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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-1 Benfica: derby enfadonho

Começo pela polémica, para ficar já arrumada. Houve três penaltis no jogo de ontem. Um sobre Bas Dost (claro, evidente e sem a devida acção disciplinar - amarelo para Ederson), um sobre Grimaldo (que poucos árbitros marcariam, devido à linguagem corporal do espanhol, que só caiu mais tarde, quando viu que não chegaria à bola) e outro sobre Lindelof (por estupidez de Bruno César que pode ser considerada experiência por alguns).

Ressalvo que os dois lances na área do Sporting aconteceram com um intervalo de 1:20 minutos e que, por isso, é natural que não fossem ambos assinalados mas, na minha opinião, são dois lances em que existe falta, mesmo que nenhuma seja tão evidente quanto a que originou o penalti convertido por Adrien.

 

Quanto ao jogo, o Sporting teve 15/20 minutos interessantes em todo o jogo, que coincidiram com o início de cada uma das partes, onde poderia ter feito pelo menos mais um golo para além do que conseguiu concretizar.

O Benfica disputou o jogo dentro do seu plano esperado e mereceu o empate.

 

A verdade é que o Sporting pouco fez do que podia para ferir a linha defensiva do Benfica. Deixámos que Bas Dost passasse ao lado do jogo na fase de construção e, com isso, limitámos imediatamente parte da influência positiva que Alan Ruiz pode ter no nosso jogo.

Gelson foi praticamente o único elemento desequilibrador da defensiva encarnada e os nossos laterais, não tendo estado mal defensivamente (até porque o adversário não causou grandes problemas e os que causou foram resolvidos sobretudo pela dupla de centrais), ofensivamente foram uma nulidade (a quantidade de cruzamentos para trás da baliza foi - é sempre - assustadora).

Muito bem, a dupla de centrais (Paulo Oliveira foi o melhor em campo) e também de agradou a dupla de meio-campo (não acompanho as críticas que li a William, para mim, o único em campo que nunca teve medo de ter a bola).

 

No geral, pareceram duas equipas com medo de fazer por ser felizes e isso prejudicou o espectáculo e defraudou as expectativas dos adeptos, sobretudo dos quase cinquenta mil que estiveram no Estádio José Alvalade. Claro que esta atitude se percebe da parte do Benfica mas, da nossa parte, sem qualquer pressão, exigia-se mais.

Naturalmente, isto sou eu a relativizar a importância do jogo pois creio que, lá dentro, a estrutura ainda teria uma réstia de esperança no título.

 

Perdida essa esperança ontem, espero que finalmente se comece a pré-época e que Jesus tenha visto como deve ser a qualidade dos jovens da equipa B que acabaram de golear o Vitória SC B por 3-0.

A qualidade mostrada por Ryan Gauld, Matheus Pereira, Francisco Geraldes, Gelson Dala e mesmo Ricardo Esgaio, João Palhinha ou André Geraldes, sem desprimor para os restantes, que também estiveram muito bem.

Sobretudo Ryan Gauld, pelo que fez durante mais 90 minutos, deixa-me um enorme ponto de interrogação sobre a capacidade de Jorge Jesus em avaliar qualidade e potencial. O escocês foi o melhor jogador em campo e mostrou, mais uma vez, toda a sua qualidade táctica, técnica e inteligência.

 

Termino voltando ao derby de ontem, apenas para salientar o enorme desportivismo e fair-play de todos os jogadores, de ambas as equipas e para criticar veementemente (mais uma vez) o comportamento dos adeptos do Benfica, que voltaram a entoar cânticos ofensivos, desrespeitosos, vergonhosos e, estes sim, incendiários. Parabéns aos adeptos do Sporting, que foram exemplares.

 

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Alguém que me explique isto?

DIOGO BRÁS

Craque da cabeça aos pés, tem apenas 87 minutos distribuídos por três jogos nos Sub-17. Não é convocado desde 28 de agosto de 2016 e falhou assim a Ronda de Elite, que pode deixar Portugal fora do Euro 2017.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 17 3 87 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 10 402 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 102 1    

 

TIAGO RODRIGUES

Esteve presente no apuramento e em todos os torneios de preparação que antecederam a Ronda de Elite sub-17. Integrou a convocatória preliminar mas foi um dos preteridos, a uma semana da competição que antecedeu o Euro.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 17 12 579 6    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 9 490 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 86 0    

 

GONÇALO COSTA

Fez, tal como Tiago Rodrigues, parte do percurso dos sub-17 até à Ronda de Elite, fase onde também ele ficou de fora após ter integrado a convocatória preliminar.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 17 9 607 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 4 287 0    

 

THIERRY CORREIA 

Campeão da Europa de Sub-17 no ano passado, esteve em Fevereiro no Torneio de La Manga, onde participou em dois dos três jogos. Portugal ganhou o torneio que visava a observação e preparação da Ronda de Elite do Euro 2019- Thierry ficou de fora.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 19 2 118 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 18 1 81 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 17 8 455 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 5 158 0

 

DANIEL BRAGANÇA

O incansável médio leonino capitaneou a equipa que no ano passado venceu o campeonato nacional de juvenis. Para além de líder, era o motor daquela equipa. Nem isso lhe valeu uma única internacionalização até aos sub-17 (sim, zero, bola!) nem chegou para mais do que duas chamadas aos sub-18 (não competem em certames internacionais), para um duplo amigável com Marrocos.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 18 2 92 1

 

BRUNO PAZ

Qualidade e polivalência. Faz qualquer das posições do meio campo e também a lateral direita. Nos Sub-19, foi convocado para a Ronda de Elite para aquecer o banco de suplentes. Tem zero minutos e Portugal joga hoje cartada definitiva rumo ao apuramento...ou não.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 19 5 240 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 18 8 512 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 17 17 1625 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 14 1202 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 1 90 0    

 

PEDRO FERREIRA

Um dos mais talentosos médios dos sub-19 leoninos. Actualmente lesionado, teve cinco jogos onde poderia ter actuado nos sub-19, durante o ano de 2016. Nunca foi convocado e chegará a sénior sem nunca ter sido internacional sub-19, depois do percurso que se pode constatar.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 18 6 323 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 17 17 1243 2    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 13 786 1

 

 
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 125 0    

 

PEDRO MARQUES

O melhor marcador do nacional de juniores e titular absoluto dos sub-19 portugueses na fase de qualificação, esteve presente no torneio de La Manga mas, surpreendentemente, ficou de fora da convocatória para a Ronda de Elite.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 19 8 523 2    
Futebol Masculino Seleção Sub 18 2 90 2    

 

ELVES BALDÉ

Ainda juvenil, Elves já compete nos juniores, onde é titular e participou inclusive em 5 jogos da equipa B. É internacional sub-16 e sub-18 mas consegue a "proeza" de não ter sido convocado nem para a Ronda de Elite sub-17 nem para a sub-19, categorias onde não acumula qualquer internacionalização.

 InternacionalizaçõesMinutos JogadosGolos Marcados 
Futebol Masculino Seleção Sub 18 2 97 0    
Futebol Masculino Seleção Sub 16 7 315 1    
Futebol Masculino Seleção Sub 15 2 129 0    

 

Num passado recente, também nomes como Francisco Geraldes, João Palhinha, Daniel Podence, Iuri Medeiros, Rafael Barbosa, Bubacar Djaló ou Ronaldo Tavares (apenas para citar alguns e citando os que me lembro, assim de cabeça) falharam grandes competições internacionais e viram jogadores com menos qualidade e menos provas dadas em campo ocupar os seus lugares.

 

Até quando as selecções jovens continuarão a servir para alimentar os interesses de alguns clubes?

 

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Iuri ao nível dos melhores da Liga

Iuri Medeiros esteve mais uma vez em destaque neste fim-de-semana e parece-me oportuno comparar o seu desempenho com o dos extremos mais influentes da Liga.

Começo por fazer a comparação quase injusta com os extremos mais influentes dos três grandes:

Iuri Medeiros Comp.png

Está aqui comparado o registo ofensivo de Iuri Medeiros, Gelson Martins, Eduardo Salvio e Yacine Brahimi. Comparei também o registo defensivo mas não se verificam discrepâncias nos registos que justifiquem a sua amostragem. E não, Iuri não peca por defeito relativamente a nenhum no aspecto defensivo.

Como se vê, o registo de golos e assistências está ao nível de Gelson Martins. Ambos suplantam os registos de Salvio e Brahimi, mas o argelino tem bastantes minutos a menos jogados.

Aquilo que me salta à vista é uma característica do jogo de Iuri que o distingue dos restantes; Medeiros não é um driblador. É um jogador de equipa que privilegia a progressão sem bola e o passe, inclusive o longo, que usa o dobro das vezes dos jogadores apresentados para comparação. Iuri é um "passador" e, por esse motivo, perde muito menos vezes a posse que os restantes, no entanto, acerta menos ao nível do passe, sobretudo porque arrisca mais.

 

Mantendo a bitola num nível médio/alto, porque não comparar o açoriano com os extremos mais influentes das equipas de segunda linha do nosso campeonato (grupo do qual o Boavista inicialmente não fazia parte). Ressalvo que todos eles, em conjunto com os anteriores, são dos que mais têm atraído a atenção dos adeptos da Liga Portuguesa. 

Vamos a isso:

Iuri Medeiros Comp1.png

Marega não é bem um extremo, eu sei. Mas foi na ala que jogou a maior parte das vezes, fruto do posicionamento mais central de Soares no Vitória SC.
A verdade é que, mesmo numa equipa com objectivos mais modestos, num plantel menos apetrechado, Iuri não deixa de se destacar, sobretudo nas assistências, onde partilha com Wilson Eduardo (outro produto da formação do Sporting) o protagonismo no capítulo do último passe.

Por fim, há coisas que as estatísticas não mostram. Iuri queima linhas com uma facilidade impressionante, fruto da sua qualidade de passe e, sobretudo no último terço, não tem medo de arriscar e de ser criativo na procura de soluções. Alia à sua qualidade de passe e visão de jogo uma aptidão praticamente ímpar no nosso campeonato para a marcação de bolas paradas. Não fosse o facto de dividir a marcação dos livres e cantos com Fábio Espinho e os seus números teriam ainda maior expressão. Para além disso, e embora tenha essa capacidade, não marca grandes penalidades.

Espero que seja vontade de Jorge Jesus ter um jogador com a sua qualidade e características no nosso plantel. Iuri tem valências diferentes dos demais extremos e poderá acrescentar opções que hoje não existem. Tem a palavra o "Mestre".

 

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Impossível não olhar para isto com orgulho e satisfação

Ainda acabaremos a dar o nosso futebol feminino como exemplo para os rapazes. Tenho a certeza. Estamos no caminho certo.

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Jesus, Palhinha e as redes sociais

No sábado, fiquei de tal forma chateado, triste e desiludido com mais uma derrota que nem ouvi nada relativo ao pós-jogo. Assim sendo, soube das declarações de Jorge Jesus pelo eco das redes sociais. A maioria entendeu que Jesus se libertou de responsabilidades, "sacudindo a água do capote", colocando assim o ónus da critica nos jogadores.

Penso pela minha cabeça mas até admiti a opinião exacerbada de alguns relativamente ao que disse Jesus. Conhecendo-lhe o histórico, não seria de enjeitar um "ataque" a Palhinha e à formação do Sporting em geral.

Dentro do que li e ouvi, poucos foram aqueles que não caíram na tentação de atacar o treinador do Sporting mas, os poucos que tiveram uma visão diferente da maioria são pessoas que considero, respeito a opinião e, na maioria das vezes, com quem concordo. Assim sendo, resolvi ouvir e tirar as minha próprias conclusões.

 

Os jornais de hoje falam todos em assunção de erro por parte de Jesus, algo que acaba por bater certo com a ideia com que fiquei do que ouvi.

Jesus disse: "Palhinha não levou o guião certo" e "isto paga-se caro", referindo-se à utilização dos jovens da formação no onze e na convocatória, referindo depois que "estamos a dar um passo atrás para depois dar dois em frente".

Terei de ter em conta que Soares foi titular e que, tal como eu referi na publicação de análise ao jogo, Jesus foi surpreendido por isso.

Tendo tudo isto em conta, parece-me que Jesus, de alguma forma, até desculpabiliza Palhinha. O treinador do Sporting não tem o dom da palavra e nem sempre é fácil entendê-lo mas julgo estar certo na análise.

Palhinha levou o guião errado (entregue por Jesus, que não contava com Soares na manobra ofensiva portista) e andou perdido durante meia hora, o tempo que terá levado até reajustar a estratégia, que depois seria corrigida ao intervalo com a entrada de Alan Ruiz, precisamente para explorar o espaço interior que eu já havia referido que ficou por explorar na 1ª parte, fruto da inclusão de Soares por parte de Nuno, em vez de mais um médio.

 

Poderei criticar ligeiramente o facto de Jesus dizer que jogar com jovens se paga caro, mas não acho justo dizer que Palhinha foi responsabilizado (mais do que devia) pelo mau resultado.

Mais do que os jovens da formação, têm sido outros jogadores a estar sob critica constante dos adeptos. Serão mais admissíveis os erros de Marvin, Schellotto ou qualquer outro mais experiente relativamente aos de Semedo ou Palhinha? Não me parece. Aliás, seguindo a lógica, seriam até menos admissíveis. Mas nunca vi Jesus dizer que jogar com laterais destes se paga caro. E está à vista de todos que eles são fracos.

Ora, para terminar, acho que Jesus não culpou Palhinha de nada e que até assumiu culpa pelo erro estratégico dos primeiros 45 minutos.

Sobre a aposta na formação, que não me parece de sua vontade nem do seu agrado, espero que tenha de a engolir, até porque acho que dará os dois passos à frente mais rápido do que pensa e, quem sabe, até mais rápido do que daria com outros, sobretudo aqueles que aconselhou a sua contratação.

 

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Preparar o futuro com garantias para o presente

Com os empréstimos de Palhinha (felizmente regressado), Francisco Geraldes e Gauld esta temporada podemos estar aqui a perpetuar algo que, sendo bom, muito bom mesmo, pode vir a tornar-se um problema a curto prazo.

Acredito que William e Adrien estarão com muita vontade seguir os passos de João Mário e experimentar outros campeonatos. A não inclusão dos três jogadores que referi no plantel desta época atrasa a integração dos mesmos, com vista à sucessão natural dos dois craques do nosso meio-campo.

 

Felizmente, Palhinha está de regresso e fará até final da época o "estágio" que lhe pode permitir atacar a próxima como titular indiscutível, podendo finalmente proporcionar a William o contrato e a experiência que, creio, o luso-angolano tanto espera.

Saber jogar com este timing é saber conjugar expectativas e objectivos com o futuro do nosso clube.

Caso Francisco Geraldes e Ryan Gauld se mantenham fora dos planos, tudo levará a crer que Adrien adiará o "sonho" para que este seja proporcionado a William. Nada contra, até porque Adrien é mesmo o mais difícil de substituir e Elias não é claramente o jogador ideal.

 

Vender William no verão, integrando no plantel Francisco Geraldes e Ryan Gauld permitirá mais uma época de resultados financeiros e segurança na capacidade de lutar por objectivos desportivos.

Ser campeão esta temporada facilitaria ainda mais a integração de todos e retiraria alguma da pressão sobre o rendimento imediato dos nossos jovens.

 

Confio em quem nos dirige para comandar com pinças todos estes processos, pois não podemos desperdiçar o talento dos nossos jovens. E, para além destes, há mais, parte deles estiveram nesta pré-época e, na próxima, voltarão com mais vontade e mais condições de mostrar valor.

 

Sim, porque o que lhes foi oferecido este verão foi um presente envenenado, uma oportunidade limitada.

Com a impossibilidade de atacar a pré-temporada com os melhores, os miúdos foram postos à prova sem a cobertura e segurança necessárias à sua afirmação ou simplesmente a dar nas vistas. Com os campeões da Europa de férias, foram os flops do mercado de transferências a fazer o papel dos melhores jogadores do plantel, e até alguns dos jogadores mais experientes e com qualidade pareceram banais sem o apoio do nosso núcleo duro.

 

Não me esqueço de ver os nossos extremos lançados com um meio-campo composto por Petrovic e Bryan Ruiz ou de Barcos ser a principal referência do ataque, enquanto se resguardava Slimani com vista à sua saída.

Tudo isto prejudicou muito Palhinha, Podence e Iuri, já que Ryan Gauld nem na pré-época teve a oportunidade de jogar (agora, pensando bem, talvez tenha sido o melhor, dadas as circunstâncias).

A pré-temporada serviu para passar um atestado de incompetência aos nossos jovens. Para muitos se alhearem das circunstâncias apontando-lhes o dedo e dizendo que não estavam prontos. Hoje, podiam já ter crescido no lugar de jogadores que não têm correspondido, como por exemplo, Petrovic, Elias, Meli, Markovic, Castaignos ou André.

Sim, todos estes, nem a jogar com os melhores do nosso plantel mostraram valor mas ainda há muito quem seja condescendente com eles e duro com o facto dos "nossos" não terem correspondido em Julho.

 

Não vou dizer que todos deviam regressar agora, até porque nem sempre são benéficas muitas alterações em Janeiro. Palhinha regressou e é natural que Petrovic acabe por sair. Ryan Gauld e André Geraldes foram retirados de Setúbal e, pese embora todos os rumores relativos à dificuldade em se desvincularem dos sadinos, creio que acabarão novamente emprestados, embora não fosse de descartar a sua colocação nos lugares de Meli e João Pereira, até porque Schelotto está lesionado e Esgaio é o único apto para a posição.

Pensar nas palavras com que iniciei este texto pode ser importante para o futuro dos jogadores e do próprio Sporting. Não convém desperdiçar talento, ainda para mais no qual investimos milhões para o potenciar durante o processo formativo.

 

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O nosso ADN

Devem ser poucos os Sportinguistas que menosprezam os resultados e os valores emergentes da nossa formação. Somos formadores por natureza e temos gosto em aproveitar o que ajudamos a criar. É-o assim, mais visivelmente, no futebol mas o nosso ADN formativo é transversal a todas as modalidades, amadoras e profissionais.

Num ano em que Portugal foi campeão europeu com quase metade da sua equipa formada no Sporting Clube de Portugal, parece-me interessante olhar com atenção àquilo que tem sido a época dos nossos escalões de formação, projectando (se é que isso é possível) aquilo que poderá ser o futuro de alguns jovens na nossa equipa principal.

Vou, por hoje, cingir-me ao futebol, a modalidade que mais apaixona e move em Portugal e no Mundo.

 

JUNIORES

Campeonato: 1º lugar (+11 pontos),12 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 67 golos marcados, 10 golos sofridos
Youth League: 3º lugar (-2 pontos do último apurado), 1 vitória, 3 empates, 2 derrotas, 6 golos marcados, 9 golos sofridos

A única mancha na temporada da nossa equipa júnior é mesmo a desilusão que foi o não apuramento para uma das fases seguintes da Youth League, sobretudo quando partimos para a última jornada em posição favorável para aceder ao playoff e perdemos em casa do último classificado do grupo.

A derrota em Varsóvia não deixou marcas no campeonato e a equipa vai com uma série de quatro vitórias consecutivas (nove no campeonato) e já assegurou a passagem à fase final em primeiro lugar. Tiago Fernandes dirige uma equipa recheada de talento em que será uma pena que alguns tenham obrigatoriamente de se perder ou fazer um caminho mais longo, fora do Sporting.

O primeiro destaque vai para um jogador que até nem foi formado no Sporting mas que se vem revelando como um nome a seguir. Pedro Marques, recrutado esta temporada ao Belenenses, onde passou a maior parte da sua formação, leva um impressionante registo de 23 golos em 23 jogos (20 golos em 16 jogos, se contarmos só a prestação ao serviço dos juniores) e mostra que pode trabalhar-se bem na prospecção.

Quanto aos valores formados por nós, esta equipa tem muitos bons exemplos.

A minha aposta pessoal vai para Rafael Leão, aquele que me parece juntar mais características para singrar no futuro. É alto, ágil, hábil e pode fazer qualquer das posições da frente de ataque, onde demonstra uma capacidade interessante (mas que pode e deve ser trabalhada) para fazer golos. Faz parte do lote de segundos melhores marcadores deste escalão e é talvez o jogador que mais mexe com os jogos, sobretudo os de maior grau de dificuldade, factor interessante para um júnior de primeiro ano.

A estes nomes junto os de Luís Maximiano (guarda-redes), João Ricciulli, Gonçalo Vieira e Abdu Conté (defesas), Pedro Ferreira, Bruno Paz, Miguel Luís e Daniel Bragança (médios) e Elves Baldé, Nuno Moreira e Rúben Teixeira (avançados).

São treze nomes a seguir com atenção, doze deles com um percurso longo na nossa formação, muitos dos quais com mais um ano de juniores pela frente.

 

JUVENIS

Equipa A: 1º lugar (=),14 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 66 golos marcados, 7 golos sofridos
Equipa B: 3º lugar (-8 pontos), 7 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 36 golos marcados, 12 golos sofridos

A equipa principal de juvenis (sub-17) fez uma primeira fase brilhante, com onze vitórias em outros tantos jogos. Na segunda fase acabámos de ceder os primeiros três pontos da época, em Belém, e encontramo-nos em igualdade pontual com o Benfica, numa série onde passarão duas equipas à fase final.

Também a equipa de João Couto tem ao seu dispor um conjunto de jovens talentos que poderão vir a ter futuro como profissionais o serviço do Sporting.

Não conhecendo tão bem os jogadores, do que vi, destaco Gonçalo Costa (defesa), Bavikson Biai, Rodrigo Vaza e Bernardo Sousa (médios), Diogo Brás e Tiago Rodrigues (avançados). Há mais jogadores interessantes mas foram estes os que mais me impressionaram nos poucos jogos que vi. De todos, talvez Bernardo Sousa e Diogo Brás sejam os de maior potencial.

A equipa B (sub-16) tem a maioria dos jogadores que, no ano passado não tiveram capacidade para lutar pelo título de iniciados, tendo terminado em 3º na fase final. Este ano, as duas derrotas com os dois primeiros da divisão de honra da AFL (Benfica B e Belenenses B) deixam-nos a oito pontos do líder Benfica, que tem aqui uma geração que dominou toda a temporada passada e se sagrou campeã nacional de iniciados sem derrotas e com 33 vitórias em 34 jogos.

Claro que mesmo numa equipa que, como colectivo, não tem atingido os objectivos, há jogadores de qualidade, como os avançados Rui Reis e Tiago Gouveia, os que melhor conheço de todo o plantel.

 

INICIADOS

Equipa A: 1º lugar (+2 pontos),14 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 70 golos marcados, 2 golos sofridos
Equipa B: 2º lugar (-6 pontos), 9 vitórias, 0 empates, 2 derrotas, 35 golos marcados, 4 golos sofridos
Equipa C: 1º lugar (+4 pontos), 9 vitórias, 0 empates, 2 derrotas, 30 golos marcados, 7 golos sofridos
Equipa D: 1º lugar (=), 10 vitórias, 0 empates, 2 derrotas, 55 golos marcados, 5 golos sofridos

A equipa de iniciados (sub-15) tem feito um percurso quase imaculado. O empate frente ao Elvas em casa mais não foi que um acidente de percurso, num jogo atípico em que o guarda-redes alentejano fez a exibição da sua vida. Na segunda fase são 4 vitórias em 4 jogos, com 17 golos marcados e nenhum sofrido.

Pedro Coelho, o treinador dos mais jovens a entrar na competitividade mais a sério (na minha opinião, o futebol é sobretudo lúdico até aos sub-14), tem também ao seu serviço alguns jovens de qualidade. Embora a idade precoce faça com que qualquer aposta tenha uma margem de erro mais elevada, não posso deixar de destacar Rodrigo Rêgo (defesa), Gonçalo Batalha (médio), Tiago Tomás e Joelson Fernandes (avançados).

A equipa B (sub-14), onde Joelson Fernandes (13 anos) ainda podia jogar perdeu apenas para o eterno rival pela margem mínima e escorregou mais uma vez frente a um adversário que devia ter vencido. Os seis pontos não são irrecuperáveis na luta pelo título distrital mas afiguram-se difíceis de reduzir. Vencer o Benfica na segunda volta é obrigatório. Nas equipas a competir nos distritais não conheço os jogadores e poderemos acompanhar melhor o seu percurso a partir da próxima época, no campeonato nacional.

 

INFANTIS

Futebol 11: 1º lugar (+5 pontos), 8 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 51 golos marcados, 0 golos sofridos
Futebol 9: 2º lugar (-3 pontos), 8 vitórias, 0 empates, 1 derrota, 54 golos marcados, 8 golos sofridos
Futebol 9 "B": 1º lugar (+5 pontos), 7 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 52 golos marcados, 2 golos sofridos
Futebol 7: 1º lugar (+3 pontos), 8 vitórias, 0 empates, 1 derrota, 56 golos marcados, 14 golos sofridos

 

BENJAMINS

Equipa A: 1º lugar (=), 9 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 135 golos marcados, 2 golos sofridos
Equipa B: 1º lugar (=), 10 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 199 golos marcados, 3 golos sofridos

 

ESCOLAS

Equipa A: 3º lugar (-5 pontos), 1 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 83 golos marcados, 17 golos sofridos
Equipa B: 1º lugar (=), 9 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 139 golos marcados, 5 golos sofridos
Equipa C: 1º lugar (+6 pontos), 10 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 75 golos marcados, 8 golos sofridos

 

TRAQUINAS

Equipa A: 1º lugar (+3 pontos), 7 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 57 golos marcados, 7 golos sofridos
Equipa B: 1º lugar (+1 pontos), 5 vitórias, 2 empates, 0 derrotas, 59 golos marcados, 17 golos sofridos

 

Em 18 competições, o Sporting lidera a sua série em 14, um excelente sinal e um indicador claro de uma das melhores formações do Mundo.

 

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Ainda sobre a 4ª Bola de Ouro de Ronaldo (e a formação do Sporting)

O texto é de André Pipa, jornalista e cronista do jornal "A Bola". Um Sportinguista num antro de promiscuidade encarnada que teima em dizer o que tem de ser dito e outros nem ousam falar. (espero que não tenha em breve de passar a "independente" por ser isento e ao mesmo tempo uma espécie de "justiceiro da verdade")

 

"FANTÁSTICA consagração mundial de Cristiano Ronaldo no ano de ouro do futebol português e da Academia de Alcochete, que tem o seu nome umbilicalmente ligado à maior vitória de sempre do desporto nacional: a conquista do Euro 2016. Por alguma razão Aurélio Pereira foi convidado pelas televisões, rádios e jornais a comentar o enésimo sucesso do maior futebolista português de sempre, que até reuniu mais do dobro dos votos do rival Messi. Lógico: foi Aurélio quem o moldou, o formatou, e o preparou para ser lançado na equipa principal do Sporting - o que aconteceu por decisão do romeno Laszlo Bölöni, o homem que também lançou Ricardo Quaresma. Não sei se Aurélio Pereira e o Sporting têm noção do que significou a quarta Bola de Ouro de Ronaldo. Significou «apenas» isto: que a formação do Sporting igualou a Academia do Barcelona (La Masia) como o maior produtor mundial de Bolas de Ouro - vão cinco !!!, juntando-se o sumptuoso «tetra» de Cristiano (2008, 2013, 2014 e 2016) ao triunfo de Luis Figo em 2000. A cantera do Barcelona também tem cinco Bolas de Ouro, todas conquistadas por Lionel Messi, havendo depois quatro academias com três Bolas de Ouro no currículo: a do Ajax (Cruyff), a do UVV Utrecht (Marco van Basten), a do Nancy (Michel Platini) e a do River Plate (Alfredo Di Stefano e Omar Sivori). (......)

É claro que o triunfo de Cristiano tem vários progenitores, cada qual com méritos específicos em momentos diferentes da sua carreira. O Sporting será sempre o ponto de partida, o formador, e Aurélio Pereira o oleiro que moldou o barro. Pode e deve reclamar essa paternidade com mais que justificado orgulho. E devia fazê-lo com redobrada insistência, já que Alcochete continua a produzir diamantes de elevadíssimo quilate – olhem só o Gelson. Quem não faria o mesmo? (imaginem as reacções das «máquinas» propagandísticas benfiquista e portista se algum dia um futebolista formado no Seixal ou no Olival for considerado o melhor do Mundo !...). Mas é perfeitamente óbvio que Cristiano nunca se teria tornado o que se tornou se não tivesse ido parar às mãos de um ganhador compulsivo como Alex Ferguson no Manchester United; e nunca teria chegado onde chegou, em termos desportivos, mediáticos e financeiros, se não tivesse traçado - e cumprido! - o objectivo de representar o maior clube do Mundo, o Real Madrid, onde Cristiano chegou no auge das suas capacidades e se fez, definitivamente, um futebolista para a eternidade. Cristiano é, portanto, um «produto» elaborado pelo Sporting, aperfeiçoado pelo Manchester United e concluído pelo Real Madrid. E por ele próprio, com o seu inigualável e omnipresente carácter de vencedor, sua ânsia de superação, a sua férrea determinação de ganhar, de cortar a meta em primeiro. Creio que nesse particular – o CARÁCTER – Cristiano será porventura superior a Pelé e Maradona. Talvez o maior animal de competição que o futebol conheceu.

Em suma. Parabéns a Alcochete pela quinta Bola de Ouro no historial cinco meses depois de contribuir com dez jogadores - Rui Patricio, Cédric Soares, José Fonte, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, João Mário, Nani, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo – para a maior vitória de sempre do futebol português no Euro 2016. Alcochete é certamente umas das marcas portuguesas mais prestigiadas no estrangeiro (veja-se como Gelson já traz o selo de qualidade colado ao apelido…) e o sucesso reiterado na produção de grandes jogadores deveria funcionar não como motivo de inveja ou azia, mas como exemplo e inspiração às academias dos clubes concorrentes. Parabéns a Cristiano Ronaldo pela 4.ª Bola de Ouro da carreira– extraordinária carreira ! Parabéns ao Real Madrid de Florentino Perez (e ManuelPellegrini, José Mourinho,CarloAncelotti, eZinedineZidane...) por ter feito de Cristiano «o» futebolista total. Parabéns asirAlex Ferguson e ao ManchesterUnited por terem feito do promissor Cristiano um futebolista de classe Mundial.Lastbutnottheleast, parabéns ao mestre Aurélio Pereira, ao Sporting e aLazloBölöni por terem feito de um habilidoso magricelas Madeirense o protótipo do maior desportista Português de todos os tempos. Orgulho de um País. O nosso."

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Dupla Bola de Ouro

Impossível passar ao lado da eleição, pela quarta vez, de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do Mundo. Neste momento é o segundo de sempre com mais distinções e coloca Portugal no segundo lugar de países com mais vencedores do prémio, apenas a uma eleição de Alemanha e Holanda.

O ano fantástico do Real Madrid e da selecção nacional Portuguesa fez com que o júri não tenha tido dúvidas, dando a Ronaldo a distinção com mais do dobro de votos que o segundo classificado, Leo Messi.

 

Nota de destaque, não menos importante para Rui Patrício. Surge no 12º lugar da lista final, com 6 votos.

Recordo que a lista final contemplava 30 nomes e onze deles não receberam qualquer voto. Nomes como Agüero, Iniesta, Müller ou Sérgio Ramos viram o seu nome "ignorado" e isso valoriza ainda mais o guarda-redes do Sporting, o segundo melhor guarda-redes do Mundo, visto que Buffon acumulou 8 votos, os mesmos que Pepe.

Mesmo que estes factos continuem a passar despercebidos à maioria da comunicação social nacional, é inegável que o estatuto de Rui Patrício neste momento é este, entre os melhores do Mundo da sua posição.

 

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Miguel Luís coloca portugal na 2ª fase de apuramento para o Europeu de sub-19

Apuramento difícil para a equipa liderada por Hélio Sousa. Num grupo com Bulgária, Bielorrússia e Dinamarca, calhou a Miguel Luís marcar dois dos três golos de Portugal nesta 1ª fase.

 

Foram 7, os jovens leões a marcar presença neste apuramento. Seguem os dados de utilização de cada um:

Luís Maximiano (1 jogo / 90')
Gonçalo Vieira (1 jogo / 90' / 1 auto-golo)
Abdu Conté (3 jogos / 270')
Bruno Paz (2 jogos / 71')
Miguel Luís (3 jogos / 251' / 2 golos)
Rafael Leão (3 jogos / 225')
Pedro Marques (3 jogos / 270')

 

No primeiro jogo, um auto-golo de Gonçalo Vieira colocou a qualificação em causa. A derrota por 1-0 com a Bulgária não era a melhor forma de começar.

 

No segundo jogo, com a Bielorrússia, voltámos a encontrar-nos em posição delicada, após o golo dos bielorrussos aos 79'. Foi Miguel Luís, com um golo aos 90', que devolveu as esperanças no apuramento.

 

O terceiro e último jogo, jogado hoje ao meio-dia, colocava-nos perante a Dinamarca com a pressão de termos obrigatoriamente de ganhar. Pela terceira vez, vimos o adversário adiantar-se no marcador. O golo dos dinamarqueses aos 50' obrigou-nos a procurar o milagre. Aos 79', Tiago Dias, jogador do Benfica, empatou o jogo na transformação de uma grande-penalidade e, aos 88', voltou a aparecer Miguel Luís a colocar-nos no segundo lugar do grupo e, consequentemente, na próxima fase de apuramento.

 

Recordo que muitos destes jogadores são ainda sub-18 e provêem da equipa campeã da Europa de sub-17.

 

Portugal e os jogadores do Sporting estão de parabéns!

 

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Ecos: «Francisco Geraldes, o Bryan de Moreira de Cónegos. E o atrevido Podence»

"Francisco é centrocampista, mas foi na ala esquerda que passou praticamente todo o tempo na jornada transacta.

São incríveis as semelhanças com Bryan Ruiz. Na forma como toca a bola. A cabeça levantada, a condução e o passe assertivo com a parte externa do pé. Dos pés. A pausa que coloca no jogo, a forma como descobre sempre no corredor oposto os espaços que a equipa precisa para respirar. Tem soluções técnicas incríveis e entende ofensivamente sem bola onde poderá ser mais perigoso, movendo-se sempre para ofertar opções ao portador. Qualidades evidentes para ser bem sucedido mesmo em organização onde o espaço escasseia, de quem apesar de bastante jovem e pela primeira vez num ambiente diferente não se coíbe de mostrar caminhos e orientar a equipa no relvado.

Na outra ala e com traços bem diferentes Podence. O baixinho é provavelmente o melhor driblador da Liga. Tem mil soluções mesmo quando se move a grande velocidade, e se os adversários não aproximam coberturas é certo que passará pela oposição. Ainda a precisar de perceber que nem tudo se resolve sozinho e que associar-se com quem aparece dentro trará dividendos para a equipa. Quando encarar o jogo entendendo que tabelas e combinações são tantas vezes a forma mais eficaz de conseguir os mesmos desequilíbrios, tornar-se-à mais imprevisível e a sua equipa beneficiará por ter quem só porque recebe a bola no pé obriga adversários a aproximarem e juntarem rápido. Há potencial para ser aquilo que mostra com espaço em todos os momentos."

 

Post original no blog Lateral Esquerdo

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Será este o tímido reconhecimento dos campeões da Europa como os "Aurélios"?

Aurélio Pereira, uma das figuras mais destacadas do futebol de formação em Portugal, visitou a Cidade do Futebol e gostou do que viu.

A Cidade do Futebol recebeu hoje a visita de Aurélio Pereira, Coordenador de Recrutamento e Futebol do Sporting CP e figura de referência do futebol de formação em Portugal.

A convite de Joaquim Milheiro, coordenador do futebol de formação da FPF, e de Emílio Peixe, Treinador Nacional da Seleção sub-20, o homem que descobriu para o futebol nacional alguns dos maiores talentos de sempre visitou as instalações, inauguradas no passado dia 31 de março, posou para uma foto com a Taça de Campeão Europeu, conquistada em França, conviveu com Vítor Baía, responsável pelo Projeto 1- Escola de Guarda-Redes, e vários dos treinadores nacionais, além de ter observado atentamente o treino da Seleção Nacional sub-17 que hoje terminava um estágio de três dias.

Em declarações ao fpf.pt, Aurélio Pereira elogiou as novas condições de trabalho oferecidas às equipas nacionais, sublinhando o contributo que está a ser feito para o desenvolvimento dos talentos nos clubes, Associações Distritais de Futebol e FPF.      

Aurélio Pereira é um nome que ultrapassa as fronteiras do clube onde sempre trabalhou. Figura de referência nacional ao longo das últimas décadas foi pelo seu "olho" que foram descobertos e desenvolvidos talentos que se tornaram figuras de proa da Seleção Nacional. Paulo Futre, Emílio Peixe, Luís Figo, Simão Sabrosa, Quaresma ou o atual capitão da Equipa das Quinas, Cristiano Ronaldo, são alguns dos muitos futebolistas que ajudou a descobrir.

Veja aqui as declarações de Aurélio Pereira:

Fonte: fpf.pt

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A influência da formação do Sporting no século XXI

Desde 2000, ano em que Portugal se tornou num habituée em fases finais de grandes competições que o 'peso' da formação do Sporting na 'equipa de todos nós' se vem acentuando.

 

Observem o gráfico com os formados no Sporting em cada convocatória de 23:

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2000 - Beto e Luís Figo - 2

2002 - Marco Caneira, Beto, Luís Figo e Hugo Viana - 4

2004 - Nuno Valente, Beto, Luís Figo, Simão Sabrosa e Cristiano Ronaldo - 5

2006 - Marco Caneira, Nuno Valente, Luís Figo, Hugo Viana, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo e Luís Boa Morte - 7

2008 - Rui Patrício, João Moutinho, Miguel Veloso, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo, Nani, Ricardo Quaresma e Luís Boa Morte - 8

2010 - Beto (GR), Miguel Veloso, Simão Sabrosa e Cristiano Ronaldo - 4

2012 - Rui Patrício, Beto (GR), Miguel Veloso, Custódio, João Moutinho, Hugo Viana, Ricardo Quaresma, Simão Sabrosa, Nani e Cristiano Ronaldo - 10

2014 - Rui Patrício, Beto (GR), Miguel Veloso, William Carvalho, João Moutinho, Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela - 8

2016 - Rui Patrício, José Fonte, Cédric Soares, William Carvalho, Adrien Silva, João Moutinho, João Mário, Nani, Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma - 10

 

São 21 jogadores que nestes 16 anos foram parte integrante de grupos maioritariamente bem sucedidos, com 'campanhas' em que chegámos a 2 finais, 5 meias-finais e onde só por duas ocasiões não ultrapassámos a fase de grupos.

 

Juntos perfazem quase um milhar de internacionalizações (973). São, em média, 46 internacionalizações por jogador, 3 em média por fase final, significando isto que a grande maioria dos seleccionados formados no Sporting tiveram sempre um papel importante dentro dos grupos escolhidos para as grandes competições, fazendo cada um, em média, o equivalente a uma fase de grupos por fase final.

 

Cristiano Ronaldo (7 fases finais) - 132 internacionalizações (33 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Luís Figo (5 fases finais) - 127 internacionalizações (30 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Nani (4 fases finais) - 102 internacionalizações (17 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

João Moutinho (4 fases finais) - 89 internacionalizações (17 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Simão Sabrosa (5 fases finais) - 85 internacionalizações (17 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Ricardo Quaresma (3 fases finais) - 56 internacionalizações (8 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Miguel Veloso (4 fases finais) - 56 internacionalizações (11 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Rui Patrício (4 fases finais) - 51 internacionalizações (12 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Nuno Valente (2 fases finais) - 33 internacionalizações (11 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Beto (3 fases finais) - 30 internacionalizações (5 jogos em Europeus e/ou Mundiais) 

Hugo Viana (3 fases finais) - 29 internacionalizações (2 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Luís Boa Morte (2 fases finais) - 28 internacionalizações (1 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Silvestre Varela (1 fase final) - 27 internacionalizações (5 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Marco Caneira (2 fases finais) - 25 internacionalizações (1 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

William Carvalho (2 fases finais) - 24 internacionalizações (6 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

João Mário (1 fase final) - 17 internacionalizações (6 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

José Fonte (1 fase final) - 15 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Cédric Soares (1 fase final) - 14 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Adrien Silva (1 fase final) - 12 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Beto (GR) (2 fases finais) - 11 internacionalizações (2 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Custódio (1 fase final) - 10 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

 

No top 10 dos mais internacionais de sempre, quatro foram formados no Sporting (Cristiano Ronaldo, Luís Figo, Nani e João Moutinho) e, em breve, o top 3 será totalmente preenchido por jogadores formados na maior escola de Portugal (Cristiano Ronaldo e Luís Figo são os líderes e Nani está a apenas 8 jogos de Fernando Couto, o actual terceiro da tabela). Apenas 5 dos integrantes do top 10 se mantêm em actividade (Cristiano Ronaldo, Nani, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e João Moutinho).

 

Só Ricardo Carvalho se intromete entre os jogadores com mais internacionalizações em fases finais (21). O restante top 6 é composto por Cristiano Ronaldo (33), Luís Figo (30) e Nani, João Moutinho e Simão Sabrosa (todos com 17).

 

Naturalmente, não fiz contabilidade idêntica para os rivais, afim de aferir se a diferença é assim tão grande mas, a "olho nu", parecem não restar dúvidas da importância da formação do Sporting no sucesso da selecção no século XXI.

 

Claro que este dado estatístico pretende apenas dar o devido e merecido destaque que tão poucas vezes se vê referido na comunicação social portuguesa, não ignorando a importância de todos os outros clubes que 'abastecem' a selecção nacional até porque, quando joga a selecção, não há clubes em campo mas sim apenas uma nação.

 

Amanhã, espero por um feito histórico mas não nego o orgulho extra que será atingir esse feito com 10 jogadores formados no meu Clube.

 

Força, Portugal!

 

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Resumo dos campeonatos nacionais de contra-relógio

Realizam-se desde a passada 6ª feira os campeonatos nacionais de ciclismo, tendo já decorrido todas as provas de contra-relógio individual.

Os destaques vão para o paraciclismo do Sporting / Tavira, que tem dois novos campeões nacionais. 

Luís Costa, na classe H5 e Flávio Pacheco, em H4 (ambos ao centro da imagem, facilmente identificados pelos calções verde-e-brancos) subiram ao mais alto lugar do pódio.

 

Seguem também os resultados das provas de elites e juniores femininos, onde o melhor resultado surgiu por intermédio de Katarina Larsson, terceira classificada.

CN Fem CRI.png

 

Termino com os resultados de juniores e cadetes masculinos, onde Bruno Faleiro, com um terceiro lugar no escalão júnior, alcançou a melhor prestação entre os atletas presentes em prova.

CN Masc CRI.png

Hoje realizam-se as provas em linha dos mesmos escalões e veremos se conseguimos mais algum título.

 

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