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Grande Artista e Goleador

Chaves 1-0 SPORTING CP: Há males que vêm por bem

O Sporting esta fora da Taça de Portugal e resta-nos o campeonato para disputar até final da temporada. A eliminação não surpreende, tal é o estado anímico e de forma da equipa. Na verdade, acho que a desilusão seria muito maior noutras circunstâncias. Tal e qual como estávamos, a eliminação de mais uma competição era uma tragédia à espera de acontecer.

Consumou-se e, com tudo o que de mau isso traz, há uma coisa boa. Uma vitória no jogo de ontem poderia ter aguçado a tentação de empurrar com a barriga, de achar que estava tudo bem. Assim não dá para esconder erros e debilidades.

 

Nada a apontar à entrega da equipa. Correram, esforçaram-se mas voltaram a apresentar-se perdidos em campo, sem rumo e sem uma estratégia aparente que lhe permitisse ultrapassar um adversário mais bem organizado e preparado quer nós.

O Chaves tem uma boa equipa, bem orientada e com alguns bons executantes. Nada que se compare com o valor do plantel do Sporting, muito menos o monetário. Mas o estado anímico e motivacional com que se apresentaram fizeram transparecer que os papéis estavam invertidos. Foi o Chaves que entrou a mandar e o Sporting a tentar reagir. Nós tentámos marcar sem grande estratégia e acabámos por perder num lance de bola parada, novamente nos últimos minutos, fruto de falta de concentração, de foco e de ambição. Deixámos que um lance em que tínhamos oito jogadores na área para três do adversário acabasse com a bola na nossa baliza, fruto de um cabeceamento de um jogador que nunca tinha marcado um golo.

 

Tragédia consumada, é hora de fazer auto-crítica, já que publicamente foram criticados árbitros, comunicação social e os próprios jogadores.

Há que assumir que o planeamento e gestão desta temporada foi um desastre total. Estamos em Janeiro e resta lutar pelo campeonato, com oito pontos de atraso. Vislumbrar sucesso quando as hipóteses são tão reduzidas é difícil mas isso não pode deixar que baixemos os braços, desde o Presidente aos adeptos, os únicos que me parecem praticamente isentos de culpa, pois não têm faltado com o apoio em nenhum estádio deste país.

Felizmente, estamos em Janeiro e temos, por isso, cerca de duas semanas para arrumar a casa e criar um grupo adequado à competição domingo a domingo, menos extenso e mais solidário.

 

Há que assumir sem rodeios que Bruno de Carvalho confiou em Jorge Jesus e lhe deu tudo o que este pediu para esta temporada. O Presidente errou ao fazê-lo.

Há que assumir que os jogadores contratados, excepto Beto e Bas Dost, não corresponderam às expectativas criadas e muito menos à exigência pretendida. Jorge Jesus falhou.

Há que assumir que a equipa não rendeu o esperado e, pior do que isso, não se demonstrou totalmente comprometida, coesa e determinada em todos os momentos da época. Os jogadores falharam.

 

Em cima disto, há muito a construir.

Bruno de Carvalho deve ponderar se o treinador deve ter ou não carta branca para a formulação do plantel que, em abono da verdade, nem no modelo de jogo do treinador encaixa.

Jorge Jesus deve reconsiderar as opções tomadas e analisar se fez tudo o que estava ao seu alcance para retirar de cada jogador o seu melhor em prol do colectivo. 

Os jogadores terão de unir-se, conversar, alinhar objectivos e tentar cumprí-los em prol do Clube e não pensando individualmente ou amunado perante o egocentrismo e incapacidade para assumir o erro do seu líder. É na tentativa de satisfação dos adeptos que devem encontrar as forças para continuar.

 

Posto isto há excedentários para dispensar, flops para despachar, jogadores a reavaliar e regressos a ponderar. O Sporting não precisa de um plantel de 29 jogadores. Dois por posição são mais do que suficientes e não sou eu que vou por-me aqui a opinar sobre se deviam ser estes ou aqueles.

Jorge Jesus deve colocar de parte o orgulho e decidir o que é melhor para o Clube, em vez do que mais lhe massaja o ego. Tem de deixar-se de teimosias parvas para tentar provar o que quer que seja.

Os jogadores cedidos por empréstimo que tenham cláusulas de retorno devem ser equacionados no mesmo plano que os que fazem parte do plantel. O objectivo é único: dotar o Sporting de um grupo mais forte, unido e equilibrado para atacar a segunda volta. Só o que façamos daqui para a frente importa. O que passou, passou e deve servir apenas e só para aprender e melhorar.

 

A época pode até estar totalmente perdida mas não podemos arriscar o futuro. E se Bruno de Carvalho quer fazer parte desse futuro, tem de passar essa mensagem de forma clara aos sócios. As coisas não podem ficar tal qual como estão. Está provado que o investimento (sobretudo este, totalmente falhado) deu menos resultados que o fazer "mais com menos".

 

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Chaves 2-2 SPORTING CP: Maldito pastel de Chaves

"Muitas vezes os jogos ganham-se pelo que sentimos pelo clube e pela vontade de vencer por ele. Eu sinto o Sporting."

 

A frase é de Francisco Geraldes e traz-nos a parte do futebol que só o adepto percebe. A paixão, o amor, a entrega e a dedicação a um símbolo, habitual na bancada mas nem sempre transparecida em campo.

Ontem, demos mais uma vez uma pálida imagem daquilo que é o Sporting e até mesmo da real valia de alguns dos seus jogadores. William é mais do que mostrou. Muito mais. Adrien também. E isto custa, especialmente vindo destes, pois sabemos que sentem o clube e já demonstraram vontade de vencer por ele vezes suficientes.

 

"Sei que sinto o clube da forma que só a formação consegue sentir e que é difícil de explicar. Ninguém sua a camisola como quem a veste desde sempre."

 

Pareço um desesperado a transcrever citações de livros ou cifras como naquelas páginas de facebook. Mais uma vez, Francisco Geraldes relembra algo importante que tem faltado nos últimos tempos; suar a camisola. E tem faltado aos que a vestem desde sempre mas ainda mais a muitos dos outros.

Temos um Presidente adepto que contratou um treinador adepto que, por sua vez, tem um conjunto de jogadores composto por alguns que também torceriam pelo Clube mesmo estando de fora. De fora, precisamente o sítio onde alguns parecem querer estar, esquecendo-se que há ainda trabalho a fazer e respeito a dever a quem sofre, vibra e ama o Sporting todos os dias. Nós, os adeptos.

 

"Foda-se, que início de merda!"

 

Esta frase é minha (mas pode também ser tua) e foi proferida ontem, aos quarto minuto de jogo, quando Rafael Lopes nos coloca em posição de desvantagem após termos conhecimento do empate do líder em casa.

Nada pior que mais um jogo a correr atrás do prejuízo desde início, muito menos num terreno tão difícil quanto aquele que voltaremos a enfrentar daqui a dois dias.

 

"Tanto passe falhado"

 

Mais uma da minha autoria (sim, podem reclamar direitos de autor), que teve Adrien como principal destinatário. Num meio-campo que nos habituámos a ter como a nossa principal força, ver tanta displicência arruína as nossas possibilidades de apresentar um bom futebol, fluído e objectivo.

 

"Sempre os mesmos! Que seria de nós sem eles?!"

 

Gelson Martins e Bas Dost, obviamente. Tudo o que de melhor temos visto vem repetidamente da capacidade criativa de Gelson e do apurado faro de golo de Bas Dost. Não há quem deles sequer se aproxime nas suas posições e isso coloca-nos, de certa forma, reféns de dois jogadores, A imprevisibilidade que deveríamos dar ao jogo fica muitas vezes comprometida por a receita ser sempre a mesma: bola no menino e o holandês resolve. São sete assistências de Gelson e treze golos de Dost...só no campeonato.

 

"Uff"

 

Ir para o intervalo empatados constituía um alívio e trazia a esperança de um novo balão de oxigénio para a segunda parte, sobretudo para os primeiros minutos, onde se queria um Sporting incessantemente à procura do golo. 

 

"Porquê?"

 

Coração de Leão não tem descanso. Numa segunda parte que se esperava de velocidade e onde todas as armas seriam necessárias, Jorge Jesus terá indicado a Raúl José para lançar Bryan e André para os lugares de Alan e Campbell. Sendo verdade que nenhum dos dois fez uma exibição deslumbrante (na verdade nenhum deles entusiasmou), seria de esperar que o golo ao intervalo galvanizasse a equipa e trouxesse um pouco mais de confiança. Desperdiçar a velocidade de Campbell e a meia distância de Alan pareceu-me precipitado, sobretudo antes de ver o que dariam os primeiros dez minutos do segundo tempo. 

 

"Estava-se mesmo a ver"

 

Esta não disse, mais para afastar o fantasma, mas ecoou bem alto várias vezes na minha mente. Assim que Rúben Semedo viu o primeiro amarelo, metade da nação leonina terá dito que não acabaria o jogo. As duas substituições de Jesus ao intervalo não davam espaço de manobra. Paulo Oliveira acabaria por entrar mas não para o lugar de quem devia e, infelizmente, para completar uma defesa coxa, após uma expulsão mais que justa. O Sporting ficava a jogar com 10.

 

"Na na na na, na na na na, Bas Dost!"

 

André acabaria por se redimir do escandaloso golo que falhou, servindo Bas Dost para o 15º golo de leão ao peito. O holandês marca um golo a cada 126 minutos de competição. Em jogos da Liga, a cada 91 minutos as redes balançam. Bas Dost não merece ser, no geral, tão mal servido e, com um rendimento óptimo da equipa, já teria pelo menos mais meia dúzia de golos.

 

"Nãããããããoooo! O que é que este gajo está a fazer?!"

 

Qualquer Sportinguista que não viva no mundo da Lua e tenha consciência da realidade sabia que seriam minutos penosos até final. Abdicar de atacar, sabendo da nossa incapacidade para segurar resultados poderia ser desastroso. Tirar do jogo Bas Dost era ter a certeza que passaríamos o que restava a rezar a todos os santinhos para que o karma não voltasse a cair-nos em cima.

 

"Eu tinha avisado!"

 

Na última ronda pelos emprestados, deixei uma nota a Fábio Martins, jogador formado no Porto, que tem conseguido subir degraus seguros na carreira, graças à sua qualidade. Provavelmente nunca voltará a fazer um golo daqueles mas eu tinha alertado. Escusado será dizer que este golo surge devido a uma total apatia e inépcia na hora de reagir à chamada "segunda bola". Não há um jogador num raio de muitos metros preparado para reagir àquele ressalto de bola vindo do corte em esforço de Coates, tal como já não havia quem tivesse estorvado a acção do jogador que tentou o passe. Tudo isto numa equipa com 10 elementos, a precisar de segurar uma vantagem preciosa que manteria acessa a chama do título. O resto é talento do miúdo e um balde de água fria (ai um) tremendo que apaga a nossa chama e desanima a nossa esperança.

 

"E agora?"

 

Podia guardar este ponto para mais tarde mas isso seria empurrar com a barriga um problema evidente. Esperar por um desaire (agora ou mais tarde) na Taça não é o mais adequado, até porque, não salvando a época, a taça de Portugal é um objectivo que convém que não deixe de o ser.

Nada se mudará até terça-feira mas algo é preciso fazer depois disso. Bruno de Carvalho deu poder a Jorge Jesus. Esse poder acarreta responsabilidade e Jesus é o principal responsável do evidente mau planeamento da época. O plantel foi construído com lacunas gritantes e demasiados pontos de interrogação, que agora se mantêm. Aquilo que no início da temporada, esperançosamente, pareciam soluções, são agora problemas e está nas mãos de Bruno de Carvalho pôr termo a isto, restituindo para si a pasta do futebol e, consequentemente, retirando algum do poder a JJ. Ter tomates para tomar essa decisão poderá ser fulcral, até como medida eleitoral. É fundamental que se perceba que o Presidente não está refém do treinador. É fundamental que Jesus oiça o que ouviram os antecessores: "Os reforços estão em casa". Resta saber se alguém pega nos excedentários, muitos deles com contratos generosos.

 

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Hoje joga o Sporting

Por todos os motivos e mais alguns, visitar o Desportivo de Chaves encerra sempre muitas dificuldades para a equipa do Sporting. Ora porque, normalmente, lá vamos sempre no inverno, porque as arbitragens nos são adversas e até mesmo porque coisas insólitas podem acontecer.

 

Quem não se lembra da época 95/96 em que, quando o Sporting pressionava para desfazer o empate a uma bola, as luzes do estádio se apagaram e só voltaram a acender já após o período regulamentar para que o jogo se reatasse no próprio dia. Resultado: o Sporting teve de deslocar-se a Chaves duas semanas depois, dois dias antes de uma visita ao Estádio das Antas. Escusado será dizer que, para além de todo este desgaste, o árbitro da partida não deu descontos e só se jogaram 2.25 minutos, dos quais nem um foi de tempo útil de jogo.

E que tal a azia do Coroado em 98/99, quando anulou um golo e deixou escapar dois penaltis em mais um jogo que havia de terminar empatado, desta vez a duas bolas?!

Pois, para além das naturais dificuldades do estádio em si e do adversário, parece que nos estão sempre destinados alguns contratempos.

 

Em 13 visitas a Chaves para o campeonato, o Sporting só venceu quatro vezes, tendo empatado sete e perdido duas. Todas as vitórias são pela margem mínima e com grandes dificuldades.

O árbitro de hoje é Nuno Almeida, mais um árbitro/adepto que, espero eu, deixe o adepto em casa, pois o simples estatuto de árbitro já pode ser-nos prejudicial.

 

Devido ao pacto de silêncio decretado até ao jogo com o Marítimo (!), não há lista de convocados mas consta que Jesus levou todos os disponíveis para trás-os-montes, onde teremos de jogar novamente na 3ª feira.

Prevejo um jogo de luta, daqueles em que o fato de macaco pode ter de substituir o fato de gala e o futebol vistoso. Na verdade, dispenso o futebol espectáculo desde que os três pontos fiquem do nosso lado.

Provavelmente, Beto continuará a ser o dono da baliza, com Esgaio, Coates, Douglas e Jefferson a completar o sector defensivo.

William e Adrien assegurarão as despesas do meio-campo, com Gelson e Campbell nas alas. Bas Dost deverá ser acompanhado por Alan Ruiz ou Bruno César.

 

Fora as dificuldades já enumeradas, jogaremos com o resultado do jogo do Benfica, que joga primeiro e, seja qual for o desfecho da partida, trará sempre uma dose mínima de pressão adicional que, em jogos equilibrados pode ter o seu peso.

 

Espero que entremos bem no jogo, tal como fizemos em Alvalade com o Feirense pois poderemos assim tornar o jogo menos complicado.

 

SPOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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SPORTING CP 2-1 Feirense: O dia e a noite

Fazer uma primeira parte de grande nível sem sequer precisar de Gelson é de salientar. A lesão de Adrien foi mesmo o único ponto negativo do primeiro tempo e, felizmente, foi só um susto. Está tudo bem com o capitão.

O Sporting entrou intenso, acutilante, perigoso e com vontade de marcar cedo. Antes dos 20 minutos Bas Dost já havia marcado duas vezes e prognosticava-se uma noite tranquila em Alvalade...ou talvez não, visto que estávamos a assistir a um jogo do Sporting.

Com um Alan Ruiz transfigurado, um Campbel interventivo e Bas Dost a fazer aquilo que melhor sabe, dois golos foram pouco para o que podíamos ter produzido nos primeiros 45 minutos.

 

Mas não há Sportinguista que descanse com um resultado de 2-0. Todos sabíamos que era necessária uma entrada forte para "matar" o jogo ou ficávamos à mercê do azar e de uma quantidade de factores aleatórios (ou não) que acontecem com maior frequência em jogos do Sporting.

Tirando Campbell, todos baixaram de intensidade na segunda metade. Desde o minuto 37 que o nosso motor de alta cilindrada não estava em campo e, pior que ele não estar, era ter sido substituído por um de dois cavalos. 

Elias nunca conseguirá fazer o que faz Adrien, William nunca rende o mesmo sem Adrien, a verdade é que o Sporting não consegue ser forte sem o seu capitão e isso notou-se mais uma vez. A bitola de intensidade e entrega que habitualmente é definida por Adrien, passou a ser colocada muito baixa, ao nível de um pagode ao final de tarde com umas cervejinhas na asa.

A falta de Adrien não explica tudo mas o crescimento do Feirense tem muito a ver com a falta do capitão e a influência que ele causa nos restantes companheiros. Jesus tem de perceber definitivamente que, sem o motor em campo, o meio-campo tem OBRIGATORIAMENTE de ter três homens. Teremos de colocar dois a fazer o trabalho de Adrien mas é necessário garantir que o que ele faria sozinho é feito, sob pena de acontecer o que aconteceu nos segundos 45 minutos.

 

Depois, há que contar com o critério do árbitro a alargar sempre que se sente que o Sporting pode tremer, os foras-de-jogo que se vão assinalar para nos impedir de chegar à área e um ou outro golo que pode sempre surgir de um lance fruto ou precedido de uma ilegalidade.

Não, a passividade dos nossos laterais no lance do golo não pode ser ignorada mas também não posso deixar de dizer que o lançamento lateral que dá origem ao golo do Feirense é incorrectamente assinalado contra nós (sim, o Alan Ruiz também recebeu a bola em fora-de-jogo no lance do 2-0).

Durante toda a segunda parte nós dormimos na forma e vivemos dos fogachos de Campbell, parte deles cortados injustificadamente pela equipa de arbitragem (assim de repente, lembro-me de um livre à entrada da área por assinalar e um lance em que Gelson acabaria cara a cara com o guarda-redes, no qual é assinalado um fora-de-jogo inexistente).

 

Há coisas que têm de ser ditas. Frente a uma das equipa mais fracas do campeonato, acabou por ser suficiente jogar apenas metade do jogo mas, frente a 80 por cento das equipas do nosso campeonato, ontem teriam saído 40 mil adeptos tristes de Alvalade, após um resultado que nos atrasaria ainda mais na classificação.

Não aconteceu mas, se há coisas boas a retirar daquilo que se passou nos segundos 45 minutos é que a equipa não vai embandeirar em arco uma boa exibição em metade de um jogo, porque essa boa meia exibição quase não chegou para vencer um dos clubes da cauda da tabela.

Assim, foco e entrega total aos próximos jogos, ou chegaremos ao fim de Janeiro como um candidato a ganhar BOLA.

 

Retire-se o muito que de bom se fez e corrija-se rapidamente o que fizemos de errado. É tempo de encontrar uma forma alternativa de jogar sem Adrien, pois não sabemos quantas vezes isso vai ter de acontecer até ao final da época. Arranjemos um plano B que inclua Palhinha, que tanta falta fez ontem no banco. Potencie-se a qualidade que Alan Ruiz demonstra ter e saúde-se que, finalmente, Gelson tenha um parceiro de ala que possa suprir um jogo menos bom da sua parte. É bom saber que o miúdo não vai ter sempre de levar a equipa para a frente sozinho, mesmo que Campbell tenha os mesmos defeitos que o puto Martins. Depois, por favor, aproveitemos a máquina de fazer golos que é Bas Dost. Se em dois remates o holandês faz dois golos, imaginem se tiver 6/7 oportunidades por jogo. É urgente servir Dost com mais qualidade pois, o resto, ele faz como poucos. Imaginem dois jogadores de corredor que em mais de 100 cruzamentos só acertam com um colega (muitas vezes em más condições) por 30 vezes. Isto acontece e não pode, sobretudo quando muitas vezes há espaço e tempo para fazer melhor.

 

Enfim, venha o Chaves, num duplo confronto marcado para os próximos 10 dias e que venhamos de trás-os-montes com duas vitórias e um sorriso nos lábios.

 

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Hoje joga o Sporting

Noite fria e 40 mil leões esperados no José Alvalade para apoiar e festejar com a equipa uma vitória e mais três pontos, fundamentais para manter a distância para o líder e encurtar o espaço para o segundo classificado.

Jesus chamou Palhinha e o jovem médio está convocado. Rui Patrício e Rúben Semedo continuam lesionados e não fazem parte dos planos para hoje. Voltando a Palhinha, acho que Jorge Jesus, sabendo que dificilmente encontrará o parceiro para Bas Dost, poderá estar a pensar num meio-campo a três e Palhinha, para além de dar mais liberdade a William e Adrien, poderá ser determinante na resolução dos problemas das laterais. Defender, ganhar duelos aéreos e dobrar os laterais são os pontos fortes de Palhinha e, apenas com o seu regresso, podemos resolver a maior parte dos nossos problemas defensivos. Mesmo sendo apenas alternativa a William, o seu regresso será sempre uma mais-valia.

Markovic não está convocado e parece-me óbvio que, sendo possível, o seu regresso ao clube de origem nos seria benéfico.

 

Hoje, frente ao Feirense, temos obrigatoriamente que vencer e uma vitória clara e inequívoca pode ser importante para dar à equipa a confiança que tem faltado.

Continuamos em busca de uma série de vitórias que suba a auto-estima e o rendimento dos jogadores, ao ponto de voltarmos a ser verdadeiramente temíveis, como fomos no ano passado.

 

Com Zeegelaar de fora dos convocados, será novamente Jefferson a assumir a lateral esquerda. É verdade que a equipa vem sofrendo menos golos desde que regressou mas continua a ser inexistente a efectividade do seu apoio ao ataque, evidenciando as mesmas debilidades na hora de defender. Do lado oposto, Esgaio voltará a merecer confiança, pelo menos até Schelotto estar recuperado. A Esgaio, que é mais competente que Jefferson nos equilíbrios defensivos, falta-lhe alguma confiança para fazer no ataque aquilo que fazia com naturalidade quando jogava mais adiantado no terreno. Assim que se der esse click no nazareno, podemos encontrar o dono da lateral direita. Caso não aconteça, Jorge Jesus poderá ceder à tentação de ir ao mercado, com todas as incertezas que uma nova abordagem pode trazer.

 

Seja como for, espero uma equipa ligada e intensa na hora de atacar e provocar o erro ao Feirense. Não há como negar que jogaremos frente a uma das equipas mais fracas da Liga e temos mais do que obrigação de vencer.

Como resultado disso, espero o regresso de Bas Dost aos golos e acredito que fará mais do que um. 

Vêm aí um duplo duelo com o Chaves é será determinante ir a trás-os-montes com mais três pontos na contagem.

 

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Belenenses 0-1 SPORTING CP: Assim sabe melhor

Era impossível desejar uma equipa que se apresentasse no Restelo tranquila, confiante e assertiva. O nervosismo e ansiedade, embora indesejáveis, eram condicionantes normais num jogo daquela importância. Porque vínhamos de três derrotas nos últimos quatro jogos, uma delas com um rival e outra que nos afastou da Europa. Era isto e mais a revolta perante alguns factos que ajudaram a que essas derrotas se concretizassem. Factores a mais que acabam por resultar num normal jogo em que a lucidez foi quase sempre sobreposta pelo crer, a vontade de fazer depressa e bem.

 

Não foi um bom jogo mas não há nada a apontar aos jogadores. Houve vontade e intensidade, aliada a muita ansiedade.

Melhor a segunda parte que a primeira, onde tentámos resolver mais as coisas individualmente. Mesmo assim, só pode elogiar-se a atitude de Alan Ruiz e Gelson Martins, aqueles que menos se esconderam e mais chamaram a si a responsabilidade durante os primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, embora agindo mais como equipa, continuou a faltar acertar o passe no último terço, sobretudo o malvado último passe. 

O número é absurdo mas, acreditem, real. Trinta e cinco (35). Foi este o número total de cruzamentos tentados. Apenas três encontraram como destinatário um jogador do Sporting e isto diz muito da descaracterização actual do nosso jogo, em que os nervos se sobrepõem àquilo que deveria ser o nosso normal comportamento em campo, individual e colectivamente. Todavia, os sete passes para ocasião acabaram com uma eficácia baixa mas suficiente para atingir o objectivo.

 

Porque gostei da atitude de todos, não vou apontar erros nem individualizar negativamente. Todos os erros foram claramente na tentativa de fazer o melhor, o mais depressa possível.

Destaco, isso sim, positivamente, alguns dos jogadores determinantes para que o nosso Natal seja mais alegre. 

Beto mostrou mais uma vez que, não estando Patrício, podemos contar com ele. Foi o melhor em campo e evitou aquele triste fado do leão.

Bas Dost, pelo golo, naturalmente, mas também por não ter desistido após um jogo ingrato.

Esgaio, que num contexto complicado soube pegar no jogo (e foi dos que mais teve a bola) e assumir-se, sem se esconder. Teve uma exibição bem conseguida que merece continuidade.

Alan Ruiz e Gelson, porque foram sempre os maiores factores de imprevisibilidade no jogo (Campbell também, nem tanto pelos mesmos motivos).

William e Adrien, mesmo desinspirados, com erros pouco comuns ou até cansados são sempre garante de qualidade e entrega em todos os momentos do jogo. 

Depois, e para terminar a análise mais individualizada, os três que entraram acrescentaram todos algo ao jogo. Campbell acaba por ser decisivo e é inacreditável como a sua imprevisibilidade desespera, ao mesmo tempo que entusiasma. Nunca se sabe o que vai fazer, se três cruzamentos para a bancada ou três passes para golo, se três fintas ou três perdas de bola. Traz uma anarquia ao jogo que faz dele quase sempre um melhor suplente que um bom titular. Assistiu primorosamente para o único golo do jogo.

 

Termino com o momento do jogo, a maior demonstração de que nada está perdido. Num jogo em que faltou alguma criatividade táctica e técnica, sobretudo no último terço, em que os nervos tornaram o destino dos passes mais incerto e em que parecia que acabaríamos o jogo no tão pouco característico "chuveirinho", é um raro momento de lucidez e boas decisões que termina com Bas Dost a empurrar para o fundo das redes e a festejar com a imensa onda verde que nunca se calou no Estádio do Restelo. Tudo o que tão mal havíamos decidido no último terço, durante todo o jogo, foi bem feito já após o minuto 90. Um momento de alegria que prova que os nossos rapazes sabem o que fazer em campo e nos indica que uma boa série de vitórias trará de volta aquela equipa confiante, desinibida, tranquila e assertiva.

 

Foi difícil mas assim soube melhor. São estas as que eu mais gosto, com sofrimento, à Sporting!

 

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Hoje joga o Sporting

Depois de hoje à tarde os juniores atingirem a 17ª vitória em 18 jogos, chega a vez da equipa liderada por Jorge Jesus salvar o Natal leonino.

Com um bis de Pedro Marques (impressionantes 21 golos em 22 jogos, com um golo a cada 73 minutos de competição) e Rafael Leão a abrir o activo, os jovens leões mantêm os onze pontos de vantagem sobre o Benfica, numa altura em que restam doze pontos por disputar e estão praticamente definidos os clubes presentes na fase que apurará o campeão nacional. Sporting, Benfica, Porto e Braga têm presença garantida. Belenenses, Académica e Vitória SC só por milagre não estarão presentes e resta um lugar a disputar entre Rio Ave, Chaves, Feirense e Leixões.

 

No Restelo não há a folga de que gozam os pupilos de Tiago Fernandes. O atraso é de onze pontos e não vencer hoje será pregar o último prego no caixão que levará os nossos objectivos por terra.

Embora o histórico recente no Restelo nos seja favorável (4 vitórias nos últimos 5 jogos), olhando aos números globais em jogos para a Liga é evidente que ir a Belém não é um passeio para nós. 30 vitórias e 24 derrotas em 75 jogos e apenas 6 vitórias nos 13 jogos deste milénio.

 

Em todo o caso, a história, sendo um indicador, nada define no presente ou futuro dos encontros entre ambas as equipas. Contrariando os últimos anos, não é normal que hajam muitos golos entre as duas equipas.

Com muitos ou poucos golos, é fundamental sair do Restelo com três pontos que mantenham viva a esperança dos mais crentes e alimente o interesse dos mais cépticos.

Certo é o apoio massivo dos Sportinguistas. A ganhar ou a perder, é sempre Sporting até morrer e nada afasta os devotos do leão do apoio aos rapazes de verde-e-branco.

A nossa exigência prende-se apenas com o resultado que pode bem ser tangencial, por forma a garantir o essencial balão de oxigénio.

 

Sem Rúben Semedo e Rui Patrício lesionados serão Douglas e Beto os previsíveis substitutos a juntar ao onze habitual, que venceu em Setúbal mas não conseguir derrotar o Braga em casa.

Esperemos que a noite fria acabe por aquecer o nosso coração de leão.

 

SPOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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SPORTING CP 0-1 Braga: E agora?

Fora da Europa e a oito pontos do líder da Liga, que objectivos (daqueles mesmo importantes) nos restam? Não vale falar das Taças. Não há Taça que salve a época. Não salvou ao Marco Silva e muito menos salvará a Jorge Jesus.

Temos 3 derrotas na Liga, mais uma do que em todo o campeonato passado. Neste momento, só ganhando todos os jogos poderemos atingir a pontuação da época passada. Sim, temos de ser 100% vitoriosos para fazer um campeonato ao nível do da época passada. Em todas as competições já levamos 8 derrotas e estamos a uma do registo de jogos perdidos no ano passado.

 

Afinal o plantel "retocado" não parece melhor que o do ano passado. Ou então o "cérebro", o homem que pensa toda a nossa estrutura, não está a conseguir melhorá-la e muito menos extrair dos jogadores o rendimento que tiveram no ano passado.

Os reforços, todos trazidos a pedido do senhor 6 milhões, não acrescentam nada (excepção feita a Bas Dost) e temos os mesmos pontos que Marco Silva tinha à 14ª jornada, estando em posição semelhante à que nos encontrávamos nesse tempo.

 

É tempo de fazer algo que o Sporting tem tido pouca capacidade para fazer. Tempo de olhar para dentro e fazer auto-crítica. Apontar num caderninho o que está mal (como fazemos sobre o rival, normalmente no facebook) e traçar um caminho para melhorar.

Nos próximos 6 jogos para a Liga temos 4 fora e sem dúvidas o calendário mais difícil comparativamente ao dos rivais. Porto e Benfica jogarão 4 jogos em casa no mesmo período, sendo que este ciclo de 6 jogos termina com uma ida ao Dragão.

 

Tenho alguns anos disto para saber que uma nova diferença de 4 pontos fará renascer a esperança de muitos. Não vou dizer tacitamente que o campeonato acabou mas é impossível não assumir que quase precisamos de um milagre.

Jesus já provou que pode dar-nos uma qualidade como poucos mas compensarão as virtudes todos os defeitos que teima em continuar a demonstrar? É isto que terá de ser Bruno de Carvalho a decifrar. Deu a Jesus o poder que nenhum teve. Poder esse que Jesus não aceita perder. Está nas mãos do Presidente, do treinador e dos jogadores alterar o estado das coisas.

 

Os adeptos sempre têm apoiado. Estão mais nervosos, apreensivos, exigentes? É normal. Tendo em conta tudo o que se tem passado foi um milagre que os assobios só tenham vindo em força após o jogo. Estamos unidos em prol do Sporting mas não aceitamos (pelo menos eu não aceito) que sejamos nós os únicos a sofrer com isto.

Nem era para dizer nada...não vou analisar o jogo. Foi mau, dos piores da época. Há muito a melhorar e talvez opções na construção do plantel a reponderar.

 

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2015/16 vs 2016/17

Na melhor das hipóteses, o Sporting fará este ano 51 jogos, tantos como os que realizou no ano passado. Com a eliminação das provas europeias e apenas as taças e o que resta do campeonato para jogar, só a presença nas duas finais garantirá o mesmo número de jogos.

A margem para errar é reduzida e cada derrota terá a partir de agora um peso gigantesco pois pode significar um atraso ainda maior no campeonato ou a saída de uma das restantes provas, onde nos assumimos como candidatos à vitória final.

Com 22 jogos disputados até ao momento, ganhamos menos e perdemos mais, marcamos menos e sofremos mais golos.

Nem faz sentido separar jogos de diferentes competições pois, se este ano tivemos duplas jornadas com Real Madrid e Borussia Dortmund, no ano passado, nos primeiros 22 jogos, já tínhamos jogado mais dois derbies que este ano e um exigente playoff de acesso à Champions. Diria que as dificuldades entre os primeiros 22 encontros de 2015/16 e 2016/17 andarão ela por ela. Vamos aos números:

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A percentagem de vitórias deste ano é semelhante à da pior das últimas três épocas (2014/15, em que Marco Silva era o treinador), com a agravante de juntarmos mais 3 derrotas às averbadas há dois anos.

 

Relativamente à temporada passada, faz sentido analisar aquilo que foram também as primeiras 13 jornadas da Liga. A maior diferença prende-se com o facto de, na temporada passada, apenas tenhamos jogado o derby até à 13ª jornada (o clássico seria jogado apenas à 15ª). Vejamos as diferenças:

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Na época passada, à 13ª jornada, éramos líderes isolados, ainda não tínhamos perdido e sofríamos metade dos golos. Os 69% de pontos conquistados estão muito longe dos 90% de há um ano e já temos tantas derrotas como em todo o campeonato passado.

Sabendo que as coisas não são lineares mas tendo consciência que a competitividade deste ano não difere muito da do ano passado, vou fazer um exercício especulativo, admitindo que o campeão fará pelo menos os 86 pontos que o Sporting fez em 2015/16. Ora, a nossa margem de erro até ao final do campeonato seria de dois empates, 4 pontos (dois no caso da pontuação do Benfica no ano passado ser igualada).

Há que admitir que será dificílimo recuperar estes cinco pontos, mesmo que ainda faltem 21 jogos. O Benfica pouco perde nos jogos frente às ditas equipas pequenas e será imperioso repetir o registo do adversário nesses jogos, para depois recuperar a distância no confronto directo, onde precisaremos da ajuda do Porto num campeonato que, ao contrário do do ano passado, poderá mesmo ser decidido entre três equipas.

Por último e deixando um lastro de esperança, recordo que basta fazermos aquilo que o Benfica fez da 13ª jornada (onde tinha sete pontos de atraso) para a frente. 28 vitórias e 1 derrota nos jogo que faltam...sem colinho.

 

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Benfica 2-1 SPORTING CP: Culpas repartidas

Entre o desperdício dos nossos e as mãozinhas dos outros estará o motivo da derrota de ontem. E se já teria sido injusto sair da Luz só com um ponto, perder o jogo é um golpe duro e difícil de digerir. Mais difícil se torna quando assistimos a uma arbitragem que nos dificultou ainda mais a tarefa e nos tirou algumas possibilidades de ser felizes.

 

O domínio foi claro. Algo consentido pois, Rui Vitória, sempre que defronta o Sporting, monta a equipa para jogar em transições rápidas, valendo-se de uma união e entreajuda que, é inegável, os encarnados têm. Foi uma exibição tão avassaladora quanto a do ano passado, que peca por não ter tido a eficácia demonstrada a 25 de outubro de 2015. Com o aproveitamento demonstrado no duelo da temporada anterior, facilmente teríamos marcado a diferença entre aquilo que é a identidade de jogo e a qualidade dos dois conjuntos.

 

Começo por nós, pelo que fizemos e deixámos por fazer. Orgulha-me a forma extenuada como vi William e Adrien terminar o jogo. É pelo exemplo que dão em campo que granjeiam apreço da esmagadora maioria dos Sportinguistas. William com mais qualidade nas suas acções do que Adrien mas ambos a personificar o lema do nosso Clube. Excelente o nosso Rui Patrício a segurar a vantagem mínima antes do intervalo e entusiasmante a entrada de Campbell no jogo de ontem (pena que não seja sempre assim). Brilhante, o puto Gelson. Pensa o jogo com cada vez mais critério e dá neste momento a todos uma lição de maturidade a cada jogo. Menos decisivo mas não menos preponderante em toda a manobra colectiva.

 

Depois a parte menos boa. As nossas laterais demonstraram mais uma vez a sua fragilidade, sobretudo a esquerda. A forma como Marvin (não) controla Salvio à distância no lance do primeiro golo é inadmissível, sobretudo quando parte para o lance com total controlo do espaço. O argentino só finaliza porque o holandês "dormiu na forma".

No lance do segundo golo, culpas mais repartidas. Entre Ruiz (que obrigou William a ter de sair do meio para tentar cobrir a falha de marcação a Nelson Semedo), Marvin (que mais uma vez foi demasiado passivo, desta vez a fechar a linha de passe) e João Pereira (que se deixou antecipar pelo mexicano) estão encontradas as razões para o avolumar do resultado, num momento em que até poderíamos estar na frente.

Tenho de falar em Bas Dost. Pode parecer injusto, pois o holandês mostrou qualidade no jogo sem bola, exporando bem a profundidade, enquanto alternava com o apoio frontal aos colegas mais recuados mas, para um matador, tem de ser mais eficaz. Sem querer levantar fantasmas, até porque acho Dost pelo menos ao nível do seu antecessor, não tenho dúvidas que Slimani marcaria pelo menos uma das oportunidades que o holandês desperdiçou.

Por fim, Jesus... Já não é a primeira vez que não entendo a leitura que o "mestre" faz do jogo, com consequências que depois se verificam em erros de juízo na hora de trocar um jogador por outro. Entendo a confiança de Jesus em Bryan Ruiz, na sua inteligência e capacidade para gerir como poucos os ritmos de jogo mas este Ruiz não é o melhor que já vimos, ao contrário de Bruno César, que tem mostrado o melhor de si desde que chegou. Também a saída de Dost nos minutos finais não se percebe. Não quando o jogo directo poderia ser tudo o que nos restava. A troca de avançados facilitou a gestão dos últimos minutos ao adversário. Quanto aos que entraram, não é justo culpar Jesus pelo rendimento de Alan Ruiz, por exemplo. A intenção era a melhor e até a percebi. Simplesmente o argentino não correspondeu. Se temos cérebro a montar a estratégia e ideia de jogo, muitas vezes temos falta dele durante os 90 minutos.

 

Por fim, mas não menos determinante, a gestão do jogo de Jorge Sousa. Dualidade de critério em lances idênticos, que resulta num número díspar de faltas cometidas por ambas as equipas, falta de critério na análise dos lances de mão dentro da área e um conjunto de faltas no meio campo encarnado por assinalar, com aquela de Luisão sobre Adrien "à cabeça".

Se no lance de Pizzi posso até dar o benefício da dúvida, dado o ressalto em Lindelof, o mesmo não posso fazer na acção deliberada de Nélson Semedo para cortar a bola com o braço direito. Fica pelo menos uma grande penalidade por assinalar, num momento em que o Sporting poderia ter aproveitado para empatar antes do intervalo e, nestes jogos, a análise correcta destes lances pode ser determinante para um justo desfecho dos mesmos. Vídeo-árbitro, precisa-se!

 

São cinco pontos, os mesmos que tínhamos de atraso há uma semana. Está mais difícil mas há muito jogo pela frente. Venha o Vitória sadino, que a Taça é um dos objectivos da época.

 

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Hoje joga o Sporting

O derby de Portugal, o jogo mais apaixonante deste país e o único que o faz efectivamente parar.

Benfica e Sporting defrontam-se hoje no Estádio da Luz, ambos vindos de uma derrota europeia, embora com repercussões diferentes.

Na Liga, o oposto. O Sporting vem galvanizado por uma vitória que permitiu ficar a dois pontos do rival, que perdeu na Madeira, e vê assim a liderança em disputa no jogo de mais logo.

 

O histórico, esse, é em muito desfavorável ao Sporting. Apenas 15 vitórias na Luz em 82 jogos, no entanto, há dois encontros que não perdemos em solo "inimigo".

Olhando à "era Bruno de Carvalho", em todas as competições, 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, 12/13 em golos marcados e sofridos.

Destes 10 jogos, 6 foram no Estádio da Luz. 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, 8/9 entre golos marcados e sofridos.

Equilíbrio evidente nos derbies dos últimos quatro anos e indicador de um jogo, como sempre, de resultado imprevisível.

 

Bluff's à parte, independentemente de quem jogue, será natural esperar duas equipas empenhadas, sobretudo em não perder o jogo.

Espero um jogo "amarrado", com duas equipas calculistas e onde os esquemas tácticos poderão ter um carácter decisivo.

No estádio, quase 60 mil adeptos encarnados terão dificuldade em parar a onda verde, que se espera de mais de 3 mil leões, de garganta afinada para cantar pelo nosso grande amor.

 

Liderança em jogo, nervos em franja, que role a bola...

 

SPOOOOOOORTING!

 

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SPORTING CP 2-0 Vitória: Correu tudo tão bem que até a chuva deu tréguas

Um dia de dilúvio em Lisboa, que parou para o Sporting jogar, nunca poderia terminar mal. 

Os adeptos agradeceram a São Pedro e os jogadores agradeceram aos adeptos, presenteando quem esteve no Estádio ou viu pela TV com uma exibição de qualidade enquanto foi preciso.

 

No final do primeiro tempo o resultado peca por escasso. Por culpa de Bruno Varela e de Rui Costa. O guarda-redes do Vitória porque antes dos trinta segundos já tinha negado o primeiro golo e o árbitro da partida porque anulou a Bas Dost um golo perfeitamente legal.

Na segunda parte, jogámos o suficiente para manter o adversário sob controlo e até para avolumar o resultado, algo que acabou por não acontecer.

 

Não vi o jogo com a atenção que desejava e não tive tempo para rever, por isso, do que observei com mais atenção, vi sobretudo um Gelson que mete respeito aos melhores laterais do Mundo e que nada fica a dever aos melhores na sua posição. O miúdo é "top" e um caso sério de maturidade precoce, inteligência e controlo emocional.

Mais um jogador de classe Mundial formado em Alcochete, não tenho dúvidas disso. Em jogos como este, em que os melhores laterais do Mundo nem estão presentes, é dar-lhe a bola que o miúdo resolve. 4 passes para ocasião (quase sempre flagrantes), 100% de acerto nos cruzamentos e uma assistência (já leva 6 na Liga, onde lidera este dado estatístico) dizem bem do perigo que representa.

 

O mais importante foi assegurado. Três pontos que nos levarão à Luz com a possibilidade de passar para a frente da classificação, sabendo que o único resultado a evitar é a derrota, porque nos afasta do lugar mais importante.

Agora, venham os polacos, espero que assegurando a presença na Liga Europa.

 

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Hoje joga o Sporting

Dia de temporal que augura um jogo muito difícil para o Sporting, a equipa que se prevê que pior se adapte a um jogo de luta e pontapé para o ar.

As bolas paradas terão uma preponderância ainda mais decisiva, na falta de poder resolver as coisas de bola corrida e jogo apoiado.

Com Rúben Semedo de regresso, não há novidades na convocatória nem espero novidades no onze que, espero, seja o esperado.

 

Depois do empate no derby de futsal, melhor para nós do que para o rival, é tempo de encurtar distâncias no futebol. Uma vitória coloca-nos a dois pontos da liderança, podendo discutí-la com o rival directo daqui a uma semana.

Não há jogo nenhum mais importante do que o de hoje. Vamos, Sporting!

 

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Boavista 0-1 SPORTING CP: Três pontos muito importantes

Uma vitória à Sporting. Sofrida, sem necessidade disso. Duas bolas nos ferros e aquela atracção pela tragédia que, felizmente, não se consumou. 

Boa primeira parte, segunda parte mediana mas a verdade é que prefiro assim. Uma vitória suada saberá sempre melhor que uma goleada. É assim o Sportinguista. Temos o coração treinado para o pior e um jogo com emoção é sempre melhor do que um jogo sem história. Nem todos concordarão, eu sei. Mas já dei comigo entediado em goleadas (algumas delas com excelente futebol) e entusiasmado com vitórias tangenciais, com momentos de arrancar os cabelos.

No fundo, sabe-me bem vencer, sabendo que o adversário tudo fez para que isso não acontecesse (e olhem que isto não acontece em todos os campos). Num jogo do Sporting, nada nos é dado de mão beijada.

 

Ontem, fruto de uma boa entrada no jogo, depressa colocámos as redes do Boavista em perigo. Dost, depois de acertar no poste, após boa jogada com Campbell, fez o único golo do jogo após brilhante jogada individual de Gelson que, sozinho, criou o golo. Bas Dost fez aquilo para que o contratámos e que o próprio já afirmou ser a sua obrigação em lances como aquele. Atirou a contar e estava feito o mais difícil num dos mais duros campos deste campeonato.

Campbell, a surpresa do onze, acompanhou Bas Dost no ataque e, tal como os restantes que têm desempenhado esta função, não me convenceu que está encontrada a solução para o lugar. Talvez possa ser mais efectivo do que os que o antecederam mas ainda não é bem aquilo, tal como Jesus confirmou na flash e na conferência de imprensa. Com dois avançados que não parecem ser opção para o lugar e com o costa-riquenho a assumir a pole-position (veremos por quanto tempo), dou por mim a pensar se não poderia ser Mané a acompanhar o holandês.

 

O intervalo chegou com o Sporting em vantagem mas não sem antes apanhar um susto. Após uma bola que sai pela linha final (aposto que a maioria nem reparou). Patrício não segura o esférico e acaba por proporcionar uma situação de finalização aos da casa. Felizmente o remate saiu por cima.

Importante dizer que, para não variar, o Sporting chegava a meio do jogo com dois jogadores amarelados sem que em nenhum dos casos se tenha percebido porquê.

 

Na segunda parte o Boavista entrou melhor e soube condicionar mais o nosso jogo, sem que daí tenha vindo grande perigo para a baliza de Rui Patrício. Ainda assim, a melhor oportunidade do segundo tempo foi mais uma vez criada por Gelson mas desta vez finalizada por Bruno César que, de fora da área, atirou à barra.

 

Entrados nos últimos 10 minutos, já começava a ficar nervoso. Era o período crítico e Veríssimo estava a mostrar-se. Vendo que as faltas e faltinhas inventadas no meio campo leonino não estavam a resultar, resolveu expulsar injustamente e incompreensivelmente Rúben Semedo que, fazendo falta, não coloca minimamente em risco a integridade física do jogador do Boavista.

Felizmente, o Sporting foi mestre a gerir os últimos minutos do jogo. Com a mesma receita em Guimarães e Madrid, podíamos estar hoje bem melhores do que estamos.

 

Dizer, para terminar, que Gelson é hoje o melhor jogador do Sporting, o mais influente e mais decisivo da equipa. Um verdadeiro craque! Foi novamente o melhor em campo e está em grande forma. 

Foi bem secundado por Bas Dost (o segundo melhor em campo), William e Coates. Num plano idêntico mas mais discretos, destaco Adrien, Bruno César e Zeegelaar. Os restantes estiveram "assim-assim", sendo que João Pereira me parece sempre bem melhor que Schelotto.

 

A noite acabaria por terminar da melhor forma, com Uri Rosel e Domingos Duarte a ajudarem a travar o Porto, deixando assim o Sporting sozinho na vice-liderança.

 

Venham o Arouca e os Pinho a Alvalade, de onde espero que saiam goleados para a Taça da Liga, na próxima 4ª feira.

 

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Hoje joga o Sporting

Convocatória sem surpresas para uma saída difícil, num dos jogos em que, tradicionalmente, o Sporting sente mais dificuldades.

O Boavista já não é o Boavistão do início do milénio, Iuri não joga e há dois indisponíveis por castigo após expulsão.

Será um Boavista enfraquecido e de tracção atrás, à procura do pontinho da ordem.

Com atitude, qualidade e eficácia, os três pontos serão nossos.

 

SPOOOOOOOOOOOORTING!

 

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SPORTING CP 3-0 Arouca: O leão voltou

Nas últimas semanas assisti a muitas tentativas de desculpar a fraca performance do Sporting, muitas tentativas de menorizar a crítica, mesmo que esta fosse construtiva. Vi até menorizar a ausência de Adrien, numa tentativa de valorização de outros dos nossos "activos" menos capazes que o nosso Capitão.

Não há que ter medo das palavras. Há um Sporting com Adrien e um Sporting sem Adrien. Com ele, somos o verdadeiro. Sem ele, entregamo-nos à sorte de poder ser o verdadeiro, num dia bom, ou uma cópia made in China.

Adrien Silva melhora a equipa porque, para além do que dá ao jogo, potencia cada um que está à sua volta.

Pode parecer exagerado mas o Sporting "regressa" numa exibição mediana do seu capitão, onde até falhou um penalti (algo que raramente acontece).Imaginem agora com um Adrien em forma e a jogar ai seu melhor nível...

 

Até o goleador voltou. O simpático holandês, que substituiu o raivoso argelino, continua a fazer-nos felizes e já é um dos meus favoritos. A sua humildade e frontalidade conquistaram o meu apreço e respeito.

 

Quanto a Campbell, bela exibição. Mesmo sem ser um craque e tendo alguns problemas na definição dos lances (que Gelson já revela em menor número), está a anos luz de Markovic.

 

Já que falei em Gelson, sem deslumbrar, o pior que posso dizer dele é que fez um bom jogo. Revela uma maturidade assustadora para alguém com a sua idade e empresta qualidade em cada uma das suas acções. A ala direita funciona muito melhor com João Pereira, precisamente porque beneficia de dois jogadores muito inteligentes e fortes na leitura do jogo. Gelson é um caso de estudo para todos os miúdos da formação, um modelo a seguir e João Pereira é, sem dúvida, o seu melhor complemento neste plantel.

 

Termino a análise individualizada a falar de William. Parece que esteve uns furos abaixo porque falhou alguns passes (7, para ser mais preciso - 4 longos e 3 curtos) mas foi dos que mais beneficiou com o regresso de Adrien. Voltou a estar ao seu nível e fez 95 tentativas de passe...mais 36 que o segundo da hierarquia (Adrien). Acertar 91.6% de quase uma centena de passes é um dado estatístico assinalável, não ao alcance de qualquer médio do Mundo. Fazer isto de forma consistente, como ele faz, muito menos.

 

Resumindo, o Sporting não fez um jogo brilhante. O adversário era fraco. Entrámos bem mas adormecemos no restante da primeira parte, à sombra de um golo madrugador, quase ignorando os fantasmas que tanto nos fazem sofrer no José Alvalade.

Felizmente, entrámos para a segunda parte como para a primeira e só não demos um cabaz aos de Arouca por mera ineficácia.

 

Sinal positivo para mais uma casa acima dos 40 mil espectadores, bitola mínima para o apoio a uma equipa que se quer em crescendo daqui para a frente.

 

Termino esta crónica dizendo que assobiar jogadores do Sporting no final do jogo é sinal de insatisfação (mesmo que não agrade a todos). Fazê-lo antes de um jogador entrar em campo é estúpido e devia ser premiado com uma lambada nos queixos. Se joga no Sporting, é para apoiar, mesmo que não se goste. Se joga mal, expressem a insatisfação após a prestação do jogador.

 

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Hoje joga o Sporting

Vem aí o Arouca e, sempre que me lembro desta localidade, há duas coisas que me vêm à memória: a famosa posta e Fredy Montero, o colombiano que deu as boas vindas à 1ª Liga aos arouquenses, com um hat-trick de golos de todos os feitios.

Por mim, assinava já um resultado idêntico. Foi 5-1, já agora, para os mais esquecidos, e era a estreia de Leonardo Jardim em jogos oficiais pelo Sporting.

 

Hoje, o Sporting recebe um Arouca europeu (embora já eliminado), a tentar sair da crise que tem sido este início de temporada.

Os comandados de Lito Vidigal vêm de duas vitórias consecutivas (uma para a Liga e outra para a Taça CTT), feito inédito nesta época, onde só venceram 3 vezes, nenhuma delas fora de casa. Fora, são 5 derrotas e 2 empates (um deles na Liga Europa). Ou seja, fora de casa, o Arouca tem um ponto conquistado na Liga, em Belém, e convém que assim se mantenha.

 

Para isso, será necessário um Sporting de alto nível, com eficácia suficiente para evitar sustos. Uma entrada forte, é o que se pede sempre, por forma a evitar aqueles já "tradicionais" jogos em Alvalade em que acabamos a correr desenfreadamente atrás dos resultados.

É não sofrer e, de preferência, marcar cedo.

Curioso também para ver se Jesus mantêm o figurino táctico de Dortmund ou volta à forma habitual. Acredito mais na segunda opção mas sem certezas absolutas.

É provável que acabe por jogar João Pereira, tendo em conta a forma como Schelotto terminou o jogo na Alemanha. Marvin deve manter a titularidade na lateral esquerda, agora que até garantiu presença na selecção holandesa. Resta saber se teremos um duo ou um trio no centro da defesa já que, no meio, certamente voltaremos a ver William e Adrien juntos. Gelson e Bas Dost também estarão e os restantes, logo se vê quem serão.

 

Quem não vai faltar, são os Sportinguistas. Certamente mais uma casa acima dos 40 mil, com o entusiasmo de ver, finalmente, uma vitória do Sporting, algo que não acontece há quatro jogos.

O Mundo sabe que nós estaremos lá para os apoiar e só queremos que eles suem a camisola e façam golo(s).

Quanto ao Clássico, não pensemos nele. Não é tempo de olhar para cima, até que o primeiro lugar esteja dependente de nós. Para já, olhemos para a frente.

 

NOTA: Não se esqueçam de levar um cobertor para a acção de solidariedade promovida pela Fundação Sporting, em benefício dos sem-abrigo

 

SPOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Hoje joga o Sporting

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Ficam os meus "quinhentos" de treinador de bancada e passo a explicar as opções.

 

- Patrício, Coates, Semedo, Wlliam, Gelson e Dost são indiscutíveis.

- João Pereira é melhor defesa que Schelotto. Não sobe tanto no terreno mas, com Gelson naquele flanco, não me parece determinante jogar com um ala em vez de um lateral que, ainda por cima, ataca razoavelmente. Além disso, a parelha Pereira/Gelson funciona melhor que a Schelotto/Gelson.

- Entre o que há para a esquerda, Marvin é o menos mau. A sua melhoria passa por rodeá-lo de opções que o protejam e exponham menos ao erro.

- Esgaio entraria no onze precisamente para ser a "muleta" de Marvin, que Bryan Ruiz não tem conseguido ser e que Elias não tem capacidade para amparar, dada a amplitude de movimentos exigida pelo modelo de Jesus.

- Elias mantinha-se assim no onze, com tarefas mais restritas e menos exigentes. Auxiliar William e chegar à frente, com a certeza que terá Esgaio como interior esquerdo, mais do que propriamente um ala.

- Bryan seria então o apoio de Bas Dost e o elo de ligação entre meio-campo e ataque. Menos focado em recuar atrás do meio campo, teria outra liberdade criativa, cansaria-se menos e ganharia lucidez que, por vezes, tem faltado.

 

Claro que tudo isto não dispensaria as dinâmicas habituais do modelo de jogo, onde as coberturas são extremamente importantes para a eficácia do processo defensivo e lançamento do ataque rápido e contra-ataque, em auxílio ao já habitual sistema de jogo que privilegia a posse. Acima de tudo, pede-se mais equilíbrio a um modelo que ainda tenta encaixar da melhor forma algumas peças.

 

Assim ou de qualquer outra forma, o importante é trazer os três pontos, de preferência com um ou mais golos de Bas Dost, que podem ser importantes para elevar a moral para Dortmund.

 

SPOOOOOOOOOOORTING!

 

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SPORTING CP 1-1 Tondela: Foi mau, mas não deixou de ser especial

Poucos são os jogos onde o resultado não é o mais importante. Ontem era apenas a cereja no topo do bolo.

Não lhe quis dizer onde íamos. O miúdo tem a mania de, por vezes, ser do contra e não queria criar e muito menos defraudar expectativas. Disse-lhe que íamos passear e prometi (não sabendo de conseguiria cumprir e corresponder às tais expectativas) que ele ia gostar.

Adormeceu no caminho e, sabendo eu que a hora de descanso dele é sagrada, não o acordei quando chegámos. Assim, fiz-me ao caminho com ele ao colo, a dormir, enquanto eu arfava e suava, que ele já não pesa assim tão pouco.

 

São apenas 3 anos. Neste idade, são uma caixinha de surpresas. Pode correr bem mas há sempre tudo para correr mal (tão à Sporting!). Acordou ao chegar ao Estádio. Não percebeu bem onde estava e foi acordando, lutando contra a vontade de descansar mais um pouco. Os petardos nas imediações do Estádio (que "divertimento" parvo) deixaram-me na expectativa de uma birra e um pedido para voltar para casa. Assustou-se, choramingou mas, vendo à frente o Alvaláxia, pediu para entrar à procura de abrigo.

 

Um leão não desiste à primeira e seguimos para a Loja Verde (que de bom só tem o facto de ser a nossa, tais as limitações e insuficiências). Felizmente, aos olhos ingénuos de uma criança, deu para soltar um "Wow". Ficou impressionado e dei-lhe carta branca. "Podes escolher o que quiseres" (ao mesmo tempo que rezava para que não estourasse o orçamento nos objectos mais caros).

 

Escolheu uma bola, logo ele que nem liga muito ao futebol. Fê-lo convicto e nem outras sugestões o demoveram (pelo menos foi mais poupado do que eu esperava). A escolha tinha um propósito, que explicarei mais à frente. Seguimos para o Estádio, pois não fui com a antecedência que queria.

 

Depois da revista, a bola do puto foi barrada à entrada. Tinha de ficar cá fora e mandei o meu pai ir guardar à porta 1, onde há um gabinete para o efeito. Nada que demovesse o meu jovem leão. Era hora para subir (a bola podia esperar para levar uns pontapés) e nem dava para olhar para trás.

 

A reacção dele ao vislumbrar o interior do Estádio não dá para explicar. Impressionado mas com uma espécie de naturalidade de quem sabe da grandeza do nosso Clube, de quem encontrara ali exactamente aquilo que esperava. Um olhar perdido, de quem tentava absorver tudo, de tal forma que nem percebeu que o alertava para o local onde se encontrava o Jubas. 

 

"Pai, olha ali. É o Jubas!" Percebem?...claramente, ele esteve no mundo dele nos minutos anteriores. A Marcha do Sporting acompanhada com palmas (espontâneas, que fiz questão de o deixar viver a experiência sem a pressão de ter de fazer isto ou aquilo), "O Mundo Sabe Que..." às cavalitas, murmurando a terminação das palavras que conseguia apanhar, enquanto mirava o mar de cachecóis verdes-e-brancos.

 

Começa o jogo. A atenção dele prende-se durante os primeiros 20 minutos, não no jogo em si mas nos pormenores do mesmo que lhe chamaram à atenção. Palmas ao som do tambor das claques, vivas ao Sporting e mãos na cabeça quando Gelson atirou ao poste. Parecia perfeitamente integrado.

 

O resto do jogo passou-se, entre momentos de maior atenção e outros em que resolveu explorar o espaço do nosso Estádio, que agora é também o dele. Interagiu com colegas de bancada, que de acanhado não tem nada, comeu ao intervalo e nem percebeu a impaciência dos que, à sua volta, se mostravam insatisfeitos com a "experiência".

 

Para ele, tudo correu bem. Festejou o golo como se tivesse sido o único da noite e eu acabei por não sair com a azia esperada. O resultado positivo teria mesmo sido apenas a cereja no topo do bolo. Não aconteceu mas o mais importante correu melhor do que eu esperava. O baptismo correu bem.

 

No regresso, explicou-me que podíamos partilhar a bola e não fomos para a cama sem dar uns toque juntos. Depois, percebi eu, que só escolheu este presente para que o pai pudesse desfrutar daquilo que tinha perdido... Há umas semanas contei-lhe que, em criança, havia perdido uma bola do Sporting, a minha preferida. Ele não se esqueceu, foi generoso e quis partilhar o presente comigo.

 

O que podia pedir mais? A vitória? O cérebro que resolva, que é para isso que lá e que ganha o que ganha. Sem bazófia e com mais trabalho que, mesmo desatento, não deixei de observar tudo o que não fizemos e que era nossa obrigação termos feito.

 

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JJ vs JJ

Jorge Jesus protagonizou no ano passado a melhor época de sempre em termos de pontos num campeonato a 34 jornadas. Bateu recordes mas não festejou um único título importante.

O início desta época tem vários pontos de contacto com a época passada.

 

Embora em competições diferentes, os primeiros nove jogos desta época copiam quase a papel químico os primeiros nove de 2015/16.

9 jogos, 6 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. 11 golos sofridos e apenas nos golos marcados as coisas diferem; marcámos este ano 19 golos, mais cinco que os 14 da época passada.

Ambas as derrotas do ano passado são nas competições europeias e, ao nono jogo, ainda não tínhamos perdido para a Liga, embora só cinco dos 9 jogos tivessem sido disputados nessa prova (contra os sete deste ano).

 

Comparemos agora as primeiras sete jornadas de 2015/16 e 2016/17:

- o mesmo número de vitórias (5)

- em ambas as épocas perdemos pontos em dois jogos

- um empate e uma derrota este ano (16 pontos)

- dois empates no ano passado (17 pontos)

- 16 golos marcados este ano (mais dois que os 14 da época passada)

- 9 golos sofridos este ano (mais quatro que os 5 de 2015/16)

 

Não há motivos para alarmismos e, quem sabe, o ter de correr atrás nos foque ainda mais. Também no ano passado éramos segundos, embora em igualdade pontual com o Porto, líder à sétima jornada.

 

Joguem as selecções e venha o Famalicão.

 

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