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Grande Artista e Goleador

Abraça-me outra vez

Mais um jogo que acabou sem golos sofridos (já são quatro consecutivos em casa, para a Liga) e com Bas Dost a abraçar pessoas.

A confirmar pelo que se passa em campo, não devem faltar afectos no balneário do Sporting. Talvez por isso a expressão "acasalar", usada por Jorge Jesus possa parecer perigosa.

Rúben Ribeiro, ainda agora chegou e já leva efusivos e apertados abraços do nosso matador holandês.

A cega demanda pelo afago vigoroso de Bas Dost não pára e tem tudo para correr bem. Quanto mais lhe procurarem o abraço, mais vezes ele abraçará e, com isso, mais vezes nós nos abraçaremos uns aos outros.

Assim fica mais fácil sermos felizes.

 

A análise ao jogo e ao fim-de-semana leonino fica por aqui.

Hoje é dia de marcar presença no #Sporting160 e espero que todos quantos aqui passam possam ouvir.

Caso não possam ouvir em directo, façam-no após a emissão, no MixcloudMixlriTunes ou em qualquer aplicação de podcast no Android (basta pesquisar por "Sporting160").

Até lá!

 

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Hoje joga o Sporting

É sobretudo em casa que mais se manifestam as dificuldades do Sporting a atacar com qualidade e é por isso que são estes os jogos em que mais temo um resultado negativo. Muito mais nestes, com equipas "pequenas", do que com equipas que podem equilibrar as partidas em termos de domínio territorial e capacidade individual e colectiva.

 

"JJ" chamou Rúben Ribeiro e deixou de fora Iuri Medeiros, cada vez mais em final de linha e com a porta de saída escancarada. Mais ainda vendo que Bryan e Bruno César continuam a ser preferência para as alas, em detrimento do açoriano.

Rúben Ribeiro que pode ser muito importante em jogos como este, onde é necessária alguma capacidade individual para resolver os problemas, coisa que Acuña, Bryan e Bruno César não têm ou, pelo menos, não têm demonstrado.

 

Jesus não vai inventar nem muito menos surpreender. Irá a jogo o onze habitual e logo se vê se Rúben Ribeiro será chamado para se ambientar ao grupo e às dinâmicas da equipa ou para salvar o jogo.

Espero que seja a primeira situação, até porque já temos a nossa dose de jogos salvos e por salvar nos últimos anos. Mais ainda quando jogamos no Estádio José Alvalade.

 

A vitória de ontem do Benfica confirma que a máquina continua bem oleada. Todos sabem bem o que fazer e quando fazer. Estarão na luta até ao fim e podem mesmo ser os mais sérios candidatos ao título.

 

Da nossa parte, teremos de ser extremamente competentes daqui para a frente. Será mais fácil colocar o Porto sobre pressão, mais não seja pela maior instabilidade emocional de uma equipa que precisa deste título como de "pão para a boca" (à nossa semelhança), do que parar a onda vermelha, carregada de malas e favores por cobrar.

Sporting e Porto estão, neste momento, muito mais vulneráveis do que parecem.

Um erro da nossa parte pode ser "a morte do artista" e, em jogos como hoje, não podemos vacilar.

 

Vamos lá mostrar, batalha a batalha, que estamos aí para lutar pelo título até à última jornada.

Eu acredito, até porque me parece que o grupo de trabalho quer muito ser campeão.

Palavra aos artistas.

 

Nota final: sobre o futsal, talvez diga qualquer coisa amanhã, com mais tempo.

 

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Cova da Piedade 1-2 SPORTING CP: Dost in the wind

Tensão inesperada num jogo de Taça que tinha tudo para ser tranquilo.

Foi necessário recorrer à artilharia pesada porque se voltou a montar um onze com demasiados jogadores acomodados, sem "rasgo" e fora de forma.

Bas Dost, que tão bem disposto estava no primeiro tempo (ficou no banco de suplentes) acabou o jogo a pedir explicações aos colegas. Ele precisava de descansar. Não era jogo para ter de ser ele a decidir. Em vez disso, foi obrigado a arregaçar as mangas e resolver o problema que, em campo, outros criaram, frente a um adversário que defendeu em bloco muito baixo, explorando apenas o contra-ataque (estratégia que, por pouco, não lhes deu dois golos ainda antes do intervalo).

O matador holandês trouxe poeira onde, até então, apenas tinha havido vento.

A verdade é que Bruno Fernandes e Bas Dost, apenas dois jogadores, mostraram a toda uma equipa que a atitude não era aquela e que era preciso mais empenho e dedicação para se seguir o caminho da felicidade.

No final, apesar das dificuldades, seguimos em frente e esperamos agora pelo resultado do jogo entre o Moreirense e o Porto para conhecer o adversário das meias-finais.  

Muito tinha eu a dizer sobre o jogo e sobre alguns jogadores e o treinador mas vou optar por digerir isto de outra forma. Pelo menos desta vez, vou deixar assentar a poeira.

 

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Hoje joga o Sporting

CP vs SCP.png

Este é o onze que eu escolheria para a visita de hoje a Setúbal, casa emprestada do Cova da Piedade. Não menosprezando o adversário, o essencial é não alterar em demasia o sector defensivo, por forma a não comprometer o equilíbrio da equipa.

 

Jesus não mexeu demasiado nas opções habituais, onde apenas Gelson e William ficam de fora por gestão, visto que Piccini e Mathieu estão com problemas físicos.

Não há que ser hipócrita. Somos muito melhores que o Cova da Piedade, tanto individual como colectivamente. O essencial é não descurar a entrega, atitude, comprometimento e entreajuda, por forma a equiparar uma equipa que estará hiper-motivada para fazer história, visto que nunca esteve nas meias-finais da taça de Portugal.

 

Espero mesmo ver Palhinha, Podence, Iuri e Doumbia em campo, pois precisam de jogar e ganhar também motivação para o que aí vem a partir de fevereiro. Se algum deles estiver perto de sair, servirá para os ver em acção numa das últimas oportunidades.

Se tivermos a mesma vontade de ganhar que o Cova da Piedade, espera-nos um duplo duelo com Porto ou Moreirense.

 

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SPORTING CP 5-0 Marítimo: Tri-Dost, na noite de Bruno Fernandes

Qualquer jogo que termine com noventa minutos de recuperação activa para o Rui Patrício ou com o Bas Dost a abraçar pessoas tem tudo para ser perfeito.

Para ser perfeito, faltou que Bruno Fernandes ficasse a sorrir no final. Não ficou mas fartou-se de tentar o golo que o faria feliz. Nenhuma das suas "bujardas" entrou mas participou nas jogadas de quatro dos cinco golos da equipa, todos na segunda parte.

 

É bom que um dia de Sporting termine como este terminou. Dois campeões nacionais de marcha atlética (João Vieira - seniores - e Paulo Martins - juniores), vitória no futebol feminino (3-0, frente ao Albergaria), no futsal masculino (3-2, ao Braga), múltiplas vitórias nos escalões de formação, terminando com uma mão cheia de razões para sorrir no Estádio José Alvalade.

Foram todos estes motivos de interesse que fizeram com que tenha tido de puxar dos galões para entreter os putos entre as 15:30h e as 20h. Algo que depois me custou horas extra, entre levar o lixo, por loiça a lavar, roupa a secar e enfrentar um verdadeiro cenário de guerra para arrumar na sala. Devo ter terminado tudo lá para as 2:30h, com jantar pelo meio e a "maldita" hora de deitar os miúdos, que ontem nem foi tão madrasta como é costume.

No que a todos nos interessa...noite de gala em Alvalade, com Bas Dost letal (3 golos em 4 remates), Bruno Fernandes a comandar completamente as operações no ataque e Gelson a servir de abre-latas, após grande passe de Coates, numa jogada que acabaria com o primeiro abraço de Dost.

Convém dizer que, pese embora o domínio quase total do Sporting na primeira parte, o Marítimo não deixou de assustar, obrigando Patrício a fazer a única defesa digna de registo da noite.

 

No segundo tempo, toda a estratégia dos madeirenses caiu por terra com o golo, logo a abrir, de Bryan Ruiz, servido por Bruno Fernandes.

O Sporting adensava o domínio territorial e, ao Marítimo, sobravam umas tentativas de esticar o jogo, que nunca mais aconteceram após o 3-0, mais uma vez saído dos pés de Bruno Fernandes, desta vez para a finalização de Dost.

 

Era noite de nota artística, com jogadas de fino recorte técnico. A equipa não dava sinais de abrandar e o resultado haveria de se avolumar, já com Acuña e Battaglia nos lugares de Bryan e Podence e Iuri no lugar de Gelson.

Ambos os golos que completam a goleada foram concretizados em recargas a remates de Bruno Fernandes defendidos pelo guarda-redes dos insulares. Dost e Acuña, por esta ordem, foram os marcadores de serviço.

Bruno Fernandes é o homem do jogo e tenho a certeza que, caso pudesse, Dost daria um golo dos seus ao internacional português. Merecia-o. Foram os dois melhores em campo.

Durante o primeiro tempo, mesmo que praticamente apenas tenha feito a assistência para o golo inaugural, Gelson Martins faz um jogo excelente na forma como se entregou, como defendeu e como, sem bola, mesmo que nem sempre solicitado, deu opções de passe aos colegas.

Ristovski combinou muito bem com Gelson e mostrou, mais uma vez, capacidade atlética. A definição dos lances nem sempre foi a melhor mas mostrou disponibilidade e capacidade para atacar e regressar depressa ao seu posto. Tem "pace", como se diz lá fora. Falta, no entanto, que seja verdadeiramente colocado à prova defensivamente. Não foi este jogo ainda a demonstrar se, nesse capítulo, está ao nível de Piccini. A verdade é que temos dois óptimos laterais direitos, sendo que Coentrão também fez um excelente jogo, estando de forma determinante ligado ao 3-0.

Coates foi o Patrão da defesa, bem coadjuvado por André Pinto e William já foi mais William do que havia sido há bem pouco tempo. Patrício foi atento espectador.

Podence e Bryan, estivesse o jogo empatado ao intervalo e eram dois sérios candidatos à substituição. O português nunca apareceu no jogo e o capitão da selecção da Costa Rica acabou por marcar o segundo golo do encontro, que atenuou um pouco a sua falta de capacidade física, intensidade e incapacidade nos duelos ofensivos.

Qualquer dos jogadores vindos do banco acrescentou frescura e qualidade ao jogo. Battaglia libertou ainda mais Bruno Fernandes, Acuña entrou a fazer um "cabrito" e "saiu" a marcar o último do jogo e Iuri, desinibido, mostrou que merece mais minutos e se pode contar com ele.

 

Pena que o Porto, depois, tenha conseguido dar a volta a uma primeira parte menos conseguida mas...estamos cá para a luta, a olhar para cima e com um olho em quem vem em baixo (isto é muito importante, ok "mister?").

Venha o Cova da Piedade, num jogo de "mata-mata".

 

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Hoje joga o Sporting

Mathieu é a única ausência de monta na convocatória, que inclui Piccini, em dúvida até à última hora.

Na ausência de Bruno César, castigado, será Iuri Medeiros o provável suplente de serviço, sendo que Palhinha deverá voltar a ficar na bancada.

 

Sobre o jogo. É mais um. Todos serão fundamentais na luta pelo título, todos são finais, todos são de margem de erro nula e enorme pressão.

Há que saber lidar com isso e garantir uma dinâmica ofensiva capaz de desmontar a estratégia defensiva do Marítimo, que é uma das boas equipas do nosso campeonato.

 

Vai ser preciso mais e melhor do que aquilo que se viu na Luz, na jornada passada.

Eu quero o Sporting campeão!

 

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Benfica 1-1 SPORTING CP: A sorte não protege apenas os audazes

Foi com muita sorte que o Sporting saiu ontem do Estádio da Luz com um ponto. Porém, acaba por ficar um amargo de boca por não termos somado os três pontos. tal foi a forma como sobrevivemos 43 minutos do segundo tempo.

Não que o Benfica tenha dado um banho de bola mas, a verdade, é que nos sufocou durante toda a segunda parte.

Ainda assim, fica a mágoa de não termos retribuído a derrota de 2015/16, em jogos algo semelhantes.

 

A primeira parte foi repartida e equilibrada, tanto em domínio e controlo do jogo como em oportunidades de golo criadas.

Gelson abriu o marcador, após uma grande jogada pela esquerda, com Acuña, Bruno Fernandes e Coentrão como protagonistas.

Piccini voltou a mostrar (como tem demonstrado em todos os jogos) uma leitura de jogo perfeita e negou o empate a Jardel, em cima da linha de golo.

Marcos Acuña respondeu de fora da área, para uma grande defesa de Varela e Krovinovic ripostou com uma "bomba" à trave de Rui Patrício, num lance em que os encarnados reclamaram mão, num lance em que a bola vai claramente à cara de Fábio Coentrão.

A última grande oportunidade da primeira parte podia ter-nos levado para o intervalo com uma vantagem de dois golos mas, cara-a-cara com Varela, Gelson atirou por cima e enjeitou a possibilidade de bisar na Luz, algo que desde 2006 ninguém faz (Liédson foi o autor do último bis em casa do Benfica, numa vitória por 1-3).

Ao intervalo, a vantagem do Sporting não deixava de ser justa, por premiar a equipa mais eficaz, em 45 minutos divididos.

 

Não sei o que Jesus disse ao intervalo aos jogadores mas o segundo tempo nada teve de semelhante ao primeiro. Deu a ideia que, tal como na época 2015/16, pediu para defender e gerir o resultado. A (grande) diferença foi que o Sporting vão vencia por três golos ao intervalo mas sim pela margem mínima.

 

A segunda parte trouxe um Benfica mais dominador, mais até pelo domínio territorial que oferecemos ao rival do que por uma capacidade fenomenal do Benfica em recuperar bolas e partir para cima da nossa defesa.

O Sporting abdicava de atacar, oferecia literalmente a bola e remetia-se à defesa, confiando na fiabilidade do quinteto defensivo.

Battaglia fez um jogo péssimo e, aos 60 minutos, era já demasiado evidente (não que não se tivesse notado antes) que o meio-campo do Sporting não conseguia suster a pressão que se agudizava.

O primeiro calafrio da segunda parte vem precisamente ao minuto 60, quando um desvio de Coates quase faz auto-golo. A partir daqui, foram 30 minutos de sofrimento e de sinais claros que desafiavam a sorte.

Na sequência do canto, mais um remate desviado, desta vez por Piccini, quase leva a bola a trair Patrício. Este é o segundo lance que se reclamou penalti e mais um em que nada se verifica. A bola bate na barriga de Piccini mas, mesmo que tivesse ido ao braço, não há qualquer movimento suspeito de aumentar a volumetria do corpo (bem pelo contrário). Mais uma vez bem, tanto o árbitro como o vídeo-árbitro.

O Benfica continuava a não acertar na finalização e mesmo que os remates saíssem todos longe do alvo, o Sporting estava encostado às cordas, muito por culpa própria. Jesus não mexia mas, nesta altura (estávamos nos 66 minutos), se tivesse Palhinha no banco (o médio português foi preterido para a bancada), tenho a certeza que já teria alterado a configuração do meio-campo. Erro crasso, não levar um médio de características mais defensivas para o banco, num jogo em que se sabia que podíamos ter de sofrer para segurar uma vantagem.

 

O Benfica já actuava com dois avançados e o Sporting continuava sem alterar nada, limitando-se a despachar bolas e a defender nas imediações da sua área.

Ao minuto 74 surge o terceiro pedido de penalti na Luz. Este é o único dos três lances relatados até ao momento em que a bola toca efectivamente o braço de um jogador do Sporting mas convém não ignorar a interferência no lance de Raúl Jiménez. O mexicano empurra William Carvalho e é a acção do jogador encarnado que acaba por levar William a tocar a bola com o braço. Mais uma vez, concordo com a decisão da equipa de arbitragem, corroborada pelo vídeo-árbitro que, calculo, fez exactamente a mesma leitura que eu. 

Quinze minutos para o fim, Coates desvia mais uma bola, desta vez quase a "beijar" a barra, William já nem corre, Battaglia continua perdido e Acuña está de rastos. Jesus há muito que já devia ter mexido em algumas destas peças mas, na falta de um elemento válido, prefere deixar como está e acaba por esperar pelos 78 minutos para trocar Bruno César por Acuña. A substituição peca por tardia mas o maior problema mantém-se. O "miolo" não consegue fazer frente à avalanche encarnada, mesmo que esta se revele completamente anárquica, uma vez que também Rafa já estava em campo.

 

O Sporting não queria atacar, num momento em que o Benfica estava desprotegido na retaguarda, jogando com André Almeida a "trinco".

Vitória meteu em campo três homens de ataque e retirou do jogo um central e o médio defensivo. Mostrou coragem e boa leitura do jogo. João Carvalho, acabado de entrar, rematou com perigo a rasar a barra da baliza leonina.

A entrada de Bryan Ruiz (continuo sem perceber como passa de dispensado a uma das principais opções para sair do banco) para o lugar de Gelson (84') é a machadada final em qualquer ambição da nossa parte em "matar o jogo".

Restava sofrer até final, com os jogadores a reagirem como podiam às investidas consecutivas do adversário, que chegava à área sem qualquer dificuldade.

O lance que acaba por dar o empate ao Benfica é totalmente responsabilidade de Rodrigo Battaglia, que já nem devia estar em campo. É ele que deixa Piccini sozinho, frente a dois jogadores encarnados para depois cortar com a mão, no coração da área, um remate de Rafa que ia por cima da barra.

Nem rezar a São Patrício nos valeu. Faltavam os quatro minutos de compensação para o final do encontro, Jesus teve medo de mexer mais e o adversário estava galvanizado.

Jiménez ainda haveria de assustar, num remate acrobático e Coates ainda faria um corte providencial, no último minuto de descontos.

 

O jogo acabou, terminou o sofrimento e um jogo que podíamos ter vencido, mesmo que nem tenhamos merecido o empate. O resultado acaba, de facto, por ser melhor para nós do que para o Benfica mas fica a ideia clara que, com outra abordagem ao segundo tempo e outra intensidade e qualidade de alguns jogadores, poderíamos ter alcançado mais uma vitória sólida no terreno do eterno rival.

A sorte acabou por não durar sempre mas nem foi ela quem nos traiu mas sim um disparate autêntico de Rodrigo Battaglia, que não merece ser crucificado por isto mas deve fazer auto-critica. Já vimos muito melhor do argentino esta época.

 

Como pontos positivos, destaco a actuação do quarteto defensivo, com destaque paraPiccini (sobretudo ele) eCoates, que tiveram muito trabalho com a ala esquerda contrária e souberam quase sempre resolver bem, com a preciosa ajuda deGelson, que nunca negou apoio ao italiano e foi mesmo decisivo no jogo, tal com eu havia previsto ontem.

 

Bruno Fernandes e Bas Dost, que não teve uma única situação de finalização, fizeram o que puderam mas faltou-lhes outro acompanhamento, sobretudo da parte dos homens do meio-campo e de Acuña, que continua a ser um jogador algo inofensivo no ataque, talvez por se esgotar em demasia em outras tarefas, que fazem com que esteja quase sempre em esforço a partir da hora de jogo.

 

Contudo, saímos vivos e estamos na luta, apesar da vitória do Porto na Feira.

Segue-se o Marítimo em casa, antes do embate para a taça de Portugal, no terreno do Cova da Piedade.

 

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Hoje joga o Sporting

É o único jogo que faz parar Portugal, o derby dos derbies, o encontro mais apaixonante.

O dia e a hora não são, sem dúvida, os mais convenientes, por vários factores.

Não é bom para os jogadores, que jogam a uma hora atípica. 

Não é bom para os adeptos, pela hora tardia e por impedir alguns, que morem mais longe, de estar presentes.

Mas também não é bom para o passar da mística aos mais novos, que não serão levados ao estádio, para viver o ambiente de um jogo desta grandeza nem poderão ver o jogo pela TV, por já ser hora de deitar, mais não seja porque têm escola no dia seguinte.

 

No entanto, nenhuma destas condicionantes atenua a paixão, vigor e intensidade com que são vividos estes duelos.

Há muito que já só se pensa no dia de hoje e se anseia que cheguem as 21:30h, para começar a roer as unhas e bater os pés de nervosismo.

À medida que as horas avançam, a ansiedade aumenta.

Muitos agradecerão por poder jantar antes, outros nem comer vão conseguir.

Cada um vive o derby e tudo o que o antecede à sua maneira mas poucos são os que só começam a pensar nele quando a bola rola.

 

Nestes jogos não há favoritos, os momentos de forma de cada equipa pouco importam e nem a valia das equipas ganha jogos antes do apito final.

O Sporting enfrenta este jogo sem derrotas nas competições nacionais, ainda não perdeu para o campeonato e vem numa série de quatro vitórias consecutivas na Liga NOS.

O Benfica atravessa um momento em que, até pela inconsistência dos resultados alcançados, é impossível traçar um padrão. O que é certo é que, na Liga Portuguesa (a única competição em que se mantém) apenas perdeu um encontro, sendo essa derrota que define a diferença entre os dois conjuntos; 3 pontos.

 

Não se iludam aqueles que reconhecem o momento de maior fulgor do leão, em comparação com a águia. O Sporting tem apresentado mais futebol e tem, na minha opinião, mais qualidade mas, num jogo com as características deste, isso pouco vale.

Já se viu como, mesmo apresentando um futebol sem fio de jogo, o Benfica pontuou no Dragão (onde mora o melhor ataque do país), tendo mesmo sido a única equipa que de lá saiu sem sofrer golos, em jogos para o campeonato.

 

No entanto, há factores que podem ser fundamentais para desequilibrar o jogo para algum dos lados. O Sporting tem, a meu ver, o factor anímico do seu lado e joga, numa fase ainda precoce do campeonato, com dois resultados na mira sendo que, obviamente, procurará a vitória.

Ao Benfica, apenas os três pontos interessam sabendo que, um empate, embora não comprometa em definitivo o objectivo dos encarnados, pode atrasar a perseguição para o líder, comprometendo as hipóteses de sucesso no confronto directo com o Sporting.

A ausência de Luisão não é de desprezar e Jesus sabe-o. Fundamental para a coesão defensiva dos encarnados, o "Girafa" é um líder dentro de campo e, muitas vezes, é mais decisivo pela forma como organiza e comenda a defesa do que propriamente pelas suas acções directas no jogo. Prevejo muitas dificuldades no controlo da profundidade e uma linha defensiva mais baixa que o habitual.

O jogo interior do Sporting, forçando diagonais entre os laterais e os centrais pode ser determinante na obtenção de um bom resultado.

Em contraponto e apesar de nunca ter marcado ao Sporting, Jonas é o elemento a anular do lado do Benfica, sendo que Krovinovic pode trazer dificuldades acrescidas ao último reduto leonino. Acho que é do centro do terreno, onde Pizzi parece ter voltado aos bons momentos, que pode vir a maior parte do perigo, pois confio que Coentrão e Piccini sejam eficazes a travar Salvio e Cervi.

 

Jonas é o melhor marcador do campeonato, seguido de Bas Dost, com menos cinco golos.

Pizzi, com cinco assistências, é o mais efectivo a entregar a bola para finalizar e também o jogador em campo que mais vezes coloca a bola a jeito do remate de um colega. Do lado do Sporting é Bruno Fernandes quem mais passes para ocasião oferece (dois por jogo), sendo que divide a liderança das assistências com Marcos Acuña e Daniel Podence (são três assistências para cada um).

Sem surpresa, é Gelson Martins o jogador das duas equipas que mais vezes tenta o drible sendo que, surpreendentemente, é Grimaldo o jogador do Benfica que mais recorre a esta "arma".

Felipe Augusto é o mais faltoso dos dois conjuntos, seguido de William Carvalho. No geral, o Benfica é mais faltoso que o Sporting (258 vs 229 faltas, em 15 jogos) mas, ainda assim, vê menos cartões. Nada que surpreenda.

Coates é o jogador do Sporting com mais acções defensivas por jogo, enquanto que Luisão (ausente da partida de hoje) é o que mais se destaca no adversário.

 

A chave do jogo, a meu ver, será Gelson Martins. Quanto melhor ele se apresentar no capítulo ofensivo, melhores oportunidades criará o Sporting no encontro, sobretudo caso Grimaldo jogue. O espanhol tem grande propensão ofensiva mas é um lateral permeável, sobretudo quando é enfrentado por "dribladores", como é o caso de Gelson. Sabendo nós o "monstro" que Gelson está no capítulo defensivo, espero que acompanhe este parâmetro do jogo com uma exibição ofensivamente de grande nível. Nós agradecemos e Bas Dost também.

 

Espero que o árbitro da partida (Hugo Miguel) não seja condescendente com a habitual agressividade extrema dos jogadores encarnados e que o vídeo-árbitro e os assistentes de campo facilitem a vida ao "juiz", natural de Lisboa.

 

Por fim, um desejo: que às 23:30h eu não consiga deitar-me devido ao entusiasmo e não à desilusão. 

SPOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Belenenses 1-1 SPORTING CP: Braga, aqui vamos nós

"O empate é suficiente para marcar presença na final-four, em Braga e não rejeito o resultado mínimo desde que não seja para ele que a equipa jogue."

 

Parecia eu que estava a adivinhar. Era de prever um daqueles dias em que os serviços mínimos teriam de ser suficientes para não deixar cair um objectivo.

As férias, a falta de treinos, um ou outro excesso da época festiva e a necessidade de recuperar ritmo competitivo "obrigaram" Jesus a usar um onze muito próximo do habitual. A intenção foi clara; garantir um jogo seguro defensivamente, por forma a assegurar a passagem à final-four da taça da Liga mas sempre com o derby em pano de fundo.

Só com os melhores Jesus poderia fazer isto sem colocar em causa a continuidade na Taça da Liga que. mesmo assim, pareceu sempre presa por arames.

 

Ainda assim, o Sporting chegará a Braga com oito golos marcados. Nenhum adversário conseguiu desfeitear Salin ou Patrício, tratando Coates de se enganar na baliza, batendo o nosso campeão europeu no jogo em que igualou o número de jogos de Vítor Damas com a camisola leonina.

 

Safou-se aquela verdadeira "pedrada" de Marcos Acuña, de pé direito, que Coates não nos deixou festejar convenientemente.

O jogo haveria de ter desperdício de ambos os lados, sendo que a oportunidade mais flagrante desperdiçada até pertenceu aos azuis do Restelo.

 

Foi com mais alívio do que satisfação que ouvimos o apito final de João Pinheiro. Objectivo cumprido e olhos no derby.

Já não penso em mais nada.

 

Vídeo realizado por GonzaaL

 

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Hoje joga o Sporting

Jesus não facilita e, como já disse anteriormente, o nosso histórico fora de casa na Taça da Liga não se compadece com facilitismos.

Embora eu optasse por rodar um pouco mais a equipa, mais por receio de lesões ou expulsões do que pelo eventual desgaste que a partida possa provocar, entendo que Jesus meta toda a carne no assador.

A equipa deverá acabar por ser muito próxima da habitual, com Salin na baliza, Bruno César ou Acuña no lugar de Coentrão e Doumbia na frente de ataque.

 

No Restelo fala-se em fazer história mas parece que, para isso, não interessa ter uma boa moldura humana. O preço dos bilhetes é absurdo para qualquer adepto que não possua Bluecard (presumo que a "Gamebox" dos azuis, que permite entrar sem pagar).

Um sócio do Belém pagará 10€ para assistir ao jogo, sendo que os não sócios pagarão 15€ ou 20€ para um jogo da menos prestigiada competição nacional, onde ambas as equipas têm aspirações.

Pedia-se mais respeito pelos adeptos. Não vai ser neste jogo que farão receita.

 

Dentro de campo, não tenho dúvidas que o Belém dará tudo para nos complicar a tarefa.

O Restelo é um campo tradicionalmente difícil e, para a Taça da Liga, na única deslocação a Belém, o Sporting perdeu 3-2 num jogo envolto em polémica, depois de termos estado a vencer 0-2, com um bis de Ryan Gauld. Este foi o ano do "protesto", após a vergonha do atraso do Porto no último jogo da fase de grupos em 2013/14, em que o Sporting alinhou apenas com segundas linhas e jogadores da equipa B.

 

Apesar de tudo, com as principais figuras, não podem haver desculpas para um possível deslize.

O empate é suficiente para marcar presença na final-four, em Braga e não rejeito o resultado mínimo desde que não seja para ele que a equipa jogue.

 

Vamos lá acabar o ano como deve ser, até porque não é tempo de quebrar o entusiasmo dos adeptos nem a moral da equipa. Vem aí um jogo muito importante.

 

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SPORTING CP 6-0 U. Madeira: A goleada que se impunha

Eu já assinaria de cruz um 4-0, se mo apresentassem antes do jogo. 6-0 deverá colocar a questão do goal average definitivamente arrumada, bastando vencer em Belém para carimbar a passagem à final-four, marcada para Braga, daqui a pouco mais de um mês.

 

A vantagem magra ao intervalo obrigou Jesus a agitar as águas para a segunda parte. 

Mathieu marcou o segundo, na sequência de uma bola parada e, ainda antes dos 10 minutos da etapa complementar, Bryan Ruiz e Bruno César deram lugar a Bruno Fernandes e Bas Dost. A partida mudou radicalmente de rumo.

O União passou a estar constantemente sobre pressão e o sufoco foi tal que num quarto de hora o resultado avolumou-se para um tranquilo 4-0, com mais um par de oportunidades desperdiçadas.

 

As situações de finalização sucediam-se em catadupa e foi já com Iuri Medeiros em campo, no lugar de Doumbia (que marcou dois golos à Teo Gutiérrez), que o resultado ganhou outra expressão.

Coates apareceu a finalizar como se de um médio ofensivo se tratasse e o próprio Medeiros fechou a contagem com um golo à sua imagem. Não deixa de ser impressionante como é que, mesmo sabendo aquilo que Iuri vai fazer, se torna tão difícil impedir que o remate saia. No fim de sair, há fortes possibilidades de acabar como acabou; no fundo das redes.

Tenho pena que o golo e os festejos tenham soado a "adeus" em vez de "estou aqui". Veremos o que acontece emjaneiro mas tenho a certeza que, com mais oportunidades,Iuri seria muito importante esta época, sobretudo com tantas competições para disputar.

Objectivo cumprido, é tempo agora para umas mini-férias natalícias, sem tempo para grandes loucuras, já que a fase de grupos desta Taça CTT se decide antes do final do ano.

 

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Hoje joga o Sporting

Se temos aspirações nesta competição, ganhar hoje é obrigatório sendo que, no cenário actual (em que todas as equipas partem para esta jornada com os mesmos pontos), golear seria o ideal.

É que a última jornada é no Restelo e o histórico do Sporting fora, nesta competição, é péssimo (7 vitórias, 3 empates e 7 derrotas).

Mesmo vencendo ambos os jogos, não é certo que passemos às meias-finais, fase da competição onde não marcamos presença desde 2010/2011. Isto porque o primeiro factor de desempate é a diferença de golos e tanto nós como o Marítimo poderíamos assim terminar com sete pontos.

De resto, as combinações que acabam dependentes dos critérios de desempate são tantas que mais vale não facilitar e marcar o máximo possível. Sobretudo hoje, que jogamos em casa, perante um adversário da 2ª Liga.

 

Da minha parte, o interesse na competição será o mesmo de sempre. Não me verão festejar por aí além uma possível vitória mas, se é esse o objectivo (como tem de ser) façamos por isso.

O próximo jogo a doer é apenas em janeiro mas, mesmo assim, eu daria algumas oportunidades hoje.

Que role a bola.

 

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Bas vs Dost

2017/18: 23 Jogos / 1838 Minutos / 41 remates / 16 Golos / 1 golo a cada 115 minutos / 39% de aproveitamento


2016/17: 23 Jogos / 1930 Minutos / 58 remates / 17 Golos / 1 golo a cada 114 minutos / 29% de aproveitamento

 

Por uma questão de rigor, dado que não existem dados estatísticos detalhados nos jogos das taças, não vou incluir os jogos da taça de Portugal e taça da Liga no comparativo.

 

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SPORTING CP 2-0 Portimonense: Vitória justa do melhor Sporting do milénio

Não há registo no passado recente de um Sporting com tantos pontos à 15ª jornada. Os 39 pontos ontem acumulados suplantam os 38 da primeira época de Jesus e, neste milénio, só encontram paralelo no Porto de Mourinho (em duas ocasiões), no Benfica da terceira época de Jesus e no ano do último título do Porto (com Vítor Pereira, que liderava com os mesmos pontos do Benfica).

Apenas três registos suplantam os 39 pontos à 15ª jornada. Jesualdo Ferreira, no seu primeiro ano no Porto (40 pontos), André Villas-Boas (41 pontos, em 10/11) e Jorge Jesus, no último ano na Luz (40 pontos).

Nestes sete casos, apenas por uma vez o líder não foi campeão, sendo que nas duas vezes em que anteriormente acumulou 39 pontos à 15ª jornada, Jesus nunca foi campeão, perdendo dois campeonatos para o Porto de Vítor Pereira.

Por tudo isto e muito mais, nada está ganho mas, inequivocamente, estamos no bom caminho, trilhando o percurso dos campeões.

O jogo de ontem não encerra dúvidas quanto à justiça do vencedor e os números, por culpa própria, pecam por escassos.

O Portimonense não fez um remate enquadrado com perigo e o lance mais perigoso foi aquele em que Nakajima apareceu cara-a-cara com Rui Patrício. A bola saiu ao lado, muito pela rápida acção do "Marrazes", que tirou espaço e tempo para o japonês decidir e executar com qualidade.

 

Ao intervalo, um resultado justo teria de ter dois golos de diferença no marcador. Não teve por culpa própria, mesmo que tenhamos apresentado um nível muito elevado, com muita raça, entrega, grande capacidade para recuperar bolas e agressividade ofensiva assinalável, muito por culpa do trio Fernandes, Gelson, Podence.

Acuña esteve muito apagado e continuo a achar que em vez de traçar o destino de Iuri ele já podia ter tido mais oportunidades, Quem sabe, não estaria mais empenhado (partindo do pressuposto que é a falta de empenho o principal motivo de uma eventual dispensa) por se sentir importante.

João Capela e os seus assistentes trataram de não estragar a eficácia de Bas Dost na finalização, ao anular dois lances em que o holandês esteve perdulário.

O intervalo chegou com uma sensação mista entre satisfação com o banquete mas pena por não ser mais abundante.

 

O segundo tempo começa com (mais) uma jogada fantástica entre Gelson e Podence, que o primeiro concluiu para fora a passe do segundo, que em pouco mais de uma hora em campo fez cinco passes para finalização, incluindo o que deu a Bruno Fernandes a possibilidade de abrir o marcador.

Poucos minutos volvidos e foi Gelson a servir Bruno Fernandes para o segundo golo do jogo, que haveria de ser obtido por Bas Dost, que aproveitou a bola vinda do ex-jogador da Sampdoria.

Frieza de matador, rugido de leão e o jogo parecia estar finalmente resolvido, até porque os de Portimão já jogavam com apenas dez homens, fruto da expulsão acertada de Hackman.

Tempo para o desperdício, muito por parte de Gelson Martins, que demonstrou algumas dificuldades em definir os lances e levou Jesus ao desespero num lance de laboratório que não deu em golo quando o Sporting tinha quatro opções de finalização na pequena área.

 

No final, três pontos fundamentais para manter a equipa no topo da classificação e alimentar a esperança no título.

 

Nota para Gelson e Podence, lembrando que ambos têm apenas 22 anos. Qualquer dos dois tem uma qualidade e potencial indesmentível. Mas tão rápido estão a deslumbrar o Mundo como, no momento seguinte, nos recordam que têm muito a melhorar e que talvez seja por isso que ainda estão por cá. 

Não sabemos se atingirão um dia a excelência e se encherão os cofres do Clube mas sabemos que têm qualidade mais do que suficiente para ajudar o Sporting a atingir os seus objectivos, continuando a crescer por cá. 

Ambos têm pontos a melhorar, ambos têm qualidades únicas, ambos são nossos e há por aí muitos clubes que gostavam de contar ou conseguir formar alguns como eles.

Tenhamos paciência com eles. Não vão acertar sempre mas vão acertar cada vez mais, sabendo que estão ao mesmo tempo a incorporar capacidades defensivas e de posicionamento e comportamento em campo que, de tão exigentes, nem sempre deixam o discernimento no ponto certo para definir bem os lances.

Terei sempre um orgulho enorme em ambos (mais ainda por saber que são "nossos") e defenderei sempre cada um que saia da nossa Academia, mais não seja por saber que terão sempre de provar algo mais do que os que vêm de fora.

Gelson Podence.png

Termino com mais um louvor a Cristiano Piccini. Que três milhões tão bem gastos!

 

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Cova da Piedade no caminho para o Jamor

Este era o meu palpite, só que achava que jogaríamos em casa. Mais uma vez, não nos podemos queixar da sorte, que nos colocou no caminho um adversário acessível, de um escalão inferior.

 

Fiquem com o sorteio completo:

1/4 Final

Cova da Piedade vs SPORTING CP
Moreirense vs FC Porto
Caldas / Académica vs Farense
Rio Ave vs Desp. Aves

1/2 Final (a duas mãos, sendo a primeira em Moreira de Cónegos ou no Dragão)

Rio Ave / Desp. Aves vs Caldas / Académica / Farense
Moreirense / FC Porto vs Cova da Piedade / SPORTING CP

 

Até no emparelhamento das meias-finais as coisas correram como eu gostava, sendo que prefiro uma eventual disputa com o Porto a duas mãos do que em apenas um jogo.

Para já, venha o União da Madeira, depois de amanhã, para a Taça da Liga.

 

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Hoje joga o Sporting

É redundante dizer que o jogo de hoje é importantíssimo, decisivo ou determinante. Todos são e não há forma de fugir a isso.

Sabendo nós aquilo que tem sido um passado recente com ausência de conquistas e várias épocas de "quase", é inevitável que olhemos para cada jogo como determinante na luta pelo título.

Não podemos falhar. Teremos de vacilar menos que os rivais e, para isso, temos de vencer.

 

O Portimonense é uma das boas equipas da nossa Liga. Os algarvios deram a Vítor Oliveira um projecto de 1ª Liga e não um bilhete de ida e volta, rumo ao escalão de onde vieram.

A capacidade financeira e a facilidade em apetrechar a equipa graças a Theodoro Fonseca, empresário brasileiro (representante de Hulk) e investidor na SAD do Portimonense permitiu à equipa do experiente Vítor Oliveira juntar um grupo de qualidade, jovem e ambicioso.

Jogadores como Paulinho, Fabrício, Nakajima, Dener, Pedro Sá ou Possignolo, aliados à experiência de Ricardo Pessoa, Rúben Fernandes e Ricardo Ferreira dão ao treinador português garantias de poder jogar bom futebol, não esquecendo o quão importante tem sido Oriol Rosell, jogador emprestado pelo Sporting e um verdadeiro pêndulo defensivo com capacidade para construir e dar jogo de qualidade aos mais criativos.

 

Rosell não poderá ser utilizado hoje e o quinto melhor ataque da Liga apresentar-se-á em Alvalade desfalcado de um jogador importante mas certamente hiper-motivado a fazer aquilo que já fez no Dragão; complicar a vida a um grande. Recordo que dos sete golos sofridos pelos dragões nas competições nacionais, quatro foram marcados pelo Portimonense, que colocou à prova a defesa menos batida de Portugal.

No entanto, no pólo oposto, aparece alguma permeabilidade defensiva, resultante de uma equipa que nem sempre consegue balancear a capacidade ofensiva com a segurança defensiva.

O Portimonense é um dos melhores ataque da Liga mas também uma das piores defesas. Apenas quatro equipas sofrem mais golos no nosso campeonato e é em fazer abanar a estrutura defensiva dos algarvios que acho que Jesus centrou a estratégia para este jogo.

Um jogador como Daniel Podence será fundamental para forçar a entrada no último terço dos de Portimão, talvez até partindo das alas, que é onde acho que mais rende.

 

Na Liga o Portimonense ainda não venceu fora mas não perde à três saídas consecutivas, sendo que apenas não marcou golos em Vila do Conde e no Estoril.

Há que estar atento, fazer um jogo defensivamente irrepreensível, vigiar Paulinho e ser agressivo na recuperação da bola e consequente ataque à baliza de Ricardo Ferreira, um guarda-redes algo inseguro e talvez um dos pontos mais débeis deste Portimonense.

 

Sendo que jogamos antes dos rivais, há que ganhar e colocar pressão sobre eles.

Vamos, Sporting!

 

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Uma quarta-feira perfeita

Jesus apresentou um onze quase totalmente diferente do que defrontou o Boavista e apenas Bruno César repetiu a titularidade, embora à esquerda, ao contrário do que tinha acontecido no fim-de-semana.

A equipa demorou a encontrar-se e a primeira parte viveu de fogachos, sendo que os mais contundentes vieram dos pés de Iuri Medeiros (que, mesmo assim, não fez metade do que sabe), sempre ajudado por Ristovski.

Acabou por ser Alan Ruiz (que continua a irritar toda a nação leonina) a descobrir o homónimo Bryan no coração da área, que desviou para defesa difícil do guardião de Vila Verde. A bola ficou a centímetros da linha de baliza, à mercê de Doumbia, que encostou para o 1-0 mesmo em cima do intervalo.

Importa realçar que o Vilaverdense ainda conseguiu esticar o jogo e visar a baliza de Salin um par de vezes, algo que não voltou a acontecer durante os segundos 45 minutos.

 

À hora de jogo Jesus tirou a dupla de "Ruizes" e a coisa começou a ganhar jeitos de goleada, com perfume de bom futebol, sobretudo graças a Gelson Martins (entrou junto com Daniel Podence), que fez aquilo que fazem os grandes jogadores. Não olhou para o adversário, respeitou-o e tratou de marcar as reais diferenças entre ambos os conjuntos. Quatro minutos volvidos e à segunda bola de golo oferecida aos colegas, Doumbia bisa, numa jogada que começa em Podence.

Outra vez Gelson. Bola em Ristovski e hat-trick de Doumbia, que haveria de assistir Gelson para o fecho de contas, após uma "cavalgada" que vincou bem a diferença de andamento entre os dois conjuntos.

Houve festa da Taça mas não houve tomba-gigantes. O Sporting segue para os quartos-de-final, ao contrário do Benfica, que tratou de nos dar a última alegria da noite, graças à eliminação aos pés do Rio Ave, com o nosso Chico em bom plano.

Com dois jogos por realizar, são já conhecidos cinco dos possíveis adversários: Rio Ave, Moreirense, Desp. Aves, Cova da Piedade e Farense.

 

Mas o Sporting não é só futebol e em Braga jogavam-se hoje dois jogos também importantes.

No Pavilhão Flávio Sá Leite, casa do ABC, o Sporting apresentava-se com a certeza que pelo menos um dos rivais directos perderia pontos.

O Sporting derrotou os bracarenses por contundentes 25-33, enquanto que o Porto derrotou, também de forma confortável, o Benfica (30-23).

Assim sendo, o Sporting assume a liderança isolada, com Porto e Benfica a dois pontos de distância.

 

Também em Braga mas com stick e patins, a equipa de Paulo Freitas derrotou sem grandes sobressaltos o Hóquei Clube de Braga.

O resultado final cifrou-se em 2-6, sendo que o Sporting beneficiou da derrota do Porto em Barcelos (3-2) e do empate da Oliveirense em Viana do Castelo (4-4).

A liderança é agora repartida apenas com o Benfica, que também venceu mas ocupa a segunda posição dada a menor diferença entre os golos marcados e sofridos. O Sporting continua a ser, de longe, a melhor defesa da prova, com apenas oito golos sofridos em outros tantos jogos.

 

Para o quadro de resultados do dia ficar completo, realço a vitória dos juvenis B em andebol, na recepção ao Colégio São João de Brito (27-22), enquanto que a equipa de seniores B de hóquei em patins perdeu em Alverca com o Alenquer e Benfica por 2-3, em jogo antecipado da jornada 7.

A equipa B de pool português, derrotou em casa o SS CGD por 9-4 e aproxima-se assim da liderança da zona sul da 2ª divisão. 

No primeiro evento de ontem, os sub-12 venceram, na Malásia, o FF South Australia por 4-0. Depois, João Vital não foi além de um 32º lugar nos 400m livres dos Europeus de piscina curta, a disputar em Copenhaga.

 

Hoje, de manhã, entram em acção Alexis Santos, nos 200m livres e João Vital, desta vez os 400m estilos e à hora de almoço é a vez da equipa de futebol de praia se estrear no Mundialito de Clubes, frente ao Lokomotiv Moscow, no Brasil.

 

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Agenda Leonina (4ª feira)

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