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Grande Artista e Goleador

Vitória SC 0-5 SPORTING CP: 5*estrelas

Era tão bom que fosse sempre assim.

Nem falo do resultado. Dias há em que a eficácia não está ao nível da de ontem.

O Sporting foi intenso, mandão, apresentou qualidade e concretizou as oportunidades que criou e até algumas que nem criou mas que foram fruto da inspiração e qualidade individual de alguns intérpretes.

 

Por falar em intérpretes...

Bruno Fernandes foi o homem do jogo. Não apenas pelos dois golaços mas pelo que oferece à equipa, não só no momento ofensivo. Reparte o trabalho defensivo com Adrien (facto que até permitiu ao capitão soltar-se mais ofensivamente) e acrescenta ofensivamente uma qualidade que poucos jogadores no nosso plantel podem oferecer.

A capacidade de ler o jogo e o fino recorte técnico de Fernandes são de tal forma determinantes que, num dia bom, arrisca-se sempre a fazer um golo.

 

Bas Dost voltou à eficácia habitual, a defesa esteve intransponível e os vimaranenses praticamente nem assustaram Rui Patrício (mesmo que ele nos tenha assustado a nós).

Por falar em defesa, Fábio Coentrão, caso evite os problemas físicos, promete ser um dos jogadores do campeonato e, assim, o Mundial pode ser uma realidade para o jogador emprestado pelo Real Madrid.

 

Hoje só há coisas boas a dizer. A exibição foi de grande qualidade, quase perfeita. Um regalo que até deu para Iuri entrar desinibido e pronto a colocar toda a sua qualidade em prol do colectivo. Assistiu Adrien para o último golo do jogo, podia ter marcado e revelou um sentido colectivo que só lhe era desconhecido pelos que nunca o acompanharam.

 

Tempo de focar no próximo objectivo, um dos mais importantes da temporada. Apenas o Steaua (que ganhou com dificuldade no fim-de-semana) está no nosso caminho para a fase de grupos da Liga dos Campeões e, a jogar assim, acredito que teremos mais 6 jogos de grande exigência na Liga milionária, onde o mais certo é que integremos o pote 4, apanhando assim todos os favoritos e um grupo semelhante ao da temporada passada.

 

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Hoje joga o Sporting

Porque acumular 3 pontos a cada jogo é o nosso objectivo, nada menos se pode pedir hoje que uma vitória.

Porque não há melhor forma de elevar a moral e evitar levar fantasmas para Bucareste, nada menos se pode pedir que uma vitória.

Com sofrimento, folgada, com ou sem nota artística. Apenas uma vitória.

Porque o Vitória SC é bem mais do nosso nível que o Steaua de Bucareste e porque em sua casa são fortíssimos.

 

Jesus já disse que William está "out" (o estrangeirismo não podia vir mais a calhar) e, sem o Sir, já se sabe que são diferentes as dinâmicas do meio-campo.

O Vitória tem uma equipa de vertigem ofensiva. Ataca rápido e, em dois ou três toques, coloca-se no último reduto dos adversários.

Hurtado, Raphinha e Celis são perigosos e os laterais várias vezes se projectam no ataque.

 

A forma por vezes menos objectiva como Battaglia sai para o ataque levar-me-ia a ponderar recuar Adrien Silva, aproveitando uma química que me parece maior com Bruno Fernandes, que seria o segundo homem do meio-campo.

Acuña, embora médio ala esquerdo, ficaria encarregue de equilibrar a equipa a meio campo em situação defensiva, deixando os desequilíbrios ofensivos mais a cargo de Gelson e articulando as despesas do ataque com Jonathan pela esquerda.

Doumbia daria outra capacidade de explorar o espaço nas costas dos laterais e tem maior apetência para triangular de costas para a baliza. 

Vai ser necessário pressionar o Vitória à saída do seu meio campo e, por vezes, à saída da sua área.

Mathieu e Coates já mostraram que articulam uma defesa sólida e Piccini, embora não entusiasme ofensivamente, parece seguro a defender.

 

Esta seria a minha equipa para ganhar no "castelo":

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SPORTING CP 0-0 FCSB: Faltou qualidade e ambição ao leão

De há uns anos para cá que nos "vendem" a imagem de um Sporting ambicioso, rigoroso e exigente.

Os Sportinguistas, de um modo geral têm ajustado os seus parâmetros de exigência para um nível mais elevado. O fraco nível de exigência a que nos tínhamos habituado advinha, naturalmente, do baixo nível de exigência que as anteriores direcções colocavam no seu próprio trabalho e no trabalho dos que serviram o Clube, nas mais variadas funções.

Nós, acredito que mais como mecanismo de defesa do que como forma de estar, moderámos também o nosso nível de exigência para atenuar os níveis de frustração.

Foi isso que manteve a paixão acesa e que permite ao Clube continuar a crescer em apoio, mesmo sem um suporte de sucesso desportivo no futebol.

 

Bruno de Carvalho sempre nos pediu exigência. Exigência que fomos trabalhando ao longo dos dois primeiros anos de mandato, em que tivemos de viver com uma realidade diferente da actual e onde, mesmo assim, conseguimos equilibrar o nível real da nossa "estrutura" com resultados mais ou menos de acordo com a exigência pedida.

A primeira época de Jesus veio colocar a exigência no máximo. Verificámos que era possível voltar a lutar pelo título (pese embora algumas "particularidades" do futebol português) e que, com um treinador do nível de Jesus, podíamos esperar o máximo.

Ora, se podemos esperar o máximo, temos de exigir o máximo. Este ano, após um ano mau, o mínimo que podemos exigir é o máximo.

 

O início de 2015/2016 também não foi famoso e depois embalámos para uma excelente época mas, se nesse ano começámos embalados pela conquista de uma Supertaça e com a atenuante de termos sido eliminados da fase de grupos da Champions com um verdadeiro roubo, este ano começamos com o espectro da temporada passada totalmente falhada e com uma abordagem ao playoff da Champions onde somos claramente favoritos (ao contrário do que aconteceu há dois anos).

 

A nota introdutória é longa mas necessária, até porque nem vou falar muito do jogo propriamente dito. 

Jorge Jesus começou na antevisão do jogo a fazer o oposto daquilo que nos têm exigido. Colocou a exigência em níveis pouco aceitáveis, relembrando que somos o "cinquenta e três" da Europa (por culpa dele, faltou dizer). 

Avançando já para o final do jogo, voltou a chutar a exigência para canto, dizendo que o Steaua é do nosso nível e que o Sporting jogou muito bem.

Reparem os menos atentos que, independentemente do resultado, rara é a vez que o Sporting de Jesus não joga muito bem (nas palavras do próprio), mesmo que a maioria dos adeptos vejam que não jogámos um peido.

 

Dica, o treinador do Steaua, disse que viu o jogo com o Vitória FC. Jesus fez-lhe a vontade e apresentou exactamente a mesma equipa, com a excepção de Coentrão, cuja entrada parece ter sido fruto da "pressão" externa, ocasionada pelas palavras do próprio Jesus, que mais uma vez meteu os pés pelas mãos na véspera do encontro.

 

Ficou evidente para qualquer adepto de futebol com uma cultura média do jogo que o Steaua não só não está ao nível do Sporting como deve aproximar-se do nível do nosso anterior adversário e da maioria das equipas que defrontamos na nossa Liga e a quem temos sempre obrigação de vencer.

O Steaua empatou em Alvalade porque o Sporting foi pouco ambicioso, pouco acutilante e demonstrou pouca qualidade, relativamente àquela que deveria apresentar e que facilmente reflectiria a diferença entre ambos os conjuntos.

Empatámos em casa como às vezes nos colocamos a jeito de empatar com o Paços de Ferreira, o Rio Ave ou o Nacional da Madeira.

No final, acabo por ter de concordar com Jesus: o Steaua está ao nosso nível. Ou esteve, pelo menos no jogo de ontem.

 

Se este é o nível de exigência que Jesus coloca a si próprio e aos seus jogadores (bem diferente daquele que coloca nos adeptos, que já criticou esta temporada), digo já que não é esse o nível de exigência que eu coloco sobre ele e os plantéis que o próprio construiu graças a muito dinheiro investido.

Bruno de Carvalho deve exigir mais ao funcionário Jorge Jesus.

Jorge Jesus deve mostrar maior respeito pela inteligência dos adeptos do Sporting, que não comem gelados com a testa nem papam conversa para boi dormir.

 

Com esta brincadeira, o Sporting, que podia estar completamente focado no jogo de Guimarães caso tivesse deixado os romenos a dançar um Manele (curioso, o nome desta dança cigana romena), vai ter de encarar o Vitória SC com os olhos em Bucareste, onde poderia ir tranquilo, apenas para gerir a eliminatória.

 

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Hoje joga o Sporting

Hoje ouvir-se-á o hino da Champions em Alvalade. O Sporting recebe o Steaua de Bucareste e, não mintamos, é favorito a ganhar e a passar a eliminatória.

Pouco me importa o ranking, os valores em prémio oferecidos aos adversários ou o estado do relvado para a semana, em Bucareste.

 

Hoje jogamos em casa, o relvado é bom e, nas bancadas, estará casa cheia para apoiar, rumo a mais uma fase de grupos da Liga milionária.

Não há desculpas nem condicionantes de maior. Será a nossa qualidade, frente à qualidade dos romenos e não tenho dúvidas que somos melhores e mais capazes. É demonstrá-lo em campo e mostrar, já hoje, quais são as reais hipóteses de cada equipa marcar presença na fase de grupos.

 

O Steaua, liderado pelo romeno Nicolae Dica, apresentar-se-á no José Alvalade com um habitual esquema em 4-2-3-1.

Dica não tem grande experiência como treinador. Após ter sido adjunto do Steaua, entre as temporadas 14/15 e 15/16, liderou a equipa num jogo (que empatou), como treinador interino e depois saiu para se iniciar como técnico principal do modesto FC Arges, do terceiro escalão romeno, onde terminou a temporada 15/16 e levou a equipa à segunda Liga em 16/17.

Assinou este ano pelo Steaua, de forma aparentemente surpreendente.

 

O poderio financeiro dos romenos está perfeitamente reflectido na sua capacidade para abordar o mercado e não nos prémios de jogo oferecidos pelo seu presidente aos jogadores que, naturalmente, adviriam do prémio de entrada na fase de grupos.

O Steaua apenas comprou aos rivais do campeonato romeno e, entre algumas contratações a custo zero, gastou pouco mais de 4 milhões de euros para se reforçar para esta temporada (metade de um Bruno Fernandes).

 

Os romenos, em oito jogos esta temporada, não estabilizaram ainda um onze base e Dica tem alterado muitas vezes a equipa titular, inclusive utilizando jogadores em vários sectores do terreno.

Denis Alibec, avançado romeno e Florin Tanase, jovem promessa também da Roménia são os jogadores mais talentosos mas há que ter atenção também ao experiente médio português, Filipe Teixeira, ao avançado Harlem Gnohéré e à capacidade de bater bolas paradas do defesa central, Mihai Balasa.

 

Há um padrão nas performances de toda esta temporada. O Steaua é forte fora de casa e inconsistente em casa. Fora, venceu os três encontros disputados e, em casa, empatou quatro dos cinco jogos realizados.

 

O resto terá de ser a nossa qualidade a marcar a diferença. Um bom resultado hoje (3-0, por exemplo) arruma praticamente a eliminatória.

Força, Sporting!

 

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Hoje joga o Sporting

O Vitória sadino apresenta-se em Alvalade após um empate na ronda inaugural, em casa, frente ao Moreirense.

Vasco Fernandes, defesa central expulso na 1ª jornada do campeonato, será baixa para José Couceiro que deverá chamar Pedro Pinto para o seu lugar.

 

O Sporting é favoritíssimo para o encontro de hoje à noite e até a história mostra isso mesmo. Vencemos os últimos seis jogos para o campeonato em casa e nos últimos quatro jogos para o campeonato (em casa e fora) o "score" é de 16-0.

 

Apesar dos rumores sobre as saídas de William e/ou Adrien, confio que ambos estarão no "onze" e que Jesus apresentará a melhor equipa à sua disposição. Visto que William se encontra castigado para a Champions, menos sentido ainda faria que não fosse utilizado por causa de uma possível futura transferência, a menos que o comprador já tenha pagado a cláusula de rescisão do luso-angolano.

 

Teorias à parte (para já ainda ninguém saiu), o Sporting tem mais do que obrigação de vencer este Vitória e, na minha opinião, a lateral direita dos sadinos é o flanco a explorar. Acuña deverá estar em grande destaque e aposto que Bas Dost voltará aos golos.

Ainda assim, percebe-se que Jesus teste a equipa sem William, visto que estará inapto para defrontar o Steaua. No entanto, na minha opinião, a sua influência na equipa desaconselha mais uma invenção de Jesus, sobretudo quando não se podem perder pontos, muito menos em casa.

 

Talvez Podence jogue de início, num encontro onde acho que seria importante dar confiança a Iuri Medeiros, embora desconfie que Jesus voltará a deixá-lo na bancada.

Seja como for, é para vencer e convencer.

Na terça-feira estarei em Alvalade para o jogo da Champions, frente a mais um adversário perfeitamente ao nosso alcance que, embora anseie por voltar à Champions, voltou a mostrar o que realmente vale ao empatar em casa com o 10º classificado do campeonato romeno.

 

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Desp. Aves 0-2 SPORTING CP: Que seja a primeira de muitas

O essencial foi feito. É sempre bom entrar a ganhar, melhor ainda se for sem sofrer golos.

O jogo esteve longe de ser brilhante da nossa parte. Fomos competentes e, felizmente, isso foi suficiente perante um Aves pouco acutilante mas que chegou a causar algum perigo, resolvido pela linha defensiva e, em última instância, por Rui Patrício com uma grande defesa.

 

A primeira parte foi fraca. Salvaram-se Acuña, Gelson e um ou outro pormenor aqui e ali. William fez praticamente tudo bem, só que faltou alguma continuidade aos lances que tão bem conduziu.

 

A entrada na segunda parte também não foi tão afirmativa quanto eu esperava. O Aves entrou mesmo melhor no reatamento da partida e só depois de passados os primeiros dez minutos o Sporting tentou pegar na partida. Isto pese embora o remate de Acuña à trave, logo aos dois minutos.

As entradas de Podence e Battaglia refrescaram e deram novo alento à equipa e, agora sim, parece que temos um banco mais consistente no que diz respeito a acrescentar algo a meio-campo. Battaglia não faz tudo bem mas é um poço de força e disponibilidade. Podence fez o que se lhe pedia e agitou o jogo, embora pouco acompanhado pelos restantes elementos em campo.

Acuña ainda desperdiçou mais um lance de golo mas Gelson acabaria por bisar e estabelecer alguma tranquilidade nas nossas mentes, antes de Acuña desperdiçar mais um golo feito, que poderia ter dado o 0-3 e também alguma injustiça no marcador.

 

Pese embora alguns erros, gostei de Piccini, sobretudo na segunda parte e, ao contrário da maioria, continuo a ver mais coisas prometedoras do que dignas de desconfiança.

Coentrão, mesmo comedido, mostrou um nível a que não estávamos habituados num lateral esquerdo que equipasse de verde-e-branco. Basta comprar uma bruxa para o cacifo, que lhe afaste o mau olhado e temos um problema (bem) resolvido.

Bas Dost nem se viu e mesmo assim ganhámos 2-0. Quando dermos por ele as coisas só tenderão a melhorar e isso é bom...muito bom.

Gelson foi o MVP e mostrou porque, apesar de não acertar dez cruzamentos em outras tantas tentativas é o melhor extremo do Sporting. Para começar, dois golos não está nada mal. Aposto que vai voltar a ser o nosso melhor assistente e que este ano atingirá a fasquia dos dez golos.

Acuña merecia um golo e deve-o talvez à ansiedade de tanto o procurar. Com mais calma, vai aparecer.

 

Não percebi a entrada do Jonathan mas...tudo bem.

 

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Hoje joga o Sporting

É um #DiaDeSporting com mais do que a nossa estreia para a Liga NOS, na Vila das Aves.

 

Logo de manhã (11:15h), a equipa B debuta na Ledman LigaPro com um plantel mais de acordo com aquilo que me parece que deve ser o da nossa equipa secundária. Estou muito curioso para ver aquilo que apresenta Luís Martins no primeiro jogo da temporada, na Covilhã, num encontro com transmissão em directo na SportTV1.

 

Ao meio dia partem para a estrada os ciclistas do pelotão da Volta a Portugal, onde o Sporting / Tavira segue no 2º lugar da geral colectiva e individual. Alejandro Marque segue atrás de Raul Alarcón, a apenas 6 segundos de distância. Rinaldo Nocentini é 4º, a 16 segundos e mostra que o Sporting tem já os dois ciclistas com maior capacidade para lutar pela geral em posição privilegiada para o fazer.

A etapa terminará em Castelo Branco, pouco depois das 17 horas (transmissão em directo na RTP1) e os ciclistas passarão por localidades como Reguengos de Monsaraz (de onde parte a etapa), Vila Viçosa, Monforte, Portalegre, Castelo de Vide, Nisa ou Vila Velha de Ródão, onde se esperam muitos cachecóis verdes-e-brancos no apoio aos nossos.

 

Ao final da tarde (18:00h), sairei ligeiro da praia para observar com atenção a estreia da equipa principal de futebol na Liga NOS.

Jorge Jesus apresentará o seu primeiro "onze" da temporada, sendo certo que Alan Ruiz, lesionado, não fará parte das contas.

Todos sabemos como é fundamental entrar bem, mais ainda quando a época parece ser mais um tudo ou nada, com um forte investimento no plantel e a cabeça do treinador a prémio, após uma temporada onde nenhum dos objectivos foi atingido.

Sem perder ainda nenhum dos jogadores fundamentais e com algumas posições claramente reforçadas em qualidade e quantidade, o "Mestre da Táctica" tem hoje uma margem de manobra reduzida. Só a vitória interessa e esperemos que à primeira se sigam muitas mais, as suficientes para quebrar o jejum que devia ter acabado na temporada 2015/2016.

É pouco provável que Jesus nos surpreenda no "onze" e espero o quarteto "preferido" do técnico à frente de Rui Patrício, com William e Bruno Fernandes no meio e Gelson, Acuña, Podence e Bas Dost com as principais tarefas ofensivas.

O jogo é transmitido em directo pela SportTV1.

 

Que seja mais um grande dia, onde certamente os Sportinguistas não faltarão à "chamada".

 

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Hoje joga o Sporting

 

Malta, estou de férias e não me levem a mal que não tenha conseguido compilar a Agenda Leonina. Aviso desde já que poderá voltar a acontecer nas próximas duas semanas. É chato, inclusive para mim, que acabo por não acompanhar tudo o que gostava, mas também mereço algum descanso.

 

Hoje, antes de partir para o sul do país, lá estarei para dar a minha força aos nossos rapazes no último jogo a feijões, que se quer que seja como se fosse a doer, mais não seja para levantar a moral depois do que se viu a meio da semana.

 

Não sei se Mathieu e Piccini estarão recuperados mas presumo que sim. As lesões eram menores e não passam de mazelas normais em períodos como as pré-temporadas. Até pela competência do nosso departamento médico, tenho quase a certeza que ambos jogarão.

Coates estará fora do encontro mas, felizmente, regressará para o primeiro jogo do campeonato, no dia 6, na Vila das Aves.

Pelo simbolismo, o Troféu 5 Violinos tem a sua carga competitiva. Não há melhor forma de homenagear quem ganhou tudo do que com vitórias. Até ver, temos o pleno. Convém não errar nenhuma nota nem falhar na leitura da partitura. 

Que a música saia afinada e que, no fim, todos aplaudamos de pé. É o que se quer.

 

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SPORTING CP 0-3 Vitória SC: O que nasce torto...

Um jogo de preparação marcado à pressa, uma convocatória feita como foi possível, um onze que, disse o próprio Jorge Jesus, foi inventado.

A receita perfeita para um mau teste e para 90 minutos dispensáveis em plena recta final da pré-época.

Como se não bastasse, uma expulsão do nosso melhor central, que arrisca falhar a primeira jornada do campeonato.

 

Caso para se dizer que mais valia que tivéssemos ficado em Lisboa. As pessoas que estiveram em Rio Maior, terão achado o mesmo...ou talvez não.

E digo que "talvez não" porque, no meio do caos táctico promovido pelo nosso treinador, que resolveu inventar quando se pedia que se simplificasse face às ausências forçadas e promovidas, acabaram por sobressair algumas notas de destaque e bons indicadores.

 

Contudo, não me vou alongar mais. Não há grandes ilações a retirar de um jogo em que Bruno César é lateral direito e o trio de centrais é formado por Coates, Tobias e Petrovic. Juntamos a isto o facto de termos promovido o "emburrecimento táctico" de Jonathan, que foi para a Argentina "desaprender" o que cá lhe tinham ensinado e temos todos os ingredientes para que as coisas possam correr mal.

 

Sábado há novo teste, o último antes da estreia na Liga com o Aves. Basta que Jesus não invente e certamente correrá melhor.

#EuVouLáEstar

 

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Hoje joga o Sporting

Oportunidade para os ribatejanos verem ao vivo o nosso Sporting. Estou pela zona mas não irei a Rio Maior assistir ao encontro com o Vitória Sport Clube.

Entusiasmam-me mais os embates com equipas nacionais mas tenho saudades de Alvalade. Por isso, trocarei o jogo de hoje por uma deslocação a casa no próximo sábado, antes de partir para férias.

 

Os de Guimarães vêm de uma derrota em casa, frente ao Porto. Pedro Martins assumiu que não ficou satisfeito com o teste e, certamente, quererá hoje emendar os erros e fazer melhor "figura".

Caberá ao Sporting tentar contornar as dificuldades que o Vitória certamente criará, num teste que dará uma visão ainda mais realística daquilo que podemos fazer nos jogos com equipas do nosso campeonato.

 

Não acredito que Jesus rode a equipa e utilize de início os que têm jogado menos. Há um modelo de jogo para cimentar, processos a adquirir e embates importantes nas próximas semanas.

Espero um teste sério e a sério.

 

Posto isto, imagino que a linha defensiva não mude, relativamente ao jogo anterior, com o Mónaco. Já no que respeita ao meio campo e ataque, acho provável que Jesus continue a testar vários figurinos, a pensar nos jogos com o Aves, o Vitória FC e na 1ª mão do playoff da Champions, que se joga a 15 e 16 de Agosto.

Neste momento, já não estamos bem em pré-temporada. Não ganhar ainda não custa pontos mas já pode afectar a moral da equipa e o entusiasmo dos adeptos para os primeiros jogos a doer.

 

Vamos! SPOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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SPORTING CP 2-1 Mónaco: Assim a música é outra. Venham os Violinos!

O primeiro jogo em Alvalade não defraudou as expectativas dos adeptos. Dos presentes e dos que acompanharam pela TV.

Jorge Jesus voltou ao esquema habitual, com quatro defesas, dois médios-centro, dois extremos e dois homens na frente. Surpreendeu com as inclusões de Acuña e Podence e com o facto de ter deixado William e Adrien no banco.

O onze, composto por Patrício, Piccini, Coates, Mathieu e Coentrão no sector defensivo, Battaglia e Bruno Fernandes no "miolo" e Acuña e Gelson no apoio a Podence e Bas Dost, os homens mais adiantados, revelou-se equilibrado e já com algumas rotinas.

 

Em especial, gostei da linha defensiva. Por ser quase totalmente nova e por mostrar já um entendimento interessante, pese embora o pouco tempo de trabalho em conjunto. Piccini e Coentrão fazem esquecer por completo os laterais do ano passado e Mathieu parece estar a subir os índices físicos que o fazem completar uma boa dupla com Coates. Com maior entrosamento, promete ser uma defesa muito consistente.

 

Gelson demonstrou já uma forma assinalável e foi o maior desequilibrador da primeira parte. Bas Dost fez aquilo que melhor sabe e, antes disso, Bruno Fernandes demonstrou uma capacidade de entrar em zonas de finalização que Adrien nunca teve nem terá.

 

Nota positiva para a estreia de Acuña que, ao contrário de Alan Ruiz, gosta de correr, lutar e defender. Parece ser este o tipo de jogador argentino que pega no Sporting; raçudo, solidário e altruísta. Estas características, aliadas à qualidade futebolística, são forma quase garantida para o sucesso. Por tudo isto, confio que Jonathan ainda vingará. Mostrou na segunda parte que pode ser uma boa ajuda na gestão da condição física de Fábio Coentrão ao longo da temporada e parece-me que poderá fazer muitos jogos.

 

Mathieu não retira ao lado esquerdo da defesa a capacidade de ter bola que Semedo revelava mas alia isso a muita experiência e maturidade, factor menos propenso a excessos de confiança. Vem para acrescentar.

 

No segundo período, com as mexidas, foi difícil ver muito para além de William Carvalho, que continua um jogador de topo naquilo que é a posição 6, a nível mundial. Entusiasmou pela sua qualidade, mas também por parecer já com níveis de intensidade interessantes.

 

Alan Ruiz pareceu um caracol, no apoio à lebre costa-marfinense, contratada por empréstimo à Roma. É certo que Doumbia pareceu algo precipitado nas desmarcações, mas Alan podia, sobretudo num dos lances, ter sido mais lesto a isolar o colega de equipa. O argentino parece perder espaço com o bom momento de Podence e a possibilidade de tanto Doumbia como Bruno Fernandes (entre outros) poderem ocupar a posição de segundo avançado.

Bruno César e Iuri Medeiros voltaram a entrar e sair e ficam algumas dúvidas sobre a permanência de ambos no plantel. A meu ver, será incompreensível que não façam parte do grupo de trabalho para esta época, o primeiro porque, mesmo sem entusiasmar, é fiável e o segundo porque crescerá quanto maior for a confiança que Jesus deposite nele (de momento, parece diminuta).

 

Esta semana que se avizinha promete cimentar ainda mais o modelo de jogo e definir a composição do plantel (mais jogadores devem sair e veremos se entra mais alguém) e espera-se um encontro interessante, no próximo sábado, com a Fiorentina, a contar para o Troféu 5 Violinos.

 

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Hoje joga o Sporting

Começo por pedir desculpa a todos os leitores mas, esta semana, foi-me impossível compilar a Agenda Leonina. 

 

Hoje disputa-se no José Alvalade o jogo de apresentação da equipa principal aos adeptos. Para além do jogo, que permitirá ver em acção os jogadores que compõem o elenco para este temporada, há também entretenimento e o habitual desfilar dos jogadores, entes do encontro propriamente dito.

Como já é habitual, em tempo de férias, não teremos um estádio composto, como seria desejável mas, convenhamos, o preço dos bilhetes também não convida à ida do adepto que não é portador de Gamebox.

Em conversa com um amigo, dizia-me ele que os preços dos bilhetes pretendiam convidar à compra da Gamebox. Entendo a estratégia comercial mas não a apoio. O preço absurdo dos bilhetes para um jogo a feijões não convidam à ida do adepto ocasional e dificultam uma casa composta para receber os nossos jogadores, sobretudo os novos, que ficarão assim menos bem impressionados.

 

Quanto ao jogo em si, frente ao Mónaco de Leonardo Jardim, espera-se um encontro difícil, frente a um adversário de muito valor e muito bem orientado.

Apesar disso, com a integração dos regressados da selecção nacional e o estreante Acuña, espero ver a equipa num nível superior ao demonstrado até agora.

O jogo de hoje já dará também para descortinar quem serão os últimos dispensados, bem como o papel que cada jogador representará neste início de época que se espera, finalmente, de sucessos.

 

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SPORTING CP 1-2 Marselha: o melhor é voltar a casa

Numa coisa concordo com Jesus. O desgaste destes estágios é enorme. Para além do cansaço acumulado das sessões de treino, ainda há a disponibilidade para estar com os adeptos e as viagens, que servem de atenuante mas não de desculpa (nem quero acreditar que não houvesse a mínima noção das implicações de jogos em diferentes pontos do mapa).

 

Por outro lado, ao quinto jogo de preparação, não escondo que esperava um pouco mais. Mais futebol, mais entusiasmo e mais sinais positivos do novo modelo de jogo.

Digo que o modelo de jogo é novo porque cada vez mais me parece que este sistema de três defesas centrais veio para ficar e não será apenas o plano B que prognostiquei anteriormente.

Confesso que isso me assusta um pouco. Porque assimilar um conjunto tão vasto de novas acções em campo leva tempo e porque, daqui a três semanas há um importante acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões para jogar.

No entanto, teremos meia equipa nova e todos teriam de assimilar processos novos. Creio que Jesus estará a trabalhar dois sistemas de jogo, com modelo e dinâmicas parecidas, em que apenas mudam algumas nuances que pretenderão potenciar cada uma das abordagens.

 

Começo pelos pontos positivos. Podence, Tobias, Matheus Pereira e Pedro Silva mostraram ontem porque devemos confiar nos jogadores saídos da Academia. Tivessem Chico Geraldes, Palhinha ou até Ryan Gauld jogado neste estágio e Jesus teria certamente uma bota complicada para descalçar (talvez tenha sido para evitar isso que alguns nem oportunidade tiveram).

 

Coentrão e Piccini, na minha opinião, começam já a mostrar alguns sinais positivos. Há que ter em conta que, num sistema de três centrais, é pedido um esforço incrível aos laterais, que terão de dar profundidade à equipa, largura, acutilância ofensiva e capacidade para compensar defensivamente, aliada a uma coordenação com toda a linha defensiva. Visto que a capacidade física é ainda deficiente, confio que os veremos subir de rendimento a cada jogo. No caso de Coentrão, é esperar que possa crescer e não seja traído fisicamente por tamanha exigência.

Falta apenas alguém para concorrer com Piccini pela lateral direita, já que à esquerda Jonathan promete dar luta a Coentrão.

 

Confesso que quando vi o onze inicial para o jogo de ontem tive dúvidas que fôssemos bem sucedidos. Bruno César é insuficiente como primeira escolha, seja para que posição for e Bruno Fernandes não é um flanqueador. Com a normal incapacidade física dos laterais, facilmente adivinhei mais um jogo sem oportunidades de golo, sobretudo para Bas Dost, que tem de ser preferencialmente servido pelas faixas laterais.

Basta que mudemos os intérpretes para que Bas Dost seja servido em condições e, já sem o holandês em campo, Podence e Matheus mostraram isso mesmo. Se um dos protagonistas for Iuri Medeiros ou Acuña, ficaremos igualmente melhor servidos do que da forma que nos apresentamos ontem.

 

Qualquer equipa deve ser construída de trás para a frente e, neste momento, preocupa-me que 75% da defesa seja completamente nova. Com tão importantes objectivos já no início da época, temo que este factor aumente as nossas dificuldades.

Este factor (muitos jogadores novos) leva-me a algo que considero das coisas mais importantes e que ontem, em declarações à Sporting TV, Pedro Silva frisou. A química da equipa terá de ser trabalhada. Não existe ainda e não sobressai naturalmente. Pode vir a cimentar-se rapidamente ou não e isso é mais um risco acrescido.

A inclusão dos jogadores da formação e a aposta nos mesmos (seja de início ou como segundas escolhas) será, a meu ver, o mais importante ponto para trabalhar essa química. Facilmente se percebe que a fluidez do nosso jogo aumenta sempre que temos dois / três jogadores da formação em campo. As melhorias são ainda mais evidentes quando dois deles jogam no mesmo sector. Isso notou-se ontem com Matheus e Podence, mas notar-se-ia igualmente com Chico e Podence, Matheus e Gauld ou Gauld e Chico (Palhinha, pelas suas características, é um caso à parte).

Jesus vai perder parte desta química natural, criada em anos e anos de convivência conjunta e, no caso de Gauld, em três anos de equipa B. Na minha opinião, para além da qualidade que todos acrescem ao grupo, Jesus vai desperdiçar com as dispensas parte do cimento que poderia juntar ainda mais o grupo. Claro que William e Adrien ainda são jogadores do Sporting mas, ficarão para lá de Agosto.

Essa falta de química é evidente em alguns jogadores que, por diversos motivos, parecem corpos estranhos na equipa. Alan Ruiz é um desses casos e, embora tenha mostrado qualidade a espaços na segunda metade da época passada, falta-lhe ainda qualquer coisa para ser mais útil ao colectivo.

 

Continuo com as mesmas dúvidas relativamente a Battaglia e Mattheus Oliveira. Não tenho dúvidas que crescerão com o tempo, que até virão a ser úteis mas não sei se isso justificará a sua contratação, quando poderíamos ter apostado a sério em Palhinha, Gauld e Geraldes (com o "plus" da tal química, que não me parece de desprezar).

 

Contudo, prefiro esperar pelos próximos dois encontros para fazer o balanço final e lançamento da nossa época. Para já, temos ainda muito trabalho pela frente.

 

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SPORTING CP 2-3 Basileia: errar assim, é fatal

Fui tolerante com a lentidão de processos e a aparente monotonia do nosso futebol. Afinal estávamos a usar um sistema de jogo novo que, embora tivéssemos adoptado duas vezes na temporada passada, não me parece que estivesse a ser trabalhado.

Um sistema de três defesas demora tempo a implementar, mais ainda numa pré-temporada, em que a frescura física não é a melhor. Para funcionar, os laterais / alas têm de conseguir dar largura e profundidade, ao mesmo tempo que recuperam defensivamente. Essa é uma das chaves do sistema e, num momento em que o cansaço impera, é impossível, tanto a Jonathan como a Piccini, desdobrar-se em todas as tarefas que farão tanto melhor quanto maior for a capacidade física. Ambos parecem ter características para encaixar neste modelo mas ainda é cedo para saber se pode funcionar (Coentrão estará dependente da forma que consiga adquirir ao longo das próximas semanas). De qualquer das formas, este parece-me o plano B.

O jogo interior também não teve a qualidade desejada e viveu das investidas de Podence e de alguns momentos de Bruno Fernandes e Alan Ruiz. Bas Dost não teve uma oportunidade de golo em jogo corrido e isso é elucidativo.

 

Mas não há plano de jogo ou modelo que resista a erros fatais. O primeiro pertenceu ao árbitro da partida, que assinalou uma grande penalidade sobre Ricky van Wolfswinkel, quando foi o holandês a derrubar Tobias. O Basileia fez o empate e cresceu, embora não o suficiente para ameaçar de forma evidente Azbe Jug. Porém, o esloveno acabaria por dar uma fífia que levaria os suíços para o intervalo em vantagem.

 

A segunda parte foi fraca de ambas as partes, monótona e, confesso, foi um sacrifício daqueles acompanhar o jogo até ao final. Valeu pela capacidade individual de alguns jogadores que, percebe-se, podem resolver jogos sozinhos. Iuri tira um coelho da cartola e Matheus Pereira aparece a finalizar na zona do ponta-de-lança. Repunha-se a justiça no resultado.

Até final, haveria de ser mais um erro a ser-nos fatal. André Geraldes oferece a um adversário a possibilidade de finalizar na cara de Azbe Jug, o esloveno, pese embora a inaudita surpresa, pareceu-me pouco lesto a fazer frente ao jogador dos suíços e a bola acabou no fundo das redes da nossa baliza. 3-2 para o Basileia, que haveria de ser o resultado final.

 

Posto isto, com quatro jogos decorridos, já consigo tirar algumas ilações, sem que sejam ainda conclusões.

Mattheus e Battaglia, podendo vir ainda a crescer, não parecem ser claras mais valias no imediato. Neste cenário, tenho dificuldades em validar a contratação de ambos quando tínhamos nos nossos quadros jogadores de capacidade igual que acabarão dispensados (alguns deles já receberam até ordem para abandonar os trabalhos da equipa principal).

Continuarei a dar o benefício da dúvida a Piccini (que não conheço e espero que cresça numa posição para a qual não tínhamos alternativas internas), na expectativa que Mathieu e Coentrão atinjam níveis que já demonstraram e que Doumbia seja mesmo a mais-valia que Bruno Fernandes já mostrou que vai ser.

 

Para já, embora fosse mais do que previsível, perece-me um erro dispensar Ryan Gauld, Francisco Geraldes e João Palhinha. As dispensas não são oficiais mas serão uma questão de dias. Espero que possam jogar os três juntos, por exemplo, no Moreirense ou Boavista e mostrem aquilo que valem. Não são inferiores a Petrovic, Battaglia ou Mattheus.

 

Termino com uma farpa a Jorge Jesus que, há uns meses dizia que o Sporting precisava de ter capacidade para comprar mais jogadores de 10 / 15 / 20 milhões de euros. Concordo.

O que não concordo é que se continuem a contratar jogadores de 1 / 2 / 3 milhões, quando desses formamos nós todos os anos à mão cheia. O melhor de dois mundos é saber atingir o equilíbrio e a razoabilidade. O Sporting forma jogadores de nível para a equipa principal. Não para emprestar sucessivamente, fortalecendo equipas da mesma competição, que jogarão contra nós enfraquecidas, fruto de uma regra de empréstimos ridícula que ninguém faz por mudar.

A aposta nos nossos jovens reduz a frequência com que se erra na contratação de jogadores vindos de fora. Gastar 1 / 2 / 3 milhões a ver se pega não pode banalizar-se e muito menos desvalorizar-se. Não quando afirmamos (com razão) que somos uma das melhores academias do Mundo a formar jogadores de nível para as melhores ligas.

 

Curioso para o que aí virá, expectante e pouco confiante. A ver vamos.

 

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SPORTING CP 0-3 Valência: tinha tudo para correr mal

Jorge Jesus manteve oito dos onze titulares do dia anterior, no embate frente aos turcos do Fenerbahçe. A tentativa seria a de criar rotinas entre os que, neste momento, parecem ser a espinha dorsal da equipa mas, com o mais que normal cansaço acumulado, aquilo que se verificou foi um conjunto de equívocos de uma equipa sem chama.

Já tinha alertado ontem para a necessidade (a meu ver) de apresentar uma equipa diferente. Dois jogos em dias consecutivos, nesta fase da temporada, fazem mossa e talvez fosse preferível guardar o teste ao onze preferido para o jogo seguinte, mostrando aos restantes jogadores que teriam oportunidades.

 

 

Mas essa seria uma opção contra-natura para Jesus. Mesmo a segunda parte foi uma salganhada. A troca de três elementos da defesa ao intervalo melhorou ligeiramente a performance da equipa mas Mattheus Oliveira e Alan Ruiz não conseguiram dar no ataque aquilo que era necessário. O argentino parece um corpo estranho na equipa (porque parece estar-se a borrifar) e Mattheus voltou a entrar para uma ala, posição que não o favorece.

As constantes mudanças na equipa durante a segunda parte não ajudam à estabilização do jogo da equipa e as saídas de Chico Geraldes e Bruno César após já terem entrado no decorrer da segunda parte são incompreensíveis.

 

Não teria sido melhor mudar os 11 jogadores ao intervalo?

Eu acho que sim. Sobretudo após se constatar facilmente que 45 minutos eram mais do que suficientes, sobretudo para os oito que repetiram a titularidade do dia anterior.

Além disso, Vladimir Stojkovic, Pedro Silva, Domingos Duarte, Ryan Gauld e Leonardo Ruiz ainda nem jogaram em nenhum dos dois encontros em solo suiço.

 

Vi alguns pontos positivos, sobretudo em Jonathan Silva e Tobias Figueiredo, no decorrer da segunda parte.

 

Sábado há novo encontro, desta vez com o Basileia de Ricky van Wolfswinkel, às 18 horas, com nova transmissão em directo na SportTV 1.

 

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Hoje joga o Sporting

O adversário de hoje é o Valência e, tendo eu gostado do facto de termos assumidamente um plano B, porque não experimentá-lo.

Assim sendo, por mim, hoje era assim:

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Coloquei o Gelson Dala ao lado do Doumbia mas pode ser o Podence, que não faz mal nenhum.

Vamos lá ver mais alguma coisa de alguns miúdos, que bem merecem a oportunidade de se mostrar.

 

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SPORTING CP 2-1 Fenerbahçe: sinais positivos

Ganhar é sempre melhor do que perder. O jogo de ontem deu para tirar bons apontamentos, embora seja cedo para conclusões definitivas.

 

Para já, aquilo que me parece mais relevante é que não há jogadores que, de caras, possam ser considerados descartáveis.

Embora nomes como Mattheus Oliveira ou Cristiano Piccini não entusiasmem ainda por aí além, há que ter em conta a fase da temporada em que nos encontramos, as elevadas cargas físicas, a quantidade de informação a absorver e todo o processo de adaptação a uma nova realidade.

 

No pólo oposto, o facto Bruno Fernandes, Seydou Doumbia ou Iuri Medeiros parecerem com vontade de chegar, ver e vencer, poderá nada querer dizer.

Neste momento, tudo é relativo e nada passa de bons ou maus sinais, que serão já mais do que isso daqui a duas semanas.

 

Gostei de ver que já se notam algumas dinâmicas (mesmo que se note que nem todos as têm ainda apreendidas - como é normal) e que, sobretudo, já há individualidades a sobressair.

Desengane-se quem se iludiu com a fotos na praia do Podence. O miúdo não está para brincadeiras. Pode ter acabado de chegar mas isso não quer dizer que esteja mais atrasado que outros.

 

A garra dos argentinos pode ser-nos útil este ano. Battaglia, tal como Palhinha, tem muito a crescer ofensivamente mas, a defender, é uma autêntica "carraça". Jonathan pode parecer pouco culto tacticamente ou até excessivamente agressivo mas adoro o sangue na guelra do miúdo. A sua saída pode ter atrasado o seu processo de maturação mas a sua disponibilidade física pode ajudar a apreender processos com maior velocidade.

 

Algumas coisas parecem-me certas. Pese embora abaixo ainda do desejado (o que a malta queria era um Dani Alves na direita e um Marcelo na esquerda), as alas defensivas parecem-me claramente mais fortes. Aguente-se o físico do Coentrão e consigam Jonathan e Piccini evoluir em alguns aspectos e talvez possamos deixar de ter calafrios com qualquer bola despejada nas alas. Na frente, Doumbia dá um leque de opções que nos faltou no ano passado. Com apenas um jogador resolvemos o problema do parceiro e do substituto para Bas Dost. Começa a parecer-me que Bruno Fernandes dá conta do recado, quer a defender, quer a atacar mas, vamos ver...

 

Hoje há mais e a minha expectativa prende-se com a hipótese de ver o 3-5-2 de início, com os miúdos a dar cartas. Gostava de ver Palhinha, Gauld e Chico Geraldes como titulares.

 

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Hoje joga o Sporting

A curiosidade para ver neste estágio o que Jesus está a preparar para a época que se avizinha é enorme e o jogo de hoje, com um adversário forte, com bons valores individuais, será um bom teste para, sem tirar conclusões definitivas - ainda é demasiado cedo - descortinar algumas das ideias para o modelo de jogo a adoptar esta temporada.

 

São 30 os presentes em estágio e, com jogo amanhã, é natural que uma parte jogue hoje e outra amanhã:

 

3 - Jonathan Silva
4 - Sebastián Coates
5 - Fábio Coentrão
6 - André Pinto
8 - Bruno Fernandes
10 - Alan Ruiz
11 - Bruno César
15 - Paulo Oliveira
16 - Rodrigo Battaglia
17 - Daniel Podence
18 - Francisco Geraldes
20 - André Geraldes
21 - Mattheus Oliveira
22 - Jérémy Mathieu
24 - Domingos Duarte
25 - Radosav Petrovic
26 - Azbe Jug
27 - Ryan Gauld
28 - Bas Dost
30 - Vladimir Stojkovic
45 -  Iuri Medeiros
55 - Tobias Figueiredo
57 - Gelson Dala
66 - João Palhinha
73 - Matheus Pereira
82 - Pedro Silva
88 - Seydou Doumbia
90 - Leonardo Ruiz
92 - Cristiano Piccini
97 - Jovane Cabral

 

Tomara que Jesus prepare dois onzes equilibrados, que mesclem experiência com juventude, por forma a não passar certificados de incompetência a ninguém, facilitando assim que cada um mostre o melhor de si.

 

Que role a bola. A fome é muita.

 

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O tempo ideal

Todos os treinadores passam as épocas (sobretudo quando as coisas não correm bem) a frisar a importância do tempo de trabalho conjunto para apurar os processos colectivos.

Jorge Jesus não é diferente e, pela complexidade do seu modelo de jogo e, mais ainda, pelas nuances tácticas e dinâmicas que, já se percebeu que pretende introduzir no nosso jogo para este ano, o tempo torna-se ainda mais precioso.

 

Porquê falar nisto?

 

Porque o Sporting terá de se mexer no mercado ainda mais rapidamente que o desejável.

Com a inevitável probabilidade de enfrentar o playoff da Liga dos Campeões fora do pote dos cabeças-de-série, enfrentaremos certamente uma equipa com grande capacidade, que até será teoricamente favorita, convém chegar a esse momento da época com os processos de jogo o mais consolidados possível.

 

Já se percebeu que o Sporting venderá dois ou até mesmo os três campeões europeus de selecções do nosso plantel. Rui Patrício, William e Adrien estão na "montra" e é quase certo que nenhum cá estará em setembro. Gelson também parece fortemente assediado, embora me pareça maior a probabilidade de ficar no Sporting.

Sabendo que o Sporting só voltará a atacar o mercado com o dinheiro proveniente destas vendas, não será conveniente que as mesmas se fechem o quanto antes, em vez de andar a discutir com os pretendentes mais um milhão a cada semana que passa?
Segundo parece, o Sporting estipulou o valor de venda de cada um. Até agora, nenhum clube parece ter atingido esses valores e, a cada dia que passa, diminui a nossa margem para fazer jogo de cintura e, consequentemente, a nossa capacidade financeira que permitirá reforçar a equipa.

 

Para além disso, os nossos alvos de mercado podem fugir e isso criará o mesmo problema que parece ter-nos afectado no ano passado, onde contratámos tarde e apenas depois das vendas tardias de João Mário e Slimani, acabando assim por ter de ficar com as nossas segundas e terceiras opções de mercado.

Não podemos voltar a contratar dois jogadores para um lugar, na esperança que um deles pegue. Isso é desperdício de recursos e não serve os propósitos da equipa. Para ver se pega, experimentamos os que formamos.

Fora isto, teremos de ter em conta que os jogadores querem sair e os seus empresários sabem disso e estarão também a tratar da sua vida.

Será descabido que eu pense que um empresário pode tentar baixar o preço de um negócio para fazer subir o valor da sua comissão junto do clube comprador?

Claro que não é e, a cada dia que passa, são os clubes que compram que vão ganhando força e ficando com a faca e o queijo na mão, pois nós precisamos de vender e não podemos ficar com jogadores contrariados.

 

Se a intenção é manter os jogadores até final da pré-eliminatória da Champions, digo já que acho mal. Isso obrigará a que nos reforcemos já com o campeonato a decorrer, arriscando contar com atletas menos comprometidos com os objectivos, por causa do espectro evidente de uma saída que, inevitavelmente, coloca os jogadores numa posição de nervosismo e instabilidade emocional.

Para os jogos a doer teremos de contar com aqueles que estão comprometidos com o projecto, pelo menos até maio.

 

Para que isso aconteça e não se repitam os erros da época passada, o Sporting deve definir o plantel nas próximas duas semanas, por forma a dar tempo aos jogadores de integrar os trabalhos da equipa e adquirir os processos necessários a uma boa interpretação do modelo de jogo.

Já disse anteriormente que acho que o Sporting se mexeu atempadamente no mercado. Falta vender atempadamente para não correr o risco de, como no ano passado, vermos jogadores chegar a conta-gotas em cima do mês de setembro.

 

É esta a nossa vantagem competitiva. Sabendo que, internamente, lutaremos sempre contra muito mais do que aquilo que seria desejável, não podemos descurar estes pormenores.

Não quero com isto dizer que devamos vender em saldo mas, se há jogadores com a expectativa e a promessa de uma saída, não será um milhão a mais ou a menos que vai fazer a diferença para o nosso lado, sobretudo se isso hipotecar os mais de 10 milhões que a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões nos trarão.

 

Espero e desejo que tudo se defina rápido, obrigado e boa sorte aos que saírem e mais sorte ainda para os que venham a ingressar no maior Clube do Mundo. Se não há margem de erro nesta temporada e nos preparamos para voltar a bater recordes de investimento, mais vele que o façamos como deve ser.

 

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