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Grande Artista e Goleador

"O falso lento": Equilíbrio parte I

5 jornadas, 5 vitorias. Acesso à Liga dos campeões garantido. 
Todo e qualquer pensamento de Sportinguista que se preze, começa aqui. Dito isto estas ultimas semanas foram recheadas de muitos mais acontecimentos dignos de registo. Para além das enumeras vitorias em modalidades como o Futsal, o Andebol e Fut. Feminino, foi também tempo para o fecho do mercado, apresentação do R&C e ainda uma entrevista do líder máximo do clube, Bruno de Carvalho. O titulo deste texto refere-se essencialmente a estas ultimas que dividirei em 2 partes: a composição do plantel e de seguida o R&C e a famigerada entrevista.  
 
Plantel 2017/2018: 

Como premissa declaro já que, no global, vejo um plantel muito mais equilibrado do que a época anterior. Mais e melhores alternativas em todos os sectores, corrigimos as lacunas nas laterais, um meio campo que permite rodar alguns jogadores e ainda uma alternativa muito valida no frente de ataque. E o que é que perdemos? Rúben Semedo foi rendido por Mathieu e não será por aí o problema ate porque na minha opinião ficamos com um central que nesta fase dá mais garantias de sucesso imediato e realizamos um encaixe financeiro importante com um activo que demorava em dar o salto que o permita jogar consistentemente num clube com outras aspirações.  
Perdemos também o nosso capitão: Adrien Silva. é da mais elementar justiça salientar o facto de, enquanto jogador, a conduta do Adrien ter sido a todos os níveis irrepreensível. Suou, jogou, correu e lutou como um leão todos os minutos em que envergou a verde-e-branca. Só por isso, já merece o nosso respeito. Conseguiu ser durante muito tempo a alma da equipa em campo. Mas (e tinha que haver um mas) confesso que para mim borrou a pintura como capitão em duas ocasiões o ano passado. Primeiro ao tentar forcar a saída em período idêntico mas numa altura em que o Sporting não se tinha minimamente precavido para a sua saída; ao contrario deste ano em que a 8 voltou a ser vestida por um jogador de classe. Depois no ultimo jogo da época, quando virou as costas aos adeptos e seguiu para os balneários logo pós o apito final. Esses adeptos que viajaram milhares de km para gritar o nome dele e do Sporting. Deixa-me saudades como jogador e como guerreiro mas, como capitão não esteve à altura dos gigantes que já envergaram aquela braçadeira. Podia ter sido ídolo mas pelos vistos as suas prioridades eram outras. Que seja. Sem rancor, sem dramas mas com um pouco de desilusão do que poderia ter sido a sua historia no Sporting.  
Vaticino portanto uma época superior à ultima. Próxima do que fizemos no primeiro ano de JJ. E se esse ano só com colinho nos venceram, este ano será mais difícil, por via do VAR, que nos prejudiquem à descarada. Até porque o investimento a isso obriga e a postura de BdC e JJ também. Mas isso fica para a Parte II. 

PS: Consumou-se também o receio de que falei antes, a saída do Chico Geraldes. Já contra o Steua em casa lamentei a sua saída mas no final fizemos uma segunda mão de excelente nível. Só me resta desejar que seja sempre assim. Geraldes vai fazer falta mas desde que o Sporting ganhe, cá estarei para o ano, pronto a recebê-lo para o seu ano de afirmação. 

 

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"O falso lento": O mercado, os Aurélios e os putos

Dizem que o segundo álbum é sempre o mais complicado e confesso que a veia criativa estava difícil de encontrar. Os dois temas do momento são assuntos que nunca me entusiasmam.

 

Para falar da agremiação de carnide o que não falta por essa net fora são carnidenses. O escândalo é grave, mostra o quão inquinada está a competição e o porquê de se cantar entre Sportinguistas: “Cá estaremos, cá estaremos...”. Mas, lá está, para versar sobre isso há gente muito melhor posicionada que eu.

 

Resta-nos o mercado... Aqui admito que seja defeito meu mas a silly season é uma altura do ano que abomino. Não me entendam mal, gosto tanto de um brinquedo (leia-se jogador) novo como o próximo, mas não me deixo levar pelos 7619068 nomes que fazem capas de jornal por esse país fora. Novamente, vou deixar esse trabalho para o Mais Tabaco.

 

Posto isto, a realidade nua e crua do nosso Sporting é o que mais me interessa. E nesse capitulo já me arrojo a pensar que percebo um pouco mais do assunto pois o Sporting nunca está longe dos meus pensamentos.

Desde já, estão confirmadas algumas contratações. Não querendo entrar em avaliações individuais, no computo geral, acho que reforçámos o plantel mas o 11 titular não evoluiu. Nenhuma das contratações anunciadas até agora tem lugar garantido (Coentrão e Mathieu podem vir a mudar esta analise mas até haver bacalhau, não posso contar com isso).

 

A minha grande preocupação prende-se com saídas e separo isso em 2 sub-grupos:

 

Os Aurélios: Parece-me um dado garantido que 2/3 serão transferidos. Claro que o encaixe financeiro será avultado, até porque esta direcção tem estado inexcedível nesse capitulo, mas a perda desportiva pode fazer rombo. Em relação ao Adrien, penso que acautelamos muito bem essa posição com a chegada do Bruno Fernandes mas... substituir William com Bataglia? Gelson? Rui?

Não é tarefa fácil e espero que não se caia no erro de ir buscar 3 jogadores por posição na esperança de que um pegue.

 

Os canteranos: É aqui que está a minha maior ansiedade. Quantos/quais ficam? Se o Iuri se afigura como um valor que já não se pode ignorar e Podence parece ser do agrado do treinador, os restantes têm um futuro incerto. Independentemente do que pensa o casmurro do nosso treinador, Xico Geraldes, Matheus e Mané não precisam de nascer 10xs. O Xico (e também o Gauld apesar de não ser canterano) pode preencher varias vagas no plantel sem termos que abrir os cordoes à bolsa. Mané talvez seja prudente dar-lhe mais um ano na Alemanha onde tem evoluído a olhos vistos. Por fim o Matheus, apesar da inegável qualidade, parece-me que podia beneficiar de um empréstimo numa equipa que lute por lugares Europeus em Portugal.

 

Para concluir devo dizer que é apenas a minha visão. Alias, os relatos que tenho em relação à permanência destes miúdos não são os melhores e provavelmente daqui a algumas semanas estaremos aqui a discutir a saída da larga maioria. Espero que não...

 

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"O falso lento": As partidas que a vida nos prega

Há mais de três anos que este cantinho é só meu. A partir de hoje, a amizade que nos une e o comum amor ao Sporting abrem as portas desta casa ao "Barbosa 08". Daqui em diante, sempre que ele assim entender, tratará de aqui deixar os seus testemunhos de Sportinguismo. Fiquem com o primeiro:

 

"Quem me conhece diria que sou um doidinho do Sporting. A parte que nem todos sabem é que esta “loucura” nasceu sozinha. Não me foi passada pela família. Não foi pelos amigos na escola. Nasceu mesmo sozinha e eu já nem sei precisar bem quando. Vasculho na memória e lembro-me de tardes na Nave, de sair da escola a correr para ir ver os treinos no pelado (Aquele som das chuteiras na terra batida…) e das deslocações. O nervoso miudinho de apanhar o autocarro e a camaradagem que se vivia nessas viagens. E lembro-me acima de tudo do velhinho Alvalade. Os fumos da claque, o tartan, aquelas coberturas verdes e brancas por onde os heróis subiam ao relvado. Tudo isto contribui para que a loucura crescesse até se tornar um modo de vida.

 

Agora, 20 anos mais tarde, dou por mim a ter uma responsabilidade acrescida. Passar esta loucura á próxima geração. A tarefa afigurava-se difícil. A minha presença em Alvalade passou de semanal a semestral ou anual. A vida pregou-me essa partida: obriga-me a viver o clube a milhares de km de distancia. Ensinar este modo de vida a uma menina de 4 anos com um vocabulário limitado de português, que terá muito poucas oportunidades de viver o clube como eu vivi é uma preocupação que me consome. No entanto ultimamente a vida voltou a pregar-me outra partida: não é que a miúda está viciada? Não é que a música de embalar que quer ouvir é O Mundo Sabe Que? Não é que o brinquedo favorito é a réplica do autocarro do Sporting? No outro dia até fui brindado com um "NaNaNaNaNaNaNaNa BAS DOST!" O que aprendi é que esta paixão não se ensina. Pode ser fomentada, claro mas é um conjunto de valores que cresce connosco e simplesmente tive a sorte de ser pai de uma Sportinguista."

 

Texto assinado por: Barbosa 08

 

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