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Grande Artista e Goleador

O Sporting CP e o sorteio do playoff da Champions

Este é o sorteio da 3ª pré-eliminatória (que antecede o playoff):   

 

 Dínamo de Kiev  vs  Young Boys
 Ajax  vs  Nice
 Steaua Bucareste  vs  Viktoria Plzen
 CSKA Moscovo  vs  AEK
 Club Brugge  vs  Instambul Basaksehir


 

Partimos para este playoff com 30.783 pontos, atrás de Sevilha (109.799), Nápoles (80.049) e Liverpool (44.363). Ou seja, das equipas que estão neste sorteio, só uma poderia ficar à nossa frente para podermos ser cabeças de série.

 

No jogo Steaua de Bucareste vs Viktoria Plzen é-nos completamente indiferente quem passa pois têm as 2 ranking inferior a nós. Nos restantes jogos, só seremos cabeças de série se apenas uma das seguintes equipas se qualificar: Dínamo de Kiev, Ajax, CSKA de Moscovo e Club Brugge. Se duas destas se qualificarem, não seremos cabeças de série.

 

(Lamentação: Estamos por muito pouco atrás de CSKA de Moscovo e Club Brugge, se estivéssemos à frente deles bastava Dínamo de Kiev ou Ajax escorregarem).

 

Apesar de coisas estranhas acontecerem no futebol, muito, muito (!) dificilmente seremos cabeças de série no playoff da Champions.

 

Não sendo cabeças de série significa que muito provavelmente vamos jogar o playoff contra Sevilha, Nápoles, Liverpool, Dínamo de Kiev ou Ajax. CSKA de Moscovo e Club Brugge também são hipóteses potenciais neste momento.

 

Obrigado, RR! 

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Legia 1-0 SPORTING CP: O impensável aconteceu

Tenho passado o dia a tentar não pensar nisto. A eliminação das provas europeias é um fracasso total. Não só da equipa como de todo o planeamento desta época. Todos os reforços que chegaram vieram com a intenção de nos dotar da capacidade de sermos fortes em todas as frentes. O resultado é um fracasso total na Europa que, embora com bom futebol em parte da competição, não atinge os objectivos mínimos: a continuação numa das provas da UEFA.

 

Não vi a primeira parte que, segundo consta, foi bem pior que a segunda.

Confesso que vi uma equipa com vontade de inverter o rumo dos acontecimentos na segunda parte mas a maioria dos jogadores fizeram-no com uma intranquilidade que os impossibilitou de mostrar qualidade.

Sobraram Gelson e Rui Patrício, os únicos que actuaram ao seu melhor nível.

 

Não vou esmiuçar mais nada. Não marcar um golo a uma equipa que esta época, em todas as competições, sofreu 54 golos em 32 jogos é inadmissível. Uma equipa mediana, bem abaixo dos adversários mais exigentes do nosso campeonato, devia ser um "doce" para nós. Em vez disso, deixa-nos um amargo de boca e a certeza que se acabou a margem de erro e tolerância.

Resta a Jorge Jesus ser campeão nacional e a Bruno de Carvalho repensar o projecto do futebol, onde nem sempre o investimento acompanha a produtividade.

 

Temos uma Academia cheia de qualidade e talvez seja melhor olhar para dentro (a todos os níveis) do que para fora.

Venha o Benfica e a liderança do campeonato, sob pena das coisas se complicarem para todos nós.

 

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Hoje joga o Sporting

Começo pelos mais novos, que jogam em Varsóvia a passagem ao playoff de acesso aos oitavos-de-final da Youth League (a competição tem um formato ligeiramente diferente da Champions para permitir aos campeões dos respectivos países lutar por um título a que outros têm acesso "por decreto").

Importante dizer que PSG, Dínamo Kiev, Barcelona, PSV e Real Madrid já estão apurados para os oitavos-de-final, fase para onde, entre os portugueses, só o Porto se pode apurar.

No playoff que antecede os oitavos, em caso de apuramento, o Sporting defrontará uma das seguintes equipas: Ajax, Roma, Midjyylland, Rosenborg, Altinordu, Constanta, M. Haifa ou Salzburg.

Hoje basta fazer o mesmo resultado que fizer o Dortmund. O nosso jogo, para além de difícil, terá a dificuldade adicional do frio e da neve.

 

Quanto aos comandados de Jorge Jesus, deslocam-se a Varsóvia com a mesma responsabilidade dos mais novos. Vencer para passar, mesmo que o empate chegue. E porquê vencer? Porque só a vitória nos coloca no pote dos cabeças-de-série no sorteio da Liga Europa. E todos sabemos como um sorteio favorável pode ser fundamental para a passagem à eliminatória seguinte da prova, bem como para rodar a equipa com menor risco de surpresas.

Também os mais velhos encontrarão a dificuldade da neve e do frio, embora com a vantagem de, previsivelmente, jogarem num relvado em melhores condições do que os juniores.

Estou curioso para ver quantas alterações fará Jorge Jesus, sabendo qual é o próximo jogo do campeonato. Será que Dost descansa (a minha Fantasy espera que não)? Quem jogará na frente? Bryan ou Bruno César? Será que não abdica de William e Adrien? 

Mais logo saberemos as respostas mas, o que é certo, é que o Sporting tem mais do que qualidade para vencer os polacos e tem obrigação de o fazer. É que se as condições climatéricas podem ser um factor adverso, o público entusiasta não pode nunca entrar na categoria das dificuldades. Haja no Sporting um único jogador que se intimide em ambientes adversos e podem assinar-lhe a guia de marcha.

 

Quero duas vitórias! Vamos, Sporting!

 

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Pensamento do dia

É público, já o manifestei diversas vezes, que não gosto da Liga Europa enquanto competição. Não a considero com grande visibilidade nem grande impacto mediático, será sempre o parente pobre das competições europeias e acaba por causar nas equipas que a disputam um maior desgaste físico que a Liga dos Campeões.

Por todos estes motivos e mais uns quantos, devem imaginar-me pouco entusiasmado com a possibilidade (ainda não garantida) de vir a disputar a prova. Ainda assim, tenho noção que o ranking europeu do Sporting é baixo e nada consentâneo com aquilo que pretendemos ser enquanto Clube.

Se nos queremos afirmar na Europa, teremos de garantir a presença nesta Liga Europa e fazer uma prestação que nos honre e amealhe uns pontos para o nosso pobre ranking da UEFA.

 

Mas, assim de repente, salta-me à vista algo que pode tornar a competição mais atraente para os adeptos e talvez até para os próprios jogadores. O fracasso dos rivais na Champions levaria cada um deles para a Liga Europa, onde esperamos também marcar presença.

Atacar esta competição com a pressão extra de ter nela inserida os nossos rivais internos seria um aliciante para mim e, mais importante que isso, colocaria em pé de igualdade os três rivais no que à gestão do plantel entre competições europeias e nacionais diz respeito. Poderão até ser quatro as equipas portuguesas presentes, pois o Braga está em condições de se qualificar para a fase seguinte da prova.

 

Dentro daquilo que é a desilusão de não seguir em frente na Liga milionária e a possibilidade de ter de encarar uma Liga Europa, este seria talvez o maior factor motivacional que encontro.

Veremos como correm as coisas a Porto e Benfica que, no mínimo, têm a Liga Europa garantida e espero que, na 4ª feira, não nos deixemos surpreender em Varsóvia, onde vai estar um gelo descomunal, nada condizente com aquilo que estamos habituados em Portugal.

 

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SPORTING CP 1-2 Real Madrid: Mais uma vez o mesmo filme

Foi um pouco como aqueles filmes excelentes, com um bom enredo e actuações brilhantes dos actores mas que o guionista teima em matar o protagonista, o bom da fita, a personagem mais importante no final. Fica um sabor agridoce. O filme foi bom mas acabou mal...pela quarta vez.

Foram quatro jogos com os favoritos do grupo onde o Sporting demonstrou armas de igual valor para discutir os resultados mas onde a menor eficácia e o menor aproveitamento do erro alheio nos conduziu ao pior dos resultados.

 

Não há nada a apontar à exibição, entrega e determinação dos nossos jogadores ontem, como já não tinha havido nos jogos anteriores com Real Madrid e Borussia de Dortmund. Com adversários destes estamos sujeitos a sofrer um golo em qualquer momento e quanto mais espaço lhes dermos, mais sujeitos estamos a dissabores.

Voltámos a criar situações ofensivas suficientes que justificassem um resultado melhor mas, por más decisões, acabámos por finalizar mal ou entregar em más condições o último passe. Sim, porque uma boa situação de golo não é apenas a bola que vai ao poste ou que o guarda-redes sacode com uma grande defesa. Uma boa oportunidade de golo é uma jogada que coloca em boa posição o indivíduo com a responsabilidade de decidir o que fazer ao chamado "último passe". Aqui chegados, é uma questão de decisão. Ou decides bem e uma boa oportunidade tem maior possibilidade de êxito ou uma má decisão pode deitar por terra um conjunto de boa decisões/movimentações.

 

O não aproveitar daquele erro de Sérgio Ramos diz bem daquilo que é a nossa capacidade de decisão, algo que muitas vezes tenho observado em jogos anteriores e que começo a identificar a causa. A criatividade táctica que tanto fala Jorge Jesus traz imensos benefícios à dinâmica da equipa mas, na maioria das vezes, anula um dos factores mais aleatórios e decisivos do futebol: a criatividade individual.

Ao quase castrar a criatividade individual em prol da dinâmica colectiva, Jesus tira trunfos aos jogadores, sobretudo aos mais talentosos e que têm mais capacidade para arriscar muito no 1x1. Ontem, durante toda a segunda parte, não sei se devido a cansaço ou em exclusivo à tal "castração criativa", foi raro ver Gelson arriscar no confronto individual, quando parecia claro que a equipa poderia daí retirar muitos benefícios, até porque Marcelo tinha um cartão amarelo.

 

Extrapolei para uma análise mais global e que identifica um problema não exculsivo do jogo de ontem pois fizemos efectivamente mais um bom jogo em que foram os detalhes a resolver. E em jogos de detalhe, o que eu frisei não me parece descabido.

Particularizando, vimos mais uma exibição quase imaculada de Coates, um William ao seu melhor nível, um Adrien a dar à equipa aquilo que ela precisa e um Gelson maduro, que continua a ser o nosso melhor criador. Os restantes, todos esforçados (nem tanto alguns dos que entraram) e com um a destacar-se; João Pereira devia ter tido cabeça fria. Depois de uma exibição tão bem conseguida e num momento em que se percebia que podíamos encostar o Real às cordas aquela atitude deitou tudo a perder. Claro que não é uma agressão "à Materazzi" mas custa-me ver Sportinguistas ignorar uma mão evidente no tronco de Kovacic que, pese embora a impossibilidade de medir intensidade, existiu. João Pereira é bem expulso e colocou em causa o plano para o assalto final à baliza de Navas.

 

Agora resta concentrar no campeonato, sem esquecer que teremos depois de ir a Varsóvia buscar um resultado que nos permita manter-nos nas competições europeias, sem esquecer a "obrigação" de voltar de lá com mais três pontos.

 

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Hoje joga o Sporting

Casa cheia em Alvalade, provavelmente a maior enchente de sempre. Adeptos de todas as partes do globo fizeram questão de estar presentes. Afinal, não é todos os dias que, simultaneamente, se recebem o campeão europeu e o melhor jogador do Mundo que, por acaso, foi formado no nosso Clube.

É a segunda vez que Cristiano Ronaldo regressa a casa e a quarta que encontra o Sporting depois de ter saído, em agosto de 2003. Marcou sempre e, com isso, foi sempre decisivo nas nossas derrotas. Sem ressentimentos mas, desta vez, embora volte a ser bem recebido, espero que seja dos piores em campo. Muito do nosso sucesso logo à noite estará dependente de uma noite desinspirada do melhor português de sempre.

Quanto a uma presumível homenagem, não me choca. Não é todos os dias que vemos o símbolo maior da nossa formação voltar a casa. Uma pessoa que sempre nos elogia, nos reconhece e nos demonstra carinho, não vejo mal nenhum que seja reconhecida por tudo o que indirectamente traz de retorno à marca Sporting e à sua Academia por este Mundo fora.

 

Quanto ao jogo, com Adrien de volta e aparentemente em forma, estamos em condições de lutar de igual para igual pelos três pontos, tal como fizemos em Madrid.

Sabendo que ao Real basta um ponto para selar o apuramento, espero os merengues mais expectantes, na tentativa de explorar o contra-ataque onde costumam ser letais. O controlo da profundidade por parte do quarteto defensivo será a chave para o sucesso do nosso plano defensivo.

Ofensivamente teremos de arriscar, na tentativa de desequilibrar a defensiva madrilena, sabendo que será necessário variar o centro de jogo de forma rápida, explorando sempre que possível o espaço entre os laterais e os centrais.

Gelson, Bryan, Adrien e Bruno César serão as chaves do sucesso da estratégia que acho que Jorge Jesus delineou para o jogo de hoje. O condicionamento de todo o jogo a meio-campo do Real será fundamental para criar esses desequilíbrios, fazendo com que errem o mais perto possível da sua área.

Claro que, sabendo da dificuldade da tarefa, é bom que tenhamos em mente que, na impossibilidade de alcançar os três pontos, um garante praticamente a continuidade nas competições europeias (caso o Legia não surpreenda em Dortmund, claro).

 

Curioso para sentir o ambiente de um estádio cheio "que nem um ovo" e expectante numa vitória que garanta o terceiro lugar, deixando tudo em aberto para a sexta e última jornada.

 

SPOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Dortmund 1-0 SPORTING CP: muda-se o esquema, mantem-se o resultado

Estou entre o desiludido e o resignado.

Porque, mais uma vez, mostramos unhas para tocar esta viola mas acabámos com o mesmo resultado de sempre. Custa ver que a equipa se esforçou, aqui e ali demonstrou qualidade, mas continua a não conseguir ter a eficácia que lhe permita bater equipas de outro nível, com outros orçamentos.

Desiludido pelos resultados e resignado ao ver voltar a pairar o espírito do "algo vai correr mal", em detrimento do "há tudo para correr bem" do ano passado.

 

As alterações ao figurino da equipa, promovidas por Jesus, funcionaram para o jogo de ontem, podem funcionar em mais um ou outro, mas não creio que tenhamos efectivamente ganho uma nova abordagem ao jogo, sobretudo porque não vi nesta a qualidade e intensidade que vi em Madrid, por exemplo.

Talvez nos permita resguardar mais os laterais mas, com o regresso de Adrien, há a esperança que tudo volte ao normal.

 

O jogo teve ingredientes próximos do jogo em Lisboa, na jornada anterior. Eficácia dos germânicos e dificuldades em desfeitear Bürki da nossa parte.

Mesmo razoavelmente satisfeito com a exibição e agradado com a atitude da equipa, não deixa de ser mais uma derrota, que agudiza a nossa série negativa para 4 jogos sem vencer.

 

Na verdade, em termos continentais, a prestação deste ano não difere muito da do ano passado, com a atenuante de, este ano, estarmos na Champions e termos adversários de inegável valia. Há um ano, estávamos prestes a averbar a terceira derrota da temporada (no desastre de Skenderbeu), todas elas na Europa, tantas como as que temos este ano nas competições europeias.

Virando agulhas para o que interessa, é no campeonato que temos mesmo de melhorar muito. Este desfecho na Champions era previsível, embora tenhamos mostrado que podíamos fazer frente aos "tubarões". Não estamos ainda afastados mas não acredito que o consigamos, embora espere duas vitórias nos jogos que faltam, afim de assegurar uma pontuação digna e a irremediável presença na "malfadada" Liga Europa, onde espero mais do que aquilo que fizemos no ano passado.

 

Venha o Arouca e venham os bons resultados. Os Sportinguistas voltarão a marcar presença e fazer sentir apoio, como ontem voltaram a fazer na Alemanha. Precisamos que vocês puxem também por nós.

 

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Hoje joga o Sporting (com vídeo do golo de Rafael Leão)

Depois da excelente exibição com uma importante vitória da equipa de juniores para a Youth League, pede-se aos comandados de Jorge Jesus a receita implementada por Tiago Fernandes.

Os juniores leoninos apresentaram-se em Dortmund com grande personalidade, sem medo de assumir o jogo, com grande entrega e espírito de entreajuda, sentido táctico e matreirice.

O golo de Rafel Leão resolveu o jogo e deu uma escassa vitória por 0-1, que merecia mais golos da nossa parte, tal foram o domínio e as oportunidades desperdiçadas.

Pedro Silva praticamente não se viu no jogo, fruto de uma coesão fantástica de toda a equipa, que não deixou que os alemães se acercassem da nossa área.

Impossível destacar alguma individualidade e é tão bom que assim seja. Nem pela negativa se pode apontar um nome que estivesse num patamar abaixo dos restantes.

Esta é a lista de convocados de Jorge Jesus. Dos 23, Pedro Silva, um defesa central, um lateral, um avançado e talvez Alan Ruiz, ficarão na bancada.

Como tive oportunidade de dizer mais acima, pede-se a coragem, a dinâmica e a intensidade que os juniores demonstraram.

Acreditando que está apto, espero Adrien como titular, num onze muito perto daquele que jogou em Madrid.

A vitória seria excelente mas, mais importantes, serão os sinais de retoma deixados pela equipa. Um bom resultado seria excelente tónico para a recepção ao Arouca.

Ontem, na conferência de imprensa, um jornalista indagou Jorge Jesus acerca do seu ar que, nas suas leitura, lhe parecia resignado e pouco confiante na passagem à fase seguinte da Champions. A mim, pareceu-me um certo bluff, pois tenho a certeza que nos apresentaremos "com tudo" em solo alemão.

 

Fiquem com o golo que deu a vitória dos juniores há pouco.

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Não estamos em condições de desvalorizar nada

A urgência da conquista de pontos no campeonato tem levado vários Sportinguistas a desabafar, dizendo que só querem ver-se livres das competições europeias, afim de nos concentrarmos apenas no objectivo principal da temporada.

Respeitando a ideia de cada um, não quero deixar de explanar o contraditório.

 

Tenho noção da importância do campeonato e sei que é esse o objectivo principal. Sei que não temos qualquer "obrigação" de estar nos 1/8 da Champions e que essa "responsabilidade" baixou drasticamente assim que fomos confrontados com o resultado do sorteio.

Mas, porra, não posso deixar de sonhar com a passagem e de exigir que lutemos com os melhores, pela vitória em Dortmund. Podemos não conseguir mas nunca poderemos deixar de tentar.

Abdicar da passagem à fase seguinte, com medo do desgaste físico no campeonato significaria um assumir do mau planeamento desta época e um rude golpe na moral dos adeptos e, na minha opinião, dos jogadores.

 

Só eu sei o que me custou quando, há dois anos, vi o conservadorismo de Marco Silva frente ao Wolfsburg, numa eliminatória onde, por culpa própria, nunca estivemos perto de poder passar e onde não fizemos por ser felizes, quando se percebeu que estava ao nosso alcance.

Também no ano passado critiquei Jesus quando, novamente na Liga Europa, se percebeu que não fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para estar na fase seguinte da prova.

 

Há que perceber que, encarar o jogo de amanhã com leviandade, pode pôr em causa o nosso apuramento para a Liga Europa e, isso, seria um fracasso monumental. Pelo contrário, encarar o jogo de amanhã como aquele que pode catapultar-nos para um momento totalmente diferente do que vivemos, pode não só dar a força anímica que tem faltado como colocar-nos em posição de discutir o apuramento para a fase seguinte da Liga milionária.

 

Já agora, espero que não nos precipitemos na utilização de Adrien. Uma recaída pode afastá-lo por mais tempo e precisamos dele na melhor forma para o que resta da temporada. Muito pela ausência do nosso capitão e também pelas características de alguns jogadores, totalmente distintas das dos intérpretes do passado, espero que Jesus deixe de ser teimoso e jogue pelo seguro, assumindo uma estratégia que nos conceda maior equilíbrio no meio campo, afim de podermos efectivamente discutir o resultado.

Depois, teremos tempo para preparar a recepção ao Arouca. São dois jogos muito importantes.

 

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SPORTING CP 1-2 Borussia Dortmind: Dizem que faz mal acordar tarde

Jorge Jesus levou demasiado a sério a condicionante de não poder estar no banco, de não ser ele o treinador em jogo, ontem. Tanto que resolveu abster-se de controlar aquilo que podia: o onze inicial.

Chega de tentar provar a alguém que Markovic é jogador para o Sporting. Não era grande jogador no Benfica e mesmo o nível que apresentava na altura está longe de ser atingido agora. Comparo-o a um rapaz que jogou comigo nos escalões de formação...corria que se fartava, era mesmo rápido, tão rápido que não fazia conta com os adversários e até se esquecia dos limites do campo. Assim é o sérvio. Um cavalo selvagem, daqueles impossíveis de domar...muito menos para um treinador que tanto privilegia a táctica.

Depois, tivemos uma agravante. Markovic no onze não seria tão mau se fosse a única adição ao nosso melhor onze mas, sem Adrien e com Elias no seu lugar tudo muda. Elias não tem a intensidade, cultura táctica ou capacidade de recuperar bolas de Adrien, e isso nota-se ainda mais quando os adversários ali chegam em superioridade numérica. Não vou mentir, Elias era dos jogadores que menos gostava aquando da sua primeira passagem por Alvalade. Nunca lhe vi qualidade para nos ser útil e mantenho a opinião.

Depois...jogámos com o pior dos dois laterais direitos e o esquerdo não teve a preciosa ajuda de Bruno César (sim, são precisos três para tapar o ror de falhas que tem durante um jogo). Semedo e Bryan não chegaram para as encomendas naquela ala esquerda, de tal forma que Bryan nem ofensivamente se fez notar.

É demasiado para que se possa ser bem sucedido e, por isto, demos 45 minutos de avanço e actuamos com jogadores em sub-rendimento porque se nota que não há a mesma confiança e rotinas com os citados, quando comparados com as opções mais fiáveis.

Sim, parece fácil falar depois mas...Jesus parece ter embarcado na conversa dos pasquins, que davam o Dortmund como debilitado. Estava menos forte mas, ainda assim, tinha uma equipa com intérpretes de respeito.

 

Tudo isto é apenas a minha verdade - aceito outras diferentes da minha - mas torna-se ainda mais frustrante pois tenho ideia que, sem inventar, teríamos boas hipóteses de ter arrecadado pontos, quem sabe os três.

Basta ver como tudo mudou assim que saíram Elias e Markovic. É certo que o Dortmund estava mais desgastado mas eles tremeram porque nós ganhámos confiança e isso explica-se, em parte, com a "não presença" dos elementos desestabilizadores do "sistema".

Nesse período, em que asfixiámos os alemães, podíamos ter empatado. Em menos de 5 minutos. Isto dá que pensar. Mesmo que os germânicos também tenham perdido boas oportunidades para marcar, com o mal dos outros estou eu bem. Podíamos ter aproveitado o desperdício do adversário mas fomos solidários com eles. Quem sofre é o adepto.

 

Isto tudo leva-me a pensar e questionar se não seriam os dispensados da nossa formação, bem como os que têm sido sistematicamente preteridos, opções mais válidas que as tais mais-valias que contratámos. É que alguns, "como diz o outro" mais valia não terem vindo.

Resta esperar que Jorge Jesus recupere desta "apneia" e se mantenha acordado sempre que dele precisarmos nesse estado. É que os serviços mínimos para este ano, são o título nacional. Não por impaciência ou imposição mas porque o egocentrismo do "mister" e a qualidade que tanto apregoa e lhe reconheço não é apenas para ser debitada em conferências de imprensa mas sim provada em campo.

 

Para terminar, e porque não foi tudo mau. A exibição de Gelson e a segunda parte de William provam que não há melhor que a prata da casa.

 

Venha o Tondela e nem preciso dizer o que queremos.

 

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Hoje joga o Sporting

Há vários pontos de contacto entre Sporting e Borussia de Dortmund. Ambos têm uma massa adepta fiel e apaixonada, ambos são dos clubes mais titulados do seu país, ambos venceram uma Taça das Taças na década de 60 e ambos têm uma ligação à Bola de Ouro, o Sporting com dois formados em sua casa (Figo e Ronaldo), o Borussia com um vencedor em sua representação (Sammer).

 

Na maior competição de clubes da Europa nem há comparação. Embora o Sporting tenha mais participações em ambos os formatos da prova (16 vs 14), tem muito menos jogos (68 vs 110) e a história dos alemães na prova é incomparavelmente mais bem sucedida. O melhor que o Sporting fez foi uma presença nos 1/4 no formato antigo e nos 1/8 no formato actual, enquanto que os germânicos levam já cinco 1/2 finais e duas finais (uma delas coroada com o título, em 1996/97).

 

Curioso que nunca antes Sporting e Borussia se defrontaram. O histórico do Sporting não é positivo frente a clubes alemães. Em 12 recepções a equipas germânicas apenas vencemos duas vezes (Hertha, em 2009/10 e Schalke em 2014/15), tendo empatado cinco e perdido outros tantos. Curiosamente, em Portugal, o Borussia perdeu 3 dos 4 confrontos. Esperemos que seja para manter o registo negativo, até porque há indicadores positivos para o nosso lado. Há nove jogos que o Sporting vence sempre em casa e segue com uma série de 3 vitórias consecutivas em casa para a Champions. Quanto aos momentos actuais de ambas as equipas, o Sporting segue há 4 jogos sem perder, enquanto que o Borussia não vence há 3.

 

Abandonando os factos históricos e abordando o jogo em si e as expectativas por nós criadas, é impossível negar que só a vitória nos interessa. Depois do jogo em Madrid todos nos convencemos de vez que podemos fazer frente a qualquer equipa da Europa, sabendo que não bastará anular o colectivo de uma grande equipa mas também sabendo condicionar as individualidades, sob pena delas nos fazerem sofrer, como acabou por acontecer no Santiago Bernabéu.

 

Ao que parece, Rúben Semedo estará apto, facto que me parece fundamental para o equilíbrio defensivo, ainda mais num momento em que as laterais (sobretudo a esquerda) não nos dão a segurança desejada. Espero o quarteto defensivo que defrontou o Real e um onze muito próximo do desse jogo.

Pese embora as baixas da parte do Borussia, não podemos ignorar o poderio do trio de ataque, formado por Götze, Aubameyang e Dembélé, bem como a profundidade das laterais.

 

Só um jogo perto da perfeição nos dará os tão preciosos três pontos que alimentarão as nossas expectativas de estar presentes na fase a eliminar.

Eu acredito!

SPOOOOOOOOOOOOORTING!

 

NOTA: Não esquecer que antes, às 15 horas (directo SportTV 1), jogam os juniores para a Youth League, onde o Sporting procura a primeira vitória e a possibilidade de se estabelecer nos lugares de acesso à fase seguinte.

 

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SPORTING CP 2-0 Legia: Qualidade e serviços mínimos

O mais importante foi conseguido. Arrecadámos os 3 pontos com dois golos ainda na primeira parte, que nos permitiram gerir de forma confortável o resultado até final.

 

Nem entrámos muito bem, fruto de uma certa ousadia dos polacos, que tentaram pressionar a nossa primeira fase de construção. Conseguiram-no durante 10 minutos e a estratégia deveria passar por marcar nesse período e segurar daí em diante. Não conseguiram traduzir num golo esse início algo espevitado e ficaram à mercê das garras do leão.

 

Gelson avisou, falhando à Bryan Ruiz. Bryan Ruiz marcou, avisando Gelson que o Ruiz perdulário não estava em Alvalade...pelo menos ontem. 

As oportunidades iam-se avolumando e era claro que seria uma questão de tempo até ao dilatar do resultado. Acabou por ser o inevitável Bas Dost a fazer o seu quinto golo em cinco jogos, após um grande passe de Adrien Silva.

 

A segunda parte foi para "cumprir calendário". Não me agrada e gosto que se pense no público em jogos onde se torna óbvio que a goleada é uma inevitabilidade mas, neste caso, entendo que Jorge Jesus (na pessoa de Raúl José, claro), tal qual jogador de xadrez, tenha pensado umas jogadas (jornadas, neste caso) à frente e pedido para gerir esforços para Guimarães.

Foi clara a diminuição do ritmo de jogo e gestão do mesmo para o segundo tempo e só o público (mais uma vez fantástico) saiu a perder com isso.

 

Os três pontos, esses, ficaram onde deviam e dão-nos a motivação de receber o Dortmund com a possibilidade de passar para os lugares de qualificação aos oitavos-de-final, mesmo que a travessia ainda fique a meio.

 

Os destaques individuais vão para:

WILLIAM CARVALHO: Foram dez duelos ganhos em doze, onze recuperações de bola, 93% dos 68 passes certos, um passe para ocasião e três dribles (foi mesmo o que mais fintou). Isto é o que se pode quantificar pois, o que não se quantifica, é incomparavelmente superior e descreve William como um verdadeiro "monstro". Para mim, o melhor em campo.

ADRIEN SILVA: Não foi o Adrien do costume nos primeiros minutos e pareceu muito cansado nos minutos finais mas, uma hora à Capitão foi o suficiente para que se tenha destacado como um dos melhores. Foi quem mais vezes teve a bola em sua posse, fez 81 passes (88% de eficácia) e acertou oito dos nove passes longos. Rematou três vezes, fez dois passes para ocasião e um deles deu golo. Depois...correu que se fartou e foi um trabalhador incansável.

RÚBEN SEMEDO: Se Fernando Santos esteve em Alvalade e viu o que eu vi pela TV, já sabe o que fazer quando elaborar a próxima convocatória para a selecção nacional. 100% de eficácia em 42 passes curtos e, em todo o jogo, só falhou um passe, longo, dos dois que executou. Depois, a classe e a limpeza de cada desarme, fazem dele um dos centrais mais "elegantes" do futebol, mundial. Impressionante.

BAS DOST: Pelo golo (mais um) mas não só. O holandês marcou, fez três passes para ocasião e só perdeu um dos nove duelos aéreos. Dost parece ser daqueles que, inevitavelmente, deixarão o seu nome na história do Clube. Espero que pelos muitos golos e títulos. Está no bom caminho.

BRYAN RUIZ: Esteve num patamar abaixo dos supracitados mas não posso deixar de o mencionar, Um golo, o sempre determinante primeiro golo em jogos como este, um passe para ocasião e o perfume técnico habitual que nos deixa, ora espantados, ora extasiados e por vezes desesperados, só por nunca saber jogar mal.

 

Nota final para os dez jogos consecutivos em Alvalade com casa acima dos 40 mil espectadores. Um hábito a manter e que, espero, deixará em breve de ser notícia.

 

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Hoje joga o Sporting

Dia de Champions em dose dupla. A dos mais novos já às 15 horas, com transmissão na SportTV1 e a dos milhões, às 19:45 horas, também no canal 1 da SportTV.

 

Nos juniores é difícil fazer uma antevisão. São jogadores da mesma faixa etária e o equilíbrio e imprevisibilidade dos resultados é sempre enorme. O Legia perdeu o primeiro jogo em casa com o Dortmund por 2-0 mas todo o cuidado é pouco e tenho a certeza que Tiago Fernandes preparou bem o jogo de hoje. Curioso para ver que jogadores são utilizados hoje e se alguém é poupado para a recepção de amanhã ao Cova da Piedade, para a 2ª Liga.

 

Para o jogo de logo à noite só há um resultado "possível". O Legia está a léguas do nosso nível e, encarando o jogo com a devida seriedade e competência, sairemos certamente com os três pontos. Claro que, sendo o maior palco da Europa, o Legia quer aproveitar para ser mais que o bobo da corte do grupo F. Cabe-nos a nós a tarefa de justificar esse "rótulo" em campo, com um bom espectáculo, uma vitória e, de preferência, com muitos golos.

 

André será previsivelmente titular no lugar de Alan Ruiz e o onze não fugirá muito àquele que derrotou o Estoril, com mudanças previsíveis também nas laterais defensivas, pelo menos à esquerda.

 

Agora é mostrar aos polacos como se joga, como se apoia (sem violência) e como se mostra o porquê de queremos justificar estatuto entre os melhores da Europa, onde José Alvalade nos queria ver quando fundou o clube.

 

SPOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Real Madrid 2-1 SPORTING CP: Caimos na praia mas estamos vivos

Foi para isto que fomos fundados. Para que um dia fôssemos grandes, tão grandes quanto os maiores da Europa.

José Alvalade e seus pares, fundadores do Enorme, estarão certamente orgulhosos daquilo que o Sporting é hoje.

Não fomos ao Bernabéu para perder por poucos.

 

Não fomos ao Bernabéu jogar encolhidos, para o pontinho.

Fomos ao Bernabéu, casa do campeão Europeu em título, fazer uma afirmação de grandeza, jogando de igual para igual, como só os grandes o fazem.

Perdemos sem que o tenhamos merecido. Porque fomos quase sempre melhores ou, no mínimo, equivalentes ao Real. Porque condicionámos todo o seu jogo numa demonstração de poder e grandeza que não me lembro de ver algum clube ter feito nos tempos mais próximos. Porque jogamos com a confiança de quem sente não ficar nada a dever aos maiores.

 

O Real não sofria um golo no Bernabéu para a Champions desde que Morata eliminou os espanhóis nas meias-finais de 2014/2015. Há 6 jogos, mais precisamente há 719 minutos, que ninguém marcava um golo para a Champions no Santiago Bernabéu. O Sporting marcou, ameaçou marcar mais e merecia mais do que uma vitória moral.

Não que o resultado de ontem o seja. É frustrante perder da forma que perdemos e não há vitórias morais. Perdemos, de cabeça erguida e com a consciência que que tudo fizemos para vencer. E não há vitórias morais precisamente porque não fomos à procura do milagre mas sim de mostrar que era possível e exequível derrotar o Real na sua própria casa.

 

Não aconteceu mas, hoje, lá fora, todos falarão do Grande Sporting que, por minutos, não venceu categoricamente o Real em sua casa.

Falarão também de Gelson Martins, o miúdo que despontou e teve o privilégio de fazer no Sporting aquilo que a maioria não fez... Atingir um estado de maturidade que permite avaliar mais do que simples potencial. Gelson é, indiscutivelmente, dos extremos fantasistas formados no Clube, aquele que mais cedo atingiu uma maturidade que lhe permita ser mais do que um repentista que entusiasma bancadas. Gelson tem inteligência, criatividade, velocidade e vale hoje o dobro do que valia no ano passado. Porque a montra onde se expôs ontem e onde poucos fazem o que ele fez o permitiu e porque Jorge Jesus lhe permitiu crescer num ano aquilo que a maioria dos seus antecessores não cresceu em dois ou três. Sem qualquer tipo de pressão, mas Gelson pode facilmente destronar João Mário como a maior venda de sempre do Sporting.

 

Talvez tenham sido as mexidas na equipa que nos fizeram perder rendimento ou simplesmente o Real que acordou tarde, mas a tempo da remontada. Não é fácil explicar e, depois do jogo é fácil apontar culpados.

Para mim, nada apaga o orgulho que ontem senti nos nossos. Dentro e fora de campo. Uma demonstração clara de pujança e vitalidade de um Clube com mais de 110 anos que já viveu o céu e esteve à beira do abismo.

A personalidade forte e vincada deste Sporting, reflectida nos seus adeptos, é garantia de força. Força que nos deixará mais perto da glória, que há tanto nos foge e perseguimos agora como nunca.

 

Podem contar connosco para a Champions, pois discutiremos o apuramento.

 

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A invasão em Madrid é efectiva e será bem maior que o esperado. Serão certamente mais de 4 mil leões no Bernabéu e os comandados de JJ saberão certamente que não estarão sozinhos na tarefa de incomodar o campeão europeu na sua própria casa.

 

Não temos nada a perder e tudo a ganhar. Claro que será uma tarefa difícil mas nada deve demover a vontade de mostrar à Europa, no seu maior palco, a força do Sporting Clube de Portugal.

 

Nota: O post "O que andam eles a fazer?", sobre os nossos emprestados, sairá assim que conseguir completar a demanda. Em princípio, amanhã.

 

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