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Grande Artista e Goleador

Salta, Mamona!

Hoje, a partir das 20:25 horas, Patrícia Mamona disputará a primeira final de um Mundial da sua carreira.

Depois da quarta marca da qualificação, deu para perceber que talvez dê para melhorar o 6º lugar dos Jogos Olímpicos.

Susana Costa (atleta do rival, Benfica) fez a terceira marca e bateu o seu recorde pessoal, mostrando que está também a bom nível.

Que a Patrícia suba ao pódio (de preferência ao lugar mais alto) e a Susana possa vir logo depois (até porque são amigas). Seria épico para Portugal e para o triplo-salto nacional.

 

Antes disso, a partir das 18:35 horas, Nélson Évora disputa a qualificação para a final, também no triplo-salto. Certamente já dará para sentir o pulso aos adversários, esperando que surja a tão desejada marca de qualificação.

 

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Os ídolos nunca saem de cena – Entrevista a João Benedito

João Benedito foi o primeiro entrevistado do Bola na Rede, já em 2011. Neste dia em que celebramos o nosso sexto aniversário voltamos a estar à conversa com o agora ex-guarda-redes de Futsal.

 

Bola na Rede (BnR): A primeira entrevista foi há quase cinco anos. O que mudou no Futsal em Portugal nestes cinco anos?

João Benedito (JB): O mediatismo constante, a qualidade de jogo, tudo o que está relacionado com aquilo que é o jogo em si e o culto ao atleta. Penso que isso tem alterado bastante.

BnR: Há cinco anos dizias que faltava pouco para o Sporting conquistar a UEFA Futsal Cup, mas tal ainda não aconteceu. O que falta ou tem faltado para isto acontecer?

JB: Sinceramente são fases de carreira que já passaram e se as coisas não aconteceram é porque talvez não tivessem de acontecer ainda. Mas eu tenho estas duas vertentes; não festejei como jogador, mas ainda estou muito a tempo de festejar enquanto adepto.

BnR: Não teres conquistado este troféu, que era um sonho, é colmatado pelo resto da tua carreira?

JB: A minha carreira desportiva já terminou, já pus um ponto final em relação a isto; são coisas que já aconteceram.

BnR: Achas que o novo pavilhão vai ser um fator motivacional para os jogadores?

JB: As equipas que têm a sua casa têm sempre vantagem competitiva direta, porque treinam lá, porque têm os seus adeptos, e como é lógico o esforço que está a ser feito pelo Sporting para ter o pavilhão num curto espaço de tempo vai trazer frutos a nível desportivo.

BnR: Há cinco anos fizeste uma crítica ao planeamento dos espaços desportivos em Portugal. Sentes que mudou alguma coisa neste intervalo?

JB: Penso que cada vez mais vemos novos espaços desportivos, e a própria organização estatal tem estado alerta para melhorar os seus serviços e aumentar os espaços desportivos; existem cada vez mais. Há trabalho a ser feito mas também existe trabalho bem feito.

BnR: Dizias também que existia falta de amor próprio ao desportista português e ao desporto em Portugal. Continua ou tem mudado ao longo dos tempos?

JB: Tem mudado ao longo dos tempos, mas não tanto como seria de esperar, e prova disto têm sido as grandes competições internacionais. Demos aqui um abanão com a conquista do campeonato europeu de futebol, que provou também ser possível. O atleta português é um atleta bom, que trabalha, que se prepara, e como tal este atleta, para ser dedicado, tem de ter este amor próprio, para poder ter autoconfiança suficiente para estar bem nos grandes eventos.

BnR: Pegando nos três principais jornais desportivos, a seleção feminina de futebol conseguiu o apuramento inédito para o europeu mas apenas um dos jornais deu o destaque principal a este assunto. O que é preciso fazer por parte das modalidades ou do futebol feminino para que isto mude?

JB: Temos de criar aqui dois patamares de análise. O primeiro, o positivo, é que já existe um jornal desportivo a dar este destaque. Estamos a falar neste caso de órgãos privados e autónomos; eles colocam o que entenderem. Quando existirem os tais blackouts, não devem ficar indignados com tal, porque são tão  autónomos numa situação como são autónomos na outra. Não são, ou não deviam ser, órgãos políticos.
Depois, é um dia marcante, mas temos também de perceber que é um apuramento e não um título. É um trabalho que tem sido fantástico, e aqui da FPF em qualquer uma das vertentes do futebol e modalidades. O futebol de praia, o futsal, o futebol feminino, o futebol de formação e o futebol têm estado com um planeamento que têm posto em prática, e os resultados são prova disto. Os sub-21 que foram à final com o Rui Jorge, os seniores que ganham, o feminino que se apura, Portugal que foi a uma meia-final no futsal, o futebol de praia que é campeão do mundo, o futebol de formação que continua a dar cartas. Existe aqui um grande trabalho por toda a estrutura da FPF e, como é lógico, há que dar os parabéns à seleção feminina de futebol; mas não entrem em euforia, porque o caminho não termina aqui. Às vezes a euforia é um fim de linha e não dá continuidade ao trabalho que está a ser realizado.

BnR: Continuas a sentir o carinho quer dos adeptos do Sporting quer de outras equipas?

JB: São duas coisas muito boas que eu guardo da minha carreira desportiva. Em primeiro lugar, a forma como os adeptos do Sporting me tratam constantemente. E depois há também que perceber que a minha estadia no desporto, a nível competitivo, foi feita de forma transversal; que as pessoas, pelos princípios que empreguei, acho que não pode ser dissociado disto, e as conclusões têm sempre de ser tiradas por parte deste fator indicativo, acho que tive sempre uma postura correta e por vezes os atletas não têm esta postura correta devido à pressão de estar em campo, de ter de ganhar ou ser provocado. Eu, felizmente, tive a sorte de nunca passar das marcas e acho que isto foi transformado pelas pessoas por este carinho que me dão e é bom ver que para além dos clubes, e como deveria ser em tudo no nosso país, o trabalho das pessoas é que é valorizado.

BnR: Agora no jogo com o Dortmund as claques apresentaram um tifo em que estavas lá ao lado de algumas das maiores figuras do Sporting. Há cinco anos atrás disseste: “Nem quero saber como é ganhar por outro clube”. Depois de acabares a carreira sentes que és mesmo uma referência do clube?

JB: Sim, é lógico que o clube são os seus sócios, os seus adeptos e quando há algo assim tão grandioso e poder estar em algo assim ao lado de alguns atletas que foram as tuas referências durante a infância e que nunca pensei poder, aos olhos de alguém, estar no mesmo patamar ou aparecer ligado a estas figuras. Eu lembro-me de ter conhecido o Damas pouco antes de ele falecer e ter sido dos momentos mais felizes da minha vida, neste dia em que fui a um núcleo com ele e que pude falar, em que pude privar com ele, uma pessoa que era uma referência para mim. Estar neste painel ao lado de pessoas que são uma referência do clube é indescritível, dá aquele prazer das conquistas, aquele prazer interior, não das palavras para fora, mas que preenche a pessoa. Não é preciso estar aqui a falar, aqui a berrar que fui bom ou que mereço isto ou aquilo, mas ver isto dá-me claramente o sentido de dever cumprido e a ideia de que ainda tenho mais a fazer neste clube.

BnR: Além de Vítor Damas tens mais algum ídolo?

JB: Eu nunca tive ídolos em quem me tentasse espelhar; tentava sempre recorrer ao que cada um fazia e tirar o melhor de cada um. Identificar características boas, características menos boas, coisas para fazer, coisas para não fazer… E nunca tive ninguém em quem me espelhasse; as minhas referências foram sempre referências do Sporting. Eu lembro-me de que, quando era pequenino, gostava do Joaquim Agostinho, adorava o Pedro Miguel Moura, o Vítor Damas, adorava aquelas pessoas no Sporting que ganhavam, porque era isto que me fazia manter a chama acesa. Porque, quer se queira, quer não se queira, o que liga os jovens aos clubes são sem dúvida as suas referências. Não há diretores, não há treinadores, não há pessoas que andem por fora na estrutura que possam servir de referência tão bem como os jogadores que estão dentro de campo. E eu estou à vontade para o dizer porque nunca vou estar novamente neste patamar; porque já o vivi dentro de campo, e estas são as referências, quando queremos cultivar um clube e queremos que as pessoas se identifiquem com este clube, principalmente os mais jovens que são o futuro, temos de dar palavra, protagonismo aos atletas. E estes sim é que vão trazer as pessoas e depois o resto do trabalho que é feito por trás; não tirando o mérito a ninguém, é um trabalho que também tem de ser valorizado, mas eu digo-o porque vivi e estas pessoas que referi eram pessoas que se calhar podiam ter pouca dimensão a nível mediático, mas com quem eu me identificava porque me faziam viver o clube.

BnR: Fazem então falta mais jogadores-ídolo? Hoje em dia é mais difícil um jogador fazer a carreira num único clube?

JB: Não, não sei se é fácil, se é difícil. É como estar dentro de campo e haver aquelas pessoas que se vangloriam por nunca estarem em confusões, por nunca terem passado das marcas. Isto é como na vida; estas pessoas têm é de ser testadas na realidade. Antigamente, quando havia propostas financeiras muito atrativas, as pessoas não eram egoístas por pensar em si e na sua família. Hoje em dia se calhar nós temos atletas que fazem anos seguidos nos grandes clubes europeus. Tem de existir cada vez mais, se queremos que os atletas façam cada vez mais anos seguidos nos mesmos clubes, a valorização financeira e social, ou até envolvê-los nas decisões do clube q.b e não deixá-los sair e ir buscar jogadores com as mesmas características ou inferiores e aí sim já lhes dar o que estes atletas pediam para ficar. Aqui isto reside sempre nas contigências da própria vida da pessoa enquanto está a ser assediada para estar num lado ou estar noutro. Não é fácil uma pessoa ter uma carreira sempre no mesmo lado. Nem sempre escolhemos bem, depende se estão pressionadas, se não estão pressionadas, depende de muitas coisas. Chega a uma altura da vida em que não se decide tudo por ser tudo bom ou tudo mau; os pratos da balança pesam e vamos deixar para trás coisas boas mas vamos encontrar coisas tão boas ou ainda melhores do outro lado da balança.

 BnR: Voltando ao futsal, o João Matos sucedeu-te como capitão do Sporting CP. Achas que foi uma boa escolha, que foi a pessoa indicada?

JB: Eu fiz um compromisso de honra comigo próprio, porque acho que as pessoas são eternamente responsáveis por aquilo que cativam. E, se eu cativei a massa associativa e os adeptos do Sporting, devo-lhes muito, muito respeito, e o clube ainda mais. Como tal, neste momento sou adepto do clube, comento as questões desportivas, se a bola entra ou não entra. Quanto a comentar-se questões estruturais, acho que se deve fazê-lo em sede própria e não tentar alavancar as coisas. Porque podem dizer-se palavras que são retiradas do contexto e que, às vezes, podem indiciar um bocadinho aquilo que é o oportunismo jornalístico. Eu comento se a bola entra, e fico contente quando ela entra e o Sporting ganha. Tudo o que for estrutural deve ficar para outras pessoas analisarem, ainda que, quando me tornaram capitão do Sporting, eu tenha dito: Quando deixar de ser capitão do Sporting, o meu trabalho será bem ou mal feito consoante o número de títulos que conquiste. E acho que, aqui, na diferença entre perder ou ganhar no último minuto, se vêem os espíritos de grupo e de união, e é lógico que as pessoas têm de ser avaliadas só no fim, e não se deve tentar dizer que A, B ou C é bom quando tem ainda um longo caminho pela frente.

BnR: Recentemente terminou o Mundial de Futsal. O que achaste desta participação na Colômbia e, em especial, da participação do Bebé na baliza?

JB: Somos a quarta melhor seleção do mundo. Pode ter ficado um amargo de boca porque vemos a Argentina ser campeã do mundo e pensamos: será que Portugal também não poderia ter sido? Podia, mas a Argentina também tem uma excelente seleção, e estes jogos decidem-se no pormenor. Acho que devemos estar todos bastante contentes com o trabalho da nossa seleção, da equipa técnica, dos diretores. Tudo aquilo que está a ser feito está a dar os seus frutos e já melhorámos em relação ao mundial anterior e a outras prestações de outros mundiais em 2004 ou em 2008. Não melhorámos o terceiro lugar que foi obtido na Guatemala, mas a base está lançada para, no futuro, podermos, em termos europeus ou até mundiais, conseguir o troféu que Portugal tanto persegue. Quanto à prestação dos nossos atletas, tiveram todos uma prestação muito boa. Penso que estamos a desvalorizar o trabalho de todos os outros elementos se destacarmos apenas o Bebé, ou o Ricardo ou o Cardinal. Sejam quem forem essas referências, penso que este quarto lugar vale por aquele espírito coletivo que Portugal tem, e acho que muito trabalho foi feito, e muito bem feito.

BnR: De todos os treinadores que tiveste, consegues apontar um que te tenha marcado mais?

JB: Aprendi com cada um, a falar com cada um. Temos de perceber, como disse há pouco em relação aos ídolos, que uns têm umas características e outros têm outras. Como é lógico, agradeço a todos eles pelos ensinamentos que me deram, quando eu era mais jovem, e àqueles que, já nesta fase terminal da minha carreira, falaram comigo e sempre me explicaram as suas opções. Um bom treinador é aquele que vem falar contigo, que não se preocupa com o frango que dás ou com a bola que entra. É aquele que vem e pergunta de manhã se está tudo bem, que perde um bocadinho de tempo a ir almoçar contigo, para falar contigo e perceber que, se estás a cair, vai lá levantar-te, seja com uma conversa, seja com dois dedos de atenção. Em relação aos meus treinadores, todos eles tiveram características boas e características más. Também eu, como atleta, me portei bem e me portei mal com cada um deles.

BnR: Na entrevista de há cinco atrás, um dos momentos que nos cativou foi quando disseste que foste ver um jogo a Alvalade e viste o Rui Patrício ser assobiado. A primeira coisa que fizeste foi pedir o número dele para falares com ele. Agora o Rui foi nomeado para a Bola de Ouro, algo que não acontecia a um jogador da liga portuguesa há nove anos, ainda por cima sendo guarda-redes. Tu, como sportinguista que és, e tendo assistido ao crescimento do Rui, sendo também tu um guarda-redes e uma figura do Sporting, qual o sentimento que tens ao ver o Rui nomeado para os trinta melhores jogadores do mundo?

JB: O facto de um guarda-redes estar nos trinta melhores jogadores de futebol do mundo é já uma grande vitória. É difícil, como é lógico, ver um guarda-redes a conquistar esse prémio. Mas acho que a base de todo este sucesso e este orgulho que nós, hoje em dia, temos na referência que está na baliza do Sporting se deve a um percurso não de raivas mas sim de trabalho, porque ser assobiado em casa, seja para o atleta, para a equipa, o treinador ou o diretor, é algo semelhante a chegares a casa depois do trabalho e a tua mulher, ou a tua família, não te dar aquele apoio de que tu necessitas. Não acredito que alguém dentro do campo faça de propósito para errar ou não dê o máximo, ou não queira agradar aos adeptos. Há casos individuais, mas aquelas ovelhas negras tem sempre tendência para sair do rebanho. E, aí, há alguém que os tira ou os põe no sítio. Acho que este percurso do Rui Patrício não foi baseado nessa raiva do assobio, do “Toma lá, estão a ver como consegui?”. O Rui focou-se no trabalho e faz muito bem; tenho muito orgulho em que esteja ali uma pessoa na equipa do Sporting que possa ser uma referência, quer em termos desportivos como em termos sociais, a abdicar de outras propostas que tenha para poder sair. Ele abdica mas também se nota o esforço do clube para o manter, e acho que o Rui Patrício continua no Sporting por vontade dele.

BnR: Tu também trabalhaste com muitos jovens. Atualmente o Sporting tem o Marcão, mas depois tem também o Gonçalo Portugal. Vês o Gonçalo como alguém com potencial para assumir no futuro a baliza do Sporting e da seleção?

JB: Não sei, não tenho atestado a evolução, não sei quais os planos do clube para o atleta. Acho que existem muitos bons valores para a posição de guarda-redes em Portugal, dada a competitividade. Para além dos jogos normais, a qualidade de qualquer atleta tem de ser avaliada nas decisões, quando estão sob pressão, e aí ha que perceber se são efetivamente bons, se têm um interior e uma forma de estar ganhadores. Tudo o resto é estar a tentar prever coisas que são imprevisíveis.

BnR: Quem para ti é o melhor jogador do campeonato português, e também do Mundo?

JB: Assim como eu disse para a parte dos ídolos, há sempre jogadores muito bons para várias posições. Há pessoas que eu gostei muito de ver jogar, pessoas que me dizem bastante. Estar a falar de alguém que esteja ainda no ativo é um bocadinho redutor para as pessoas que eu conheço e depois, se calhar, ainda se chateiam comigo os outros todos (risos). Mas posso destacar, em termos de jogadores que já deixaram de jogar, que gostei muito de jogar com o Pedro Costa. Havia um pivô na Ucrânia, que era o Koridze, que era um goleador nato, que me marcava golos de todo o lado, de todas as maneiras e feitios. Prefiro ver o que está para trás. Nós estamos num patamar em que a necessidade de encontrar o melhor, o Deus, o atleta, o número 1, tolda-nos o raciocínio e cega-nos em relação a percebermos que, se calhar, dois números 2 juntos são melhores que um número 1. É assim que se começa a fazer as equipas. Esta cultura que está enraizada hoje em dia, de ter o melhor, incapacita-nos em relação a ver outras promessas, outros atletas que sejam tão bons. Ponham o Ronaldo e o Messi, e coloquem-nos numa equipa de terceira divisão, e eles não vão ganhar a Champions, não vão ter o protagonismo que têm. Tem de haver referências? Claro que sim, como o exemplo do Rui Patrício. Para um jogador marcar golos, tem de haver outros que lhe passem a bola, que a recuperem e não a deixem entrar na baliza. Se as orquestras fossem só de um violino, não eram tão requisitadas. Acho que, aqui, nós temos de ver que existem outras pessoas que são igualmente boas. Estávamos a falar de Messi e Ronaldo, mas depois aparece o Griezmann a jogar de forma fantástica, aquela equipa do Atlético Madrid, que são só trabalhadores. A Alemanha, sem Messi, sem Ronaldo e sem Neymar, é campeã do Mundo. Hoje, o atleta é algo que pode ser cultivado e trabalhado, mesmo não tendo aquela técnica que antigamente se preconizava.

BnR: Para finalizar, uma última pergunta mais a nível de brincadeira. Na entrevista anterior, disseste que, quando acabasses a carreira, querias fazer férias na neve e desportos radicais. Já concretizaste isto?

JB: Confesso que já tinha feito algumas férias, mas curtas, de poucos dias, só para ir ver a neve. Agora vou iniciar-me nesses desportos radicais e todas essas coisas que não têm a pressão competitiva, que eu sei que me vai fazer falta daqui a uns tempos. Agora o momento é para relaxar e tentar encarar aquilo que aí vem.

 

Fonte: Bola na Rede (original, aqui)

 

Aproveitem também para espreitar a entrevista a Patrícia Mamona, também no Bola na Rede (link)

 

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A décima terá de esperar por Tóquio

"Um País Amador quer Medalhas Profissionais

Um país que está a anos luz das infraestruturas desportivas de outros países, quer medalhas olímpicas…

Um país que só pensa em futebol, quer medalhas olímpicas…

Um país que tirou horas à disciplina de educação física, quer medalhas olímpicas…

Um país que retirou a educação física da média para o ensino superior, quer medalhas olímpicas…

Um país que despreza a educação física no 1º ciclo, quer medalhas olímpicas…

Um país em que os principais eventos do desporto escolar encaixotam professores e alunos em salas de aula para dormir, quer medalhas olímpicas…

Um país onde os alunos têm cargas letivas brutais e para conciliarem a prática desportiva são obrigados a chegar a casa às 20, 21, 22 horas e ainda têm que ir estudar para o teste que aí vem, quer medalhas olímpicas…

Um país onde a maioria dos professores e pais não tem cultura desportiva, onde se marca aulas e testes em cima dos treinos do Desporto Escolar, quer medalhas olímpicas…

Um país que não gosta de desporto, gosta do “palco”, da festa, do sucesso, e prefere passar horas a discutir se foi ou não penalti, quer medalhas olímpicas…

Um país em que são os pais a suportar as despesas do sonho olímpico desde tenra idade, quer medalhas olímpicas…

Um país em que os seus atletas viajam em “low cost”, dormem nos aeroportos, são completos amadores, quer medalhas olímpicas…

Olhem para a Espanha, olhem para os Estados Unidos, olhem para Inglaterra, olhem para tantos outros e depois questionem-se se realmente queremos medalhas olímpicas…

Olímpicos, ignorem a ignorância e o ruído, sois o verdadeiro exemplo de amor à pátria e cada lágrima, cada gota de suor é cristalina, pura e honesta. Sois uns heróis e quem tem dois dedos de testa tem noção do que abdicaram para chegar onde chegaram. O meu/nosso muito obrigado!"

por Alexandre Henriques, em www.ComRegras.com

 

Aproveitei o texto do Alexandre Henriques para corroborar com a ideia de um país desfasado da realidade. Um país que, sem ter noção dos esforços e das condições disponíveis para se ser "Olimpico", pede medalhas sem saber se essa expectativa é realista. De seguida, farei o rescaldo da participação dos "Olimpicos" leoninos, e tentarei avaliar tendo em conta as expectativas que eu tinha e que acho que os próprios atletas achavam realistas.

 

Carlos Mané (211 minutos), Tobias Figueiredo (270) e Ricardo Esgaio (315) - Futebol

Portugal 2-0 Argentina
Portugal 2-1 Honduras (Tobias - GOLO)
Portugal 1-1 Argélia
Portugal 0-4 Alemanha

O trio de leões presentes no torneio olímpico de futebol fez o esperado. Passaram com mérito a fase de grupos e acabaram por cair com estrondo nos 1/4 final. Diria que, não sendo esperado cair com uma goleada, a eliminação face à Alemanha (medalha de prata na competição) não tem nada de anormal. 

 

Teófilo Gutiérrez (360 minutos) - Futebol

Colômbia 2-2 Suécia (Teo - GOLO)
Colômbia 2-2 Japão (Teo - GOLO)
Colômbia 2-0 Nigéria (Teo - GOLO)
Colômbia 0-2 Brasil 

Boa prestação de Teo Gutiérrez. 3 golos em 4 jogos e uma presença esperada nos 1/4 final, onde caiu aos pés do Brasil (medalha de ouro). 

 

João Costa - Tiro

PAC 10m - 11º
PAC 50m - 11º

João Costa teve uma prestação ao seu nível e dentro daquilo que são normalmente as suas prestações em Mundiais e Olimpíadas. Não atingiu as finais mas esteve muito perto de ambas.

 

Alexis Santos - Natação

400m estilos eliminatórias - 14º, com novo recorde nacional (4'15.84'')
200m estilos eliminatórias - 12º (1'59.37'')
200m estilos meias-finais - 12º (2'00.08'')

Alexis, como o próprio afirmou, teve uma estreia de sonho nos Jogos Olímpicos. Dois recordes pessoais (um deles fixando um novo mínimo nacional) são suficientes para perceber que se transcendeu e se apresentou na sua melhor forma de sempre, tendo atingido duas 1/2 finais.

 

Igor Mogne - Natação

100m livres eliminatórias - 45º, com novo recorde nacional de Moçambique (50.65'')

Com apenas 20 anos e em estreia nos Jogos, o Moçambicano estabeleceu um novo máximo nacional dos 100m livres e pode, também ele, orgulhar-se da sua prestação.

 

Pedro Pinotes - Natação

400m estilos - 25º (4'25.84'')

O nadador angolano falhou o objectivo de bater o recorde nacional do seu país. Na sua segunda participação olímpica, acredito que Pinotes quisesse fazer melhor, pois acabou por nadar um segundo abaixo do seu tempo de 2012 e do tempo com que se qualificou para o Rio

 

Taciana Lima - Judo

-48Kg - 9º

Apesar de experiente, a tri-campeã africana em -48Kg nunca tinha participado nas Olimpíadas. Perdeu ao primeiro combate, no ponto de ouro, por falso ataque, com uma das medalhadas de bronze. O combate poderia ter caído para qualquer dos lados e Taciana pode certamente estar orgulhosa da sua prestação.

 

Joana Ramos - Judo

-52Kg - 9º

Depois de em Londres não ter passado da 1ª ronda, conseguiu desta feita atingir o segundo combate. Venceu a ronda inaugural por ippon, a vantagem máxima do judo e perdeu no segundo combate, provando do veneno que havia dado à sua adversária no combate de abertura. Uma imobilização fez com perdesse por ippon a menos de um minuto do final do combate, onde muitas vezes esteve por cima. Depois do calvário de lesões que chegaram a deixá-la fora do projecto olímpico, arrisco dizer que a Joana esteve ao seu melhor nível e teve uma boa prestação, não sendo de ignorar o facto de ter "caído" frente à nº 5 mundial, uma judoca que só foi eliminada no combate pela medalha de bronze.

 

Sergiu Oleinic - Judo

-66Kg - 9º

Em estreia nos Jogos Olímpicos, Oleinic tinha ambição de chegar longe e provou o seu valor quando ao primeiro combate eliminou o nº4 mundial e um dos principais candidatos às medalhas. No segundo combate, frente a um adversário menos cotado, Sergiu dominou praticamente todo o combate, tendo mesmo estado a poucos segundos de conseguir um yuko (a terceira maior vantagem no judo). O jogo acabou por não se decidir nos 5 minutos e foi para o ponto de ouro, onde após uma tentativa de ataque imprudente, acabou projectado, perdendo por ippon. Dada a sua juventude, Oleinic esteve bem na sua estreia e esperam-se ainda melhores resultados em Tóquio 2020.

 

Jorge Fonseca - Judo

-100Kg - 17º

Também em ano de estreia, Jorge Fonseca entrou em grande nos Jogos. Eliminou o seu primeiro adversário por ippon em apenas 9 segundos e calhou-lhe em sorte o nº 5 mundial na eliminatória seguinte. Fonseca lutou com todas as suas forças para acabar com o combate na primeira metade do mesmo. Atacou, atacou, atacou, até que ficou exausto e demasiado exposto à maior frescura do checo, que venceu por waza-ari (a segunda maior vantagem do judo) nos minutos finais do combate, acabando depois por se sagrar campeão olímpico. No judo, a diferença entre um medalhado e um 9º classificado é, por vezes, nenhuma. Fonseca esteve muito bem e tem tudo para melhorar numa 2ª participação.

 

Gastão Elias - Ténis

2ª Eliminatória Singulares vs Thanasi Kokkinakis - 7-6 (7-4) e 7-6 (7-3)
3ª Eliminatória Singulares vs Steve Johnson - 3-6 e 4-6

1ª Eliminatória Pares vs Andrej Martin / Igor Zelenay - 6-4 e 6-2
2ª Eliminatória Pares vs Daniel Nestor / Vasek Pospisil - 1-6 e 4-6

Nunca o ténis nacional havia vencido uma partida nos Jogos Olímpicos. Gastão, por jogar antes de João Sousa, teve o privilégio de ser o primeiro a conseguí-lo. Uma vitória em singulares e outra em pares pode dizer-se que foi uma boa prestação, até porque foi eliminado por um adversário com melhor ranking.

 

Aruna Quadri - Ténis de Mesa

2ª Eliminatória Singulares vs Yang Wang - 4-1 (11-4; 7-11; 11-7; 11-9; 11-6)
3ª Eliminatória Singulares vs Chih-Yuan Chuang - 4-0 (11-6; 12-10; 11-6; 11-7)
4ª Eliminatória Singulares vs Timo Boll - 4-2 (12-10; 12-10; 11-5; 3-11; 5-11; 11-9)
Quartos-de-Final Singulares vs Long Ma - 0-4 (4-11; 2-11; 6-11; 7-11)
1ª Eliminatória Pares vs China (Long Ma) - 0-3 (1-3 - 6-11; 3-11; 11-5; 2-11)

Aruna foi a grande surpresa do torneio olímpico de ténis de mesa. Tanto em singulares como em equipas, foi eliminado pelos campeões olímpicos e, após não ter conseguido vencer um set ao campeão olímpico de singulares, conseguiu-o no jogo disputado na prova por equipas, algo que nem o medalhado de prata conseguiu. Prova da grande prestação nos Jogos Olímpicos foi a subida do 40º para o 25º no ranking mundial.

 

Bode Adiodun - Ténis de Mesa

1ª Eliminatória Pares (com Segun Toriola) vs China (Zhang Jike e Xu Xin)) - 0-3 (0-3 - 5-11; 6-11; 5-11)

Abiodun entrou apenas na prova por equipas e alinhou apenas no jogo de pares, perdido por 3-0, frente aos campeões olímpicos.

 

Jessica Inchude - Atletismo (lançamento do peso)

36ª (última) - 15.15m

Com apenas 20 anos, Jessica estreou-se nos Jogos e acusou a pressão do evento. Esteve abaixo daquilo que fez em todo o ano de 2016, onde as suas melhores marcas ultrapassam em quase um metro aquela que conseguiu fazer no Rio. Podia ter sido melhor, mas a guineense é muito jovem e voltará mais experiente em Tóquio.

 

João Vieira - Atletismo (Marcha)

20Km - 31º - 1.23'03''
50Km - Desistiu

Na sua 5ª participação em Jogos Olímpicos e com 40 anos, João Vieira apresenta ainda um nível interessante. Fez uma marca dentro daquelas que lhe são hoje habituais nos 20km marcha e teve uma prestação dentro do esperado. Nos 50km marcha acabou por desistir e talvez devesse ter apostado apenas numa das duas vertentes da marcha.

 

Lorene Bazolo - Atletismo (100m e 200m)

Elim. 100m (11.43s)
Elim. 200m (23.01s) Recorde Pessoal

Boa prestação de Lorene Bazolo, na sua primeira participação enquanto portuguesa. A atleta do Sporting havia participado em 2012, mas apenas nos 100m, onde fez meio segundo a mais do que a marca que apresentou este ano nas Olimpíadas. Com o recorde nacional dos 100m batido há dois meses, melhorou a sua marca pessoal nos 200m e aproximou-se do recorde nacional português.

 

Patrícia Mamona - Atletismo (Triplo Salto)

Elim. 9º (14.18m)
Final 6º (14.65m) Recorde Nacional

Patrícia Mamona era uma das maiores esperanças nas medalhas. Precisava, para isso, de se superar. Fê-lo, bateu novamente o recorde nacional, mas o nível da final foi muito elevado. Foi 6ª, a apenas 9 centímetros da medalhada de bronze e pode orgulhar-se disso, tendo a certeza que orgulhou os Sportinguistas.

 

Sviatlana Kudzelich - Atletismo (3000m obstáculos)

Elim. 22º (9'32.93'')

A bielorussa tem mantido um nível constante ao longo dos últimos 4 anos. Esteve nos Jogos de Londres, onde foi 34ª com uma marca meio minuto acima da que realizou este ano. Melhorou a marca com que venceu os 3000m obstáculos na Taça dos Campeões Europeus e julgo que fez uma prova dentro das expectativas, tendo ficado a apenas 5 segundos do seu recorde pessoal que já vem desde 2014.

 

Cátia Azevedo - Atletismo (400m)

Elim. 31º (52.38'')

Com apenas 22 anos, Cátia fez a sua estreia nos jogos, apenas dois meses após se qualificar com uma nova marca nacional da distância. Ficou a menos de um segundo do seu recorde nacional e acho que foi uma boa estreia para ganhar experiência e voltar mais forte daqui a 4 anos.

 

Sara Moreira - Atletismo (Maratona)

Desistiu

Sara foi uma das maiores desilusões da comitiva leonina no Rio. Nem tanto pelo resultado mas por ter marcado presença sem estar em condições de sequer terminar a prova. Percebo que um atleta se ache sempre em condições mas era praticamente impossível debelar uma lesão como a que a Sara apresentava em tão pouco tempo.

 

Jéssica Augusto - Atletismo (Maratona)

Desistiu

A Jéssica terá sentido a falta da Sara visto que, certamente, teriam até uma estratégia conjunta. No entanto, é sempre uma desilusão não ver o esforço levado, pelo menos, até ao ponto de terminar a prova.

 

Vera Barbosa - Atletismo (400m barreiras)

Elim. 32º (57.28'')

Uma lesão recente impossibilitou Vera de se apresentar ao mais alto nível. Foi à justa que conseguiu apresentar-se em maio na Taça dos Campeões Europeus de Clubes e é até injusto comparar com os tempos do passado.

 

Sharolyn Scott - Atletismo (400m berreiras)

Elim. 39º (58.27'')

A costa-riquenha tem uma carreira pautada pela irregularidade. Já correu a distância em pouco mais de 16 segundos, mas o tempo apresentado no Rio está dentro das marcas de 2016.

 

Marta Onofre - Atletismo (Salto com Vara)

Elim. 24º (4.30m)

Em estreia nos Jogos Olímpicos, a nova recordista nacional ficou longe do seu recorde pessoal. Seria realista ultrapassar pelo menos mais uma fasquia mas pode ter-se deixado afectar pela emoção de estar no maior evento desportivo do Mundo. Com 25 anos, não foi certamente a sua última presença nos Jogos.

 

Maria Leonor Tavares - Atletismo (Salto com Vara)

Elim. 29º (4.15m)

Maria Leonor Tavares partiu para os jogos com o objectivo de recuperar o seu recorde nacional, retirado pela colega de equipa mas desiludiu. Ficou uma fasquia abaixo de Marta Onofre e podia ter feito melhor, visto que já este ano saltou 4.50m e estava na sua segunda participação olímpica.

 

Diogo Abreu - Ginástica (Trampolim)

Qual. 16º (55.855p)

Apesar de todas as condicionantes de uma estreia olímpica, Diogo Abreu tinha claras hipóteses de estar na final da competição. Tal não foi possível por ter falhado completamente no segundo elemento da segunda ronda. O 16º lugar na competição de trampolins não reflecte o seu valor nem faz juz ao seu 8º posto na hierarquia mundial. O Diogo falhou mas merece a solidariedade de todos nós.

 

Francisca Laia - Canoagem (K1 200m)

Elim. 8º (41.368'')
1/2 final. 15º (41.573'')
Final B 8º (42.695'')
Class. Final 16º

Na sua primeira participação olímpica, Francisca não escondeu que iria para ganhar experiência. O apuramento surgiu à última da hora mas isso não a impediu de dizer que queria estar na final. Ficou-se pelas meias-finais e um honroso 16º lugar.

 

Emanuel Silva - Canoagem

K2 1000m - Elim. 4º (3'26.284'')
K2 1000m - 1/2 final. 1º (3'18.099'')
K2 1000m - Final. 4º (3'12.889'')
K4 1000m - Elim. 4º (3'01.498'')
K4 1000m - 1/2 final. 2º (2'48.233'')
K4 1000m - Final. 6º (3'07.482'')

Duas finais, um 4º lugar e um 6º devem orgulhar o canoísta do Sporting. É lógico que o objectivo (assumido) eram as medalhas mas não se pode falar em fracasso quando se esteve na luta por elas. Sobretudo no K2 (onde havia ganho a prata em Londres), nova medalha não foi possível por 3 décimos e temos de nos lembrar que, como nós queremos, outros também querem e treinam para as medalhas e ainda há a condicionante do Emanuel ter mudado de parceiro após Londres. Foi triste não chegar lá (como o comprovam as lágrimas dos nossos canoístas) mas há que ter o sentimento de dever cumprido.

 

No geral, e fazendo um balanço global, diria que foi uma prestação positiva. A maioria esteve ao seu nível habitual ou transcendeu-se e é isso que se pede nos grandes certames. Destaco apenas 4 atletas, porque o merecem. Alexis Santos, Emanuel Silva, Aruna Quadri e Patrícia Mamona conseguiram, na minha opinião, as participações com mais visibilidade e mérito mas os meus parabéns vão para todos os 31 que lá estiveram.

 

A 10ª ficará guardada para Tóquio, daqui a quatro anos.

 

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Agenda Olímpica Leonina

Rio 2016 14.png

Para além dos nossos leões e leoas olímpicos(as), entram ainda em acção os seguintes atletas portugueses:

 

GOLFE (Dia 3), às 11:00h.

FILIPE GOUVEIA e RICARDO MELO GOUVEIA

 

ATLETISMO (Maratona), às 13:30h. em directo na SPORT TV 5 e RTP 2.

DULCE FÉLIX

 

BADMINTON (Fase de Grupos), às 13:40h.

PEDRO MARTINS

 

HIPISMO (Saltos de Obstáculos), às 14:00h.

LUCIANA DINIZ

 

BADMINTON (Singulares Fem. Fase Grupos), às 23:55h.

TELMA SANTOS

 

ATLETISMO (Triplo Salto), às 00:55h de dia 15, em directo na RTP 1 e na SPORT TV 5.

SUSANA COSTA

 

A RTP fará a cobertura em sinal aberto da competição mas não detalha as transmissões, daí eu dar preferência às transmissões da SPORT TV. Vão espreitando na RTP nos horários em que entram em acção os portugueses, pois costumam dar prioridade às transmissões dos 'nossos'.

 

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Agenda Olímpica Leonina

Rio 2016 13.png

Em caso de qualificação para a final, Diogo Abreu voltará a entrar em acção às 19:42h, em directo na SPORT TV 5 e na RTP 2.

 

Para além dos nossos leões e leoas olímpicos(as), entram ainda em acção os seguintes atletas portugueses:

 

GOLFE (Dia 3), às 11:30h. em directo na SPORT TV 4.

FILIPE GOUVEIA e RICARDO MELO GOUVEIA

 

ATLETISMO (Triplo Salto), às 13:40h. em directo na SPORT TV 5 e RTP 2.

SUSANA COSTA

 

BADMINTON (Fase de Grupos), às 15:20h. em directo na RTP 2.

PEDRO MARTINS

 

VELA (Laser), às 17:00h.

GUSTAVO LIMA

 

VELA (49er), às 17:00h.

JORGE LIMA E JOSÉ COSTA

 

VELA (Laser Radial), às 17:00h.

SARA CARMO

 

TÉNIS DE MESA (1/8 final por equipas), às 19:00h, com transmissão em directo na RTP 2..

MARCOS FREITAS, TIAGO APOLÓNIA e JOÃO MONTEIRO vs Áustria

 

A RTP fará a cobertura em sinal aberto da competição mas não detalha as transmissões, daí eu dar preferência às transmissões da SPORT TV. Vão espreitando na RTP nos horários em que entram em acção os portugueses, pois costumam dar prioridade às transmissões dos 'nossos'.

 

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Um domingo perfeito: os maiores da Europa

Sara Moreira vence ouro na meia-maratona dos Europeus de Atletismo e Jéssica Augusto o bronze na mesma prova.

Os contornos trágicos, à boa maneira portuguesa, vinham de há dois dias, quando Sara Moreira desistiu da prova dos 10000 metros, num momento em que se encontrava em 4º e já sem hipóteses de alcançar as medalhas. Também à boa maneira portuguesa, Sara fez das fraquezas forças e voltou mais forte, após umas noites que, certamente, não terão sido tranquilas. O foco e a vontade de fazer mais e melhor, valeram-lhe o topo da Europa, numa prova que dominou por completo.

 

Patrícia Mamona vence ouro na prova do triplo-salto dos Europeus de Atletismo.

A prova de Patrícia Mamona teve também os seus momentos trágicos. Começou com um salto nulo, ao terceiro salto era 3ª, começou a segunda série de três saltos com dois nulos e, à partida para a última ronda, mantinha-se em posição de medalha de bronze. A luta parecia ser entre Mamona, a israelita e a grega mas, no último salto antes destas três saltarem, a polaca salta para o 3º lugar e atira a Patrícia para fora do pódio. No salto seguinte, tivemos resposta de campeã. Com uma chamada a 9 centímetros da tábua, Patrícia Mamona bate o recorde nacional e arrebata o ouro, apenas confirmado após os dois saltos das restantes adversárias. Fantástico!

 

Portugal sagra-se campeão da Europa de futebol pela primeira vez.com 10 jogadores da formação do Sporting, quatro deles ainda em representação da maior potência desportiva nacional. Os meus parabéns a todos, em especial aos 10 formados na Academia e em particular aos quatro que havemos de receber em breve para o início dos trabalhos de início de época do Sporting Clube de Portugal (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva e João Mário).

Para não variar, mais um jogo com contornos cinematográficos. A lesão de Cristiano no início do jogo, as defesas sucessivas de Rui Patrício, a bola ao poste da nossa baliza aos 91 minutos, a bola na trave da baliza de Lloris, já no prolongamento e o fantástico golo de Éder aos 109 minutos selaram uma vitória histórica e um feito único para o nosso futebol.

 

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O Sporting nos campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre

Começa amanhã o Campeonato da Europa de atletismo ao ar livre. A prova decorrerá em Amesterdão e, dos 33 seleccionados, 13 são atletas do Sporting Clube de Portugal. 9 mulheres (mais de 50% da equipa feminina nacional) e 4 homens.

 

São eles: 

FEMININOS

Lorene Bazolo (Sporting CP) - 100 e 200 metros
Cátia Azevedo (Sporting CP) - 400 e 4x400 metros
Sara Moreira (Sporting CP) - 10 000 metros e Meia-Maratona
Jessica Augusto (Sporting CP) - Meia-Maratona
Vera Barbosa (Sporting CP) - 400 m barreiras e 4x400 metros
Marta Onofre (Sporting CP) - Salto com Vara
Patrícia Mamona (Sporting CP) - Triplo Salto
Irina Rodrigues (Sporting CP) - Lançamento do Disco
Filipa Martins (Sporting CP) - 4x400 metros

MASCULINOS

David Lima (Sporting CP) - 200 e 4x100 metros
José Moreira (Sporting CP) - Meia-Maratona
Pedro Ribeiro (Sporting CP) - Meia-Maratona
Francis Obikwelu (Sporting CP) - 4x100 metros

 

Entre os leões presentes em prova, temos 4 atletas já medalhados nesta mesma competição. Sara Moreira, Jessica Augusto, Patrícia Mamona e Francis Obikwelu (apenas Mamona e Obikwelu venceram enquanto representavam o Sporting).

 

Mas antes de abordar as nossas possibilidades de sucesso na Holanda, começo por fazer uma breve retrospectiva dos nossos heróis nesta competição.

 

A história começa em 1998, em Budapeste. Rui Silva inscreveu o seu nome na prova, vencendo a medalha de prata na prova de 1500 metros. Em Munique (2002), voltaria a subir ao pódio, desta vez para receber o bronze. Recordo que Rui Silva foi tri-campeão europeu e campeão mundial mas sempre em pista coberta, bem como medalhado olímpico, entre outros títulos importantes. (PALMARÉS)

 

O segundo a fazer história foi o leão mais rápido de sempre. Francis Obikwelu, no mesmo ano em que Rui Silva ganhou o bronze (2002), trouxe para Portugal a medalha de ouro nos 100 metros e a medalha de prata nos 200 metros. Em 2006 (Gotemburgo), faria ainda melhor e traria duas medalhas de ouro, nos 100 e 200 metros. Fora isto, foi também ele medalhado olímpico, entre muitos outros sucessos. (PALMARÉS)

 

Naide Gomes seguiu a ordem cronológica e, em 2006, acompanhou Francis e trouxe também ela para Portugal a medalha de prata no salto em comprimento, a que haveria de juntar outra, em Barcelona, no ano de 2010. Naide que foi bi-campeã mundial e europeia em pista coberta, entre outros títulos de grande relevância, é a única das nossas medalhadas nos campeonatos da Europa ao ar livre que já não se encontra em actividade. (PALMARÉS)

 

Por fim, Patrícia Mamona. De todos os medalhados, a única que se encontra no auge da sua carreira. Medalhada de prata em 2012 (Helsínquia), procura ainda rechear o seu currículo, depois de já este ano se ter sagrado campeã europeia de clubes ao serviço do Sporting Clube de Portugal. (PALMARÉS)

 

Quanto à expectativas para este ano, diria que temos boas possibilidades de sucesso. Temos três claras candidatas a medalhas (Sara Moreira, Jessica Augusto e Patrícia Mamona) e alguns atletas num excelente momento de forma e que podem surpreender.

Lorene Bazolo tem a 14ª melhor marca europeia do ano nos 100 metros e pode bem ambicionar uma presença na final.

Cátia Azevedo, com a 7ª melhor marca europeia do ano nos 400 metros, apresenta-se num formidável momento de forma e será interessantíssimo ver como se comporta ao mais alto nível, depois de uma época fantástica.

A estafeta de 4x400 pode também fazer uma prestação interessante. Composta por três atletas do Sporting (Cátia Azevedo, Vera Barbosa e Filipa Martins), o conhecimento entre as atletas pode ser determinante para uma prestação ao mais alto nível, numa prova em que apresentamos a 10ª melhor marca europeia do ano, conseguida em Mersin, pelo Sporting campeão europeu.

Irina Rodrigues, certamente quererá estar na final do lançamento do disco e a sua melhor marca do ano (a 8ª a nível europeu), diz-nos que este é um objectivo tangível.

Com dois atletas do Sporting na estafeta 4x100 metros (David Lima e Francis Obikwelu), abre-se aqui mais uma possibilidade de um resultado interessante. A 7ª melhor marca do ano não deve chegar para as medalhas mas promete luta pela presença na final da prova.

 

Por fim, destaco os bons momentos de forma de David Lima, Marta Onofre e Vera Barbosa que merecerão da minha parte atenção especial, embora não sejam previsíveis resultados demasiado ambiciosos. Filipa Martins vai para ganhar experiência, pois é ainda muito jovem e terá a sorte de integrar uma equipa de estafeta forte, que a pode ajudar muito. José Moreira e Pedro Ribeiro, terão objectivos mais modestos na meia-maratona mas não deixarão de merecer igual atenção.

 

Irina Rodrigues terá honras de inaugurar a prestação leonina ao serviço de Portugal, amanhã, ás 11 horas.

 

Que comecem as corridas, os saltos e os lançamentos.

 

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Nem imaginam o que isto me deixa feliz

Atletismo 2016.png

O atletismo é das mais emblemáticas modalidades do Sporting. Carlos Lopes um dos maiores porta-estandarte da mesma, tanto no nosso país, como no Mundo.

Em palavras ao Jornal Sporting, fez a antevisão da próxima época no dia da apresentação da mesma.

"Todos nós, Sportinguistas, queremos que o atletismo volte aos seus momentos de glória. O Clube revê-se nessas vitórias, nos resultados, os recordes... Infelizmente temos andado arredados desses tempos."

"A palavra de ordem é ganhar. Houve um investimento grande nas equipas masculina e feminina. Todos os atletas ficaram a perceber melhor a dimensão que o Clube tem tido ao longo da sua história e estamos aqui todos para contribuir para que isto continue de forma eficiente e para que se mantenha e reavive a imagem que o atletismo do Sporting teve ao longo dos anos."

"Reforçámo-nos essencialmente na equipa feminina, nas equipas de crosse feminina e masculina e também no sector de pista, onde tínhamos imensas lacunas e fomos buscar jovens entre juniores e sub-23. Com a chegada destes jovens talentos vamos criar grandes problemas às equipas que estão mais bem apetrechadas."

"O crosse é uma aposta muito forte, fomos buscar atletas que dão garantias de uma competitividade enorme. Fizemos uma equipa que terá muitos anos pela frente, e que nos dá uma garantia enorme e uma segurança tremenda para o futuro, tanto no masculino como no feminino. E, aliás, demonstra que estamos atentos aos novos valores para termos a garantia de recuperar a hegemonia num futuro próximo, algo que não acontecia nos últimos anos."

"São quatro provas (Campeonato Nacional de Crosse; Campeonato Nacional de Estrada; Campeonato Nacional de Clubes e Taça dos Clubes Campeões Europeus) e quatro momentos onde os nossos atletas têm de estar no seu melhor. Todos eles foram alertados para esses focos extremamente importantes e vamos criar condições para que tudo corra de uma forma muito séria e capaz de fazermos o que pretendemos: entrar em competição convencidos de que temos uma equipa boa e preparada para discutir seja que prova for."

"Estamos a apostar na conquista de mais uma competição europeia, como a Taça dos Clubes Campeões Europeus, e temos a consciência de que tudo estamos a fazer para que isso se torne realidade. Sabemos que há momentos em que, por muita vontade que tenhamos, não somos capazes de ultrapassar as adversidades, mas tudo fazemos e faremos para que isso não aconteça."

"Nestes últimos dois anos ficámos no pódio da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Isso denota que a equipa feminina, só por si, já tem um valor muito bom. Se conseguirmos introduzir outros valores - como fizemos - para melhorar isso, ficamos com a consciência de que somos capazes. E o Sporting tem todo o interesse em que isso venha a acontecer, o que seria muito importante para o Clube e para o atletismo nacional porque pode chamar patrocinadores e fazer recair sobre o nosso país mais atenções. Queremos tornar o atletismo do Sporting numa referência, tal como já foi em anos passados, no meu tempo e do Moniz Pereira. Temos de criar a ideia de que o atletismo do Sporting começa a ter condições para trazer até nós jovens com outras mais-valias."

"A nossa mística não se perdeu, nós é que perdemos alguns valores que faziam a diferença em competição. A mística está cá e alimenta-se com os mais jovens a aprenderem com os mais velhos (como o Rui Silva ou o Francis Obikwelu). É importante passar a estes jovens talentos a mística do Clube que viveu momentos de grandeza, dentro e fora do país, e que ajudou o Sporting a ser o mais ecléctico de Portugal. E essa maneira de ser, aliada aos bons resultados, fizeram com que, durante muitos anos, eu e outros atletas abraçássemos o amor ao Sporting."

"A qualidade dos nossos jovens traz-nos algumas garantias que, num futuro próximo, podemos garantir a nossa posição de primeiros em tudo. É preciso capacidade de gestão porque muitos dos jovens que chegaram ainda estão em formação, mas também para isso fizemos uma aposta num quadro técnico de alto valor e de grande mais-valia. Queremos técnicos que sejam de qualidade para o presente, mas capazes de valorizar ainda mais estes jovens talentos para o futuro. Com estes jovens e o quadro técnico ao nosso dispor, todos em conjunto faremos a força."

"Estamos todos no mesmo barco e a tentar levá-lo a bom porto. Temos dado sinal de uma recuperação daquilo que se tinha perdido e penso que com um bocadinho de boa vontade e uma certa liberdade para podermos expressar o que entendemos ser melhor para o Clube, estamos num bom caminho. Não é num ano que se prepara o futuro, isso demora tempo e é preciso ter calma. O dinheiro é a base da sociedade e os clubes não fogem a essa realidade nem atravessam os melhores momentos, por agora, e essa dificuldade por vezes torna-se incómoda. Mas com paciência, garra, habilidade, e todos juntos, com espírito colectivo levaremos a água ao nosso moinho e conseguiremos levar o nosso barco ao tal bom porto, sem que este se afunde pelo meio."

(Sobre a presença do Presidente, Bruno de Carvalho e do vive-presidente para as modalidades, Vicente Moura) "É uma forma de valorização de toda a equipa, de todos os atletas e de toda a gente envolvida na secção do atletismo do Clube. Estamos todos unidos para criar as melhores condições para que o sucesso se torne uma realidade."

"É um ano muito, muito complicado. Não para o Clube em si, mas para os atletas, que têm uma série de situações que terão de ser bem geridas. Existe a Taça dos Clubes Campeões Europeus, no final de Maio, e os Campeonatos da Europa em Julho, e depois o Campeonato Nacional de Clubes, antes dos Jogos Olímpicos. É tudo muito seguido e gerir os atletas para estarem em boas condições físicas e mentais em Maio e novamente em Julho e Agosto exige um esforço tremendo. Tem de haver um encontro de ideias entre todos os técnicos para conseguirem calibrar a forma destes atletas em todas as provas."

"Uma prova como os Jogos Olímpicos desvia sempre o foco de atenção de um atleta, que não haja dúvidas sobre isso. Quem está a preparar os Jogos tem a visão e o sentimento de querer representar-se bem e fazer um bom papel e não é fácil gerir isso com os objectivos do Clube. Mas vamos tentar acalmar as coisas e fazer uma gestão sensata e equilibrada para que possamos todos atingir o que desejamos e consigamos reforçar uma posição bem alicerçada para o futuro."

"Naturalmente que vamos estar com mais atenção em cima, mas isso não nos preocupa. Os Jogos acontecem de quatro em quatro anos, são o maior acontecimento histórico do desporto mundial e toda a gente quer estar presente e focada nisso. Todos estamos ansiosos para ver o que acontecerá no Rio de Janeiro, onde, para nos aproximar ainda mais, se fala português. Só a Federação é que devia ter tido mais cuidado quando lançou o calendário de competições. Parece-me que não serviram os interesses nem dos clubes nem dos atletas."

"Penso que, neste momento, podemos ter entre uma a duas mãos cheias de atletas, só no atletismo. Temos de avaliar primeiro o que vai ser esta época e o que cada um conseguirá fazer ao longo do ano, mas temos atletas com níveis muito elevados e que poderão carimbar rapidamente a sua presença lá."

"Não é fácil conseguir uma medalha, muito menos de ouro. Mas temos atletas com grandes hipóteses, embora seja difícil. A Sara Moreira, na maratona, é uma das potenciais candidatas. Não sei o que acontecerá se a Jéssica Augusto participar na maratona também, mas terá possibilidades. A Patrícia Mamona, se aparecer em boa forma, é uma das candidatas a ficar nos primeiros oito classificados. Assim de repente, não sei se o João Vieira, nos 50 quilómetros de marcha, não poderá também conseguir algo... Temos imensos atletas que poderão fazer resultados fabulosos, mas temos de ver como corre a época para percebermos em que ponto é que eles lá chegam."

Será um prenúncio?

Quis a sorte que a partir de amanhã, dia 22 de agosto se disputem em Pequim os Mundiais de Atletismo, seguidos dos Mundiais de Judo, com início a 24 deste mesmo mês.

Falei em sorte, porque precisamente durante este período se celebra uma efeméride importantíssima: a que assinala os melhores Jogos Olímpicos de sempre para atletas do Sporting.

Será um prenúncio.png

Três medalhas olímpicas em 6 dias não está ao alcance de qualquer clube mundial.

Quem sabe se, na próxima semana, não se escreverá mais história.

A elite leonina nos Campeonatos do Mundo.png

 

Boa sorte aos nossos atletas! Peço apenas que dêem o melhor e se superem, com esforço e dedicação.

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