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Grande Artista e Goleador

Estoril 0-2 SPORTING CP: Ganhar sem deslumbrar

Há quase três meses que o Sporting não vencia três vezes consecutivas para o campeonato. Só este facto ameniza o fraco futebol que temos produzido.

Embora com exibições sofríveis, o que é certo é que a tal série de vitórias que já disse ser necessária para que a confiança melhore a nossa qualidade de jogo começa a ser construída e, finalmente, a equipa parece demonstrar novamente capacidade para segurar vantagens tangenciais e manter a baliza inviolada.

Em parte, estes últimos três jogos fazem-me lembrar dois períodos da primeira volta do ano passado em que a equipa, sem jogar bem, foi melhorando a sua auto-estima com resultados apertados e exibições menos conseguidas.

Não que ainda vamos a tempo de remediar os erros mas este final de época pode ser um impulso importante para o início da próxima.

 

O jogo voltou a pautar-se por fogachos individuas e um ou outro momento colectivo interessante. A dupla de centrais cumpriu, a de meio-campo mostrou que pode funcionar mas que precisa de mais jogos e entrosamento e os quatro homens da frente foram alternando entre eles nos momentos positivos e negativos. Dos últimos, nenhum foi consistente mas todos tiveram um ou outro momento de qualidade. 

William foi um dos melhores em campo, pese embora a primeira parte menos conseguida, Alan Ruiz voltou a ter momentos muito bons e mostra já um nível físico e um ritmo de jogo muito interessantes, Gelson esteve bem, após uma meia hora inicial terrível e Bryan fez um golo fácil, facto que é sempre de saudar, numa exibição mais positiva que o que tem sido habitual.

 

Apesar de tudo, o controlo do jogo foi maior do que em jogos anteriores e a equipa evidenciou uma capacidade no processo defensivo bem maior do que a que vem demonstrando. Sobretudo notou-se uma preocupação e cuidado maior no controlo da profundidade por parte dos laterais, do espaço entre-linhas nas transições defensivas e do aproveitamento das segundas bolas. Palhinha foi importante para este trabalho e a solidificação do processo defensivo acabará por soltar mais a equipa ofensivamente neste final de campeonato.

 

Embora me custe ver alguns jogadores no banco, entendi perfeitamente a opção de Jesus em manter praticamente o mesmo onze até final. A equipa estava a encaixar bem no Estoril, que aumentou o número de jogadores ofensivos na fase final do encontro e, por vezes, nestes jogos, é mais importante o foco dos que lá estão dentro do que a vontade dos que vêm de fora. 

Podence e Chico Geraldes terão de ter a paciência para esperar por um momento melhor da equipa para explanarem a sua qualidade sem a pressão constante dos resultados apertados e das exibições q.b. Assim que a equipa melhorar em termos exibicionais, acredito que poderão ter mais minutos, sobretudo o Chico, que ainda não se estreou.

 

Segue-se a final com o Guimarães, em casa, um dia depois dos sócios escolherem o Presidente do Sporting para os próximos quatro anos. Lá estarei no sábado, para cumprir o meu dever de sócio. No domingo, vai ter de ser pela TV.

 

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Sporting europeu em queda

Têm sido semanas algo deprimentes, estas em que se realizam embates para as competições europeias. Porque são jogos emocionantes, em grandes palcos, com os melhores clubes da Europa e nós não estamos presentes.

 

Bruno de Carvalho tem conseguido fazer crescer o clube internamente, temos afrontado o poder do Benfica e, com alguma regularidade, passar o Porto para terceiro plano mas continuamos sem ter expressão europeia.

E não vale vir com a retórica que primeiro temos de ganhar cá para ganhar lá fora. O Sporting sempre fez boas prestações europeias com alguma regularidade sem que, para isso, tenha de ter sido campeão nacional.

Na verdade, não ganhamos um campeonato desde 2001/02 e, daí para cá, temos uma final da Liga Europa, uma 1/2 final da Liga Europa, uns 1/8 final da Champions, uns 1/4 final da Liga Europa e uns 1/8 final da Liga Europa.

Não é muito mas é melhor que aquilo que temos atingido nos últimos três anos, com plantéis bem competentes, diga-se.

 

A verdade é que as fracas prestações europeias afectaram e muito o nosso ranking. Manifestei aqui há uns meses a minha preocupação com a nossa posição na elite europeia. Alguns apressaram-se a, cheios de confiança, afirmar que basta que sejamos campeões todos os anos (ser campeão, actualmente dá acesso directo à Champions para os países do top 7 europeu), como se isso fosse a regra em vez da excepção.

Ora, agora é já demasiado evidente que não seremos campeões e, não estando na Europa, não amealharemos nem mais um ponto. Estamos neste momento no 54º posto do ranking e temos 6 clubes à perna que ainda este ano podem ameaçar o nosso posto actual.

 

Antes que alguém diga que "no tempo do Godinho é que era", devo já arrepiar caminho, elucidando que, quando Godinho Lopes deixou o Sporting, éramos o 33º clube da tabela. Nada de extraordinário mas mais de 20 posições acima daquela que hoje ocupamos.

E sim, o ano trágico do 7º lugar, que nos deixou fora das competições da UEFA afectou e de que maneira a nossa posição (perdemos 10 lugares) mas não é menos verdade que nunca conseguimos fazer nestes últimos três anos um ranking anual melhor que o aglomerado dos últimos cinco, daí nos encontrarmos na posição que se sabe.

Vejamos a nossa evolução no ranking nos últimos 10 anos (o ranking final de cada época corresponde ao aglomerado da época em curso com as quatro anteriores):

Evolução ranking UEFA.png

Em apenas quatro épocas, passámos de uma posição estável no top 25 para fora do top 50. Nas últimas três épocas fomos 39º, 49º e 53º do ranking em cada uma das três temporadas. Sempre a piorar, em claro contraponto com o investimento.

Vivemos num clima de exigência. Não podemos aspirar a ser como os maiores da Europa sem ganharmos no nosso país mas também não podemos enjeitar sucessivamente campanhas europeias que nos podem dar a possibilidade de ganhar o respeito e o estatuto que pretendemos.

 

Nem vou comparar com os nossos rivais directos, que têm cimentado posições entre os 10/15 melhores clubes da Europa.

Olhemos para nós. Melhoremos e tenhamos a ambição e competência necessárias para mudar este panorama. Na próxima época, provavelmente teremos pela frente um playoff na Champions, onde não seremos cabeças-de-série. Caso passemos, entraremos no pote 4 da Liga Milionária. Caso acabemos na Liga Europa, dificilmente teremos estatuto de 1º cabeça-de-série (embora aqui isto não afecte as nossas possibilidades de sucesso na competição).

É que, neste momento, estamos uma posição abaixo do Braga no ranking europeu e o Leicester, que anda a lutar pela permanência no seu campeonato e é novo nestas andanças, fez quase tantos pontos nesta época como nós nas últimas três.

 

Vale a pena olhar para isto com olhos de ver, até porque voltar ao top 20/25, pode levar umas 4/5 épocas a atingir.

 

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SPORTING CP 1-0 Rio Ave: sofrimento deu fruto graças ao Senhor 400

Dificilmente haveria melhor forma de Rui Patrício celebrar 400 jogos oficiais de leão ao peito. Uma exibição imaculada, com um punhado de exibições difíceis e decisivas permitiu a conquista dos três pontos, oferecidos pelo pé direito de Alan Ruiz e as luvas do nosso "Marrazes".

 

O jogo voltou a ser sofrível, muito graças à nossa falta de qualidade na saída para o ataque e na transição defensiva. Passámos a primeira parte toda a sofrer contra-ataque e ataques rápidos, sobretudo por culpa da nossa deficiente primeira fase de construção. Saímos sempre a jogar mal e entregámos a bola ao adversário que, em dois/três toques se colocava em posição de finalizar. 

Não fosse Rui Patrício e, em meia hora, o resultado já podia estar desnivelado por mais de um golo a favor dos vila-condenses. O nosso 'redes' disse "não" a todos quantos lhe apareceram pela frente.

 

Impossível não falar dos nossos laterais, ambos muito fracos, tanto e defender quanto a atacar. Dificuldades no passe, no posicionamento, desatenções constantes...uma desgraça.

William continua a meio-gás e a primeira parte foi miserável. Adrien tenta correr pelos dois.

Os nossos extremos tiveram muita dificuldade em servir Bas Dost, que nem chegou a aparecer em campo.

 

Salvaram-se os três pontos, numa exibição que raras vezes nos permite amealhar tantos e quase sempre nos deixa aziados.

Uma noite que valeu pelo Senhor 400 e que não deve deixar de merecer análise profunda por parte de jogadores e equipa técnica. Para manter a série de vitórias, vai ser necessário fazer mais e melhor.

 

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Hoje joga o Sporting

O Sporting ainda não venceu dois jogos consecutivos em 2017 e desde 8 de janeiro que não completa uma série de 2 jogos consecutivos a vencer para o campeonato. Mesmo assim, em casa, temos 8 vitórias em 10 jogos e é onde temos sido mais consistentes (o registo fora de casa é vergonhoso, mas não vou falar dele hoje).

 

O adversário de hoje é o Rio Ave que, em sua casa nos infligiu a maior derrota desta época e a única que ultrapassou a vantagem tangencial.

São, como disse Jesus ontem, uma boa equipa, com uma boa organização defensiva e boas movimentações ofensivas. Virão a Alvalade desfalcados de Heldon (já recuperado da lesão mas emprestado pelo Sporting), Petrovic (que se tem imposto como titular mas está também por empréstimo nos vila-condenses) e também de Yazalde (lesionado).

Em foco tentarão estar Gil Dias, Rúben Ribeiro, Gonçalo Paciência e Rafa Soares, aqueles que, a meu ver, mais podem criar perigo, em conjunto com Tarantini, Marcelo e Roderick, perigosos nas bolas paradas.

No entanto, os vila-condenses não têm sido felizes nos jogos fora e não vencem fora de portas para o campeonato desde 29 de dezembro, quando venceram em Braga. Daí para cá, quatro derrotas em outros tantos jogos, apesar de terem marcado em quase todos os jogos fora de portas (apenas em 2 dos 10 não fizeram golos).

 

O Sporting apresentar-se-á na máxima força e com todo o plantel disponível para Jorge Jesus que, acredito, elegerá um onze diferente daquele que jogou em Moreira de Cónegos.

A primeira parte voltou a ser fraca e houve jogadores a dar novamente um sinal claro de falta de forma. Acredito que Jesus não ignorará isso e fará alinhar os mais preparados.

Espero ver Podence no onze e acho que está na altura de Semedo dar o lugar a Paulo Oliveira. Principalmente estes, merecem jogar de início, ainda que me apetecesse mexer na laterais, onde as alternativas escasseiam.

 

Que voltemos a vencer e saiamos no encalce da melhor série de vitórias da época (4, entre 13 de agosto e 10 de setembro, precisamente no arranque da Liga), melhorando esse registo até às 14, o único número que nos permitirá sonhar com uma classificação melhor do que a que ocupamos neste momento.

 

Uma nota importante: que Rui Patrício não sofra golos no dia em que completará 400 jogos oficiais pelo Sporting e...na, na, na, na, na, na, na, na, BAS DOST!

 

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Um mês de reflexão

Começando na remodelação do plantel principal de futebol, passando pela alteração do comando técnico no andebol e terminando nas saídas de ontem, de João de Deus na equipa B e de José Trindade, no comando da secção de hóquei em patins, tivemos neste início de ano um período de análise interna.

 

Parece-me óbvio que esta inflexão é o assumir do falhanço dos projectos em três das principais modalidades e, porque não, um sinal de uma certa tentativa de mostrar, em período pré-eleitoral, que não se anda a "dormir" em Alvalade e se está atento àquilo que tem corrido bem e menos bem.

Quando falo em falhanço, não o considero na totalidade. Concordo com o investimento feito nas diversas modalidades, em todos os casos dotando as equipas de grandes executantes mas o falhanço numa das pedras base de cada projecto é, por vezes, o suficiente para que jogadores de inegável qualidade não consigam suplantar expectativas e obter os resultados desejados.

 

O futebol foi vítima de uma época mal preparada e sobretudo de uma política de contratações totalmente falhada. Não se reforçaram posições prioritárias e falharam a maioria dos reforços, não correspondendo ao aumento de qualidade que o aumento do investimento fazia prever. Aguardo pela política de contratações do próximo verão e pela preparação da próxima época para tirar conclusões definitivas sobre o caminho a seguir daqui para a frente.

 

O andebol, embora estruturalmente não tenha sido alvo de mudanças profundas nos últimos anos, apostou num treinador caro e com currículo, que não justificou minimamente a aposta, chegando mesmo ao cúmulo de, com um orçamento substancialmente superior e jogadores com grande currículo internacional não conseguir elevar o projecto para outros patamares. Falhámos na escolha do treinador e teremos agora de corrigir isso. Se o Professor Hugo Canela, que tem aqui uma oportunidade de ouro mas, ao mesmo tempo, um presente envenenado, se mostrar competente, pode mesmo estar encontrada a solução mas confesso que o nome de Carlos Resende me agrada. Há três títulos para vencer e só um deles (o mais importante, eu sei) parece verdadeiramente difícil, embora a diferença pontual não seja irrecuperável. Boa sorte ao Hugo Canela e à sua equipa técnica!

 

No hóquei, parece-me que José Trindade é vítima óbvia do erro colossal de secretaria que nos tirou três pontos após um jogo ganho. Acertou-se no treinador, deu-se-lhe um plantel equilibrado e de qualidade, mas parece faltar algo na estrutura, onde agora se mexe, ainda sem saber o que o futuro nos reserva. Será que Gilberto Borges, depois de ter perdido poder na estrutura, volta a assumir a sua direcção?

 

O problema da equipa B é mais complexo e tem várias motivações, desde logo as limitações impostas pelas dificuldades em formar um plantel de futuro e com qualidade, tendo em conta que os mais dotados das épocas anteriores precisavam de respirar um ar diferente do da Academia e que a própria Academia não tinha conseguido trazer ao mais alto patamar de formação uma quantidade suficiente de jogadores com qualidade e capacidade para enfrentar o salto para o profissionalismo. Isto, aliado a apostas completamente falhadas no mercado de verão, deram a João de Deus um plantel totalmente novo, frágil, fraco e, desde o início, sem a química que só uma base da nossa formação lhe dá. Não desresponsabilizo João de Deus, que podia ter feito melhor, mas entendo que era uma tarefa muito complicada e acabo por compreender a sua saída, tendo em conta que não estava a conseguir lidar da melhor forma com o problema. Com tudo isto, acho essencial que agradeçamos a João de Deus (eu agradeço), pois acho que foi peça fundamental na subida ao mais alto patamar de jogadores como Gelson Martins, ou os mais recentemente promovidos, Podence, Palhinha e Francisco Geraldes.

Para salvar esta época e manter a esperança no projecto, que acredito que ganhará nova vida com as gerações que aí vêm da equipa de juniores, acho que até seria benéfico fazer alinhar já pela equipa B a maior parte daqueles que acabarão por fazer parte do plantel em 2017/18, mesmo sabendo que isso poderá pôr em risco o sucesso desportivo da equipa de Tiago Fernandes. É mais importante salvar a B da descida do que vencer um campeonato de juniores.

 

Como é óbvio, escapa o futsal, que mantém todos os objectivos intactos (excepto a Supertaça, perdida para o principal rival) e uma estrutura forte, sólida e ganhadora e se mantém um exemplo a seguir em todas as estruturas do Clube.

 

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Moreirense 2-3 SPORTING CP: Os últimos meses espelhados em mais 90 minutos pobres

Assim que vi o onze, previ 45 minutos sofríveis.

Rúben Semedo tem andado um desastre mas voltou a merecer a confiança de Jesus. Bruno César, que é, compreensivelmente, um lateral sofrível viria a formar o trio da defesa num misto de má forma com incompetência para as tarefas inerentes às posições em questão. Claro que é Schelotto que completa o trio, embora o próprio Coates esteja num momento menos bom.  Juntemos a isto um Rui Patrício totalmente desconcentrado e desligado do jogo, um William a meio gás e um Bryan que não merece uma titularidade há meses e temos mais de meia equipa em sub-rendimento.

Os dois golos na primeira parte, por tudo o que já falei, não me surpreenderam (embora ainda consiga surpreender-me com alguns dos erros que os permitiram). Os responsáveis pelos mesmos já foram todos mencionados.

 

Para mim, foi incompreensível ver que Jesus não mexeu na equipa ao intervalo. Com deficiências tão evidentes, com uma falta de dinâmica gritante e com todo o jogo criativo entregue a Alan Ruiz (até Gelson começa a ser afectado pelo mau momento colectivo), não consegui entender o que ficou Podence a fazer no banco (e ver o Chico na bancada revolta-me).

Virámos o jogo na segunda parte graças a dois bons momentos de futebol e não graças a uma exibição demolidora, tal como havia acontecido no Dragão. O jogo continuou meio "mastigado" e aos repelões, à espera de um momento de inspiração.

Inspiração que acabou por vir do banco. Podence constrói sozinho o golo do empate, concluído pelo suspeito do costume (Bas Dost), o único que percebeu que o remate do recém-entrado podia não entrar, como parecia.

 

O jogo manteve a toada. O Sporting tentava mas o esclarecimento não era muito. Os cruzamentos saíram quase sempre mal e acabou por ser Adrien a pegar no jogo, sempre que se exigia. Mesmo recebendo a bola muitas vezes em más condições e em situação de aperto, muitas foram as vezes que o capitão conseguiu dar continuidade aos lances, levando a equipa para a frente. Foi o que aconteceu no golo da reviravolta. Descobriu Gelson na direita, após mais um passe para o meio da confusão de William. Gelson abre em Schelotto, que descobre Adrien, pronto para marcar um penalti em movimento.

 

Desta vez, a sorte esteve do nosso lado pois, no minuto seguinte, Dramé atirou à trave após mais uma abordagem defensiva ridícula de Schelotto (o Rui também podia ter feito mais).

Até ao fim, foi a "rezar" para que não acontecesse aquilo que não surpreenderia qualquer Sportinguista. Não aconteceu, e saímos de Moreira de Cónegos com os três pontos.

 

Sinal +
Alan Ruiz, o melhor em campo.
Adrien, o lutador incansável.
Bas Dost, sempre no sítio certo.
Podence, que entrou para mexer com o jogo e conseguiu-o.

 

Sinal -
Toda a linha defensiva esteve patética, sobretudo Patrício, Schelotto e Semedo. Mas é impossível que os restantes não acabem a cometer erros, quando se sente uma insegurança medonha em todo o sector. Schellotto só deu uma para a caixa, Semedo meia e Bruno César uma e meia. Coates andou por ali perdido, a tentar resolver umas e acabando por provocar outras.
William tem de dar mais.
Bryan é uma a menos. Custa dizer isto mas é a verdade.

 

A vitória foi importante mas voltou a ser sofrida. Não dá tranquilidade nem grande dose de confiança à equipa e é preciso trabalhar mais e durante mais tempo no próximo jogo, em casa, frente ao Rio Ave, uma boa equipa que já nos causou muitas dificuldades e dissabores.

 

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Hoje joga o Sporting

Uma coisa é inegável. Na frente, na perseguição, mais perto, mais longe ou em 7º, não há dia em que o Sporting jogue que não sinta um friozinho na barriga.

Foi assim em abril de 2013, quando o Moreirense de Augusto Inácio se apresentou em Alvalade com a manutenção por garantir e o Sporting em 9º lugar. Já Jesualdo era o treinador (o 4º dessa temporada) e nomes como Eric Dier, Bruma ou Tiago Ilori eram já presença habitual no onze. Labyad ainda por cá andava (e jogava) e Ricky van Wolfswinkel era o nosso abono de família.

O Sporting acabaria por vencer 3-2, com um golo de Valentín Viola já depois dos 90 minutos (Ricky e Capel marcaram os restantes) e Inácio, que já sabia que viria a fazer parte da estrutura, foi um profissional exemplar, dificultando a vida ao Sporting e saindo de Moreira de Cónegos, no final da época, com a manutenção assegurada.

 

Hoje não será diferente. Inácio será profissional e, em casa, não tenho dúvidas que o Moreira dificultará e muito a vida ao Sporting. O Moreirense tem bons jogadores e uma boa equipa, mesmo sem poder contar com Geraldes e Podence, regressados entretanto a Alvalade e que hoje alinharão como adversários da equipa com que venceram, há semanas, a Taça da Liga.

Não vale sequer a pena dizer o quanto o jogo é importante. São todos importantes. O friozinho na barriga perdurará até às 18 horas, momento em que a bola começará a rolar e as verdes-e-brancas darão tudo por mais três importantes pontos.

Só espero que o fim-de-semana termine bem. Agora vou ver as nossas meninas do futebol feminino.

 

SPOOOOOOOOOOORTING!

 

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Porto 2-1 SPORTING CP

Sporting e Porto entraram no Estádio do Dragão receosos e, assim, o medo de sofrer sobrepôs-se à audácia de tentar ganhar.

 

Na 1ª parte, tudo se resume ao aproveitar de dois erros nossos. Não jogámos bem. Eles também não.

A entrada de Soares baralhou-nos as contas. Jorge Jesus não contava que ele jogasse e bastaram uns minutos para perceber que o Sporting poderia explorar situações de superioridade numérica no meio-campo mas não o fez. Zero de aproveitamento do espaço interior...zero de oportunidades de golo.

Resultado: não demos uma bola ao ponta-de-lança, sobretudo pelo que os laterais não ajudam os extremos a produzir e ainda sofremos dois golos com origem em dois lançamentos laterais a nosso favor, em lances onde, sabendo que a equipa sobe para o lançamento longo (foram ambos no enfiamento da área), decidimos mal e expusémo-nos ao contra-ataque, muito bem explorado nas duas situações, ambas evitáveis, mesmo após o erro inicial.

O primeiro golo começa com Schelotto a desperdiçar uma oportunidade de atacar com qualidade, despejando a bola para as mãos de Casillas, que lança o contra-ataque. Depois, a passividade de Marvin deixa que Corona cruze sem oposição para, a terminar, João Palhinha controlar mal a profundidade e deixe em jogo Soares para fazer o primeiro.

No segundo golo, Matheus perde a bola, o Porto bate directo, Semedo aborda mal o lance e a bola sobra para uma dividida entre Palhinha e Brahimi (o lance é de dúvida mas a possível falta não é totalmente clara). A partir daqui, só um jogador pode anular o excelente passe de Danilo: Schelotto, mas o italo-argentino resolveu fazer um movimento de contorcionismo que o deixou fora da disputa do lance. Soares bate a concorrência em velocidade, ultrapassa Patrício e faz o segundo em dois remates.

Marvin e Schelotto fizeram 45 minutos abaixo do nível amador. A seguir a estes, o pior foi o Bryan.
Com 2-0, ao intervalo, JJ mexeu bem (eu teria feito troca por troca - Bryan por Alan), embora seja uma pena que não hajam mais substituições.

 

A defensiva do Porto foi mais desestabilizada nos primeiros 5 minutos da segunda parte do que em toda a primeira.
É a entrada do Alan que permite ao Adrien pressionar mais à frente, precisamente jogando com a intensidade que o Bryan não tem.
Adrien atira à barra e Esgaio substitui Marvin, que bem podia ter ficado logo no balneário ao intervalo. O Sporting era dono e senhor do jogo.
Acabámos por marcar num lance em tudo semelhante aos do Porto, mas numa jogada muito mais bonita e bem elaborada. Segunda bola conquistada por Bryan, que endossa a Alan. O argentino fixa o jogo a meio campo e entrega em Gelson que, com o adversário concentrado no meio, abre em Schelotto, que depois devolve a Gelson em espaço interior. O cruzamento para Bas Dost é bom, a assistência para Alan é má mas sua a capacidade técnica e de remate resolve o problema. Foi à bomba que o Sporting reentrou no jogo e não podia ser outro a agitar as águas. Excelente, Alan Ruiz.
Era fácil dizer que o Porto baixou as linhas e que, por isso, o Sporting cresceu no jogo mas isso não corresponde à verdade. O Porto tentou defender subido, condicionando a saída na primeira fase de construção do Sporting mas não conseguiu.
O Sporting passou a definir melhor, sobretudo porque Alan deu à equipa exactamente aquilo que havia faltado em toda a primeira parte: capacidade criativa em zonas interiores, intensidade e qualidade quer em condução de bola quer na gestão da posse da mesma. O jogo jogava-se agora nos três corredores e ainda faltava meia-hora para o final do encontro.
NES percebe o que mudou no jogo e lança André, por troca com André Silva.
(Ter lançado Alan de início podia ter mudado todo o encontro.)
Gelson "saca" um belo cruzamento ao qual Bas Dost não corresponde por culpa da sua movimentação errada. Tudo estava a começara a fluir melhor. Esgaio retribui da esquerda. Gelson remata por cima.
Aos 77', o "tradicional" penalti por assinalar, por mão dentro da área de Corona (que já tinha amarelo).
Podence entra para os 10' finais, arriscando a saída de João Palhinha que, tirando o lance do primeiro golo do Porto, fez uma boa exibição e não merecia as palavras que Jesus lhe dedicou no final da partida.
Os últimos minutos passaram com o Porto encostado às cordas e com Coates a fazer brilhar Casillas, que negou ao uruguaio dois golos, um deles no último lance do jogo.
 
Pelo que mudou no jogo, Alan Ruiz foi o MVP do lado leonino. Não foi só o golo. A forma como demonstra adaptar-se cada vez melhor à intensidade a que se joga em Portugal, ajuda-o a explanar melhor o seu futebol. Todo o jogo do Sporting passou por ele.
Depois, tenho de destacar Esgaio. Fez apenas 35 minutos mas a qualidade relativamente a Marvin é embaraçosa para o holandês.
Coates merecia coroar a assinatura do contrato com um golo.
Em sentido oposto, a primeira parte de Schelotto e Marvin, no tempo que esteve em campo, demonstraram o porquê do jogo exterior do Sporting se demonstrar ineficaz. Ambos atrapalham mais do que ajudam os extremos e a eles juntou-se Bryan Ruiz.
O costa-riquenho é uma sombra do jogador que chegou no ano passado. Pouco intenso em todos os momentos do jogo, perde bolas com frequência e facilita no capítulo defensivo. Melhorou na segunda parte onde, finalmente, acertou na marcação de algumas bolas paradas, embora a percentagem de acerto faça com que se torne difícil explicar o porquê de bater todos os lances de bola parada.
 
A época acabou! Resta segurar o terceiro lugar e aproveitar para fazer crescer os miúdos, não deixando de os aproveitar para a próxima época. É curioso como o que, para Jesus se paga caro, parece ser a solução para os nossos maiores problemas. Se há coisa que necessitamos é de dar crédito aos miúdos.

 

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Antevisão do Porto vs Sporting CP

Há quase uma década que a série de resultados em confrontos com os dragões não era tão boa. O Sporting só perdeu um dos últimos oito jogos, período no qual averbou cinco vitórias, duas das quais no Estádio do Dragão.

Temos de recuar ao tempo de Paulo Bento, com um Porto hegemónico, para encontrar tão auspicioso registo. Em duas temporadas completas, leões e dragões defrontaram-se sete vezes (5 vitórias, 1 empate e 1 derrota, sofrendo apenas um golo em todos os encontros), sendo que três das vitórias deram uma Taça de Portugal e duas Supertaças. As duas vitórias restantes, repartiram-se entre Alvalade e o Dragão.

Registos destes só voltam a ter paralelo na década de 70.

 

No entanto, se restringirmos os duelos aos disputados em terreno adversário, em jogos a contar para o campeonato nacional, verificamos que o mais normal é sair do Porto sem os três pontos.

Apenas 14 dos 82 jogos disputados acabaram com uma vitória do Sporting e, nos últimos 40 anos só vencemos 4 jogos para o campeonato em casa dos portistas.

 

As equipas encontram-se em fases diferentes. O Porto no melhor momento da época. O Sporting a tentar sair de um dos piores.

Uma vitória amanhã poderá ajudar a sair definitivamente em perseguição ao duo da frente, algo que só conseguiremos com uma exibição ao mais alto nível, perto da perfeição, até porque enfrentaremos a equipa com o melhor registo defensivo em Portugal.

 

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O que ficou do fecho do mercado de transferências

Propositadamente, adiei a publicação das minhas considerações sobre a composição do plantel do Sporting após o fecho mercado de transferências.

Sabia que tinham ficado jogadores a mais e tinha bem presente a tácita afirmação de Jorge Jesus relativamente ao número de jogadores do plantel; 23 (com os 3 guarda-redes).

Assim sendo, sabendo que o programa "Bom Dia Sporting", da Sporting TV, tem por hábito acompanhar os trabalhos da equipa principal, sentei-me calmamente à espera das imagens, por manter a desconfiança relativamente ao facto de Jesus continuar a trabalhar com o mesmo número de jogadores que tinha antes do mercado abrir.

Foi assim que não me espantei por constatar que Ryan Gauld, André Geraldes, Rafael Barbosa, Bruno Paulista e Lukas Spalvis não integraram os trabalhos do plantel às ordens de Jorge Jesus.

 

Se o caso de Rafael Barbosa é normalíssimo, pois creio que possa inclusive beneficiar e ser importante na melhoria que se pretende para a equipa B, os restantes nem tanto.

Bruno Paulista, acredito, terá mercado no Brasil e Spalvis poderá recuperar algum ritmo na equipa B (embora vá tapar a evolução de Ronaldo Tavares, por exemplo) mas...o que dizer de Ryan Gauld e André Geraldes...

Vão jogar na B!? Infelizmente parece que, pelo menos, ficarão às ordens de João de Deus, confirmando-se assim o prejuízo máximo para os atletas, após o diferendo entre Sporting e Vitória FC (isto independentemente da legitimidade ou não da sua retirada do clube sadino).

Este será o plantel com que Jesus conta:

Plantel SCP.png

Dizer que são estes com que Jesus conta é relativo pois, desde o início da época que Matheus não conta, mesmo fazendo parte do plantel. Nem a saída de Markovic (que também pouco contou) me parece que venha agora mudar o estatuto do jovem brasileiro aos olhos do "mister".

Também André poderá ainda sair, pois o mercado encontra-se aberto no Brasil, o seu destino mais provável.

Concluindo, Jesus acabará por cumprir o que havia adiantado em entrevista à Sporting TV. O plantel terá 23 jogadores, mais Matheus que, espero (embora duvide), passe efectivamente a contar como opção válida.

 

De resto, é de esperar que este plantel mais curto e previsivelmente mais comprometido faça os possíveis para que, pelo menos, o 2º lugar não nos fuja. Ganhar no sábado será um passo de gigante para esse objectivo. Chegando ao 2º, pensaremos mais à frente.

 

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SPORTING CP 4-2 P. Ferreira: Regresso às vitórias

Não vi quase nada do jogo. Porque o Sporting não é só futebol e foi o hóquei em patins a minha prioridade. TV e PC ligados mas olhos no pavilhão da Luz, onde todos sabem o que se passou.

 

Em Alvalade, entrada de leão, com espectáculo e nota artística. Vi os golos e pouco mais. Na segunda parte, os miúdos para deitar e toda a rotina nocturna fizeram com que apenas tenha visto a espaços.

 

Assim sendo, destaco dois nomes: Bas Dost e Gelson Martins.

Continuam a ser os mais preponderantes e com maior peso na eficácia da equipa. As saídas de João Mário e Slimani foram mais facilmente colmatadas do que seria à partida imaginável, no entanto, a equipa perdeu algumas dinâmicas nas quais esses jogadores eram essenciais e sofreu também com o mau planeamento da época e a chegada tardia dos campeões europeus, peças fulcrais na dinâmica e equilíbrios da equipa.

 

Mas não há como negar que os números impressionam. Apresentarei um quadro com os primeiros 26 jogos (número que contabiliza até agora Bas Dost) e outro com dados relativos às primeiras 19 jornadas. As épocas em análise serão aquelas em que cada um obteve a sua melhor performance ao serviço do Sporting.

Vejamos o comparativo de Bas Dost com os melhores avançados pós Mário Jardel:

 

PRIMEIROS 26 JOGOS

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19ª JORNADA

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Comparemos o registo de golos e assistências de Gelson Martins (2016/17) vs João Mário (2015/16):

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Na próxima semana, já com o mercado fechado, teremos a difícil deslocação ao Estádio do Dragão.

 

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Hoje joga o Sporting

Não há "paninhos quentes". Sem outras competições para disputar e com semanas inteiras para preparar os jogos do campeonato, não há desculpas.

Não poderemos falar de desgaste, sobrecarga ou pressão. 

Isto é o Sporting e nem os árbitros nos poderão parar daqui para a frente.

Este será o último jogo antes do fecho do mercado e é importante não perder mais pontos, para que os jovens que venham não tenham a pressão acrescida de serem eles os "salvadores".

Ganhando, tudo poderá encaminhar-se mas, não nos iludamos. Ganhar todos os jogos até final pode nem chegar para ser 2º, quanto mais 1º.

Nunca o velho chavão do "jogo a jogo" fez tanto sentido.

O Paços está num mau momento e, tal como nós, vê no jogo de hoje uma boa oportunidade para ganhar fôlego para o que aí vem.

Hoje é uma final e é para vencer.

 

SPOOOOOOOOOOOOORTING

Marítimo 2-2 SPORTING CP: Assim não dá mesmo

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Não há má exibição que mereça ser castigada com um erro de arbitragem que custe uma vitória. Infelizmente, em jogos do Sporting, este castigo é recorrente. 

Alan Ruiz fez um golo limpo, após uma excelente jogada de envolvimento, onde Schelotto, Gelson, Adrien, Bas Dost e o próprio Ala Ruiz trataram a bola de forma excepcional. Nenhum golo legal merece ser anulado e mais triste se torna quando o golo é bonito e poderia ter encerrado um jogo com um resultado diferente.

São já 5 jogos neste campeonato com erros directos que nos retiram pontos. Mesmo com más exibições, podíamos estar coladinhos à frente da Liga e isto, pesem embora todos os erros e deficiências da nossa parte, não pode ser ignorado.

 

Voltámos a não jogar bem. Entregámo-nos ao jogo, subimos a intensidade com bola mas fomos ainda demasiado deficientes no posicionamento defensivo. Facilitámos as transições rápidas ao adversário e ainda dormimos na forma nas bolas paradas. De facto, era a receita para mais um mau resultado que, felizmente, desta vez contou com a nossa eficácia, ao contretizar três golos, suficientes para liderar a partida ao minuto 81...ou não.

É fácil dizer que este jogo devia ter sido ganho. A facilidade com que o Marítimo fez ambos os golos colocou-nos sempre a correr atrás de um resultado que, com outro rigor e concentração, poderia ter encerrado uma vitória justa e sem contestação.

Rui Patrício não pode abordar de forma tão displicente, desconcentrada e deficiente os lances de ambos os golos. No primeiro, tentou adivinhar o lance mas esqueceu-se que o adversário facilmente faria a leitura do seu posicionamento, completamente deficiente. No segundo golo, bastava ter feito o que tão bem fez em duas ocasiões do jogo posteriores mas ficou-se "nas covas".

Erros destes, com uma equipa num mau momento de forma e debilitada animicamente, facilmente nos custariam pontos. Custaram dois, mas nós nem fomos os únicos culpados. O Alan estava em jogo.

 

Coates, depois dos últimos rumores, fez uma exibição fraca. Caso raro, para não dizer único.

Marvin leva-me a questionar se demora muito a dizer "sim" á tal proposta inglesa.

Bryan Ruiz é uma sombra do que já foi e duvido que Miguel Leal o quisesse por troca com Iuri Medeiros, que ontem voltou a marcar mais um golo que deu três pontos ao Boavista.

Campbell leva-me ao desespero.

Castaignos...com o Sporting empatado, ficou no banco o único ponta-de-lança disponível no banco. Nem é preciso dizer nada.

 

Adrien arrasta-se em campo. Luta, corre, mas tudo em esforço.

Palhinha esteve bem, considerando que era a estreia.

William mostrou que pode haver alternativa ao William de ultimamente.

Gelson e Bas Dost continuam a milhas de distância dos restantes. Quase tudo o que de bom acontece, começa passa ou termina num deles.

 

Num momento em que o Porto deixou de se queixar das arbitragens (porque será?!), resta continuar a lutar...contra elas, para além dos adversários.

 

Apesar de tudo, não ignoremos que continua a ser necessário fazer auto-crítica e modificar coisas no plantel, afim de o melhorar, ao mesmo tempo que reduzimos custos. E sim, isso é possível e relativamente simples.

 

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Hoje joga o Sporting

Ir ao estádio do Marítimo, só por si, já encerra muitas dificuldades. Fazê-lo na fase em que nos encontramos, pior ainda. Fora isso, encontraremos um Marítimo bem orientado, num bom momento de forma e numa série de 4 vitórias seguidas em casa, duas delas com Braga e Benfica.

Sem mexidas no plantel e sem grandes alterações nos convocados, é esperar por um dia de maior inspiração e qualidade do que os que temos vivido ultimamente.

Num fim-de-semana onde não me parece expectável que os rivais percam pontos, é essencial não vacilar mais uma vez, afim de manter o foco e a motivação dos adeptos.

Caso contrário, até o 2º lugar pode virar miragem.

Vamos lá dar uma sapatada na crise.

SPOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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O "emagrecimento" do plantel: Balanço final

Depois de ter comparado os desempenhos de Iuri Medeiros (LINK), Francisco Geraldes (LINK), Ryan Gauld (LINK) e Daniel Podence (LINK) com os dos jogadores das respectivas posições que integram o plantel de Jorge Jesus, chega a hora de dizer o que eu faria neste mercado de Janeiro.

Abstive-me antes de o fazer mas agora não resisto à tentação.

 

Na baliza estamos bem servidos. No centro da defesa também e, numa perspectiva economicista, eu "desfazia-me" de Douglas (para mim, o mais fraco dos quatro).

Nas laterais, caso consigamos reforçar ambas com jogadores que nos resolvam os problemas actuais, dois ou três terão de sair, já que há ainda Jonathan Silva. Confesso que ainda comparei os números de André Geraldes com os dos nossos quatro laterais e a performance defensiva é idêntica, ao contrário da ofensiva. Não posso afirmar peremptoriamente que André Geraldes não serve mas mantenho o meu feeling que não é suficiente para as nossas ambições e lhe faltam atributos ofensivos essenciais na interpretação do modelo de Jesus. 

No meio-campo, é evidente que Meli e Petrovic não têm espaço. Praticamente não jogaram e devem sair. Eu vendia também Elias.

A minha pequena revolução fazia-a nas posições de ataque. Castaignos, André e Markovic revelaram-se insuficientes para as nossas ambições e Bryan Ruiz nem parece o mesmo da época passada. Bruno César deve assumir de vez a posição de extremo e precisamos de contrabalançar alguma experiência com mais irreverência. Acabei por não incluir Podence no plantel, pois considero mais benéfico que continue a jogar com regularidade em Moreira de Cónegos.

A grande questão aqui é: a direcção tem capacidade financeira para reforçar já a equipa para o que resta desta temporada mas também a pensar na próxima?

Se tiver (e dadas as mais-valias vindas das vendas de João Mário e Slimani, admito que sim), eu fazia isto:

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Os empréstimos de Joel Campbell, Markovic e Meli seriam suspensos imediatamente.

Ricardo Esgaio e Luc Castaignos seriam emprestados.

Azbe Jug, Douglas, Jefferson, Marvin, Petrovic, Elias e André seriam vendidos.

Há ainda a hipótese de saída de algum dos campeões europeus... Excepto no caso de Rui Patrício (Pedro Silva assumiria em definitivo o lugar de número dois da baliza, atrás de Beto), teríamos de ir ao mercado procurar jogadores que substituíssem as vagas deixadas por Adrien ou William. Só admito a saída de um dos três e, neste caso, parece-me evidente que teríamos capacidade para os investimentos que proponho.

 

Hans Hateboer é lateral direito do Groningen e internacional sub-21 holandês. É alto (1.88m) e um defensor com elevada propensão ofensiva. Termina contrato em Junho de 2017 e parece-me uma boa opção a baixo custo. Está avaliado em 1M€ (fonte: transfermarkt).

 

Emiliano Insúa dispensa apresentações. Vem de duas épocas com muitos jogos no Estugarda, depois de uma fase de menor fulgor, após a saída do Sporting. Tenho visto alguns jogos e parece-me estar de volta aos bons momentos. Termina contrato em Junho de 2018, factor que pode fazer baixar os 3.5M€ de valor de mercado (fonte: transfermarkt). Além disto, conhece bem o Clube e a Liga Portuguesa.

 

Ricardo Quaresma termina contrato no final da temporada e está numa das melhores fases da carreira. Apesar dos 33 anos, apresenta um rendimento extraordinário, para o qual considero que o seleccionador Fernando Santos muito terá contribuído. É amigo de Jesus, Bruno de Carvalho já confidenciou que gostava que voltasse a Alvalade e tenho a certeza que os 4M€ que vale (fonte: transfermarkt) poderiam perfeitamente ser negociados. Depois de Nani, seria bom ter mais um regresso.

 

Sébastien Haller é um dos meus fetiches. O ponta-de-lança dos sub-21 franceses é titularíssimo no Utrecht, onde está há dois anos. Tem 37 golos e 14 assistências em 79 jogos e, aos 22 anos, está pronto para "dar o salto". Tem contrato até Junho de 2019 e os 8M€ que vale (fonte: transfermarkt) o seu passe valeriam a pena. Sendo um "9" puro, Haller não se sente desconfortável a vir buscar a bola atrás nem a cair nas alas. Por isto, poderia até ser encarado como o parceiro de Bas Dost, já que julgo que se adaptaria bem às movimentações pedidas ao segundo avançado. Além disso, é forte na reacção à perda e tem "nervo" para defender a primeira fase de construção adversária. Caso assumisse a titularidade ao lado de Dost, teríamos Ronaldo Tavares e Pedro Marques na "cobertura" (não equaciono Leonardo Ruiz, pois acho que o Sporting não exercerá a opção de compra).

 

E isto não é brincar ao FM fazer prospecção. :)

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Chaves 1-0 SPORTING CP: Há males que vêm por bem

O Sporting esta fora da Taça de Portugal e resta-nos o campeonato para disputar até final da temporada. A eliminação não surpreende, tal é o estado anímico e de forma da equipa. Na verdade, acho que a desilusão seria muito maior noutras circunstâncias. Tal e qual como estávamos, a eliminação de mais uma competição era uma tragédia à espera de acontecer.

Consumou-se e, com tudo o que de mau isso traz, há uma coisa boa. Uma vitória no jogo de ontem poderia ter aguçado a tentação de empurrar com a barriga, de achar que estava tudo bem. Assim não dá para esconder erros e debilidades.

 

Nada a apontar à entrega da equipa. Correram, esforçaram-se mas voltaram a apresentar-se perdidos em campo, sem rumo e sem uma estratégia aparente que lhe permitisse ultrapassar um adversário mais bem organizado e preparado quer nós.

O Chaves tem uma boa equipa, bem orientada e com alguns bons executantes. Nada que se compare com o valor do plantel do Sporting, muito menos o monetário. Mas o estado anímico e motivacional com que se apresentaram fizeram transparecer que os papéis estavam invertidos. Foi o Chaves que entrou a mandar e o Sporting a tentar reagir. Nós tentámos marcar sem grande estratégia e acabámos por perder num lance de bola parada, novamente nos últimos minutos, fruto de falta de concentração, de foco e de ambição. Deixámos que um lance em que tínhamos oito jogadores na área para três do adversário acabasse com a bola na nossa baliza, fruto de um cabeceamento de um jogador que nunca tinha marcado um golo.

 

Tragédia consumada, é hora de fazer auto-crítica, já que publicamente foram criticados árbitros, comunicação social e os próprios jogadores.

Há que assumir que o planeamento e gestão desta temporada foi um desastre total. Estamos em Janeiro e resta lutar pelo campeonato, com oito pontos de atraso. Vislumbrar sucesso quando as hipóteses são tão reduzidas é difícil mas isso não pode deixar que baixemos os braços, desde o Presidente aos adeptos, os únicos que me parecem praticamente isentos de culpa, pois não têm faltado com o apoio em nenhum estádio deste país.

Felizmente, estamos em Janeiro e temos, por isso, cerca de duas semanas para arrumar a casa e criar um grupo adequado à competição domingo a domingo, menos extenso e mais solidário.

 

Há que assumir sem rodeios que Bruno de Carvalho confiou em Jorge Jesus e lhe deu tudo o que este pediu para esta temporada. O Presidente errou ao fazê-lo.

Há que assumir que os jogadores contratados, excepto Beto e Bas Dost, não corresponderam às expectativas criadas e muito menos à exigência pretendida. Jorge Jesus falhou.

Há que assumir que a equipa não rendeu o esperado e, pior do que isso, não se demonstrou totalmente comprometida, coesa e determinada em todos os momentos da época. Os jogadores falharam.

 

Em cima disto, há muito a construir.

Bruno de Carvalho deve ponderar se o treinador deve ter ou não carta branca para a formulação do plantel que, em abono da verdade, nem no modelo de jogo do treinador encaixa.

Jorge Jesus deve reconsiderar as opções tomadas e analisar se fez tudo o que estava ao seu alcance para retirar de cada jogador o seu melhor em prol do colectivo. 

Os jogadores terão de unir-se, conversar, alinhar objectivos e tentar cumprí-los em prol do Clube e não pensando individualmente ou amunado perante o egocentrismo e incapacidade para assumir o erro do seu líder. É na tentativa de satisfação dos adeptos que devem encontrar as forças para continuar.

 

Posto isto há excedentários para dispensar, flops para despachar, jogadores a reavaliar e regressos a ponderar. O Sporting não precisa de um plantel de 29 jogadores. Dois por posição são mais do que suficientes e não sou eu que vou por-me aqui a opinar sobre se deviam ser estes ou aqueles.

Jorge Jesus deve colocar de parte o orgulho e decidir o que é melhor para o Clube, em vez do que mais lhe massaja o ego. Tem de deixar-se de teimosias parvas para tentar provar o que quer que seja.

Os jogadores cedidos por empréstimo que tenham cláusulas de retorno devem ser equacionados no mesmo plano que os que fazem parte do plantel. O objectivo é único: dotar o Sporting de um grupo mais forte, unido e equilibrado para atacar a segunda volta. Só o que façamos daqui para a frente importa. O que passou, passou e deve servir apenas e só para aprender e melhorar.

 

A época pode até estar totalmente perdida mas não podemos arriscar o futuro. E se Bruno de Carvalho quer fazer parte desse futuro, tem de passar essa mensagem de forma clara aos sócios. As coisas não podem ficar tal qual como estão. Está provado que o investimento (sobretudo este, totalmente falhado) deu menos resultados que o fazer "mais com menos".

 

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Hoje joga o Sporting

2 de Dezembro de 1995, 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Foi a única vez que o Sporting se deslocou a Chaves para jogar uma eliminatória da Taça de Portugal. O contexto era bem diferente do de hoje. O Sporting era segundo, a 5 pontos do Porto de Bobby Robson (só de pensar nisto, coro de raiva).

Ao intervalo o Sporting perdia 1-0, mas um bis de Paulo Alves em dois minutos virou o resultado à hora de jogo. Pedro Barbosa viria a dar outro conforto ao resultado e o Sporting acabaria na final do Jamor, após eliminar Boavista, Campomaiorense, Olhanense e Porto. No jogo decisivo, acabámos por não vencer o Benfica, num jogo marcado pelo incidente mais triste de sempre registado em estádios portugueses. Rui Mendes faleceu, vítima do arremesso de um very light, vindo dos adeptos do Benfica. O resultado era o menos importante.

 

Hoje, tal como nessa época, o Chaves poderá estar na caminhada rumo ao Jamor mas o contexto desportivo é-nos mais desfavorável que o da altura.

Vimos de jogos menos bem conseguidos, com resultados a condizer com o "cinzentismo" do futebol apresentado.

Só uma série de vitórias consecutivas poderá embalar a equipa para uma boa segunda metade da época e seria o ideal começar já hoje.

 

A maioria preferirá vencer confortavelmente. Eu tenho o coração bem treinado e aguento bem um 2-4, no prolongamento, com um hat-trick de Bas Dost e um penalti cobrado pelo Adrien (a ver se ele tira aquela cara de enterro).

Suspeito de uma inclusão de Palhinha no meio-campo, num 4-3-3 mais clássico. O resto, seria a equipa mais óbvia. Beto (embora ache que será Patrício a jogar), Esgaio, Coates, Paulo Oliveira, Jefferson, Palhinha, William, Adrien, Gelson, Bruno César e Bas Dost.

 

Ganhar mantêm a fezada que estaremos no Jamor e dará importante alento para a deslocação à Madeira.

SPOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Chaves 2-2 SPORTING CP: Maldito pastel de Chaves

"Muitas vezes os jogos ganham-se pelo que sentimos pelo clube e pela vontade de vencer por ele. Eu sinto o Sporting."

 

A frase é de Francisco Geraldes e traz-nos a parte do futebol que só o adepto percebe. A paixão, o amor, a entrega e a dedicação a um símbolo, habitual na bancada mas nem sempre transparecida em campo.

Ontem, demos mais uma vez uma pálida imagem daquilo que é o Sporting e até mesmo da real valia de alguns dos seus jogadores. William é mais do que mostrou. Muito mais. Adrien também. E isto custa, especialmente vindo destes, pois sabemos que sentem o clube e já demonstraram vontade de vencer por ele vezes suficientes.

 

"Sei que sinto o clube da forma que só a formação consegue sentir e que é difícil de explicar. Ninguém sua a camisola como quem a veste desde sempre."

 

Pareço um desesperado a transcrever citações de livros ou cifras como naquelas páginas de facebook. Mais uma vez, Francisco Geraldes relembra algo importante que tem faltado nos últimos tempos; suar a camisola. E tem faltado aos que a vestem desde sempre mas ainda mais a muitos dos outros.

Temos um Presidente adepto que contratou um treinador adepto que, por sua vez, tem um conjunto de jogadores composto por alguns que também torceriam pelo Clube mesmo estando de fora. De fora, precisamente o sítio onde alguns parecem querer estar, esquecendo-se que há ainda trabalho a fazer e respeito a dever a quem sofre, vibra e ama o Sporting todos os dias. Nós, os adeptos.

 

"Foda-se, que início de merda!"

 

Esta frase é minha (mas pode também ser tua) e foi proferida ontem, aos quarto minuto de jogo, quando Rafael Lopes nos coloca em posição de desvantagem após termos conhecimento do empate do líder em casa.

Nada pior que mais um jogo a correr atrás do prejuízo desde início, muito menos num terreno tão difícil quanto aquele que voltaremos a enfrentar daqui a dois dias.

 

"Tanto passe falhado"

 

Mais uma da minha autoria (sim, podem reclamar direitos de autor), que teve Adrien como principal destinatário. Num meio-campo que nos habituámos a ter como a nossa principal força, ver tanta displicência arruína as nossas possibilidades de apresentar um bom futebol, fluído e objectivo.

 

"Sempre os mesmos! Que seria de nós sem eles?!"

 

Gelson Martins e Bas Dost, obviamente. Tudo o que de melhor temos visto vem repetidamente da capacidade criativa de Gelson e do apurado faro de golo de Bas Dost. Não há quem deles sequer se aproxime nas suas posições e isso coloca-nos, de certa forma, reféns de dois jogadores, A imprevisibilidade que deveríamos dar ao jogo fica muitas vezes comprometida por a receita ser sempre a mesma: bola no menino e o holandês resolve. São sete assistências de Gelson e treze golos de Dost...só no campeonato.

 

"Uff"

 

Ir para o intervalo empatados constituía um alívio e trazia a esperança de um novo balão de oxigénio para a segunda parte, sobretudo para os primeiros minutos, onde se queria um Sporting incessantemente à procura do golo. 

 

"Porquê?"

 

Coração de Leão não tem descanso. Numa segunda parte que se esperava de velocidade e onde todas as armas seriam necessárias, Jorge Jesus terá indicado a Raúl José para lançar Bryan e André para os lugares de Alan e Campbell. Sendo verdade que nenhum dos dois fez uma exibição deslumbrante (na verdade nenhum deles entusiasmou), seria de esperar que o golo ao intervalo galvanizasse a equipa e trouxesse um pouco mais de confiança. Desperdiçar a velocidade de Campbell e a meia distância de Alan pareceu-me precipitado, sobretudo antes de ver o que dariam os primeiros dez minutos do segundo tempo. 

 

"Estava-se mesmo a ver"

 

Esta não disse, mais para afastar o fantasma, mas ecoou bem alto várias vezes na minha mente. Assim que Rúben Semedo viu o primeiro amarelo, metade da nação leonina terá dito que não acabaria o jogo. As duas substituições de Jesus ao intervalo não davam espaço de manobra. Paulo Oliveira acabaria por entrar mas não para o lugar de quem devia e, infelizmente, para completar uma defesa coxa, após uma expulsão mais que justa. O Sporting ficava a jogar com 10.

 

"Na na na na, na na na na, Bas Dost!"

 

André acabaria por se redimir do escandaloso golo que falhou, servindo Bas Dost para o 15º golo de leão ao peito. O holandês marca um golo a cada 126 minutos de competição. Em jogos da Liga, a cada 91 minutos as redes balançam. Bas Dost não merece ser, no geral, tão mal servido e, com um rendimento óptimo da equipa, já teria pelo menos mais meia dúzia de golos.

 

"Nãããããããoooo! O que é que este gajo está a fazer?!"

 

Qualquer Sportinguista que não viva no mundo da Lua e tenha consciência da realidade sabia que seriam minutos penosos até final. Abdicar de atacar, sabendo da nossa incapacidade para segurar resultados poderia ser desastroso. Tirar do jogo Bas Dost era ter a certeza que passaríamos o que restava a rezar a todos os santinhos para que o karma não voltasse a cair-nos em cima.

 

"Eu tinha avisado!"

 

Na última ronda pelos emprestados, deixei uma nota a Fábio Martins, jogador formado no Porto, que tem conseguido subir degraus seguros na carreira, graças à sua qualidade. Provavelmente nunca voltará a fazer um golo daqueles mas eu tinha alertado. Escusado será dizer que este golo surge devido a uma total apatia e inépcia na hora de reagir à chamada "segunda bola". Não há um jogador num raio de muitos metros preparado para reagir àquele ressalto de bola vindo do corte em esforço de Coates, tal como já não havia quem tivesse estorvado a acção do jogador que tentou o passe. Tudo isto numa equipa com 10 elementos, a precisar de segurar uma vantagem preciosa que manteria acessa a chama do título. O resto é talento do miúdo e um balde de água fria (ai um) tremendo que apaga a nossa chama e desanima a nossa esperança.

 

"E agora?"

 

Podia guardar este ponto para mais tarde mas isso seria empurrar com a barriga um problema evidente. Esperar por um desaire (agora ou mais tarde) na Taça não é o mais adequado, até porque, não salvando a época, a taça de Portugal é um objectivo que convém que não deixe de o ser.

Nada se mudará até terça-feira mas algo é preciso fazer depois disso. Bruno de Carvalho deu poder a Jorge Jesus. Esse poder acarreta responsabilidade e Jesus é o principal responsável do evidente mau planeamento da época. O plantel foi construído com lacunas gritantes e demasiados pontos de interrogação, que agora se mantêm. Aquilo que no início da temporada, esperançosamente, pareciam soluções, são agora problemas e está nas mãos de Bruno de Carvalho pôr termo a isto, restituindo para si a pasta do futebol e, consequentemente, retirando algum do poder a JJ. Ter tomates para tomar essa decisão poderá ser fulcral, até como medida eleitoral. É fundamental que se perceba que o Presidente não está refém do treinador. É fundamental que Jesus oiça o que ouviram os antecessores: "Os reforços estão em casa". Resta saber se alguém pega nos excedentários, muitos deles com contratos generosos.

 

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Hoje joga o Sporting

Por todos os motivos e mais alguns, visitar o Desportivo de Chaves encerra sempre muitas dificuldades para a equipa do Sporting. Ora porque, normalmente, lá vamos sempre no inverno, porque as arbitragens nos são adversas e até mesmo porque coisas insólitas podem acontecer.

 

Quem não se lembra da época 95/96 em que, quando o Sporting pressionava para desfazer o empate a uma bola, as luzes do estádio se apagaram e só voltaram a acender já após o período regulamentar para que o jogo se reatasse no próprio dia. Resultado: o Sporting teve de deslocar-se a Chaves duas semanas depois, dois dias antes de uma visita ao Estádio das Antas. Escusado será dizer que, para além de todo este desgaste, o árbitro da partida não deu descontos e só se jogaram 2.25 minutos, dos quais nem um foi de tempo útil de jogo.

E que tal a azia do Coroado em 98/99, quando anulou um golo e deixou escapar dois penaltis em mais um jogo que havia de terminar empatado, desta vez a duas bolas?!

Pois, para além das naturais dificuldades do estádio em si e do adversário, parece que nos estão sempre destinados alguns contratempos.

 

Em 13 visitas a Chaves para o campeonato, o Sporting só venceu quatro vezes, tendo empatado sete e perdido duas. Todas as vitórias são pela margem mínima e com grandes dificuldades.

O árbitro de hoje é Nuno Almeida, mais um árbitro/adepto que, espero eu, deixe o adepto em casa, pois o simples estatuto de árbitro já pode ser-nos prejudicial.

 

Devido ao pacto de silêncio decretado até ao jogo com o Marítimo (!), não há lista de convocados mas consta que Jesus levou todos os disponíveis para trás-os-montes, onde teremos de jogar novamente na 3ª feira.

Prevejo um jogo de luta, daqueles em que o fato de macaco pode ter de substituir o fato de gala e o futebol vistoso. Na verdade, dispenso o futebol espectáculo desde que os três pontos fiquem do nosso lado.

Provavelmente, Beto continuará a ser o dono da baliza, com Esgaio, Coates, Douglas e Jefferson a completar o sector defensivo.

William e Adrien assegurarão as despesas do meio-campo, com Gelson e Campbell nas alas. Bas Dost deverá ser acompanhado por Alan Ruiz ou Bruno César.

 

Fora as dificuldades já enumeradas, jogaremos com o resultado do jogo do Benfica, que joga primeiro e, seja qual for o desfecho da partida, trará sempre uma dose mínima de pressão adicional que, em jogos equilibrados pode ter o seu peso.

 

Espero que entremos bem no jogo, tal como fizemos em Alvalade com o Feirense pois poderemos assim tornar o jogo menos complicado.

 

SPOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Preparar o futuro com garantias para o presente

Com os empréstimos de Palhinha (felizmente regressado), Francisco Geraldes e Gauld esta temporada podemos estar aqui a perpetuar algo que, sendo bom, muito bom mesmo, pode vir a tornar-se um problema a curto prazo.

Acredito que William e Adrien estarão com muita vontade seguir os passos de João Mário e experimentar outros campeonatos. A não inclusão dos três jogadores que referi no plantel desta época atrasa a integração dos mesmos, com vista à sucessão natural dos dois craques do nosso meio-campo.

 

Felizmente, Palhinha está de regresso e fará até final da época o "estágio" que lhe pode permitir atacar a próxima como titular indiscutível, podendo finalmente proporcionar a William o contrato e a experiência que, creio, o luso-angolano tanto espera.

Saber jogar com este timing é saber conjugar expectativas e objectivos com o futuro do nosso clube.

Caso Francisco Geraldes e Ryan Gauld se mantenham fora dos planos, tudo levará a crer que Adrien adiará o "sonho" para que este seja proporcionado a William. Nada contra, até porque Adrien é mesmo o mais difícil de substituir e Elias não é claramente o jogador ideal.

 

Vender William no verão, integrando no plantel Francisco Geraldes e Ryan Gauld permitirá mais uma época de resultados financeiros e segurança na capacidade de lutar por objectivos desportivos.

Ser campeão esta temporada facilitaria ainda mais a integração de todos e retiraria alguma da pressão sobre o rendimento imediato dos nossos jovens.

 

Confio em quem nos dirige para comandar com pinças todos estes processos, pois não podemos desperdiçar o talento dos nossos jovens. E, para além destes, há mais, parte deles estiveram nesta pré-época e, na próxima, voltarão com mais vontade e mais condições de mostrar valor.

 

Sim, porque o que lhes foi oferecido este verão foi um presente envenenado, uma oportunidade limitada.

Com a impossibilidade de atacar a pré-temporada com os melhores, os miúdos foram postos à prova sem a cobertura e segurança necessárias à sua afirmação ou simplesmente a dar nas vistas. Com os campeões da Europa de férias, foram os flops do mercado de transferências a fazer o papel dos melhores jogadores do plantel, e até alguns dos jogadores mais experientes e com qualidade pareceram banais sem o apoio do nosso núcleo duro.

 

Não me esqueço de ver os nossos extremos lançados com um meio-campo composto por Petrovic e Bryan Ruiz ou de Barcos ser a principal referência do ataque, enquanto se resguardava Slimani com vista à sua saída.

Tudo isto prejudicou muito Palhinha, Podence e Iuri, já que Ryan Gauld nem na pré-época teve a oportunidade de jogar (agora, pensando bem, talvez tenha sido o melhor, dadas as circunstâncias).

A pré-temporada serviu para passar um atestado de incompetência aos nossos jovens. Para muitos se alhearem das circunstâncias apontando-lhes o dedo e dizendo que não estavam prontos. Hoje, podiam já ter crescido no lugar de jogadores que não têm correspondido, como por exemplo, Petrovic, Elias, Meli, Markovic, Castaignos ou André.

Sim, todos estes, nem a jogar com os melhores do nosso plantel mostraram valor mas ainda há muito quem seja condescendente com eles e duro com o facto dos "nossos" não terem correspondido em Julho.

 

Não vou dizer que todos deviam regressar agora, até porque nem sempre são benéficas muitas alterações em Janeiro. Palhinha regressou e é natural que Petrovic acabe por sair. Ryan Gauld e André Geraldes foram retirados de Setúbal e, pese embora todos os rumores relativos à dificuldade em se desvincularem dos sadinos, creio que acabarão novamente emprestados, embora não fosse de descartar a sua colocação nos lugares de Meli e João Pereira, até porque Schelotto está lesionado e Esgaio é o único apto para a posição.

Pensar nas palavras com que iniciei este texto pode ser importante para o futuro dos jogadores e do próprio Sporting. Não convém desperdiçar talento, ainda para mais no qual investimos milhões para o potenciar durante o processo formativo.

 

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