei de fora a selecção principal, pois já se encontra de fora do âmbito do futebol de formação):

Benfica (32 jogadores convocados) 

Sporting (14 jogadores convocados)

Porto (13 jogadores convocados)

A estes jogadores, acrescem 5 jogadores que jogam actualmente noutros clubes mas passaram na formação do Benfica e 3 jogadores no que respeita ao Sporting.

 

É evidente que um jogador com internacionalizações desde os sub-15 ganha um certo estatuto e que a FPF e os seus treinadores terão tendência a acompanhar o seu percurso. É também evidente que um jogador que normalmente não era chamado, vai ter mais dificuldade em sê-lo no futuro, a não ser que se revele um fora-de-série ou, no mínimo, bastante melhor que os que habitualmente são chamados e nos quais já recai uma certa confiança.

Em caso de dúvida, um treinador de formação pode ter a tendência a chamar alguém já habituado às selecções nacionais, em muitos dos casos já com um passado associado aos próprios treinadores, que passam pelos vários escalões de formação da FPF.

 

Voltando ao lobby, parece-me evidente que a formação do Benfica não é assim tão boa que justifique, em apenas quatro escalões (sub-17, sub-19, sub-20 e sub-21), mais 18 chamadas à selecção que atletas do Sporting e 19 que os atletas do Porto.

O lobby é evidente, sobretudo aos olhos de quem, como eu, acompanha o futebol de formação em Portugal.

Objectivamente e sem ponta de "clubite", os jogadores da formação do Benfica não têm uma qualidade tão superior aos do Sporting e do Porto que justifique esta discrepância. Nem vou aqui discutir se, no geral, há mais ou menos qualidade num lado ou noutro, até porque só conheço de forma mais aprofundada a formação do Sporting. Mas vejo os jogos, alguns deles entre estas três equipas...

A verdade é que os jogadores do Benfica nem sequer apresentam resultados colectivos que justifiquem chamadas em massa às selecções.

 

Nos últimos dez anos, o Benfica tem um título de juniores (o Sporting tem cinco e o Porto três), quatro de juvenis (o Sporting tem dois e o Porto três) e seis de iniciados (o Sporting tem três e o Porto um).

Benfica (11 títulos)

Sporting (10 títulos)

Porto (7 títulos)

Era, de facto, mais lógico que estes números se reflectissem minimamente nas convocatórias às selecções nacionais.

 

Porque quero defender a minha dama, vou apenas enumerar alguns jogadores do Sporting que julgo terem valor mais do que suficiente para fazer parte das selecções, mas não foram chamados (alguns nunca foram e outros há muito tempo que não o são).

Pedro Silva, Tiago Djaló, Bubacar Djaló, Pedro Ferreira, João Ricciuli, Daniel Bragança, Bernardo Sousa, Diogo Brás, Gonçalo Costa, Diogo Almeida, Eduardo Quaresma, Umaro Baldé, Félix Correia, Daniel Rodrigues, Jorge Ferreira e Bruno Tavares, só para citar alguns dos jogadores da nossa formação que não foram chamados aos trabalhos das selecções e têm valor para lá estar.

Excepto Ricciuli (que tem dupla nacionalidade) e Jorge Ferreira (chegado este ano, vindo do Vitória SC), todos têm um passado nas selecções nacionais. Um ou outro, entendo que não seja chamado, por ter menos tempo de jogo.

 

Importa também relevar que o Sporting é líder da sua série nos juniores, qualificou-se em segundo lugar para a segunda fase nos juvenis (numa série que não incluía o Benfica, que se qualificou em primeiro, com os mesmo pontos do Belenenses) e foi também líder na primeira fase de iniciados.

 

Para terminar, não coloco em causa o valor de nenhum jogador e muito menos o possível sucesso das nossas selecções nos vários compromissos futuros. As nossas selecções jovens têm apresentado bons resultados e continuarão a fazê-lo, porque em Portugal se trabalha bem na formação.

Porém, parece-me evidente uma diferença de tratamento que resulta num conjunto de escolhas que podem não ser as melhores para os respectivos escalões mas acabam a valorizar em demasia uma formação em detrimento das outras, valorização essa que não se verifica na prática, muito menos com a discrepância que os números revelam.

 

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Eu quero os "Aurélios" no Mundial

Aurélios.jpg

Correndo tudo dentro da normalidade, poderemos ter uma equipa inteira na Rússia, no verão. Aos 10 campeões europeus representados na foto, deve juntar-se Gelson Martins. Impressiona mas é verdade; quase 50% da convocatória pode ser Made in Sporting.

Falta carimbar o passaporte que, espero, logo à noite, seja apenas uma burocracia ultrapassada com esforço, dedicação, devoção e qualidade. A glória terá de esperar pelo final da época desportiva.

 

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Respondam em campo

É o último jogo da fase de grupos. Provavelmente será o último jogo neste Campeonato da Europa. Deixem tudo em campo, divirtam-se e sejam felizes.

 

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Estará Francisco Neto disposto a dar o passo seguinte?

A presença de Portugal pela primeira vez numa competição internacional de selecções seniores em futebol feminino devia ser usada para mostrar algum do entusiasmo e da vivacidade que a vertente feminina do futebol tem despertado em Portugal nos últimos anos.

Jogou-se ontem a primeira jornada da fase de grupos. O rival era a Espanha, equipa nossa conhecida da fase de qualificação. As espanholas haviam vencido o nosso grupo de apuramento só com vitórias e nós sabíamos de antemão que éramos inferiores. No entanto, tínhamos do nosso lado o profundo conhecimento do adversário.

Vi o jogo com algum interesse e, por motivos pessoais, acabei por conseguir acompanhar apenas a primeira parte.

 

Abordo este tema porque gosto de futebol feminino, mas também porque acho que as nossas jogadoras saem prejudicadas com a abordagem escolhida, já para não falar na composição da convocatória, que me pareceu demasiado conservadora e pouco atenta ao que se passou no nosso futebol ao longo da última temporada.

Volto à evidente superioridade das espanholas, patente no 2-0 e 4-1 com que nos derrotaram na fase de qualificação, embora, como ontem, tenhamos dado luta.

Percebo a mensagem passada pela FPF. Claro que as nossas mulheres lutaram, deram tudo, cumpriram com o que lhes foi pedido mas...não poderiam, com outra abordagem, ter feito mais ou pelo menos tentado?

 

Eu acho que podiam e deviam. Francisco Neto parece-me fraco treinador. Demasiado agarrado a um grupo restrito de jogadoras. Só assim se explica que tenha optado por adaptar duas laterais, deixando de fora das escolhidas duas campeãs nacionais, rotinadas nessas posições (Rita Fontemanha e Joana Marchão). Não o digo por jogarem no Sporting.

A Ana Borges desenrasca a lateral direito. É rápida, raçuda e sabe posicionar-se mas...e tudo o que perdemos em não a utilizar mais adiantada no terreno? Borges é exímia a destruir fisicamente uma lateral. Porque nunca se cansa, porque vai para cima, porque ganha imensas vezes a linha de fundo e tem qualidade a servir as colegas. Foi assim que conseguimos o apuramento para esta fase final.

O caso da Dolores é ainda menos compreensível. Médio centro de raiz, posição onde actuou toda a temporada na Alemanha, não faz qualquer sentido que seja considerada a melhor opção para a lateral esquerda, onde não tem rotinas.

Isto para não falar que o nosso treinador obrigou Diana Silva a ser mais um médio durante, pelo menos, os 45 minutos que tive oportunidade de ver.

 

Posto isto; sabendo que as espanholas são uma equipa maioritariamente de posse, que o fazem com qualidade e que, mais tarde ou mais cedo acabarão por descobrir um espaço para uma oportunidade flagrante de golo, para quê dar-lhes 60 metros do campo para começarem a construir já dentro do nosso meio campo?!

Uma das vantagens do futebol feminino é ser menos preso tacticamente. Não podem ser os treinadores a querer fazer do futebol feminino aquilo em que o masculino se tem tornado.

Portugal (neste caso o nosso seleccionador) tinha obrigação de ter sido mais arrojado. À partida, colocado num grupo com dois candidatos ao título, Portugal estava condenado a não passar à fase seguinte. Para quê jogar para perder por poucos? Porque não surpreender as espanholas, mostrando-lhes algo que ainda não tivessem visto? Não foi, certamente, por falta de tempo para treinar um abordagem diferente e que pusesse em sentido "nuestras hermanas".

 

Portugal limitou-se a aguentar, sem jogar. Ao pontapé para a frente, enquanto a Espanha vinha para cima de nós uma e outra vez. Com que objectivo isto se faz, quando se sabe que é quase impossível aguentar 90 minutos sem sofrer pelo menos um golo?

Imagino esta equipa com duas laterais a sério (a Fontemanha e a Marchão, por exemplo) e com duas "motas" na frente (a Borges e a Diana Silva), sem jogadoras adaptadas a posições castradoras e com alguma dose de audácia e veria facilmente as espanholas mais intranquilas, menos confortáveis.

 

Recordo que Portugal rematou uma vez (desenquadrado), teve 24% de posse de bola e nem um pontapé de canto ganhou. Nenhuma equipa que se apresente assim tem hipóteses reais de sucesso. Pode ganhar um jogo em dez mas será sempre fruto de um acaso ou de um jogo tecnica e tácticamente perfeito (e a perfeição é difícil de atingir).

 

"Se aprenderes com a derrota, não perdeste de verdade". 

 

Foi esta a mensagem deixada no final do jogo nas redes sociais da FPF. Pois bem, que tenhamos aprendido e abordemos o jogo com a Inglaterra de forma diferente já que, antes disso, temos com a Escócia um embate "do nosso campeonato".

Façamo-lo para o bem da nossa selecção, para deixarmos uma imagem ainda melhor e para mostrarmos que podemos e queremos evoluir. Este deve ser o passo seguinte.

 

Nota final: a todas as jogadoras, nada a apontar. Fizeram o que foi traçado no plano de jogo mas eu confio em vocês e na vossa qualidade que, não duvido, dá para muito mais do que aquilo que foi possível mostrar ontem. Força a todas vocês, vivam esta experiência única e não deixem de mostrar que querem voltar a vivê-la.

 

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Bora lá, putos!

Com Abdu Conté, Bruno Paz, Miguel Luís e Rafael Leão, os sub-19 portugueses jogam hoje frente à Holanda o apuramento para a final do Europeu.

Depois de termos ficado pelas meias-finais no ano passado, Portugal tenta este ano chegar à decisão final, após se ter classificado em primeiro lugar no seu grupo.

O jogo é às 14 horas.

 

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Alguém que me explique isto?

DIOGO BRÁS

Craque da cabeça aos pés, tem apenas 87 minutos distribuídos por três jogos nos Sub-17. Não é convocado desde 28 de agosto de 2016 e falhou assim a Ronda de Elite, que pode deixar Portugal fora do Euro 2017.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 17 3 87 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 10 402 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 102 1    

 

TIAGO RODRIGUES

Esteve presente no apuramento e em todos os torneios de preparação que antecederam a Ronda de Elite sub-17. Integrou a convocatória preliminar mas foi um dos preteridos, a uma semana da competição que antecedeu o Euro.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 17 12 579 6    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 9 490 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 86 0    

 

GONÇALO COSTA

Fez, tal como Tiago Rodrigues, parte do percurso dos sub-17 até à Ronda de Elite, fase onde também ele ficou de fora após ter integrado a convocatória preliminar.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 17 9 607 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 4 287 0    

 

THIERRY CORREIA 

Campeão da Europa de Sub-17 no ano passado, esteve em Fevereiro no Torneio de La Manga, onde participou em dois dos três jogos. Portugal ganhou o torneio que visava a observação e preparação da Ronda de Elite do Euro 2019- Thierry ficou de fora.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 19 2 118 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 18 1 81 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 17 8 455 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 5 158 0

 

DANIEL BRAGANÇA

O incansável médio leonino capitaneou a equipa que no ano passado venceu o campeonato nacional de juvenis. Para além de líder, era o motor daquela equipa. Nem isso lhe valeu uma única internacionalização até aos sub-17 (sim, zero, bola!) nem chegou para mais do que duas chamadas aos sub-18 (não competem em certames internacionais), para um duplo amigável com Marrocos.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 18 2 92 1

 

BRUNO PAZ

Qualidade e polivalência. Faz qualquer das posições do meio campo e também a lateral direita. Nos Sub-19, foi convocado para a Ronda de Elite para aquecer o banco de suplentes. Tem zero minutos e Portugal joga hoje cartada definitiva rumo ao apuramento...ou não.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 19 5 240 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 18 8 512 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 17 17 1625 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 14 1202 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 1 90 0    

 

PEDRO FERREIRA

Um dos mais talentosos médios dos sub-19 leoninos. Actualmente lesionado, teve cinco jogos onde poderia ter actuado nos sub-19, durante o ano de 2016. Nunca foi convocado e chegará a sénior sem nunca ter sido internacional sub-19, depois do percurso que se pode constatar.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 18 6 323 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 17 17 1243 2    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 13 786 1

 

 
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 125 0    

 

PEDRO MARQUES

O melhor marcador do nacional de juniores e titular absoluto dos sub-19 portugueses na fase de qualificação, esteve presente no torneio de La Manga mas, surpreendentemente, ficou de fora da convocatória para a Ronda de Elite.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 19 8 523 2    
Futebol Masculino Seleção Sub 18 2 90 2    

 

ELVES BALDÉ

Ainda juvenil, Elves já compete nos juniores, onde é titular e participou inclusive em 5 jogos da equipa B. É internacional sub-16 e sub-18 mas consegue a "proeza" de não ter sido convocado nem para a Ronda de Elite sub-17 nem para a sub-19, categorias onde não acumula qualquer internacionalização.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 18 2 97 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 7 315 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 129 0    

 

Num passado recente, também nomes como Francisco Geraldes, João Palhinha, Daniel Podence, Iuri Medeiros, Rafael Barbosa, Bubacar Djaló ou Ronaldo Tavares (apenas para citar alguns e citando os que me lembro, assim de cabeça) falharam grandes competições internacionais e viram jogadores com menos qualidade e menos provas dadas em campo ocupar os seus lugares.

 

Até quando as selecções jovens continuarão a servir para alimentar os interesses de alguns clubes?

 

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Diz que vêm aí as selecções

Mês de Março é mês de selecções e o Sporting "emprestou" a Portugal 18 jogadores, entre os sub-17 e os AA. Parecem muitos mas podiam e talvez devessem ter sido mais.

 

Os sub-17 jogaram no início do mês a Ronda de Elite, fase final de apuramento para o Europeu, a jogar na Croácia entre 3 e 19 de Maio. Bernardo Sousa e Tiago Djaló foram os únicos Sportinguistas presentes no apuramento, sendo que Tiago Rodrigues e Gonçalo Costa foram preteridos relativamente à convocatória anterior, em Fevereiro, para o Torneio Internacional do Algarve, que Portugal venceu.

Portugal, campeão em título, apenas venceu um dos três jogos, ficou em 2º lugar no grupo e está assim dependente de terceiros para se qualificar. Só o pior 2º classificado de todos os grupos não se qualifica mas, visto que os resultados frente ao último de cada grupo não contam para o comparativo entre todos os 2ºs, Portugal contabiliza apenas um ponto e uma diferença de golos negativa (3-5). Após o término de quatro dos oito grupos, Portugal tem o pior registo entre os segundos. É esperar que tenhamos sorte e que possam estar presentes mais jogadores do Sporting (líder da série sul do campeonato nacional de juvenis) na fase final do Europeu.

 

Os sub-19 iniciam hoje à tarde a participação na Ronda de Elite, antecâmara do Europeu da Geórgia, a jogar entre 2 e 15 de Julho. São cinco os leões convocados (Abdu Conte; Bruno Paz, Luís Maximiano; Miguel Luis; Rafael Leão) mas a convocatória é "estranha".

Portugal venceu em Fevereiro o Torneio de La Manga, onde Bruno Paz e Abdu Conté não estiveram presentes. O Sporting teve em Espanha cinco jogadores. Desses cinco, ficam de fora para a Ronda de Elite, Thierry Correia (jogador que tem estado em evidência e em excelente momento de forma no campeonato nacional de juniores) e Pedro Marques (que é apenas e só um dos melhores marcadores nacionais do seu escalão e até marcou em La Manga).

Registe-se que Sporting e Benfica tinham sido os mais representados em Espanha, com cinco jogadores cada, mas Hélio Sousa resolveu aumentar o contingente do 7º classificado (penúltimo) da fase final de juniores de cinco para sete.

É esperar que não corra mal e que depois se possam efectivamente levar os melhores à Geórgia.

 

Nos escalões seniores é onde me parecem haver menos razões de "queixa" mas, ainda assim, encontro alguns reparos a fazer a Fernando Santos. Rui Jorge é o mais justo entre os seleccionadores e Emílio Peixe parece-me ter a tarefa facilitada. Num ano atípico para a equipa B do Sporting, fica mais fácil fazer uma convocatória.

 

Os sub-20 estarão esta semana em França a disputar o torneio das quatro nações e a preparar o Mundial de Sub-20, a disputar entre 20 de Maio e 11 de Junho, na Coreia do Sul.

Emílio Peixe chamou Pedro Silva, Pedro Empis e Pedro Delgado. Apenas Ronaldo Tavares poderia estar também presente mas percebo a opção, dado que pouco tem jogado nos últimos meses.

 

Rui Jorge convocou sete jogadores do Sporting (Rúben Semedo, Domingos Duarte, Tobias Figueiredo, Francisco Geraldes, Daniel Podence, Carlos Mané e Iuri Medeiros) para os jogos de preparação para o Europeu da Polónia, entre 16 e 30 de Junho.

Não tenho reparos a fazer à convocatória. Rui Jorge tem sido fiel ao grupo que escolheu e tem gerido bem os momentos dos jogadores. Palhinha cabia aqui mas se nunca foi chamado, não faria sentido que fosse agora.

 

Chegamos então à principal selecção nacional, onde Fernando Santos chamou Rui Patrício, William Carvalho e Gelson Martins. Percebo que não chame Rúben Semedo, visto que o jovem formado no Sporting será certamente um dos escolhidos de Rui Jorge para o Euro de Sub-21 mas já não entendo tão bem porque não se começa a integrar em definitivo Paulo Oliveira no lote de convocados, onde continua a figurar Bruno Alves, a meu ver, perfeitamente dispensável.

De resto, destaco a justa convocação de Pizzi e estranho a chamada de Renato Sanches, muito pouco utilizado em Munique. Seria bem mais justa a chamada de André André (embora não aprecie) ou de Rafa Silva, em detrimento do jovem do Bayern.

 

Fiquem com o calendário das nossas selecções:

23 de março de 2017 | quinta-feira (Sub-20)
16h00: Inglaterra-Portugal Stade de Château Bily - Saint-Brieuc

23 de março de 2017 | quinta-feira (Sub-19)
16h00: Croácia vs Portugal Estádio Capital do Móvel - Paços de Ferreira

24 de março de 2017 | sexta-feira (Sub-21) 
18h15: Portugal vs Noruega Estádio António Coimbra da Mota - Estoril TVI24

25 de março de 2017 | sábado (Sub-20)
15h00: Jogo Portugal-Senegal Stade Adrien Hamon - Bégard

25 de março de 2017 | sábado (Sub-19)
16h00: Turquia vs Portugal Estádio Capital do Móvel - Paços de Ferreira

25 de março de 2017 | sábado (AA)
19h45: Portugal vs Hungria Estádio da Luz - Lisboa RTP 1

28 de março de 2017 | terça-feira (Sub-20)
17h30: Jogo Portugal-França Stade Henri Guérin - CTB Henri Guérin

28 de março de 2017 | terça-feira (Sub-19)
16h00: Portugal vs Polónia Estádio Cidade de Barcelos - Barcelos 

28 de março de 2017 | terça-feira (Sub-21)
17h00: Portugal vs Noruega Gazi Stadion auf der Waldau - Estugarda

28 de março de 2017 | terça-feira (AA)
19h45: Portugal vs Suécia Estádio do Marítimo - Funchal

 

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E renovação de Santos e o futuro do futebol português

Fernando Santos renovou o seu contrato com a Federação Portuguesa de Futebol até ao Europeu de 2020. Nada mais justo para aquele que foi o primeiro treinador a levar uma equipa ao título de campeão da Europa de selecções 'A'.

 

Nunca as condições foram tão boas para construir algo ainda maior do que aquilo que acabámos de alcançar. A forma como Portugal se transformou no novo campeão Europeu e a desconfiança praticamente unânime por essa Europa fora, fará com que continuemos a gozar de um estatuto de outsider nas competições vindouras. Esse estatuto não aumentará assim as nossas responsabilidades para com o exterior, podendo assim Fernando Santos concentrar-se única e exclusivamente e manter o foco, a exigência e a motivação interna, da mesma forma que tão bem controlou estas componentes em França.

 

A juntar a isto, temos a facilidade de renovação da equipa principal. Os jogadores em 'fim de ciclo' são mais ou menos óbvios e temos muitas e boas soluções para os substituir.

 

Não nos esqueçamos que, actualmente, Portugal é campeão da Europa de sub-17, joga hoje o acesso à final do Europeu de sub-19, é vice-campeão da Europa de sub-21 e campeão Europeu absoluto. Fora estes grupos de jogadores de qualidade, há ainda um leque alargado de opções que podem ainda ser-nos úteis. Arrisco dizer que em cada escalão há uns 30 jogadores prontos a manter o nível hoje alcançado por Portugal no futebol Europeu de selecções. Incrível como é que um país como nós apresenta este domínio no futebol de selecções Europeu.

 

Este pode também ser o momento certo para que a FPF não trave a evolução dos jovens jogadores Portugueses, que tanta qualidade têm mostrado. Só há uma forma de garantir um leque maior de opções no escalão máximo, potenciando assim ainda mais as nossas possibilidades de sucesso. Privilegiar o acesso do jogador Português ao principal escalão português e, se isso pode não ser permitido devido às regras de livre circulação na UE, pode sê-lo em forma de incentivo financeiro aos que mais apostem na evolução do jogador Português.

Recordo que Portugal dá estatuto de igualdade a jogadores provenientes de países de língua Portuguesa, tornando assim um Brasileiro 'igual' a um Português no contexto do futebol nacional, algo que prejudica claramente a aposta no jogador nacional, até pelas 'jogadas' de empresários na caça às tão famosas comissões de intermediação de jogadores estrangeiros, grande parte deles vindos da América do Sul e, naturalmente, com o Brasil como privilegiado. Não sendo possível limitar legalmente o número de estrangeiros, incentive-se a utilização dos Portugueses que, como ficou provado acima, em nada ficam a dever aos outros.

 

Temos portanto neste momento um cenário quase ideal para passarmos de crónicos underdogs a uma potência efectiva do futebol Europeu, potenciando resultados e conquistas.

 

Estou muito curioso por aquilo que poderão ser os próximos dois anos e, tenho a certeza que o Sporting continuará a ser um importante aliado da FPF naquilo que é a potencialização e desenvolvimento dos maiores talentos do país.

 

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Meritocracia ou propaganda

Foi já sem qualquer espanto que se assistiu à estreia de Renato Sanches na selecção nacional. Tem sido frequente esta tentativa de valorizar os poucos talentos nacionais emergentes na equipa do Benfica e, não discutindo o valor do jogador, é discutível a diferença de tratamento para jogadores do Sporting com rendimento ou utilização semelhantes.

O caso de Renato Sanches, de todos, nem é o mais escandaloso. Não podemos ignorar o facto do jogador se ter imposto em definitivo na equipa principal dos encarnados e de ser inclusive uma peça importante no onze.

Mas é fácil identificar aqui um padrão. Nélson Oliveira, Ivan Cavaleiro, Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e Renato Sanches. Por esta ordem os vimos estrear na principal equipa nacional. Todos com um propósito propagandístico de valorização no mercado ou 'justificação' a futuros investidores. Todos incluídos num complot financeiro que tem privilegiado nos últimos anos o Benfica e que conta com a missão propagandística da comunicação social, sobretudo a escrita que, "silenciosamente", vai montando o circo mediático com capas de jornais sucessivas como que na tentativa de justificar estas chamadas.

Ivan Cavaleiro foi vendido por 15M€ (mesmo que sejam dos da treta) depois duas internacionalizações incompreensíveis.

Nélson Oliveira foi convocado sem quase passar pelos sub-21, depois de "meia-dúzia" de jogos em competições secundárias e com um número de golos marcados ridículo para a posição que ocupa.

Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e Renato Sanches fazem parte da vaga que tenta vender a ideia de aposta na formação para os lados da Luz (mesmo que Semedo não tenha sido lá formado). Todos foram chamados sem reservas e, nos casos de Semedo e Guedes, sem qualquer motivos que o justificassem.

Semedo não passou por nenhum dos escalões jovens nacionais. Bastou o agenciamento de Jorge Mendes (algo comum a todos estes casos) para lhe valer uma chamada.

Guedes tem quase tantas internacionalizações "A" como pelos sub-21 quando nada provou que justificasse queimar etapas, prova disso, são as poucas internacionalizações sub-21, onde sai maioritariamente do banco.

Renato Sanches foi convocado para justificar o alto valor pelo qual será vendido no final desta época (até porque as coisas estão complicadas em termos de finanças para os lados da Luz) e nem passou ainda pelos sub-21. Diria que estamos em frente de um fora de série...ou talvez não.

Volto a dizer, aceito até a chamada do Renato mas critico o tratamento diferenciado para com os jovens do Sporting na última década.

Vejam quantos jogos e minutos tiveram de fazer os jogadores do Benfica para se estrearem na selecção e a idade com que o fizeram:

Meritocracia vs Propaganda.png

Tal como no Benfica, também o Porto tem apostado muito pouco em jogadores portugueses nos últimos anos e, por isso, são poucos os exemplos de chamadas à selecção. Também aqui há casos paradigmáticos de valorização espontânea. 

Bastou a Licá aparecer no Porto para merecer uma internacionalização. Fenómeno idêntico para Josué, que acumulou 4 presenças na selecção nacional e até deu para Miguel Lopes também ser chamado.

Rúben Neves, fenómeno idêntico a Renato Sanches (ambos com qualidade e potencial imenso), precisou de participar em quase o dobro dos jogos para merecer uma chamada à selecção.

Vejam um quadro idêntico para os jogadores do Porto citados:

Meritocracia vs Propaganda 1.png

Depois, como é lógico, não posso criticar a falta de "renovação" da selecção (como já fiz) e castrar a entrada de todos os jovens só porque estes não jogam no Sporting. Não é isso que pretendo fazer.

Têm é de haver critérios claros. Principalmente qualidade, potencial. minutos e influência nas equipas onde actuam.

Assim sendo, assumo as chamadas de Renato Sanches e Rúben Neves como normais e naturais. Preenchem todos os requisitos e, embora tenham ainda imensos defeitos, não deixam de merecer uma chamada para um particular da selecção, até como forma de integração futura e motivação extra.

Curiosamente, parece que para os jogadores do Sporting há sempre algo mais a provar. E para sustentar esta "teoria" analisemos mais de duas dezenas de casos distintos.

Começo pelos que, embora não tenham justificado uma chamada, não fizeram no Sporting menos do que alguns supracitados nem apresentavam qualidade ou rendimento muito distintos dos mesmos (estes nunca chegaram a estrear-se na selecção):

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Claro que podemos também alegar a maior competitividade e qualidade de selecções anteriores, que possam ter dificultado a entrada de algum dos que acabo de mencionar mas, recordo, só reclamo da chamada para um amigável, como foi concedido a outros, ressalvando que nenhum deles terá feito o suficiente para uma chamada.

No entanto, era Abel menos fiável que Miguel Lopes? Que terá faltado a Esgaio (titular em todo o Euro sub-21) para ser ultrapassado por Nélson Semedo? O que não tinha Mané que Cavaleiro mostrava? O que viram em Licá que Wilson não fazia? Comparem o rendimento de Saleiro com o de Nélson Oliveira (embora neste caso a concorrência que enfrentava o jogador do Sporting e os seus fracos atributos nem o considerem como equacionável na altura).

...

Sigo com alguns que são internacionais mas nunca foram chamados enquanto jogaram no Sporting:

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Daniel Carriço mereceu amplamente uma chamada enquanto jogador do Sporting e Cristiano Ronaldo, pese embora o imenso talento para a sua posição quando apareceu em 2002/03, só foi chamado imediatamente depois de se transferir para Manchesterem 31 presenças na equipa do Sporting serviram para marcar presença num amigável. Olhem para cima e riam...

A última lista mostra os jogadores que justificadamente se estrearam na selecção enquanto serviam as cores do Sporting e vejam as diferenças:

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Só João Mário e William Carvalho foram precoces mas ambos justificaram plenamente a aposta.

João Moutinho e Nani são os casos mais semelhante ao de Renato Sanches ou Rúben Neves, até pelas semelhanças na idade com que se estrearam.

André Martins, André Santos e Paulo Oliveira são casos de afirmação já em idade sub-23, pelo que me parece que as chamadas terão surgido na altura certa.

Tonel chegou ao Sporting mais velho, justificou a chamada, e foi chamado também ele quando foi possível, até porque sempre estivemos bem servidos de defesas centrais.

Todos os restantes casos demonstram jogadores que demoraram demasiado tempo a receber a merecida chamada à equipa que cada vez menos é a de todos nós.

Os casos de Adrien e Cédric são um escândalo. Adrien precisou mesmo de duas convocatórias para se estrear, visto que na 1ª não foi utilizado em ambos os jogos. Miguel Veloso precisou de quase o dobro dos jogos pelo Sporting do que os que Sanches fez pelo Benfica. Yannick era no mínimo idêntico a Licá, Cavaleiro ou Guedes e basta ver as diferenças nos números apresentados. Procurem quanto precisou de jogar Anthony Lopes para se estrear e comparem com Rui Patrício.

Sim, em jeito de conclusão (até porque isto já vai mais longo do que esperava) parece-me óbvio que é mais difícil ser chamado à selecção jogando no Sporting ou não sendo agenciado pelo Mendes.

No país do futebol

Sempre acompanhei as mais importantes competições onde entre a selecção portuguesa, nas várias modalidades.

Não sou especialista em hóquei em patins mas aquela equipa leonina do ano passado fez nascer em mim um gosto especial pela modalidade.

Sempre acompanhei as prestações em campeonatos da Europa e do Mundo e, com muita pena, ainda não consegui ver nenhum dos jogos da nossa selecção na Taça Latina.

Sim, está a decorrer uma competição internacional à qual ninguém liga mas que já foi importantíssima entre o povo, sobretudo por via das transmissões televisivas e da atenção por parte da imprensa.

Hoje passa-se o oposto.

Aqui, no país do futebol, os destaques do dia vão para um jogo que não se venceu, uma "estrela interplanetária" a quem se faz propaganda diária, um guarda-redes búlgaro ou goleadores argelinos.

Sim, ninguém fala de um feito que há 55 anos não se alcançava, muito menos com a categoria e 'limpeza' com que ontem fechámos a conquista de mais uma Taça Latina.

Depois de anteontem termos vencido a Itália por 4-3, foi a vez de, ontem, a Espanha ter sido categoricamente 'despachada' por 5-1. Hoje ainda há um jogo, com a França, o adversário menos 'cotado', mas nem uma derrota nos tirará o título.

Há 55 anos que Portugal não vencia uma Taça Latina disputada fora de Portugal e, em Follonica, é em Português que se vai festejar. Será a 14ª Taça Latina, competição em que Portugal é o máximo vencedor.

Espero que o facto de todos os desportivos terem ignorado a equipa nacional sub-23 de hóquei, onde despontam grandes talentos, seja por estarem a guardar as chamadas de capa para amanhã.

Sem me querer alongar, é também por isto que a modalidade não evolui, não capta mais público nem chama mais à atenção... porque a comunicação social portuguesa, sobretudo a imprensa desportiva, está mais interessada em fazer propaganda em vez de jornalismo, 'jornalixo' em vez de aproximar o público de outras modalidades que não o futebol, algumas delas em que somos muito bem sucedidos.

Parabéns à selecção nacional que, agora bicampeã da Taça Latina, não tenho dúvidas festejará hoje com nova vitória.

Pode ser que assim mereçam alguma tinta.

Não te esqueças dele, JJ

Ontem foi expulso no jogo dos sub-21 da Escócia mas a sua classe, qualidade e intensidade não enganam. Merece uma oportunidade.

Agora resta cumprir calendário

Pela primeira vez desde a qualificação para o Mundial 2006, Portugal não terá de jogar um play-off de acesso a uma grande competição internacional.

Fernando Santos, com um futebol pobre mas eficaz conseguiu qualificar directamente a selecção das quinas para a fase final do Euro 2016, a disputar em França.

Vi o jogo mais uma vez sem grande atenção. A TV estava ligada mas confesso que dispersei algumas vezes.

Posso estar enganado mas pareceu-me o único jogo desta época do Danilo em que lhe vi verdadeiramente alguma coisa. Bom posicionamento, bom timming na recuperação de bolas e simples na entrega (neste capítulo está ainda bem distante de William). Pareceu-me o melhor em campo e, de longe, o melhor do meio campo.

Moutinho (apesar do grande golo) e Tiago parecem não funcionar bem e o nosso meio campo é pouco consistente e intenso (talvez por isso Danilo se tenha destacado, sobretudo por ter de estar constantemente a corrigir o que os colegas de sector fizeram de errado).

Bom jogo de Cédric, muito melhor que Coentrão. A dupla de centrais pareceu-me sempre certinha e Patrício apareceu quando foi preciso.

Faltou sempre qualquer coisa na frente e nenhum dos homens do trio de avançados esteve em bom plano.

Está feito e resta um jogo, no domingo, frente à já eliminada Sérvia.

Hoje joga a selecção e o Adrien estará como eu: a torcer de fora

Adrien selecção.png

Claro quer o jogador dará tudo (como sempre) se tiver oportunidade de jogar, mas é notória a desmotivação de ir à selecção não fazendo parte da 'checklist'.

Vou ver o jogo, como sempre, mas o interesse pela selecção dos favores é cada vez menor.

Espero que ganhemos e carimbemos o passaporte para França.

Ainda a tempo de repor a verdade

Já passaram mais de duas semanas desde que Portugal perdeu a oportunidade de se sagrar campeão europeu de sub-21 e só agora me passou pelos olhos um artigo que repôs alguma justiça.

William Carvalho foi o melhor jogador do torneio e o único dos atletas do Sporting a merecer a honra de figurar no 'onze' da competição.

Foram, a meu ver, cometidas duas injustiças: a não inclusão de João Mário e Paulo Oliveira nesse mesmo 'onze'.

Pois, se quanto a João Mário, não vi quem olhasse as coisas pelo mesmo prisma que eu, o mesmo não aconteceu com Paulo Oliveira.

O artigo é do site Outside of the Box e esta foi a avaliação do defesa central do Sporting.

"Invadindo a primeira equipa de Portugal ainda este ano, Oliveira foi um de vários do lado de Portugal que chegaram ao torneio com montes de experiência. Oliveira foi indiscutivelmente o melhor defesa do torneio, comandando a rectaguarda de Portugal que apenas concedeu um golo em toda a competição. O epítome do defesa central moderno, Oliveira pareceu extremamente confortável com bola e foi a principal razão pela qual Portugal acumulou tanta posse de bola e iniciou os ataques a partir da sua área."

Reposta que está a verdade, resta aguardar que Oliveira encontre o parceiro ideal para liderar a defesa leonina rumo ao título nacional.

Sobre William Carvalho

"A Sporting SAD vem, por este meio, exprimir a sua indignação pelo facto de o futebolista William Carvalho ter regressado dos trabalhos da Selecção Sub-21 com um fractura de stress na tíbia sem que tal facto tenha sido comunicado pelo corpo clínico da Selecção Nacional de Sub-21 ou por qualquer um dos seus dirigentes à Direcção Clínica do Sporting Clube de Portugal.

Só ontem, segunda-feira, no regresso de William Carvalho aos treinos, o corpo clínico do Sporting Clube de Portugal identificou um problema com o jogador e, curiosamente, só hoje de madrugada a Federação Portuguesa de Futebol enviou ao Sporting Clube de Portugal os boletins clínicos referentes aos sete jogadores do Sporting que participaram no Campeonato da Europa de Sub-21.

O boletim clínico da Selecção, referente ao jogador William Carvalho, diz que o jogador nunca apresentou qualquer problema físico. O jogador nega e refere que o departamento clinico estava a par das queixas do jogador.

Como resultado, o jogador William Carvalho enfrenta um tempo de paragem entre 10 a 12 semanas."

Comunicado Sporting Clube de Portugal

Foram notórias as dificuldades de William Carvalho para terminar o jogo da fase de grupos do Euro Sub-21 com a Suécia. Os sinais de lesão não eram evidentes mas soou em mim o alarme.

O jogo terminou sem que William fosse substituído.

Não acredito que não tenham sido feito exames de diagnóstico no imediato e a prova de que foram é a ocultação dos relatórios até ontem.

No jogo com a Alemanha, voltou a ser titular e nem foi poupado, mesmo com a equipa a golear.

Na final voltou a jogar 120 minutos e duvido que tenha alinhado nos dois últimos encontros sem dores (dada a natureza da lesão) e sem uma dose elevada de anti-inflamatórios.

O Sporting foi o único lesado em todo este processo e, pior do que isso, foi feito de parvo por parte da FPF.

Não me irrita o facto de ser William o lesionado. É óbvio que é um dos mais influentes da equipa mas isso, por si só, não arruína os objectivos colectivos.

O que me irrita é que a FPF, propositadamente, não informou o Sporting que o jogador se lesionou.

Irrita-me que o jogador não não tenha avisado o Sporting das queixas e que não não se tenha recusado a jogar lesionado.

Irrita-me que façam o clube de parvo e que se fiquem a rir, quando só há uma selecção de jeito graças ao Sporting.

Agora, espero que o Slavchev mostre porque foi contratado e que outros mostrem vontade e qualidade para lutar pelo lugar.

 

Ainda não foi desta

Portugal Sub 21.jpg

«Em dez jogos eles provavelmente vão ganhar mais vezes do que nós. São uma equipa fantástica, com jogadores espantosos.»

As palavras são de John Guidetti, avançado sueco, e são uma boa forma de resumir este europeu.

Fomos a melhor equipa mas ontem foi o dia de jogar um daqueles dez jogos em que não se vence.

Estou triste, naturalmente.

Sobretudo porque tínhamos capacidade para vencer em apenas 90 minutos. Quando o jogo seguiu para o prolongamento os suecos cresceram, sobretudo em termos anímicos.

Não eram favoritos e fizeram tudo desde o início para que o jogo acabasse nos penaltis sendo o que deus quisesse.

Pois bem, não fomos eficazes da marca dos 11 metros e a Suécia acabou a festejar.

Parabéns aos suecos e aos portugueses, em especial aos sete magníficos que representaram e bem o nome do Sporting Clube de Portugal.

Hoje há mais

Enquanto por cá se tenta desvalorizar William Carvalho, lá fora há quem lhe dê o devido e real valor.

A análise é de Josh Ashdown, após o jogo com a Alemanha e eu vou tentar traduzir, para que todos a ela tenham acesso (se alguém com melhor entendimento do Inglês do que o meu detectar erros graves, que se chegue à frente).

"Houve um momento - bem, na verdade foram vários, mas um sobressaiu - no Estádio Andruv, sábado à noite, que resumiu o domínio absoluto de William Carvalho sobre o meio campo da Alemanha na humilhação dos favoritos por 5-0, aos pés de Portugal. A bola caiu perdida a meio do meio-campo português. Dois alemães caíram sobre ela mas, em apenas dois passos, o jogador do Sporting bateu ambos como que esmurrando-os. Uma ligeira oscilação depois e os dois jogadores de branco estavam sobre a relva, os seus desarmes tinham desaparecido no ar e Portugal estava a caminho de um novo contra-ataque.

Num Campeonato da Europa de Sub-21 onde as performances colectivas se têm sobreposto às individuais, Carvalho e o seu colega de equipa Bernardo Silva, dois diamantes diferentes no meio-campo português, têm sido os destaques individuais. Qualquer onze ideal escolhido após a final de 3ª feira deve ter exactamente o esquema táctico que Rui Jorge usa para a sua equipa.. Fazer outra coisa será subestimar o impacto deste par.

Horst Hrubesch tentou combatê-los jogando com os dois homens que havia colocado no meio-campo defensivo em 4-2-3-1 na fase de grupos - Emre Cam e o jogador do Bayern de Minuque, Joshua Kimmich - como homens mais avançados num 4-1-4-1 mas isso simplesmente serviu para oferecer a Carvalho maior espaço para explanar todas as suas capacidades. O treinador da Alemanha recorreu à sua estratégia habitual na segunda parte mas sem sucesso.

Can, em particular, teve com o jogo um castigo severo. O jogador do Liverpool fez um bom torneio no meio-campo mas a diferença entre ele e Carvalho é abismal. A este nível, Can tem grande presença - está fisicamente um ou dois passos à frente da maioria na sua faixa etária - mas empalideceu perante a do o seu homólogo português, cuja influência é tal que parece ter a sua própria gravidade, passando todo o jogo conformado e curvado perante a sua atracção.

Arsenal e Manchester United foram associados a Carvalho no verão passado, quando este foi chamado à equipa de Portugal para o Campeonato do Mundo do Brasil. Miguel Veloso, João Moutinho e Raúl Meireles inicialmente afastaram-no da equipa mas ele acabou por iniciar o jogo final da fase de grupos, contra o Gana, naquela que acabou por ser a única vitória de Portugal no torneio.

Na altura, ele não escondeu o desejo de jogar em Inglaterra ou Espanha mas a cláusula de rescisão de 45M€ foi suficiente para afastar os pretendentes. Fica evidente neste torneio que era uma pechincha.

Arsenal e United requisitaram credenciais para observar o torneio mas não estão sozinhos - Bournemouth, Aston Villa, Bolton, Brentford, Brighton, Burnley, Charlton, Crystal Palace, Everton, Fulham, Liverpool, Manchester City, Middlesbrough, Reading, Southampton, Stoke, Sunderland, Swansea, Tottenham, Watford, West Ham e Wolves também o fizeram, já para não falar de Milan, Ajax, Dortmund, Atlético Madrid, Internazionale, Barcelona, ​​Bayern de Munique, Juventus, Paris Saint-Germain entre muitos outros grandes clubes da Europa.

É impossível que não tenham ficado impressionados. Carvalho, que na fase de grupos cobriu mais terreno do qualquer outro jogador, mesmo que às vezes não pareça forçado a mais do que uma simples corrida, eclipsou não apenas Can e Kimmich em Olomouc mas também Johannes Geis, que entrou no torneio com uma reputação crescente, e Max Meier, o substituto de Geis ao intervalo.

Pierre Hojbjerg, que espera fazer parte da equipa principal do Bayern de Munique, de Pep Guardiola, na próxima época, falhou miseravelmente a tentativa de se impor na meia-final em que a Dinamarca perdeu frente à Suécia. Há um extraordinário médio neste torneio e é o nº6 de Portugal.

O único rival do jogador de 23 anos pelo prémio de melhor jogador do torneio é o seu colega de equipa. Depois de ver limitadas as suas opções no Benfica, Bernardo Silva foi contra o fluxo geral de saídas do Mónaco e chegou ao Estádio Loius II por 15.75M€, em Janeiro. Enquanto Carvalho fornece um controlo elegante, sem esforço - fez mais passes  do que qualquer outro - Silva é especialista em evitar adversários. Os dois da frente de Portugal jogam quase como extremos fazendo do nº10 essencialmente um pivot atacante.

Quando ele foi substituído cinco minutos após o intervalo, já Portugal tinha quatro golos de vantagem, foi ovacionado de pé por grande parte da assistência neutra. A mudança significou uma troca para algo parecido com um 4-4-2 para a equipa de Rui Jorge, oferecendo a Carvalho a oportunidade de mostrar a sua versatilidade - uma carga do lado direito chamou particularmente a atenção e logo após a hora recuperou mais uma bola perdida e deu três toque antes de disparar por cima da barra onde outros teriam simplesmente avançado desenfreadamente para a baliza.

Se Portugal conseguir ganhar o Europeu Sub21 pela primeira vez, em muito o devem ao homem do Sporting. Independentemente do resultado, os grandes da Europa têm muito em que pensar."

Resumindo, é isto:

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