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Grande Artista e Goleador

Também na marcha o verde e branco esteve em destaque

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João Vieira foi hoje o vencedor do campeonato nacional de marcha, na distância de 35km.

Também Catarina Santos venceu no seu escalão (juvenis) e é assim a nova campeã nacional.

Estes foram os únicos atletas do Sporting em prova, o que torna a nossa participação 100% vencedora.

Parabéns a ambos! Tem sido um grande fim-de-semana para o nosso atletismo.

 

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Verde e branco na estrada

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Sinais positivos foram deixados no Jamor para a época que aí vem. Às vitórias de Jéssica Augusto e Hélio Gomes juntou-se a conquista colectiva das senhoras, que colocaram quatro atletas posicionadas nos sete primeiros lugares. Nos homens, a conquista colectiva fugiu para o Benfica, numa prova em que 30 segundos separaram o pelotão leonino dos benfiquistas.

Creio que esta vitória é um bom indicador para os campeonatos nacionais de corta-mato, a disputar em Março, em Torres Vedras.

As provas em pista são outra história completamente diferente, onde se espera sobretudo que os masculinos dêem mais luta que nos anos anteriores e lutem pelo título e o consequente acesso á taça dos clubes campeões europeus.

Seja como for, foi um bom início de temporada e só me preocupa e desaponta um bocadinho ver que apenas tínhamos 5 atletas inscritos em idade júnior e que, desses cinco, apenas um compareceu ou terminou a prova.

Bem sei que a maior parte da formação se faz em clubes da zona de residência dos atletas mas não quero crer que não hajam em Lisboa e arredores atletas com potencial a ser explorado por uma Academia de atletismo com a notoriedade da nossa.

Parabéns aos vencedores!

Hoje temos campeonato nacional de marcha em estrada e taça de Portugal de saltos em pista coberta. Ao todo, mais de 20 atletas em prova. Boa sorte para eles!

 

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Fazer regressar o Grande Sporting passa muito por aqui

Adoro atletismo! Talvez por conhecer as sensações de terminar uma prova com dificuldades mas também por já ter 'experienciado' o "poder" que uma conquista individual dá. Nunca fui federado e o único desporto que pratiquei nessa condição foi o futebol mas, graças aos corta-matos escolares e às "corridas de bairro", conheço as sensações por que passa um atleta. Talvez por isso valorize mais o esforço ou aprecie mais uma conquista.

 

Muitos não sabem, outros não ligam, mas haverá quem, como eu, valorize a modalidade que mais títulos e prestígio internacional deu ao Sporting. Não, lá fora ninguém conhece os heróis de 64 nem fazem ideia de quem seja Morais. Mas conhecem Carlos Lopes, Fernando Mamede, entre muitos outros nomes que o atletismo do Sporting deu a conhecer ao Mundo.

16 dos 24 títulos europeus do Clube foram conquistados pelo atletismo, que deu a Portugal o maior número de medalhas olímpicas, muitas delas ligadas ao Sporting, desde logo, começando por Carlos Lopes, o primeiro medalhado de ouro da história do nosso país. 

 

No nosso país, embora sejamos dominadores absolutos, com mais de duas centenas de títulos nacionais conquistados, esse domínio vem sendo ameaçado nos últimos anos onde, sobretudo o nosso escalão masculino tem tido dificuldades em se destacar.

Fruto do desinvestimento nas modalidades verificado nos últimos 20 anos e de um Clube que dirigiu para o futebol todo o dinheiro, acabando com modalidades e deixando outras à deriva ou em "piloto automático", temos agora a responsabilidade, capacidade e ambição de recuperar o tempo perdido.

Bruno de Carvalho trouxe ao Clube uma vitalidade e ambição que nunca verifiquei nas minhas cerca de duas décadas de vivência consciente do Sporting e daquilo que é ser Sportinguista.

 

Tudo isto para introduzir a disputa dos campeonatos nacionais de estrada em atletismo, prova a disputar hoje, às 15 horas, em Lisboa, com partida e chegada no Estádio Nacional do Jamor.

O Sporting marcará presença com mais de 40 atletas e tentará fazer aquilo que raramente conseguiu, tanto nos homens como nas senhoras; vencer.

 

O nacional de estrada é uma prova recente. Foi criado em 1990 e ganhou até alguma preponderância relativamente ao corta-mato, a prova mais importante e mediática das disputadas até então. Hoje, talvez devido ao proliferar das provas de estrada, acredito que o mediatismo que uma transmissão televisiva, bem como a qualidade dos atletas intervenientes, pode dar o click para o ressurgir da modalidade em Portugal que, mesmo sendo uma das que tem os mais bem sucedidos atletas, está longe de captar o interesse de novos praticantes.

 

Voltando à prova em si, o Sporting apenas venceu dois títulos individuais e um colectivo desde a sua criação. Dionísio Castro venceu a primeira edição, que coroou também o Sporting como vencedor colectivo nos homens. As mulheres nunca venceram qualquer título e, no ano passado, Rui Silva sagrou-se campeão nacional, naquele que terá sido o seu último título individual ao serviço do Sporting, antes de se mudar para o rival.

 

Hoje, teremos alguns atletas com capacidade para vencer (vários deles já coroados campeões ao serviço de outros emblemas), tanto nos homens como nas mulheres e o que espero é uma prova espectacular, com aquele ataque fulgurante no quilómetro final mas, mais importante que tudo, com uma camisola verde-e-branca a cortar a meta em primeiro lugar.

Quem puder, não deixe de passar no Jamor para apoiar os nossos.

 

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Início dos trabalhos do Sporting/Tavira (Reportagem SportingTV)

Na semana passada falei aqui do início da pré-temporada da equipa de ciclismo do Sporting/Tavira. A Sporting TV esteve lá e registou tudo em reportagem. Ora vejam:

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HÓQUEI / SPORTING CP 3-1 Oliveirense: Vitória fundamental

Há 3 épocas o hóquei do Sporting era uma modalidade autónoma e lutava pela manutenção. Em 2013/14 fomos 9º e só no ano seguinte a modalidade passou de forma oficial para o Clube. Na época 2014/15 vencemos a Taça CERS e fomos 5º no campeonato, muito perto da qualificação para a Liga Europeia. No ano passado (2015/16) conseguimos finalmente dar entrada na elite do hóquei europeu e qualificámo-nos para a prova máxima, após o 4º lugar, tendo disputado também a final-four da Taça CERS.

Este ano a aposta no título é mais séria mas não fomos apenas nós a investir. Todos os rivais directos o fizeram e têm objectivos sérios internamente e nas competições europeias.

 

O erro naquele jogo que nos tirou três pontos na secretaria atrasou-nos de tal forma que dificilmente teremos capacidade para discutir o título. O Benfica tem uma equipa fortíssima e, mesmo com dois jogos por realizar com o eterno rival, continuamos a precisar que eles escorreguem mais do que nós iremos escorregar. E vamos escorregar algumas vezes, podem acreditar.

 

Hoje, a recepção à Oliveirense era fundamental para manter viva a esperança do título mas, mais do que isso, coloca-nos em posição de discutir o segundo lugar que, não sendo um título, nos coloca numa posição dominante na mais forte liga do Mundo. 

Na minha opinião, melhorar esta época a classificação do ano passado, tornará a temporada positiva. Deve ser esse o foco...dar o melhor para ganhar cada jogo e, no final, fazer melhor que no ano passado, em pontos e no seu reflexo na tabela classificativa.

Mas há mais títulos para disputar esta temporada e é aí que devemos ir com tudo. A Liga Europeia começou mal e estamos obrigados a vencer os três jogos que faltam, sob pena de não nos qualificarmos para a fase a eliminar. Averbar três vitórias nesses jogos fará de nós um sério candidato ao título europeu. Porque temos uma grande equipa e porque numa competição por eliminatórias, tudo pode acontecer, como verificámos em 2014/15. Depois, há ainda a Taça de Portugal.

 

Quanto ao jogo de hoje, foi um duelo de grande intensidade. Nem sempre bem jogado mas com duas equipas que se respeitaram e lutaram pelos três pontos. O Sporting esteve a perder 1-0 já no decorrer da segunda parte e teve de correr atrás do prejuízo. Tuco empatou o jogo numa excelente execução, após um lance em que atacámos o último reduto oliveirense em superioridade numérica. De grande-penalidade, Tuco bisou e colocou-nos em vantagem e daí para a frente a equipa soube recorrer aos seus jogadores mais experiente para, não só segurar a vantagem, como dilatá-la. Foi o inevitável Pedro Gil que deitou por terra as esperanças da Oliveirense e colocou em polvorosa os fervorosos adeptos leoninos, que encheram o pavilhão do Futebol Clube Alverca.

Neste momento estamos a oito pontos da liderança mas a apenas três do segundo lugar, posição que dependemos apenas de nós para alcançar.

Para a semana temos uma determinante deslocação a Itália, para defrontar o Forte dei Marmi, na quarta jornada da Liga Europeia. Um resultado que não seja a vitória poderá arrumar por completo com as nossas esperanças de seguir em frente na prova. Será mais um jogo de tudo ou nada, numa série de jogos de elevado grau de dificuldade até ao final da primeira volta do campeonato.

 

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Antes de pegar nas bicicletas

Começou a pré-temporada do nosso ciclismo e, ao contrário do que possam pensar, não foi em cima da bicicleta que tudo se iniciou. Vidal Fitas optou por um programa diferente, com vista ao fortalecimento do espírito de grupo e à integração dos quatro reforços, que se juntam aos oito ciclistas que transitam da temporada passada.

Entre uma regata no Club Náutico de Tavira, uma partida de futebol, uma ida ao mercado e uma refeição feita em conjunto, o mais importante foi verificar que reinou o bom ambiente e se sente um bom espírito de grupo.

 

A equipa mantém Rinaldo Nocentini, Jesús Ezquerra, Mário González, Óscar Brea, Valter Pereira, David Livramento, Luís Fernandes e Shaun-Nick Bester. A estes, juntam-se Joni Brandão (Efapel), Alejandro Marque (LA-Antarte), Fábio Silvestre (Leopard) e Frederico Figueiredo (Boavista).

Uma equipa claramente reforçada com nomes de peso, experiência, juventude e qualidade. Com ambição e determinação, certamente atingiremos os nossos objectivos.

 

A apresentação oficial da equipa está marcada para o próximo domingo, no Estádio José Alvalade e a estreia em competição acontecerá na Argentina, na Vuelta San Juan, prova que contará com quatro equipas do World Tour e terá a presença de Tom Boonen, uma das grandes estrelas do pelotão internacional que se prepara para terminar a carreira.

A prova inicia-se no dia 23 de Janeiro e prolonga-se por sete dias. As duas primeiras etapas são planas e antecedem um contra-relógio individual. Depois teremos duas etapas de média montanha intervaladas com uma de alta montanha, antes de terminar com mais uma etapa plana, no dia 29, perfazendo um total de 891.6 quilómetros. A prova servirá de preparação para uma das competições onde apostamos em fazer boa figura, a Volta ao Algarve, a disputar entre 15 e 19 de Fevereiro.

Que seja uma grande temporada e o vencedor da Volta a Portugal volte a equipar com a listada verde-e-branca.

 

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Somos da raça que nunca se vergará

Começo pelo negativo do fim-de-semana. Não, não falo do empate em casa com o Porto a contar para o campeonato nacional de hóquei em patins mas sim do castigo aplicado ao Sporting, com perda de três pontos pela utilização irregular de Zé Diogo, nos jogos com a Sanjoanense e o Boliqueime num espaço de tempo inferior ao permitido pelos regulamentos.

E não, a nota negativa não é para a federação de patinagem nem para o seu conselho de disciplina mas sim para os responsáveis do hóquei leonino. Nunca numa estrutura profissional se podem cometer erros destes. Erros que nem amadores cometem e que, sobretudo, prejudicam os jogadores e equipa técnica que muito se haviam esforçado para conquistar os três pontos agora perdidos.

Tenho quase a certeza que, embora tristes com esta situação, os jogadores saberão perdoar o erro e trabalhar ainda mais para reduzir os agora oito pontos de distância para os líderes.

 

O jogo de ontem foi aquilo que se esperava. Um grande espectáculo, com duas equipas de grande qualidade.

Melhor o Porto na primeira parte que, justificadamente, foi para o intervalo a vencer por 2-0, fruto de uma superior capacidade para finalizar as oportunidades criadas.

No segundo tempo o Sporting regressou com vontade de dar a volta aos acontecimentos mas as coisas não correram bem nos primeiros minutos. A boa organização defensiva dos dragões dificultou muito o nosso "assalto" à baliza azul-e-branca e foi um lance individual de Pedro Gil que fez tremer o adversário e nos fez acreditar que poderíamos conquistar algo no jogo. O 1-2, num excelente remate à meia volta, acordou o leão esfomeado e, a partir daqui, partimos para cima do Porto, sem receios e aproveitando o efeito negativo que o golo teve na equipa de Guillem Cabestany.

Três minutos volvidos e Tuco não desperdiçou uma grande penalidade, empatando o jogo e deixando em aberto o resultado para os últimos oito minutos.

 

Foram minutos finais de parada e resposta. Ninguém estava satisfeito com o empate e a vontade de vencer de ambas as equipas era superior ao receio de perder. O espectáculo agradeceu...e nós também.

O erro de Pedro Gil tem tanto de infantil quanto de desculpável. Quem vê a forma como o espanhol se entrega ao jogo não pode apontar-lhe nada. Errou e tenho a certeza que foi o menos satisfeito com isso. 2-3 a dois minutos do fim.

Não trememos e voltámos à carga. Arriscámos, fomos para cima e conquistámos um livre directo a um minuto do fim, com menos um jogador em campo. Responsabilidade toda em cima do "benjamim" da equipa. Ferran Font (20 anos), que não tremeu e avançou com tal confiança que pintou o "quadro" mais belo da noite (modo Freitas Lobo off). Um golaço de levantar qualquer pavilhão que me faz suspirar por mais e melhores meios tecnológicos que nos permitam desfrutar destes momentos de rara beleza que só o hóquei nos proporciona.

 

O jogo termina com protestos da nossa parte por uma grande penalidade (existente) não assinalada, depois de um cartão azul discutível a Pedro Gil à entrada para os três minutos finais. Ressalve-se que antes também tinha ficado por assinalar um penalti a favor do Porto, pelo que me parece que a maior dualidade de critério esteve na questão disciplinar e na gestão do jogo.

 

No final, a prova que João Pinto não só merece jogar no Sporting como está à altura da tarefa de capitanear a equipa. Um leão de gema criado em três anos de Sporting diz muito do espírito existente nas modalidades que o mediatizado futebol não consegue formar, a não ser que o jogador seja "da casa". Pinto fala como um adepto fervoroso que sei que é, comporta-se ao nível dos melhores capitães de sempre e, se já está na história do Clube, arrisca-se a tornar-se um ícone. Dá tudo, defende o Sporting dentro e fora de campo e isso deve orgulhar-nos a todos.

 

Fiquem com o resumo do jogo e as palavras do Capitão:

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Hóquei posto à prova

Certamente que o calendário da 1ª divisão do campeonato nacional de hóquei em patins não foi "sorteado" assim por acaso.

Começam hoje os embates entre os candidatos ao título. O Sporting recebe o Porto e tentará igualar os dragões na pontuação e aproximar-se de Oliveirense e Benfica, que já venceram ontem.

O Porto era o líder à partida para esta jornada e, de longe, a melhor defesa da prova. O Sporting apenas tropeçou em Barcelos, onde deixou três preciosos pontos.

 

Este campeonato será decidido a quatro, com o Barcelos na rectaguarda a poder afectar directamete o desempenho de qualquer dos candidatos. O Sporting sofreu isso na pele e, para já. só a Oliveirense passou em Barcelos (Porto e Benfica só lá se deslocarão na 2ª volta do campeonato).

Estamos nas últimas cinco jornadas da 1ª volta e, depois deste Sporting-Porto, teremos um Porto-Oliveirense seguido de uma jornada em que os quatro da frente se defrontam (Sporting-Oliveirense e Benfica-Porto). Na penúltima jornada o Benfica desloca-se a Oliveira de Azeméis e na última teremos um derby na Luz (o que significa que fecharemos o campeonato em casa, com o Benfica).

Um "sorteio" claramente condicionado para termos alguma emoção na fase final da temporada. Nada contra, num campeonato onde se continua a resistir ao playoff, ao contrário das restantes ligas europeias.

 

Como já disse acima, defrontaremos a melhor defesa do campeonato e a única equipa sem vitórias tangenciais. O Porto tem "passeado" neste campeonato e só agora terá um verdadeiro teste às suas capacidades. Se os jogos da Liga Europeia servirem de bitola para hoje, o Porto teve dificuldades nos confrontos europeus. Empatou em casa com uma equipa francesa sem grande expressão e venceu com dificuldades o Bassano em Itália.

Defrontaremos hoje a equipa que melhor mescla juventude com experiência e que tem dois dos mais talentosos jovens avançados (um deles formado por nós).

 

Não há dúvidas que será no confronto directo entre as quatro equipas mais fortes que se decidirá o campeonato, facto que confere uma importância ainda maior à fase do campeonato em que agora entramos.

Se entrarmos na segunda volta na frente do campeonato, acredito que chegaremos à fase decisiva da época com as nossas hipóteses aumentadas em relação àquilo que eram as minhas expectativas.

Já fomos a alguns dos pavilhões mais difíceis do campeonato (Valongo, Viana e Barcelos) e isso pode facilitar a nossa tarefa no início da 2ª volta.

 

Para já, concentração máxima no jogo de hoje, que poderá dizer-nos se a Elite Cup vencida no início da época indicia mesmo um Sporting ao mais alto nível, aquele no qual os nossos rivais se encontram.

No ringue, duas equipas com filosofias de jogo semelhantes, que prometem um grande espectáculo de hóquei em patins. Espero que João Pinto não esteja condicionado pela lesão da semana passada pois, para além de ser o nosso capitão, tem uma enorme preponderância no nosso jogo ofensivo, formando com Pedro Gil uma dupla temível.

O pavilhão de Alverca estará cheio e efusivo no apoio aos rapazes de verde-e-branco.

 

Que seja o início de algo muito bonito.

 

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Derby é derby

Derby em futsal, na fase regular, é sempre sem pressão.

Um jogo que, por nada decidir, tem tudo para ser uma grande propaganda à modalidade, ainda por cima num distrito sem tradição no futsal.

 

Para o Sporting de Nuno Dias é mais um jogo para vencer, sabendo que teremos pela frente um dos poucos adversários que nos pode fazer frente. Futsal de ataque e espectáculo garantido.

Para o Benfica de Joel Rocha é o jogo da retranca, estratégia adoptada sempre que defronta o Sporting. Podemos esperar um Benfica coeso a defender, a dar a iniciativa ao Sporting e na espera do erro para aproveitar.

Será certamente emocionante mas provavelmente não será o espectáculo que poderia ser. Pena que o Benfica resolva não ser igual a si próprio nos jogos com o Sporting. Não o é e eu percebo-o...é o assumir da inferioridade, adoptando a estratégia que mais aproxima os encarnados do sucesso. Espero eficácia, pois só assim conseguiremos abrir o jogo e ser bem sucedidos.

 

No geral, o Sporting leva ligeira vantagem nos confrontos directos (mais 4 vitórias e mais 4 golos marcados).

Nos jogos para o campeonato, o Sporting volta a ter uma vantagem curta (mais 4 vitórias e mais 5 golos marcados).

Se contabilizarmos só os jogos em casa, o cenário é semelhante (mais 3 vitórias e mais 7 golos marcados).

Em casa, na fase regular, o registo de 7v / 4e / 4d revela que a tendência se mantém. Derby é jogo de tripla.

 

Não se esqueçam de consultar a Agenda Leonina, onde podem saber onde e a que horas se disputam os jogos das várias modalidades e escalões do nosso Sporting.

 

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Falta só um jogo para o objectivo da final-four da UEFA Futsal Cup

Só há uma forma de respeitar o adversário...dando sempre o máximo.
Foi isso que o Sporting fez diante do Târgu Mures. Resultado? 16-1...e podiam ter sido muito mais, pois estavam 3-0 ao intervalo.
Nunca se diz de um adversário "a estes damos quantos quisermos". A tónica é sempre a de que "vamos dar quantos conseguirmos".
O respeito pelo adversário dá ao mesmo poder de encaixe sobre o resultado e tornará a luta sempre leal.
Foi o que aconteceu...um Sporting a procurar o golo desde o primeiro segundo e os romenos a fazer o possível para não ver o resultado avolumar.
Objectivo cumprido!
Vamos para o jogo decisivo na frente e a poder jogar com dois resultados, sabendo que só com o mesmo respeito de ontem, procurando ganhar, seremos bem sucedidos.

 

Fiquem com o resumo:

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1ª jornada da UEFA Futsal Cup

O Sporting entrou a vencer na Ronda de Elite da UEFA Futsal Cup. 4-1 foi o resultado com que derrotámos os húngaros do Györ, resultado escasso para o domínio apresentado na quadra. Era importante ter marcado mais golos, sobretudo porque o Dynamo entrou a vencer o Târgu Mureş por 11-1.

Na segunda jornada, hoje, às 20:30h, defrontaremos os romenos, a equipa mais fraca do grupo e convém marcar o suficiente para encarar o jogo decisivo com um goal-average vantajoso, que nos possibilite jogar com dois resultados.

Fiquem com o resumo do jogo de ontem:

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Começa hoje a Ronda de Elite da UEFA Futsal Cup

20:30h, Multiusos de Odivelas mais uma vez vestido de gala e pronto para mostrar à Europa e excelência do Sporting enquanto organizador de eventos.

Pavilhão praticamente esgotado no apoio aos rapazes de verde e branco e uma tarefa difícil, pese embora o favoritismo (repartido com os russos).

 

Na verdade, nenhum adversário pode ser menosprezado.

O Dynamo esteve na final-four em todas as cinco últimas participações e venceu a edição de 2006/07, onde nos encontraram na ronda de elite e venceram o grupo. Daí para cá perderam três finais em três anos consecutivos. São, de facto, um adversário poderoso e que procurará tanto como nós a vitória final na competição.

O Györ nunca esteve na final-four mas é uma equipa habituada a estar nas rondas de elite. Esteve em quatro nas últimas cinco épocas, embora só por uma vez tenha estado perto de passar, num grupo onde ficou à frente do Benfica e uma surpreendente equipa da Geórgia se qualificou para a final-four.

O Târgu Mureş é claramente a equipa mais fraca e com menos historial do grupo mas, também por isso, a que menos pressão tem para enfrentar esta fase da competição. Participaram em três rondas de elite desde 2010/11 e foram sempre o bombo da festa.

 

Com um plantel de luxo, Nuno Dias terá pela frente a difícil tarefa de nos guiar à quinta final-four da nossa história, que se espera que encerre com a primeira vitória de sempre.

Segue o calendário da competição:

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Futsal e Andebol não facilitam

Tinha dito ontem que o segredo para arrecadar duas vitórias estaria na defesa e se, no futsal, o ataque foi tão demolidor que a defesa até podia ter dado umas abébias, no andebol foi a chave do sucesso.

 

Em Odivelas os leões cedo se adiantaram no marcador e o avolumar do resultado fez perceber que o Fundão não tinha andamento para este Sporting. Os 6-1 ao intervalo deixavam os adeptos descansados, já mais a pensar no andebol do que no futsal. Com Varela e Fortino em grande destaque, até Marcão fez o gosto ao pé, no jogo que coloca o Sporting na liderança isolada da Liga SportZone, com o registo impressionante de 38 golos marcados e 5 sofridos em 6 jogos.

Segue-se a visita ao CDR Os Vinhais, uma equipa que vem em crescendo, após 3 vitórias nos últimos 4 jogos, tendo apenas perdido nesse período com o Benfica, em casa.

Só depois atacaremos de novo o sonho da UEFA Futsal Cup.

 

No Casal Vistoso, o Sporting dominou por completo o rival da Luz e segue isolado no segundo posto do campeonato, a 2 pontos do líder, Porto e, agora, com mais 2 que o Benfica.

Depois de uma primeira parte exemplar do ponto de vista defensivo (com apenas 11 golos sofridos), o Sporting foi para o intervalo com 6 golos de vantagem e acabou por geri-la bem durante o segundo tempo, mesmo tendo estado mal ofensivamente.

A barreira defensiva sustentada em Cláudio Pedroso, Michal Kopco e Bosko Bjelanovic deixou pouca margem para Matej Asanin brilhar na primeira parte. Ainda assim, o gigante croata, de 2.03 metros, brilhou com um punhado de defesas em momentos-chave.

Na segunda parte, mesmo com a subida de forma do adversário, o Sporting manteve um bom registo defensivo, mais uma vez com Asanin a ser decisivo. O nosso guarda-redes não defendeu muitas bolas porque a defesa foi eficaz a filtrar o jogo dos encarnados mas as 8 defesas efectuadas foram muito importantes para manter o Benfica a uma distância segura.

Em termos ofensivos, os protagonistas mudaram da primeira para a segunda parte. Nos primeiros 30 minutos foram Cláudio Pedroso, Frankis Carol e Michal Kopco a dar nas vistas e no segundo tempo foi a vez Carlos Ruesga e Janko Bozovic se mostrarem. O espanhol foi importantíssimo a gerir os tempos de jogo e, se há coisa que se nota este ano, é que a equipa é mais madura e experiente e, por isso, treme menos em momentos de maior pressão.

É inegável o upgrade dado por todos os reforços e ontem Ivan Nikcevic, um dos nossos melhores marcadores, nem jogou.

 

Hoje é dia de futebol e falarei disso mais logo. Agora, fiquem com os resumos dos jogos de ontem:

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Hoje joga o Sporting

Adoro dias em que só joguem as modalidades. Nem tanto por mim, que gosto de ver tudo e raramente perco alguma coisa mas sobretudo pelos adeptos que, não jogando o futebol, têm a oportunidade de se focar verdadeiramente no que se faz nas nossas modalidades. Elas que, para mim, não sendo o motor, são a alma do Sporting e expressam da forma mais fiel aquilo que é a nossa identidade.

 

Hoje é dia de futsal e andebol. Dia de acertar calendário e de jogo antecipado. Uma noite com dois grandes jogos em perspectiva e duas vitórias no horizonte, saibamos nós persegui-las como verdadeiros leões.

 

Às 19 horas, em Odivelas, a equipa de futsal recebe o Fundão para acertar calendário na Liga SportZone. Uma vitória dará a liderança isolada e, num jogo em que se espera que o Fundão venda cara a derrota, vai ser muito importante manter o foco no campeonato, até porque ainda falta muito para a UEFA Futsal Cup.

Espera-se, como habitualmente, uma boa casa no Multiusos de Odivelas, onde se podem adquirir os bilhetes para a Ronda de Elite da UEFA e, quem o fizer, ganha um bilhete para o jogo de hoje.

Acredito num jogo muito difícil em que a defesa será o ponto mais importante para o alcançar da vitória. O Fundão tem excelentes jogadores (alguns formados no Sporting) e, se não marcar, certamente avançaremos para Vinhais com três pontos e a liderança isolada no "bolso".

 

Duas horas depois, no Pavilhão Municipal do Casal Vistoso, é dia de derby, com Sporting e Benfica empatados no segundo lugar. Depois de, ontem, o Porto ter vencido fora o Madeira SAD, a vitória ganha uma importância ainda maior. Ganhar permite manter a distância de três pontos para o líder e aumentar também para três a vantagem para o rival de Lisboa. O ABC também joga hoje, mas leva ainda mais dois jogos de atraso.

A equipa de Zupo conta por vitórias todos os jogos, excepto aquele que, no Dragão Caixa, fez o Porto descolar para a frente do campeonato. O Benfica, tal como nós, só perdeu no Porto e acaba de quebrar a malapata que vinha da época passada com o ABC.

Será também um jogo muito competitivo que exige um pavilhão cheio e fervoroso no apoio ao Sporting pois, como se sabe, é nestes jogos que, muitas vezes, fazemos a diferença. 

Uma intensidade alta na defesa será meio caminho andado para a vitória, sabendo que os remates de 2ª linha poderão ser decisivos para ambas as partes. Muita atenção na defesa e perspicácia e eficácia no ataque. Se tivermos os nossos melhores jogadores ao seu nível mais elevado, não tenho dúvidas que venceremos. Só a vitória continuará a deixar-nos dependentes de nós próprios para chegar à fase final na frente, com o ascendente psicológico que isso nos pode dar.

 

Um grande #DiaDeSporting que se espera de alegria e sem incidentes nas bancadas do Casal Vistoso.

 

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O regresso ao palco maior

Penso que todos concordam se disser que o hóquei em patins é hoje uma modalidade muito menos mediática em Portugal do que no passado, mesmo que continuemos a ter/ser dos melhores do Mundo.

Eu comecei por ignorar, por me passar ao lado, para ser hoje um apaixonado da modalidade "do pau". Depois do futebol, tenho o futsal e o hóquei em patins em pé de igualdade. Não diria que deixasse de ver o futebol para ver o hóquei mas preferia que a SportingTV ontem tivesse transmitido o hóquei, em detrimento da equipa B.

Sempre vi com paixão e atenção os duelos da nossa selecção nacional mas os grandes responsáveis pelo entusiasmo pela modalidade são os heróis de 2014, com Nuno Lopes à cabeça, seguido por cada um dos que, em campo, fizeram história no primeiro ano do regresso da modalidade oficialmente ao Clube.

Alguns deles ainda ontem nos representaram no regresso à mais alta roda europeia, os outros têm um cantinho no meu coração, onde os guardo com apreço e enorme respeito por terem preenchido a mais bela página vivida enquanto Sportinguista.

Já vi dois títulos nacionais de futebol mas nada me alegrou e emocionou como a conquista da CERS de 2013/14. Se provas forem necessárias de que o Sporting não é um Clube de futebol, podem guardar esta.

 

Ora bem...ontem o hóquei regressou à Liga Europeia (antiga Taça dos Campeões Europeus), a Champions da modalidade, e fê-lo da melhor forma: pavilhão cheio, adeptos entusiastas, uma boa exibição e uma vitória de goleada.

Perfeito!

Importa dizer que o Sporting se assume como candidato à vitória na prova, num momento em que o hóquei português parece ganhar sobre o espanhol um ascendente nunca antes visto (se estiver a dizer alguma parvoíce, alguém melhor informado que me corrija). Nos últimos dois anos, os portugueses venceram três das quatro provas europeias (Liga Europeia e Taça CERS) e este ano voltam a ser favoritos às vitórias finais. Qualquer dos quatro representantes na Liga Europeia a deseja vencer e o Óquei de Barcelos será um dos principais favoritos à vitória na CERS.

Esta é a sétima presença do Sporting na prova, que venceu uma vez nas seis participações anteriores (podem saber toda a história da única vitória, AQUI). Foi mesmo o Sporting, a primeira equipa portuguesa a vencer uma competição europeia de clubes, rompendo o domínio esmagador dos espanhóis. Nas cinco presenças restantes, três presenças nas meias-finais e outra final, desta vez perdida.

Nesta, que é apenas a sétima presença na mais importante prova de clubes da Europa, o Sporting pode manter ou melhorar um registo impressionante na prova, para uma equipa com tão poucas participações. Recordo que, só finais, o Benfica tem 7 e o Porto 12, com bastantes mais anos de modalidade que nós e grande parte delas durante a nossa ausência. O Benfica é o campeão europeu em título e o Porto vem de uma série de 8 finais perdidas nos últimos 20 anos.

Só quatro equipas portuguesas venceram a Liga Europeia: Sporting CP (1), FC Porto (2), Benfica (2) e OC Barcelos (1). As restantes 45 edições tiveram 44 vencedores espanhóis e um italiano (numa final jogada em Portugal).

Na última participação na prova, em 1988/89, o Sporting foi finalista vencido e, agora, 27 anos depois, estamos de regresso para voltar a tomar de assalto o título de reis do "velho continente", que em 89 escapou à equipa comandada por um dos maiores símbolos do Sporting; António Livramento.

 

A expectativa é elevada para esta época mas, para mim, considero-a moderada. O Sporting tem sabido dar os passos certos no aumento da sua competitividade e, ano após ano, tem subido um degrau, aproximando-se do topo. Como disse, há 27 anos que não estávamos na Liga Europeia e, da minha parte, haverá sempre exigência mas sem nunca perder a noção desta realidade.

Ontem, com uma grande equipa, liderada pelo melhor guarda-redes do Mundo e, entre outros, reforçada com o melhor jogador de campo da última década, o Sporting venceu sem problemas os franceses do Quévert e disputará certamente a passagem à fase seguinte com o Reus e o Forte dei Marmi, este último desfalcado de Pedro Gil, o nosso mais sonante reforço para esta época.

O grande destaque da partida vai para os três golos de João Pinto, o nosso capitão e um dos eternos heróis de 2014.

Segue-se a recepção ao Paço de Arcos, na próxima quarta-feira, e o exigente teste em Barcelos, no próximo fim-de-semana. Depois, será um duelo com a Sanjoanense, em casa, a mediar o segundo jogo da Liga Europeia, na Catalunha, frente ao Reus.

 

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Os ídolos nunca saem de cena – Entrevista a João Benedito

João Benedito foi o primeiro entrevistado do Bola na Rede, já em 2011. Neste dia em que celebramos o nosso sexto aniversário voltamos a estar à conversa com o agora ex-guarda-redes de Futsal.

 

Bola na Rede (BnR): A primeira entrevista foi há quase cinco anos. O que mudou no Futsal em Portugal nestes cinco anos?

João Benedito (JB): O mediatismo constante, a qualidade de jogo, tudo o que está relacionado com aquilo que é o jogo em si e o culto ao atleta. Penso que isso tem alterado bastante.

BnR: Há cinco anos dizias que faltava pouco para o Sporting conquistar a UEFA Futsal Cup, mas tal ainda não aconteceu. O que falta ou tem faltado para isto acontecer?

JB: Sinceramente são fases de carreira que já passaram e se as coisas não aconteceram é porque talvez não tivessem de acontecer ainda. Mas eu tenho estas duas vertentes; não festejei como jogador, mas ainda estou muito a tempo de festejar enquanto adepto.

BnR: Não teres conquistado este troféu, que era um sonho, é colmatado pelo resto da tua carreira?

JB: A minha carreira desportiva já terminou, já pus um ponto final em relação a isto; são coisas que já aconteceram.

BnR: Achas que o novo pavilhão vai ser um fator motivacional para os jogadores?

JB: As equipas que têm a sua casa têm sempre vantagem competitiva direta, porque treinam lá, porque têm os seus adeptos, e como é lógico o esforço que está a ser feito pelo Sporting para ter o pavilhão num curto espaço de tempo vai trazer frutos a nível desportivo.

BnR: Há cinco anos fizeste uma crítica ao planeamento dos espaços desportivos em Portugal. Sentes que mudou alguma coisa neste intervalo?

JB: Penso que cada vez mais vemos novos espaços desportivos, e a própria organização estatal tem estado alerta para melhorar os seus serviços e aumentar os espaços desportivos; existem cada vez mais. Há trabalho a ser feito mas também existe trabalho bem feito.

BnR: Dizias também que existia falta de amor próprio ao desportista português e ao desporto em Portugal. Continua ou tem mudado ao longo dos tempos?

JB: Tem mudado ao longo dos tempos, mas não tanto como seria de esperar, e prova disto têm sido as grandes competições internacionais. Demos aqui um abanão com a conquista do campeonato europeu de futebol, que provou também ser possível. O atleta português é um atleta bom, que trabalha, que se prepara, e como tal este atleta, para ser dedicado, tem de ter este amor próprio, para poder ter autoconfiança suficiente para estar bem nos grandes eventos.

BnR: Pegando nos três principais jornais desportivos, a seleção feminina de futebol conseguiu o apuramento inédito para o europeu mas apenas um dos jornais deu o destaque principal a este assunto. O que é preciso fazer por parte das modalidades ou do futebol feminino para que isto mude?

JB: Temos de criar aqui dois patamares de análise. O primeiro, o positivo, é que já existe um jornal desportivo a dar este destaque. Estamos a falar neste caso de órgãos privados e autónomos; eles colocam o que entenderem. Quando existirem os tais blackouts, não devem ficar indignados com tal, porque são tão  autónomos numa situação como são autónomos na outra. Não são, ou não deviam ser, órgãos políticos.
Depois, é um dia marcante, mas temos também de perceber que é um apuramento e não um título. É um trabalho que tem sido fantástico, e aqui da FPF em qualquer uma das vertentes do futebol e modalidades. O futebol de praia, o futsal, o futebol feminino, o futebol de formação e o futebol têm estado com um planeamento que têm posto em prática, e os resultados são prova disto. Os sub-21 que foram à final com o Rui Jorge, os seniores que ganham, o feminino que se apura, Portugal que foi a uma meia-final no futsal, o futebol de praia que é campeão do mundo, o futebol de formação que continua a dar cartas. Existe aqui um grande trabalho por toda a estrutura da FPF e, como é lógico, há que dar os parabéns à seleção feminina de futebol; mas não entrem em euforia, porque o caminho não termina aqui. Às vezes a euforia é um fim de linha e não dá continuidade ao trabalho que está a ser realizado.

BnR: Continuas a sentir o carinho quer dos adeptos do Sporting quer de outras equipas?

JB: São duas coisas muito boas que eu guardo da minha carreira desportiva. Em primeiro lugar, a forma como os adeptos do Sporting me tratam constantemente. E depois há também que perceber que a minha estadia no desporto, a nível competitivo, foi feita de forma transversal; que as pessoas, pelos princípios que empreguei, acho que não pode ser dissociado disto, e as conclusões têm sempre de ser tiradas por parte deste fator indicativo, acho que tive sempre uma postura correta e por vezes os atletas não têm esta postura correta devido à pressão de estar em campo, de ter de ganhar ou ser provocado. Eu, felizmente, tive a sorte de nunca passar das marcas e acho que isto foi transformado pelas pessoas por este carinho que me dão e é bom ver que para além dos clubes, e como deveria ser em tudo no nosso país, o trabalho das pessoas é que é valorizado.

BnR: Agora no jogo com o Dortmund as claques apresentaram um tifo em que estavas lá ao lado de algumas das maiores figuras do Sporting. Há cinco anos atrás disseste: “Nem quero saber como é ganhar por outro clube”. Depois de acabares a carreira sentes que és mesmo uma referência do clube?

JB: Sim, é lógico que o clube são os seus sócios, os seus adeptos e quando há algo assim tão grandioso e poder estar em algo assim ao lado de alguns atletas que foram as tuas referências durante a infância e que nunca pensei poder, aos olhos de alguém, estar no mesmo patamar ou aparecer ligado a estas figuras. Eu lembro-me de ter conhecido o Damas pouco antes de ele falecer e ter sido dos momentos mais felizes da minha vida, neste dia em que fui a um núcleo com ele e que pude falar, em que pude privar com ele, uma pessoa que era uma referência para mim. Estar neste painel ao lado de pessoas que são uma referência do clube é indescritível, dá aquele prazer das conquistas, aquele prazer interior, não das palavras para fora, mas que preenche a pessoa. Não é preciso estar aqui a falar, aqui a berrar que fui bom ou que mereço isto ou aquilo, mas ver isto dá-me claramente o sentido de dever cumprido e a ideia de que ainda tenho mais a fazer neste clube.

BnR: Além de Vítor Damas tens mais algum ídolo?

JB: Eu nunca tive ídolos em quem me tentasse espelhar; tentava sempre recorrer ao que cada um fazia e tirar o melhor de cada um. Identificar características boas, características menos boas, coisas para fazer, coisas para não fazer… E nunca tive ninguém em quem me espelhasse; as minhas referências foram sempre referências do Sporting. Eu lembro-me de que, quando era pequenino, gostava do Joaquim Agostinho, adorava o Pedro Miguel Moura, o Vítor Damas, adorava aquelas pessoas no Sporting que ganhavam, porque era isto que me fazia manter a chama acesa. Porque, quer se queira, quer não se queira, o que liga os jovens aos clubes são sem dúvida as suas referências. Não há diretores, não há treinadores, não há pessoas que andem por fora na estrutura que possam servir de referência tão bem como os jogadores que estão dentro de campo. E eu estou à vontade para o dizer porque nunca vou estar novamente neste patamar; porque já o vivi dentro de campo, e estas são as referências, quando queremos cultivar um clube e queremos que as pessoas se identifiquem com este clube, principalmente os mais jovens que são o futuro, temos de dar palavra, protagonismo aos atletas. E estes sim é que vão trazer as pessoas e depois o resto do trabalho que é feito por trás; não tirando o mérito a ninguém, é um trabalho que também tem de ser valorizado, mas eu digo-o porque vivi e estas pessoas que referi eram pessoas que se calhar podiam ter pouca dimensão a nível mediático, mas com quem eu me identificava porque me faziam viver o clube.

BnR: Fazem então falta mais jogadores-ídolo? Hoje em dia é mais difícil um jogador fazer a carreira num único clube?

JB: Não, não sei se é fácil, se é difícil. É como estar dentro de campo e haver aquelas pessoas que se vangloriam por nunca estarem em confusões, por nunca terem passado das marcas. Isto é como na vida; estas pessoas têm é de ser testadas na realidade. Antigamente, quando havia propostas financeiras muito atrativas, as pessoas não eram egoístas por pensar em si e na sua família. Hoje em dia se calhar nós temos atletas que fazem anos seguidos nos grandes clubes europeus. Tem de existir cada vez mais, se queremos que os atletas façam cada vez mais anos seguidos nos mesmos clubes, a valorização financeira e social, ou até envolvê-los nas decisões do clube q.b e não deixá-los sair e ir buscar jogadores com as mesmas características ou inferiores e aí sim já lhes dar o que estes atletas pediam para ficar. Aqui isto reside sempre nas contigências da própria vida da pessoa enquanto está a ser assediada para estar num lado ou estar noutro. Não é fácil uma pessoa ter uma carreira sempre no mesmo lado. Nem sempre escolhemos bem, depende se estão pressionadas, se não estão pressionadas, depende de muitas coisas. Chega a uma altura da vida em que não se decide tudo por ser tudo bom ou tudo mau; os pratos da balança pesam e vamos deixar para trás coisas boas mas vamos encontrar coisas tão boas ou ainda melhores do outro lado da balança.

 BnR: Voltando ao futsal, o João Matos sucedeu-te como capitão do Sporting CP. Achas que foi uma boa escolha, que foi a pessoa indicada?

JB: Eu fiz um compromisso de honra comigo próprio, porque acho que as pessoas são eternamente responsáveis por aquilo que cativam. E, se eu cativei a massa associativa e os adeptos do Sporting, devo-lhes muito, muito respeito, e o clube ainda mais. Como tal, neste momento sou adepto do clube, comento as questões desportivas, se a bola entra ou não entra. Quanto a comentar-se questões estruturais, acho que se deve fazê-lo em sede própria e não tentar alavancar as coisas. Porque podem dizer-se palavras que são retiradas do contexto e que, às vezes, podem indiciar um bocadinho aquilo que é o oportunismo jornalístico. Eu comento se a bola entra, e fico contente quando ela entra e o Sporting ganha. Tudo o que for estrutural deve ficar para outras pessoas analisarem, ainda que, quando me tornaram capitão do Sporting, eu tenha dito: Quando deixar de ser capitão do Sporting, o meu trabalho será bem ou mal feito consoante o número de títulos que conquiste. E acho que, aqui, na diferença entre perder ou ganhar no último minuto, se vêem os espíritos de grupo e de união, e é lógico que as pessoas têm de ser avaliadas só no fim, e não se deve tentar dizer que A, B ou C é bom quando tem ainda um longo caminho pela frente.

BnR: Recentemente terminou o Mundial de Futsal. O que achaste desta participação na Colômbia e, em especial, da participação do Bebé na baliza?

JB: Somos a quarta melhor seleção do mundo. Pode ter ficado um amargo de boca porque vemos a Argentina ser campeã do mundo e pensamos: será que Portugal também não poderia ter sido? Podia, mas a Argentina também tem uma excelente seleção, e estes jogos decidem-se no pormenor. Acho que devemos estar todos bastante contentes com o trabalho da nossa seleção, da equipa técnica, dos diretores. Tudo aquilo que está a ser feito está a dar os seus frutos e já melhorámos em relação ao mundial anterior e a outras prestações de outros mundiais em 2004 ou em 2008. Não melhorámos o terceiro lugar que foi obtido na Guatemala, mas a base está lançada para, no futuro, podermos, em termos europeus ou até mundiais, conseguir o troféu que Portugal tanto persegue. Quanto à prestação dos nossos atletas, tiveram todos uma prestação muito boa. Penso que estamos a desvalorizar o trabalho de todos os outros elementos se destacarmos apenas o Bebé, ou o Ricardo ou o Cardinal. Sejam quem forem essas referências, penso que este quarto lugar vale por aquele espírito coletivo que Portugal tem, e acho que muito trabalho foi feito, e muito bem feito.

BnR: De todos os treinadores que tiveste, consegues apontar um que te tenha marcado mais?

JB: Aprendi com cada um, a falar com cada um. Temos de perceber, como disse há pouco em relação aos ídolos, que uns têm umas características e outros têm outras. Como é lógico, agradeço a todos eles pelos ensinamentos que me deram, quando eu era mais jovem, e àqueles que, já nesta fase terminal da minha carreira, falaram comigo e sempre me explicaram as suas opções. Um bom treinador é aquele que vem falar contigo, que não se preocupa com o frango que dás ou com a bola que entra. É aquele que vem e pergunta de manhã se está tudo bem, que perde um bocadinho de tempo a ir almoçar contigo, para falar contigo e perceber que, se estás a cair, vai lá levantar-te, seja com uma conversa, seja com dois dedos de atenção. Em relação aos meus treinadores, todos eles tiveram características boas e características más. Também eu, como atleta, me portei bem e me portei mal com cada um deles.

BnR: Na entrevista de há cinco atrás, um dos momentos que nos cativou foi quando disseste que foste ver um jogo a Alvalade e viste o Rui Patrício ser assobiado. A primeira coisa que fizeste foi pedir o número dele para falares com ele. Agora o Rui foi nomeado para a Bola de Ouro, algo que não acontecia a um jogador da liga portuguesa há nove anos, ainda por cima sendo guarda-redes. Tu, como sportinguista que és, e tendo assistido ao crescimento do Rui, sendo também tu um guarda-redes e uma figura do Sporting, qual o sentimento que tens ao ver o Rui nomeado para os trinta melhores jogadores do mundo?

JB: O facto de um guarda-redes estar nos trinta melhores jogadores de futebol do mundo é já uma grande vitória. É difícil, como é lógico, ver um guarda-redes a conquistar esse prémio. Mas acho que a base de todo este sucesso e este orgulho que nós, hoje em dia, temos na referência que está na baliza do Sporting se deve a um percurso não de raivas mas sim de trabalho, porque ser assobiado em casa, seja para o atleta, para a equipa, o treinador ou o diretor, é algo semelhante a chegares a casa depois do trabalho e a tua mulher, ou a tua família, não te dar aquele apoio de que tu necessitas. Não acredito que alguém dentro do campo faça de propósito para errar ou não dê o máximo, ou não queira agradar aos adeptos. Há casos individuais, mas aquelas ovelhas negras tem sempre tendência para sair do rebanho. E, aí, há alguém que os tira ou os põe no sítio. Acho que este percurso do Rui Patrício não foi baseado nessa raiva do assobio, do “Toma lá, estão a ver como consegui?”. O Rui focou-se no trabalho e faz muito bem; tenho muito orgulho em que esteja ali uma pessoa na equipa do Sporting que possa ser uma referência, quer em termos desportivos como em termos sociais, a abdicar de outras propostas que tenha para poder sair. Ele abdica mas também se nota o esforço do clube para o manter, e acho que o Rui Patrício continua no Sporting por vontade dele.

BnR: Tu também trabalhaste com muitos jovens. Atualmente o Sporting tem o Marcão, mas depois tem também o Gonçalo Portugal. Vês o Gonçalo como alguém com potencial para assumir no futuro a baliza do Sporting e da seleção?

JB: Não sei, não tenho atestado a evolução, não sei quais os planos do clube para o atleta. Acho que existem muitos bons valores para a posição de guarda-redes em Portugal, dada a competitividade. Para além dos jogos normais, a qualidade de qualquer atleta tem de ser avaliada nas decisões, quando estão sob pressão, e aí ha que perceber se são efetivamente bons, se têm um interior e uma forma de estar ganhadores. Tudo o resto é estar a tentar prever coisas que são imprevisíveis.

BnR: Quem para ti é o melhor jogador do campeonato português, e também do Mundo?

JB: Assim como eu disse para a parte dos ídolos, há sempre jogadores muito bons para várias posições. Há pessoas que eu gostei muito de ver jogar, pessoas que me dizem bastante. Estar a falar de alguém que esteja ainda no ativo é um bocadinho redutor para as pessoas que eu conheço e depois, se calhar, ainda se chateiam comigo os outros todos (risos). Mas posso destacar, em termos de jogadores que já deixaram de jogar, que gostei muito de jogar com o Pedro Costa. Havia um pivô na Ucrânia, que era o Koridze, que era um goleador nato, que me marcava golos de todo o lado, de todas as maneiras e feitios. Prefiro ver o que está para trás. Nós estamos num patamar em que a necessidade de encontrar o melhor, o Deus, o atleta, o número 1, tolda-nos o raciocínio e cega-nos em relação a percebermos que, se calhar, dois números 2 juntos são melhores que um número 1. É assim que se começa a fazer as equipas. Esta cultura que está enraizada hoje em dia, de ter o melhor, incapacita-nos em relação a ver outras promessas, outros atletas que sejam tão bons. Ponham o Ronaldo e o Messi, e coloquem-nos numa equipa de terceira divisão, e eles não vão ganhar a Champions, não vão ter o protagonismo que têm. Tem de haver referências? Claro que sim, como o exemplo do Rui Patrício. Para um jogador marcar golos, tem de haver outros que lhe passem a bola, que a recuperem e não a deixem entrar na baliza. Se as orquestras fossem só de um violino, não eram tão requisitadas. Acho que, aqui, nós temos de ver que existem outras pessoas que são igualmente boas. Estávamos a falar de Messi e Ronaldo, mas depois aparece o Griezmann a jogar de forma fantástica, aquela equipa do Atlético Madrid, que são só trabalhadores. A Alemanha, sem Messi, sem Ronaldo e sem Neymar, é campeã do Mundo. Hoje, o atleta é algo que pode ser cultivado e trabalhado, mesmo não tendo aquela técnica que antigamente se preconizava.

BnR: Para finalizar, uma última pergunta mais a nível de brincadeira. Na entrevista anterior, disseste que, quando acabasses a carreira, querias fazer férias na neve e desportos radicais. Já concretizaste isto?

JB: Confesso que já tinha feito algumas férias, mas curtas, de poucos dias, só para ir ver a neve. Agora vou iniciar-me nesses desportos radicais e todas essas coisas que não têm a pressão competitiva, que eu sei que me vai fazer falta daqui a uns tempos. Agora o momento é para relaxar e tentar encarar aquilo que aí vem.

 

Fonte: Bola na Rede (original, aqui)

 

Aproveitem também para espreitar a entrevista a Patrícia Mamona, também no Bola na Rede (link)

 

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Asanin pode ser a chave do nosso sucesso

Deixei a meio a edição de um vídeo com a fantástica exibição de Matej Asanin mas, as exigências da vida familiar fizeram com que o não terminasse antes de me deitar para dormir um par de horas.

De manhã, assim que consegui, retomei a tarefa enquanto fazia uma breve visita aos meus blogs de referência. Ao passar n'O Artista do Dia vejo que me havia sido poupado o trabalho.

Sugiro a visita (AQUI) e acrescento que, a demonstrar este nível nos jogos de maior dificuldade, teremos meio caminho andado para sermos bem sucedidos.

Foi o segundo jogo que vi esta época e é claro o aumento da competitividade, intensidade e concentração, ao longo de todo o jogo.

A competência de Asanin, aliada à eficácia defensiva e ofensiva da equipa, poderá dar-nos muitas alegrias este ano. Os jogadores que transitam da época passada, sendo já de grande nível, transportam-se para um patamar superior na companhia de craques com a qualidade e experiência de Ruesga, Nikcevic, Bozovic, Zabic e Kopco.

Agora é esperar que mantenhamos o nível no próximo mês, período em que a equipa será posta à prova, com duelos frente ao Porto (fora), Belenenses (casa), ISMAI (fora) e Benfica (casa), tudo isto antes da primeira eliminatória da Taça Challenge, onde defrontaremos o Romagna Handball, de Itália, actual líder do grupo B da Serie A, com 4 vitória nos 4 jogos disputados.

 

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