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Grande Artista e Goleador

O "emagrecimento" do plantel: Balanço final

Depois de ter comparado os desempenhos de Iuri Medeiros (LINK), Francisco Geraldes (LINK), Ryan Gauld (LINK) e Daniel Podence (LINK) com os dos jogadores das respectivas posições que integram o plantel de Jorge Jesus, chega a hora de dizer o que eu faria neste mercado de Janeiro.

Abstive-me antes de o fazer mas agora não resisto à tentação.

 

Na baliza estamos bem servidos. No centro da defesa também e, numa perspectiva economicista, eu "desfazia-me" de Douglas (para mim, o mais fraco dos quatro).

Nas laterais, caso consigamos reforçar ambas com jogadores que nos resolvam os problemas actuais, dois ou três terão de sair, já que há ainda Jonathan Silva. Confesso que ainda comparei os números de André Geraldes com os dos nossos quatro laterais e a performance defensiva é idêntica, ao contrário da ofensiva. Não posso afirmar peremptoriamente que André Geraldes não serve mas mantenho o meu feeling que não é suficiente para as nossas ambições e lhe faltam atributos ofensivos essenciais na interpretação do modelo de Jesus. 

No meio-campo, é evidente que Meli e Petrovic não têm espaço. Praticamente não jogaram e devem sair. Eu vendia também Elias.

A minha pequena revolução fazia-a nas posições de ataque. Castaignos, André e Markovic revelaram-se insuficientes para as nossas ambições e Bryan Ruiz nem parece o mesmo da época passada. Bruno César deve assumir de vez a posição de extremo e precisamos de contrabalançar alguma experiência com mais irreverência. Acabei por não incluir Podence no plantel, pois considero mais benéfico que continue a jogar com regularidade em Moreira de Cónegos.

A grande questão aqui é: a direcção tem capacidade financeira para reforçar já a equipa para o que resta desta temporada mas também a pensar na próxima?

Se tiver (e dadas as mais-valias vindas das vendas de João Mário e Slimani, admito que sim), eu fazia isto:

1.png

Os empréstimos de Joel Campbell, Markovic e Meli seriam suspensos imediatamente.

Ricardo Esgaio e Luc Castaignos seriam emprestados.

Azbe Jug, Douglas, Jefferson, Marvin, Petrovic, Elias e André seriam vendidos.

Há ainda a hipótese de saída de algum dos campeões europeus... Excepto no caso de Rui Patrício (Pedro Silva assumiria em definitivo o lugar de número dois da baliza, atrás de Beto), teríamos de ir ao mercado procurar jogadores que substituíssem as vagas deixadas por Adrien ou William. Só admito a saída de um dos três e, neste caso, parece-me evidente que teríamos capacidade para os investimentos que proponho.

 

Hans Hateboer é lateral direito do Groningen e internacional sub-21 holandês. É alto (1.88m) e um defensor com elevada propensão ofensiva. Termina contrato em Junho de 2017 e parece-me uma boa opção a baixo custo. Está avaliado em 1M€ (fonte: transfermarkt).

 

Emiliano Insúa dispensa apresentações. Vem de duas épocas com muitos jogos no Estugarda, depois de uma fase de menor fulgor, após a saída do Sporting. Tenho visto alguns jogos e parece-me estar de volta aos bons momentos. Termina contrato em Junho de 2018, factor que pode fazer baixar os 3.5M€ de valor de mercado (fonte: transfermarkt). Além disto, conhece bem o Clube e a Liga Portuguesa.

 

Ricardo Quaresma termina contrato no final da temporada e está numa das melhores fases da carreira. Apesar dos 33 anos, apresenta um rendimento extraordinário, para o qual considero que o seleccionador Fernando Santos muito terá contribuído. É amigo de Jesus, Bruno de Carvalho já confidenciou que gostava que voltasse a Alvalade e tenho a certeza que os 4M€ que vale (fonte: transfermarkt) poderiam perfeitamente ser negociados. Depois de Nani, seria bom ter mais um regresso.

 

Sébastien Haller é um dos meus fetiches. O ponta-de-lança dos sub-21 franceses é titularíssimo no Utrecht, onde está há dois anos. Tem 37 golos e 14 assistências em 79 jogos e, aos 22 anos, está pronto para "dar o salto". Tem contrato até Junho de 2019 e os 8M€ que vale (fonte: transfermarkt) o seu passe valeriam a pena. Sendo um "9" puro, Haller não se sente desconfortável a vir buscar a bola atrás nem a cair nas alas. Por isto, poderia até ser encarado como o parceiro de Bas Dost, já que julgo que se adaptaria bem às movimentações pedidas ao segundo avançado. Além disso, é forte na reacção à perda e tem "nervo" para defender a primeira fase de construção adversária. Caso assumisse a titularidade ao lado de Dost, teríamos Ronaldo Tavares e Pedro Marques na "cobertura" (não equaciono Leonardo Ruiz, pois acho que o Sporting não exercerá a opção de compra).

 

E isto não é brincar ao FM fazer prospecção. :)

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O "emagrecimento" do plantel: Daniel Podence

Embora ache Daniel Podence dos menos preparados para regressar entre os jogadores da nossa formação actualmente emprestados, parece-me interessante verificar se os dados estatísticos "validam" a sua presença no plantel.

Assumo que a minha escolha, a seguir a Iuri Medeiros, seria Carlos Mané mas as particularidades do seu contrato de empréstimo inviabilizam o seu regresso no imediato.

Podence tem muito a melhorar mas é o único com capacidade para fazer descansar Gelson, mantendo alguém com características semelhantes em campo.

Sei que muitos o vêem como segundo avançado mas, para mim, Podence é extremo (é nessa posição que tem sido utilizado no Moreirense). O confronto físico com defesas centrais cada vez mais corpulentos prejudica-o e as alas protegem-no melhor das suas insuficiências. 

Usarei os mesmos termos de comparação que usei para Iuri. Vamos aos números:

Daniel Podence.png

Em golos e assistências Podence aproxima-se muito do rendimento de Bryan e Campbell. Tal como no caso de Iuri, os números ofensivos não desiludem. Remata mais do que os costa-riquenhos, é, de todos, o que mais passes para ocasião faz por jogo e arrisca o drible na mesma medida que Gelson.

Podence não cruza tanto como Bryan ou Campbell, sobretudo por ter no Moreirense tarefas que visam a exploração do espaço interior. Podence parte sempre da ala para o meio, onde muitas vezes acaba por fazer de segundo avançado (ora, isto é precisamente o tipo de movimentação que o sistema de Jorge Jesus pede).

É no plano defensivo que Podence deve trabalhar mais. Os seus números são, de todos, os mais modestos e a ajuda aos laterais (sobretudo aos nossos) é muito importante.

No geral, mais uma vez, não vejo Podence muito inferior a Bryan ou Campbell mas assumo que vejo com bons olhos a sua permanência no Moreirense, onde jogará mais. Todavia, "balanço" sempre que penso nas alternativas a Gelson e parece-me razoável que Podence pudesse ser uma delas.

 

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O "emagrecimento" do plantel: Ryan Gauld

Depois de Iuri Medeiros e Francisco Geraldes, chegou a vez de ver se os números Ryan Gauld comprovam também que é uma alternativa mais válida do que as que temos neste momento no plantel.

José Couceiro usou Gauld como "10", no apoio directo ao ponta de lança. No modelo de Jesus não há um "10", por isso resolvi comparar o escocês com três jogadores que fizeram a posição de 2º avançado.

Deixei de fora Castaignos, pois só tem 60 minutos no campeonato. André, embora seja mais um ponta-de-lança do que um segundo avançado, já jogou algumas vezes ao lado de Bas Dost.

Vejamos:

Ryan Gauld.png

Fez bem a Ryan Gauld o tempo que passou na B a jogar a "8". Não perdeu as suas capacidades inatas e ganhou uma agressividade e capacidade defensiva que não possuía.

As estatísticas não mentem. No geral, Gauld suplanta os números de André e Markovic e rivaliza bem com os de Alan Ruiz, que domina em absoluto as estatísticas ofensivas. É o argentino quem mais remata e dá a rematar (Gauld iguala o número de passes para ocasião por jogo - 0.8), contudo, nem ele nem Gauld têm qualquer golo marcado, ao contrário de André e Markovic (1 cada).

 

Gauld é, de todos, o que mais passes faz por jogo, fruto de uma maior procura pela posse de bola (característica que Alan Ruiz também possui).

No plano defensivo, o escocês mostra porque está bem mais perto de nos dar aquela capacidade de pressão e recuperação de bola em zonas adiantadas que o modelo de Jorge Jesus tanto precisa para ser eficaz. Gauld tem mais do dobro das acções defensivas dos três "rivais" e parece-me claro que poderia acrescentar mais do que têm feito André, Markovic ou Castaignos.

 

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O "emagrecimento" do plantel: Francisco Geraldes

Depois de ontem ter começado por comparar a performance de Iuri Medeiros com os três extremos mais utilizados do plantel do Sporting (AQUI), seguimos hoje com Francisco Geraldes.

Francisco Geraldes.png

Quase nem valia a pena comparar as estatísticas de Chico Geraldes com as de Elias mas até é bom que se possa substanciar a "coisa". Claro que Elias tem muito menos utilização que Geraldes ou Adrien mas, mesmo assim, são dados muito pobres, os do brasileiro. Podia olhar o médio emprestado ao Moreirense como um médio ala, na linha daquilo que foi João Mário, mas acho que é muito mais jogador de zonas interiores do que de corredor.

Elias lidera o ranking de acerto no passe, sobretudo porque pouco arrisca. Um passe seguro tem sempre mais possibilidades de acerto. De todos, é também o que menos faltas faz, o que considero um dado negativo, visto que denota falta de intensidade defensiva, ainda mais numa equipa que, pelo risco com que joga, muitas vezes tem de recorrer à falta.

 

Se Geraldes cabia no plantel? Óbvio! Lidera todos os parâmetros ofensivos e perde por pouco para Adrien no plano defensivo. Dos três apresentados, Chico é o que mais remata, o que mais oportunidades cria, o que mais arrisca a finta e aquele que mais faltas sofre.

Adrien tem em média 4.5 acções defensivas por jogo, enquanto que Geraldes se fica pelas 3.5. Mesmo jogando menos e na maior parte das vezes vindo do banco, Elias fica-se pelas 0.9 por jogo.

 

Parece-me óbvio que, para além da análise subjectiva de quem vê os jogos e testemunha o potencial e qualidade de Chico Geraldes, os números comprovam o nível elevado a que joga.

No próximo post, veremos se os números de Ryan Gauld justificam aquilo que penso dele.

 

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Chaves 1-0 SPORTING CP: Há males que vêm por bem

O Sporting esta fora da Taça de Portugal e resta-nos o campeonato para disputar até final da temporada. A eliminação não surpreende, tal é o estado anímico e de forma da equipa. Na verdade, acho que a desilusão seria muito maior noutras circunstâncias. Tal e qual como estávamos, a eliminação de mais uma competição era uma tragédia à espera de acontecer.

Consumou-se e, com tudo o que de mau isso traz, há uma coisa boa. Uma vitória no jogo de ontem poderia ter aguçado a tentação de empurrar com a barriga, de achar que estava tudo bem. Assim não dá para esconder erros e debilidades.

 

Nada a apontar à entrega da equipa. Correram, esforçaram-se mas voltaram a apresentar-se perdidos em campo, sem rumo e sem uma estratégia aparente que lhe permitisse ultrapassar um adversário mais bem organizado e preparado quer nós.

O Chaves tem uma boa equipa, bem orientada e com alguns bons executantes. Nada que se compare com o valor do plantel do Sporting, muito menos o monetário. Mas o estado anímico e motivacional com que se apresentaram fizeram transparecer que os papéis estavam invertidos. Foi o Chaves que entrou a mandar e o Sporting a tentar reagir. Nós tentámos marcar sem grande estratégia e acabámos por perder num lance de bola parada, novamente nos últimos minutos, fruto de falta de concentração, de foco e de ambição. Deixámos que um lance em que tínhamos oito jogadores na área para três do adversário acabasse com a bola na nossa baliza, fruto de um cabeceamento de um jogador que nunca tinha marcado um golo.

 

Tragédia consumada, é hora de fazer auto-crítica, já que publicamente foram criticados árbitros, comunicação social e os próprios jogadores.

Há que assumir que o planeamento e gestão desta temporada foi um desastre total. Estamos em Janeiro e resta lutar pelo campeonato, com oito pontos de atraso. Vislumbrar sucesso quando as hipóteses são tão reduzidas é difícil mas isso não pode deixar que baixemos os braços, desde o Presidente aos adeptos, os únicos que me parecem praticamente isentos de culpa, pois não têm faltado com o apoio em nenhum estádio deste país.

Felizmente, estamos em Janeiro e temos, por isso, cerca de duas semanas para arrumar a casa e criar um grupo adequado à competição domingo a domingo, menos extenso e mais solidário.

 

Há que assumir sem rodeios que Bruno de Carvalho confiou em Jorge Jesus e lhe deu tudo o que este pediu para esta temporada. O Presidente errou ao fazê-lo.

Há que assumir que os jogadores contratados, excepto Beto e Bas Dost, não corresponderam às expectativas criadas e muito menos à exigência pretendida. Jorge Jesus falhou.

Há que assumir que a equipa não rendeu o esperado e, pior do que isso, não se demonstrou totalmente comprometida, coesa e determinada em todos os momentos da época. Os jogadores falharam.

 

Em cima disto, há muito a construir.

Bruno de Carvalho deve ponderar se o treinador deve ter ou não carta branca para a formulação do plantel que, em abono da verdade, nem no modelo de jogo do treinador encaixa.

Jorge Jesus deve reconsiderar as opções tomadas e analisar se fez tudo o que estava ao seu alcance para retirar de cada jogador o seu melhor em prol do colectivo. 

Os jogadores terão de unir-se, conversar, alinhar objectivos e tentar cumprí-los em prol do Clube e não pensando individualmente ou amunado perante o egocentrismo e incapacidade para assumir o erro do seu líder. É na tentativa de satisfação dos adeptos que devem encontrar as forças para continuar.

 

Posto isto há excedentários para dispensar, flops para despachar, jogadores a reavaliar e regressos a ponderar. O Sporting não precisa de um plantel de 29 jogadores. Dois por posição são mais do que suficientes e não sou eu que vou por-me aqui a opinar sobre se deviam ser estes ou aqueles.

Jorge Jesus deve colocar de parte o orgulho e decidir o que é melhor para o Clube, em vez do que mais lhe massaja o ego. Tem de deixar-se de teimosias parvas para tentar provar o que quer que seja.

Os jogadores cedidos por empréstimo que tenham cláusulas de retorno devem ser equacionados no mesmo plano que os que fazem parte do plantel. O objectivo é único: dotar o Sporting de um grupo mais forte, unido e equilibrado para atacar a segunda volta. Só o que façamos daqui para a frente importa. O que passou, passou e deve servir apenas e só para aprender e melhorar.

 

A época pode até estar totalmente perdida mas não podemos arriscar o futuro. E se Bruno de Carvalho quer fazer parte desse futuro, tem de passar essa mensagem de forma clara aos sócios. As coisas não podem ficar tal qual como estão. Está provado que o investimento (sobretudo este, totalmente falhado) deu menos resultados que o fazer "mais com menos".

 

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Hoje joga o Sporting

2 de Dezembro de 1995, 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Foi a única vez que o Sporting se deslocou a Chaves para jogar uma eliminatória da Taça de Portugal. O contexto era bem diferente do de hoje. O Sporting era segundo, a 5 pontos do Porto de Bobby Robson (só de pensar nisto, coro de raiva).

Ao intervalo o Sporting perdia 1-0, mas um bis de Paulo Alves em dois minutos virou o resultado à hora de jogo. Pedro Barbosa viria a dar outro conforto ao resultado e o Sporting acabaria na final do Jamor, após eliminar Boavista, Campomaiorense, Olhanense e Porto. No jogo decisivo, acabámos por não vencer o Benfica, num jogo marcado pelo incidente mais triste de sempre registado em estádios portugueses. Rui Mendes faleceu, vítima do arremesso de um very light, vindo dos adeptos do Benfica. O resultado era o menos importante.

 

Hoje, tal como nessa época, o Chaves poderá estar na caminhada rumo ao Jamor mas o contexto desportivo é-nos mais desfavorável que o da altura.

Vimos de jogos menos bem conseguidos, com resultados a condizer com o "cinzentismo" do futebol apresentado.

Só uma série de vitórias consecutivas poderá embalar a equipa para uma boa segunda metade da época e seria o ideal começar já hoje.

 

A maioria preferirá vencer confortavelmente. Eu tenho o coração bem treinado e aguento bem um 2-4, no prolongamento, com um hat-trick de Bas Dost e um penalti cobrado pelo Adrien (a ver se ele tira aquela cara de enterro).

Suspeito de uma inclusão de Palhinha no meio-campo, num 4-3-3 mais clássico. O resto, seria a equipa mais óbvia. Beto (embora ache que será Patrício a jogar), Esgaio, Coates, Paulo Oliveira, Jefferson, Palhinha, William, Adrien, Gelson, Bruno César e Bas Dost.

 

Ganhar mantêm a fezada que estaremos no Jamor e dará importante alento para a deslocação à Madeira.

SPOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Chaves 2-2 SPORTING CP: Maldito pastel de Chaves

"Muitas vezes os jogos ganham-se pelo que sentimos pelo clube e pela vontade de vencer por ele. Eu sinto o Sporting."

 

A frase é de Francisco Geraldes e traz-nos a parte do futebol que só o adepto percebe. A paixão, o amor, a entrega e a dedicação a um símbolo, habitual na bancada mas nem sempre transparecida em campo.

Ontem, demos mais uma vez uma pálida imagem daquilo que é o Sporting e até mesmo da real valia de alguns dos seus jogadores. William é mais do que mostrou. Muito mais. Adrien também. E isto custa, especialmente vindo destes, pois sabemos que sentem o clube e já demonstraram vontade de vencer por ele vezes suficientes.

 

"Sei que sinto o clube da forma que só a formação consegue sentir e que é difícil de explicar. Ninguém sua a camisola como quem a veste desde sempre."

 

Pareço um desesperado a transcrever citações de livros ou cifras como naquelas páginas de facebook. Mais uma vez, Francisco Geraldes relembra algo importante que tem faltado nos últimos tempos; suar a camisola. E tem faltado aos que a vestem desde sempre mas ainda mais a muitos dos outros.

Temos um Presidente adepto que contratou um treinador adepto que, por sua vez, tem um conjunto de jogadores composto por alguns que também torceriam pelo Clube mesmo estando de fora. De fora, precisamente o sítio onde alguns parecem querer estar, esquecendo-se que há ainda trabalho a fazer e respeito a dever a quem sofre, vibra e ama o Sporting todos os dias. Nós, os adeptos.

 

"Foda-se, que início de merda!"

 

Esta frase é minha (mas pode também ser tua) e foi proferida ontem, aos quarto minuto de jogo, quando Rafael Lopes nos coloca em posição de desvantagem após termos conhecimento do empate do líder em casa.

Nada pior que mais um jogo a correr atrás do prejuízo desde início, muito menos num terreno tão difícil quanto aquele que voltaremos a enfrentar daqui a dois dias.

 

"Tanto passe falhado"

 

Mais uma da minha autoria (sim, podem reclamar direitos de autor), que teve Adrien como principal destinatário. Num meio-campo que nos habituámos a ter como a nossa principal força, ver tanta displicência arruína as nossas possibilidades de apresentar um bom futebol, fluído e objectivo.

 

"Sempre os mesmos! Que seria de nós sem eles?!"

 

Gelson Martins e Bas Dost, obviamente. Tudo o que de melhor temos visto vem repetidamente da capacidade criativa de Gelson e do apurado faro de golo de Bas Dost. Não há quem deles sequer se aproxime nas suas posições e isso coloca-nos, de certa forma, reféns de dois jogadores, A imprevisibilidade que deveríamos dar ao jogo fica muitas vezes comprometida por a receita ser sempre a mesma: bola no menino e o holandês resolve. São sete assistências de Gelson e treze golos de Dost...só no campeonato.

 

"Uff"

 

Ir para o intervalo empatados constituía um alívio e trazia a esperança de um novo balão de oxigénio para a segunda parte, sobretudo para os primeiros minutos, onde se queria um Sporting incessantemente à procura do golo. 

 

"Porquê?"

 

Coração de Leão não tem descanso. Numa segunda parte que se esperava de velocidade e onde todas as armas seriam necessárias, Jorge Jesus terá indicado a Raúl José para lançar Bryan e André para os lugares de Alan e Campbell. Sendo verdade que nenhum dos dois fez uma exibição deslumbrante (na verdade nenhum deles entusiasmou), seria de esperar que o golo ao intervalo galvanizasse a equipa e trouxesse um pouco mais de confiança. Desperdiçar a velocidade de Campbell e a meia distância de Alan pareceu-me precipitado, sobretudo antes de ver o que dariam os primeiros dez minutos do segundo tempo. 

 

"Estava-se mesmo a ver"

 

Esta não disse, mais para afastar o fantasma, mas ecoou bem alto várias vezes na minha mente. Assim que Rúben Semedo viu o primeiro amarelo, metade da nação leonina terá dito que não acabaria o jogo. As duas substituições de Jesus ao intervalo não davam espaço de manobra. Paulo Oliveira acabaria por entrar mas não para o lugar de quem devia e, infelizmente, para completar uma defesa coxa, após uma expulsão mais que justa. O Sporting ficava a jogar com 10.

 

"Na na na na, na na na na, Bas Dost!"

 

André acabaria por se redimir do escandaloso golo que falhou, servindo Bas Dost para o 15º golo de leão ao peito. O holandês marca um golo a cada 126 minutos de competição. Em jogos da Liga, a cada 91 minutos as redes balançam. Bas Dost não merece ser, no geral, tão mal servido e, com um rendimento óptimo da equipa, já teria pelo menos mais meia dúzia de golos.

 

"Nãããããããoooo! O que é que este gajo está a fazer?!"

 

Qualquer Sportinguista que não viva no mundo da Lua e tenha consciência da realidade sabia que seriam minutos penosos até final. Abdicar de atacar, sabendo da nossa incapacidade para segurar resultados poderia ser desastroso. Tirar do jogo Bas Dost era ter a certeza que passaríamos o que restava a rezar a todos os santinhos para que o karma não voltasse a cair-nos em cima.

 

"Eu tinha avisado!"

 

Na última ronda pelos emprestados, deixei uma nota a Fábio Martins, jogador formado no Porto, que tem conseguido subir degraus seguros na carreira, graças à sua qualidade. Provavelmente nunca voltará a fazer um golo daqueles mas eu tinha alertado. Escusado será dizer que este golo surge devido a uma total apatia e inépcia na hora de reagir à chamada "segunda bola". Não há um jogador num raio de muitos metros preparado para reagir àquele ressalto de bola vindo do corte em esforço de Coates, tal como já não havia quem tivesse estorvado a acção do jogador que tentou o passe. Tudo isto numa equipa com 10 elementos, a precisar de segurar uma vantagem preciosa que manteria acessa a chama do título. O resto é talento do miúdo e um balde de água fria (ai um) tremendo que apaga a nossa chama e desanima a nossa esperança.

 

"E agora?"

 

Podia guardar este ponto para mais tarde mas isso seria empurrar com a barriga um problema evidente. Esperar por um desaire (agora ou mais tarde) na Taça não é o mais adequado, até porque, não salvando a época, a taça de Portugal é um objectivo que convém que não deixe de o ser.

Nada se mudará até terça-feira mas algo é preciso fazer depois disso. Bruno de Carvalho deu poder a Jorge Jesus. Esse poder acarreta responsabilidade e Jesus é o principal responsável do evidente mau planeamento da época. O plantel foi construído com lacunas gritantes e demasiados pontos de interrogação, que agora se mantêm. Aquilo que no início da temporada, esperançosamente, pareciam soluções, são agora problemas e está nas mãos de Bruno de Carvalho pôr termo a isto, restituindo para si a pasta do futebol e, consequentemente, retirando algum do poder a JJ. Ter tomates para tomar essa decisão poderá ser fulcral, até como medida eleitoral. É fundamental que se perceba que o Presidente não está refém do treinador. É fundamental que Jesus oiça o que ouviram os antecessores: "Os reforços estão em casa". Resta saber se alguém pega nos excedentários, muitos deles com contratos generosos.

 

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Hoje joga o Sporting

Por todos os motivos e mais alguns, visitar o Desportivo de Chaves encerra sempre muitas dificuldades para a equipa do Sporting. Ora porque, normalmente, lá vamos sempre no inverno, porque as arbitragens nos são adversas e até mesmo porque coisas insólitas podem acontecer.

 

Quem não se lembra da época 95/96 em que, quando o Sporting pressionava para desfazer o empate a uma bola, as luzes do estádio se apagaram e só voltaram a acender já após o período regulamentar para que o jogo se reatasse no próprio dia. Resultado: o Sporting teve de deslocar-se a Chaves duas semanas depois, dois dias antes de uma visita ao Estádio das Antas. Escusado será dizer que, para além de todo este desgaste, o árbitro da partida não deu descontos e só se jogaram 2.25 minutos, dos quais nem um foi de tempo útil de jogo.

E que tal a azia do Coroado em 98/99, quando anulou um golo e deixou escapar dois penaltis em mais um jogo que havia de terminar empatado, desta vez a duas bolas?!

Pois, para além das naturais dificuldades do estádio em si e do adversário, parece que nos estão sempre destinados alguns contratempos.

 

Em 13 visitas a Chaves para o campeonato, o Sporting só venceu quatro vezes, tendo empatado sete e perdido duas. Todas as vitórias são pela margem mínima e com grandes dificuldades.

O árbitro de hoje é Nuno Almeida, mais um árbitro/adepto que, espero eu, deixe o adepto em casa, pois o simples estatuto de árbitro já pode ser-nos prejudicial.

 

Devido ao pacto de silêncio decretado até ao jogo com o Marítimo (!), não há lista de convocados mas consta que Jesus levou todos os disponíveis para trás-os-montes, onde teremos de jogar novamente na 3ª feira.

Prevejo um jogo de luta, daqueles em que o fato de macaco pode ter de substituir o fato de gala e o futebol vistoso. Na verdade, dispenso o futebol espectáculo desde que os três pontos fiquem do nosso lado.

Provavelmente, Beto continuará a ser o dono da baliza, com Esgaio, Coates, Douglas e Jefferson a completar o sector defensivo.

William e Adrien assegurarão as despesas do meio-campo, com Gelson e Campbell nas alas. Bas Dost deverá ser acompanhado por Alan Ruiz ou Bruno César.

 

Fora as dificuldades já enumeradas, jogaremos com o resultado do jogo do Benfica, que joga primeiro e, seja qual for o desfecho da partida, trará sempre uma dose mínima de pressão adicional que, em jogos equilibrados pode ter o seu peso.

 

Espero que entremos bem no jogo, tal como fizemos em Alvalade com o Feirense pois poderemos assim tornar o jogo menos complicado.

 

SPOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Preparar o futuro com garantias para o presente

Com os empréstimos de Palhinha (felizmente regressado), Francisco Geraldes e Gauld esta temporada podemos estar aqui a perpetuar algo que, sendo bom, muito bom mesmo, pode vir a tornar-se um problema a curto prazo.

Acredito que William e Adrien estarão com muita vontade seguir os passos de João Mário e experimentar outros campeonatos. A não inclusão dos três jogadores que referi no plantel desta época atrasa a integração dos mesmos, com vista à sucessão natural dos dois craques do nosso meio-campo.

 

Felizmente, Palhinha está de regresso e fará até final da época o "estágio" que lhe pode permitir atacar a próxima como titular indiscutível, podendo finalmente proporcionar a William o contrato e a experiência que, creio, o luso-angolano tanto espera.

Saber jogar com este timing é saber conjugar expectativas e objectivos com o futuro do nosso clube.

Caso Francisco Geraldes e Ryan Gauld se mantenham fora dos planos, tudo levará a crer que Adrien adiará o "sonho" para que este seja proporcionado a William. Nada contra, até porque Adrien é mesmo o mais difícil de substituir e Elias não é claramente o jogador ideal.

 

Vender William no verão, integrando no plantel Francisco Geraldes e Ryan Gauld permitirá mais uma época de resultados financeiros e segurança na capacidade de lutar por objectivos desportivos.

Ser campeão esta temporada facilitaria ainda mais a integração de todos e retiraria alguma da pressão sobre o rendimento imediato dos nossos jovens.

 

Confio em quem nos dirige para comandar com pinças todos estes processos, pois não podemos desperdiçar o talento dos nossos jovens. E, para além destes, há mais, parte deles estiveram nesta pré-época e, na próxima, voltarão com mais vontade e mais condições de mostrar valor.

 

Sim, porque o que lhes foi oferecido este verão foi um presente envenenado, uma oportunidade limitada.

Com a impossibilidade de atacar a pré-temporada com os melhores, os miúdos foram postos à prova sem a cobertura e segurança necessárias à sua afirmação ou simplesmente a dar nas vistas. Com os campeões da Europa de férias, foram os flops do mercado de transferências a fazer o papel dos melhores jogadores do plantel, e até alguns dos jogadores mais experientes e com qualidade pareceram banais sem o apoio do nosso núcleo duro.

 

Não me esqueço de ver os nossos extremos lançados com um meio-campo composto por Petrovic e Bryan Ruiz ou de Barcos ser a principal referência do ataque, enquanto se resguardava Slimani com vista à sua saída.

Tudo isto prejudicou muito Palhinha, Podence e Iuri, já que Ryan Gauld nem na pré-época teve a oportunidade de jogar (agora, pensando bem, talvez tenha sido o melhor, dadas as circunstâncias).

A pré-temporada serviu para passar um atestado de incompetência aos nossos jovens. Para muitos se alhearem das circunstâncias apontando-lhes o dedo e dizendo que não estavam prontos. Hoje, podiam já ter crescido no lugar de jogadores que não têm correspondido, como por exemplo, Petrovic, Elias, Meli, Markovic, Castaignos ou André.

Sim, todos estes, nem a jogar com os melhores do nosso plantel mostraram valor mas ainda há muito quem seja condescendente com eles e duro com o facto dos "nossos" não terem correspondido em Julho.

 

Não vou dizer que todos deviam regressar agora, até porque nem sempre são benéficas muitas alterações em Janeiro. Palhinha regressou e é natural que Petrovic acabe por sair. Ryan Gauld e André Geraldes foram retirados de Setúbal e, pese embora todos os rumores relativos à dificuldade em se desvincularem dos sadinos, creio que acabarão novamente emprestados, embora não fosse de descartar a sua colocação nos lugares de Meli e João Pereira, até porque Schelotto está lesionado e Esgaio é o único apto para a posição.

Pensar nas palavras com que iniciei este texto pode ser importante para o futuro dos jogadores e do próprio Sporting. Não convém desperdiçar talento, ainda para mais no qual investimos milhões para o potenciar durante o processo formativo.

 

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SPORTING CP 2-1 Feirense: O dia e a noite

Fazer uma primeira parte de grande nível sem sequer precisar de Gelson é de salientar. A lesão de Adrien foi mesmo o único ponto negativo do primeiro tempo e, felizmente, foi só um susto. Está tudo bem com o capitão.

O Sporting entrou intenso, acutilante, perigoso e com vontade de marcar cedo. Antes dos 20 minutos Bas Dost já havia marcado duas vezes e prognosticava-se uma noite tranquila em Alvalade...ou talvez não, visto que estávamos a assistir a um jogo do Sporting.

Com um Alan Ruiz transfigurado, um Campbel interventivo e Bas Dost a fazer aquilo que melhor sabe, dois golos foram pouco para o que podíamos ter produzido nos primeiros 45 minutos.

 

Mas não há Sportinguista que descanse com um resultado de 2-0. Todos sabíamos que era necessária uma entrada forte para "matar" o jogo ou ficávamos à mercê do azar e de uma quantidade de factores aleatórios (ou não) que acontecem com maior frequência em jogos do Sporting.

Tirando Campbell, todos baixaram de intensidade na segunda metade. Desde o minuto 37 que o nosso motor de alta cilindrada não estava em campo e, pior que ele não estar, era ter sido substituído por um de dois cavalos. 

Elias nunca conseguirá fazer o que faz Adrien, William nunca rende o mesmo sem Adrien, a verdade é que o Sporting não consegue ser forte sem o seu capitão e isso notou-se mais uma vez. A bitola de intensidade e entrega que habitualmente é definida por Adrien, passou a ser colocada muito baixa, ao nível de um pagode ao final de tarde com umas cervejinhas na asa.

A falta de Adrien não explica tudo mas o crescimento do Feirense tem muito a ver com a falta do capitão e a influência que ele causa nos restantes companheiros. Jesus tem de perceber definitivamente que, sem o motor em campo, o meio-campo tem OBRIGATORIAMENTE de ter três homens. Teremos de colocar dois a fazer o trabalho de Adrien mas é necessário garantir que o que ele faria sozinho é feito, sob pena de acontecer o que aconteceu nos segundos 45 minutos.

 

Depois, há que contar com o critério do árbitro a alargar sempre que se sente que o Sporting pode tremer, os foras-de-jogo que se vão assinalar para nos impedir de chegar à área e um ou outro golo que pode sempre surgir de um lance fruto ou precedido de uma ilegalidade.

Não, a passividade dos nossos laterais no lance do golo não pode ser ignorada mas também não posso deixar de dizer que o lançamento lateral que dá origem ao golo do Feirense é incorrectamente assinalado contra nós (sim, o Alan Ruiz também recebeu a bola em fora-de-jogo no lance do 2-0).

Durante toda a segunda parte nós dormimos na forma e vivemos dos fogachos de Campbell, parte deles cortados injustificadamente pela equipa de arbitragem (assim de repente, lembro-me de um livre à entrada da área por assinalar e um lance em que Gelson acabaria cara a cara com o guarda-redes, no qual é assinalado um fora-de-jogo inexistente).

 

Há coisas que têm de ser ditas. Frente a uma das equipa mais fracas do campeonato, acabou por ser suficiente jogar apenas metade do jogo mas, frente a 80 por cento das equipas do nosso campeonato, ontem teriam saído 40 mil adeptos tristes de Alvalade, após um resultado que nos atrasaria ainda mais na classificação.

Não aconteceu mas, se há coisas boas a retirar daquilo que se passou nos segundos 45 minutos é que a equipa não vai embandeirar em arco uma boa exibição em metade de um jogo, porque essa boa meia exibição quase não chegou para vencer um dos clubes da cauda da tabela.

Assim, foco e entrega total aos próximos jogos, ou chegaremos ao fim de Janeiro como um candidato a ganhar BOLA.

 

Retire-se o muito que de bom se fez e corrija-se rapidamente o que fizemos de errado. É tempo de encontrar uma forma alternativa de jogar sem Adrien, pois não sabemos quantas vezes isso vai ter de acontecer até ao final da época. Arranjemos um plano B que inclua Palhinha, que tanta falta fez ontem no banco. Potencie-se a qualidade que Alan Ruiz demonstra ter e saúde-se que, finalmente, Gelson tenha um parceiro de ala que possa suprir um jogo menos bom da sua parte. É bom saber que o miúdo não vai ter sempre de levar a equipa para a frente sozinho, mesmo que Campbell tenha os mesmos defeitos que o puto Martins. Depois, por favor, aproveitemos a máquina de fazer golos que é Bas Dost. Se em dois remates o holandês faz dois golos, imaginem se tiver 6/7 oportunidades por jogo. É urgente servir Dost com mais qualidade pois, o resto, ele faz como poucos. Imaginem dois jogadores de corredor que em mais de 100 cruzamentos só acertam com um colega (muitas vezes em más condições) por 30 vezes. Isto acontece e não pode, sobretudo quando muitas vezes há espaço e tempo para fazer melhor.

 

Enfim, venha o Chaves, num duplo confronto marcado para os próximos 10 dias e que venhamos de trás-os-montes com duas vitórias e um sorriso nos lábios.

 

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Hoje joga o Sporting

Noite fria e 40 mil leões esperados no José Alvalade para apoiar e festejar com a equipa uma vitória e mais três pontos, fundamentais para manter a distância para o líder e encurtar o espaço para o segundo classificado.

Jesus chamou Palhinha e o jovem médio está convocado. Rui Patrício e Rúben Semedo continuam lesionados e não fazem parte dos planos para hoje. Voltando a Palhinha, acho que Jorge Jesus, sabendo que dificilmente encontrará o parceiro para Bas Dost, poderá estar a pensar num meio-campo a três e Palhinha, para além de dar mais liberdade a William e Adrien, poderá ser determinante na resolução dos problemas das laterais. Defender, ganhar duelos aéreos e dobrar os laterais são os pontos fortes de Palhinha e, apenas com o seu regresso, podemos resolver a maior parte dos nossos problemas defensivos. Mesmo sendo apenas alternativa a William, o seu regresso será sempre uma mais-valia.

Markovic não está convocado e parece-me óbvio que, sendo possível, o seu regresso ao clube de origem nos seria benéfico.

 

Hoje, frente ao Feirense, temos obrigatoriamente que vencer e uma vitória clara e inequívoca pode ser importante para dar à equipa a confiança que tem faltado.

Continuamos em busca de uma série de vitórias que suba a auto-estima e o rendimento dos jogadores, ao ponto de voltarmos a ser verdadeiramente temíveis, como fomos no ano passado.

 

Com Zeegelaar de fora dos convocados, será novamente Jefferson a assumir a lateral esquerda. É verdade que a equipa vem sofrendo menos golos desde que regressou mas continua a ser inexistente a efectividade do seu apoio ao ataque, evidenciando as mesmas debilidades na hora de defender. Do lado oposto, Esgaio voltará a merecer confiança, pelo menos até Schelotto estar recuperado. A Esgaio, que é mais competente que Jefferson nos equilíbrios defensivos, falta-lhe alguma confiança para fazer no ataque aquilo que fazia com naturalidade quando jogava mais adiantado no terreno. Assim que se der esse click no nazareno, podemos encontrar o dono da lateral direita. Caso não aconteça, Jorge Jesus poderá ceder à tentação de ir ao mercado, com todas as incertezas que uma nova abordagem pode trazer.

 

Seja como for, espero uma equipa ligada e intensa na hora de atacar e provocar o erro ao Feirense. Não há como negar que jogaremos frente a uma das equipas mais fracas da Liga e temos mais do que obrigação de vencer.

Como resultado disso, espero o regresso de Bas Dost aos golos e acredito que fará mais do que um. 

Vêm aí um duplo duelo com o Chaves é será determinante ir a trás-os-montes com mais três pontos na contagem.

 

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Vitória FC 2-1 SPORTING CP: Será sempre a Taça Lucílio

A medida que Bruno de Carvalho tão bem implementou em 2014/15 devia ter ficado para sempre. A taça da liga, como competição que mancha a verdade desportiva em Portugal (não que as outras não manchem) e terciária que é, devia sempre ser para rodar a miudagem, dar prémios de mérito aos da equipa B e rodar os que não jogam na equipa principal.

Desde o início, o Sporting foi das poucas equipas que tentou valorizar a prova mas aquele episódio na segunda edição acabou com a aura de uma nova competição que pretendia lançar jovens e ajudar à valorização do jogador português.

Poucos terão sido os Sportinguistas que, depois daquilo que Lucílio Batista fez, olharam para esta taça como um troféu ambicionado.

Depois disso já tivemos o "dolo sem intenção" e agora isto.

O único ano em que a taça da liga teve interesse foi quando Gauld se mostrou, no mesmo ano em que Gelson, Podence, Tobias e Wallyson acumularam minutos e momentos que nos mostraram que tinham qualidade.

Uma competição usada para que o Benfica impedisse que o Porto cavalgasse para a frente da tabela total de títulos em Portugal, títulos esses assentes em bases semelhantes aos do Benfica de Vieira.

 

Posto isto, aquilo que se passou ontem em Setúbal foi mais um triste episódio que deveria suscitar a necessidade um momento de reflexão profunda sobre o estado do nosso futebol, sobre como foi formada e financiada a formação desta geração de árbitros e sobre os vouchers que sustentaram o sistema actual até que ele se tornasse autónomo.

Espanta-me que Jorge Jesus se surpreenda com isto, sobretudo por ter vindo de onde veio. Pois é Jorge, visto de outro prisma já dói...já não é limpinho, limpinho.

 

O Sporting jogou mal, fez o suficiente para se qualificar, não passou à fase seguinte e está na hora de voltar a dar a esta competição a importância que ela tem, não esquecendo as lutas pela transparência do desporto em Portugal (sim, isto não se passa apenas no futebol).

 

Domingo volta o campeonato e, até ao final da época, pouco mais do que essa competição se jogará. Não auguro nada de bom para Chaves, na taça de Portugal, até porque bem me recordo como saímos da competição no ano passado em Braga e em 2013/14 na Luz.

 

É o momento certo também para o Sporting perceber se todo o investimento deste ano valeu a pena, ainda mais quando se falharam a maioria das contratações e o estado das coisas em nada se alterou no nosso futebol.

Talvez esteja na hora de despachar os artigos com defeito e fazer regressar a prata da casa, que fará certamente melhor, com mais paixão e entrega e por menos dinheiro. Eles hão-de justificar a aposta e serão depois recompensados por isso, como foram outros. Porque a nossa formação é selo de qualidade e basta olhar para o que de melhor tem o nosso plantel.

Que esta revolta sirva para canalizar as forças para o que resta da temporada. Vamos precisar de estar juntos, unidos e fortes.

 

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Hoje joga o Sporting

Mais uma vez, Jesus não facilita e convoca os melhores. É provável que, tal como no último jogo, seleccione também o onze habitual, gerindo depois os jogadores mais fatigados caso as coisas corram de feição.

Neste momento não podemos dar-nos ao "luxo" de menosprezar nenhuma prova ou adversário. Nunca o cliché que diz que "cada jogo é uma final" fez tanto sentido. Só com essa mentalidade, competência e uma pontinha de sorte seremos felizes e, na impossibilidade de dominar todos os factores, é fazer a nossa parte.

 

Bas Dost não marca há 90 minutos e aposto que já está a "ressacar". Há que servi-lo com qualidade, de preferência superior à da recepção ao Varzim.

Nos últimos seis jogos o Sporting só marcou quatro golos, três deles da autoria do holandês e convém também afastar a ideia de uma possível dependência do gigante contratado ao Wolfsburg. Apenas Gelson, no jogo passado, furou a preponderância de Dost, dando três pontos ao leão.

Está a faltar eficácia, chegada de outros jogadores à área adversária e remates de longe. Não podemos ter medo de errar. Só erra quem tenta e é importante variar a forma como procuramos o golo, afim de contrariar a estratégia defensiva dos adversários.

 

A necessidade do Vitória em procurar os três pontos (só a vitória possibilitará a qualificação) poderá facilitar-nos a tarefa. Um jogo mais aberto permite-nos, para além do ataque continuado, usar o ataque rápido e o contra-ataque e isso pode dar-nos possibilidades de finalização menos comuns na maioria dos jogos.

O Vitória já provou nos dois embates anteriores que tem uma boa equipa e certamente criará dificuldades que não passarão pelo contributo de Ryan Gauld e André Geraldes, impossibilitados de defrontar o clube ao qual estão contratualmente ligados.

Mais uma vez abomino esta regra, criada para eliminar o chico-espertismo do Benfica mas que assim desvirtua a verdadeira competição, privando alguns clubes de jogadores fundamentais em jogos importantes. Basta pensar que o Moreirense poderá defrontar o Sporting na final da competição sem dois dos seus melhores jogadores.

 

Que seja um bom jogo e o Sporting cimente esta dinâmica de vitória que tanta confiança pode trazer aos nossos jogadores.

 

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Finalmente, Janeiro

Habitualmente Janeiro é um mês de instabilidade, pela reabertura do mercado de transferências. Sabendo dos objectivos do Sporting e tendo a certeza que não sairá nenhum dos elementos fundamentais, mais do que instabilidade, o mercado de transferências poderá permitir ao Sporting dar equilíbrio ao grupo de trabalho. É inegável que a eliminação das provas europeias permite o "emagrecimento" de um plantel inicialmente vasto e em que a abordagem ao mercado de verão se revelou, entre o deve e o haver, um falhanço.

 

Confirmadas estão as contratações de Ary Papel e Gelson Dala, bem como o regresso de João Palhinha. Os dois angolanos passarão por um período de ambientação ao futebol português, treinando e jogando com a equipa B, já Palhinha virá para ser a "sombra" de William Carvalho, algo que Petrovic nunca conseguiu ser durante a primeira metade da época.

Em sentido contrário, João Pereira está de saída e a Turquia será, em princípio, o seu destino.

 

O plantel tem neste momento 30 jogadores e parece-me urgente reduzir para um número inferior a 25, sabendo das dificuldades em colocar excedentários nesta reabertura de mercado para campeonatos onde os jogadores se valorizem e se sintam valorizados.

 

Dois guarda-redes são mais do que suficientes. Rui Patrício e Beto podem perfeitamente ser secundados por Pedro Silva e Vladimir Stojkovic, levando assim à saída de Azbe Jug

 

Com a saída de João Pereira, duvido que Esgaio, Schelotto, Jefferson e Marvin sejam suficientes para dar conta das laterais, sobretudo pela insuficiência demonstrada nestas posições e ainda mais porque João Pereira me pareceu sempre o mais capaz entre todos. É certo que Esgaio dá mostras de poder crescer neste final de época mas não sei se Jesus está disposto a "arriscar", enfrentando assim a fase decisiva da época com os mesmos que não deram conta do recado na primeira metade.

Confesso que fico dividido entre dar oportunidade aos quatro laterais de mostrar que podem fazer melhor (Marvin e Schelotto estiveram bem na segunda metade da época passada) ou reforçar efectivamente ambos os lados da defesa. Uma coisa é certa, só precisamos de quatro e, a reforçar a posição, terá de ser com mais-valias claras e não tiros no escuro, sendo que a vir alguém, outro terá de sair. Não me desagradavam os regressos de Santiago Arias e/ou Emiliano Insúa.

 

No centro da defesa temos quatro jogadores que dão garantias e o mais complicado será gerir as expectativas de todos sendo que, certamente, Douglas e Paulo Oliveira gostariam de ter jogado mais. Sobretudo o português atravessa um momento em que se arrisca a estagnar a evolução da sua carreira e é compreensível que queira sair para jogar. Em caso de saída, um empréstimo faria mais sentido pois permitiria mais facilmente reintegrar ou vender em alta o jogador. Não sendo uma posição em que se rode muito a equipa e mesmo tendo em conta os problemas físicos de Rúben Semedo, creio que ter Ivanildo Fernandes como quarto central de prevenção não seria prejudicial.

 

No meio campo, com o regresso de João Palhinha temos efectivamente uma alternativa a William Carvalho mas continuamos a não ter quem faça realmente "sombra" Adrien, o jogador mais difícil de substituir em todo o plantel. Acreditando que Elias pode assumir os poucos jogos em que o capitão não alinhará e admitindo que o mais sensato nesses casos é assumir um meio-campo a três, por forma a suprir as insuficiências do brasileiro, julgo que pode equacionar-se a saída de Petrovic e Bruno Paulista e o regresso de Meli à Argentina.

 

Nas alas é óbvio que só Gelson tem estado à altura e, a espaços, Campbell tem sido aquele que, para além do jovem português, mais tem contribuído para a dinâmica ofensiva. A forma de Bryan Ruiz, que até é o jogador ideal para a ala esquerda, tem sido insuficiente e Markovic inexistente. Bruno César, sempre que chamado a fazer a posição, esteve bem.

Contratar agora um jogador que fosse uma clara mais valia seria dispendioso e não sei se estaremos dispostos ou em condições disso. Tenho a certeza que Markovic continuará mas, por mim, regressaria a Liverpool. Matheus precisa de jogar um futebol mais competitivo do que aquele a que tem tido acesso na equipa B.

Eu fazia regressar Iuri Medeiros, por ser um extremo diferente de todos os outros que temos no plantel. Exímio marcador de bolas paradas, excelente no último passe, com boa meia-distância e mais cerebral que Gelson e Campbell.

 

Na frente de ataque o verdadeiro problema continua por resolver. Não está ainda encontrado o parceiro para Bas Dost e o regresso de Spalvis não vai resolver o problema. O lituano, para além de vir de lesão grave é mais um caso de potencial por explorar e, ainda por cima, é um 9 puro, logo, uma alternativa a Bas Dost.

Entre Alan Ruiz, Castaignos, André e Spalvis fica difícil dar um nome que convença no imediato. Alan Ruiz parece ter potencial e pode ser um caso de adaptação demorada. Castaignos parece-me mais segundo avançado ,mas não tem convencido. André e Spalvis são alternativas a Bas Dost.

Ter Campbell como segundo avançado talvez seja mesmo a solução mais sensata, levando assim à saída de Alan Ruiz ou Castaignos.

Spalvis deveria ganhar ritmo na equipa B, dispensando assim o empréstimo de Leonardo Ruiz (já que ainda há Ronaldo Tavares, Ary Papel e Pedro Marques).

 

Este seria o meu plantel para o que resta da temporada:

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Os leões do ano

FUTEBOL

JOGADOR DO ANO

JOGADOR REVELAÇÃO DO ANO

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ATLETA DO ANO

ATLETA REVELAÇÃO DO ANO

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Belenenses 0-1 SPORTING CP: Assim sabe melhor

Era impossível desejar uma equipa que se apresentasse no Restelo tranquila, confiante e assertiva. O nervosismo e ansiedade, embora indesejáveis, eram condicionantes normais num jogo daquela importância. Porque vínhamos de três derrotas nos últimos quatro jogos, uma delas com um rival e outra que nos afastou da Europa. Era isto e mais a revolta perante alguns factos que ajudaram a que essas derrotas se concretizassem. Factores a mais que acabam por resultar num normal jogo em que a lucidez foi quase sempre sobreposta pelo crer, a vontade de fazer depressa e bem.

 

Não foi um bom jogo mas não há nada a apontar aos jogadores. Houve vontade e intensidade, aliada a muita ansiedade.

Melhor a segunda parte que a primeira, onde tentámos resolver mais as coisas individualmente. Mesmo assim, só pode elogiar-se a atitude de Alan Ruiz e Gelson Martins, aqueles que menos se esconderam e mais chamaram a si a responsabilidade durante os primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, embora agindo mais como equipa, continuou a faltar acertar o passe no último terço, sobretudo o malvado último passe. 

O número é absurdo mas, acreditem, real. Trinta e cinco (35). Foi este o número total de cruzamentos tentados. Apenas três encontraram como destinatário um jogador do Sporting e isto diz muito da descaracterização actual do nosso jogo, em que os nervos se sobrepõem àquilo que deveria ser o nosso normal comportamento em campo, individual e colectivamente. Todavia, os sete passes para ocasião acabaram com uma eficácia baixa mas suficiente para atingir o objectivo.

 

Porque gostei da atitude de todos, não vou apontar erros nem individualizar negativamente. Todos os erros foram claramente na tentativa de fazer o melhor, o mais depressa possível.

Destaco, isso sim, positivamente, alguns dos jogadores determinantes para que o nosso Natal seja mais alegre. 

Beto mostrou mais uma vez que, não estando Patrício, podemos contar com ele. Foi o melhor em campo e evitou aquele triste fado do leão.

Bas Dost, pelo golo, naturalmente, mas também por não ter desistido após um jogo ingrato.

Esgaio, que num contexto complicado soube pegar no jogo (e foi dos que mais teve a bola) e assumir-se, sem se esconder. Teve uma exibição bem conseguida que merece continuidade.

Alan Ruiz e Gelson, porque foram sempre os maiores factores de imprevisibilidade no jogo (Campbell também, nem tanto pelos mesmos motivos).

William e Adrien, mesmo desinspirados, com erros pouco comuns ou até cansados são sempre garante de qualidade e entrega em todos os momentos do jogo. 

Depois, e para terminar a análise mais individualizada, os três que entraram acrescentaram todos algo ao jogo. Campbell acaba por ser decisivo e é inacreditável como a sua imprevisibilidade desespera, ao mesmo tempo que entusiasma. Nunca se sabe o que vai fazer, se três cruzamentos para a bancada ou três passes para golo, se três fintas ou três perdas de bola. Traz uma anarquia ao jogo que faz dele quase sempre um melhor suplente que um bom titular. Assistiu primorosamente para o único golo do jogo.

 

Termino com o momento do jogo, a maior demonstração de que nada está perdido. Num jogo em que faltou alguma criatividade táctica e técnica, sobretudo no último terço, em que os nervos tornaram o destino dos passes mais incerto e em que parecia que acabaríamos o jogo no tão pouco característico "chuveirinho", é um raro momento de lucidez e boas decisões que termina com Bas Dost a empurrar para o fundo das redes e a festejar com a imensa onda verde que nunca se calou no Estádio do Restelo. Tudo o que tão mal havíamos decidido no último terço, durante todo o jogo, foi bem feito já após o minuto 90. Um momento de alegria que prova que os nossos rapazes sabem o que fazer em campo e nos indica que uma boa série de vitórias trará de volta aquela equipa confiante, desinibida, tranquila e assertiva.

 

Foi difícil mas assim soube melhor. São estas as que eu mais gosto, com sofrimento, à Sporting!

 

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Hoje joga o Sporting

Depois de hoje à tarde os juniores atingirem a 17ª vitória em 18 jogos, chega a vez da equipa liderada por Jorge Jesus salvar o Natal leonino.

Com um bis de Pedro Marques (impressionantes 21 golos em 22 jogos, com um golo a cada 73 minutos de competição) e Rafael Leão a abrir o activo, os jovens leões mantêm os onze pontos de vantagem sobre o Benfica, numa altura em que restam doze pontos por disputar e estão praticamente definidos os clubes presentes na fase que apurará o campeão nacional. Sporting, Benfica, Porto e Braga têm presença garantida. Belenenses, Académica e Vitória SC só por milagre não estarão presentes e resta um lugar a disputar entre Rio Ave, Chaves, Feirense e Leixões.

 

No Restelo não há a folga de que gozam os pupilos de Tiago Fernandes. O atraso é de onze pontos e não vencer hoje será pregar o último prego no caixão que levará os nossos objectivos por terra.

Embora o histórico recente no Restelo nos seja favorável (4 vitórias nos últimos 5 jogos), olhando aos números globais em jogos para a Liga é evidente que ir a Belém não é um passeio para nós. 30 vitórias e 24 derrotas em 75 jogos e apenas 6 vitórias nos 13 jogos deste milénio.

 

Em todo o caso, a história, sendo um indicador, nada define no presente ou futuro dos encontros entre ambas as equipas. Contrariando os últimos anos, não é normal que hajam muitos golos entre as duas equipas.

Com muitos ou poucos golos, é fundamental sair do Restelo com três pontos que mantenham viva a esperança dos mais crentes e alimente o interesse dos mais cépticos.

Certo é o apoio massivo dos Sportinguistas. A ganhar ou a perder, é sempre Sporting até morrer e nada afasta os devotos do leão do apoio aos rapazes de verde-e-branco.

A nossa exigência prende-se apenas com o resultado que pode bem ser tangencial, por forma a garantir o essencial balão de oxigénio.

 

Sem Rúben Semedo e Rui Patrício lesionados serão Douglas e Beto os previsíveis substitutos a juntar ao onze habitual, que venceu em Setúbal mas não conseguir derrotar o Braga em casa.

Esperemos que a noite fria acabe por aquecer o nosso coração de leão.

 

SPOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Vitória FC 0-1 SPORTING CP: Taça é RUUUUUUUUUUI, Rui é Taça

São três, as taças de Portugal que Rui Patrício venceu ao serviço do Sporting e, como um dos mais titulados jogadores de sempre do Sporting nesta competição (admito que possa haver um ou outro com quatro, dada a proximidade das vitórias nas décadas de 40 e 70), não deixou os créditos por mãos alheias e fechou a baliza ainda antes de Bas Dost carimbar o passaporte para os quartos-de-final.

 

O jogo foi difícil, como se esperava e o Vitória Futebol Clube vendeu cara a passagem à fase seguinte da prova. 

Os sadinos entraram bem no jogo, com o nosso Ryan Gauld em grande evidência. Grande qualidade do escocês, a mostrar a Jorge Jesus que podia perfeitamente fazer parte do plantel às suas ordens. Pena os comentários que o nosso treinador fez sobre o escocês no final do jogo, pouco ou nada encorajadores ao seu regresso.

Quem também entrou bem ao serviço dos sadinos (talvez enganado pelos tempos que passou ao serviço do Vitória) foi Rúben Semedo que, de forma algo "dormente" começou por ameaçar que estava "naqueles dias" e mais tarde ofereceu ao adversário a sua primeira oportunidade do jogo.

 

RUUUUUUUUUUUUUI!...ouviu-se no Estádio do Bonfim. Patrício estava lá para se assegurar que o #RumoAoJamor é para levar a sério.

 

Aos 15 minutos, penalti por assinalar a favor do Sporting. Mais uma braço na bola, dentro da grande área que não é sancionado e já perdi a conta aos penaltis por assinalar esta temporada em lances de mão/braço na bola.

Cinco minutos volvidos e mais um penalti, desta vez assinalado, sobre Bas Dost. Chamado à conversão, Adrien não bateu Trigueira e na recarga, com a baliza escancarada, acertou em cheio no redes sadino. Inacreditável!

 

Adrien ensaia remate ao ângulo mas Trigueira volta a dizer "presente" com uma bela defesa para a fotografia. 

Quem voltou a ficar bem na foto foi o nosso Rei; Gauld ganha uma segunda bola à entrada da nossa grande área, aparece frente a Rui Patrício e, adivinhem...

 

RUUUUUUUUUUUUUI!...parecia ainda o eco da primeira defesa. Patrício segura o nulo e volta a avisar que o jogo é para ganhar.

 

Intervalo e o Sporting regressa para o segundo tempo mais decidido, focado e concentrado.

Não foi um jogo com muitas oportunidades claras criadas mas felizmente Bas Dost teve a eficácia que faltou no último jogo.

O Sporting controlou muito melhor o jogo a meio campo e dominou o encontro nos segundos 45 minutos. Vitória justa e parabéns ao Vitória, que foi um digno vencido. Pena a lesão de Gauld, que forçou a sua substituição. Espero que não seja nada de grave.

O caminho para o Jamor continua e espero receber o Benfica em Alvalade na próxima eliminatória.

 

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Benfica 2-1 SPORTING CP: Culpas repartidas

Entre o desperdício dos nossos e as mãozinhas dos outros estará o motivo da derrota de ontem. E se já teria sido injusto sair da Luz só com um ponto, perder o jogo é um golpe duro e difícil de digerir. Mais difícil se torna quando assistimos a uma arbitragem que nos dificultou ainda mais a tarefa e nos tirou algumas possibilidades de ser felizes.

 

O domínio foi claro. Algo consentido pois, Rui Vitória, sempre que defronta o Sporting, monta a equipa para jogar em transições rápidas, valendo-se de uma união e entreajuda que, é inegável, os encarnados têm. Foi uma exibição tão avassaladora quanto a do ano passado, que peca por não ter tido a eficácia demonstrada a 25 de outubro de 2015. Com o aproveitamento demonstrado no duelo da temporada anterior, facilmente teríamos marcado a diferença entre aquilo que é a identidade de jogo e a qualidade dos dois conjuntos.

 

Começo por nós, pelo que fizemos e deixámos por fazer. Orgulha-me a forma extenuada como vi William e Adrien terminar o jogo. É pelo exemplo que dão em campo que granjeiam apreço da esmagadora maioria dos Sportinguistas. William com mais qualidade nas suas acções do que Adrien mas ambos a personificar o lema do nosso Clube. Excelente o nosso Rui Patrício a segurar a vantagem mínima antes do intervalo e entusiasmante a entrada de Campbell no jogo de ontem (pena que não seja sempre assim). Brilhante, o puto Gelson. Pensa o jogo com cada vez mais critério e dá neste momento a todos uma lição de maturidade a cada jogo. Menos decisivo mas não menos preponderante em toda a manobra colectiva.

 

Depois a parte menos boa. As nossas laterais demonstraram mais uma vez a sua fragilidade, sobretudo a esquerda. A forma como Marvin (não) controla Salvio à distância no lance do primeiro golo é inadmissível, sobretudo quando parte para o lance com total controlo do espaço. O argentino só finaliza porque o holandês "dormiu na forma".

No lance do segundo golo, culpas mais repartidas. Entre Ruiz (que obrigou William a ter de sair do meio para tentar cobrir a falha de marcação a Nelson Semedo), Marvin (que mais uma vez foi demasiado passivo, desta vez a fechar a linha de passe) e João Pereira (que se deixou antecipar pelo mexicano) estão encontradas as razões para o avolumar do resultado, num momento em que até poderíamos estar na frente.

Tenho de falar em Bas Dost. Pode parecer injusto, pois o holandês mostrou qualidade no jogo sem bola, exporando bem a profundidade, enquanto alternava com o apoio frontal aos colegas mais recuados mas, para um matador, tem de ser mais eficaz. Sem querer levantar fantasmas, até porque acho Dost pelo menos ao nível do seu antecessor, não tenho dúvidas que Slimani marcaria pelo menos uma das oportunidades que o holandês desperdiçou.

Por fim, Jesus... Já não é a primeira vez que não entendo a leitura que o "mestre" faz do jogo, com consequências que depois se verificam em erros de juízo na hora de trocar um jogador por outro. Entendo a confiança de Jesus em Bryan Ruiz, na sua inteligência e capacidade para gerir como poucos os ritmos de jogo mas este Ruiz não é o melhor que já vimos, ao contrário de Bruno César, que tem mostrado o melhor de si desde que chegou. Também a saída de Dost nos minutos finais não se percebe. Não quando o jogo directo poderia ser tudo o que nos restava. A troca de avançados facilitou a gestão dos últimos minutos ao adversário. Quanto aos que entraram, não é justo culpar Jesus pelo rendimento de Alan Ruiz, por exemplo. A intenção era a melhor e até a percebi. Simplesmente o argentino não correspondeu. Se temos cérebro a montar a estratégia e ideia de jogo, muitas vezes temos falta dele durante os 90 minutos.

 

Por fim, mas não menos determinante, a gestão do jogo de Jorge Sousa. Dualidade de critério em lances idênticos, que resulta num número díspar de faltas cometidas por ambas as equipas, falta de critério na análise dos lances de mão dentro da área e um conjunto de faltas no meio campo encarnado por assinalar, com aquela de Luisão sobre Adrien "à cabeça".

Se no lance de Pizzi posso até dar o benefício da dúvida, dado o ressalto em Lindelof, o mesmo não posso fazer na acção deliberada de Nélson Semedo para cortar a bola com o braço direito. Fica pelo menos uma grande penalidade por assinalar, num momento em que o Sporting poderia ter aproveitado para empatar antes do intervalo e, nestes jogos, a análise correcta destes lances pode ser determinante para um justo desfecho dos mesmos. Vídeo-árbitro, precisa-se!

 

São cinco pontos, os mesmos que tínhamos de atraso há uma semana. Está mais difícil mas há muito jogo pela frente. Venha o Vitória sadino, que a Taça é um dos objectivos da época.

 

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