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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 0-0 Porto: Rei Patrício segura o empate

No dia em que Adrien finalmente se despediu dos sócios e adeptos do Sporting foi outro dos símbolos da nossa formação a brilhar; Rui Patrício manteve a baliza inviolável e segurou o nulo que permite ao Sporting manter a distância para o Porto (1º) e para o Benfica (3º).

 

Não pude ver a primeira meia-hora que, segundo me pareceu pelos comentários que li e ouvi, foi o pior período do Sporting no jogo.

A verdade é que o Porto demonstrou em Alvalade que é um adversário forte. Moralizados por um início de época quase imaculado e onde perderam ontem os primeiros pontos na Liga, os comandados de Sério Conceição tomaram conta das operações a meio-campo, ganhando a maior parte dos duelos, mantendo assim durante um período largo o ascendente no jogo.

 

A verdade é que chegar ao intervalo com um nulo foi um bom resultado para o Sporting. Havia assim a possibilidade de corrigir posicionamentos e aumentar a intensidade.

Assim foi. O Sporting entrou melhor na segunda parte e começou a aproximar-se mais do último reduto dos portistas.

Mesmo sem criar claras oportunidades de golo, começámos a fazer sentir ao Porto que também tínhamos capacidade para assustar Casillas.

 

A verdade é que os lances de maior perigo (ainda que hipotético) saíram dos pés de Jonathan Silva, que com dois/três cruzamentos bem medidos obrigou a defesa portista a aplicar-se para impedir que Bas Dost finalizasse (o holandês podia e devia ter sido mais "rato" no aproveitamento destes lances).

A melhor oportunidade do jogo acaba por surgir numa recuperação de bola de Bruno Fernandes, após um lançamento lateral a favor do Porto. Na cara de Casillas, o português atirou muito por cima e perdeu-se assim uma boa possibilidade para somar os três pontos.

 

Enquanto isso, Patrício ia salvando tudo o que lhe aparecia no raio de acção em mais uma noite quase perfeita, não fosse um lance em que coloca a bola nos pés de um jogador do Porto, travado posteriormente por Coates.

 

A verdade é que, como já disse, o Porto se mostrou um rival forte e num jogo de futebol muito bem disputado, com entrega e intensidade de ambas as partes, ninguém conseguiu desfazer o nulo com que viríamos a chegar ao final do encontro.

 

Confesso alguma estranheza pela demora de Jorge Jesus a mexer na equipa e até pelas opções tomadas. Bruno Fernandes foi bem substituído, na minha opinião. Estava visivelmente cansado e era necessário refrescar o meio-campo ofensivo. Jesus foi conservador, optando por Bruno César em vez de Podence.

Depois disso até entendo o receio de JJ em mexer. A equipa estava bem e, embora cansados, alguns jogadores continuavam a render o suficiente para serem úteis. Mesmo assim, exigia-se mais algum rasgo, se queríamos atacar os três pontos. A entrada de Podence para o lugar de Acuña (também podia ter sido para o lugar de Gelson) não só é tardia como, feita aos 90 minutos, poucos resultados práticos poderia ter no jogo.

 

Agora vem aí a pausa para as selecções e, como disse Jesus, é esperar que aqueles que mais vão viajar joguem pouco, para não virem ainda mais cansados do que foram.

 

Nota de destaque, mais uma vez, para os adeptos do Sporting que quase lotaram o Estádio e nunca faltaram com o apoio à equipa.

 

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Hoje joga o Sporting

Assumo; estou confiante para hoje.

Normalmente apresentamo-nos fortes nos duelos com o Porto. Há 11 jogos que o Porto não vence em Alvalade e, desde a chegada de Jesus que vencemos sempre os dragões em casa para o campeonato.

 

O foco da equipa nos jogos mais mediáticos abre também boas possibilidades para o duelo de hoje à noite.

Nem as previsíveis baixas de Fábio Coentrão e Doumbia afectam a minha fé, embora tornem a equipa menos forte.

 

Apesar da confiança, não falta o nervosismo e a ansiedade que a bola role. O jogo é importante, não o podemos negar.

Ganhar é o único resultado que interessa. O empate pode dar um importante balão de confiança ao Benfica (que não podemos ser nós a moralizar) e a derrota, para além do que já mencionei ainda afasta o Porto para uma distância considerável.

 

Jesus terá isso em mente. Estudou bem este Porto e conhece bem o Sérgio Conceição. 

O treinador do Porto também conhece bem o modelo de Jesus e o jogo tem tudo para ser interessante, embora seja previsível um receio mútuo inicial que durará até ao primeiro golo.

Marcando primeiro, tenho a certeza que ganharemos. Ganhando, tenho a certeza que Bas Dost "molhará a sopa".

 

Vamos, Sporting!

 

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Moreirense 1-1 SPORTING CP: A carroça à frente dos bois

Detesto dizer, "eu avisei".

 

Embora se tenha "cansado" de frisar que só pensava num jogo de cada vez, foi Jesus a passar à equipa o sinal de que já se jogavam os próximos dois jogos em Moreira de Cónegos.

Frente a uma equipa que ia entregar a bola e a iniciativa de jogo e que ia defender junta e agressiva no seu meio campo, pedia-se um onze com maior dinâmica e mais capacidade para desmobilizar o bloco defensivo dos cónegos.

Não tenho dúvidas da utilidade de Bruno César em alguns momentos mas o brasileiro nunca pode ser opção inicial para uma das alas ofensivas. Não quando há melhores opções para oferecer a tal dinâmica e a criatividade que faltam ao "chuta-chuta", que ultimamente já nem à alcunha faz jus.

Juntar Alan Ruiz a Bruno César é meio caminho andado para dar uma parte de avanço ao adversário, como acabou por acontecer.

 

Juntando a isto um Bruno Fernandes com funções que não lhe assentam tão bem e que caem que nem uma luva ao suplente Battaglia, tivemos a receita para 45 minutos de pura desinspiração, "mastigados" e até algo enfadonhos.

 

Ao intervalo entrou Doumbia para o lugar de Alan Ruiz mas, só por si, isso não resolvia todos os nossos problemas. Havia pressa mas teimavam em faltar ideias. Ideias que surgiriam muito mais fluidas se Bruno Fernandes jogasse mais "solto" e se Bruno César tivesse também ficado no balneário (nada contra o brasileiro, atenção).

 

O Moreirense acabou por ser o primeiro a marcar, colocando ainda mais pressão sobre o Sporting, que passaria a jogar mais rápido mas nem sempre tomando as melhores decisões. 

O golo do empate acaba por surgir num lance de bola parada em que me parece, verdade seja dita, que não deveria ter sido assinalado pontapé de canto a nosso favor.

 

A talhe de foice, aproveito para comentar a péssima arbitragem de Luís Godinho e seus pares (os que estavam em campo, já que os outros nada podiam fazer para a evitar).

À semelhança do que vem acontecido noutros jogos, foi demasiado permissivo com as entradas do nosso adversário e acabou por distribuir todos os cartões na segunda parte (a maioria na parte final do jogo), a maior parte deles para o Sporting (!!!).

Mal auxiliado no lance em que corta o ataque ao Moreirense, com dois jogadores com meio campo e apenas Rui Patrício pela frente (convém ressalvar que, embora a bola entre na baliza, há muito que o árbitro tinha apitado e que Rui Patrício se havia alheado do lance).

Mal no lance de Bas Dost com Jhonatan, em que o holandês não faz qualquer falta, antes de Alan Ruiz cabecear para o fundo das redes (também aqui o árbitro apita antes da bola entrar mas, caso não o tivesse feito, teríamos um golo anulado pois aquela bola entraria sempre).

Volta a estar mal no já descrito lance que dá o golo do Sporting.

 

Depois do golo do empate, na minha opinião, Jesus volta a estar mal. Quando parecia ainda mais importante a presença de Bruno Fernandes em campo (mesmo que até ao momento não parecesse inspirado) e quando se impunha a, já de si tardia, saída de Bruno César, foi o português que saiu para a entrada de Battaglia (gestão para quarta-feira, quando o jogo nem estava na nossa mão?!).

Ganhámos agressividade mas não houve acréscimo de criatividade e clarividência na frente. Doumbia não é um "armador" de jogo e, percebendo que Jesus não quis abdicar de Bas Dost, até pelo que ofereceu sempre nos duelos aéreos, eu digo que "nem sempre é com mais avançados em campo que se chega ao golo" (as palavras até são do próprio mestre da táctica).

 

A entrada de Iuri para o lugar de Bruno César aos 73 (!!) minutos já é mais em desespero de causa. Admitindo sem qualquer problema que Iuri podia ter feito melhor nos 20 minutos que esteve em campo, recuso-me a apontar-lhe o dedo por ter falhado alguns passes, que tantos outros falharam antes dele ter entrado.

Sim, é verdade que tivemos ocasiões para ganhar o jogo (Gelson, porra!) mas não é menos verdade que acabámos com o resultado que merecíamos.

 

Nada está perdido e estamos apenas à sétima jornada mas continuo a achar que são nestes jogos que se ganham ou perdem os campeonatos

Agora, já que colocou a carroça à frente dos bois, espero que o Barça saia "atropelado" (1-0 chega) de Alvalade e que isso não prejudique a abordagem à recepção ao Porto.

 

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Hoje joga o Sporting

É nestes jogos que se ganham os campeonatos. 

Frente a um adversário do fundo da tabela e sobretudo por ser antes do jogo com o Barcelona para a Champions, o perigo é enorme.

Perigo de haver quem, por inconscientemente não querer perder um jogo como a recepção ao Barça, não coloque toda a intensidade nos duelos ou não dê tudo naquele último pique.

Claro que isto não pode acontecer mas, em alguns casos, é algo que foge ao controlo dos jogadores.

 

Uma equipa mentalmente preparada, não facilitará e será segura defensivamente o suficiente para que um golo baste para trazer os três pontos de Moreira de Cónegos.

A tal mentalidade de campeão que Jesus tanto fala tem de estar lá hoje, bem presente e vincada.

 

Tenho a certeza que o nosso treinador irá gerir todos quantos se encontrem com algum tipo de limitação, mesmo que mínima. É importante que, quem jogue, esgote as reservas de energia, entrega e querer.

É nestes jogos que se fazem os campeões!

 

Vamos, Sporting!

 

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SPORTING CP 2-0 Tondela: Sem nota artística? O caraças!

Se os golos de Mathieu e Bruno Fernandes não valeram pela nota artística de todo um jogo que se assemelhasse a um bailado de uma das maiores academias do Mundo, vou ali e já volto.

 

Não foi um jogo bem jogado. Teve lampejos de qualidade de algumas individualidades até ao segundo golo, melhorou depois, não sei se porque a equipa descontraiu e porque o Tondela baixou os braços se pelo simples facto de Alan Ruiz já não se encontrar em campo...fica a dúvida.

 

A verdade é que nem todos os jogos terão o brilhantismo do de Guimarães e, para um aspirante a campeão, será necessário que a nota artística surja em doses mínimas mas suficientes para resolver jogos como o de sábado, onde faltou inspiração colectiva mas não faltou brilhantismo, mesmo que momentâneo, por parte de algumas individualidades.

 

Não foi o caso de William Carvalho, que me leva a agradecer a todos os tubarões europeus, mais todo e qualquer clube endinheirado de meio da tabela de algumas Ligas o facto de não terem resolvido largar 45 milhões de euros por um dos melhores do Mundo na sua posição.

Sir Carvalho é um regalo para a vista. Talvez seja o meu "Barbosa". Aquele que, qual Quinito, eu pagaria para ver jogar todos os dias no meu quintal, caso o tivesse. 

A forma como William retira aos adversários a possibilidade de progredir, como lança os companheiros no ataque, mas sobretudo como sai de forma limpa e em estilo de toda e qualquer situação de aperto é algo pelo qual eu pagaria, só por si.

William ficou (contrariado, para alguns) e ainda bem. Numa equipa com mais qualidade individual do que as antecessoras terá muito maiores probabilidades de cumprir o objectivo de ser campeão no Sporting, clube que o formou, bem como a uma das estrelas maiores do futebol mundial, que ontem se fez notar em Alvalade.

 

Cristiano Ronaldo regressou a casa para ver o Sporting jogar e deliciou-se com o golaço de Mathieu, certamente não menos do que com o golão de Bruno Fernandes, que teima em dar-nos um por jogo e para todos os gostos. 

 

Para a história fica um borrego morto (o Sporting nunca tinha ganho ao Tondela em casa), três pontos amealhados, dois golos de belo efeito, a estreia de Iuri Medeiros como titular (o primeiro de muitos, espero eu) e uma semana para preparar dois jogos, o próximo dos quais propício à utilização dos que têm jogado menos. Venha ele (o Marítimo, para a Taça da Liga), antes da visita a Moreira de Cónegos, para o campeonato.

 

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Hoje joga o Sporting

Felizmente, Petit já não é treinador do Tondela. Confio que foi a sua presença no banco que tornou tão aziagas ambas as visitas dos tondelenses a Alvalade.

Hoje é Pepa quem treina o actual 12º classificado da Liga NOS, que vem de um empate em casa frente ao Paços de Ferreira.

 

O Sporting vem num grande momento, com momentos exuberantes e algumas desconcentrações mas com sete vitórias em oito jogos oficiais e cinco em cinco na Liga Portuguesa.

A facilidade com que temos sofrido golos nos últimos jogos, em contraste com os primeiros encontros da temporada, certamente mereceu atenção de Jorge Jesus, que quererá regressar às vitórias sem sofrer.

 

O Sporting tem sete habituais titulares com a maior parte dos minutos jogados nas oito partidas oficiais até ao momento e há a expectativa para ver se Jesus gere a condição física de algum dos elementos dos quais não tem abdicado.

Rui Patrício e Coates são os únicos totalistas mas Mathieu, Piccini, Battaglia, Acuña e Gelson Martins têm também bastantes minutos nas pernas.

 

Uma coisa é certa. Apenas em caso de extrema necessidade vejo JJ abdicar de algum destes jogadores e talvez o mais prudente seja mesmo entrar com o onze habitual e, caso as coisas corram de feição, haverá então tempo para gerir a condição física de alguns jogadores durante o segundo tempo.

Além disso, há Taça da Liga a meio da semana, fundamental para moralizar os menos utilizados, que poderão assim mostrar serviço.

 

Cláudio Ramos é um daqueles guarda-redes de engate. A cumprir a sétima temporada em Tondela, já faz parte da mobília.

O experiente Ricardo Costa deu a esta equipa uma elevada dose de maturidade e Tomané parece querer confirmar o potencial que mostrou aquando do seu aparecimento, no Vitória Sport Clube.

Pepa gosta que as suas equipas tenham bola e não abdicará disso na totalidade. Certamente montará uma estratégia baseada no aproveitar dos erros do Sporting, mais na expectativa, mas é de esperar um Tondela objectivo e a tentar jogar rápido.

 

Prevejo troca entre Doumbia e Bas Dost, com a entrada do holandês no onze. Bruno Fernandes, o melhor jogador do mês de Agosto na nossa Liga, continuará a ser peça-chave na nossa estratégia ofensiva, onde Gelson continuará a ter o papel de colocar em água a cabeça dos defensores adversários.

Com maior ou menor dificuldade, não podemos deixar fugir estes três pontos, numa jornada onde espero dificuldades para Benfica e Porto. Ficar isolado na frente do campeonato seria um importante balão de confiança para o grupo, que me parece bastante coeso e motivado para fazer história.

 

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Hoje joga o Sporting

Jogo difícil, o de hoje em Santa Maria da Feira. Porque vimos de um ciclo complicado que acabou de forma positiva, porque a esse ciclo sucedeu uma paragem para as selecções e porque este é o início de mais um ciclo competitivo apertado e importante, a que se segue a estreia na Liga dos Campeões, frente ao mais directo rival pela continuidade na Europa.

 

O mais importante para o jogo de hoje é garantir que o aspecto mental está bem trabalhado. Só com a mentalidade e foco essencial se trarão os três pontos da Feira.

O Feirense está num bom momento, ainda não perdeu esta época e, em casa, desde que Nuno Manta assumiu o comando da equipa, contam por vitórias sete dos doze jogos em casa, tendo apenas perdido frente ao Boavista, Benfica e Braga.

 

Escusado será dizer que, na deslocação à Feira, o Sporting não venceu na temporada passada, tendo mesmo deixado a norte todos os pontos em disputa naquele penoso final de época.

Todo o cuidado é pouco e o foco tem de ser em tudo fazer para somar mais três pontos, mantendo assim a liderança da Liga NOS.

 

Nuno Manta tem andado à procura das melhores soluções ofensivas e mudou a frente de ataque nos últimos três jogos. Peter Etebo é o único elemento comum a todos os jogos na frente de ataque. 

A defesa tem-se mantido praticamente estanque e, na lateral esquerda, Kakuba manterá o lugar ocupado após a lesão de Barge.

Cris Santos, Tiago Silva e Babanco têm sido os esteios da equipa, formando um meio-campo coeso e de qualidade.

 

Será pelas alas que me parece que podemos ser mais incisivos, explorando assim da melhor forma as debilidades da equipa da Feira. Jean Sony e Kakuba não são defensores de excelência e, por isso, desaconselho a Jesus a opção conservadora de lançar Bruno César no lugar de Acuña. Caso o argentino esteja efectivamente fatigado, apostaria em Iuri Medeiros para, com a sua qualidade de passe, servir da melhor forma aquele que me parece a melhor opção para definir os lances de ataque da equipa; Bas Dost.

 

Vai ser um jogo de luta, difícil, competitivo e só uma equipa focada e solidária sairá do Marcolino de Castro com um sorriso nos lábios.

Vamos, Sporting!

 

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SPORTING CP 2-1 Estoril: VARdade desportiva

A análise é tardia mas, ainda assim, pertinente.

Foram minutos completamente loucos em Alvalade, com o vídeo-árbitro a corrigir duas decisões da equipa de arbitragem que, em campo, errou e, por isso, será penalizada na nota atribuída.

Na verdade o jogo acabaria 3-2. A verdade desportiva nem estaria verdadeiramente em causa mas este jogo demonstra na perfeição a extrema utilidade do VAR.

Duas decisões erradas foram corrigidas e, assim, prevaleceu a verdade do jogo, que diz que o Sporting marcou dois golos e sofreu um, averbando assim mais três importantes pontos.

 

Basicamente o jogo valeu pela primeira meia hora, onde chegou a "cheirar" a mais um "recital" de bom futebol como aconteceu em Guimarães e, a espaços, em Bucareste.

Primeira meia hora onde Gelson abriu o activo e Bruno Fernandes voltou a fazer um grande golo, desta vez de livre directo, exemplarmente executado.

Depois voltámos a baixar o ritmo e evidenciámos algumas dificuldades em gerir os ritmos da partida, "mastigando" em demasia o jogo. 

Apesar disso, durante a primeira parte o jogo pareceu sempre controlado, com a nossa defesa a limpar literalmente tudo.

 

A segunda parte foi fraca e, no último quarto de hora, previa-se aquilo que veio a acontecer. O Estoril marcou, acreditou e ainda pressionou nos minutos finais.

Felizmente tudo acabou como devia e chegamos à paragem para os jogos das selecções com quatro vitórias em outros tantos encontros.

Mathieu voltou a assumir-se como o patrão da defesa, evidenciando sobretudo nervos de aço. Era impensável ter ao lado de Coates alguém do mesmo nível. Mathieu parece ainda melhor que o uruguaio. Oxalá se aguente fisicamente.

Piccini fez um excelente jogo e vem confirmando tudo o que dele escrevi no início do mês de julho (LINK).

Bruno Fernandes continua a encantar-nos com aquilo que, semana após semana mostra poder adicionar à nossa capacidade ofensiva.

Gelson está cada vez melhor e já leva quatro golos em apenas seis jogos.

Bas Dost esteve apagado e é um óptimo sinal saber que podemos vencer mesmo quando o holandês não está inspirado ou não é servido da melhor forma.

 

Depois da selecção defrontar as Ilhas Faroé, no Bessa, e de se deslocar à Hungria, teremos um ciclo muito importante com três jogos numa semana.

A difícil deslocação à Feira, onde mora o invicto Feirense, antecede o importantíssimo embate na Grécia, para a Champions. Tudo isto antes da recepção ao normalmente incómodo Tondela, motivado após vitória esclarecedora em Moreira de Cónegos.

 

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Vitória SC 0-5 SPORTING CP: 5*estrelas

Era tão bom que fosse sempre assim.

Nem falo do resultado. Dias há em que a eficácia não está ao nível da de ontem.

O Sporting foi intenso, mandão, apresentou qualidade e concretizou as oportunidades que criou e até algumas que nem criou mas que foram fruto da inspiração e qualidade individual de alguns intérpretes.

 

Por falar em intérpretes...

Bruno Fernandes foi o homem do jogo. Não apenas pelos dois golaços mas pelo que oferece à equipa, não só no momento ofensivo. Reparte o trabalho defensivo com Adrien (facto que até permitiu ao capitão soltar-se mais ofensivamente) e acrescenta ofensivamente uma qualidade que poucos jogadores no nosso plantel podem oferecer.

A capacidade de ler o jogo e o fino recorte técnico de Fernandes são de tal forma determinantes que, num dia bom, arrisca-se sempre a fazer um golo.

 

Bas Dost voltou à eficácia habitual, a defesa esteve intransponível e os vimaranenses praticamente nem assustaram Rui Patrício (mesmo que ele nos tenha assustado a nós).

Por falar em defesa, Fábio Coentrão, caso evite os problemas físicos, promete ser um dos jogadores do campeonato e, assim, o Mundial pode ser uma realidade para o jogador emprestado pelo Real Madrid.

 

Hoje só há coisas boas a dizer. A exibição foi de grande qualidade, quase perfeita. Um regalo que até deu para Iuri entrar desinibido e pronto a colocar toda a sua qualidade em prol do colectivo. Assistiu Adrien para o último golo do jogo, podia ter marcado e revelou um sentido colectivo que só lhe era desconhecido pelos que nunca o acompanharam.

 

Tempo de focar no próximo objectivo, um dos mais importantes da temporada. Apenas o Steaua (que ganhou com dificuldade no fim-de-semana) está no nosso caminho para a fase de grupos da Liga dos Campeões e, a jogar assim, acredito que teremos mais 6 jogos de grande exigência na Liga milionária, onde o mais certo é que integremos o pote 4, apanhando assim todos os favoritos e um grupo semelhante ao da temporada passada.

 

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Hoje joga o Sporting

Porque acumular 3 pontos a cada jogo é o nosso objectivo, nada menos se pode pedir hoje que uma vitória.

Porque não há melhor forma de elevar a moral e evitar levar fantasmas para Bucareste, nada menos se pode pedir que uma vitória.

Com sofrimento, folgada, com ou sem nota artística. Apenas uma vitória.

Porque o Vitória SC é bem mais do nosso nível que o Steaua de Bucareste e porque em sua casa são fortíssimos.

 

Jesus já disse que William está "out" (o estrangeirismo não podia vir mais a calhar) e, sem o Sir, já se sabe que são diferentes as dinâmicas do meio-campo.

O Vitória tem uma equipa de vertigem ofensiva. Ataca rápido e, em dois ou três toques, coloca-se no último reduto dos adversários.

Hurtado, Raphinha e Celis são perigosos e os laterais várias vezes se projectam no ataque.

 

A forma por vezes menos objectiva como Battaglia sai para o ataque levar-me-ia a ponderar recuar Adrien Silva, aproveitando uma química que me parece maior com Bruno Fernandes, que seria o segundo homem do meio-campo.

Acuña, embora médio ala esquerdo, ficaria encarregue de equilibrar a equipa a meio campo em situação defensiva, deixando os desequilíbrios ofensivos mais a cargo de Gelson e articulando as despesas do ataque com Jonathan pela esquerda.

Doumbia daria outra capacidade de explorar o espaço nas costas dos laterais e tem maior apetência para triangular de costas para a baliza. 

Vai ser necessário pressionar o Vitória à saída do seu meio campo e, por vezes, à saída da sua área.

Mathieu e Coates já mostraram que articulam uma defesa sólida e Piccini, embora não entusiasme ofensivamente, parece seguro a defender.

 

Esta seria a minha equipa para ganhar no "castelo":

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Hoje joga o Sporting

O Vitória sadino apresenta-se em Alvalade após um empate na ronda inaugural, em casa, frente ao Moreirense.

Vasco Fernandes, defesa central expulso na 1ª jornada do campeonato, será baixa para José Couceiro que deverá chamar Pedro Pinto para o seu lugar.

 

O Sporting é favoritíssimo para o encontro de hoje à noite e até a história mostra isso mesmo. Vencemos os últimos seis jogos para o campeonato em casa e nos últimos quatro jogos para o campeonato (em casa e fora) o "score" é de 16-0.

 

Apesar dos rumores sobre as saídas de William e/ou Adrien, confio que ambos estarão no "onze" e que Jesus apresentará a melhor equipa à sua disposição. Visto que William se encontra castigado para a Champions, menos sentido ainda faria que não fosse utilizado por causa de uma possível futura transferência, a menos que o comprador já tenha pagado a cláusula de rescisão do luso-angolano.

 

Teorias à parte (para já ainda ninguém saiu), o Sporting tem mais do que obrigação de vencer este Vitória e, na minha opinião, a lateral direita dos sadinos é o flanco a explorar. Acuña deverá estar em grande destaque e aposto que Bas Dost voltará aos golos.

Ainda assim, percebe-se que Jesus teste a equipa sem William, visto que estará inapto para defrontar o Steaua. No entanto, na minha opinião, a sua influência na equipa desaconselha mais uma invenção de Jesus, sobretudo quando não se podem perder pontos, muito menos em casa.

 

Talvez Podence jogue de início, num encontro onde acho que seria importante dar confiança a Iuri Medeiros, embora desconfie que Jesus voltará a deixá-lo na bancada.

Seja como for, é para vencer e convencer.

Na terça-feira estarei em Alvalade para o jogo da Champions, frente a mais um adversário perfeitamente ao nosso alcance que, embora anseie por voltar à Champions, voltou a mostrar o que realmente vale ao empatar em casa com o 10º classificado do campeonato romeno.

 

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Desp. Aves 0-2 SPORTING CP: Que seja a primeira de muitas

O essencial foi feito. É sempre bom entrar a ganhar, melhor ainda se for sem sofrer golos.

O jogo esteve longe de ser brilhante da nossa parte. Fomos competentes e, felizmente, isso foi suficiente perante um Aves pouco acutilante mas que chegou a causar algum perigo, resolvido pela linha defensiva e, em última instância, por Rui Patrício com uma grande defesa.

 

A primeira parte foi fraca. Salvaram-se Acuña, Gelson e um ou outro pormenor aqui e ali. William fez praticamente tudo bem, só que faltou alguma continuidade aos lances que tão bem conduziu.

 

A entrada na segunda parte também não foi tão afirmativa quanto eu esperava. O Aves entrou mesmo melhor no reatamento da partida e só depois de passados os primeiros dez minutos o Sporting tentou pegar na partida. Isto pese embora o remate de Acuña à trave, logo aos dois minutos.

As entradas de Podence e Battaglia refrescaram e deram novo alento à equipa e, agora sim, parece que temos um banco mais consistente no que diz respeito a acrescentar algo a meio-campo. Battaglia não faz tudo bem mas é um poço de força e disponibilidade. Podence fez o que se lhe pedia e agitou o jogo, embora pouco acompanhado pelos restantes elementos em campo.

Acuña ainda desperdiçou mais um lance de golo mas Gelson acabaria por bisar e estabelecer alguma tranquilidade nas nossas mentes, antes de Acuña desperdiçar mais um golo feito, que poderia ter dado o 0-3 e também alguma injustiça no marcador.

 

Pese embora alguns erros, gostei de Piccini, sobretudo na segunda parte e, ao contrário da maioria, continuo a ver mais coisas prometedoras do que dignas de desconfiança.

Coentrão, mesmo comedido, mostrou um nível a que não estávamos habituados num lateral esquerdo que equipasse de verde-e-branco. Basta comprar uma bruxa para o cacifo, que lhe afaste o mau olhado e temos um problema (bem) resolvido.

Bas Dost nem se viu e mesmo assim ganhámos 2-0. Quando dermos por ele as coisas só tenderão a melhorar e isso é bom...muito bom.

Gelson foi o MVP e mostrou porque, apesar de não acertar dez cruzamentos em outras tantas tentativas é o melhor extremo do Sporting. Para começar, dois golos não está nada mal. Aposto que vai voltar a ser o nosso melhor assistente e que este ano atingirá a fasquia dos dez golos.

Acuña merecia um golo e deve-o talvez à ansiedade de tanto o procurar. Com mais calma, vai aparecer.

 

Não percebi a entrada do Jonathan mas...tudo bem.

 

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SPORTING CP 1-3 Belenenses: Dass!!!

Faltam-me palavras para descrever o que vi ontem de manhã... Melhor, o problema nem é bem a dificuldade em adjectivar mas sim alguma indecisão na escolha das palavras.

O melhor é não complicar. Aquilo que se viu foi uma merda, uma valente merda e uma enorme falta de respeito.

Num jogo em que se podia alimentar uma ténue esperança no segundo lugar (mesmo que eu não fosse um dos crentes), o que fizeram jogadores e equipa técnica?!

Merda! Da grossa! Dormiram na forma durante mais de hora e meia, num jogo em que tínhamos obrigação e necessidade de vencer, mais não fosse para agradecer às mais de 45 mil almas que, numa manhã de domingo perfeita para um passeio na praia ou no parque, foram a Alvalade por amor, por paixão.

 

Ora, 45 mil apaixonados vão a um encontro com a sua cara metade e o que acontece?! Ele(s) borram a pintura toda!

Futebol constrangedor, sem chama, sem alma, sem entrega, sem empenho, sem qualidade (afinal o melhor é nem escolher os adjectivos mas sim largá-los todos)...

 

Até o nosso golo foi meio oferecido. 

 

Não há muito mais a dizer. Eu estou chateado, Bruno de Carvalho está chateado mas o treinador e muitos dos jogadores não parecem. Isso preocupa-me mas, quem sabe se não foi bom que acontecesse, para que o Presidente abrisse os olhos para algo que me parece evidente há meses aos olhos de muitos Sportinguistas.

 

Jorge Jesus nunca assumirá nada que não seja positivo ou para lhe encher o ego. Jorge Jesus trabalha para se afirmar pessoalmente e, num desporto colectivo, ainda para mais onde são os jogadores o foco maior do espectáculo, mais dia, menos dia, isso acaba por ser fatal.

Ontem foi mais uma vez desonesto e deselegante, tanto na flash interview quanto na conferência de imprensa. Todos têm a culpa de tudo, desde o jogador ao tratador da relva. Só ele sai sempre isento de culpas, num mar de erros que parecem juntar-se a conspirar contra ele, para boicotar a sua bela e perfeita obra, que nunca falha por incompetência própria.

 

Assumo que, sem ser a gota de água, a minha paciência está no limite. Jorge Jesus tem contrato e despedi-lo não custa "três tostões". Isso preocupa-me pois, neste momento, ele parece-me mais parte do problema do que da solução. Tendo-me parecido que Bruno de Carvalho chamou a si novamente a "pasta" do futebol, sabendo que Jesus gosta de ter carta branca nessa mesma "pasta" e tendo presente a ressalva da elevada indemnização em caso de despedimento...

 

Jesus é bom treinador e, mesmo não tendo o perfil que me pareça o mais adequado para o nosso clube, só vejo uma hipótese deste "casamento" dar certo para o ano. Bruno impõe 90/95% do plantel a Jesus, deixa-o contratar um daqueles bombons que ele tanto gosta mas que só se sabe se são bons depois de abrir (com o risco de saber que podem custar 1 milhão ou 10) e fecha-se a loja, apostando no que temos de bom e reinvestindo o dinheiro que fizermos com as vendas, seja de excedentários ou não, em posições verdadeiramente deficitárias (como as laterais defensivas, por exemplo).

Na verdade há outra solução. Despedir Jesus, com os riscos orçamentais que isso implicaria. Sim, porque despedir Jesus implicaria desinvestir no plantel, diminuindo a massa salarial e, quem sabe, voltando ao mais com menos (bem mais adequado a nós, diga-se).

 

Confesso que balanço entre ambas as opções mas já tenho uma inclinação. Para já, a única coisa que é certa é que Jesus passou de uma das melhores épocas de sempre (em termos de aproveitamento e não de resultados, embora com interferência clara de terceiros) para uma época abaixo da de Marco Silva, que foi fraca mas ainda assim melhor que esta a todos os níveis.

Tal como não gostei de ver Marco Silva, aquando da sua "estadia" no Sporting, desrespeitar quem lhe pagava o ordenado, também não me agrada ver hoje Jorge Jesus a fazer-nos passar por parvos. Sim, porque hoje apostar nos jovens era um risco mas, se a melhor segunda volta da sua carreira se concretizasse (como podia ter acontecido), ele estaria aí prontinho para colher todos os louros da aposta na juventude que ele nem queria que estivesse no plantel.

 

Sim, isto está a ir de rajada. Provavelmente já divaguei por aí e talvez já tenham percebido que, no fundo, a minha vontade é mandar um valente biqueiro no cu ao "Mestre da Táctica". Que "sa" foda!

 

Presidente, votei em si e no seu projecto. O seu projecto não está nem nunca estará refém de um treinador, por muito bom e caro que ele seja. Você já demonstrou que não tem dificuldades em escolher alguém competente para o cargo mas, atenção, também a si lhe falta alguma capacidade auto-critica e tento na língua (ou será na escrita). Estamos a duas jornadas de terminar a nossa época. Pense bem no que quer fazer para a próxima porque, não determinando nada (nós estaremos sempre aqui para o Sporting e ele é nosso outra vez), a próxima temporada pode ser decisiva para si. Da minha parte, tem carta branca para fazer com Jesus o que entender que seja melhor para o Sporting, custe isso o que custar. Pense bem e não desbarate a confiança que os Sportinguistas têm em si. Eu acredito que, com as directrizes certas, é para o ano, e nem é preciso mexer muito.

Para terminar, e porque isto vai longo, deixe lá o futsal. Perder uma final por 7-0 é mau, terrível, mas tomara o nosso futebol ter metade do sucesso e da competência que têm tido os nossos leões do futsal, desde os jogadores ao director da secção. 

 

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SPORTING CP 1-1 Benfica: derby enfadonho

Começo pela polémica, para ficar já arrumada. Houve três penaltis no jogo de ontem. Um sobre Bas Dost (claro, evidente e sem a devida acção disciplinar - amarelo para Ederson), um sobre Grimaldo (que poucos árbitros marcariam, devido à linguagem corporal do espanhol, que só caiu mais tarde, quando viu que não chegaria à bola) e outro sobre Lindelof (por estupidez de Bruno César que pode ser considerada experiência por alguns).

Ressalvo que os dois lances na área do Sporting aconteceram com um intervalo de 1:20 minutos e que, por isso, é natural que não fossem ambos assinalados mas, na minha opinião, são dois lances em que existe falta, mesmo que nenhuma seja tão evidente quanto a que originou o penalti convertido por Adrien.

 

Quanto ao jogo, o Sporting teve 15/20 minutos interessantes em todo o jogo, que coincidiram com o início de cada uma das partes, onde poderia ter feito pelo menos mais um golo para além do que conseguiu concretizar.

O Benfica disputou o jogo dentro do seu plano esperado e mereceu o empate.

 

A verdade é que o Sporting pouco fez do que podia para ferir a linha defensiva do Benfica. Deixámos que Bas Dost passasse ao lado do jogo na fase de construção e, com isso, limitámos imediatamente parte da influência positiva que Alan Ruiz pode ter no nosso jogo.

Gelson foi praticamente o único elemento desequilibrador da defensiva encarnada e os nossos laterais, não tendo estado mal defensivamente (até porque o adversário não causou grandes problemas e os que causou foram resolvidos sobretudo pela dupla de centrais), ofensivamente foram uma nulidade (a quantidade de cruzamentos para trás da baliza foi - é sempre - assustadora).

Muito bem, a dupla de centrais (Paulo Oliveira foi o melhor em campo) e também de agradou a dupla de meio-campo (não acompanho as críticas que li a William, para mim, o único em campo que nunca teve medo de ter a bola).

 

No geral, pareceram duas equipas com medo de fazer por ser felizes e isso prejudicou o espectáculo e defraudou as expectativas dos adeptos, sobretudo dos quase cinquenta mil que estiveram no Estádio José Alvalade. Claro que esta atitude se percebe da parte do Benfica mas, da nossa parte, sem qualquer pressão, exigia-se mais.

Naturalmente, isto sou eu a relativizar a importância do jogo pois creio que, lá dentro, a estrutura ainda teria uma réstia de esperança no título.

 

Perdida essa esperança ontem, espero que finalmente se comece a pré-época e que Jesus tenha visto como deve ser a qualidade dos jovens da equipa B que acabaram de golear o Vitória SC B por 3-0.

A qualidade mostrada por Ryan Gauld, Matheus Pereira, Francisco Geraldes, Gelson Dala e mesmo Ricardo Esgaio, João Palhinha ou André Geraldes, sem desprimor para os restantes, que também estiveram muito bem.

Sobretudo Ryan Gauld, pelo que fez durante mais 90 minutos, deixa-me um enorme ponto de interrogação sobre a capacidade de Jorge Jesus em avaliar qualidade e potencial. O escocês foi o melhor jogador em campo e mostrou, mais uma vez, toda a sua qualidade táctica, técnica e inteligência.

 

Termino voltando ao derby de ontem, apenas para salientar o enorme desportivismo e fair-play de todos os jogadores, de ambas as equipas e para criticar veementemente (mais uma vez) o comportamento dos adeptos do Benfica, que voltaram a entoar cânticos ofensivos, desrespeitosos, vergonhosos e, estes sim, incendiários. Parabéns aos adeptos do Sporting, que foram exemplares.

 

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Hoje joga o Sporting

- Pai, hoje joga o Sporting?

 

- Joga, filho.

 

- É por isso que vestiste a camisola logo de manhã.

 

- Também. Hoje é contra o Benfica.

 

- E vamos ganhar?

 

- Não sei, filho. Mais importante do que ganhar, é mostrar que somos maiores, melhores, mais unidos, mais leais, mais empenhados. 

 

- Mas vamos marcar mais golos?

 

- Espero que sim. Temos de mostrar mais garra e demonstrar que, mesmo que eles passem o ano todo preocupados connosco e a tentar rebaixar-nos e desestabilizar-nos, nós fazemos o nosso caminho.

 

- Que caminho, pai?

 

- É uma maneira de dizer. Há a rivalidade mas a nossa vontade de ganhar não pode ser nunca maior que a nossa vontade de fazer as coisas bem, dentro das regras.

 

- Mas nós cumprimos as regras...

 

- Pois cumprimos. E um dia poderemos ganhar mais vezes do que as que temos ganho. Não podemos é desviar-nos desse caminho. Como diz o nosso lema: esforço, dedicação e devoção, para atingir a glória. Percebeste agora?

 

- Acho que sim. E hoje, pai, ganhamos?

 

- Sim, filho. Mas, se não ganharmos, voltaremos a tentar para a próxima. É isso que os leões fazem. Lutam e não desistem.

 

- Falta muito para o jogo?

 

- Um bocadinho, filho. Veste a tua camisola também e anda. Vamos mostrar que um leão tem orgulho.

 

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A estratégia para o derby

Quem me conhece sabe que prefiro falar do jogo do que da arbitragem. Quem me segue sabe que raramente centro uma análise no trabalho do árbitro mas estou longe de o achar um elemento sem influência no decorrer de um jogo. Não me escudando em erros de arbitragem, não tenho dificuldade em identificá-los e muito menos em averiguar a sua influência num jogo.

Começo assim para explicar que muito do que possa ser um jogo destes depende da atitude do árbitro e da sua preparação. O estudo das equipas (que os árbitros fazem) é das coisas mais importantes para ajudar na gestão do jogo e na tomada de decisão.

O Sporting é uma equipa agressiva e, normalmente, algo faltosa. Porém, raramente há uma abordagem maldosa entre as faltas repetitivas, que fazem parte do modelo de Jesus para parar o adversário em momentos de desequilíbrio. Pelo contrário, mais pela natureza dos jogadores do que por qualquer factor estratégico, o Benfica é uma equipa agressiva mas que leva essa agressividade a níveis por vezes excessivos. Jogadores como Fejsa, Samaris, Pizzi ou Eliseu excedem-se frequentemente, com entradas fora de tempo, mãos na cara e lances do género. 

Importante também é saber quem são aqueles que estão sempre prontos a enganar o dono do apito. Jogadores como Jonas mereciam uma perseguição da arbitragem ao nível da que sofreram jogadores como João Vieira Pinto.

 

Posto isto, vamos àquilo que eu observei do adversário. Não considero importante a análise em jogos com os ditos "pequenos", por isso, revi partes do clássico com o Porto que, ainda por cima, tem a vantagem de se ter jogado no início deste mês.

Apesar de tudo, a provável titularidade de Fejsa e Grimaldo diferem do jogo com o Porto, onde foram Samaris e Eliseu os escolhidos.

Se no meio-campo não muda muito, jogue o sérvio ou o grego, o mesmo não se pode dizer da lateral esquerda. Sobretudo ofensivamente, Grimaldo dá coisas que Eliseu não dá e vai ser necessário dar igual atenção à subida de ambos os laterais do Benfica.

 

Quanto ao momento defensivo, o mais provável é que a equipa de Rui Vitória assuma uma posição expectante, com as linhas mais recuadas que o habitual no momento do ataque organizado do Sporting.

Deverá ser fácil observar duas linhas de quatro jogadores bem juntas (defesa e meio campo + alas) e os dois avançados na contenção da primeira fase de construção. A atitude da defesa encarnada não é muito agressiva neste momento de jogo. Uma atitude inteligente, que convida o adversário a arriscar e potencia o erro, dada a dificuldade em penetrar o espaço entre essas duas linhas.

 

Por norma, o Benfica é fortíssimo na reacção à perda e no ataque às chamadas "segundas bolas" sobretudo devido a uma permanente atitude muito competitiva. Na falta de elementos tácticos que surpreendam o adversário, Vitória aposta tudo na entrega, união e intensidade da sua equipa.

 

Em momento ofensivo, o Benfica é normalmente uma equipa de processos simples, que queima linhas com facilidade, ora abusando do passe longo para Mitroglou (que quase sempre combina com Pizzi ou Jonas) ou do transporte de bola pelas alas.

 

Falando no que interessa, aquilo que podemos fazer para evitar cair nos erros provocados pelo adversário, forçando a entrada no último terço do campo parece fácil mas não é de simples execução.

Na minha opinião, devemos manter Bas Dost o máximo em jogo possível. Assim sendo, sempre que nos seja difícil penetrar da defensiva encarnada em progressão/posse ou que isso implique mais riscos, devemos apostar no jogo directo para o holandês, salvaguardando-lhe dois apoios frontais (Alan, Adrien, Bruno César...) e um em profundidade (Gelson).

Variar o nosso jogo permitirá confundir a equipa do Benfica. Alternar esse jogo mais directo com um jogo apoiado em que os extremos se posicionem claramente por dentro será primordial. Temos de garantir um bom jogo interior pois, caso contrário, passaremos imenso tempo a lateralizar da direita para a esquerda (isso facilita o posicionamento defensivo adversário, que assim se limita a bascular entre uma ala e outra).

Gelson, Alan, Bruno César, Bas Dost e William são os elementos-chave do sucesso do nosso jogo.

 

No momento defensivo, tudo passa pelo policiamento apertado das faixas laterais do Benfica, onde tanto os laterais como os extremos são muito fortes. Eu aconselharia algum conservadorismo aos nossos laterais e talvez não arriscasse colocar Esgaio, mantendo um lateral esquerdo de raiz. Jefferson seria a minha aposta.

Para além disto, se William e Adrien conseguirem controlar as movimentações de Jonas e Pizzi, teremos o jogo na mão.

 

Depois é ser eficaz, algo que passará certamente pela qualidade com que servirmos Bas Dost.

 

O 12º jogador terá também um papel importante no jogo e prevejo que a atmosfera menos tensa da nossa parte, dada a situação classificativa, poderá potenciar um ambiente mais descontraído e favorável aos rapazes de verde-e-branco.

 

Aposto num jogo com três golos. A sua distribuição dependerá da eficácia da nossa estratégia.

 

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Vitória FC 0-3 SPORTING CP: Três, a conta que Dost fez

Fui rever o jogo com calma para apanhar o minuto em que Ryan Gauld entrou em campo. Certamente que, em directo, me tinha escapado e queria ter a certeza que, com 0-3 a meia hora do final, o puto escocês tinha entrado, já que não me havia parecido vê-lo em campo.

Parece que não entrou e que a sua ida a Setúbal foi apenas um exercício de fortalecimento mental. Para matar saudades e sofrer de fora, sem jogar por um ou outro.

Jesus sabe como chatear os Sportinguistas. Podia ter sido perfeito mas o gajo tinha de nos irritar com alguma coisinha. Então, lá pensou: "Acham que é hoje? O caraças!... Vou mas é tirar o Marvin, para ver se o gajo não é expulso mas deixo o Alan em campo. O gajo tem de fazer mais um golo para eu justificar os 8 milhões, mesmo que se arrisque a ser expulso".

Claro que isto é brincadeira, até porque eu gosto muito do Alan e não desgosto de ver o Marvin sair. Só é pena é que o sacana do JJ teime em errar no timing com que satisfaz os meus desejos e de muitos outros Sportinguistas.

Jorge, pá! Custava assim tanto dar uns minutos ao Ryan?! Porra! Nem os três que deste ao Esgaio?!

Começo pelo negativo, só para ficar já despachado. Gauld devia ter entrado, Marvin não devia ter saído e Alan devia ter saído, assim que Dost picou o ponto após uma trivelada de craque. 

Termino os pontos negativos com um simples "Foda-se, Bryan!"

 

Vamos ao jogo...

 

Parece que entrámos mal. Não vi o primeiro quarto de hora (ainda bem, segundo parece) e devo ter ligado assim que começámos a "espreguiçar-nos".

Mesmo assim, a primeira parte foi Gelson e pouco mais. O golo é mais do que merecido e falta-lhe apenas um para igualar os sete da época passada, sendo que já triplicou os passes para golo (12, segundo o transfermarkt.pt).

 

A segunda parte trouxe mais motivos de interesse, mais qualidade, mais oportunidades e mais golos.

Bruno César continuou a mostrar que está num excelente momento de forma, o meio-campo subiu de produção, Alan Ruiz continuou a mostrar que vale o investimento e Dost, num Manchester United, já teria triplicado o valor do investimento só em vendas de camisolas.

 

Enquanto isto, o árbitro da partida teimava em abusar de uma dualidade de critério que viria a materializar-se em três cartões para cada lado, quando os da casa deveriam ter visto o dobro. Não fosse Gelson ter fugido (e bem) a qualquer contacto físico e estaria, também ele, exposto à admoestação que o tiraria do derby do próximo fim-de-semana. Assim, só Marvin ficará de fora.

 

William marcou o segundo golo no campeonato, ambos ao Vitória sadino, e Bruno César assistiu o "Sir", que facturou de cabeça (não há meio de William se tornar mais decisivo, melhorando a finalização e aparecendo mais em zonas adiantadas - ainda não conseguiu melhorar o registo de 4 golos da primeira temporada).

O jogo não podia terminar sem os festejos frenéticos de "Thunder" Dost, que numa dúzia de segundos conseguiu festejar com os adeptos e abraçar Alan Ruiz, que o serviu com uma trivela que, certamente, o Quaresma teria aplaudido.

 

Em resumo, uma vitória tranquila num jogo em que, sobretudo na segunda parte, o Sporting soube controlar o jogo e avolumar o resultado com tranquilidade.

Venha o derby. afim de reduzirmos mais um pouco a vantagem para o Benfica. 

 

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Hoje joga o Sporting

Corrida que está a 2ª etapa da Volta ao Concelho de Loulé (Afonso Silva foi o melhor leão em prova e é 19º, a 5 segundos do líder da prova), consolidada a liderança dos nossos juniores em futebol (0-3 em Braga, com golos de Miguel Luís e Rafael Leão) e selada a quinta vitória em cinco jogos da equipa sénior de futsal feminino (6-1 e nova liderança), é tempo de olhar para o que falta no dia de hoje (Gastão Elias seguiu para as meias-finais em Barletta).

 

Em futsal, os sub-20 não podem perder pontos se querem revalidar o título. O jogo é às 18h, à mesma hora que arranca o contra-relógio por equipas da Volta ao Concelho de Loulé, em juniores.

O futsal terá transmissão em directo na Sporting TV e servirá de "aperitivo" para o prato forte deste feriado, a deslocação da equipa de Jorge Jesus ao Bonfim.

 

O Sporting procura alargar a melhor série de vitórias da época para cinco e, para isso, contará com o aliciante extra de ver Ryan Gauld entre os escolhidos.

O escocês voltará a Setúbal e, desta vez com a camisola do Sporting, espero que volte a mostrar-se e possa ter alguns minutos.

 

Tomara que vençamos e que Bas Dost possa somar mais uns golinhos na luta pela Bota de Ouro.

VAMOS, SPORTING!

 

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SPORTING CP 4-0 Boavista: Voltou a "nota artística"

Se há jogos que me deixam apreensivo, são os jogos com o Boavista. Ontem, Miguel Leal tentou jogar com a motivação e o estado anímico de Mickaël Meira. O primeiro lance de perigo do jogo começava a dar razão ao treinador do Boavista. Grande defesa de Meira, que tinha tudo para embalar para uma exibição de sonho num palco onde sempre havia sonhado jogar.

O destaque para o guarda-redes do Boavista é justo e simbólico. "Mika" tem 5 anos de formação no Sporting e, como todo e qualquer guarda-redes, vem passando pela enorme dificuldade que é para um jovem afirmar-se na sua posição. Espero que possa em breve dar continuidade à titularidade de ontem. Numa posição onde quase se privilegia a experiência, o caminho para os jovens é de enorme dificuldade e Meira é apenas mais um guarda-redes de enorme qualidade formado na nossa Academia para o qual não tivemos espaço. Boa sorte, puto!

 

Outro que terá cumprido um sonho foi Daniel Podence, que ontem se estreou como titular em Alvalade em jogos da Liga. Podence deu o litro mas notou-se que acusou a estreia. Foi menos instintivo que o habitual e, por pensar duas vezes em mais do que uma ocasião, acabou a hesitar algumas vezes. Foi por isso que não fez golo nem deu em condições um passe a Bryan Ruiz, ainda na primeira parte. Sente-se nele um certo respeito pouco habitual nos jovens de hoje pelos colegas com outro "estatuto". Não quero que o perca (porque o respeitinho é bonito) mas é necessário que isso pese menos nas suas acções. No segundo tempo apareceu mais "solto" e são estes minutos que lhe "limarão as arestas". Ainda assim, esteve bem.

 

Vamos ao jogo...

A equipa do Sporting nem entrou muito bem e passou os primeiros minutos a acumular falhas, sobretudo ao nível do passe. Vários lances mal definidos, alguns deles ainda à saída do nosso meio campo, não nos permitiram construir jogadas de perigo.

O lance em que Bruno César "obriga" Edu Machado a fazer falta em zona prometedora fazia prever um "esticão" no jogo mas foram precisos mais cinco minutos e um passe falhado (desta vez dos homens de xadrez) para que o jogo mudasse de feição.

Podence recupera e lança imediatamente em Schelotto, que serve Alan Ruiz no "coração" da área, na sua zona predilecta. Recepção e golo, mais um, o sétimo da temporada (sexto nos últimos oito jogos).

 

O que é certo é que o Sporting descobriu uma dupla de avançados de qualidade, embora bastante diferentes dos que compunham a dupla habitual da temporada passada. Bas Dost e Alan Ruiz estão a 10 golos da dupla Slimani / Teo e, não fosse Alan ter demorado mais a adaptar-se do que o colombiano no ano passado e veríamos os 46 golos marcados pela dupla do ano passado completamente dinamitados. Algo anormais, os últimos dois anos, se nos lembrarmos daquilo que tem sido o Sporting desde há muitos anos, que normalmente vive apenas de um avançado (e que só jogada com um, diga-se). Creio que Alan está a fazer uma boa época de estreia e fará uma segunda época de grande qualidade.

 

Continuemos...

Mais um erro. Mais um passe falhado de um jogador do Boavista e Bruno César faz sorrir Bas Dost que, como sempre, não deixou de agradecer efusivamente a quem lhe deu a possibilidade de nos fazer felizes.

A verdade é que, durante a primeira meia hora, o Boavista discutiu o domínio territorial do jogo, conseguindo inclusive algumas trocas de bola interessantes, parte delas no seu meio-campo ofensivo. É o erro de Edu Machado, deixando a bola à mercê de Bruno César, que "resolve" o jogo. O Boavista desmoralizou e o Sporting ganhou confiança.

 

Sentiu-se que, a partir daqui, um Sporting mais assertivo, agressivo e motivado facilmente construiria uma goleada. 

A circulação de bola melhorou, começaram a sair algumas combinações ao primeiro toque e, ao minuto 35, Schelotto isola Podence que, entre finalizar e entregar a Bryan Ruiz tomou a decisão menos natural dele. Sentiu-se aqui o peso da responsabilidade de quem ainda não ganhou um lugar. Agir naturalmente facilitará o cimentar natural de jovem leão nas escolhas habituais para cada jogo. Ao minuto 43, Podence deu um "cheirinho" daquilo que pode fazer. Boa jogada pela direita e Mickaël Meira a "sacudir".

 

O Sporting entrou bem para a segunda parte. Schellotto galgou pelo lado direito, cruzou com critério mas um defesa boavisteiro cortou o lance para canto. Do canto nasceu uma grande penalidade indiscutível que Manuel Mota, bem colocado, assinala, apesar da hesitação.

Bas Dost engana Meira e faz o 3-0. Desenhava-se a goleada no José Alvalade.

 

A partir daqui, para mim, o maior motivo de interesse era ver Francisco Geraldes em campo. Aos 55 minutos, o jogo já o justificava e Bryan Ruiz também, embora eu saiba que Jesus não vê o Chico como "8". Quando aos 60 minutos Adrien entrou para substituir Bryan, eu teria feito a dupla alteração, colocando Geraldes no lugar de Alan Ruiz.

 

Escassos segundos do capitão em campo e após uma dividida ganha nas alturas, William deu em Alan Ruiz, que serviu Bruno César na esquerda. O "chuta-chuta" voltou a servir Bas Dost, que assim completou o hat-trick e igualou em apenas 25 jogos os 27 golos de Slimani na época passada (em 33 partidas).

 

Os 25 minutos finais deram sempre a sensação que bastava o Sporting "apertar" para que mais ocasiões de golo surgissem. Bruno César e Podence saíram para dar lugar a Joel Campbell e Francisco Geraldes, à porta do quarto de hora final. Ambos entraram com vontade e foi possível ver, sobretudo o Chico sempre à procura da bola. 

Aos 80 minutos, Chico começou uma jogada que Campbell terminou. Pelo meio, Schelotto, mais uma vez, a permitir uma finalização a um colega (boa exibição do argentino). Ainda deu para Alan Ruiz testar a meia-distância e Coates cabecear frouxo para as mãos de Mickaël Meira que, embora tenha sofrido quatro golos, realizou uma boa exibição.

 

Impossível não destacar Bruno César. Sempre ligado ao jogo, esteve nos três golos de Bas Dost (o outro destaque inevitável) e sempre disponível para levar a equipa para a frente. Boa exibição global da equipa, que se espera quer tenha continuidade.

 

Segue-se uma visita a Setúbal, na próxima sexta-feira.

 

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BAS DOST 2-0 Nacional: Frieza e ambição holandesa

O golo de Bas Dost antes do quarto de hora fez parecer ao Nacional que o que aconteceu no Dragão podia repetir-se. Com a "sede" que anda o holandês, era uma questão de tempo até o resultado se avolumar.

O segundo golo chegou pouco depois da meia hora e, sem uma exibição que convencesse por aí além, parecia que poderíamos replicar a goleada de Tondela.

 

Só que não...

 

Os jogadores conformaram-se. Os do Sporting porque perceberam que os no Nacional até se "borravam" todos sempre que passavam o meio-campo. Os do Nacional porque sabiam que se esticassem demais o jogo, iam destapar buracos na defesa.

Era o jogo perfeito para "bater recordes". Podíamos e devíamos ter feito mais, embora tenhamos demonstrado bons momentos, sobretudo nos primeiros 45 minutos.

 

Acabámos o jogo a ouvir uns assobios tímidos vindos da bancada, que eu percebo, dado que faltavam 10 minutos para terminar o jogo e pareciam ser os jogadores a querer sair mais cedo, para fugir ao trânsito.

Apesar de tudo, mais três pontos que, depois da escorregadela do Benfica, nos aproximam do primeiro lugar.

 

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