Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-1 Juventus: "Farei o que puder pelo meu Sporting"

18:45h, uma hora antes do jogo: Rui Patrício ultimava pormenores para subir para o aquecimento, por precaução, Bruno César perguntava pela vigésima terceira vez a Jorge Jesus qual a posição em que ia jogar, Coates olhava uma última vez para a foto de Higuaín, colada no cacifo e Jorge Jesus dava uma "dura" no Jonathan ainda antes do apito inicial, só para ele se habituar... enquanto isto, Battaglia trauteia baixinho "O Mundo Sabe Que...".

Salin bate nas costas do argentino. "Acorda, pá!". 

"Estou a rezar", diz o homem com a responsabilidade de fazer o lugar de William. "Malta, junta aqui."

Todo o grupo se reúne num círculo fechado. Battaglia começa: "O mundo sabe que, pelo teu amor, eu sou doente. Farei o meu melhor para te ver sempre na frente..." (o resto vocês sabem como é)

As palavras foram citadas, interiorizadas, não cantadas. Foram sentidas e enraizaram-se de tal maneira que, uma hora depois, eram onze verdadeiros leões que entravam em campo para bater o pé ao vice-campeão europeu.

Preparados para fazer tudo pelo seu, pelo nosso Sporting. 

 

Não há nada a apontar aos jogadores. Comeram a relva, deram tudo, "morreram" em campo pelo nosso amor. 

Nada mais nos podemos atrever a pedir.

"Chuta-Chuta" abriu o activo e o sonho durou enquanto duraram as forças. Não vale a pena procurar responsáveis pelo golo de Higuaín. O argentino é um avançado de top Mundial a quem basta meia oportunidade de golo para facturar. Teve uma, a única que Patrício não conseguiu parar nos últimos dois jogos. Um toque de classe ao qual o "Marrazes" nada podia fazer para evitar o conhecido desfecho.

 

Nem vou analisar muita coisa. Houve quem estivesse sublime, quem se apresentasse a um nível muito bom e quem tenha sido apenas bom mas todos foram bravos, solidários, rigorosos e empenhados. Aqui e ali, todos mostraram a qualidade que motivou o investimento do Sporting nas suas carreiras. Todos merecem carregar a listada verde-e-branca, todos honraram o Rampante que usam ao peito.

 

Não ganhámos o jogo, mas podemos ter ganho ali mais qualquer coisa que ainda poderá fazer a diferença esta época. Os últimos dois jogos podem ter ganho um peso no grupo que tenha propiciado o tal "clique" necessário para que os campeões se revelem.

 

As palavras foram citadas, interiorizadas, não cantadas. Foram sentidas e enraizaram-se de tal maneira que a repetição deste "ritual" (mesmo que criado por mim) será obrigatório a cada treino, cada jogo, até ao final da época.

No fim, quem sabe, talvez tenhamos que chamar o Iorda para voltar a pôr o cachecol no "Marquês", embora eu preferisse que fosse o Rui, o nosso Patrício. Porque há história que já está escrita e outra que precisa de novos intérpretes para fazer ainda mais sentido.

 

Uma "palavra" para Jesus, mestre em condicionar o jogo dos gigantes; se conseguirmos condicionar todos os adversários da nossa Liga com esta qualidade, se mostrarmos esta garra em cada encontro, se aplicarmos a nossa qualidade individual em prol do colectivo, seremos felizes.

Um único reparo; um jogador que não joga, não tem a mesma confiança que os que jogam habitualmente. Uma salva de palmas ou uma palavra empática é mais eficaz que uma dura no primeiro minuto de jogo. Com um pouco de pedagogia, tinham-se evitado 15 minutos em que o Jonathan sentiu o peso da responsabilidade e os olhos do "mister" cravados nele. O miúdo tem valor e, definitivamente, o Sporting não tem apenas 11/12 jogadores. Alguns deles nem jogaram ou foram convocados para ontem. Precisamos deles todos. Todos cabem no círculo fechado onde se evoca a devoção e amor ao leão. Todos queremos o Sporting campeão!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Nesta que é a oitava participação do Sporting no formato "Champions", teremos de fazer o que nunca fizemos para atingir os oitavos-de-final.

O jogo de hoje é decisivo e, se queremos acalentar a esperança do apuramento para a fase a eliminar, ao mesmo tempo que praticamente garantimos o acesso à Liga Europa, temos de ganhar à Juventus.

Sim, eu sei que a "Juve" não é uma equipa qualquer e também sei das nossas limitações, sobretudo depois das lesões da passada sexta-feira e do cansaço acumulado visível em vários dos jogadores. Mas também sei que, se há um jogo em que temos de jogar as fichas todas na Champions, é este. Guardar tudo para o final não nos costuma ser favorável.

 

Só por uma vez o Sporting passou aos oitavos da Liga dos Campeões. Em 2008/2009, num grupo também com o "Barça" e onde figuravam também o Shakhtar e o Basileia, o Sporting encarou a segunda volta de confrontos já com seis pontos, factor fundamental para assumir a candidatura aos inéditos oitavos, que terminaram em Munique, como todos nos lembramos.

 

Hoje o Sporting encarará a quarta jornada apenas com três pontos e sabendo que, se perder, estará irremediavelmente afastado da Champions. É importante não nos expormos a essa possibilidade, até porque nunca se sabe se o Olympiacos não provoca uma surpresa em casa, ao Barcelona. 

Ganhar é importante, por forma a equilibrar o confronto directo com os italianos. Empatar é um mal menor que já nos deixaria com uma esperança muito ténue no apuramento, pois mesmo que a Juve escorregue com o Barça e nós ganhemos aos gregos, teremos de ir inverter o cenário em Nou Camp, a contar com um deslize da equipa de Allegri.

 

Não estou aqui a inverter nenhuma das nossas prioridades. Eu também sei que é o campeonato o nosso foco mas o jogo com o Braga é só no dia 5 e não podem haver desculpas nem poupanças. Já bastam os que não poderão, de todo, dar o seu contributo.

Os dois próximos jogos para a Champions são em casa. Duas vitórias garantem a continuidade na Europa e a luta pela presença nos oitavos-de-final até à última jornada.

 

Não é dia para pensar no Braga, que ainda jogará na quinta-feira para a Liga Europa. Os cinco dias de intervalo são mais do que suficientes para preparar a equipa e, mesmo que já haja desgaste acumulado do passado fim-de-semana, depois só voltaremos a jogar no dia 16, para a Taça de Portugal, com o Famalicão, antes de receber o Olympiacos para a Champions.

Mesmo que Jesus ande a espremer o onze habitual até ao limite, parece-me evidente que o calendário nos é favorável. Não podem haver desculpas, até porque o Sporting não tem apenas 11/12 jogadores de qualidade.

 

Hoje é dia de meter a carne toda no assador, sabendo que não temos a carne toda à disposição. É dia de acabar com as vitórias morais e bater o pé a um dos gigantes da Europa. 

Há que ter ambição. Este não é o nosso campeonato mas não podemos deixar de fazer o melhor. Uma vitória sobre o vice-campeão europeu terá o dom de aumentar o ego, a confiança e evitará uma machadada na moral da equipa.

Eu acredito num resultado positivo, que eleve novamente o nível das exibições e nos mantenha no topo, com aspirações em todas as competições.

 

É seguir o exemplo dos juniores, que estão a vencer ao intervalo com um golo do inevitável Rafael Leão e, caso vençam, dão um passo de gigante pelo menos para o playoff de acesso aos oitavos-de-final, ainda que o apuramento directo esteja totalmente em aberto.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Juventus 2-1 SPORTING CP: Continua a faltar-nos um danoninho

Custa perder assim. Mais uma vez batemo-nos de igual para igual com um dos gigantes da Europa e, mais uma vez, não ganhámos.

Começo por dizer que a excelente actuação do árbitro em todo o encontro, onde apenas faltou admoestar Cuadrado, não merecia dez minutos finais desastrados.

Há falta sobre Bruno Fernandes no lance do 2-1 e, no último lance do encontro, Cuadrado faz penalti sobre João Palhinha que lhe poderia custar um segundo amarelo, caso tivesse já visto o primeiro.

 

Feita esta importante ressalva, destaco mais um jogo muito competente do Sporting. Jesus estudou bem a Juve e a nossa equipa soube condicionar o jogo dos italianos, conseguindo em algumas ocasiões colocá-los em dificuldades na defesa.

 

Bruno Fernandes foi aquele que mostrou mais personalidade e que mais tentou colocar em dificuldades o último reduto transalpino. Piccini fez uma exibição táctica e tecnicamente perfeita. 

Pena que Jesus se tenha precipitado na saída de Fábio Coentrão. Bem sei que o motivo dado na conferência de imprensa foi físico mas o lateral esquerdo parecia estar em boa condição para terminar o encontro.

Acabou por ser Jonathan, devido ao mau posicionamento, a falhar na marcação a Mandzukic, num lance em que o tal bloqueio a Bruno Fernandes lhe retirou capacidade para parar Douglas Costa.

 

No geral, o Sporting fez um bom jogo e nada há a apontar aos jogadores ou ao treinador.

Com estas equipas os pequenos erros pagam-se caros. Marcámos porque provocámos o erro. Sofremos porque errámos.

 

Agora é tempo de mudar o foco para o nosso campeonato, onde os moldes do próximo jogo nada têm a ver com este. Há que assumir o jogo 90 minutos e ser mais acutilante e objectivo no ataque.

Num momento em que Gelson Martins parece menos fulgurante, acho que usar Podence na ala contrária pode também atenuar algumas lacunas ofensivas de Acuña que, embora seja exímio a guardar a bola e um excelente complemento defensivo ao lateral, revela algumas dificuldades em enfrentar o opositor directo em situações ofensivas.

Luís Castro virá a Alvalade sem Domingos Duarte e Matheus Pereira e também temos de saber aproveitar isso.

 

Nota final para o arrepiante minuto em memória das vítimas dos incêndios em Portugal. O Estádio da Juventus é um dos estádios melhor apetrechados em termos técnicos para acrescentar algo ao espectáculo que é um jogo de futebol e aquele minuto foi marcante.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Depois do recital da equipa de Tiago Fernandes em Turim que, com 45 minutos perfeitos geriu na segunda parte o 0-4 acumulado no primeiro tempo, é a vez dos comandados de Jorge Jesus lutarem pelos três pontos no Juventus Stadium.

Os juniores venceram 1-4, com Rafael Leão em destaque. Marcou os dois primeiros golos, sofreu o penalti convertido por Miguel Luís e assistiu Jovane Cabral para o 0-4.

Jovane e Miguel Luís também estiveram muito bem, numa exibição onde a nossa linha intermédia foi bastante sólida, graças às acções de Miguel Luís, Daniel Bragança e Pedro Ferreira. Também a defesa se comportou à altura, com Luís Maximiano a sofrer o único golo do encontro num momento em que já jogávamos com dez jogadores, fruto da expulsão exagerada de Jovane, que viu o vermelho directo.

 

Virando agora agulhas para o que aí vem...Jorge Jesus certamente preparou bem a equipa para uma Juventus que perdeu no passado fim-de-semana em sua casa, onde normalmente se apresenta imbatível, como se jogasse numa fortaleza.

Nos 122 jogos disputados em casa, na Champions, a Juve apenas perdeu 10 e há 20 jogos que não perde no seu reduto (desde 2013, com o Bayern de Munique).

Vão numa série de cinco vitórias consecutivas no Juventus Stadium, com um score de 10 golos marcados e apenas 1 sofrido.

 

Tirando uma Taça Latina em 1952, no Parque dos Príncipes (derrota por 3-2), e um amigável no Canadá, em 2011 (vitória por 2-1), não há registo de confrontos entre ambas as equipas.

Será o primeiro jogo nas competições da UEFA entre as duas equipas e o Sporting também quer entrar com o pé direito, inclinando a estatística dos confrontos directos para o nosso lado.

 

Que seja uma grande noite europeia e que o Sporting se consiga impor à poderosa Vecchia Signora, trazendo pontos de Turim.

SPOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 0-1 Barcelona: Battaglia inglória

É difícil evitar que esta não pareça, à semelhança dos duelos com o Real Madrid na temporada passada, mais uma vitória moral.

A verdade é que fomos quase perfeitos frente a uma das melhores equipas do Mundo e mesmo a "quase perfeição" não foi suficiente para arrecadar um ponto que fosse.

 

Se o Acuña não faz aquela falta completamente desnecessária...

Se tivéssemos evitado que aquela bola chegasse ao Suárez...

Se não tivéssemos tido o azar do remate desviar no Coates...

Se o Bas Dost tivesse rematado à baliza...

Se o árbitro não nos tentasse condicionar desde o apito inicial com uma gritante dualidade de critério...

 

Mas o futebol não é feito de "ses" e a atitude fantástica demonstrada durante todo o jogo continua a deixar-me a pensar onde ficou esta vontade na visita a Moreira de Cónegos...

Não quero parecer azedo mas a injustiça deste resultado depois do que lutámos não só me deixa frustrado como aumenta ainda mais a minha azia, depois do empate para o campeonato.

No entanto, o grande jogo realizado ontem deixa-me uma certeza quase absoluta de duas coisas:

- Vamos ganhar ao Porto

- O Bas Dost marca dois

Posto isto...jogo incrível de Battaglia. Fui dos que o achou caro, no preço e nas contrapartidas. Hoje começo a engolir tudo isso. O argentino é um enorme jogador e, neste momento, parece mais fácil vendê-lo por 30 milhões em julho do que vender o William por 45. E isto em nada belisca a qualidade do William, que vai ficando e ontem voltou a mostrar que é top. 45 milhões por ele, como está o mercado, seria uma pechincha.

Mathieu...que jogo fantástico do francês, que deve ter deixado interrogações em Valverde sobre o porquê da sua dispensa. Nós agradecemos. Para mim foi, a par de Battaglia o melhor em campo.

Não menos importante foi Rui Patrício. Enorme entre os postes e sem responsabilidades no golo. Não foi por ele que perdemos.

 

Em contraponto...Coates.

Gelson não fez um jogo ofensivamente inspirado mas pelo que ajudou Piccini (e a tarefa de acompanhar Alba não é pêra doce) merece crédito. Já Coates esteve desastrado e pareceu o destino a ditar que fosse ele a enviar a bola para o fundo das redes de Rui Patrício. Esta Mathieu não pôde salvar.

 

Agora é esperar que todo este desgaste físico e emocional não condicione a equipa para o jogo que realmente importa. No domingo recebemos o Porto e uma certeza eu tenho. Com esta atitude, concentração, comprometimento e qualidade, os dragões vão sair de Alvalade sem sequer cuspir fumo, quanto mais fogo.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Época 2008/2009, a única em que Sporting e Barcelona se cruzaram na Liga dos Campeões. Leões e blaugrana acabariam por passar aos oitavos-de-final, com os catalães a levantar o troféu no final. A nossa prestação terminou em Munique de forma humilhante mas com o mérito de uma passagem inédita no novo formato da prova, após uma fase de grupos de grande qualidade, onde o Barça nunca nos envergonhou.

Nessa fase de grupos, com Barcelona, Shakhtar e Basileia, quando o nosso ranking ainda nos permitia encarar os sorteios com algum optimismo, apenas os espanhóis nos haveriam de marcar golos. 3 em Espanha e 5 em Alvalade. O Sporting averbou quatro vitórias nos restantes jogos e marcou sempre ao Barça. 1 em Espanha e 2 em Portugal, em jogos onde o Sporting chegou a discutir o resultado.

Nesse tempo o treinador era Paulo Bento, o Sporting haveria de ser mais uma vez segundo no campeonato (a quatro pontos do Porto de Jesualdo) e a nossa equipa era Liedson, os miúdos e pouco mais.

 

Hoje temos mais recursos financeiros, um orçamento triplicado (ou perto disso) e teremos de igualar em vontade e empenho para discutir o resultado, já agora de forma a roubar pontos a uma das melhores equipas do Mundo.

 

A equipa tanto me faz. Hoje não dou palpites nem "conselhos" a Jesus. É escolher onze, apenas sem inventar em demasia. Não é o tipo de jogo em que a motivação possa estar em causa. Hoje até o Alan corria, porque é o Barcelona e é esta mentalidade que tem de se mudar para se ser feliz internamente.

O jogo de hoje é pare desfrutar, com entrega e responsabilidade, sabendo que o favoritismo não estará do nosso lado, mesmo que tenhamos o factor casa a favor e Alvalade cheio.

 

Há quase 10 anos recebemos o Barcelona de Guardiola numa fase diferente. De realçar que o Barcelona utilizou 7 jogadores da sua cantera, tantos quanto o Sporting, que os fez alinhar todos de início. À 5ª jornada e já com o apuramento para os oitavos-de-final garantido, entrámos mal e aos 17 minutos o Barça já vencia por 0-2. Messi fez o 0-3 no início do segundo tempo, o Barça baixou o ritmo e nós acreditámos. Veloso e Liedson reduziram para 2-3, com quase meia hora para jogar mas um auto-golo de Caneira e uma grande-penalidade cometida por Rui Patrício voltaram a distanciar o adversário no marcador. 2-5, foi o resultado final (resumo).

 

Detalhes...

 

Mesmo que "a feijões" (que não o era, pois estavam em jogo o prestígio e os milhões), o último duelo mostrou que qualquer erro pode ser fatal frente aos melhores do Mundo e, depois, há Messi.

No entanto, é aqui que se experimenta e se tenta surpreender. É nos jogos em que nada esperam de nós que podemos espantar o Mundo.

É aproveitar para relaxar e fazer o melhor, porque no domingo volta a responsabilidade máxima de não poder falhar.

 

A eles, leões!

Sigam-me no facebook e no twitter.

Olympiacos 2-3 SPORTING CP: Ainda houve tempo para o Sporting ser Sporting

Desta vez Jesus esteve bem na análise ao jogo. Os minutos finais tiram a cereja do topo do bolo mas nada mais. Dois minutos de desatenção não beliscam nem um pouco o mérito da grande exibição realizada no Estádio Georgios Karaiskakis.

Importa dizer que, nas últimas três temporadas, o Olympiacos tem apenas 7 derrotas em casa em todas as competições e, excepto duas derrotas por 0-3, frente a Arsenal e Bayern de Munique, ninguém marcou três golos no Piréu. Em 2014/15, os gregos venceram mesmo na fase de grupos a Juventus (que viria a ser finalista) e o Atlético de Madrid (que chegou aos quartos-de-final da Champions). Temos de recuar até 2013/14 para encontrar uma equipa que tenha marcado mais do que três golos em casa do crónico campeão grego; foi o Paris SG (1-4), numa fase de grupos em que o Olympiacos até se apurou para as eliminatórias finais, tendo derrotado o Manchester United por 2-0 nos oitavos-de-final (acabaram por perder 3-0 em Inglaterra).

Isto apenas para demonstrar que não é qualquer equipa que vai ao Piréu jogar da forma afirmativa e letal, com a qualidade que o Sporting ontem apresentou.

 

Sem qualquer tipo de exagero, o resultado certo ao intervalo seria de 5-0, isto ainda com margem para erros na finalização.

Jesus surpreendeu (ou não) com Doumbia na frente e o costa-marfinense voltou a mostrar o porquê da sua utilidade no plantel. Dois golos, divididos por 182 minutos, em cinco participações. Um golo a cada 91 minutos. Um golo por cada jogo em que foi titular. 32 jogos na Liga dos Campeões, 19 golos marcados. Isto diz muito da experiência e da performance do avançado contratado à Roma na prova máxima de clubes da UEFA.

Esta contagem só aumentou porque Marcos Acuña, sem ser exuberante mas mostrando a sua enorme utilidade em vários momentos do jogo, rubricou o seu quinto passe para golo em oito jogos pelo Sporting.

Tudo isto em apenas um minuto de jogo. Não poderíamos ter pedido melhor entrada em campo.

 

Treze minutos; segundo remate, segundo golo. Rui Patrício soca a bola após um lance de bola parada no nosso último terço, Bruno Fernandes divide a segunda bola, esta sobra para Doumbia que assiste Gelson Martins para o 0-2.

O extremo formado no Sporting correu meio campo com a bola nos pés e ninguém conseguiu, sem bola, atingir a velocidade suficiente para o apanhar...nem o próprio Doumbia, que a certa altura desistiu de tentar acompanhar o colega. 

Quinto golo de Gelson esta temporada, registo que, em apenas oito jogos, o coloca a apenas dois golos do seu melhor (sete golos em cada uma das temporadas anteriores).

 

Tempo para o azar e o desperdício. Bruno Fernandes atira ao poste, Doumbia e Coates falham oportunidades para ampliar a vantagem e, já mais perto do final do primeiro tempo, Gelson volta a atirar ao ferro da baliza de Kapino.

Logo de seguida, o 0-3. Coates isola brilhantemente Bruno Fernandes que, em esforço, consegue desviar com a delicadeza suficiente para praticamente matar o jogo antes do intervalo. Cinco golos em oito jogos, tantos como em toda a temporada passada na Sampdoria, a melhor da sua carreira no que a este dado estatístico diz respeito (Alan Ruiz fez sete em 26 jogos, no ano passado).

 

O intervalo trouxe um Sporting mais preocupado em controlar o jogo do que em mostrar a objectividade do primeiro tempo.

Os remates só apareceram já com Bas Dost no lugar de Doumbia e bem perto do final do encontro. Num minuto Bas Dost enviou mais uma bola à trave e permitiu mais uma defesa ao guarda-redes grego.

 

Dois minutos depois Filipe Pardo faz o 1-3, para reduzir de seguida o resultado, cifrado no 2-3 final. Injusto e nada revelador do que se passou em campo, mas a lembrar-nos que no Sporting nenhum jogo está ganho antes do árbitro apitar.

 

Destaque merecido para Doumbia, Bruno Fernandes, Gelson Martins e Coates. Sobretudo estes, mas mais houve que estiveram em muito bom plano.

Segue-se o Tondela, num embate que me coloca num estado de nervos bem superior a um jogo da Champions. No entanto...oito jogos, sete vitórias e um empate que em nada comprometeu os nossos objectivos. Que continue assim.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Agora sim, temos adversários ao nosso nível

O sorteio da Liga dos Campeões realizou-se ontem e, como se esperava, o Sporting foi a fava do pote 4. Nenhuma equipa dos potes anteriores quereria calhar connosco e, assim, entre Juventus, Barcelona ou Olympiacos, um irá para casa e outro para a Liga Europa.

 

Fora de brincadeiras, tal como seria previsível, só com muita sorte (algo que não nos costuma sorrir) o Sporting evitaria a presença de dois dos chamados "tubarões" no grupo.

Calhou-nos a Juventus, finalista em duas das últimas três edições da prova, uma delas na temporada passada e o Barcelona, crónico candidato ao título e vencedor de duas Champions desde 2010, período no qual foi por cinco vezes semi-finalista em oito edições da prova.

 

O Olympiacos está perfeitamente ao nosso alcance mas...o Legia também estava.

É aqui que incide a maior parte das minha preocupações nos embates do nosso grupo. É onde jogaremos a continuidade nas provas europeias, para depois tentarmos fazer algo mais em jogos onde a "responsabilidade" não está do nosso lado.

No ano passado, os gregos foram surpreendentemente eliminados na 3ª pré-eliminatória pelos israelitas o Be'er Sheva mas é comum vê-los a discutir o apuramento para os oitavos-de-final com equipas como o Arsenal, a Juventus, o Borussia Dortmund ou o Marselha, tendo mesmo passado à fase seguinte em 2013/14, num grupo com Paris SG, Benfica e Anderlecht.

A verdade é que é raro ver o campeão grego falhar a continuidade nas provas europeias, assegurando sempre 8/9 pontos na fase de grupos da Champions, garantindo o terceiro lugar.

 

Pede-se humildade nos jogos com os gregos e superação nos restantes encontros. Se tudo isto acontecer, podemos até estar a falar numa surpresa no início de Dezembro, de preferência com a Liga Europa garantida a uma jornada do final.

Sigam-me no facebook e no twitter.

FCSB 1-5 SPORTING CP: Afinal o Steaua não era do nosso nível

Resultado justo numa exibição não tão afirmativa e segura quanto a de Guimarães.

O Sporting entrou muito bem no jogo, à procura do golo que nos colocaria de imediato na frente da eliminatória.

Doumbia (a surpresa do onze) marcou ainda antes do quarto de hora de jogo, como se exigia para marcar posição frente aos romenos.

 

Curiosamente, as ordens vindas do banco (presumo eu) para que arrefecêssemos o ânimo e abrandássemos o ritmo do jogo foram-nos mais prejudiciais do que benéficas.

Para além de algum possível nervosismo (às vezes pode até advir da descarga de adrenalina que foi marcar um golo tão importante) o mais evidente foi o desconforto do Sporting para controlar o jogo em posse e em ritmo baixo. Isto aconteceu não porque o Sporting seja incapaz de o fazer mas porque o jogador mais importante para o fazer está na prateleira. Sem William Carvalho em campo, o Sporting tem mais dificuldades em abrandar o ritmo. Porque Battaglia é um jogador mais frenético e menos cerebral (Petrovic até é o mais próximo - salvas as devidas distâncias - de William neste capítulo do jogo).

 

Incapaz de controlar o jogo, em vez de voltar a uma posição de domínio e de vertigem ofensiva (com este Sporting, ou vamos ganhar à rasca ou quase sempre dará goleada) os jogadores tremeram e, ao contrário do que vem sendo normal, a defesa ressentiu-se. Toda a linha defensiva ficou muito mal na fotografia no lance do golo dos romenos e acabámos por chegar ao intervalo com algumas dificuldades em voltar a impor o nosso jogo.

 

A entrada para o segundo tempo trouxe um Steaua a tentar tudo na busca do golo da vantagem mas, assim que o Sporting se adaptou ao novo figurino dos da casa (ao intervalo, Tanase substituiu Budescu), a diferença entre ambas as equipas voltou a sentir-se e Acuña colocou o Sporting em vantagem após grande passe de Bruno Fernandes.

Já com Bas Dost em campo (entrado para o lugar de Doumbia, que fez muito bem o papel que lhe competia) e com o Steaua a precisar de mais dois golos, entrou em campo o Sporting mortífero, eficaz e cínico.

 

A partir daqui, foi quase "cada tiro, cada melro".

Gelson, após mais uma abertura de Bruno Fernandes (que jogador!), fechou as contas da eliminatória e marcou o terceiro num excelente remate cruzado. Dez minutos depois, voltou a receber de Bruno Fernandes para servir na perfeição Bas Dost para o quarto do Sporting. O holandês não se esqueceu de agradecer a ninguém.

Faltava fechar as contas e, já com os romenos a abandonar o estádio (os que estavam em campo já pareciam ter feito o mesmo), Battaglia, após excelente jogada de Fábio Coentrão e na recarga a um remate de Bas Dost, defendido pelo guarda-redes adversário, fechou as contas do encontro num claro e inequívoco 1-5, que colocou o Sporting na fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

Grande jogo dos nossos laterais. Piccini e Coentrão prometem muito. O português parece estar a subir de forma e, se chagarmos a ver o melhor Coentrão, podemos sonhar alto. Piccini tem muitas qualidades e parece confirmar a cada jogo que passa que, neste, Jorge Jesus não se enganou. Acredito que ambos podem crescer durante a temporada e, nos momentos menos bons, Jonathan e Ristovski parecem oferecer garantias.

Bruno Fernandes é a contratação desta temporada. Tem tudo o que um médio ofensivo precisa e vai obrigar Jesus a abdicar de uma tipologia de segundo avançado que tem procurado sem sucesso desde que Teo deixou de contar.

Gelson é dos jogadores mais decisivos que temos no plantel e voltou a demonstrá-lo.

Toda a equipa cumpriu o objectivo e só tive pena que Jesus não tenha dado mais uns minutos a Iuri Medeiros.

 

Assim que possa falo do sorteio, que nos presenteou com duelos frente à Juventus, o Barça e o Olympiacos.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Hoje é o dia mais importante da temporada, até ao momento. O Sporting joga em Bucareste a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões e o acesso aos milhões que poderão aconchegar os cofres de Alvalade.

A verdade é que não estamos em vantagem na eliminatória mas o nulo na primeira mão deixa as coisas mais ou menos equilibradas, pese embora o factor casa, que está do lado dos romenos.

O Steaua tem sentido dificuldades nos jogos em casa, quer no campeonato, quer na Champions. Para a Liga dos Campeões, empatou frente ao Viktoria Plzeň para depois resolver a eliminatória fora. Para o campeonato romeno, nos quatro jogos em casa acumulam apenas uma vitória e três empates.

O novo relvado da National Arena parece abrir melhores perspectivas do que o anterior tapete mas, bom ou mau, as dificuldades ou facilidades reveler-se-ão para ambos os lados.

 

Não há desculpas! O Sporting tem mais do que obrigação de ultrapassar o Steaua e, assim, marcar presença na fase de grupos da prova mais importante de clubes da Europa.

Acontecendo aquilo que todos esperamos, é já certo que entraremos no pote 4. A última vaga do pote 3 será esta noite disputada pelo Liverpool, que atirará o Celtic de Glasgow para o pote 4 caso vença a eliminatória frente ao Hoffenheim (os ingleses estão em vantagem por 2-1).

Assim sendo, não fazendo conta com o ovo no cu da galinha mas porque é um exercício ao qual acho piada, aviando os romenos, estes são dois tipos de cenário que podemos encontrar no sorteio da próxima sexta-feira.

  • Os dois piores cenários

- Real Madrid; Paris SG; Nápoles; SPORTING CP
- Juventus; Barcelona; Liverpool; SPORTING CP

  • Os dois cenários mais agradáveis

- Shakhtar Donetsk; Sevilha; Anderlecht; SPORTING CP
- Spartak Moscovo; Manchester City; Olympiacos; SPORTING CP

 

Façam as vossas apostas.

 

Pote 1 (detentor do troféu e os campeões dos oito países com melhor ranking)

Real Madrid (ESP, detentor do troféu) coeficiente 176.999
Bayern (GER) 154.899
Juventus (ITA) 140.666
Benfica (POR) 111.866
Chelsea (ENG) 106.192
Shakhtar (UKR) 87.526
Mónaco (FRA) 62.333
Spartak Moscovo (RUS) 18.606

 

Pote 2
Barcelona (ESP) 151.999
Atlético (ESP) 142.999
Paris (FRA) 126.333
Dortmund (GER) 124.899
Sevilha (ESP) 112.999 (?)
Manchester City (ENG) 100.192
Porto (POR) 98.866
Manchester United (ENG) 95.192

 

Pote 3
Nápoles (ITA) 88.666
Tottenham (ENG) 77.192
Basileia (SUI) 74.415
Olympiacos (GRE) 64.580
Anderlecht (BEL) 58.840
Liverpool (ENG) 56.192 (?)
Roma (ITA) 53.666
Beşiktaş (TUR) 45.840
Celtic (SCO) 42.785 (?)

 

E que passemos as horas seguintes ao jogo na ansiedade de saber qual será a constituição do nosso grupo.

Vamos, Sporting!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 0-0 FCSB: Faltou qualidade e ambição ao leão

De há uns anos para cá que nos "vendem" a imagem de um Sporting ambicioso, rigoroso e exigente.

Os Sportinguistas, de um modo geral têm ajustado os seus parâmetros de exigência para um nível mais elevado. O fraco nível de exigência a que nos tínhamos habituado advinha, naturalmente, do baixo nível de exigência que as anteriores direcções colocavam no seu próprio trabalho e no trabalho dos que serviram o Clube, nas mais variadas funções.

Nós, acredito que mais como mecanismo de defesa do que como forma de estar, moderámos também o nosso nível de exigência para atenuar os níveis de frustração.

Foi isso que manteve a paixão acesa e que permite ao Clube continuar a crescer em apoio, mesmo sem um suporte de sucesso desportivo no futebol.

 

Bruno de Carvalho sempre nos pediu exigência. Exigência que fomos trabalhando ao longo dos dois primeiros anos de mandato, em que tivemos de viver com uma realidade diferente da actual e onde, mesmo assim, conseguimos equilibrar o nível real da nossa "estrutura" com resultados mais ou menos de acordo com a exigência pedida.

A primeira época de Jesus veio colocar a exigência no máximo. Verificámos que era possível voltar a lutar pelo título (pese embora algumas "particularidades" do futebol português) e que, com um treinador do nível de Jesus, podíamos esperar o máximo.

Ora, se podemos esperar o máximo, temos de exigir o máximo. Este ano, após um ano mau, o mínimo que podemos exigir é o máximo.

 

O início de 2015/2016 também não foi famoso e depois embalámos para uma excelente época mas, se nesse ano começámos embalados pela conquista de uma Supertaça e com a atenuante de termos sido eliminados da fase de grupos da Champions com um verdadeiro roubo, este ano começamos com o espectro da temporada passada totalmente falhada e com uma abordagem ao playoff da Champions onde somos claramente favoritos (ao contrário do que aconteceu há dois anos).

 

A nota introdutória é longa mas necessária, até porque nem vou falar muito do jogo propriamente dito. 

Jorge Jesus começou na antevisão do jogo a fazer o oposto daquilo que nos têm exigido. Colocou a exigência em níveis pouco aceitáveis, relembrando que somos o "cinquenta e três" da Europa (por culpa dele, faltou dizer). 

Avançando já para o final do jogo, voltou a chutar a exigência para canto, dizendo que o Steaua é do nosso nível e que o Sporting jogou muito bem.

Reparem os menos atentos que, independentemente do resultado, rara é a vez que o Sporting de Jesus não joga muito bem (nas palavras do próprio), mesmo que a maioria dos adeptos vejam que não jogámos um peido.

 

Dica, o treinador do Steaua, disse que viu o jogo com o Vitória FC. Jesus fez-lhe a vontade e apresentou exactamente a mesma equipa, com a excepção de Coentrão, cuja entrada parece ter sido fruto da "pressão" externa, ocasionada pelas palavras do próprio Jesus, que mais uma vez meteu os pés pelas mãos na véspera do encontro.

 

Ficou evidente para qualquer adepto de futebol com uma cultura média do jogo que o Steaua não só não está ao nível do Sporting como deve aproximar-se do nível do nosso anterior adversário e da maioria das equipas que defrontamos na nossa Liga e a quem temos sempre obrigação de vencer.

O Steaua empatou em Alvalade porque o Sporting foi pouco ambicioso, pouco acutilante e demonstrou pouca qualidade, relativamente àquela que deveria apresentar e que facilmente reflectiria a diferença entre ambos os conjuntos.

Empatámos em casa como às vezes nos colocamos a jeito de empatar com o Paços de Ferreira, o Rio Ave ou o Nacional da Madeira.

No final, acabo por ter de concordar com Jesus: o Steaua está ao nosso nível. Ou esteve, pelo menos no jogo de ontem.

 

Se este é o nível de exigência que Jesus coloca a si próprio e aos seus jogadores (bem diferente daquele que coloca nos adeptos, que já criticou esta temporada), digo já que não é esse o nível de exigência que eu coloco sobre ele e os plantéis que o próprio construiu graças a muito dinheiro investido.

Bruno de Carvalho deve exigir mais ao funcionário Jorge Jesus.

Jorge Jesus deve mostrar maior respeito pela inteligência dos adeptos do Sporting, que não comem gelados com a testa nem papam conversa para boi dormir.

 

Com esta brincadeira, o Sporting, que podia estar completamente focado no jogo de Guimarães caso tivesse deixado os romenos a dançar um Manele (curioso, o nome desta dança cigana romena), vai ter de encarar o Vitória SC com os olhos em Bucareste, onde poderia ir tranquilo, apenas para gerir a eliminatória.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Hoje ouvir-se-á o hino da Champions em Alvalade. O Sporting recebe o Steaua de Bucareste e, não mintamos, é favorito a ganhar e a passar a eliminatória.

Pouco me importa o ranking, os valores em prémio oferecidos aos adversários ou o estado do relvado para a semana, em Bucareste.

 

Hoje jogamos em casa, o relvado é bom e, nas bancadas, estará casa cheia para apoiar, rumo a mais uma fase de grupos da Liga milionária.

Não há desculpas nem condicionantes de maior. Será a nossa qualidade, frente à qualidade dos romenos e não tenho dúvidas que somos melhores e mais capazes. É demonstrá-lo em campo e mostrar, já hoje, quais são as reais hipóteses de cada equipa marcar presença na fase de grupos.

 

O Steaua, liderado pelo romeno Nicolae Dica, apresentar-se-á no José Alvalade com um habitual esquema em 4-2-3-1.

Dica não tem grande experiência como treinador. Após ter sido adjunto do Steaua, entre as temporadas 14/15 e 15/16, liderou a equipa num jogo (que empatou), como treinador interino e depois saiu para se iniciar como técnico principal do modesto FC Arges, do terceiro escalão romeno, onde terminou a temporada 15/16 e levou a equipa à segunda Liga em 16/17.

Assinou este ano pelo Steaua, de forma aparentemente surpreendente.

 

O poderio financeiro dos romenos está perfeitamente reflectido na sua capacidade para abordar o mercado e não nos prémios de jogo oferecidos pelo seu presidente aos jogadores que, naturalmente, adviriam do prémio de entrada na fase de grupos.

O Steaua apenas comprou aos rivais do campeonato romeno e, entre algumas contratações a custo zero, gastou pouco mais de 4 milhões de euros para se reforçar para esta temporada (metade de um Bruno Fernandes).

 

Os romenos, em oito jogos esta temporada, não estabilizaram ainda um onze base e Dica tem alterado muitas vezes a equipa titular, inclusive utilizando jogadores em vários sectores do terreno.

Denis Alibec, avançado romeno e Florin Tanase, jovem promessa também da Roménia são os jogadores mais talentosos mas há que ter atenção também ao experiente médio português, Filipe Teixeira, ao avançado Harlem Gnohéré e à capacidade de bater bolas paradas do defesa central, Mihai Balasa.

 

Há um padrão nas performances de toda esta temporada. O Steaua é forte fora de casa e inconsistente em casa. Fora, venceu os três encontros disputados e, em casa, empatou quatro dos cinco jogos realizados.

 

O resto terá de ser a nossa qualidade a marcar a diferença. Um bom resultado hoje (3-0, por exemplo) arruma praticamente a eliminatória.

Força, Sporting!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Playoff da Champions: SPORTING CP vs Steaua Bucareste

O "brinde" deste sorteio (sem qualquer menosprezo) eram os romenos e os suíços. Claramente as duas equipas com o plantel mais modesto.

Calhou o Steaua que, não podemos esquecer, é um histórico do futebol europeu e ex-vencedor da antiga Taça dos Campeões Europeus mas está hoje longe desse estatuto.

Têm entre o seu plantel alguns jovens romenos de elevada qualidade, sobretudo do meio campo para a frente e vêm de uma eliminatória em que golearam fora o Viktoria Plzen.

 

Este foi o percurso nas últimas 5 épocas nas competições europeias:
2012/13 - oitavos-de-final da Liga Europa
2013/14 - fase de grupos da Liga dos Campeões, vindos do playoff
2014/15 - fase de grupos da Liga Europa, após eliminação no playoff da Champions
2015/16 - eliminados no playoff de acesso à Liga Europa
2016/17 - fase de grupos da Liga Europa, após eliminação no playoff da Champions

 

Nas últimas três participações no playoff de acesso à Liga dos Campeões (todas nas últimas 5 épocas), o Steaua só por uma vez atingiu a fase de grupos, após eliminar o Legia de Varsóvia, por vantagem nos golos fora. Nas duas restantes participações recentes foram eliminados pelo Ludogorets nas grandes penalidades e pelo Manchester City na temporada passada, com um agregado de 6-0.

 

Acho que fica evidente que temos tudo para estar na fase de grupos da Liga dos Campeões deste ano.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

E o milagre aconteceu

Tudo o que tinha de correr bem para que o Sporting fosse cabeça-de-série no sorteio de amanhã do playoff da Liga dos Campeões, correu.

 

Em Março de 2011, Luís Godinho Lopes herdava um Sporting europeu. 17º do ranking de clubes da UEFA, o Sporting não era temido mas gozava de respeito na Europa do futebol. O mandato anterior, de José Eduardo Bettencourt, já havia sido conturbado mas era raro ver o Sporting ficar pelas primeiras fases das provas europeias.

As meias-finais da Liga Europa, em 2011/12 haveriam de ser o início do fim do respeito pelo Sporting na Europa. A queda livre no ranking levou-nos ao actual 53º lugar e, com Bruno de Carvalho, conseguimos perder 20 lugares em apenas 4 anos (éramos 33º quando tomou posse pela primeira vez).

 

As promessas de um Sporting europeu sucedem-se mas tardam em concretizar-se. De tal forma que damos connosco a encarar qualquer eliminatória como difícil, mesmo sabendo que o actual ranking não reflecte o real valor do nosso plantel. Plantel esse que parece valer mais que um 53º lugar europeu mas que continua a adiar uma afirmação clara de que vale mais do que isso.

 

A sorte que tivemos ontem não acontece todos os dias. Se queremos recuperar estatuto, devemos encarar este playoff como aquilo que verdadeiramente somos; cabeças-de-série, mesmo que com um ranking modesto e quase que por milagre.

 

Enfrentaremos boas equipas mas há que assumir que o nosso nível de investimento não se compadece com desculpas esfarrapadas.

Jorge Jesus ganha ao nível da elite europeia e teve no seu plantel um investimento mais do que suficiente para que encaremos este playoff com exigência máxima.

Steaua Bucareste, Young Boys, Hoffenheim, Nice ou İstanbul Başakşehir têm valor mas, calhe quem calhar, não há desculpas para não ver o Sporting na Champions.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Os primeiros indicadores para o sorteio do playoff da Champions

Dínamo de Kiev 3-1 Young Boys
 Nice 1-1 Ajax 
 Steaua Bucareste 2-2 Viktoria Plzen
AEK 0-2 CSKA Moscovo 
 Club Brugge 3-3 Instambul Basaksehir

 

Foram estes os resultados de ontem dos adversários que poderão cair no nosso caminho no sorteio do playoff da Liga dos Campeões do próximo dia 4 de agosto.

Dínamo de Kiev, Ajax, Viktoria Plzen, CSKA de Moscovo e Club Brugge, para além de três dos quatro clubes que entrarão connosco directamente no playoff têm melhor ranking que nós.

 

Como já foi explicado na semana passada, apenas um dos cinco clubes acima citados e cujos resultados de ontem e anteontem partilhei no início do post pode passar à fase seguinte para que possamos ser cabeças-de-série no sorteio.

 

Posto isto, com uma vitória fora frente àquela que deve ser a pior das equipas do lote, o CSKA de Moscovo estará praticamente apurado para o playoff.

Isto significa que teremos de esperar pela eliminação de Dínamo de Kiev, Ajax, Viktoria Plzen e Club Brugge.

 

A eliminação do Ajax, Plzen e Brugge não me parece algo impossível mas, em todo o caso, dos três, apenas o Brugge está em desvantagem na eliminatória. O caso do Dínamo de Kiev parece-me o mais complicado para o nosso lado e teríamos de esperar por uma noite quase perfeita dos suíços para ficarmos mais optimistas para o sorteio da próxima semana.

 

O mais provável é que acabemos por ter pela frente Sevilha, Nápoles, Liverpool, Dínamo de Kiev ou CSKA de Moscovo.

Com a sorte que nós temos calha o Liverpool e lá teremos de aviar o Klopp...ou não. A ver vamos.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

O Sporting CP e o sorteio do playoff da Champions

Este é o sorteio da 3ª pré-eliminatória (que antecede o playoff):   

 

 Dínamo de Kiev vs Young Boys
 Ajax vs Nice
 Steaua Bucareste vs Viktoria Plzen
 CSKA Moscovo vs AEK
 Club Brugge vs Instambul Basaksehir


 

Partimos para este playoff com 30.783 pontos, atrás de Sevilha (109.799), Nápoles (80.049) e Liverpool (44.363). Ou seja, das equipas que estão neste sorteio, só uma poderia ficar à nossa frente para podermos ser cabeças de série.

 

No jogo Steaua de Bucareste vs Viktoria Plzen é-nos completamente indiferente quem passa pois têm as 2 ranking inferior a nós. Nos restantes jogos, só seremos cabeças de série se apenas uma das seguintes equipas se qualificar: Dínamo de Kiev, Ajax, CSKA de Moscovo e Club Brugge. Se duas destas se qualificarem, não seremos cabeças de série.

 

(Lamentação: Estamos por muito pouco atrás de CSKA de Moscovo e Club Brugge, se estivéssemos à frente deles bastava Dínamo de Kiev ou Ajax escorregarem).

 

Apesar de coisas estranhas acontecerem no futebol, muito, muito (!) dificilmente seremos cabeças de série no playoff da Champions.

 

Não sendo cabeças de série significa que muito provavelmente vamos jogar o playoff contra Sevilha, Nápoles, Liverpool, Dínamo de Kiev ou Ajax. CSKA de Moscovo e Club Brugge também são hipóteses potenciais neste momento.

 

Obrigado, RR! 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Legia 1-0 SPORTING CP: O impensável aconteceu

Tenho passado o dia a tentar não pensar nisto. A eliminação das provas europeias é um fracasso total. Não só da equipa como de todo o planeamento desta época. Todos os reforços que chegaram vieram com a intenção de nos dotar da capacidade de sermos fortes em todas as frentes. O resultado é um fracasso total na Europa que, embora com bom futebol em parte da competição, não atinge os objectivos mínimos: a continuação numa das provas da UEFA.

 

Não vi a primeira parte que, segundo consta, foi bem pior que a segunda.

Confesso que vi uma equipa com vontade de inverter o rumo dos acontecimentos na segunda parte mas a maioria dos jogadores fizeram-no com uma intranquilidade que os impossibilitou de mostrar qualidade.

Sobraram Gelson e Rui Patrício, os únicos que actuaram ao seu melhor nível.

 

Não vou esmiuçar mais nada. Não marcar um golo a uma equipa que esta época, em todas as competições, sofreu 54 golos em 32 jogos é inadmissível. Uma equipa mediana, bem abaixo dos adversários mais exigentes do nosso campeonato, devia ser um "doce" para nós. Em vez disso, deixa-nos um amargo de boca e a certeza que se acabou a margem de erro e tolerância.

Resta a Jorge Jesus ser campeão nacional e a Bruno de Carvalho repensar o projecto do futebol, onde nem sempre o investimento acompanha a produtividade.

 

Temos uma Academia cheia de qualidade e talvez seja melhor olhar para dentro (a todos os níveis) do que para fora.

Venha o Benfica e a liderança do campeonato, sob pena das coisas se complicarem para todos nós.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Começo pelos mais novos, que jogam em Varsóvia a passagem ao playoff de acesso aos oitavos-de-final da Youth League (a competição tem um formato ligeiramente diferente da Champions para permitir aos campeões dos respectivos países lutar por um título a que outros têm acesso "por decreto").

Importante dizer que PSG, Dínamo Kiev, Barcelona, PSV e Real Madrid já estão apurados para os oitavos-de-final, fase para onde, entre os portugueses, só o Porto se pode apurar.

No playoff que antecede os oitavos, em caso de apuramento, o Sporting defrontará uma das seguintes equipas: Ajax, Roma, Midjyylland, Rosenborg, Altinordu, Constanta, M. Haifa ou Salzburg.

Hoje basta fazer o mesmo resultado que fizer o Dortmund. O nosso jogo, para além de difícil, terá a dificuldade adicional do frio e da neve.

 

Quanto aos comandados de Jorge Jesus, deslocam-se a Varsóvia com a mesma responsabilidade dos mais novos. Vencer para passar, mesmo que o empate chegue. E porquê vencer? Porque só a vitória nos coloca no pote dos cabeças-de-série no sorteio da Liga Europa. E todos sabemos como um sorteio favorável pode ser fundamental para a passagem à eliminatória seguinte da prova, bem como para rodar a equipa com menor risco de surpresas.

Também os mais velhos encontrarão a dificuldade da neve e do frio, embora com a vantagem de, previsivelmente, jogarem num relvado em melhores condições do que os juniores.

Estou curioso para ver quantas alterações fará Jorge Jesus, sabendo qual é o próximo jogo do campeonato. Será que Dost descansa (a minha Fantasy espera que não)? Quem jogará na frente? Bryan ou Bruno César? Será que não abdica de William e Adrien? 

Mais logo saberemos as respostas mas, o que é certo, é que o Sporting tem mais do que qualidade para vencer os polacos e tem obrigação de o fazer. É que se as condições climatéricas podem ser um factor adverso, o público entusiasta não pode nunca entrar na categoria das dificuldades. Haja no Sporting um único jogador que se intimide em ambientes adversos e podem assinar-lhe a guia de marcha.

 

Quero duas vitórias! Vamos, Sporting!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Pensamento do dia

É público, já o manifestei diversas vezes, que não gosto da Liga Europa enquanto competição. Não a considero com grande visibilidade nem grande impacto mediático, será sempre o parente pobre das competições europeias e acaba por causar nas equipas que a disputam um maior desgaste físico que a Liga dos Campeões.

Por todos estes motivos e mais uns quantos, devem imaginar-me pouco entusiasmado com a possibilidade (ainda não garantida) de vir a disputar a prova. Ainda assim, tenho noção que o ranking europeu do Sporting é baixo e nada consentâneo com aquilo que pretendemos ser enquanto Clube.

Se nos queremos afirmar na Europa, teremos de garantir a presença nesta Liga Europa e fazer uma prestação que nos honre e amealhe uns pontos para o nosso pobre ranking da UEFA.

 

Mas, assim de repente, salta-me à vista algo que pode tornar a competição mais atraente para os adeptos e talvez até para os próprios jogadores. O fracasso dos rivais na Champions levaria cada um deles para a Liga Europa, onde esperamos também marcar presença.

Atacar esta competição com a pressão extra de ter nela inserida os nossos rivais internos seria um aliciante para mim e, mais importante que isso, colocaria em pé de igualdade os três rivais no que à gestão do plantel entre competições europeias e nacionais diz respeito. Poderão até ser quatro as equipas portuguesas presentes, pois o Braga está em condições de se qualificar para a fase seguinte da prova.

 

Dentro daquilo que é a desilusão de não seguir em frente na Liga milionária e a possibilidade de ter de encarar uma Liga Europa, este seria talvez o maior factor motivacional que encontro.

Veremos como correm as coisas a Porto e Benfica que, no mínimo, têm a Liga Europa garantida e espero que, na 4ª feira, não nos deixemos surpreender em Varsóvia, onde vai estar um gelo descomunal, nada condizente com aquilo que estamos habituados em Portugal.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 1-2 Real Madrid: Mais uma vez o mesmo filme

Foi um pouco como aqueles filmes excelentes, com um bom enredo e actuações brilhantes dos actores mas que o guionista teima em matar o protagonista, o bom da fita, a personagem mais importante no final. Fica um sabor agridoce. O filme foi bom mas acabou mal...pela quarta vez.

Foram quatro jogos com os favoritos do grupo onde o Sporting demonstrou armas de igual valor para discutir os resultados mas onde a menor eficácia e o menor aproveitamento do erro alheio nos conduziu ao pior dos resultados.

 

Não há nada a apontar à exibição, entrega e determinação dos nossos jogadores ontem, como já não tinha havido nos jogos anteriores com Real Madrid e Borussia de Dortmund. Com adversários destes estamos sujeitos a sofrer um golo em qualquer momento e quanto mais espaço lhes dermos, mais sujeitos estamos a dissabores.

Voltámos a criar situações ofensivas suficientes que justificassem um resultado melhor mas, por más decisões, acabámos por finalizar mal ou entregar em más condições o último passe. Sim, porque uma boa situação de golo não é apenas a bola que vai ao poste ou que o guarda-redes sacode com uma grande defesa. Uma boa oportunidade de golo é uma jogada que coloca em boa posição o indivíduo com a responsabilidade de decidir o que fazer ao chamado "último passe". Aqui chegados, é uma questão de decisão. Ou decides bem e uma boa oportunidade tem maior possibilidade de êxito ou uma má decisão pode deitar por terra um conjunto de boa decisões/movimentações.

 

O não aproveitar daquele erro de Sérgio Ramos diz bem daquilo que é a nossa capacidade de decisão, algo que muitas vezes tenho observado em jogos anteriores e que começo a identificar a causa. A criatividade táctica que tanto fala Jorge Jesus traz imensos benefícios à dinâmica da equipa mas, na maioria das vezes, anula um dos factores mais aleatórios e decisivos do futebol: a criatividade individual.

Ao quase castrar a criatividade individual em prol da dinâmica colectiva, Jesus tira trunfos aos jogadores, sobretudo aos mais talentosos e que têm mais capacidade para arriscar muito no 1x1. Ontem, durante toda a segunda parte, não sei se devido a cansaço ou em exclusivo à tal "castração criativa", foi raro ver Gelson arriscar no confronto individual, quando parecia claro que a equipa poderia daí retirar muitos benefícios, até porque Marcelo tinha um cartão amarelo.

 

Extrapolei para uma análise mais global e que identifica um problema não exculsivo do jogo de ontem pois fizemos efectivamente mais um bom jogo em que foram os detalhes a resolver. E em jogos de detalhe, o que eu frisei não me parece descabido.

Particularizando, vimos mais uma exibição quase imaculada de Coates, um William ao seu melhor nível, um Adrien a dar à equipa aquilo que ela precisa e um Gelson maduro, que continua a ser o nosso melhor criador. Os restantes, todos esforçados (nem tanto alguns dos que entraram) e com um a destacar-se; João Pereira devia ter tido cabeça fria. Depois de uma exibição tão bem conseguida e num momento em que se percebia que podíamos encostar o Real às cordas aquela atitude deitou tudo a perder. Claro que não é uma agressão "à Materazzi" mas custa-me ver Sportinguistas ignorar uma mão evidente no tronco de Kovacic que, pese embora a impossibilidade de medir intensidade, existiu. João Pereira é bem expulso e colocou em causa o plano para o assalto final à baliza de Navas.

 

Agora resta concentrar no campeonato, sem esquecer que teremos depois de ir a Varsóvia buscar um resultado que nos permita manter-nos nas competições europeias, sem esquecer a "obrigação" de voltar de lá com mais três pontos.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal