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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-3 Belenenses: Dass!!!

Faltam-me palavras para descrever o que vi ontem de manhã... Melhor, o problema nem é bem a dificuldade em adjectivar mas sim alguma indecisão na escolha das palavras.

O melhor é não complicar. Aquilo que se viu foi uma merda, uma valente merda e uma enorme falta de respeito.

Num jogo em que se podia alimentar uma ténue esperança no segundo lugar (mesmo que eu não fosse um dos crentes), o que fizeram jogadores e equipa técnica?!

Merda! Da grossa! Dormiram na forma durante mais de hora e meia, num jogo em que tínhamos obrigação e necessidade de vencer, mais não fosse para agradecer às mais de 45 mil almas que, numa manhã de domingo perfeita para um passeio na praia ou no parque, foram a Alvalade por amor, por paixão.

 

Ora, 45 mil apaixonados vão a um encontro com a sua cara metade e o que acontece?! Ele(s) borram a pintura toda!

Futebol constrangedor, sem chama, sem alma, sem entrega, sem empenho, sem qualidade (afinal o melhor é nem escolher os adjectivos mas sim largá-los todos)...

 

Até o nosso golo foi meio oferecido. 

 

Não há muito mais a dizer. Eu estou chateado, Bruno de Carvalho está chateado mas o treinador e muitos dos jogadores não parecem. Isso preocupa-me mas, quem sabe se não foi bom que acontecesse, para que o Presidente abrisse os olhos para algo que me parece evidente há meses aos olhos de muitos Sportinguistas.

 

Jorge Jesus nunca assumirá nada que não seja positivo ou para lhe encher o ego. Jorge Jesus trabalha para se afirmar pessoalmente e, num desporto colectivo, ainda para mais onde são os jogadores o foco maior do espectáculo, mais dia, menos dia, isso acaba por ser fatal.

Ontem foi mais uma vez desonesto e deselegante, tanto na flash interview quanto na conferência de imprensa. Todos têm a culpa de tudo, desde o jogador ao tratador da relva. Só ele sai sempre isento de culpas, num mar de erros que parecem juntar-se a conspirar contra ele, para boicotar a sua bela e perfeita obra, que nunca falha por incompetência própria.

 

Assumo que, sem ser a gota de água, a minha paciência está no limite. Jorge Jesus tem contrato e despedi-lo não custa "três tostões". Isso preocupa-me pois, neste momento, ele parece-me mais parte do problema do que da solução. Tendo-me parecido que Bruno de Carvalho chamou a si novamente a "pasta" do futebol, sabendo que Jesus gosta de ter carta branca nessa mesma "pasta" e tendo presente a ressalva da elevada indemnização em caso de despedimento...

 

Jesus é bom treinador e, mesmo não tendo o perfil que me pareça o mais adequado para o nosso clube, só vejo uma hipótese deste "casamento" dar certo para o ano. Bruno impõe 90/95% do plantel a Jesus, deixa-o contratar um daqueles bombons que ele tanto gosta mas que só se sabe se são bons depois de abrir (com o risco de saber que podem custar 1 milhão ou 10) e fecha-se a loja, apostando no que temos de bom e reinvestindo o dinheiro que fizermos com as vendas, seja de excedentários ou não, em posições verdadeiramente deficitárias (como as laterais defensivas, por exemplo).

Na verdade há outra solução. Despedir Jesus, com os riscos orçamentais que isso implicaria. Sim, porque despedir Jesus implicaria desinvestir no plantel, diminuindo a massa salarial e, quem sabe, voltando ao mais com menos (bem mais adequado a nós, diga-se).

 

Confesso que balanço entre ambas as opções mas já tenho uma inclinação. Para já, a única coisa que é certa é que Jesus passou de uma das melhores épocas de sempre (em termos de aproveitamento e não de resultados, embora com interferência clara de terceiros) para uma época abaixo da de Marco Silva, que foi fraca mas ainda assim melhor que esta a todos os níveis.

Tal como não gostei de ver Marco Silva, aquando da sua "estadia" no Sporting, desrespeitar quem lhe pagava o ordenado, também não me agrada ver hoje Jorge Jesus a fazer-nos passar por parvos. Sim, porque hoje apostar nos jovens era um risco mas, se a melhor segunda volta da sua carreira se concretizasse (como podia ter acontecido), ele estaria aí prontinho para colher todos os louros da aposta na juventude que ele nem queria que estivesse no plantel.

 

Sim, isto está a ir de rajada. Provavelmente já divaguei por aí e talvez já tenham percebido que, no fundo, a minha vontade é mandar um valente biqueiro no cu ao "Mestre da Táctica". Que "sa" foda!

 

Presidente, votei em si e no seu projecto. O seu projecto não está nem nunca estará refém de um treinador, por muito bom e caro que ele seja. Você já demonstrou que não tem dificuldades em escolher alguém competente para o cargo mas, atenção, também a si lhe falta alguma capacidade auto-critica e tento na língua (ou será na escrita). Estamos a duas jornadas de terminar a nossa época. Pense bem no que quer fazer para a próxima porque, não determinando nada (nós estaremos sempre aqui para o Sporting e ele é nosso outra vez), a próxima temporada pode ser decisiva para si. Da minha parte, tem carta branca para fazer com Jesus o que entender que seja melhor para o Sporting, custe isso o que custar. Pense bem e não desbarate a confiança que os Sportinguistas têm em si. Eu acredito que, com as directrizes certas, é para o ano, e nem é preciso mexer muito.

Para terminar, e porque isto vai longo, deixe lá o futsal. Perder uma final por 7-0 é mau, terrível, mas tomara o nosso futebol ter metade do sucesso e da competência que têm tido os nossos leões do futsal, desde os jogadores ao director da secção. 

 

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SPORTING CP 1-1 Benfica: derby enfadonho

Começo pela polémica, para ficar já arrumada. Houve três penaltis no jogo de ontem. Um sobre Bas Dost (claro, evidente e sem a devida acção disciplinar - amarelo para Ederson), um sobre Grimaldo (que poucos árbitros marcariam, devido à linguagem corporal do espanhol, que só caiu mais tarde, quando viu que não chegaria à bola) e outro sobre Lindelof (por estupidez de Bruno César que pode ser considerada experiência por alguns).

Ressalvo que os dois lances na área do Sporting aconteceram com um intervalo de 1:20 minutos e que, por isso, é natural que não fossem ambos assinalados mas, na minha opinião, são dois lances em que existe falta, mesmo que nenhuma seja tão evidente quanto a que originou o penalti convertido por Adrien.

 

Quanto ao jogo, o Sporting teve 15/20 minutos interessantes em todo o jogo, que coincidiram com o início de cada uma das partes, onde poderia ter feito pelo menos mais um golo para além do que conseguiu concretizar.

O Benfica disputou o jogo dentro do seu plano esperado e mereceu o empate.

 

A verdade é que o Sporting pouco fez do que podia para ferir a linha defensiva do Benfica. Deixámos que Bas Dost passasse ao lado do jogo na fase de construção e, com isso, limitámos imediatamente parte da influência positiva que Alan Ruiz pode ter no nosso jogo.

Gelson foi praticamente o único elemento desequilibrador da defensiva encarnada e os nossos laterais, não tendo estado mal defensivamente (até porque o adversário não causou grandes problemas e os que causou foram resolvidos sobretudo pela dupla de centrais), ofensivamente foram uma nulidade (a quantidade de cruzamentos para trás da baliza foi - é sempre - assustadora).

Muito bem, a dupla de centrais (Paulo Oliveira foi o melhor em campo) e também de agradou a dupla de meio-campo (não acompanho as críticas que li a William, para mim, o único em campo que nunca teve medo de ter a bola).

 

No geral, pareceram duas equipas com medo de fazer por ser felizes e isso prejudicou o espectáculo e defraudou as expectativas dos adeptos, sobretudo dos quase cinquenta mil que estiveram no Estádio José Alvalade. Claro que esta atitude se percebe da parte do Benfica mas, da nossa parte, sem qualquer pressão, exigia-se mais.

Naturalmente, isto sou eu a relativizar a importância do jogo pois creio que, lá dentro, a estrutura ainda teria uma réstia de esperança no título.

 

Perdida essa esperança ontem, espero que finalmente se comece a pré-época e que Jesus tenha visto como deve ser a qualidade dos jovens da equipa B que acabaram de golear o Vitória SC B por 3-0.

A qualidade mostrada por Ryan Gauld, Matheus Pereira, Francisco Geraldes, Gelson Dala e mesmo Ricardo Esgaio, João Palhinha ou André Geraldes, sem desprimor para os restantes, que também estiveram muito bem.

Sobretudo Ryan Gauld, pelo que fez durante mais 90 minutos, deixa-me um enorme ponto de interrogação sobre a capacidade de Jorge Jesus em avaliar qualidade e potencial. O escocês foi o melhor jogador em campo e mostrou, mais uma vez, toda a sua qualidade táctica, técnica e inteligência.

 

Termino voltando ao derby de ontem, apenas para salientar o enorme desportivismo e fair-play de todos os jogadores, de ambas as equipas e para criticar veementemente (mais uma vez) o comportamento dos adeptos do Benfica, que voltaram a entoar cânticos ofensivos, desrespeitosos, vergonhosos e, estes sim, incendiários. Parabéns aos adeptos do Sporting, que foram exemplares.

 

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Hoje joga o Sporting

- Pai, hoje joga o Sporting?

 

- Joga, filho.

 

- É por isso que vestiste a camisola logo de manhã.

 

- Também. Hoje é contra o Benfica.

 

- E vamos ganhar?

 

- Não sei, filho. Mais importante do que ganhar, é mostrar que somos maiores, melhores, mais unidos, mais leais, mais empenhados. 

 

- Mas vamos marcar mais golos?

 

- Espero que sim. Temos de mostrar mais garra e demonstrar que, mesmo que eles passem o ano todo preocupados connosco e a tentar rebaixar-nos e desestabilizar-nos, nós fazemos o nosso caminho.

 

- Que caminho, pai?

 

- É uma maneira de dizer. Há a rivalidade mas a nossa vontade de ganhar não pode ser nunca maior que a nossa vontade de fazer as coisas bem, dentro das regras.

 

- Mas nós cumprimos as regras...

 

- Pois cumprimos. E um dia poderemos ganhar mais vezes do que as que temos ganho. Não podemos é desviar-nos desse caminho. Como diz o nosso lema: esforço, dedicação e devoção, para atingir a glória. Percebeste agora?

 

- Acho que sim. E hoje, pai, ganhamos?

 

- Sim, filho. Mas, se não ganharmos, voltaremos a tentar para a próxima. É isso que os leões fazem. Lutam e não desistem.

 

- Falta muito para o jogo?

 

- Um bocadinho, filho. Veste a tua camisola também e anda. Vamos mostrar que um leão tem orgulho.

 

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A estratégia para o derby

Quem me conhece sabe que prefiro falar do jogo do que da arbitragem. Quem me segue sabe que raramente centro uma análise no trabalho do árbitro mas estou longe de o achar um elemento sem influência no decorrer de um jogo. Não me escudando em erros de arbitragem, não tenho dificuldade em identificá-los e muito menos em averiguar a sua influência num jogo.

Começo assim para explicar que muito do que possa ser um jogo destes depende da atitude do árbitro e da sua preparação. O estudo das equipas (que os árbitros fazem) é das coisas mais importantes para ajudar na gestão do jogo e na tomada de decisão.

O Sporting é uma equipa agressiva e, normalmente, algo faltosa. Porém, raramente há uma abordagem maldosa entre as faltas repetitivas, que fazem parte do modelo de Jesus para parar o adversário em momentos de desequilíbrio. Pelo contrário, mais pela natureza dos jogadores do que por qualquer factor estratégico, o Benfica é uma equipa agressiva mas que leva essa agressividade a níveis por vezes excessivos. Jogadores como Fejsa, Samaris, Pizzi ou Eliseu excedem-se frequentemente, com entradas fora de tempo, mãos na cara e lances do género. 

Importante também é saber quem são aqueles que estão sempre prontos a enganar o dono do apito. Jogadores como Jonas mereciam uma perseguição da arbitragem ao nível da que sofreram jogadores como João Vieira Pinto.

 

Posto isto, vamos àquilo que eu observei do adversário. Não considero importante a análise em jogos com os ditos "pequenos", por isso, revi partes do clássico com o Porto que, ainda por cima, tem a vantagem de se ter jogado no início deste mês.

Apesar de tudo, a provável titularidade de Fejsa e Grimaldo diferem do jogo com o Porto, onde foram Samaris e Eliseu os escolhidos.

Se no meio-campo não muda muito, jogue o sérvio ou o grego, o mesmo não se pode dizer da lateral esquerda. Sobretudo ofensivamente, Grimaldo dá coisas que Eliseu não dá e vai ser necessário dar igual atenção à subida de ambos os laterais do Benfica.

 

Quanto ao momento defensivo, o mais provável é que a equipa de Rui Vitória assuma uma posição expectante, com as linhas mais recuadas que o habitual no momento do ataque organizado do Sporting.

Deverá ser fácil observar duas linhas de quatro jogadores bem juntas (defesa e meio campo + alas) e os dois avançados na contenção da primeira fase de construção. A atitude da defesa encarnada não é muito agressiva neste momento de jogo. Uma atitude inteligente, que convida o adversário a arriscar e potencia o erro, dada a dificuldade em penetrar o espaço entre essas duas linhas.

 

Por norma, o Benfica é fortíssimo na reacção à perda e no ataque às chamadas "segundas bolas" sobretudo devido a uma permanente atitude muito competitiva. Na falta de elementos tácticos que surpreendam o adversário, Vitória aposta tudo na entrega, união e intensidade da sua equipa.

 

Em momento ofensivo, o Benfica é normalmente uma equipa de processos simples, que queima linhas com facilidade, ora abusando do passe longo para Mitroglou (que quase sempre combina com Pizzi ou Jonas) ou do transporte de bola pelas alas.

 

Falando no que interessa, aquilo que podemos fazer para evitar cair nos erros provocados pelo adversário, forçando a entrada no último terço do campo parece fácil mas não é de simples execução.

Na minha opinião, devemos manter Bas Dost o máximo em jogo possível. Assim sendo, sempre que nos seja difícil penetrar da defensiva encarnada em progressão/posse ou que isso implique mais riscos, devemos apostar no jogo directo para o holandês, salvaguardando-lhe dois apoios frontais (Alan, Adrien, Bruno César...) e um em profundidade (Gelson).

Variar o nosso jogo permitirá confundir a equipa do Benfica. Alternar esse jogo mais directo com um jogo apoiado em que os extremos se posicionem claramente por dentro será primordial. Temos de garantir um bom jogo interior pois, caso contrário, passaremos imenso tempo a lateralizar da direita para a esquerda (isso facilita o posicionamento defensivo adversário, que assim se limita a bascular entre uma ala e outra).

Gelson, Alan, Bruno César, Bas Dost e William são os elementos-chave do sucesso do nosso jogo.

 

No momento defensivo, tudo passa pelo policiamento apertado das faixas laterais do Benfica, onde tanto os laterais como os extremos são muito fortes. Eu aconselharia algum conservadorismo aos nossos laterais e talvez não arriscasse colocar Esgaio, mantendo um lateral esquerdo de raiz. Jefferson seria a minha aposta.

Para além disto, se William e Adrien conseguirem controlar as movimentações de Jonas e Pizzi, teremos o jogo na mão.

 

Depois é ser eficaz, algo que passará certamente pela qualidade com que servirmos Bas Dost.

 

O 12º jogador terá também um papel importante no jogo e prevejo que a atmosfera menos tensa da nossa parte, dada a situação classificativa, poderá potenciar um ambiente mais descontraído e favorável aos rapazes de verde-e-branco.

 

Aposto num jogo com três golos. A sua distribuição dependerá da eficácia da nossa estratégia.

 

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Vitória FC 0-3 SPORTING CP: Três, a conta que Dost fez

Fui rever o jogo com calma para apanhar o minuto em que Ryan Gauld entrou em campo. Certamente que, em directo, me tinha escapado e queria ter a certeza que, com 0-3 a meia hora do final, o puto escocês tinha entrado, já que não me havia parecido vê-lo em campo.

Parece que não entrou e que a sua ida a Setúbal foi apenas um exercício de fortalecimento mental. Para matar saudades e sofrer de fora, sem jogar por um ou outro.

Jesus sabe como chatear os Sportinguistas. Podia ter sido perfeito mas o gajo tinha de nos irritar com alguma coisinha. Então, lá pensou: "Acham que é hoje? O caraças!... Vou mas é tirar o Marvin, para ver se o gajo não é expulso mas deixo o Alan em campo. O gajo tem de fazer mais um golo para eu justificar os 8 milhões, mesmo que se arrisque a ser expulso".

Claro que isto é brincadeira, até porque eu gosto muito do Alan e não desgosto de ver o Marvin sair. Só é pena é que o sacana do JJ teime em errar no timing com que satisfaz os meus desejos e de muitos outros Sportinguistas.

Jorge, pá! Custava assim tanto dar uns minutos ao Ryan?! Porra! Nem os três que deste ao Esgaio?!

Começo pelo negativo, só para ficar já despachado. Gauld devia ter entrado, Marvin não devia ter saído e Alan devia ter saído, assim que Dost picou o ponto após uma trivelada de craque. 

Termino os pontos negativos com um simples "Foda-se, Bryan!"

 

Vamos ao jogo...

 

Parece que entrámos mal. Não vi o primeiro quarto de hora (ainda bem, segundo parece) e devo ter ligado assim que começámos a "espreguiçar-nos".

Mesmo assim, a primeira parte foi Gelson e pouco mais. O golo é mais do que merecido e falta-lhe apenas um para igualar os sete da época passada, sendo que já triplicou os passes para golo (12, segundo o transfermarkt.pt).

 

A segunda parte trouxe mais motivos de interesse, mais qualidade, mais oportunidades e mais golos.

Bruno César continuou a mostrar que está num excelente momento de forma, o meio-campo subiu de produção, Alan Ruiz continuou a mostrar que vale o investimento e Dost, num Manchester United, já teria triplicado o valor do investimento só em vendas de camisolas.

 

Enquanto isto, o árbitro da partida teimava em abusar de uma dualidade de critério que viria a materializar-se em três cartões para cada lado, quando os da casa deveriam ter visto o dobro. Não fosse Gelson ter fugido (e bem) a qualquer contacto físico e estaria, também ele, exposto à admoestação que o tiraria do derby do próximo fim-de-semana. Assim, só Marvin ficará de fora.

 

William marcou o segundo golo no campeonato, ambos ao Vitória sadino, e Bruno César assistiu o "Sir", que facturou de cabeça (não há meio de William se tornar mais decisivo, melhorando a finalização e aparecendo mais em zonas adiantadas - ainda não conseguiu melhorar o registo de 4 golos da primeira temporada).

O jogo não podia terminar sem os festejos frenéticos de "Thunder" Dost, que numa dúzia de segundos conseguiu festejar com os adeptos e abraçar Alan Ruiz, que o serviu com uma trivela que, certamente, o Quaresma teria aplaudido.

 

Em resumo, uma vitória tranquila num jogo em que, sobretudo na segunda parte, o Sporting soube controlar o jogo e avolumar o resultado com tranquilidade.

Venha o derby. afim de reduzirmos mais um pouco a vantagem para o Benfica. 

 

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Hoje joga o Sporting

Corrida que está a 2ª etapa da Volta ao Concelho de Loulé (Afonso Silva foi o melhor leão em prova e é 19º, a 5 segundos do líder da prova), consolidada a liderança dos nossos juniores em futebol (0-3 em Braga, com golos de Miguel Luís e Rafael Leão) e selada a quinta vitória em cinco jogos da equipa sénior de futsal feminino (6-1 e nova liderança), é tempo de olhar para o que falta no dia de hoje (Gastão Elias seguiu para as meias-finais em Barletta).

 

Em futsal, os sub-20 não podem perder pontos se querem revalidar o título. O jogo é às 18h, à mesma hora que arranca o contra-relógio por equipas da Volta ao Concelho de Loulé, em juniores.

O futsal terá transmissão em directo na Sporting TV e servirá de "aperitivo" para o prato forte deste feriado, a deslocação da equipa de Jorge Jesus ao Bonfim.

 

O Sporting procura alargar a melhor série de vitórias da época para cinco e, para isso, contará com o aliciante extra de ver Ryan Gauld entre os escolhidos.

O escocês voltará a Setúbal e, desta vez com a camisola do Sporting, espero que volte a mostrar-se e possa ter alguns minutos.

 

Tomara que vençamos e que Bas Dost possa somar mais uns golinhos na luta pela Bota de Ouro.

VAMOS, SPORTING!

 

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SPORTING CP 4-0 Boavista: Voltou a "nota artística"

Se há jogos que me deixam apreensivo, são os jogos com o Boavista. Ontem, Miguel Leal tentou jogar com a motivação e o estado anímico de Mickaël Meira. O primeiro lance de perigo do jogo começava a dar razão ao treinador do Boavista. Grande defesa de Meira, que tinha tudo para embalar para uma exibição de sonho num palco onde sempre havia sonhado jogar.

O destaque para o guarda-redes do Boavista é justo e simbólico. "Mika" tem 5 anos de formação no Sporting e, como todo e qualquer guarda-redes, vem passando pela enorme dificuldade que é para um jovem afirmar-se na sua posição. Espero que possa em breve dar continuidade à titularidade de ontem. Numa posição onde quase se privilegia a experiência, o caminho para os jovens é de enorme dificuldade e Meira é apenas mais um guarda-redes de enorme qualidade formado na nossa Academia para o qual não tivemos espaço. Boa sorte, puto!

 

Outro que terá cumprido um sonho foi Daniel Podence, que ontem se estreou como titular em Alvalade em jogos da Liga. Podence deu o litro mas notou-se que acusou a estreia. Foi menos instintivo que o habitual e, por pensar duas vezes em mais do que uma ocasião, acabou a hesitar algumas vezes. Foi por isso que não fez golo nem deu em condições um passe a Bryan Ruiz, ainda na primeira parte. Sente-se nele um certo respeito pouco habitual nos jovens de hoje pelos colegas com outro "estatuto". Não quero que o perca (porque o respeitinho é bonito) mas é necessário que isso pese menos nas suas acções. No segundo tempo apareceu mais "solto" e são estes minutos que lhe "limarão as arestas". Ainda assim, esteve bem.

 

Vamos ao jogo...

A equipa do Sporting nem entrou muito bem e passou os primeiros minutos a acumular falhas, sobretudo ao nível do passe. Vários lances mal definidos, alguns deles ainda à saída do nosso meio campo, não nos permitiram construir jogadas de perigo.

O lance em que Bruno César "obriga" Edu Machado a fazer falta em zona prometedora fazia prever um "esticão" no jogo mas foram precisos mais cinco minutos e um passe falhado (desta vez dos homens de xadrez) para que o jogo mudasse de feição.

Podence recupera e lança imediatamente em Schelotto, que serve Alan Ruiz no "coração" da área, na sua zona predilecta. Recepção e golo, mais um, o sétimo da temporada (sexto nos últimos oito jogos).

 

O que é certo é que o Sporting descobriu uma dupla de avançados de qualidade, embora bastante diferentes dos que compunham a dupla habitual da temporada passada. Bas Dost e Alan Ruiz estão a 10 golos da dupla Slimani / Teo e, não fosse Alan ter demorado mais a adaptar-se do que o colombiano no ano passado e veríamos os 46 golos marcados pela dupla do ano passado completamente dinamitados. Algo anormais, os últimos dois anos, se nos lembrarmos daquilo que tem sido o Sporting desde há muitos anos, que normalmente vive apenas de um avançado (e que só jogada com um, diga-se). Creio que Alan está a fazer uma boa época de estreia e fará uma segunda época de grande qualidade.

 

Continuemos...

Mais um erro. Mais um passe falhado de um jogador do Boavista e Bruno César faz sorrir Bas Dost que, como sempre, não deixou de agradecer efusivamente a quem lhe deu a possibilidade de nos fazer felizes.

A verdade é que, durante a primeira meia hora, o Boavista discutiu o domínio territorial do jogo, conseguindo inclusive algumas trocas de bola interessantes, parte delas no seu meio-campo ofensivo. É o erro de Edu Machado, deixando a bola à mercê de Bruno César, que "resolve" o jogo. O Boavista desmoralizou e o Sporting ganhou confiança.

 

Sentiu-se que, a partir daqui, um Sporting mais assertivo, agressivo e motivado facilmente construiria uma goleada. 

A circulação de bola melhorou, começaram a sair algumas combinações ao primeiro toque e, ao minuto 35, Schelotto isola Podence que, entre finalizar e entregar a Bryan Ruiz tomou a decisão menos natural dele. Sentiu-se aqui o peso da responsabilidade de quem ainda não ganhou um lugar. Agir naturalmente facilitará o cimentar natural de jovem leão nas escolhas habituais para cada jogo. Ao minuto 43, Podence deu um "cheirinho" daquilo que pode fazer. Boa jogada pela direita e Mickaël Meira a "sacudir".

 

O Sporting entrou bem para a segunda parte. Schellotto galgou pelo lado direito, cruzou com critério mas um defesa boavisteiro cortou o lance para canto. Do canto nasceu uma grande penalidade indiscutível que Manuel Mota, bem colocado, assinala, apesar da hesitação.

Bas Dost engana Meira e faz o 3-0. Desenhava-se a goleada no José Alvalade.

 

A partir daqui, para mim, o maior motivo de interesse era ver Francisco Geraldes em campo. Aos 55 minutos, o jogo já o justificava e Bryan Ruiz também, embora eu saiba que Jesus não vê o Chico como "8". Quando aos 60 minutos Adrien entrou para substituir Bryan, eu teria feito a dupla alteração, colocando Geraldes no lugar de Alan Ruiz.

 

Escassos segundos do capitão em campo e após uma dividida ganha nas alturas, William deu em Alan Ruiz, que serviu Bruno César na esquerda. O "chuta-chuta" voltou a servir Bas Dost, que assim completou o hat-trick e igualou em apenas 25 jogos os 27 golos de Slimani na época passada (em 33 partidas).

 

Os 25 minutos finais deram sempre a sensação que bastava o Sporting "apertar" para que mais ocasiões de golo surgissem. Bruno César e Podence saíram para dar lugar a Joel Campbell e Francisco Geraldes, à porta do quarto de hora final. Ambos entraram com vontade e foi possível ver, sobretudo o Chico sempre à procura da bola. 

Aos 80 minutos, Chico começou uma jogada que Campbell terminou. Pelo meio, Schelotto, mais uma vez, a permitir uma finalização a um colega (boa exibição do argentino). Ainda deu para Alan Ruiz testar a meia-distância e Coates cabecear frouxo para as mãos de Mickaël Meira que, embora tenha sofrido quatro golos, realizou uma boa exibição.

 

Impossível não destacar Bruno César. Sempre ligado ao jogo, esteve nos três golos de Bas Dost (o outro destaque inevitável) e sempre disponível para levar a equipa para a frente. Boa exibição global da equipa, que se espera quer tenha continuidade.

 

Segue-se uma visita a Setúbal, na próxima sexta-feira.

 

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Hoje joga o Sporting

#DiaDeSporting cheio de duelos emocionantes.

Depois do derby em ténis de mesa temos o sempre difícil embate com o OC Barcelos, em hóquei em patins. Numa jornada em que os rivais têm recepções teoricamente mais acessíveis que a nossa, não podemos deixar de somar os três pontos se ainda queremos ter uma palavra a dizer na luta pelo título.

Os jogos com o Barcelos são sempre renhidos e adivinha-se um grande encontro de hóquei em patins, uma modalidade que carece de mais e melhores meios que potenciem o espectáculo televisionado (a isso não são alheias as limitações da maioria dos pavilhões nacionais e espero que o Pavilhão João Rocha e a Sporting TV marquem a diferença).

 

Segue-se um sempre excitante derby em futsal. Depois de uma primeira fase fraquíssima e nada condizente com a exigência da secção liderada por Miguel Albuquerque, os sub-20 deslocam-se à Luz com a liderança no horizonte. Uma vitória é importantíssima numa fase final que tem sido disputada taco-a-taco com outras três equipas. O jogo promete, sendo que não perder nos dará vantagem também no confronto directo.

 

A emoção segue em Alvalade, onde o regresso de Adrien Silva anima ainda mais um início de noite que se espera de vitórias.

A recepção ao Boavista serve de antecâmara àquele que, na minha opinião, é o mais importante desafio do dia. O andebol desloca-se ao Dragão Caixa para defrontar um Porto invicto até à passada quarta-feira, onde perdeu em Braga (frente ao ABC, actual campeão nacional) e nos deu ainda mais força na luta pelo título.

Uma vitória no futebol, sobre os axadrezados, pode aproximar-nos ainda mais de algum dos rivais (pensamento positivo), enquanto que arrecadar os três pontos no Porto nos deixarão na liderança do Campeonato Andebol 1.

 

Vamos, Sporting!

 

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BAS DOST 2-0 Nacional: Frieza e ambição holandesa

O golo de Bas Dost antes do quarto de hora fez parecer ao Nacional que o que aconteceu no Dragão podia repetir-se. Com a "sede" que anda o holandês, era uma questão de tempo até o resultado se avolumar.

O segundo golo chegou pouco depois da meia hora e, sem uma exibição que convencesse por aí além, parecia que poderíamos replicar a goleada de Tondela.

 

Só que não...

 

Os jogadores conformaram-se. Os do Sporting porque perceberam que os no Nacional até se "borravam" todos sempre que passavam o meio-campo. Os do Nacional porque sabiam que se esticassem demais o jogo, iam destapar buracos na defesa.

Era o jogo perfeito para "bater recordes". Podíamos e devíamos ter feito mais, embora tenhamos demonstrado bons momentos, sobretudo nos primeiros 45 minutos.

 

Acabámos o jogo a ouvir uns assobios tímidos vindos da bancada, que eu percebo, dado que faltavam 10 minutos para terminar o jogo e pareciam ser os jogadores a querer sair mais cedo, para fugir ao trânsito.

Apesar de tudo, mais três pontos que, depois da escorregadela do Benfica, nos aproximam do primeiro lugar.

 

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Tondela 1-4 SPORTING CP: E ao oitavo mês, Jesus ressuscitou

Mais vale tarde do que nunca. Jorge Jesus parece, aos poucos, começar a admitir os erros na preparação desta temporada e, à medida que os jovens da formação vão tendo mais minutos, fica evidente que poderíamos ter contado com eles desde o início da temporada.

Sim, foi só um jogo, mas é evidente a qualidade, imprevisibilidade e irreverência que, sobretudo os jovens que actuam no último terço, dão à equipa do Sporting. Junte-se a isso a ligação forte que têm entre eles, a química do seu jogo e a identificação forte com o Clube, poderemos vir a ter um cocktail bombástico, caso sejamos efectivamente cirúrgicos e certeiros a contratar no próximo verão.

 

O jogo de ontem foi agradável, com bons períodos de futebol e com o tal aliciante de ver os miúdos jogar. É isto que faz sentido. Com nove jogos pela frente, todos os ensinamentos a dar numa pré-época, estarão já interiorizados em julho e será muito mais fácil planificar a pré-temporada e a época 2017/18 com esta identificação plena dos jogadores com o modelo e a exigência de Jesus.

Aos poucos, Geraldes terá mais minutos e tenho fé que a estes se junte Iuri na próxima época. Mané, pelo andar da carruagem, parece evidente que ficará pela Alemanha e será mais um a contribuir para a saúde financeira da SAD e para o prestígio internacional do Clube (este fim-de-semana voltou a assistir para um golo).

 

Bas Dost marcou quatro golos (podiam ter sido cinco), cimentou a sua posição como melhor marcador da Liga Portuguesa e ganhou terreno na perseguição aos líderes da Bota de Ouro Europeia. Começam a faltar adjectivos para o ponta-de-lança holandês. Com nove jogos para jogar, está a apenas sete golos dos 31 golos de Islam Slimani na época passada, certamente em menos jogos que os que o argelino precisou para ultrapassar a barreira dos 30 golos, que ninguém passava desde Liédson. Dost precisa de menos minutos e menos oportunidades para marcar que Slimani e dou por mim a imaginar o que poderá fazer com uma equipa a "carburar" como "carburou" a da época passada...

 

Por fim, a onda verde. A magnífica onda verde que, a doze pontos da liderança, encheu por completo o Estádio do Tondela e cifrou um novo máximo de assistência do clube do distrito de Viseu. Mais uma demonstração da força brutal do nosso Clube e mais um passo na construção do futuro da nossa equipa. Foi uma boa noite de sábado!

 

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SPORTING CP 1-1 Vitória SC: Faltam 10 jogos...

A dez jornadas do fim, resta-nos cumprir calendário. Não iremos além do terceiro lugar e, pese embora a diminuição da distância para o quarto classificado,creio que estaremos longe de ter o pódio em risco.

 

O jogo de ontem até começou por correr bem. Fizemos uma boa primeira parte, mesmo sem ter aproveitado a maior parte do caudal ofensivo demonstrado. Estivemos mal a servir Bas Dost, de tal forma que, numa das poucas vezes que o servimos bem, ele resolveu assistir um colega para o golo, só para mostrar como se faz.

Alan Ruiz marcou o quarto golo nos últimos cinco jogos e fez a exibição menos bem conseguida entre as últimas.

 

Talvez William tenha mesmo sido o melhor do primeiro tempo, bem perto do melhor William. Varreu tudo defensivamente e foi sempre o princípio do nosso jogo ofensivo, queimando linhas e descobrindo espaços

 

Na segunda parte sentiu-se a maldita dormência, que tantas vezes tem afectado a nossa equipa esta temporada. O Vitória, mesmo sem criar o perigo da primeira parte, assumiu algum controlo do jogo, algo que lhe tinha faltado na primeira parte, onde se tinha limitado a explorar a velocidade dos avançados.

Entendi as mudanças de Jesus. Tirar os dois amarelados é compreensível. Já colocar em jogo um Campbell vindo de várias semanas de lesão em vez de um Podence em crescendo parece-me, no mínimo, discutível.

Mais discutível se torna quando o costa-riquenho está ligado a dois lances cruciais no segundo tempo. Falha na concretização da única verdadeira oportunidade clara de golo e no lance do golo do Vitória onde, pese embora o desvio que a bola sofre, se alheou completamente, não acompanhando o lateral contrário que serviu à vontade um Marega que não marcava há quatro meses.

 

A incapacidade revelada após o golo sofrido é fruto das alterações estratégicas anteriores (a equipa estava apenas preparada para segurar a magra vantagem e não para um volte-face no jogo) e também da intranquilidade e nervosismo que a equipa continua a sentir.

A entrada de Castaignos também não se percebe...de que valia juntar mais um homem na frente se a nossa maior capacidade era precisamente criar?! A entrada de Podence, mais uma vez, não se entende.

A verdade é que voltámos a perder dois pontos com este Vitória (desta vez por culpa própria) e que este Sporting já é pior do que o de Marco Silva que, à vigésima quarta jornada "já" tinha 50 pontos, mais dois do que os 48 actuais. O melhor é começar a pensar em 2017/18 e a utilizar os jogadores com que se conta para a próxima época.

 

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Estoril 0-2 SPORTING CP: Ganhar sem deslumbrar

Há quase três meses que o Sporting não vencia três vezes consecutivas para o campeonato. Só este facto ameniza o fraco futebol que temos produzido.

Embora com exibições sofríveis, o que é certo é que a tal série de vitórias que já disse ser necessária para que a confiança melhore a nossa qualidade de jogo começa a ser construída e, finalmente, a equipa parece demonstrar novamente capacidade para segurar vantagens tangenciais e manter a baliza inviolada.

Em parte, estes últimos três jogos fazem-me lembrar dois períodos da primeira volta do ano passado em que a equipa, sem jogar bem, foi melhorando a sua auto-estima com resultados apertados e exibições menos conseguidas.

Não que ainda vamos a tempo de remediar os erros mas este final de época pode ser um impulso importante para o início da próxima.

 

O jogo voltou a pautar-se por fogachos individuas e um ou outro momento colectivo interessante. A dupla de centrais cumpriu, a de meio-campo mostrou que pode funcionar mas que precisa de mais jogos e entrosamento e os quatro homens da frente foram alternando entre eles nos momentos positivos e negativos. Dos últimos, nenhum foi consistente mas todos tiveram um ou outro momento de qualidade. 

William foi um dos melhores em campo, pese embora a primeira parte menos conseguida, Alan Ruiz voltou a ter momentos muito bons e mostra já um nível físico e um ritmo de jogo muito interessantes, Gelson esteve bem, após uma meia hora inicial terrível e Bryan fez um golo fácil, facto que é sempre de saudar, numa exibição mais positiva que o que tem sido habitual.

 

Apesar de tudo, o controlo do jogo foi maior do que em jogos anteriores e a equipa evidenciou uma capacidade no processo defensivo bem maior do que a que vem demonstrando. Sobretudo notou-se uma preocupação e cuidado maior no controlo da profundidade por parte dos laterais, do espaço entre-linhas nas transições defensivas e do aproveitamento das segundas bolas. Palhinha foi importante para este trabalho e a solidificação do processo defensivo acabará por soltar mais a equipa ofensivamente neste final de campeonato.

 

Embora me custe ver alguns jogadores no banco, entendi perfeitamente a opção de Jesus em manter praticamente o mesmo onze até final. A equipa estava a encaixar bem no Estoril, que aumentou o número de jogadores ofensivos na fase final do encontro e, por vezes, nestes jogos, é mais importante o foco dos que lá estão dentro do que a vontade dos que vêm de fora. 

Podence e Chico Geraldes terão de ter a paciência para esperar por um momento melhor da equipa para explanarem a sua qualidade sem a pressão constante dos resultados apertados e das exibições q.b. Assim que a equipa melhorar em termos exibicionais, acredito que poderão ter mais minutos, sobretudo o Chico, que ainda não se estreou.

 

Segue-se a final com o Guimarães, em casa, um dia depois dos sócios escolherem o Presidente do Sporting para os próximos quatro anos. Lá estarei no sábado, para cumprir o meu dever de sócio. No domingo, vai ter de ser pela TV.

 

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Sporting europeu em queda

Têm sido semanas algo deprimentes, estas em que se realizam embates para as competições europeias. Porque são jogos emocionantes, em grandes palcos, com os melhores clubes da Europa e nós não estamos presentes.

 

Bruno de Carvalho tem conseguido fazer crescer o clube internamente, temos afrontado o poder do Benfica e, com alguma regularidade, passar o Porto para terceiro plano mas continuamos sem ter expressão europeia.

E não vale vir com a retórica que primeiro temos de ganhar cá para ganhar lá fora. O Sporting sempre fez boas prestações europeias com alguma regularidade sem que, para isso, tenha de ter sido campeão nacional.

Na verdade, não ganhamos um campeonato desde 2001/02 e, daí para cá, temos uma final da Liga Europa, uma 1/2 final da Liga Europa, uns 1/8 final da Champions, uns 1/4 final da Liga Europa e uns 1/8 final da Liga Europa.

Não é muito mas é melhor que aquilo que temos atingido nos últimos três anos, com plantéis bem competentes, diga-se.

 

A verdade é que as fracas prestações europeias afectaram e muito o nosso ranking. Manifestei aqui há uns meses a minha preocupação com a nossa posição na elite europeia. Alguns apressaram-se a, cheios de confiança, afirmar que basta que sejamos campeões todos os anos (ser campeão, actualmente dá acesso directo à Champions para os países do top 7 europeu), como se isso fosse a regra em vez da excepção.

Ora, agora é já demasiado evidente que não seremos campeões e, não estando na Europa, não amealharemos nem mais um ponto. Estamos neste momento no 54º posto do ranking e temos 6 clubes à perna que ainda este ano podem ameaçar o nosso posto actual.

 

Antes que alguém diga que "no tempo do Godinho é que era", devo já arrepiar caminho, elucidando que, quando Godinho Lopes deixou o Sporting, éramos o 33º clube da tabela. Nada de extraordinário mas mais de 20 posições acima daquela que hoje ocupamos.

E sim, o ano trágico do 7º lugar, que nos deixou fora das competições da UEFA afectou e de que maneira a nossa posição (perdemos 10 lugares) mas não é menos verdade que nunca conseguimos fazer nestes últimos três anos um ranking anual melhor que o aglomerado dos últimos cinco, daí nos encontrarmos na posição que se sabe.

Vejamos a nossa evolução no ranking nos últimos 10 anos (o ranking final de cada época corresponde ao aglomerado da época em curso com as quatro anteriores):

Evolução ranking UEFA.png

Em apenas quatro épocas, passámos de uma posição estável no top 25 para fora do top 50. Nas últimas três épocas fomos 39º, 49º e 53º do ranking em cada uma das três temporadas. Sempre a piorar, em claro contraponto com o investimento.

Vivemos num clima de exigência. Não podemos aspirar a ser como os maiores da Europa sem ganharmos no nosso país mas também não podemos enjeitar sucessivamente campanhas europeias que nos podem dar a possibilidade de ganhar o respeito e o estatuto que pretendemos.

 

Nem vou comparar com os nossos rivais directos, que têm cimentado posições entre os 10/15 melhores clubes da Europa.

Olhemos para nós. Melhoremos e tenhamos a ambição e competência necessárias para mudar este panorama. Na próxima época, provavelmente teremos pela frente um playoff na Champions, onde não seremos cabeças-de-série. Caso passemos, entraremos no pote 4 da Liga Milionária. Caso acabemos na Liga Europa, dificilmente teremos estatuto de 1º cabeça-de-série (embora aqui isto não afecte as nossas possibilidades de sucesso na competição).

É que, neste momento, estamos uma posição abaixo do Braga no ranking europeu e o Leicester, que anda a lutar pela permanência no seu campeonato e é novo nestas andanças, fez quase tantos pontos nesta época como nós nas últimas três.

 

Vale a pena olhar para isto com olhos de ver, até porque voltar ao top 20/25, pode levar umas 4/5 épocas a atingir.

 

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SPORTING CP 1-0 Rio Ave: sofrimento deu fruto graças ao Senhor 400

Dificilmente haveria melhor forma de Rui Patrício celebrar 400 jogos oficiais de leão ao peito. Uma exibição imaculada, com um punhado de exibições difíceis e decisivas permitiu a conquista dos três pontos, oferecidos pelo pé direito de Alan Ruiz e as luvas do nosso "Marrazes".

 

O jogo voltou a ser sofrível, muito graças à nossa falta de qualidade na saída para o ataque e na transição defensiva. Passámos a primeira parte toda a sofrer contra-ataque e ataques rápidos, sobretudo por culpa da nossa deficiente primeira fase de construção. Saímos sempre a jogar mal e entregámos a bola ao adversário que, em dois/três toques se colocava em posição de finalizar. 

Não fosse Rui Patrício e, em meia hora, o resultado já podia estar desnivelado por mais de um golo a favor dos vila-condenses. O nosso 'redes' disse "não" a todos quantos lhe apareceram pela frente.

 

Impossível não falar dos nossos laterais, ambos muito fracos, tanto e defender quanto a atacar. Dificuldades no passe, no posicionamento, desatenções constantes...uma desgraça.

William continua a meio-gás e a primeira parte foi miserável. Adrien tenta correr pelos dois.

Os nossos extremos tiveram muita dificuldade em servir Bas Dost, que nem chegou a aparecer em campo.

 

Salvaram-se os três pontos, numa exibição que raras vezes nos permite amealhar tantos e quase sempre nos deixa aziados.

Uma noite que valeu pelo Senhor 400 e que não deve deixar de merecer análise profunda por parte de jogadores e equipa técnica. Para manter a série de vitórias, vai ser necessário fazer mais e melhor.

 

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Hoje joga o Sporting

O Sporting ainda não venceu dois jogos consecutivos em 2017 e desde 8 de janeiro que não completa uma série de 2 jogos consecutivos a vencer para o campeonato. Mesmo assim, em casa, temos 8 vitórias em 10 jogos e é onde temos sido mais consistentes (o registo fora de casa é vergonhoso, mas não vou falar dele hoje).

 

O adversário de hoje é o Rio Ave que, em sua casa nos infligiu a maior derrota desta época e a única que ultrapassou a vantagem tangencial.

São, como disse Jesus ontem, uma boa equipa, com uma boa organização defensiva e boas movimentações ofensivas. Virão a Alvalade desfalcados de Heldon (já recuperado da lesão mas emprestado pelo Sporting), Petrovic (que se tem imposto como titular mas está também por empréstimo nos vila-condenses) e também de Yazalde (lesionado).

Em foco tentarão estar Gil Dias, Rúben Ribeiro, Gonçalo Paciência e Rafa Soares, aqueles que, a meu ver, mais podem criar perigo, em conjunto com Tarantini, Marcelo e Roderick, perigosos nas bolas paradas.

No entanto, os vila-condenses não têm sido felizes nos jogos fora e não vencem fora de portas para o campeonato desde 29 de dezembro, quando venceram em Braga. Daí para cá, quatro derrotas em outros tantos jogos, apesar de terem marcado em quase todos os jogos fora de portas (apenas em 2 dos 10 não fizeram golos).

 

O Sporting apresentar-se-á na máxima força e com todo o plantel disponível para Jorge Jesus que, acredito, elegerá um onze diferente daquele que jogou em Moreira de Cónegos.

A primeira parte voltou a ser fraca e houve jogadores a dar novamente um sinal claro de falta de forma. Acredito que Jesus não ignorará isso e fará alinhar os mais preparados.

Espero ver Podence no onze e acho que está na altura de Semedo dar o lugar a Paulo Oliveira. Principalmente estes, merecem jogar de início, ainda que me apetecesse mexer na laterais, onde as alternativas escasseiam.

 

Que voltemos a vencer e saiamos no encalce da melhor série de vitórias da época (4, entre 13 de agosto e 10 de setembro, precisamente no arranque da Liga), melhorando esse registo até às 14, o único número que nos permitirá sonhar com uma classificação melhor do que a que ocupamos neste momento.

 

Uma nota importante: que Rui Patrício não sofra golos no dia em que completará 400 jogos oficiais pelo Sporting e...na, na, na, na, na, na, na, na, BAS DOST!

 

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Um mês de reflexão

Começando na remodelação do plantel principal de futebol, passando pela alteração do comando técnico no andebol e terminando nas saídas de ontem, de João de Deus na equipa B e de José Trindade, no comando da secção de hóquei em patins, tivemos neste início de ano um período de análise interna.

 

Parece-me óbvio que esta inflexão é o assumir do falhanço dos projectos em três das principais modalidades e, porque não, um sinal de uma certa tentativa de mostrar, em período pré-eleitoral, que não se anda a "dormir" em Alvalade e se está atento àquilo que tem corrido bem e menos bem.

Quando falo em falhanço, não o considero na totalidade. Concordo com o investimento feito nas diversas modalidades, em todos os casos dotando as equipas de grandes executantes mas o falhanço numa das pedras base de cada projecto é, por vezes, o suficiente para que jogadores de inegável qualidade não consigam suplantar expectativas e obter os resultados desejados.

 

O futebol foi vítima de uma época mal preparada e sobretudo de uma política de contratações totalmente falhada. Não se reforçaram posições prioritárias e falharam a maioria dos reforços, não correspondendo ao aumento de qualidade que o aumento do investimento fazia prever. Aguardo pela política de contratações do próximo verão e pela preparação da próxima época para tirar conclusões definitivas sobre o caminho a seguir daqui para a frente.

 

O andebol, embora estruturalmente não tenha sido alvo de mudanças profundas nos últimos anos, apostou num treinador caro e com currículo, que não justificou minimamente a aposta, chegando mesmo ao cúmulo de, com um orçamento substancialmente superior e jogadores com grande currículo internacional não conseguir elevar o projecto para outros patamares. Falhámos na escolha do treinador e teremos agora de corrigir isso. Se o Professor Hugo Canela, que tem aqui uma oportunidade de ouro mas, ao mesmo tempo, um presente envenenado, se mostrar competente, pode mesmo estar encontrada a solução mas confesso que o nome de Carlos Resende me agrada. Há três títulos para vencer e só um deles (o mais importante, eu sei) parece verdadeiramente difícil, embora a diferença pontual não seja irrecuperável. Boa sorte ao Hugo Canela e à sua equipa técnica!

 

No hóquei, parece-me que José Trindade é vítima óbvia do erro colossal de secretaria que nos tirou três pontos após um jogo ganho. Acertou-se no treinador, deu-se-lhe um plantel equilibrado e de qualidade, mas parece faltar algo na estrutura, onde agora se mexe, ainda sem saber o que o futuro nos reserva. Será que Gilberto Borges, depois de ter perdido poder na estrutura, volta a assumir a sua direcção?

 

O problema da equipa B é mais complexo e tem várias motivações, desde logo as limitações impostas pelas dificuldades em formar um plantel de futuro e com qualidade, tendo em conta que os mais dotados das épocas anteriores precisavam de respirar um ar diferente do da Academia e que a própria Academia não tinha conseguido trazer ao mais alto patamar de formação uma quantidade suficiente de jogadores com qualidade e capacidade para enfrentar o salto para o profissionalismo. Isto, aliado a apostas completamente falhadas no mercado de verão, deram a João de Deus um plantel totalmente novo, frágil, fraco e, desde o início, sem a química que só uma base da nossa formação lhe dá. Não desresponsabilizo João de Deus, que podia ter feito melhor, mas entendo que era uma tarefa muito complicada e acabo por compreender a sua saída, tendo em conta que não estava a conseguir lidar da melhor forma com o problema. Com tudo isto, acho essencial que agradeçamos a João de Deus (eu agradeço), pois acho que foi peça fundamental na subida ao mais alto patamar de jogadores como Gelson Martins, ou os mais recentemente promovidos, Podence, Palhinha e Francisco Geraldes.

Para salvar esta época e manter a esperança no projecto, que acredito que ganhará nova vida com as gerações que aí vêm da equipa de juniores, acho que até seria benéfico fazer alinhar já pela equipa B a maior parte daqueles que acabarão por fazer parte do plantel em 2017/18, mesmo sabendo que isso poderá pôr em risco o sucesso desportivo da equipa de Tiago Fernandes. É mais importante salvar a B da descida do que vencer um campeonato de juniores.

 

Como é óbvio, escapa o futsal, que mantém todos os objectivos intactos (excepto a Supertaça, perdida para o principal rival) e uma estrutura forte, sólida e ganhadora e se mantém um exemplo a seguir em todas as estruturas do Clube.

 

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Moreirense 2-3 SPORTING CP: Os últimos meses espelhados em mais 90 minutos pobres

Assim que vi o onze, previ 45 minutos sofríveis.

Rúben Semedo tem andado um desastre mas voltou a merecer a confiança de Jesus. Bruno César, que é, compreensivelmente, um lateral sofrível viria a formar o trio da defesa num misto de má forma com incompetência para as tarefas inerentes às posições em questão. Claro que é Schelotto que completa o trio, embora o próprio Coates esteja num momento menos bom.  Juntemos a isto um Rui Patrício totalmente desconcentrado e desligado do jogo, um William a meio gás e um Bryan que não merece uma titularidade há meses e temos mais de meia equipa em sub-rendimento.

Os dois golos na primeira parte, por tudo o que já falei, não me surpreenderam (embora ainda consiga surpreender-me com alguns dos erros que os permitiram). Os responsáveis pelos mesmos já foram todos mencionados.

 

Para mim, foi incompreensível ver que Jesus não mexeu na equipa ao intervalo. Com deficiências tão evidentes, com uma falta de dinâmica gritante e com todo o jogo criativo entregue a Alan Ruiz (até Gelson começa a ser afectado pelo mau momento colectivo), não consegui entender o que ficou Podence a fazer no banco (e ver o Chico na bancada revolta-me).

Virámos o jogo na segunda parte graças a dois bons momentos de futebol e não graças a uma exibição demolidora, tal como havia acontecido no Dragão. O jogo continuou meio "mastigado" e aos repelões, à espera de um momento de inspiração.

Inspiração que acabou por vir do banco. Podence constrói sozinho o golo do empate, concluído pelo suspeito do costume (Bas Dost), o único que percebeu que o remate do recém-entrado podia não entrar, como parecia.

 

O jogo manteve a toada. O Sporting tentava mas o esclarecimento não era muito. Os cruzamentos saíram quase sempre mal e acabou por ser Adrien a pegar no jogo, sempre que se exigia. Mesmo recebendo a bola muitas vezes em más condições e em situação de aperto, muitas foram as vezes que o capitão conseguiu dar continuidade aos lances, levando a equipa para a frente. Foi o que aconteceu no golo da reviravolta. Descobriu Gelson na direita, após mais um passe para o meio da confusão de William. Gelson abre em Schelotto, que descobre Adrien, pronto para marcar um penalti em movimento.

 

Desta vez, a sorte esteve do nosso lado pois, no minuto seguinte, Dramé atirou à trave após mais uma abordagem defensiva ridícula de Schelotto (o Rui também podia ter feito mais).

Até ao fim, foi a "rezar" para que não acontecesse aquilo que não surpreenderia qualquer Sportinguista. Não aconteceu, e saímos de Moreira de Cónegos com os três pontos.

 

Sinal +
Alan Ruiz, o melhor em campo.
Adrien, o lutador incansável.
Bas Dost, sempre no sítio certo.
Podence, que entrou para mexer com o jogo e conseguiu-o.

 

Sinal -
Toda a linha defensiva esteve patética, sobretudo Patrício, Schelotto e Semedo. Mas é impossível que os restantes não acabem a cometer erros, quando se sente uma insegurança medonha em todo o sector. Schellotto só deu uma para a caixa, Semedo meia e Bruno César uma e meia. Coates andou por ali perdido, a tentar resolver umas e acabando por provocar outras.
William tem de dar mais.
Bryan é uma a menos. Custa dizer isto mas é a verdade.

 

A vitória foi importante mas voltou a ser sofrida. Não dá tranquilidade nem grande dose de confiança à equipa e é preciso trabalhar mais e durante mais tempo no próximo jogo, em casa, frente ao Rio Ave, uma boa equipa que já nos causou muitas dificuldades e dissabores.

 

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Hoje joga o Sporting

Uma coisa é inegável. Na frente, na perseguição, mais perto, mais longe ou em 7º, não há dia em que o Sporting jogue que não sinta um friozinho na barriga.

Foi assim em abril de 2013, quando o Moreirense de Augusto Inácio se apresentou em Alvalade com a manutenção por garantir e o Sporting em 9º lugar. Já Jesualdo era o treinador (o 4º dessa temporada) e nomes como Eric Dier, Bruma ou Tiago Ilori eram já presença habitual no onze. Labyad ainda por cá andava (e jogava) e Ricky van Wolfswinkel era o nosso abono de família.

O Sporting acabaria por vencer 3-2, com um golo de Valentín Viola já depois dos 90 minutos (Ricky e Capel marcaram os restantes) e Inácio, que já sabia que viria a fazer parte da estrutura, foi um profissional exemplar, dificultando a vida ao Sporting e saindo de Moreira de Cónegos, no final da época, com a manutenção assegurada.

 

Hoje não será diferente. Inácio será profissional e, em casa, não tenho dúvidas que o Moreira dificultará e muito a vida ao Sporting. O Moreirense tem bons jogadores e uma boa equipa, mesmo sem poder contar com Geraldes e Podence, regressados entretanto a Alvalade e que hoje alinharão como adversários da equipa com que venceram, há semanas, a Taça da Liga.

Não vale sequer a pena dizer o quanto o jogo é importante. São todos importantes. O friozinho na barriga perdurará até às 18 horas, momento em que a bola começará a rolar e as verdes-e-brancas darão tudo por mais três importantes pontos.

Só espero que o fim-de-semana termine bem. Agora vou ver as nossas meninas do futebol feminino.

 

SPOOOOOOOOOOORTING!

 

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Porto 2-1 SPORTING CP

Sporting e Porto entraram no Estádio do Dragão receosos e, assim, o medo de sofrer sobrepôs-se à audácia de tentar ganhar.

 

Na 1ª parte, tudo se resume ao aproveitar de dois erros nossos. Não jogámos bem. Eles também não.

A entrada de Soares baralhou-nos as contas. Jorge Jesus não contava que ele jogasse e bastaram uns minutos para perceber que o Sporting poderia explorar situações de superioridade numérica no meio-campo mas não o fez. Zero de aproveitamento do espaço interior...zero de oportunidades de golo.

Resultado: não demos uma bola ao ponta-de-lança, sobretudo pelo que os laterais não ajudam os extremos a produzir e ainda sofremos dois golos com origem em dois lançamentos laterais a nosso favor, em lances onde, sabendo que a equipa sobe para o lançamento longo (foram ambos no enfiamento da área), decidimos mal e expusémo-nos ao contra-ataque, muito bem explorado nas duas situações, ambas evitáveis, mesmo após o erro inicial.

O primeiro golo começa com Schelotto a desperdiçar uma oportunidade de atacar com qualidade, despejando a bola para as mãos de Casillas, que lança o contra-ataque. Depois, a passividade de Marvin deixa que Corona cruze sem oposição para, a terminar, João Palhinha controlar mal a profundidade e deixe em jogo Soares para fazer o primeiro.

No segundo golo, Matheus perde a bola, o Porto bate directo, Semedo aborda mal o lance e a bola sobra para uma dividida entre Palhinha e Brahimi (o lance é de dúvida mas a possível falta não é totalmente clara). A partir daqui, só um jogador pode anular o excelente passe de Danilo: Schelotto, mas o italo-argentino resolveu fazer um movimento de contorcionismo que o deixou fora da disputa do lance. Soares bate a concorrência em velocidade, ultrapassa Patrício e faz o segundo em dois remates.

Marvin e Schelotto fizeram 45 minutos abaixo do nível amador. A seguir a estes, o pior foi o Bryan.
Com 2-0, ao intervalo, JJ mexeu bem (eu teria feito troca por troca - Bryan por Alan), embora seja uma pena que não hajam mais substituições.

 

A defensiva do Porto foi mais desestabilizada nos primeiros 5 minutos da segunda parte do que em toda a primeira.
É a entrada do Alan que permite ao Adrien pressionar mais à frente, precisamente jogando com a intensidade que o Bryan não tem.
Adrien atira à barra e Esgaio substitui Marvin, que bem podia ter ficado logo no balneário ao intervalo. O Sporting era dono e senhor do jogo.
Acabámos por marcar num lance em tudo semelhante aos do Porto, mas numa jogada muito mais bonita e bem elaborada. Segunda bola conquistada por Bryan, que endossa a Alan. O argentino fixa o jogo a meio campo e entrega em Gelson que, com o adversário concentrado no meio, abre em Schelotto, que depois devolve a Gelson em espaço interior. O cruzamento para Bas Dost é bom, a assistência para Alan é má mas sua a capacidade técnica e de remate resolve o problema. Foi à bomba que o Sporting reentrou no jogo e não podia ser outro a agitar as águas. Excelente, Alan Ruiz.
Era fácil dizer que o Porto baixou as linhas e que, por isso, o Sporting cresceu no jogo mas isso não corresponde à verdade. O Porto tentou defender subido, condicionando a saída na primeira fase de construção do Sporting mas não conseguiu.
O Sporting passou a definir melhor, sobretudo porque Alan deu à equipa exactamente aquilo que havia faltado em toda a primeira parte: capacidade criativa em zonas interiores, intensidade e qualidade quer em condução de bola quer na gestão da posse da mesma. O jogo jogava-se agora nos três corredores e ainda faltava meia-hora para o final do encontro.
NES percebe o que mudou no jogo e lança André, por troca com André Silva.
(Ter lançado Alan de início podia ter mudado todo o encontro.)
Gelson "saca" um belo cruzamento ao qual Bas Dost não corresponde por culpa da sua movimentação errada. Tudo estava a começara a fluir melhor. Esgaio retribui da esquerda. Gelson remata por cima.
Aos 77', o "tradicional" penalti por assinalar, por mão dentro da área de Corona (que já tinha amarelo).
Podence entra para os 10' finais, arriscando a saída de João Palhinha que, tirando o lance do primeiro golo do Porto, fez uma boa exibição e não merecia as palavras que Jesus lhe dedicou no final da partida.
Os últimos minutos passaram com o Porto encostado às cordas e com Coates a fazer brilhar Casillas, que negou ao uruguaio dois golos, um deles no último lance do jogo.
 
Pelo que mudou no jogo, Alan Ruiz foi o MVP do lado leonino. Não foi só o golo. A forma como demonstra adaptar-se cada vez melhor à intensidade a que se joga em Portugal, ajuda-o a explanar melhor o seu futebol. Todo o jogo do Sporting passou por ele.
Depois, tenho de destacar Esgaio. Fez apenas 35 minutos mas a qualidade relativamente a Marvin é embaraçosa para o holandês.
Coates merecia coroar a assinatura do contrato com um golo.
Em sentido oposto, a primeira parte de Schelotto e Marvin, no tempo que esteve em campo, demonstraram o porquê do jogo exterior do Sporting se demonstrar ineficaz. Ambos atrapalham mais do que ajudam os extremos e a eles juntou-se Bryan Ruiz.
O costa-riquenho é uma sombra do jogador que chegou no ano passado. Pouco intenso em todos os momentos do jogo, perde bolas com frequência e facilita no capítulo defensivo. Melhorou na segunda parte onde, finalmente, acertou na marcação de algumas bolas paradas, embora a percentagem de acerto faça com que se torne difícil explicar o porquê de bater todos os lances de bola parada.
 
A época acabou! Resta segurar o terceiro lugar e aproveitar para fazer crescer os miúdos, não deixando de os aproveitar para a próxima época. É curioso como o que, para Jesus se paga caro, parece ser a solução para os nossos maiores problemas. Se há coisa que necessitamos é de dar crédito aos miúdos.

 

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Antevisão do Porto vs Sporting CP

Há quase uma década que a série de resultados em confrontos com os dragões não era tão boa. O Sporting só perdeu um dos últimos oito jogos, período no qual averbou cinco vitórias, duas das quais no Estádio do Dragão.

Temos de recuar ao tempo de Paulo Bento, com um Porto hegemónico, para encontrar tão auspicioso registo. Em duas temporadas completas, leões e dragões defrontaram-se sete vezes (5 vitórias, 1 empate e 1 derrota, sofrendo apenas um golo em todos os encontros), sendo que três das vitórias deram uma Taça de Portugal e duas Supertaças. As duas vitórias restantes, repartiram-se entre Alvalade e o Dragão.

Registos destes só voltam a ter paralelo na década de 70.

 

No entanto, se restringirmos os duelos aos disputados em terreno adversário, em jogos a contar para o campeonato nacional, verificamos que o mais normal é sair do Porto sem os três pontos.

Apenas 14 dos 82 jogos disputados acabaram com uma vitória do Sporting e, nos últimos 40 anos só vencemos 4 jogos para o campeonato em casa dos portistas.

 

As equipas encontram-se em fases diferentes. O Porto no melhor momento da época. O Sporting a tentar sair de um dos piores.

Uma vitória amanhã poderá ajudar a sair definitivamente em perseguição ao duo da frente, algo que só conseguiremos com uma exibição ao mais alto nível, perto da perfeição, até porque enfrentaremos a equipa com o melhor registo defensivo em Portugal.

 

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